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FARROUPILHA

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ANO XIII

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EDIÇÃO 631

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27 DE MARÇO DE 2020

Calçadão da Júlio deserto às 15h de terça, em meio à pandemia: se economia não for reativada imediatamente, o cenário de portas fechadas não precisará de vírus algum para se materializar em um futuro breve Páginas 2 e 3 e Editorial

CIDADE

POLÍTICA

Psicólogas criam força-tarefa para atendimento durante a pandemia Página 8

Vereador revelou desgaste com o PT e falou sobre a escolha Página 10

Elo-Psi e o apoio necessário Piccoli assina com o PSB

Ramon Cardoso

Farroupilha pré-depressão


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PANDEMIA ECONÔMICA

Um cenário de devastação Se algo não for feito de maneira urgente, o estrangulamento da economia farroupilhense irá gerar resultado muito mais nefasto do que o coronavírus

C

ircular pelo Calçadão da Júlio de Castilhos, às 15h, como mostra a foto ao lado, dava a impressão de se tratar de um domingo ou feriado. Nada, tratava-se de uma terça, meio da tarde, com o comércio de portas cerradas, por conta de uma pandemia que está sendo superdimensionada, especialmente por quem tem interesses econômicos e políticos. Passada uma semana do confinamento determinado pela prefeitura, o cenário que se vislumbra logo mais à frente é de caos completo e absoluto. A economia farroupilhense, sempre pujante, não suportará sequer mais um dia de medida exagerada. Ela irá ruir. E com ela irão ruir centenas de milhares de empregos, centenas de empresas, ocasionando um período de depressão econômica jamais visto. O grau de histeria e terrorismo gerado pela pandemia não encontra precedentes na história. É um fato inédito, claro, mas o que mais choca é não perceber o que virá pela frente, logo mais, dobrando a esquina. A devastação econômica, se nada for feito para contê-la, gerará um dano muito superior a qualquer doença. Não é muito difícil de imaginar. A Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agronegócio (CICS), principal entidade de classe do

município, tem realizado reuniões diárias para debater a crise e, a partir dela e deste cenário nebuloso, encontrar alternativas que venham a minimizar um estrago que será grandioso. A hecatombe econômica que se apresenta no horizonte levará anos para ser contornada, isso se nenhuma outra turbulência vier a ocorrer, o que é bem pouco provável. “É uma situação totalmente inédita no Brasil devido ao seu nível de contágio. Felizmente nós temos exemplos de outros Países que tiveram relativo sucesso no controle da pandemia. Todo pequeno empreendedor, os autônomos e o grande empresário querem voltar a colocar sua atividade nas condições normais de operação e não é por decreto que isto vai acontecer”, destacou José Carlos Trujillo, presidente da CICS. Ele pede que o retorno das atividades ocorra, sempre com respeito às recomendações que o período determina. “Teremos que ter mercado, demandas, temos que ter as condições de execução: insumos, estrutura, capital de giro, organização interna e principalmente pessoas para executar as atividades. Então, por força de mercado, das disponibilidades estruturais para o trabalho e, principalmente, atendendo às restrições de convívio pessoal, mobilidade e respeito aos protocolos de saúde pessoal, as ativida-


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que precisa ser revertido Ramon Cardoso

des devem ser liberadas”, solicita Trujillo. O setor produtivo farroupilhense, que integra indústria, comércio e serviços, tem uma reunião agendada com o prefeito Pedro Pedrozo e o Comitê de Crise do Coronavírus no final da tarde desta sexta, quando fará um apelo para que o decreto seja flexibilizado e permita o retorno das atividades, sob pena de um colapso ainda maior na economia que já é sentido em muitos municípios, com o fechamento de empresas e milhares de postos de trabalho. “A CICS nunca deixou de trabalhar desde o início das tratativas de combate à pandemia. Nenhuma exportação deixou de acontecer. Interferimos nas questões do IPTU e demais tributos e demandas dos órgãos públicos, estamos constantemente e conjuntamente com demais entidades dialogando com o poder público para as liberações de atividades, contatando nossos associados com intuito de informá-los da situação, ouvir suas demandas e colocações”, esclarece o presidente da entidade de classe. Na quinta à tarde, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) Desolador O Calçadão da Júlio de Castilhos dava uma dimensão apropriada do impacto da pandemia: semana perdida e necessidade premente de retomada da economia de maneira completa

e a Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio) divulgou um manifesto conjunto intitulado “Pela Reativação da Economia Gaúcha”, em que pedem bom senso aos gestores públicos para que permitam o retorno da atividade produtiva no Estado. A opinião é unânime entre as entidades de classe já que o prolongamento da paralisia pode gerar danos irreversíveis. “Promovemos um diálogo sempre de forma colaborativa e estaremos sempre atentos às ações que levem ao desenvolvimento, que é nosso lema. Estamos todos aprendendo novas formas de trabalho e relacionamento. Teremos que nos reinventar, nos reposicionar. O desafio é enorme, mas temos que enfrentá-lo de forma positiva”, opinou o presidente da CICS Farroupilhense.

Ação de desinfecção e UPA

A prefeitura irá começar, nesta sexta, pela Vila Jansen, uma ação de desinfecção, que abrangerá ruas, parques, paradas de ônibus, postos de combustíveis, supermercados, locais próximos ao Hospital Beneficente São Carlos, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Unidades Básicas de Saúde (UBS), entre outros locais que tenham regular aglomeração de pessoas. O produto aplicado é uma mistura de água com água sanitária. A UPA Coronavírus inicia o atendimento externo a partir desta sexta.


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Impactos do novo coronavírus nas relações de emprego Elizabeth Greco *

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divulgação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de que estamos diante de uma pandemia e o aumento de casos confirmados de contaminação pelo novo Coronavírus (Covid-19), trouxeram uma série de preocupações sobre os impactos do avanço da doença nas relações empresariais e de trabalho. A Lei nº 13.979/20 de 6 de fevereiro de 2020 dispõe sobre as medidas que poderão ser adotadas para o enfrentamento da chamada emergência de saúde pública decorrente do Coronavírus. Dentre as principais medidas governamentais até o presente momento, sem a exclusão de outras que poderão advir, o artigo 2º da referida Lei elenca a possibilidade de isolamento, quarentena, determinação de realização de exames compulsórios, estudos de investigação epidemiológica e até mesmo a restrição excepcional e temporária de entrada e saída do País, conforme recomendação técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por rodovias, portos ou aeroportos. O Ministério Público do Trabalho também não se alijou em relação à emergência de saúde pública deflagrada e emitiu Nota Técnica Conjunta nº 02/2020 – PGT/Codemat/Conap, contendo medidas que devem ser implementadas pelas empresas para a contenção da propagação do Covid-19 no ambiente laboral. Dentre essas medidas, a Nota Técnica recomenda a alteração da rotina de trabalho dos empregados, considerando a possibilidade de flexibilização da jornada e de horário de trabalho e a prática do teletrabalho (trabalho à distância), inserido na CLT a partir da Reforma Trabalhista de 2017, sem prejuízo de outras medidas necessárias para a conscientização e prevenção acerca dos riscos

do contágio pelo novo Coronavírus. Assim, as empresas além de zelar pelo meio ambiente de trabalho, possuem a responsabilidade de mitigar os riscos de contaminação entre os trabalhadores e uma das possibilidades que se apresenta e que possui previsão expressa na CLT (artigo 75-A), é a adoção do regime de teletrabalho, realizado na residência do empregado (home office) ou em outro local. Os empregados poderão ser colocados neste regime, caso em que se recomenda a confecção de aditivo contratual por mútuo acordo, na forma escrita e por tempo determinado. Neste caso, a regra é que os empregados não se submetam ao controle de horário de entrada e saída, na forma do que dispõe o artigo 62, III da CLT. Caso haja o agravamento da crise que se apresenta, poderá ser invocado o motivo de força maior previsto no artigo 501 da CLT, definido como “todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador e para a realização do qual este não concorreu direta ou indiretamente”, capaz de “afetar substancialmente (...) a situação econômica e financeira da empresa”. Configurada a força maior, é autorizada a redução temporária dos salários (artigo 503 da CLT). Porém, advertimos que a ausência do atendimento das medidas recomendadas pelos órgãos governamentais exclui a força maior, considerando o fato de que a saúde é direito fundamental do ser humano (Constituição Federal, art. 196), devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício (artigo 2º, caput da lei 8.080/90), não excluindo-se o dever das pessoas, da sociedade e das empresas (parágrafo 2º). * Advogada, especialista em relações de trabalho da Lopes & Castelo Sociedade de Advogados


