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Publicado no final da tarde de quarta, Claiton Gonçalves substitui peça altamente restritiva elaborada pelo vice Pedro Pedrozo (quando era prefeito em exercício), que acabou endossada mais tarde pelo governador Eduardo Leite. Gestor tenta frear uma hecatombe na economia que fará, em breve, o vírus chinês parecer brincadeira Matéria especial e editorial

Saúde

Não surte na quarentena

Em artigo, médico psiquiatra fornece dicas para preservar a saúde mental Páginas 8 e 9

Cidade

PolítiCa

Empresa produz materiais de proteção no combate à pandemia do covid-19 Página 11

Secretários se licenciam das pastas para pleito e novos são anunciados Página 12

Grendene: kits para saúde

Foco direcionado à eleição

Ramon Cardoso

Novo decreto busca conter o avanço da pandemia econômica


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ESPERANÇA PARA O FUTURO

Bem mais flexível: novo decreto Publicado no final da tarde de quarta ele permite abertura do comércio, desde que respeitada série de regras, e visa garantir um respiro à economia farroupilhense

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ebatido ao longo da última semana com entidades do setor produtivo, de classe, sanitárias e inclusive com os Ministérios Públicos (MP) Estadual e Federal, o novo decreto municipal, no que tange ao respeito às regras de controle da pandemia do vírus chinês, é mais rigoroso até mesmo que o estadual, mas é mais flexível no atendimento de uma necessidade premente: a reabertura do comércio. O prefeito Claiton Gonçalves defendeu a medida e acredita que ela não impactará no cenário atual. “Quem pode estar circulando, que não são as pessoas com mais de 60 anos e com doenças crônicas, já está

circulando. O grupo de risco segue com as determinações de isolamento humanitário. Devemos ter respeito a muitas regras. Por exemplo, o uso de máscara é inegociável. Os que atendem atrás do balcão têm que estar também com luvas e óculos de proteção. O comércio pode voltar a abrir as portas, mas evitando aglomerações. Quem pode deve trabalhar com agendamentos, com hora marcada para atendimento, além das atitudes já conhecidas da população, que é de lavar as mãos, usar álcool gel, higienizar os calçados, deixar roupas no sol, a casa arejada, enfim, ações que podem inibir um avanço indiscriminado do covid-19”, explicou o prefeito. Em 22 páginas, o documento pode ser conferido no site da prefeitura, o www.

farroupilha.rs.gov.br, logo na página principal, no ícone Diário Oficial. “Em momento algum estamos descuidando da questão da saúde, nem tampouco é um fomento da atividade econômica, mas estamos tentando mantê-la respirando por aparelhos. Não podemos matar a economia, causar um problema maior do que o vírus. Ele está no ambiente, não tem como não entrarmos em contato com ele, mas temos como impedir que ele avance adotando essas medidas protetivas”, comentou Claiton. Questionado se o decreto anterior foi demasiadamente restritivo e se tomaria outro tipo de atitude, o prefeito preferiu não discorrer sobre a questão. “Eu diria que foi um decreto possível para o momento e para as pesso-


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busca evitar colapso econômico Arquivo Jornal Informante

as que estavam aqui (no comando do Executivo). Não tenho como precisar se minha postura seria diferente porque é uma situação inédita”, declarou o gestor. Ele também frisou que manteve contatos permanentes com o MP, tanto o Estadual quanto o Federal, e acredita que o decreto não trará prejuízos às determinações até então vigentes, mas que as permissões concedidas terão que ser respeitadas e estarão sob fiscalização, tanto por parte da prefeitura como do MP. “Estamos atendendo um anseio da comunidade e ao mesmo tempo buscando um resguardo ainda maior no No mesmo time? Ao anunciar licença quatro semanas atrás, Claiton deixou o comando do Executivo nas mãos de Pedro Pedrozo: série de restrições, mais tarde avalizadas pelo governador, estrangula há três semanas a economia farroupilhense de maneira impiedosa

que diz respeito à vida das pessoas. Nosso entendimento é de que estamos de acordo com o decreto estadual, mais rígidos no controle interpessoal, que é onde o vírus pode se propagar, mas flexibilizando o comércio que necessita, aos poucos, retomar sua normalidade porque a economia, que já vinha se recuperando de um momento difícil, não pode parar”, ponderou o prefeito. Claiton também destacou que deve ocorrer uma elevação no número de casos até o final deste mês e início de maio, mas que essa é uma consequência natural da pandemia. “Temos exemplos de Países que adotaram o confinamento e os números explodiram, outros que conseguiram, com isso, controlar a situação. Alguns não fizeram regras de exceção e apresentam números baixos. É difícil precisar qual é a medida correta a ser adotada, tanto que o nosso decre-

to prevê uma reavaliação a cada 10 dias, não pelo número de casos, que esse tende a crescer e isso ocorreria com ou sem medidas restritivas, mas pelo comportamento das pessoas na proteção ao vírus”, finalizou o prefeito, destacando que enviará, nos próximos dias, um projeto de lei sobre a questão para a Câmara de Vereadores. Legislativo é a favor de abrandamento das restrições Os vereadores consultados pela Redação na tarde de quarta mostraram-se favoráveis à volta da atividade comercial no município. Todos reforçaram a importância da adoção e manutenção de medidas de higiene e proteção no período da pandemia, mas enfatizaram que a reabertura do comércio é imprescindível para evitar um caos econômico completo.


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O estado de flexibilização para lidar na Marcelo Godke *

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oi editado o Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020 para reconhecer estado de calamidade pública em território nacional em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O reconhecimento de tal estado tem eficácia até o dia 31 de dezembro de 2020 e permitirá a flexibilização das regras de gastos públicos, notadamente as previstas na Lei de Responsa-

bilidade Fiscal e Lei Orçamentária referente ao ano de 2020. Ainda com vistas a mitigar os efeitos que o covid-19 poderá ter sobre a economia, notadamente no que diz respeito à possibilidade do fechamento em massa de vagas de trabalho em decorrência da queda abrupta da atividade econômica e do faturamento das empresas, foi editada a Medida Provisória nº 927, de 22 de março de 2020. Segundo o texto da MP nº 927/20, o estado de calamidade pública previsto no Decreto Legis-


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calamidade pública e a das regras trabalhistas crise do covid-19 lativo nº 6/20 representa força maior nos termos do artigo 501 da Consolidação das Leis do Trabalho, o que dá ao empregador o poder de alterar algumas das condições pactuadas com os empregadores, inclusive o de reduzir, de maneira geral, os salários pagos aos empregados enquanto durar o referido estado. Além disso, enquanto durar o estado de calamidade pública, empregado e empregador poderão celebrar acordo individual escrito a fim de garantir a permanência

do vínculo empregatício, que terá preponderância sobre os demais instrumentos normativos, legais e negociais, desde que observados os limites constitucionais. Outras possibilidades previstas na MP nº 927/20 são as listadas abaixo. 1) utilização do chamado “teletrabalho”, que é modalidade de trabalho à distância com utilização da internet, inclusive para estagiários e aprendizes, independentemente de qualquer alteração do contrato de trabalho em vigor; 2) a antecipação de férias individuais, mesmo

para aqueles que ainda não tenham passado por todo período aquisitivo de tal direito; 3) a concessão de férias coletivas; 4) a antecipação de feriados religiosos e não-religiosos, sendo que aqueles dependerão de acordo prévio como empregado; 5) a interrupção das atividades pelo empregador e a constituição de regime especial de compensação de jornada por meio de banco de horas; 6) a suspenção de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho, incluindo a obrigatoriedade de realização de exames médicos ocupa-

cionais, clínicos e complementares (exceto os demissionais); 7) suspensão do contrato de trabalho para que o empregado seja direcionado para treinamento e qualificação profissional; e 8) o diferimento do recolhimento das verbas relativas ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. * Advogado, sócio de Godke Advogados, especialista em Direito Empresarial, professor da FAAP, do Insper, do CEU Law School e palestrante da FGV e do Ibmec