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Um mínimo de sensatez faria bem em meio à histeria O Editorial da semana passada falou muito sobre isso. O desta semana não é diferente. É preciso ter um pouco de bom senso ao avaliar a pandemia do vírus chinês. Longe de querer minimizar a questão ou de torná-la menor do que é, não é necessário a adoção de extremismos para avaliar o caso. Embora seja difícil, até mesmo pelo ineditismo da situação e da perspectiva nebulosa do futuro, é imprescindível que olhemos para o cenário com uma mente um pouco mais aberta do que proibir toda e qualquer movimentação de pessoas e, em especial da atividade industrial, comércio e serviços. É burrice imaginar que o País sobreviverá a uma quarentena. Nem Farroupilha, que tem uma cadeia produtiva altamente diversificada, sairá incólume ao período de reclusão. Basta ele durar mais uma semana, o resultado será devastador. Não se trata de desconsiderar os riscos da pandemia, mas de conferir um mínimo de razoabilidade à questão. Dezenas de especialistas sobre o tema alertam que os efeitos do coronavírus estão sendo superestimados e que os resultados serão nefastos sobre a economia, gerando problemas muito superiores aos da própria doença. Ignorar esses alertas é fazer coro aos que desejam arruinar o País. Farroupilha talvez seja, entre os

municípios brasileiros, um dos que tenha melhores condições de suportar um período excepcional como o que estamos vivendo. Mas não se enganem: o desemprego, que baterá a porta de centenas de municípios brasileiros, também chegará à cidade. E chegará até mesmo às grandes empresas, que têm mais condições de suportar um período como o atual do que às médias e pequenas. E é justamente nestas que o efeito da crise se dará com maior impacto e de maneira imediata. É inocência pensar que ações do governo evitarão o fechamento de dezenas de empresas e até mesmo a demissão de milhares de funcionários (isso só aqui em Farroupilha), até mesmo nas grandes. Isso vai ocorrer, é algo inevitável. Não há, na história da humanidade, uma situação similar, de modo que é impossível prever os impactos que essa crise pode desencadear na indústria, no comércio e no setor de serviços, mas é possível minorar seus efeitos, evitando ingressar no pânico e histeria global de quem só deseja que realmente o circo pegue fogo mesmo. Ter uma visão que vá além dessa perspectiva é para poucos, mas é necessária para os que desejam que os impactos econômicos sejam mitigados dentro de seu plano, seja na esfera local, estadual ou nacional. Propagar o “fique em casa” é fá-

Índice

Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editorial ...................................................Página 6 Opinião ......................................................Página 7 Cidade ........................................................Página 8 Política ..................................................... Página 10 Esporte ..................................................... Página 11

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Primeiro Parágrafo............................... Páginas 2 e 3 Guilherme Macalossi ............................ Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Egui Baldasso ......................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Saúde, Beleza & Estética...................... 4 páginas Classificados .......................................... 8 páginas

cil e cômodo e geralmente feito por quem, realmente, pode ficar em casa, com reservas financeiras, garantia de salário e estabilidade de emprego. Enxergar que esse cenário é para uma minoria de privilegiados não é complicado, mas é justamente parte destes privilegiados que não consegue perceber o dano que estão causando, já que detêm o poder decisório. O futuro cobrará deles, mas é provável que usem como muleta o baixo número de casos, destacando que a perspectiva seria pior se medidas drásticas não fossem tomadas. Besteira. Esse discurso perfumado e pronto é bonito agora, quando a maior parte da população é amedrontada por uma extrema imprensa histérica e que deseja, com todas as forças, que o Brasil se arrebente. Mas esse discurso trará prejuízos que são imensuráveis. E não tenham dúvida: quem propalou aos quatro ventos essa análise simplista e sem um pingo de conhecimento técnico não se importará nem um pouco com o empregado que foi mandado embora ou com a empresa que fechou as portas. De populismo baixo, chulo, rasteiro e vagabundo, o País está cansado. Só mesmo uma pandemia para fazer ressuscitá-lo de forma vigorosa. Vários Países, diante da inusitada situação, determinaram um isolamento da população, sim, mas na se-

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Juliana Inês Casa Barbieri juliana@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

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quência focaram em quem realmente merece atenção e cuidado, que são os grupos de risco. Estes, evidentemente que necessitam ser preservados. Os demais precisam fazer a roda da economia girar. Se for levado ao extremo esse período de reclusão, a Quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929, vai parecer uma crise ridícula perto do que vai acontecer. Não adianta evitar morrer do vírus, que nem é tão letal assim, e morrer depois de inanição e desespero. É este o cenário que está desenhado. Quem não percebe isso ou faz uma leitura equivocada dos fatos ou quer o mal do País mesmo. A quem tem a responsabilidade de liderar é necessário vislumbrar um pouco além. Fazer coro à histeria generalizada pensando em resultado eleitoral é não somente ter um pensamento curto, mas sobretudo legar aos brasileiros, gaúchos e farroupilhenses um futuro sombrio, que não pode ser o único cenário a ser projetado. Se é o único, falta capacidade de enxergar além da esquina. Não há dúvida que o vírus chinês será controlado e que a vida seguirá, mas o que importa é saber em que condições ela seguirá. Arruinar a economia (especialmente por quem não depende dela) em nome de uma paranoia exacerbada não parece ser a melhor alternativa.

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O pânico coletivo gerado pelo coronavírus Leonardo Torres * Um dos grandes vilões na luta contra o Covid-19 é o pânico coletivo que ele tem gerado. Apesar dos especialistas alertarem que não é necessário ter pânico, não é da escolha racional do indivíduo comum tê-lo ou não. Na realidade, o pânico é tão contagioso quanto qualquer vírus e isso pode acarretar em um grande problema social, promovendo violências generalizadas. Quando um grupo é acometido pelo pânico, ele acaba por regredir a um estado mental mais infantilizado, gerando duas situações: a primeira, uma grande ansiedade

e furor, a qual deixa atônito cada indivíduo do grupo; e a segunda, promove atitudes de violência generalizadas. Esses estados mentais levam a três consequências principais, listadas abaixo. Primeiro, quem fica atônito perante ao objeto fóbico, neste caso o novo coronavírus, tende à desistência. O que pode acarretar em um descuido com a própria prevenção do vírus, levando o indivíduo a se contaminar e transmitir para outros. Quem desiste acredita que todos irão contrair o vírus e que pode ser o fim de tudo; contudo, assim como as crianças da Itália mostraram que há esperança, não é hora

de desistir, é hora de prevenir. A segunda consequência é a já conhecida reação de fuga diante do pânico. Isso faz com que os indivíduos queiram abastecer suas casas com mantimentos e se isolarem. É verdade que o isolamento social é recomendado, mas o estoque de mantimentos pode acarretar tanto em violências, saques e furtos nos estabelecimentos, quanto deixar outros indivíduos passando necessidades. A terceira e última consequência é o enfrentamento, na psicanálise denominada de contrafóbico, ou seja, o indivíduo vai tentar enfrentar o que lhe dá medo, pois o medo do objeto fóbico é pior do que o próprio

objeto. Isso acarreta, assim como a primeira consequência, na não prevenção. O indivíduo no estado de enfrentamento fica tentado a ir em aglomerações para se sentir mais forte que o vírus, bem como promover contato físico com conhecidos, o que aumenta as chances de contágio e transmissão do vírus. O que a população necessita neste momento é bom senso. Seguir os conselhos oficiais, fazer a sua parte na prevenção, pois, com certeza, os danos do novo coronavírus serão aplacados. * Professor e palestrante, doutorando em Comunicação e pós-graduando em Psicologia Junguiana

Pandemia nos pequenos negócios tem solução Tirso de Salles Meirelles * Fechamento de fronteiras, proibição de voos, cancelamento de eventos, quedas históricas nas Bolsas de Valores de todo o mundo, alta do dólar, fake news, falta de álcool gel e máscaras no mercado. Esses são os assuntos que dominam de maneira mais contundente as conversas, os debates e os noticiários, principalmente após a decretação pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no último dia 11 de março, de pandemia de Covid-19, presente em mais de 120 Países. São necessárias e louváveis as medidas adotadas até o momento por autoridades e lideranças brasileiras para desacelerar a escalada da epidemia global, focada no combate à disseminação e aos efeitos do novo coronavírus. Entretanto, não pode ser o único alvo. O mercado financeiro desestruturou-se e vemos um cenário de altíssimo risco de contaminação severa do setor produtivo, com a desarticulação de inúmeras cadeias produtivas vitais à saúde da economia. De acordo com diversos especialistas, os negócios mais impactados diretamente até o momento relacionam-se às cadeias produtivas do turismo, lazer e alimentação fora do lar. Somam-se a estes, os segmentos eletroeletrônico, mecânico, óleo e gás. A título de exem-

plo do que está acontecendo hoje, pensemos no seguinte cenário: um pequeno restaurante passa a servir 30 refeições diárias e não mais as 100 usuais. Com isso, o proprietário reduz as compras no mercado, no hortifruti e nas feiras livres. A consequência é que os produtores rurais e as empresas de alimentos que abastecem esses negócios também veem os pedidos evaporarem. O reajuste chegará à área plantada e ao processamento de alimentos. Sem falar na questão do pessoal ocupado. Por isso, é grande nossa responsabilidade em encontrar, também de modo rápido, alternativas para minimizar os impactos negativos. Como 98% das empresas brasileiras são de micro e de pequeno porte, empregadoras de quase 50% da mão de obra com carteira assinada, é de se esperar que em seu meio ocorram os maiores danos. Ante tais riscos, cabe ponderar que, neste cenário (volatilidade do mercado financeiro), ainda há tempo de reverter a situação, agindo de maneira inovadora, contundente e ponderada, para garantir a blindagem dessa significativa parcela do setor produtivo, que hoje soma mais de 15 milhões de empreendimentos em todo o Brasil. Da equipe econômica do Governo Federal vêm indícios de combate aos efeitos danosos da pandemia, com

adoção de medidas de curto prazo, como a liberação de linhas de crédito produtivo mais baratas dos bancos públicos para pequenas e médias empresas e produtores rurais, mais um corte dos juros básicos e incentivo ao consumo, em especial com injeção de recursos para aposentados, com a liberação da primeira parcela do 13º e possível novo saque do FGTS. Providências nos campos da desoneração tributária, desburocratização e aprovação de outros marcos regulatórios com impacto direto nos pequenos negócios também serão muito bem-vindas. Nesse sentido, seria essencial a reforma tributária, tão adiada nas últimas décadas, mas imprescindível para o fortalecimento da economia, estímulo aos investimentos e às atividades produtivas. É preciso considerar que a presente pandemia pega o Brasil no justo momento em que o País busca emergir de uma de suas mais graves crises econômicas. Nesse contexto, medidas estruturais, como um novo e adequado sistema de impostos, seriam muito importantes para ampliar nossa competitividade e resgatar a confiança dos empresários. Os empresários também podem e devem fazer sua parte. Ainda utilizando o mesmo exemplo do pequeno restaurante: o proprietário pode implantar ou reforçar a estratégia de delivery, com entrega nos domicílios

e empresas próximas ao seu estabelecimento. Compartilhar essa ideia com os “concorrentes”, dividir os custos do serviço de entrega e fazer compras em conjunto, dentre outras possibilidades, são alternativas factíveis. Quem agir desta forma, além de diminuir as chances de fechar no vermelho, ainda estará gerando novas ocupações. Assim, é preciso multiplicar essa ideia pelos milhões de pequenos negócios espalhados em todo Brasil. O Sebrae, em breve, anunciará medidas práticas de suporte aos empreendedores que tiveram suas vendas golpeadas pelos efeitos do coronavírus. Ademais, reforçaremos às autoridades a relevância de apoiar de modo inconteste as micro e pequenas empresas do comércio, da indústria, de serviços e da agropecuária. Manter o mercado interno em atividade é a garantia da sustentabilidade dos pequenos negócios. E esses empreendimentos respondem à altura, gerando postos de trabalho, renda e fazendo a economia circular. Articular e implementar rapidamente medidas que garantam sua liquidez têm, sim, de estar no plano de ação de combate à pandemia Covid-19. O remédio precisa ser rápido e certeiro. * Graduado pela Faculdade de Economia São Luís (SP) e pós-graduado em Políticas Públicas (Faap/ SP), é presidente do Sebrae (SP)


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AMPARO

Obituário 19 de março * Luiz Canei, 50 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal (CPM); * Neusa Maria Bernardo da Silva, 55 anos. Sepultamento no CPM; * Francisco Pedro Rodrigues de Farias, 56 anos. Sepultamento no Cemitério Municipal de Anta Gorda. 21 de março * Maila da Silva, 15 anos. Sepultamento no CPM. 23 de março * Bento Valdemar Rorato, 78 anos. Sepultamento no CPM; * Domingas Canalle Portella, 61 anos. Sepultamento no CPM. 25 de março * Darli Wentz, 65 anos. Sepultamento no CPM.

Alguém quer me adotar? Thor foi abandonado ainda filhotão com 6 meses, em 2017, juntamente com um saco de ração. Um descarte, um abandono cruel. Ele é de porte médio, brincalhão e se dá bem com outros cães. Ajudem a compartilhar e ajudar Thor a ganhar um lar. É um cão jovem e merece um final feliz. Contatos pelo fone (54) 999.371.647.

Divulgação

Apoio que será fundamental Elo-Psi cria grupo que dará suporte à população durante o período de pandemia

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oi a partir de um vídeo que mostrava o alto grau de desespero e medo por conta da pandemia do coronavírus que a psicanalista Rita Rosa Baretta, presidente da Elo-Psi (Psicólogas Associadas de Farroupilha), resolveu mobilizar às associadas à entidade de classe, tanto dentro da direção como nos contatos com sete psicólogas (veja o time ao lado). “Montamos uma força-tarefa com o objetivo de dar suporte emocional à dor do outro. Desde o indivíduo que possa ter contraído o vírus ou que tem algum familiar nesta situação, até dar um apoio aos profissionais que trabalham na área da saúde e que estão na linha de frente no combate à pandemia”, ressaltou Rita. Desta forma, foi mantido um contato com o Pró-Saúde para uma parceria no atendimento das demandas dos farroupilhenses. Quando alguém ligar para o Pró-Saúde, se for uma questão que envolve um abalo de estado emocional, essa pessoa é encaminhada para atendimento das psicólogas e psicólogos voluntários, que manterão contato a partir do número fornecido pela instituição. “Estamos com uma diretoria mais aberta, voltada às questões socias e, neste momento, nesta situação, não tem como os profissionais da Psicologia ficarem de fora. Ninguém pensa na dor psíquica do indivíduo, só na física. Mas o período é muito

A força-tarefa da Elo-Psi Diretoria Rita Rosa Baretta Verônica Sinhor Thiele Rodrigues Milena Antunes As 7 mulheres Rita Rosa Baretta Érica Dias Viviane Balbinot Sandra Tartarotti Aline Cantarelli Marilisa de Almeida Maria da Glória Grando delicado e o emocional das pessoas tende a ficar abalado”, reforça a presidente da Elo-Psi. No início da manhã de quarta foi fechado um cadastro de psicólogos e psicólogas de atendimento voluntário para prestar auxílio a quem procurar o Pró-Saúde e também para os que estão trabalhando na área da saúde. São 44 profissionais, sendo que 22 integram a Elo-Psi, que se revezarão nos atendimentos, que vão de segunda a sexta, das 8h às 21h.


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TROCA DE LEGENDA

Piccoli deixa PT e assina com o PSB Ex-secretário e atual vereador, parlamentar explicou também os motivos que levaram a declinar convites do PDT e Republicanos irregularidades. Antes mesmo da eleição já estava com esse pensamento e isso só foi reforçando, com a prisão do Lula e aquela defesa incondicional a ele, aquela idolatria, e isso nunca me agradou. Fui me distanciando da direção partidária, das atividades do partido e já decidindo qual seria meu destino”, declarou o vereador, para em seguida explicar sua posição em relação ao convite formal feito por duas siglas. “Eu tinha dois convites, do PDT e Republicanos. Optei pelo último por uma relação de proximidade com a Fran (Somensi, deputada estadual), já que tínhamos feito vários trabalhos juntos. Porém, com a questão do processo de im-

peachment do Claiton e o fato de ser presidente da Comissão Processante, ficou uma situação desconfortável. Optei por declinar o convite que já tinha aceito para não constranger nem eles nem eu na questão que envolve o impeachment”, esclareceu Piccoli, que mostrou-se satisfeito com a série de convites recebidos. “Tive de vários partidos, um fato que me agradou muito. Da situação e até mesmo da oposição, mas declinei os da oposição porque eu tenho uma história com esse projeto, que trouxe muitas coisas boas para os farroupilhenses. O PSB também me convidou, foram muito atenciosos comigo e deixaram claro que tenho liberdade total

Divulgação

O

vereador Fabiano Piccoli, com uma história criada dentro do PT, deixou a legenda na sexta e assinou sua filiação ao PSB. O parlamentar atuou como secretário de Turismo na primeira gestão de Claiton Gonçalves e, na atual, como vereador, presidiu a Câmara no primeiro ano da presente legislatura, em 2017, “Desde a eleição de 2016 eu vinha descontente com a postura do partido em relação a todas as questões que aconteceram, a falta de autocrítica, de olhar para os problemas e encaminhar soluções, ser duro com os que cometeram

Casa nova A movimentação política da semana ocorreu com a saída de Piccoli do PT e o ingresso no PSB

para o meu voto no impeachment e isso também foi muito importante para a minha tomada de decisão”, finalizou. Esta é a segunda troca que foi processada no Legislativo.

Presidente da Casa, o vereador Fernando Silvestrin deixou o PSB e assinou ficha no Partido Liberal (PL), no dia 5 de março, data em que foi aberta a janela de transferência.