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Não é somente pela saúde, mas também por politicagem barata Para quem acredita que medidas de reclusão, completas e absolutas, propostas por gestores inconsequentes, têm a ver com a questão da saúde, façamos um exercício de reflexão. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determina, em seu artigo 486, o que está disposto no parágrafo abaixo. “No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho, motivada por ato de autoridade municipal, estadual ou federal, ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade, prevalecerá o pagamento da indenização, que ficará a cargo do governo responsável”, eis o que dispõe a venerada CLT. Agora imaginemos o seguinte cenário. Uma empresa com dificuldades financeiras decide ingressar na Justiça contra um gestor que determinou, de maneira compulsória e sem conhecimento algum da situação (como é o caso da esmagadora maioria, convenhamos, os “especialistas em pandemia”), o fechamento de suas atividades, e ganha a causa. Pode ser uma empresa com dois funcionários, de uma cidadezinha do interior de Santa Catarina. Eu garanto que em 5 minutos essa quarentena horizontal ridícula é abolida. Duvidam? Governadores, que

abruptamente determinaram o fechamento de toda a atividade econômica de Estados, agora clamam por dinheiro do governo federal, este mesmo que tentam, a todo custo, derrubar. Não devem ser socorridos, até mesmo porque a União é justamente o único ente que está tentando salvar a economia brasileira da ruína completa. Convenhamos, seria ridículo auxiliar quem está contribuindo para o caos econômico. Com esse cenário, podem ter a mais absoluta certeza que essa quarentena horizontal está com os dias contados. Ou seja, não se trata de uma questão somente de saúde. Se trata também de politicagem barata e rasteira. Se trata, sobretudo, de dinheiro. Se a conta, que hoje será paga pelo trabalhador e pelo empresário, com a perda de postos de trabalho e fechamento de empresas, chegar aos cofres públicos (alguém aí viu algum político, funcionário público ou cargo em comissão abrir mão do salário?), essa hipocrisia tem fim de maneira muito mais rápida que o oportunismo de certos gestores. Faz três semanas que Farroupilha está paralisada. Isso terá um preço a ser pago e trará um impacto nefasto na camada mais necessitada da população, a que compõe a

Índice Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editorial ...................................................Página 6 Opinião ......................................................Página 7 Saúde .........................................................Páginas 8 e 9 Economia...................................................Página 10 Cidade ........................................................Página 11 Política ..................................................... Página 12 Esporte ..................................................... Páginas 14 e 15

Inside

Especial..................................................... Capa, 2 e 3 Crônicas da Redação ............................. Página 2 Rita Rosa Baretta................................... Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Fabrício Oliboni ..................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Paulo Roque Gasparetto ..................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 8 páginas

maior parte da massa trabalhadora da cidade. Essa mesma para quem políticos, de todas as esferas, se lixam, quando ela deveria ser a mais considerada por gestores que conseguem enxergar além da esquina. Esses, infelizmente, são raros. Ainda não se sabe quando a atividade da indústria, comércio e serviços será retomada. Porém, as perversas consequências de semanas de pandemia econômica surtirão um efeito imediato. Uma hecatombe está por vir. Ao longo das últimas semanas, matérias e Editoriais do Jornal Informante alertaram para a necessidade da atividade produtiva ser retomada de maneira premente. O discurso que se ouvirá nas próximas semanas, de que se evitou um extermínio da população é um farsa barata, um engodo. Ele sumirá com a mesma velocidade que o fechamento de empregos e empresas. Talvez até mais rápido. E a vida, para essa camada privilegiada da sociedade, que brinca com as esferas mais necessitadas, seguirá sem maiores problemas, com gordas reservas financeiras que, vejam a ironia, foram garantidas justamente pela força de trabalho e suor destes que em breve estarão desassistidos. É impossível calcular e precisar o tamanho do dano que está sendo

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Juliana Inês Casa Barbieri juliana@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

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causado à economia farroupilhense. O que era possível, nestes últimos dias, era minorá-lo. Ao que tudo indica, isso sequer entrou em pauta. Os apelos e gritos de quem estará desamparado não serão ouvidos. A grande maioria deles está preocupada com a próxima ou futuras eleições ou em derrubar um governo que não está alinhado à sua ideologia. O vírus chinês será debelado? Certamente que sim. Mas com ele será exterminado parte da economia brasileira, de maneira completamente desnecessária. É como um pequeno corte na mão ser resolvido com a amputação do braço. A amputação econômica gerará um prejuízo que fará o coronavírus parecer brincadeira. Um cenário de devastação, destruição e morte muito mais expressivo do que qualquer pandemia. Mas não se enganem, os maus gestores dirão que salvaram Municípios e Estados de um extermínio. A muleta já está pronta. Ela servirá aos políticos. Espero que não sirva para a população. Se a vacina para o covid-19 ainda não está disponível, que estejamos vacinados contra o populismo barato e rasteiro que, novamente, está levando o País à ruína. Mais uma vez. Tomara que seja a última porque, todos hão de convir, não está sendo nada agradável viver dias de Venezuela.

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Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

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A manifestação dos colunistas é livre e independente e não necessariamente reflete a opinião do Tabloide sobre os temas abordados nas colunas

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O covid está impactando também a internet Vivaldo José Breternitz * O covid-19 está alterando os padrões de uso das redes de telecomunicações, especialmente da internet: funcionários de governos e empresas estão trabalhando na modalidade home office, universidades e outras escolas estão adotando ferramentas de educação à distância, pessoas confinadas em suas casas buscam notícias, jogam online e assistem a fil-

mes na modalidade streaming. Tudo isso está levando a um aumento substancial do uso da internet, podendo gerar uma queda do padrão de serviços, especialmente velocidade e disponibilidade da rede, justamente em um momento em que a mesma precisa estar operando em seu melhor nível, como uma importante ferramenta no combate à pandemia. Essa preocupação já está chegando aos governos, com a União Europeia

tendo solicitado às plataformas que disponibilizam conteúdos digitais operando na modalidade streaming, especialmente a Netflix, que passem a divulgar seu conteúdo no modo standard, e não em alta definição (HD), como forma de diminuir o volume de tráfego. Essa providência torna-se ainda mais importante em um momento em que essas plataformas abrem seu sinal, disponibilizando-o a mais usuários. As autoridades europeias pedem aos

usuários que cooperem, privilegiando o uso de Wi-Fi e usando baixas resoluções, sempre que possível, e estão monitorando o uso das redes, podendo intervir se a situação se tornar crítica. * Doutor em Ciências pela USP, professor de Planejamento Estratégico e Sistemas Integrados de Gestão da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Liderança em home office: como manter a equipe engajada no trabalho remoto A pandemia do coronavírus levou muitas empresas a uma novidade na modalidade de trabalho: o home office. Embora para algumas essa fosse uma prática já conhecida, para a maioria a mudança foi abrupta. E não poder estar no dia a dia com os funcionários tem deixado muitos gestores inseguros. Afinal, como liderar à distância e manter a equipe comprometida com os objetivos? É interessante pensar na solução para esse problema em quatro pontos, listados abaixo. 1) Demonstrar confiança: a situação de trabalho em casa é nova para todos e pode ser que muitos funcionários também não se sintam plenamente confiantes, com medo de não terem seus esforços reconhecidos. Aí entra uma característica essencial de líder: confiar e demonstrar confiança. Apenas conseguir ficar tranquilo em relação às entregas com qualidade não basta: a equipe precisa sentir essa segurança. Isso se mostra com a dose certa de cobrança – nada de perguntar duas ou três vezes a mesma coisa caso a primeira resposta já tenha sido satisfatória – e com sensatez na comunicação – não ligar, mandar e-mails ou chamar no WhatsApp fora do horário de trabalho ou durante o horário de almoço, por exemplo. 2) Saber delegar bem as tarefas: especialmente neste momento, de adaptação ao home office e mesmo de compreensão de tudo que está acontecendo no mundo, não é uma boa ideia ser um chefe centralizador. O ideal é delegar as tarefas por atividade, e não por horário, deixando claro o que espera em termos de: detalhes da tarefa, sua importância,

Imagem: Reprodução

André Rezende *

prazo e resultados. Para o bom funcionamento do home office para todos, é melhor eliminar a expectativa de horas contínuas de trabalho e potencializar entregas e resultados. 3) Promover ensinamentos de produtividade: como pontuado anteriormente, a situação de home office é nova para funcionários em todos os níveis hierárquicos. Cabe a quem está em cargos de chefia guiar a equipe para o melhor caminho da produtividade nesta realidade. É imprescindível deixar claro que é possível ter responsabilidade com liberdade e que não importa o que

os colaboradores façam ao longo dos dias, desde que entreguem tudo no prazo. No dia a dia isso vai se ajustando até não haver mais insegurança em nenhuma das partes. 4) Não separar mais o pessoal do profissional: reuniões por videoconferência, esclarecimentos de dúvidas por telefone, lembretes por WhatsApp. Ao mesmo tempo, filhos em casa, cachorro querendo um carinho, alguém chamando em outro cômodo da casa. A comunicação muda bastante quando há trabalho em home office, e o superior precisa entender que agora o funcionário está se desdobrando em

vários papéis – o que não compromete seu rendimento. Demonstrar compreensão e até mesmo abrir espaço para uma interação descontraída estreita o relacionamento entre o superior e o subordinado e aumenta tanto a confiança quanto a produtividade. Acima de tudo, deve-se manter o foco no objetivo principal. Por mais desafiadora que seja a adaptação ao home office, a meta deve continuar guiando cada decisão tomada, mesmo que à distância. * Consultor, palestrante e mentor de pessoas e negócios


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Quarentena e sanidad Marcelo Niel *

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pandemia do coronavírus impôs abruptamente a todas as pessoas a realidade da quarentena: privação da liberdade, limites, mudança de hábitos e rotinas, dificuldades financeiras e organizacionais. Todos ao redor do mundo estão – ou estarão – submetidos a esse novo modo de viver que exige uma série de adaptações e transformações que parecem, em um primeiro momento, impossíveis de serem realizadas, mas não são. As pessoas são diferentes e reagem de modos únicos frente a desafios e situações-limite. Entretanto, a História da Humanidade mostra que sim, somos e seremos capazes de lidar com o rigor que a situação impõe, se soubermos manter a serenidade. E como é possível manter serenidade numa situação tão drástica? Tenho acompanhado e orientado muitas pessoas, pacientes e amigos, e tenho percebido que o acesso à tecnologia, que se tornou essencial para nós e com potencial para ser nossa aliada, tem se tornado nossa inimiga. Evite compartilhar todo tipo de mensagem falando sobre a pandemia, sobre métodos de proteção, desinfecção e, mais ainda, mensagens de pânico, relatos de pessoas que estão fora no Brasil, porque isso só contribui para aumentar nosso medo frente a algo que não temos controle, além das medidas de prevenção já conhecidas e difundidas. Isso não significa que devemos permanecer alienados: escolha uma fonte de informação para se atualizar durante um curto período do dia, uma única vez já é suficiente. Use a tecnologia a seu favor: chame pessoas para conversar, faça chamadas de vídeo, conecte-se com as pessoas. Muita gente tem aproveitado o momento para propor atividades em grupo através das mídias sociais: cantar, rezar, bater papo, realizar discussões teóricas em áreas de seu interesse. Seja generoso: chame pessoas para conversar, mande um recadinho para aquela pessoa que você sabe que está sozinha e tem maior potencial de “pirar”. Na minha rede de amigos, eu tenho observado com cuidado quem está “surtando” e tenho chamado essas pessoas para conversar, distrair e até chamar a atenção para o nível de “piração”. Não é preciso ser psicólogo, psiquiatra ou terapeuta para cuidar dos amigos, das pessoas à nossa volta: basta um pouco de humanidade. Pessoas que já fazem algum tipo de tratamento psiquiátrico podem estar mais vulneráveis a se desestabilizarem. Dê suporte a elas. Chame para conversar, certifique-se de que ela está bem, pergunte se suas medicações estão em dia, se for o caso. São pequenos cuidados que podem fazer uma grande diferença. O nível de ansiedade das pessoas está muito elevado e muita gente tem apresentado crises mais sérias, que

necessitam de ajuda profission profissionais da área de saúde nas redes sociais para escuta ajuda é o primeiro grande pass Procure manter-se em ativid a mente. Dentro de casa, há u telamos, deixamos para depo de tempo. A hora é agora. Co gavetas, armários, documento sem número de atividades que período. Evite permanecer tem atividade, porque você pode s mentar seu tédio. Aprenda a d Como disse, a mente també nha vergonha de ficar deitado e arrastar as meias pelo chã pela casa. Lembre-se do quant pa social, uniforme, calça com os dias. É legal também exerci de-se. Tome banho, faça as u ou depile os pelos se achar ne O tédio, a irritação e o estre importa se sozinhos ou acomp importante é desviar o foco da dade: ouvir uma música, tomar você está confinado com outr nha e nem receio de se afastar peite sua necessidade de esp


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de mental: é possível?

nal e isso não é frescura. Vários e mental têm se disponibilizado e suporte gratuitos e procurar so para recuperar o equilíbrio. dade, mas também descansar uma série de afazeres que proois, geralmente alegando falta oisas para consertar, arrumar os, jogar coisa velha fora e um e podem ser executadas nesse mpos infindáveis numa única se enjoar dela e, com isso, audosar. ém precisa descansar. Não teum dia inteiro, ficar de pijama o ou mesmo ficar sem roupa to reclama de ter que usar roumprida e sapato fechado todos itar um pouco de vaidade. Cuiunhas, arrume o cabelo, apare ecessário. esse chegarão para todos, não panhados. Do mesmo modo, o a irritação com uma outra ativir um banho, respirar fundo. Se ras pessoas, não tenha vergor um pouco. Vá descansar, respaço, mude de ambiente. Não

Imagem: Reprodução

há nada de errado em se recolher um pouco para aumentar os níveis de paciência. O confinamento em grupo, sobretudo em família, nos coloca frente a frente com as dificuldades de convivência que conseguimos driblar ou evitar quando a rotina está normalizada: aquele irmão “chato”, aquela avó “crica”, aquele pai cheio de “manias” e isso pode fazer com que os ânimos se exaltem ainda mais. Famílias convivendo com crianças possuem um grande desafio: driblar o tédio dos pequenos. Procure mantê-los em atividade, abuse da criatividade. Jogos, brincadeiras, pinturas, desenhos. Não se incomode com paredes rabiscadas, se for o caso. Tenho uma amiga que reservou uma parede inteira do quarto dos filhos para eles poderem rabiscar e deu muito certo. Evite deixar as crianças o tempo todo nos celulares, tablets e computadores. Sim, pode ser um grande sossego, mas procure dosar com outras atividades saudáveis. Você que está podendo permanecer confinado e não se expondo a riscos a todo o tempo, como é o caso dos profissionais de saúde e de pessoas que são obrigadas a sair às ruas por uma questão de sobrevivência, seja grato. Compreenda que você está inserido num sistema de privilégios do qual muitas pessoas não fazem parte. As dicas podem ser infindáveis, porque cada pessoa pode descobrir um jeito diferente e inovador de lidar com essa crise. Vamos em frente, cuidando uns dos outros e se cuidando, até que possamos voltar à nossa rotina. * Médico psiquiatra e doutor em Ciências pela Unifesp