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O FUTEBOL E A PANDEMIA

Incerteza pauta o ano do Brasil Arquivo Jornal Informante

Um 2020 que tinha tudo para ser histórico para o rubro-verde vira um mar de dúvidas por conta do coronavírus

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Brasil

ão se trata de minorar um problema, mas de mostrar o seu alcance. O futebol também não passa incólume à pandemia e o Brasil, assim como a totalidade dos clubes no País e Mundo afora, tem muito mais dúvidas do que certezas sobre o futuro. O impacto do coronavírus é muito maior nos clubes do interior, que tem suas receitas carimbadas e sem qualquer margem para respiro. “Tivemos uma videoconferência na terça com os 16 clubes da Segundona, mais o jurídico e o presidente da Federação Gaúcha de Futebol e não avançamos em nada. Não temos nada de concreto, a Federação não se posiciona, o Sindicato dos Atletas também não se manifestou. Estão todos esperando que surja uma posição da CBF, do Sindicato Nacional dos Atletas. A gente fica numa sinuca de bico”, comentou Elenir Luiz Bonetto, presidente do Brasil. Muitas propostas chegaram a ser apresentadas.

Da euforia à frustração Gurias rubro-verdes no Brasileirão e retorno do profissional à Segundona criavam uma boa perspectiva do presidente Bonetto para o Brasil em 2020: um ano de dúvidas

“Alguns dirigentes querem que termine o campeonato, outros querem a realização da competição no segundo semestre, mas o grande problema nosso e dos outros clubes é onde buscar o recurso para custear um ano de futebol? Não temos um acordo com o Sindicato dos Atletas de parar de pagar agora

e voltar a pagar quando a Segundona for retomada. Estamos de mãos atadas, sem poder fazer nada. Liberamos todos os atletas do profissional, das categorias de base, escolinhas e do feminino. A CBF também não se manifestou sobre um possível auxílio. Temos 700 clubes no Brasil e a quase totalidade são pequenos”, comentou Bonetto. Com calendário comprometido, a tendência é que o Gauchão não tenha continuidade, tendo em vista que muitos participantes têm uma agenda nacional, mais rentável e importante, e isso impactaria 2021. Se essa for a decisão, é provável que ninguém rebaixe, mas e a Segundona? Campeão e vice ascenderiam à elite, deixando a principal competição estadual mais inchada, com 14 clubes no próximo ano? São questões que foram feitas pelo dirigente farroupilhense. “Nesta semana ainda vamos fazer uma videoconferência entre a direção e tentar tomar uma decisão. Eu passei uma proposta para o Luciano (Hocsman, presidente da FGF), de abril, maio e junho pagarmos 40% dos salários dos atletas e o restante no retorno da competição no segundo semestre. É uma alternativa. Os jogadores ficariam com um rendimento, ainda que reduzido, mas por uma boa parte do ano. Acho que está na hora de alguém assumir alguma coisa. Esperamos um posicionamento em breve. Por ora, só nos resta aguardar”, finalizou o presidente.


Ramon Cardoso

SAÚDE

Ação solidária compra cinco kits completos de respiradores para o Hospital São Carlos Arquivo Jornal Informante

Farroupilhenses abraçaram a nobre causa nesta semana Contracapa

ESPORTE

Alguém com saudade?

PRIMEIRO PARÁGRAFO

“Noite de Reis”, incursão pelo romance histórico do escritor Fernandes Bastos Episódio verídico aconteceu no litoral norte gaúcho Inside, páginas 2 e 3 SAÚDE

Banco de Sangue de Caxias do Sul faz apelo para mobilizar doadores

Em virtude da pandemia, estoques estão em baixa Capa SÉTIMA ARTE O triste silêncio das Castanheiras, a falta que o futebol faz no período de pandemia e as incertezas que pairam sobre o ano da SERC Brasil Página 11

“O Assassino de Valhalla”, a série de suspense noir produzida na Islândia Ótimo thriller policial está disponível na Netflix Inside, páginas 6 e 7


Compromisso com a Cidade. Compromisso com você.

FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020

DEMANDA URGENTE

Banco de Sangue de Caxias do Sul necessita de doações Com estoques baixos por conta da pandemia, diretor técnico faz apelo para que os moradores da Serra doem Ele reforça que é uma saída permitida e que o órgão tem disponibilizado até mesmo transporte para buscar em casa os interessados em doar. Também enfatizou que todas as medidas sanitárias estão sendo empregadas e que a população pode ficar segura, tanto quanto ao deslocamento quanto ao procedimento de coleta. “Adotamos todas as medidas sugeridas pela Vigilância Sanitária, pelos órgãos de saúde. Atualmente contamos com três salas de espera, com duas salas de coleta e duas salas de lanche. Trabalhamos com agendamento para evitar a aglomeração de doadores para não haver risco algum. Fazer doação de sangue é seguro. E faria um apelo especial às pessoas de sangue tipo O, tanto positivo quanto negativo, já que estamos enfrentando queda no estoque desses tipos sanguíneos, mas qualquer tipo é sempre bem-vindo”, ressalta o diretor técnico. A capacidade atual, por conta da situação, permite o atendimento de quatro pessoas a cada 15 minutos e o tempo do procedimento tem

Imagem: Reprodução

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rincipal centro de estocagem e distribuição de sangue na Serra Gaúcha, o Banco de Sangue de Caxias do Sul necessita urgentemente de doações. Diretor técnico do local, Guilherme Rasia Bosi faz um apelo para que os serranos doem sangue e tranquiliza os possíveis doadores no que se refere à pandemia. “Seguimos vivendo essas medidas de contenção para evitar a proliferação do vírus, mas ao mesmo tempo seguimos trabalhando por essa busca de doadores. Afinal de contas, as urgências e os atendimentos aos pacientes onco-hematológicos e oncológicos seguem ocorrendo. Estamos tendo uma certa dificuldade em manter adequados os níveis de estoque, mesmo com a mobilização que tem sido feita. É preciso deixar um agradecimento a quem tem saído de casa para fazer essa doação, mas também solicitar que quem esteja bem, saudável, que possa comparecer ao Banco de Sangue para fazer a doação”, ressalta Bosi.

levado, em média, 27 minutos. O Banco de Sangue de Caxias fica localizado no Edifício Centro Médico Pasteur, rua Garibaldi, 476, no Centro. Os agendamentos podem ser feitos pelo WhastApp nos fones (54) 991.134.710, (54) 991.727.465 ou (54) 991.548.933. Maiores informações pelo fone (54) 3027-8600.

Ato de amor Com estoques baixos, Banco de Sangue caxiense faz um apelo para que os moradores da Serra façam doação


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FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020

Mês Síndrome Cristiane Ornaghi e Pamela Furh *

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m março, mais precisamente no dia 21, comemorou-se o “Dia Internacional da Síndrome de Down”. A data 21/3 faz referência as 3 cópias do cromossomo 21 do qual resulta a Síndrome de Down-SD. A data foi proposta pela Down Syndrome Internacional, em 2006, e passou a ser incorporada no calendário oficial da ONU em 2011, através de proposta pelo Brasil. Esta data serve de impulso para uma maior divulgação sobre o que de fato é a Síndrome, bem como para aumentar a inclusão destas pessoas no meio social. Pessoas com Síndrome de down podem ter algumas características semelhantes, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas. É importante ressaltar que, a Síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança. A síndrome é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população. Contudo, vale ressaltar, que estes indivíduos possuem um grande potencial a ser desenvolvido, precisam, contudo, de mais tempo e estímulo da família e de especialistas para adquirir e aprimorar suas habilidades. Uma boa estimulação realizada nos primeiros anos de vida pode ser determinante para a aquisição de capacidades em diversos aspectos, como desenvolvimento motor, comunicação e cognição. Dentre eles a Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional.

Fisioterapia na Síndrome de A Fisioterapia deve ser realiz sível, após liberação do pediatr tam complicações secundárias por exemplo, que requer cuidad O fisioterapeuta pode colabo senvolvimento neuropsicomoto movimentar de maneira correta porque uma das características muscular (os bebês nascem mai mentar (articulações flexíveis). P uma postura mais relaxada, já tensionados e as articulações s Durante os atendimentos s auxiliam o melhor desenvolvim segurar a cabeça, sentar sem correr. A participação dos pais fundamental, tanto no sentido – os pais poderão explicar mel ça vive, bem como relatar seu garantir a continuidade desta incluída na rotina doméstica.