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EFEITO DO CORONAVÍRUS

Coelhinho mais magro nesta Páscoa ‘Premiada’ pela pandemia do covid-19, data é a primeira impactada e trará danos grandes para fabricantes e comércio O empreendedor lamenta, sobretudo, o fato da pandemia ter freado um ano que seria de recuperação, como vislumbrado em praticamente toda a cadeia produtiva da cidade, seja na indústria, comércio ou no setor de serviços, mas que é mais sentida justamente para quem tinha, na data, uma busca mais expressiva de retomada. Mesmo assim, Gustavo aposta que os prejuízos serão minorados a partir das alternativas adotadas. “Em relação ao ano passado, acredito que a diminuição na comercialização irá girar em torno de uns 10%, mas a partir do novo cenário que desenhamos, com preços mais acessíveis. Evidente que a situação afeta um ano que apontava para um crescimento”, comenta. Outra empresa que tinha a Páscoa como uma aposta alta é a Confeitaria Kidelizz. Embora ela não dependa exclusivamente da data, há alguns anos a produção de chocolates para a época tinha sido incrementada. “Os prejuízos serão muito grandes. Estimamos uma perda de 1/4

Divulgação

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pós um início de ano de muitas contas a pagar, com IPTU, IPVA e material escolar, a primeira data da temporada para o comércio é a Páscoa. No entanto, engolfada pela pandemia do vírus chinês, o período busca apenas minorar os prejuízos de produtores e comerciantes, já que o dano com as vendas será alto e o primeiro de um ano que deve render um faturamento baixo em todas as celebrações. “A alternativa que encontramos para minimizar os prejuízos foi de vendermos produtos a praticamente no preço de custo. Entramos em contato com fornecedores para não sobrar material, mas evidente que há uma restrição na movimentação de pessoas que acaba sendo prejudicial. Muitas não fazem uso da máscara o que é uma dificuldade extra já que temos um cuidado, tanto com o cliente quanto com o funcionário”, destaca Gustavo Bonetto, proprietário da Chocolate & Cia.

na comercialização do período. Apostamos em promoções para minimizar os danos que, só não serão ainda maiores porque logo no início da pandemia paramos a nossa produção de chocolates para a data”, explica o empresário Ivan Bampi, sócio proprietário da empresa que, geralmente, em janeiro já direcionava parte do setor produtivo voltado à Páscoa.

Menos doce Páscoa deste ano sofrerá prejuízos por conta do vírus chinês e deve servir de parâmetro para outras celebrações ao longo do ano


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onda solidária

Obituário

Grendene acelera produção e distribuição de 250 mil kits de proteção para profissionais de saúde

4 de abril * João Vicente de Oliveira, 68 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal (CPM); * Felix Razzera, 77 anos. Sepultamento no CPM. 6 de abril * Octacilio Zamboni, 80 anos. Sepultamento no CPM. 7 de abril * Teresinha Olivia Guzzo Lorenzon, 77 anos. Sepultamento no CPM; * Leni Ranzolin Vivan, 52 anos. Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul; * Fabiano Sgarabotto, 38 anos. Cemitério da comunidade de Nova Milano (4º Distrito).

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farroupilhense Grendene trabalha na produção de kits de proteção destinado aos profissionais de saúde que combatem a pandemia do coronavírus. Serão 250 mil que estão sendo produzidos nas unidades da cidade e de Sobral (CE) e que serão, em um primeiro momento, repassados para as respectivas comunidades onde atua e, a partir daí, estendidos para demais Municípios e Es-

tados conforme necessidade informada pelas Secretarias de Saúde. “Trabalhamos todos os dias para gerar um impacto social positivo e entendemos que neste momento esse compromisso deve ser reforçado”, afirma Luiz Antônio Moroni, diretor de Relações com Investidores da Grendene. O kit é composto por jaleco, touca, protetor para os pés e máscaras faciais. Para viabilizar as doações, teve o apoio das empresas parceiras Lineforme Termoformados e

Plásticos Itália, para a produção em Farroupilha. “A cooperação de todos os setores da sociedade é essencial para que possamos vencer situações desafiadoras como as que enfrentamos neste momento. Temos profundo respeito e admiração pelos profissionais de saúde e esperamos que, com essa iniciativa, possamos contribuir para que sigam com esse trabalho tão essencial”, destacou Moroni. Os materiais começaram a ser distribuídos nesta semana.

Alguém quer me adotar? Esta mocinha tem 8 anos e é de porte pequeno/médio, dócil e carinhosa. Infelizmente, sua família não tem condições mais de mantê-la. Ela está na corrente e precisa de um pátio cercado para brincar. Precisamos conseguir urgente uma nova família para esta pequena. Interessados podem manter contato pelo fone (54) 999.371.647.

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Materiais serão doados, em um primeiro momento, para municípios onde a empresa tem operações, numa força-tarefa para conter o covid-19


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TROCAS NAS SECRETARIAS

Secretários se licenciam para concorrer e Claiton anuncia novos titulares das pastas Assessoria de Imprensa da Prefeitura

Calendário eleitoral provoca mudanças expressivas no primeiro escalão do Executivo

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início da semana assinalou também alterações na cúpula do Poder Executivo. Por conta da eleição, o calendário obriga os candidatos que desejam concorrer no pleito de outubro a se licenciarem dos cargos que ocupam na administração municipal. Com isso, muitos secretários deixaram as pastas para se habilitarem à corrida eleitoral, seja para a eleição proporcional, seja para a majoritária. O prefeito Claiton Gonçalves anunciou os novos titulares (lista ao lado), que devem comandar as Secretarias até a eleição ou até o fim da gestão. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Infraestrutura e Trânsito deve ter anunciado um novo titular nos próximos dias e o prefeito ficará responsável pelas pastas de Finanças, Saúde e Gestão e Governo.

Alterações Claiton com boa parte dos novos secretários em semana de mudança no alto escalão da prefeitura

Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda Gelson Parodes Desenvolvimento Rural Daniel Troes Desenvolvimento Social e Habitação Carlos Cruz Educação Vinícius Grazziotin de Cezaro Esporte, Lazer e Juventude Vinícius Grazziotin de Cezaro (interino)

Meio Ambiente Adriano Colferai Planejamento Alex Gustavo Marques Gobbato Turismo e Cultura Vinícius Grazziotin de Cezaro (interino) Chefia de Gabinete Raffaele Dica Camell Procuradoria Geral David Tolomeotti


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BRASIL FEMININO

Para manter a forma: a rotina de Fotos: Arrquivo Pessoal

Após grande vitória contra a Chapecoense na estreia do Brasileirão Série A2, pandemia do vírus chinês interrompeu competição nacional e atletas fazem de tudo para minorar os impactos de uma parada forçada em um retorno que, todos esperam, seja breve

Brasil Feminino

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ntes mesmo da viagem a Chapecó e, posteriormente a Xanxerê, para a estreia no Brasileirão Série A2, o cenário que se desenhava não era dos melhores para o futebol feminino. A interrupção no calendário brasileiro por conta da pandemia do covid-19 era iminente, mas havia a estreia das gurias rubro-verdes antes do anúncio da pausa, no duelo contra a Chapecoense. O triunfo homérico por 4 a 3, com uma virada aos 50 minutos da etapa final, após o time farroupilhense estar atrás do marcador em três oportunidades, ao menos deixou uma primeira (e última) impressão positiva antes do

Na bike “Acredito que o grande segredo de um período tão complicado como esse é justamente não parar de se exercitar, estabelecer uma rotina. Lembrando que, se mantemos nosso corpo em movimento e bem hidratado, nossa imunidade permanece alta e passaremos fácil por essa quarentena”, aposta a lateral esquerda Jana

Na garagem “Minha rotina de treinos em casa tem sido diária, faço em torno de uma hora de físico e uma hora de aeróbico. Procura me dedicar ao máximo, fazendo cada exercício com a maior seriedade possível, para que não perder a sequência de treinamentos que já vínhamos tendo”, ressalta a meia Bruna Andrade, a Bruninha


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treinos das gurias rubro-verdes

No pátio “A rotina de treinos não pode parar, então adaptei da melhor forma. Utilizo de treinos encaminhados pela academia que frequento e também da internet, passados por profissionais, sempre aplicando intensidade para não perder o ritmo. Foco total com a certeza que voltaremos ainda mais fortes”, assegura a meia Renata Zardo

No quarto “Os treinamentos foram suspensos e claro que isso é muito prejudicial, até porque tínhamos feito uma boa pré-temporada e estávamos entrando no ritmo de jogo, mas temos que continuar fazendo as atividades físicas para não sentirmos tanta dificuldade quando retornarmos aos trabalhos”, considerou a atacante Graziela Estevo, a Tuca

martírio que tem sido essas quatro semanas sem futebol no Brasil. Porém, com a competição já em curso e em seu início, é bem provável que seja uma das primeiras a retomar o calendário tão logo ocorra um controle mínimo sobre a pandemia. Entre as gurias rubro-verdes, o momento é de manter a forma justamente por conta dessa possibilidade de retorno breve e, para o grupo, não falta inspiração. Janaina Pedruzzi, a Jana, lateral esquerda do time, é educadora física e tem publicado, em redes sociais, uma série de exercícios que auxiliam as colegas a manter ainda que um mínimo de condicionamento físico em tempos de reclusão forçada. “O covid-19, veio para nos ‘desafiar’, nos tirar da zona de conforto. Primeiramente tive que adaptar as rotinas de treinos com cuidados especiais, depois passei a treinar somente em espaços abertos e agora estamos treinando em casa. Lancei, junto aos meus colegas professores, todo dia, um desafio diferente. E todos precisam cumprir e postar o treino. Foi uma das formas de manter todos ativos e unidos e motivar alunos e amigos a se movimentarem também”, comentou a lateral. O período de quarentena tem sido particularmente difícil para as atletas, tendo em vista as dificuldades, especialmente de simular situações de jogo, o que evidentemente trará uma perda de ritmo significativo, e necessitará de uma compensação rápida a partir do retorno, justamente porque o calendário ficará espremido, não permitindo muito tempo para uma nova pré-temporada. Veja ao lado como algumas das gurias rubro-verdes têm tentado minorar os efeitos do inusitado momento.


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ECONOMIA

A Páscoa do simples tira gosto Data foi engolida pela pandemia e fabricantes e comerciantes tentam minorar prejuízos Página 10

InsIde

Depois das séries, as dicas de filmes: de clássicos premiados a lançamentos

esporte

Gurias rubro-verdes tentam manter a rotina de treinos durante a pandemia

Apelamos à equipe do Jornal Informante para que indicassem Atletas se esforçam para minorar os nefastos efeitos de uma longas disponíveis na Netflix para curtir no período de reclusão quarentena forçada sem prejuízos acentuados na parte física Páginas 14 e 15 Capa e páginas 2 e 3


Coluna Social

Dicas da colunista Valéria Vettorazzi para encarar o enfadonho e longo período de pandemia do covid-19 Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

Baseado em uma história real, “Lost Girls: Os Crimes de Long Island”, passagem vexatória da crônica policial nova-iorquina Páginas 6 e 7

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SEGUE A PANDEMIA

Depois das séries, dicas de filmes Apelamos novamente para os colaboradores para que recomendassem opções para curtir durante o período dos grandes atores da história, quem sabe o maior, e teve uma atuação homérica em “Scarface”, de Brian De Palma, o clássico mafioso de 1983, de quase três horas de duração. Outro que quase leva esse tempo é o primeiro filme da saga Millenium: “Os Homens que não Amavam as Mulheres”, de 2011, dirigido pelo ótimo David Fincher, com Daniel Craig, Rooney Mara e o lendário Christopher Plummer. Para finalizar a lista, um outro clássico dirigido pelo irlandês Neil Jordan, que recentemente completou 70 anos: “Entrevista com o Vampiro”, de 1994, com Brad Pitt em início de carreira contracenando com Tom Cruise, já uma estrela de Hollywood.

Top 3 (Ramon Cardoso) Imagens: Reprodução

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omo seguimos com o período de reclusão, esperando que ele não se arraste por mais muito tempo, optamos, nesta semana, por mais dicas de colaboradores. No entanto, recorremos a uma lista de filmes para tornar o período de pandemia menos enfadonho. Os títulos recomendados estão disponíveis na Netflix (confira a indicação dos colaboradores nas páginas 2 e 3). No meu Top 3 optei por colocar duas obras de longa duração, mas que valem cada minuto. Aniversariante do final do mês, quando completa 80 anos no dia 25, Al Pacino é um

Imortais Passagem de bastão no estrelato: o novato Brad Pitt e o consagrado Tom Cruise no suspense de Neil Jordan baseado no romance da americana Anne Rice, que assina o roteiro do clássico

Entrevista com o Vampiro

Scarface

Os Homens que não Amavam as Mulheres


Inside

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Crônicas da Redação

Sétima Arte

Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Top 3 (Keli Almeida)

Um novo mundo está sendo desenhado

Dois Papas

Troco em Dobro

A Teoria de Tudo

A Chegada

À Procura da Felicidade

Um Contratempo

Garota Exemplar

Felicidade por um Fio

Top 3 (Maria da Graça Potricos Leite)

Por Lugares Incríveis

Top 3 (Valéria Vettorazzi)