Terapia Ocupacional Na Terapia Ocupacional as com atividades lúdicas que des dizagem sobre a vida e a si me atua na estimulação e aquisiç motoras, afetivas e sociais, des Na terapia o objetivo é desen para desempenhar as Atividade comer, escovar os dentes, toma


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FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020

e de Down

e Down zada o mais precocemente posra, pois alguns bebês apresenà síndrome, como cardiopatia, dos especiais. orar especificamente para o deor da criança, ajudando-a a se e em seu fortalecimento global, s mais marcantes é a hipotonia is “molinhos”) e a frouxidão ligaPor isso, o bebê tende a manter que seus músculos são menos são mais frouxas. são realizadas atividades que mento motor do bebê, desde apoio, engatinhar, caminhar e e familiares neste momento é de troca com o fisioterapeuta lhor o contexto em que a criandesenvolvimento – como para terapia em casa, no dia a dia,

s intervenções são realizadas senvolvem o processo de aprenesmo. O terapeuta ocupacional ção de habilidades cognitivas, sde ainda bebê. nvolver habilidades necessárias es de Vida Diárias (AVD’s) como ar banho, se vestir, sempre com

objetivo de autonomia e independência, levando em consideração as particularidades de cada indivíduo, considerando sempre o contexto e sua situação pessoal, familiar e social. Fonoaudiologia A Fonoaudiologia é a profissão que acompanha e avalia o desenvolvimento da musculatura facial. Observa o desenvolvimento de cada estrutura e suas características, relacionadas ou não à síndrome. Esta avaliação está diretamente ligada ao modo como a criança se alimenta, suga, mastiga e deglute. A avaliação de um fonoaudiólogo é essencial após o nascimento da criança, pois a hipotonia torna a musculatura da face e da boca mais “molinha”, o que pode prejudicar a amamentação e, posteriormente, o seu desenvolvimento. A regularidade e o enfoque do trabalho realizado vão depender das necessidades da criança em diferentes fases da vida. De modo geral, este profissional poderá tratar das seguintes questões. Alimentação: como sugar, mastigar e engolir; coordenação entre as funções orais e a respiração; fortalecimento da musculatura da face e da boca; articulação dos sons, na linguagem oral, leitura e escrita, dificuldades. Durante o desenvolvimento da linguagem, as crianças começam a entender as palavras antes de conseguir se expressar com sons. Ações conjuntas Então ressaltamos a importância destes tratamentos para uma melhor qualidade de vida ao bebê com Síndrome de Down, para que ele possa aproveitar ao máximo sua maior independência ao longo dos anos. * Fisioterapeutas da NeuroCrescer


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FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020

CORRENTE DO BEM

Campanha adquire cinco kits completos de respiradores para o Hospital São Carlos Ação entre farroupilhenses arrecadou R$ 765.690,00 até a noite de quarta e campanha foi estendida para completar o valor

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ma verdadeira força-tarefa desencadeada nesta semana mostrou uma das virtudes mais latentes nos farroupilhenses: a solidariedade. Um grupo de WhatsApp levantou recursos para a compra de respiradores para o Hospital Beneficente São Carlos (HBSC) e a corrente do bem se alastrou de tal forma que foi possível a aquisição de cinco kits completos de respiradores. Agora, uma sala está sendo adaptada para funcionar como uma nova UTI e receber os equipamentos. “Comentei com o Francis (Casali, secretário de Turismo) que tínhamos

que fazer algo para ajudar o São Carlos e prevenir uma situação mais delicada no que se refere à pandemia. Ele deu total apoio à causa, iniciamos com 30 pessoas em um grupo de WhatsApp e, quando percebemos, tínhamos chegado ao limite de participantes, que é de 256”, explica a empresária Silvia Maria Chieli Rossi. Sem problema algum. Os que entravam informavam o valor que pretendiam doar e deixavam o grupo para que mais pessoas pudessem participar. Foi aberta uma conta relâmpago, no Sicredi, especialmente com esse propósito, de receber os valores. De segunda até o final da tarde de quarta,

foram arrecadados R$ 715.390,00. Afora esse valor, mais dois farroupilhenses levaram R$ 100,00 e R$ 200,00 ao HBSC, no final da tarde de quarta, na reunião para a aquisição dos respiradores, porque a agência bancária já estava fechada. Além disso, a Grendene doou R$ 50 mil, o que totaliza R$ 765.690,00. É difícil até mesmo precisar quantos se envolveram, já que muitos sequer conseguiram ingressar no grupo de Whats, sempre lotado, e sabedores da iniciativa, realizaram o depósito diretamente no Sicredi. A compra dos cinco Kits Completos de Respiradores Adultos UTI foi formalizada

no final da tarde de quarta, no valor de R$ 804.756,00. Ou seja, faltavam ainda R$ 39.066,00 para depósito, por isso a campanha segue até atingir o montante. Mas, convenhamos, a solidariedade é tanta que o valor deve ser alcançado brincando. “Ficamos muito felizes com o respaldo dos farroupilhenses. O São Carlos conta com 10 respiradores e agora terá mais cinco. Tomara que eles nem precisem ser utilizados por conta da pandemia, mas ficarão na unidade hospitalar ampliando o número de leitos de UTI para outros tipos de internação que necessitam de respiradores”, comentou Silvia.


Primeiro Parágrafo

“Noite de Reis”, um caso real que marcou o litoral norte no romance histórico de Fernandes Bastos Páginas 2 e 3

Inside

Sétima Arte

Como o período é de reclusão, resenhamos não um filme, mas uma série: o thriller policial “O Assassino de Valhalla” Páginas 6 e 7

OCUPANDO O TEMPO

Dias apropriados para maratonar Imagem: Reprodução

Com quarentena em vigência, serviços de streaming são uma alternativa para passar o tempo e colaboradores sugerem séries

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oi o tempo em que era necessário um feriado ou um fim de semana para maratonar uma série. A pandemia de coronavírus, que obrigou a esmagadora maioria a ficar em casa, permite que os serviços de streaming sejam acessados à exaustão, em menor escala para quem faz home office, sem restrições para quem está curtindo um período de férias forçadas. Se tem um setor que tem aumentado a clientela no inusitado período são as plataformas de streaming. Há boas séries para praticamente todos os estilos e gostos. Como a maior parte da equipe está em casa, em período de férias ou em home office, pedimos para os colaboradores que indicassem séries para os leitores. Veja dicas ao lado. Todas estão disponíveis na plataforma Netflix. Diferente do que fizemos ao longo de toda a história do Tabloide, a seção Sétima Arte desta vez não resenha um filme, mas uma série, afinal de contas, ela garante, se vista do início ao fim, um dia ocupado na reclusão forçada. Rodada no ano passado, “O Assassino de Valhalla”, a primeira produção islandesa da Netflix, é um thriller policial que vale a pena ser visto. Confira a resenha nas páginas 6 e 7 do Inside.

O Top 3 de séries indicado pela equipe Keli Almeida 1) Grey’s Anatomy 2) Station 19 3) Toy Boy Marcelo Bortagaray Mello 1) Supernatural 2) The Big Bang Theory 3) Grey’s Anatomy Maria da Graça Potricos Leite 1) Dark 2) Black Mirror 3) Green

Tiago Rodrigues 1) Dois Homens e Meio 2) The Flash 3) Brooklyn Nine-Nine Valéria Vettorazzi 1) Riverdale 2) Locke & Key 3) The Good Place Yasmin Signori Andrade 1) Elite 2) Sex Education 3) The Circle


Inside

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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

É preciso destruir a esquerda antes que ela destrua o mundo

Numa avaliação simplista, a esquerda deve ter deixado, ao longo da história, um saldo que supera, com folga, os 100 milhões de mortos. De Pol Pot no Camboja a Fidel Castro em Cuba, passando pela ditadura stalinista na União Soviética e sobretudo no cruento regime maoísta na China. Onde há um governo de esquerda, há miséria e destruição, até mesmo em democracias, ainda que débeis como a brasileira. O estrago provocado pela esquerda lula/dilmista está aí. Temos estádios de Primeiro Mundo, mas não temos futebol. Temos escassez de hospitais e enfermos em profusão, instalados, vejam que ironia, em hospitais improvisados em estádios. Eu mesmo acreditava que era um exagero achar que a esquerda conseguiria dominar o mundo. Xi Jinping provou que não é exagero algum. Tal qual o acidente com a usina nuclear de Chernobyl, ele omitiu os primeiros casos de coronavírus, ou melhor, do comunavírus, o vírus chinês. Não por subestimá-lo, claro que não. O regime chinês tinha consciência plena do que estava por vir. A omissão foi deliberada e proposital. A omissão foi feita para quebrar os mercados do planeta e para a China se estabelecer como uma potência hegemônica, ainda que tivesse que sacrificar alguns dos seus. Aliás, exterminar o próprio povo é algo que integra a cartilha desses criminosos, feito com uma naturalidade impressionante e sem um pingo de remorso. No momento em que a economia mundial entrou em recessão, a China não registrou mais nenhum caso. Esse fato é para quem não acredita que o vírus tenha sido desenvolvido em laboratório. É bem provável que outro já esteja sendo criado para daqui uns anos, quando a economia chinesa der outra estagnada. Vai saber, né, é sempre bom ter uma carta na manga. E ela será usada, não tenham a menor dúvida disso. Foi algo asqueroso e nojento nesta última semana ver as redes Globo e Bandeirantes passarem pano para o regime chinês, já que recentemente firmaram parcerias com grandes grupos de mídia chineses. Assim como o presidente do regime de terror, essas emissoras estão se lixando para o País, para seus conterrâneos, e preocupadas apenas em tentar desestabilizar o governo e, claro, ganhar dinheiro. Não há como dissociar a guerra biológica promovida pela China com a esquerda e essa doente extrema imprensa. Todos fazem parte do mesmo grupo e precisam ser varridos do mapa. A preocupação agora é em tentar conter a pandemia, mas assim que ela for contida, as grandes democracias do mundo deveriam impor à China um embargo geral, total e irrestrito. Mais, obrigar o País a destinar, sei lá, 80% de suas receitas para custear as nações que quebrou. A China ainda não é autossuficiente. Não se enganem, os chineses precisam muito mais da nossa soja do que o Brasil necessita de quinquilharias. É necessário isolar o regime de terror chinês e, da mesma forma, isolar todos as nações que negociarem com a China, impondo a elas o mesmo embargo. Sem exagero, é uma medida de preservação da humanidade. Se não fizerem isso e deixarem o País chegar à autossuficiência... bem, aí o horror reinará.

FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020

Primeiro Parágrafo

Mocinho ou vilão? A história revela o dualismo sempre existente entre o bem e o mal, o herói e o bandido, os maragatos e os chimangos, os lenços brancos e os lenços vermelhos Sirlei Cardoso Masiero

Especial para o Jornal Informante

O

livro “Noite de Reis”, de Fernandes Bastos, escritor de Osório, foi publicado em 1935, e reeditado em 2007 pela Associação de Estudos Culturais (AEC) osoriense. Ele narra a história do Baiano Candinho (1846-1898), desertor da Guerra do Paraguai, que se estabelece na antiga colônia alemã de Três Forquilhas, por volta de 1870. Após a Revolução Federalista (1893-1895), quando lutou como maragato (do Partido Liberal), foi surpreendido e morto na “Noite de Reis” de 1898. Baiano Candinho, que na verdade era cearense, torna-se um personagem quase mítico no litoral gaúcho, muito em parte pela grande obra do escritor-intendente municipal de Osório. Essa história acontece na região geográfica das encostas da Serra Geral e da Serra do Mar, historicamente importante para a colonização e a ocupação dos territórios sul-rio-grandenses, e o tipo nativo ali presente era uma mescla de descendentes vicentinos e lagunenses, bem como de brasileiros do norte e colonizadores alemães. Para além desses aspectos, contudo, o texto é exemplo de uma narrativa épica e, ao mesmo tempo, trágica, que mistura fatos históricos e ficção, ainda não muiuto explorados pela Literatura do Sul. Esta obra, denominada por seu autor como narrativa histórica, pretende desenvolver um acontecimento real, mesclando, à história, um pouco de ficção, girando em torno da figura de Candinho. Assim apelidado, era, na verdade, Martinho Pereira dos Santos que, junto a outros companheiros, desertara da Guerra do Paraguai e na tentativa de voltar

ao seu Estado natal, o Ceará , vindo de Uruguaiana, chegou à região de Três Forquilhas, Itati, Três Cachoeiras, vilas recém povoadas por colonizadores alemães, esperando que ali ninguém o conhecesse e assim pudesse recomeçar a vida. Adotou o nome de Cândido Alves da Silveira e, mais tarde, seria mais conhecido como Baiano Candinho, considerado um perigoso bandido. Por seu espírito mercenário, conquistou a liderança destas localidades. Seu nome virou lenda, passa na história ora como herói, ora como vilão, pois, junto com seu bando, roubava gado e saqueava famílias indefesas, em cima da Serra, e doava aos mais pobres na região da Serra do Pinto, onde hoje se situa a Rota do Sol. Os episódios históricos que envolvem o personagem, tais como a Proclamação da República; a ascensão do Partido Republicano Rio-Grandense e de seu líder, Júlio de Castilhos, bem como as repercussões de tudo isso chegando, até mesmo, nos mais distantes lugares da província, como a Vila de Conceição do Arroio (hoje Osório), na época saqueada e incendiada pelo bando de Candinho, e a localidade de Três Forquilhas. A ação dramática se encerra com o assassinato de Candinho, na noite de 6 de janeiro de 1898, a Noite de Reis que empresta o título à obra. Nela encontramos um gênero mesclado: não é apenas uma narrativa histórica, mas uma tentativa de estudo psicológico do personagem, que se divide, entre os bons sentimentos de uma vida pacata e vinculada ao trabalho de peão de estância e de agricultor, que busca ter seu próprio chão e cuidar de sua família e, de outro lado, certo fatalismo típico da estética romântica, em que o personagem se debate entre o bem e o mal, acabando por se traído por aqueles que o rodeiam.


Inside

FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020

Primeiro Parágrafo

Guilherme Macalossi cisperter@hotmail.com

Imagem: Reprodução

Eduardo Bananinha contra a China

Noite de Reis Autor: Fernandes Bastos Gênero: Romance Histórico Literatura Gaúcha Ano de publicação: 1935 Editora: Evangraf Nº de páginas: 272 Preço médio: R$ 30,00

Bandido para uns, sujeito simpático e prestativo para outros, gente como Baiano Candinho transita num espaço indefinido da legalidade, conforme os interesses do momento. Assim, Candinho pode ser considerado ladrão e bandido, sendo caçado por forças policiais, de que em geral consegue se livrar, como pôde se tornar inclusive autoridade política e militar, como ocorreu em 1891. Quando termina a Revolução Federalista, o Governo Castilhista começou a retalhar seus opositores, os maragatos. Para tanto foi mandado para a colônia de Três Forquilhas, a pedido do líder castilhista, coronel Carlos Voges, o tenente Manuel Vicente Cardoso. E aqui faço uma pausa

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para revelar meu interesse nessa obra, pois o citado tenente é meu avô. Cardoso, designado para a captura dos bandidos, trazia no bolso do casaco fotografias dos federalistas que em 1895 invadiram Conceição do Arroio (Osório), causando medo e humilhação aos seus moradores. Baiano Candinho era um deles. Após dois anos de fugas e perseguições na Noite de Reis de 1898, o tenente, com seus dois auxiliares, realizaram a estratégia de montar um Terno de Reis para surpreender e matar Candinho. Finalmente deu certo. O que não conta o livro é que meu avô levou uma facada e em consequência disso mais tarde faleceu. Mas essa é uma outra história.

A responsabilidade da China pela proliferação do coronavírus é clara como um organismo observado na lâmina de um microscópio. O país, que é controlado por uma ditadura comunista, negligenciou informações sobre a doença quando ela ainda era circunscrita a uns poucos casos isolados na cidade de Wuhan. No esforço de minimizar os danos políticos que poderiam se originar como efeito do surgimento de uma pandemia, o regime impediu que médicos alertassem sobre o problema. A situação, como é sabido por todos, acabou saindo de controle e o resto é história. De modo que sim, é preciso que a China seja denunciada pela conduta omissa que adotou. Enfrentar a China, entretanto, não é coisa para se fazer através de tweets aleatórios. E foi exatamente assim que Eduardo Bolsonaro resolveu proceder. Postou um ataque direto ao país comparando o coronavírus com o acidente na usina nuclear de Chernobyl. A reação foi imediata. A embaixada chinesa respondeu afirmando que o deputado havia contraído um “vírus mental”. Querendo lacrar nas redes sociais, ele apenas pariu uma crise diplomática com o maior parceiro comercial de nosso país. Ainda que a China tenha culpa efetiva pela origem da doença, o comentário de Eduardo Bolsonaro não contribuiu em nada para ajudar a resolver o problema objetivo que enfrentamos: a propagação do vírus entre o povo brasileiro. A hora não é de entrar em uma guerra ideológica internacional, e sim de vencer um inimigo biológico invisível que não reconhece direita ou esquerda. Para tanto, é preciso recorrer a toda ajuda possível, inclusive o know-how chinês na contenção de doenças. A provocação barata de Eduardo Bolsonaro deve ter vindo da desesperada busca de sua família em emular a família de Donald Trump. Se o presidente americano pode chamar o coronavírus de vírus chinês, por que Eduardo não poderia comparar a doença a um famoso acidente humanitário ocorrido em terras controladas por comunistas? A razão é simples: Eduardo Bolsonaro é apenas um deputado incendiário de uma nação periférica, não o homem mais poderoso do mundo. Se houver coragem suficiente na comunidade internacional, chegará a hora em que a China será chamada a responder por seu papel nesse momento obscuro da história da humanidade. E isso só será feito se de forma articulada e sob a liderança dos Estados Unidos. É desolador lembrar que Eduardo Bolsonaro quase chegou a ser nomeado embaixador brasileiro em Washington. Do seu confesso desconhecimento sobre quem é Henry Kissinger até o protagonismo no desconforto político com a China, o moço tem mostrado uma mediocridade avassaladora, prejudicial e perigosa. Em entrevista para a Folha de São Paulo, o vice-presidente Hamilton Mourão tentou atenuar os efeitos da postagem do deputado. Afirmou que ele não é representante do governo e que se o “sobrenome dele fosse Eduardo Bananinha não era problema nenhum”. Ocorre que Eduardo, além de ser filho do Presidente da República, ocupa a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Não dá pra ignorar quem, dessa posição, atira uma casca para o Brasil escorregar. Por mais Bananinha que seja. * Redator e radialista


Divulgação

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Tempo de Quarentena

A nutricionista Daiane Menon também está no mood quarentena com a família. E para compartilhar conteúdo bacana, a profissional tem postado receitinhas no seu instagram @nutridaimenon. Entre os afazeres também estão as brincadeiras com o filho Pietro, de 4 anos, além de muitos testes de comidas, tendo o marido Diego e o filho como cobaias

ensando que muitas pessoas da cidade estão fazendo quarentena das suas casas, a Coluna Social desta semana está voltada para mostrar um pouco dessa rotina. E também para dar visibilidade a ações legais que estão acontecendo em nossa volta, promovidas por pessoas que vivem em Farroupilha. Espero que curtam! E se tiverem dicas ou sugestões, meu e-mail está aberto para juntos darmos visibilidade a essa rede de empatia que está cada dia mais forte!