Para quem viveu o 11 de Setembro, imaginar um evento que mudaria a ordem mundial em uma escala maior do que o próprio atentado terrorista era algo que desafiava até mesmo os mais criativos roteiristas de Hollywood. Pois bem, estamos vivendo isso. Quem não acorda depois de uma noite tranquila de sono (para aqueles que conseguem dormir) e acredita estar em um pesadelo? O mais complicado em uma situação como essa é tentar projetar o que pode ser o amanhã. Nunca um exercício de futurologia foi tão complicado de ser feito. Há, contudo, algumas certezas. A China necessita ser responsabilizada e o dano causado ao mundo está na conta da esquerda, com a cumplicidade criminosa das siglas que passam pano para o Partido Comunista Chinês. Essas legendas políticas têm que ser varridas do cenário eleitoral já na próxima eleição, que se avizinha. Outra questão que necessita ser debatida de maneira premente é a econômica. Dizer que “dinheiro não é importante, fiquem em casa” é muito fácil para quem é político, funcionário público ou está com a vida ganha. Para a esmagadora maioria da população brasileira, ficar em casa é a certeza de um futuro sombrio. Recriminar quem quer trabalhar e fazer a roda da economia girar, não é somente falta de empatia, é desumanidade. É fácil clamar por apelos de fiquem em casa com a geladeira cheia, com a conta bancária gorda e com a certeza de que o salário cairá na conta. Essa não é a situação da camada mais necessitada e desassistida dos brasileiros e a tendência é que eles, essa população que está à margem da sociedade, pague essa pesada conta. Ninguém ouvirá seus gritos de desespero, podem ter a mais absoluta certeza disso. Políticos que usam essa barbárie e caos para faturarem politicamente necessitam não somente terem sua reeleição barrada, necessitam sequer terem o direito a concorrer. Necessitam serem depostos tão logo se volte a um cenário de mínima normalidade e ficarem inelegíveis por um bom tempo. Estes deveriam estar preocupados com o bem-estar do povo, mas estão de olho em dividendos eleitorais. É um tiro no pé. Até a próxima eleição a conta vai chegar, talvez até antes disso. É urgente que se crie um meio termo entre o isolamento e a retomada da atividade produtiva. Não há economia no mundo que conseguirá suportar um longo período de paralisação de suas atividades. Isso provocará um dano muito maior do que o causado pelas vítimas do vírus chinês. Podem ter certeza, nos próximos dias, os governadores e prefeitos que apostaram todas fichas na hecatombe econômica voltarão atrás porque a realidade esmagará o cálculo político bizarro, que não conseguiu enxergar além da esquina. Tomara que não seja tarde demais e que o setor produtivo, com estratégias de auxílio mútuo, reúna condições de evitar uma devastação completa. Mesmo assim, o dano será muito grande. Esse desenho de um novo mundo está longe de ser uma obra de arte a ser admirada pela maioria. Será uma obra real, com nefastos impactos. Se há algo de positivo nisso, é que todos nós saberemos de quem cobrar a conta.

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Rita Rosa Baretta

Sétima Arte

ritarosabaretta@gmail.com

Top 3 (Marcelo Bortagaray Mello)

E como falar em felicidade?

A Casa

O Limite da Traição

O Protetor

Os Sete Magníficos

Chappie

Cowspiracy

American Son

Onde Está Segunda?

Top 3 (Yasmin Signori Andrade)

Top 3 (Tiago Rodrigues)

O Poço

Podemos falar em felicidade em circunstâncias como a que estamos vivendo? Podemos falar em felicidade se estivermos trancados dentro de nossas casas? Podemos falar de felicidade se não estivermos seguindo nossos planos de vida para 2020? Podemos falar de felicidade se não estivermos exercendo as atividades de nosso trabalho e, consequentemente, não estivermos com nossos honorários a pleno? E se não pudermos estar cumprindo com nossos compromissos financeiros? Podemos falar de felicidade se precisamos adiar a viagem de nossos sonhos? Se precisamos fazer nossa formatura em gabinete por conta do covid-19? Será que podemos descrever sobre a felicidade se muito do que costumamos fazer em nossos dias, no momento nos é impedido? Será mesmo? Será mesmo que é possível viver, sentir essa tal felicidade se estivermos em nossos pequenos mundos sem dispor de estímulos externos, sem dispor de meios de consumo, sem dispor de tudo que pudermos considerar necessário e importante para realizar nossos desejos e concretizar o que de fato julgamos que nos faça felizes? Mas existem respostas simples e muito suaves a estas indagações e elas nos surgem de modo claro e transparente, pois a felicidade é individual, pertence a cada um, surge dentro si mesmo de forma simples diante de cada fato da vida, diante de cada momento que estivermos vivendo. Podemos nestes dias encontrar a felicidade na leitura daquele livro que nos espera a tempos, aquele filme que está na lista da companhia dos nossos filhos, cozinhar aquele prato especial que há tempos você promete fazer... e todas essas pequenas e simples habilidades podem nos levar a mundos antes nunca percorridos a viagens nunca realizadas. A felicidade pode estar naquele cochilo a mais ou naquela noite do pijama acompanhada. Enfim, felicidade não pode ser mensurada, felicidade não pode ser comparada a nada e nunca ser observada através dos olhos de outrem. Porque a minha felicidade está muito distante do que significa a tua felicidade. Podemos estar perto e um de nós estar feliz e outro infeliz, podemos estar distantes e ambos felizes. A felicidade está baseada em nossas histórias pregressas, a felicidades está baseada em nosso caminho, em nosso trajeto, em nossas escolhas atuais. De fato não poderemos ser felizes se nosso olhar estiver sobre a felicidade do outro, não seremos felizes se não pudermos tolerar a felicidade do outro. Pois ser feliz também pressupõem ser feliz junto do outro, podendo estar com o outro em sua conquista, em sua vitória, em sua felicidade! Felicidade a todos nós! * Psicanalista


Arquivo Pessoal

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lá leitores, tudo bem? Já se passaram algumas semanas de quarentena e este período está nos cobrando mudanças: de rotina, atividades, pensamentos... como já comentado por aqui, estarei divulgando conteúdos que ajudem todos enfrentar a pandemia de uma forma diferente. E também dando visibilidade para ações comunitárias que estão fazendo a diferença no período.

Música O Muinho Club está com o projeto Muinho Delivery. A iniciativa busca entregar as músicas que o público curte nas festas, só que agora direto nas suas casas. Entre as ações estão playlists no Spotify produzidas por artistas que tocam no espaço ou colaborativas, criadas pelo público. Também está rolando transmissões ao vivo dos DJ’s parceiros. E os vizinhos do Muinho também podem ouvir a música externa colocada no local nos finais de semana. Acompanhe tudo pelo instagram @muinhoclub.

Solidariedade A Associação do Círculo Operário de Farroupilha está realizando uma ação para arrecadação de cestas básicas para serem distribuídas às pessoas necessitadas da cidade. As mesmas serão direcionadas pelas associações dos bairros da cidade. As doações podem ser feitas em uma conta bancária que foi aberta pela entidade. A sugestão é que seja no valor de R$ 50,00, que é o mínimo para uma cesta básica de 12 itens, porém qualquer doação será bem-vinda. Banco Banrisul, Agência 0215, Conta: 13.109204.0-6

Patrícia Soares é profissional de educação física e está compartilhando treinos para serem feitos na quarentena. O conteúdo está disponível no perfil @pati.personalpfit. Na foto, seu parceiro Marley, que a acompanha nos posts

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Saúde Mental A quarentena que estamos vivendo está mudando a nossa rotina e mexendo com nosso estado físico e mental. É um momento de mudanças, que está gerando ansiedade e dúvidas. E para estarmos bem com a gente mesmo é preciso dar atenção para a saúde mental. Então aqui vai algumas dicas para todos nós estarmos mais tranquilos. • Reduza a leitura ou contato com notícias que causam ansiedade e estresse. Lembre-se que o que for realmente importante chegará até você; • Tente manter uma rotina saudável de alimentação, exercícios, hobbies, ocupando seu dia com atividades que elevem seu astral; • Busque compartilhar histórias positivas e notícias úteis com sua rede, tendo cuidado com as fake news; • Valorize os trabalhadores que não podem ficar em casa quando tiver contato com os mesmos. Ficar em casa também é uma forma de valorizá-los. Se você pode, fique em casa.

Gitana Fernandes, da @sattvayogashala_ com o objetivo de colaborar com as pessoas que estão em quarentena e proporcionar mais conforto, está publicando dicas de aulas de yoga, meditações, práticas respiratórias, entre outros conteúdos que colaboram para superação desse momento de ansiedade e incertezas


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A presidente da Liga de Combate ao Câncer de Farroupilha, Silvia Maria Chieli Rossi, recebeu das mãos da gerente do Sesc, Grasiela Maria Savi, na semana passada, a doação de 400 máscaras e 2 mil luvas de proteção para serem usadas pelas voluntárias da entidade, no atendimento aos pacientes, que são considerados do grupo de risco frente à pandemia do covid-19

Arquivo Pessoal

#EmCasa Arquivo Pessoal

Sofia Vaccari Trentin e sua mãe Marcele Vaccari estão aproveitando o período em casa para experimentar novas receitas e curtir em família

Gabriele Azevedo e o filho Pedro Eduardo estão de quarentena em casa e aproveitaram para relembrar bons momentos com seus álbuns de fotos


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Fabrício Oliboni fabrioliboni@gmail.com

O Poço Em meio ao caos na qual estamos inseridos, um dos respiros que temos é em casa, aproveitando para ler, estudar, trabalhar, descansar e assistir algo, para ficar em poucos e óbvios exemplos. Com esse tempo livre que muitos estão tendo, a Netflix e outras plataformas de streaming ganham ainda mais atenção, e um dos destaques mais recentes é o filme “O Poço”, longa espanhol que virou febre e está sendo amplamente debatido. Pois bem, serei mais um a falar sobre. De forma bem resumida, um homem resolve se inscrever em uma espécie de prisão, algo como um confinamento voluntário, na qual o intuito dele seria parar de fumar. Ao final desse período, que seria de 6 meses, ainda viria um diploma de brinde. Não parece algo que muitos se sujeitariam, mas beleza. Ele pode apenas levar um item consigo, e ele decide levar o livro Dom Quixote, que é o maior símbolo da Literatura Espanhola. Disse que nunca teve tempo de lê-lo, e agora teria. Aí ele acorda no que é chamado de “O Poço”, na qual é uma estrutura circular, com uma outra pessoa no lado oposto, o seu “colega de quarto”, e no meio tem uma abertura, onde sobe e desce uma plataforma, que passa uma vez por dia com comida. Esta permanece ali por segundos, e desde do 0 até os andares abaixo. Até aqui tranquilo, certo? Beleza. Bom, a partir daí tem aquele esquema básico do protagonista buscando entender como funciona tudo aquilo, pois é tudo novidade para ele. Ele só se inscreveu em um experimento e pensava que ali iria ter tempo livre e poderia ficar longe do vício do cigarro. Só. Aí ele entende um pouco mais do funcionamento do local, que eu dividiria da seguinte forma: *a cada mês eles mudam de andar, sendo que quão mais próximo do zero, melhor, pois o banquete que desce na plataforma chega com mais opções; *ninguém sabe ao certo o número de andares; *ninguém ali sabe basicamente do que se trata e qual o propósito disso; Em um mês você está no 6° andar, comendo relativamente bem, e no outro você está no 78°, com apenas farelos que restaram dos outros, quanto chega algo. Para os que não viram o filme, recomendo parar por aqui, pois não tenho como seguir mais sem dar spoiler, até porque não deixaria nenhum espaço para comentar o filme a contento. Vai lá, vê o filme e depois retome daqui. Seguindo então, descobrimos que o tal poço tem o total de 333 andares, e sendo 2 por cada andar, voilá! 666. Aí já temos forte o tema da religião, que seriam o número dos anjos e da besta. O andar mais baixo sempre vem debaixo, mas não aqui, pois fazendo outra referência sobre céu e inferno, o quão mais alto for, melhor a sua condição e estará mais próximo do paraíso. Temos presente também toda uma crítica de classes sociais, pois vemos personagens que desprezam completamente os desafortunados vizinhos dos andares inferiores, dizendo que se eles estivessem em posição melhor, fariam o mesmo. Quando estes estão mal, culpam os de cima. Aí vemos que se você está bem, porque se importar com quem não está? Mesmo saindo de baixo e sabendo o que muitos sofrem por terem menos, ao invés de pensar no coletivo, focam apenas em se esbaldar enquanto podem. É muito significativo também o fato de o personagem principal ser o único que entrou lá com um livro, sendo este Dom Quixote, o que é carregado de simbolismo, pois ele mesmo trata-se de um Dom Quixote, tendo inclusive a sua caracterização obviamente voltada para remeter ao andarilho da fábula de Cervantes. Falta espaço para desenvolver melhor, desse que considero um filme obrigatório a todos. Levanta questionamentos, cada um vai tirar as suas próprias conclusões, incomoda e é bem visceral (estejam avisados) e nos faz ver as coisas de uma forma mais crua, mas que todos – sem exceção – estamos, infelizmente, acostumados. Cabe a nós tirar lições daqui e fazer o nosso melhor. Para um bem coletivo. É óbvio. * Agente de intercâmbio e bacharel em Relações Internacionais

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Crimes que realmente não Baseado em uma história real, “Lost Girls” mostra despreparo e, sobretudo, descaso da polícia em lidar com uma investigação quando ela envolve quem está à margem da sociedade

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udo bem, ela também não se ajudou ao longo dos anos, mas Mari Gilbert (Amy Ryan) está longe de ter uma vida fácil. Se vira como pode em jornada duplas de trabalho a fim de sustentar a filha do meio Sherre (Thomasin McKenzie) e a problemática caçula Sarra (Oona Laurence), morando em Ellenville, na periferia de Nova Iorque, na parte miserável da metrópole americana, aquela que ninguém vê. A filha mais velha de Mari, Shannan (Sarah Wisser), saiu de casa cedo e é justamente ela que ajuda a pagar as contas sempre que necessário. Quando ocorre mais um aperto, Mari se socorre da filha, que combina uma ida até o antigo lar para um jantar, no entanto, Shannan não aparece. A situação, por óbvio, deixa a mãe chateada, pela ausência da filha, por quem aparenta ter um carinho especial (seria por conta do auxílio financeiro?), mas ela tenta não demonstrar de modo claro o aborrecimento para Sarra e Sherre, esta se mostra muito preocupada e avisa que a irmã não atendeu às ligações feitas ao celular. Diante do fato, Mari logo procura a Delegacia de Polícia do Condado de Suffolk que, por óbvio, faz pouco caso do acontecido. Porém, tudo muda quando por acidente um cão de um policial que fazia uma ronda pelas decrépitas praias de Long Island, em uma região pantanosa, no extremo leste nova-iorquino, descobre uma ossada. A poucos metros de distância são achadas mais três ossadas de garotas, o que acaba por atrair os holofotes da grande mídia. O local tem suas regras particulares, com residências afastadas e uma população reclusa, que não quer saber de nenhum problema a não ser dos próprios, o que acaba por

deixar a elucidação do caso ainda mais complicada. A investigação das ocorrências fica a cargo do comissário Richard Dormer (Gabriel Byrne), que tem um passado recente de uma incursão desastrada que quase o afastou em definitivo da polícia. Ou seja, descobrir o paradeiro de Shannan não será nada fácil. Aos poucos, porém, Mari é quem comanda uma investigação paralela até mesmo guiando o caminho da polícia, por mais surreal que possa parecer. Com a identificação das ossadas, familiares das vítimas, de todas as partes do território americano, passam a fazer pressão, junto com Mari, para a necessidade de descoberta do responsável pelos crimes. Mas a aflição da família Gilbert, contudo, é muito maior, porque ela desconhece se Shannan está somente desaparecida ou foi, como as outras jovens, assassinada. É uma agonia sem fim, especialmente para Mari, que vive às turras com a incompetência