Divulgação

Solidariedade Os momentos difíceis também fazem com que seja mais necessária a solidariedade entre as pessoas. Nesta semana pudemos ver três ações na cidade, que demonstraram que estamos todos juntos tentando se ajudar. • Empresários, cidadãos e entidades se juntaram para arrecadar fundos para o Hospital São Carlos, com o objetivo de comprar respiradores. • A empresa Biamar foi responsável pela costura de mais de 10 mil máscaras, que foram entregues para a prefeitura. • O Bob’s Serra Gaúcha entregou no final de semana passado lanches de forma gratuita para os funcionários do Hospital São Carlos.

Igor Frosi, profissional de Educação Física e sócio proprietário da Academia Bem Viver está aproveitando o período da quarentena para divulgar treinos abertos para serem feitos de suas casas, no Instagram e no Facebook. As dicas de atividades são rápidas e de fácil execução, para conferir acesse o @bemviverfarroupilha

A fam quar mom Na f

Cy Rezzadori

O que você pode fazer, dentro suas possibilidades, para contribuir com esta corrente positiva? :)

Respira, não pira! O terapeuta João Rogério Assunção, da escola Vitalis, postou no instagram @vitalis.farroupilha um vídeo ensinando uma técnica de respiração, nesta semana. O objetivo de compartilhar esta prática é porque a mesma ajuda a fortalecer a imunidade. Confira!

Conteúdo Outro perfil engajado em entregar conteúdos úteis para seus seguidores é o da loja Lulu Farroupilha - @lulu.farroupilha. A empresa mudou o direcionamento de divulgação de produtos, para compartilhar dicas para os farroupilhenses. Para acessar basta entrar no perfil e olhar o destaque #dicaquarentena. Tem receitas, danças, beleza, entre outros temas.

#EmC

Larissa Zuco é maquiadora e designer de sobrancelhas e também vem se dedicando, no perfil @larissazuco, a entregar dicas para suas seguidoras. No vídeo e nos materiais publicados a ideia é ensinar truques para manter os cuidados de beleza e manter a autoestima durante a quarentena


Fotos: Arquivo Pessoal

Casa

Amanda dos Santos, Junior Gasperin e o doguinho Homer na vibe quarentena em família, na sua casa

mília Soares Ledur está em rentena e curtindo esses mentos de troca e carinho. foto Laura, Dilo, Claudia, Lucas e Thiago Charline Bertoldo Richetti com os gêmeos Joaquim e Vicente em momento descontraído do dia a dia caseiro

Eduardo Lopes, Milena Drunn, Tânia Mattei Drunn, Miguel Drunn e Mateus Drunn estão em casa, fazendo a quarentena e aproveitando este momento com a família


Inside

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Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

Mundo vazio, vida completa As ruas estão vazias, mas há algo bem mais importante lotado. Pontes e estradas não recebem mais gente, mas carinho não tem faltado. Até a paciência, rara, tem aumentado. Os lugares mais visitados do mundo estão desertos, mas nossos corações amanheceram completos. De empatia e cuidado. Um pouco de resiliência e outro tanto de compaixão. Zelo e toda nossa preocupação. Há ninguém mais às ruas. Somos todos sofás, salas e quartos. Súbito, nos recolhemos aos espaços que tampouco valorizávamos até que ali tornou-se a nossa única alternativa. Antes passagem, agora calmaria. Enxergamos melhor as cores, as chances. O que há de errado, e que podemos consertar. Podemos a nós mesmos mudar. O que nos tranca em casa não veio de dentro, nem foi uma escolha. Veio do mundo, de longe. Talvez porque fosse esse o momento. Tempo de desacelerar, de se importar. De entender quem segue conosco e quais foram tantas as vezes que ignoramos o quanto, dali, precisamos. A brincadeira com o filho, a conversa com a mulher. A entrega e preocupação com a mãe. O amigo que insiste em ficar, que releva nossa falta de tato, que prefere amar, mesmo que as vezes não nos lhes demos um ombro e nem o ouvido. As ruas estão vazias, mas os lares se encontraram. Mais uma vez se formaram. Pessoas não mais se afastaram. Não há o que comemorar em meio a tantas perdas planeta afora. Mas, já que alguém nos deu uma chance de nos reencontrarmos, que saibamos aproveitar. Não adiantava as cidades mais lindas do mundo seguirem lotadas, se o nosso peito seguisse vazio. Se a alma não fosse revisitada. Não adiantava as fotos sorridentes em cartões postais infinitos, se o sorriso que tanto vale a pena se mantivesse forçado, esquecido, abafado. Logo estaremos lá fora de novo. Mas que lembremos de quem hoje está. Aqui dentro vai ser sempre a nossa morada. Aqui dentro o nosso sorriso inventa o outro. Aqui dentro é o que importa. * Jornalista e escritor

FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020

Sétima Arte

O thriller policial que Primeira produção islandesa da Netflix, “O Assassino de Valhalla” é uma série de suspense noir muito bem construída e empenhada em surpreender o espectador

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seção Sétima Arte desta semana é um pouco diferente. Aliás, o Inside está diferente. Com a pandemia e a vedação a qualquer evento artístico, cultural e musical, enxugamos o Caderno e aproveitamos, parte do tempo em reclusão, para conferir uma série que vem recebendo elogios da crítica: “O Assassino de Valhalla”. Afinal de contas, convém destacar, no período de confinamento sobra tempo para assistir bem mais do que um filme. A Netflix tem realizado produções em vários Países e a série em questão foi ambientada na Islândia, a gélida nação nórdica que fica entre a Noruega e a Groenlândia, com a extensão territorial do Rio Grande do Sul e com 365 mil habitantes. O País ficou mais conhecido em 2016, quando a Seleção se classificou à Eurocopa e foi até as quartas de final. Mas o assunto aqui é Cinema. Quando um assassinato acontece numa doca, na saída de um bar, a polícia deixa o estado de letargia de uma nação sem registro de violência e passa a investigar o caso. O crime tem lá suas particularidades. Não demora muito para um segundo crime, com as mesmas circunstâncias, acontecer. A policial Kata (Nína Dögg Filippusdóttir), que sonha em ser a responsável pela divisão de investigação da Polícia Metropolitana de Reiquiavique, a Capital da Islândia, é preterida pelo comissário Magnús (Sigurour Skúlason), que coloca Helga (Tinna Hrafnsdóttir) em seu lugar. Não bastasse o descontentamento com a escolha, o veterano policial Arnar (Björn Thors), natural da ilha, é chamado de Oslo para auxiliar no caso do primeiro serial killer islandês. No início, a relação da dupla não é lá das melhores. Enquanto Kata tenta se mostrar amistosa, Ar-

nar é extremamente objetivo. Ele está obviamente descontente com seu retorno a Reiquiavique, já que guarda um passado que ainda o machuca. A policial, por sua vez, também não tem uma vida tranquila, já que passa a ter que encarar os típicos problemas da adolescência do filho Kári (Grettir Valsson). Porém, esses dramas pessoais e familiares apenas ajudam a não deixar a história tão sedimentada nos crimes. À medida que a investigação avança (e a trama é ambientada em uma semana, como o clássico “Seven”), o assassino acaba deixando pistas, mas que mostram que está sempre um passo à frente dos agentes policiais, o que aumenta a tensão e a necessidade de apresentação de respostas. Valhalla era um antigo reformatório isolado de tudo, que funcionou de 1986 a 1988, mas que guarda segredos terríveis que foram deliberadamente ocultados. Contudo, quando o diretor e funcionários do local começam a ser assassinados, é necessário desenterrar um passado de barbárie,


FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020

Inside Lauro Edson Da Cás

Sétima Arte

ldacas@hotmail.com Imagem: Reprodução

veio do frio

Título original The Valhalla Murders Título traduzido O Assassino de Valhalla

Caçada Policiais Kata (Nína Dögg Filippusdóttir) e Arnar (Björn Thors) conduzem a investigação sobre um sofisticado serial killer: necessidade de respostas urgentes

crueldade e violência, numa intrincada trama que apresenta uma série de reviravoltas, surpreendendo o espectador a cada novo desfecho. Destaque também as belas paisagens, que são de tirar o fôlego, com suas gigantescas montanhas de neve, um cenário recorrente em filmes produzidos nos Países nórdicos. E como suspenses noir se encaixam bem nesses ambientes. Para quem gosta de tramas bem construídas, vale a pena conferir também os filmes da série Millenium: “Os Homens que não Amavam as Mulheres”, do americano David Fincher, e “A Garota na Teia da Aranha”, do uruguaio Fede Alvarez, ambos ambientados na Suécia, e “Boneco de Neve”, do sueco Tomas Alfredson, que teve a Noruega como set de filmagem.