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Paulo Roque Gasparetto

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prgasparetto@terra.com.br

Michele K. Short

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têm a menor importância

Busca pela verdade Mari (Amy Ryan) e Sherre (Thomasin McKenzie) empenhadas em descobrir o paradeiro de Shannan: a vida da família Gilbert assinalada pela tragédia

Lost Girls: Os Crimes de Long Island e o descaso da polícia, colocando Dormer contra a parede em busca de respostas. Se há algo de positivo em toda a tragédia é que essa dor compartilhada entre as famílias, de certa forma, consegue aplacar um pouco do sofrimento e ajuda no desenvolvimento de uma corrente em prol da verdade e de um fortalecimento de laços entre Mari e suas filhas, algo que parece ter necessitado da barbárie para ocorrer. Dirigido pela cineasta Liz Garbus e com roteiro de Michael Werwie, “Lost Girls: Os Crimes de Long Island” é baseado no livro “Garotas Perdidas: Um Mistério Americano não Solucionado”, de Robert Kolker, que foi escrito em 2013, e alicerçado na história real, ocorrida em 2010. Há muitas imagens de arquivo que ajudam a contextualizar a trama, que mostra principalmente a incansável busca por justiça de quem parece realmente não ter voz por estar à margem da sociedade. Um episódio triste e vergonhoso da crônica policial americana.

Direção Liz Garbus Roteiro Michael Werwie Gênero Drama Duração 95 minutos País Estados Unidos Ano de produção 2019 Estúdio Archer Gray Productions Langley Park Pictures Distribuição Netflix

Um grito de esperança de uma nova sociedade Pois é, meus amigos leitores, desde o último artigo muitas coisas aconteceram. Em poucos dias todas as nações do mundo se prostram diante de um vírus invisível. E se percebeu que não tem nenhum dinheiro do mundo que consiga acalmar os corações das pessoas. Sabemos que na vida aprendemos com o a dor ou com o amor. Agora estamos apreendendo com a dor e com o isolamento, mas algo me diz que é uma oportunidade única de aprendermos a importância do coletivo, de um abraço e de tomarmos consciência que estamos no mesmo barco. Sabemos que essa epidemia não tem fronteiras, não tem raça e muito menos classe social. Com certeza, depois de tudo isso, não seremos mais os mesmos. O momento é de esperança e de mudança. Sim, de esperança de uma nova sociedade construída menos no dinheiro e mais na solidariedade. Estamos na Semana Santa. Jesus entra na cidade de Jerusalém, de forma triunfal, sendo acolhido com ramos e gritos de “Hosana” pela grande multidão que o apreciava. As celebrações da Semana Santa, que neste ano somos convidados a participar em nossas casas, não podem somente nos remeter às cenas passadas dos últimos dias de Jesus em Jerusalém, como um acontecimento histórico, mas elas devem nos fazer perceber e viver desde agora a relação fraterna entre nós. Jesus assumiu em si o sofrimento do povo, principalmente dos mais pobres, dos indefesos e marginalizados de todos os tempos e lugares, maltratados pela violência em nossa sociedade. Assim, contemplar a cruz de Jesus significa assumir a mesma atitude de amor, de entrega e solidarizar-se com os que continuam sendo crucificados. É denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo. Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens. Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor como fazem tantos profissionais que estão na linha de frente trabalhando nesse momento tão difícil que estamos passando. Jesus quer continuar a sua obra redentora, mas precisa da nossa ajuda para torná-la presente em nossa sociedade agora com muito mais solidariedade. O Papa Francisco afirma que a morte e ressurreição de Jesus são o coração da nossa esperança. A Ressurreição de Cristo é a nossa maior certeza. Assim, não podemos transmiti-la somente para nós, mas comunicá-la aos outros e às nossas comunidades. É tempo de permitir que Cristo viva em nós para que afastemos do nosso coração o egoísmo, a ganância e tudo aquilo que nos separa de Deus, do próximo e de nosso mundo. Nessa direção, a Páscoa não é apenas um dia do ano. É um processo permanente que deve acontecer dentro de nós todos os dias. A Páscoa é sempre um apelo de renovação interior de vida nova que se apoia em Jesus como ponto de partida para construir homens e mulheres novas. Como sabemos todas as missas da Semana Santa serão celebradas sem a presença dos fiéis. Mas somos convidados a nos unir em oração através dos meios de comunicação social em nossas casas, juntamente com as Paróquias Jesus Ressuscitado e Sagrado Coração de Jesus, na Igreja Matriz: Sexta-Feira Santa, às 15h, e Sábado Santo, às 18h. * Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e doutor em Comunicação


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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

É preciso agir com discernimento em relação a trâmites comerciais. O céu pede atenção na forma de lidar com investimentos, porque o cenário se apresenta caótico e com tendências a cortes e imprevistos.

Touro - 21/04 a 20/05

A manhã pede atenção com regras e situações que podem vir carregadas de exageros no trabalho. Uma pessoa importante para o seu desenvolvimento passa por desafios e é preciso dar atenção a sentimentos tempestuosos.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

É necessário fazer uma análise mais profunda dos seus interesses pessoais. Os filhos podem passar por desafios relacionados a estudos. A rotina segue caótica e imprevistos podem ocorrer. Tenha atenção com demissões e discussões.

Câncer - 21/06 a 20/07

O céu pede discernimento para tomar decisões em família ou que envolvem a moradia. É necessário avaliar as suas posturas no campo amoroso ou com os filhos. O céu aponta cortes, afastamentos e imprevistos.

Leão - 21/07 a 22/08

A forma de se comunicar com pessoas do seu convívio fica em destaque e será necessário discernimento para expor opiniões. O cenário familiar se apresenta caótico e pede novas posturas e decisões.

Vírgem - 23/08 a 22/09

O céu alerta sobre desperdícios ou excessos financeiros. É preciso agir com sabedoria e medida para obter bons resultados. Você será levado a se comunicar com pessoas que se mostram arredias e cheias de opiniões. Tenha atenção no trânsito.

Libra - 23/09 a 22/10

É importante examinar as suas posturas, com o objetivo de evitar julgamentos precipitados. O céu aponta imprevistos financeiros e um cenário caótico. É necessário empregar foco e desenvolver o seu trabalho de uma forma independente.

Escorpião - 23/10 a 21/11

É importante silenciar antes de julgar. O céu pede de você discernimento para expor o que pensa e sente com pessoas próximas. É preciso dar atenção às suas posturas, porque existe o desejo de cortar situações e tensões na família.

Sagitário - 22/11 a 21/12

O céu pede atenção com desperdícios materiais e, com isso, será preciso inserir regras funcionais para um grupo de pessoas. É importante lidar com fatores que não estão sob seu controle e se comunicar de maneira assertiva.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

O céu exige de você discernimento para interagir com a chefia ou com uma pessoa importante para o seu desenvolvimento. Um grupo de pessoas se mostra desmembrado, o que pode acentuar caos, cortes e imprevistos.

Aquário - 21/01 a 19/02

É necessário interagir com informações de uma forma mais consciente e evitar o julgamento. O silêncio será recompensador. À tarde, o céu pede atenção com posturas que podem gerar cortes, afastamentos e imprevistos.

Peixes - 20/02 a 20/03

É preciso ter sabedoria e ética para lidar com os investimentos, principalmente com os recursos compartilhados. À tarde é importante expressar o que pensa com entendimento sobre pessoas e situações que não estão sob o seu controle.

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FARROUPILHA, 9 DE ABRIL DE 2020

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FARROUPILHA, 9 DE ABRIL DE 2020


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Edição 632  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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