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Direção Thordur Palsson Roteiro Ottar Nordfjord Mikael Torfason Otto Geir Borg Gênero Thriller Policial Episódios Oito Duração 47 minutos País Islândia Ano de produção 2019 Estúdio Truenorth & Mystery Rúv Netflix Distribuição Netflix

“– Nós não estamos bem!” Deixando vaidades de lado, qual foi a última vez que você falou ou exclamou ou esbravejou este título acima? Como é difícil admitir isso! Não é comum usar esta expressão: ‘– Não estamos bem’. Qualquer um, por mais abalado que esteja, seja fisicamente e/ou psicologicamente, segura (quase que se engasgando) esta frase/expressão. Mas e agora, diante desta pandemia? Reflexões. Brincadeiras. Nada sério. Informação. Caos. Distração. Confinamento. Desinformações. Memes nas redes sociais. Medo. Tempo. Alguns ‘Tomés’ se multiplicaram! Outros Pilatos ganharam destaque. De tudo, um pouco. Nós estamos vivendo, ou melhor, sobrevivendo (conforme inúmeros especialistas da área da saúde que nos advertem constantemente). E mais, se vive ou sobrevivemos, hoje, de maneira muito excepcional. A vida nos ensina, mas parece que antes precisa nos judiar. No patamar que nos encontramos algo já não vinha bem (tudo bem, sempre terá aquele que irá contrariar). Independentemente de lado político, disso ou daquilo, eis um tempo propício para reflexão. Quaresma. Deserto. Isolamento. Civilidade carregando todos aqueles princípios mais elementares de hábitos saudáveis. Fragilidade. Dor. Angústia. Algo fez com que a rotação planetária, a órbita e o cotidiano se descarrilassem. O mundo parou. Hoje, temos um tempo de (re)educar, (re)ver, (re)ordenar, (re) construir, (re)estruturar, (re)começar. Caberiam outros (re), sem problemas! Eis o tempo de desacelerar, de viver, ver, escutar, sentir, olhar, amar. Já não se tinha tempo de viver, de ver, de escutar. Ocupação. Eis um silêncio que fala alto quase que nos agredindo. A dor também nos fala. Contradições sem fim diante daquele que se julga, diariamente, o ‘super homem’. Mero pó. Frágil. Ilusões. Obrigações. Incertezas. Esperança. Há uma lenda árabe que dizia mais ou menos assim. Um rei árabe encontrou pelo deserto a peste. Nisso, ele perguntou para ela, onde ela estaria indo! A peste, disse: – Estou indo para Bagdá! E o rei, continuou perguntando: – O que você vai fazer lá? E a peste prontamente respondeu: – Vou matar 10 mil pessoas. Já na volta, eis que o rei e a peste se reencontram. Nisso, o rei furioso, fala para ela: – Você mentiu para mim. Você disse que iria matar 10 mil. Mas você matou 100 mil. A peste, por sua vez, o retruca: – Não é verdade, eu matei 10 mil. Os demais morreram de pânico! O que estamos vivendo já foi vivido por milhares de outras pessoas, mesmo em Países distantes, do outro lado do Oceano. O medo, por vezes, pode gerar bem mais problemas que a própria epidemia. Reveja seus hábitos. Reveja seu ritmo de vida. Pense de maneira comunitária, na forma da coletividade. Respeite o outro e aquele grupo de risco, também. Estamos todos no mesmo barco e ele deve continuar sua viagem. Então, responda para você mesmo: Como você está? Como está a sua qualidade de vida? Como está o próprio ar/oxigênio que você está respirando? Que a maioria das respostas não seja a mesma do título inicial. Se for, oremos! Pasmem. * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade


Inside

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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

Esteja aberto e consciente de mudanças profissionais e imprevistos materiais. A semana pede cautela para investir e avaliações das possibilidades existentes no campo profissional. É preciso entender o cenário e assumir as responsabilidades.

Touro - 21/04 a 20/05

O desejo de mudança é forte e traz urgência para tomar decisões que englobam responsabilidades a serem assumidas por você. O céu exige maturidade e consciência das prioridades que cercam a experiência profissional e as metas futuras.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

É preciso ter entendimento de que muitas das situações que o cercam não estão sob o seu controle. O aprendizado, portanto, é desapegar, dar e receber limites. Busque o silêncio para examinar decisões que afetam o emocional.

Câncer - 21/06 a 20/07

Semana de mudanças e de consciência da sua atuação com um grupo de pessoas. O céu pede flexibilidade e consciência das responsabilidades que devem ser assumidas. É preciso ter um campo de visão amplo para averiguar as suas escolhas.

Leão - 21/07 a 22/08

O céu aponta mudanças e afastamentos de pessoas. É preciso agir com maturidade para interagir com uma pessoa específica. A pessoa tocada também pode ser um parceiros de trabalho ou o cônjuge. As responsabilidades são altas.

Vírgem - 23/08 a 22/09

É preciso ampliar o seu campo de visão sobre a situação em que se encontra no trabalho. A rotina deve ser renovada e, consequentemente, o caos pode estar instalado. Seja coerente com o contexto e com as mudanças que batem à porta. A saúde merece atenção redobrada.

Libra - 23/09 a 22/10

O céu pede maturidade e consciência das mudanças pelas quais você vem passando no campo amoroso ou na troca de afetos com os filhos. As responsabilidades são altas e é preciso limitar situações e sentimentos novos que você vem absorvendo.

Escorpião - 23/10 a 21/11

O céu acentua mudanças visíveis no relacionamento. É preciso ter maturidade para interagir com o cônjuge. A experiência também pode colocar em destaque a troca com sócios, parceiros ou com uma pessoa importante para o seu aprimoramento.

Sagitário - 22/11 a 21/12

Você está passando por uma nova fase no trabalho, e isso é positivo para o seu desenvolvimento, entretanto é preciso avaliar as responsabilidades com maturidade. É importante se posicionar diante de uma pessoa que afeta a sua produtividade.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

O céu exige uma nova postura para lidar com filhos ou com experiências que afetam a autoestima. O primeiro passo é avaliar as responsabilidades financeiras, o segundo é mudar a sua dinâmica administrativa.

Aquário - 21/01 a 19/02

Você está passando por um novo ciclo em família e a experiência deixa claras as mudanças e as responsabilidades. O ingresso de Saturno em seu signo exige de você uma nova performance profissional e maturidade para guiar os projetos.

Peixes - 20/02 a 20/03

Semana para entender as suas necessidades emocionais com mais consciência e avaliar as mudanças pelas quais você vem passando com pessoas próximas. O céu aponta cortes e afastamentos de pessoas. Busque se expressar com qualidade.

FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020


FARROUPILHA, 27 DE MARÇO DE 2020

TERRENO DE ESQUINA, com 1.377m², está à Venda! Imediações do Shopping Centro de Compras e rodoviária. Contatar através do telefone: (54) 991.181.642. Bairro Imigrante. VENDO TERRENO, medindo 12,00 x 33,00 (396m²) por R$ 135.000,00. Tratar: (54) 999.680.419. Farroupilha: para você homem discreto, que procura uma boa massagem para relaxar, agora você já tem o local certo! “PRAZER PICANTE”, você encontra as mais BELAS GAROTAS! Local central. Venha conhecer! Fone: (54) 991.430.723. Segunda a sábado. Dani, loirinha de olhos claros! Sempre pronta para o prazer! Disponível das 9h às 16h, com atendimento com local próprio. Contatar pelo fone (54) 996.145.503. Pamela: loira bronzeada, siliconada, 25 aninhos, boca carnuda, pronta para satisfazer suas fantasias e desejos. Contato pelo fone (54) 991.430.723, das 9h às 20h. Está a fim de fugir da rotina com uma gata sensacional? Então venha passar esse momento comigo. Sou a Pati, uma moreninha pronta para te enlouquecer. Atendimento em local central e discreto (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723, das 13h30min às 18h. Lu, morena sensual, para você que quer relaxar. Venha me conhecer, prazer garantido. Atendimento central (54) 996.145.503. Venha me conhecer! Mulatinha cor do pecado, dos teus sonhos! Realizo seus desejos e fetiches, sou carinhosa! Eu sou a Manu! Entre em contato e agende seu horário, atendimento em meu local central e bem discreto! (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723.


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Edição 631  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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