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Ramon Cardoso

FARROUPILHA

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ANO XII

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E D I Ç Ã O 617

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6 DE DEZEMBRO DE 2019

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R$ 3,00

Missão dada, missão cumprida Imagem: Reprodução

Meta do início da temporada das gurias rubro-verdes, como atesta a Capa da Edição 602 (imagem acima), foi atingida com êxito: Brasil Feminino é a melhor equipe do interior do Estado e a representante do Rio Grande do Sul na disputa do Brasileirão Série A2 em 2020

CADERNO ESPECIAL E EDITORIAL MATÉRIA ESPECIAL

ESPORTE

Escolas Santa Cruz e João Grendene se apresentam nesta sexta e sábado Páginas 2 e 3

Técnico foi apresentado com comissão e primeiros contratados começam a chegar Página 15

Celebrando Natal com arte

Bandeira volta às Castanheiras


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Festejos

Então é Natal: escolas municipais fazem Santa Cruz e João Grendene estão em clima natalino para, nesta sexta e sábado, encantar os farroupilhenses Arquivo Jornal Informante

C

om o intuito de emocionar e levar a magia do Natal para a comunidade, duas escolas farroupilhenses prepararam apresentações especiais nesta sexta e sábado: a Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Cruz e a João Grendene. Nesta sexta a praça de Nova Milano será o palco para a tradicional apresentação da Santa Cruz. O espetáculo “Sinta a Beleza do Natal” terá início às 19h30min e será embalado por coreografias, dramatizações e o Coral Santa Cruz, regido pelos irmãos Maria Carolina e Mateus Brites. Este é o 12º ano que o educandário leva o encanto de Natal para Nova Milano. A escola está se preparando desde o início do ano letivo e os ensaios com os pequenos artistas iniciaram em outubro. O tema foi inspirado em uma reflexão feita com os alunos da escola a partir da questão “O Que é o Natal?”. A resposta poderá ser conferida na apresentação. Ao todo estão envolvidos 430 alunos e em torno de 40 professores e funcionários, que juntos farão uma apresentação de 1h30min. “Queremos proporcionar a todos os presentes um momento de reflexão, de união, de renovação da esperança, nunca perdendo o verdadeiro sentido do Natal: a festa do nascimento do menino Jesus”, aponta a vice-diretora da escola, Veridiana Brustolin.

Programe-se O que: apresentação natalina da Escola Municipal Santa Cruz Quando: nesta sexta, às 19h30min Onde: Praça Matriz da Igreja Santa Cruz, em Nova Milano Quanto: entrada franca

Vozes que fascinam Apresentação da Santa Cruz será embalada pelo coral da escola


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Divulgação

espetáculos para a comunidade

Programe-se O que: apresentação natalina da Escola Municipal João Grendene Quando: neste sábado, às 20h Onde: Salão Comunitário do Bairro 1º de Maio Quanto: entrada franca

Pequenos artistas No ano passado, a João Grendene reuniu 1,2 mil pessoas em seu show natalino

Além das belas apresentações, o evento contará com a chegada do Papai Noel e confraternização com comercialização de pastel, cachorro-quente, grostoli, salchipão e bebidas. No ano passado a escola reuniu 2 mil pessoas do evento. Já no sábado a João Grendene apresenta o espetáculo “Lembranças Mágicas de Natal”, que está em sua 4ª edição. A performance inicia às 20h no Salão Comunitário do Bairro 1º de Maio e o espetáculo vai contar a história de Ane, uma talentosa fotógrafa que está desencantada com as festas de Natal. A protagonista herda um calendário natalino de seu avô e mesmo sem se impressionar o leva para casa. O calendário dia após dia vai trazendo uma surpresa que despertará lembranças da personagem. São 411 alunos envolvidos na apresentação, e 50 pessoas da equipe docente e funcionários. Serão 14 coreografias que contarão a história de Ane ao longo de 2h. Os ensaios para fazer bonito estão acontecendo desde outubro, mas o roteiro vem sendo preparado desde março. “A expectativa é muito grande, pois trabalhamos com a construção do evento durante todo ano, envolvendo toda equipe, alunos, pais e comunidade. Várias pessoas, entidades e empresas colaboraram para que tudo fique lindo e encantador e o apoio de todos é imprescindível para o resultado final”, aposta a diretora Juliana Zardo. Na apresentação de 2018, 1,2 mil pessoas apreciaram o evento.


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Indevidos bloqueios de de fidelidade Vanessa Laruccia *

A

Justiça Brasileira tem recebido diversas demandas que visam obstar a limitação de negociações de pontos, especialmente direcionadas às companhias aéreas, já que se trata de aquisição a título oneroso e não gratuito. Para melhor compreensão, cabe ressaltar que tal prática decorre de adesão aos diversos programas de fidelização entre as pessoas físicas e os parceiros comerciais, as quais mediante o pagamento de determinada quantia se tornam associadas/participantes para fins de acumulação de pontos, em troca de oportunos resgates de benefícios, segundo as suas conveniências – principalmente a troca de milhagens por passagens aéreas. Em se tratando de negócio jurídico oneroso, a imposição de cláusulas de inalienabilidade ou mesmo de limitação de uso, assim como tem ocorrido na emissão de bilhetes aéreos, tem sido considerada abusiva por violar os direitos dos consumidores, já que os regulamentos das companhias aéreas sofreram alterações recentes nesse sentido. Em tese, os fornecedores/parceiros alegam que estariam comprometidos em coibir práticas ilegais de transações paralelas, com vendas de pontos que ensejam elevados faturamentos aos usuários participantes, o que entendem como atos ilícitos, no entanto, mencionadas e pretensas limitações afetam diretamente milhões de participantes de diversos setores. Não obstante, nos regulamentos

estão sendo inseridas cláusulas com previsão de suspensão ou até mesmo exclusão dos programas aos participantes que atuarem mediante fraude ou má-fé no acúmulo ou resgate de pontos de benefícios, os quais ainda deverão responder civil e criminalmente. No entanto, tais fatos não poderão ser oponíveis aos consumidores sem que sejam demandados judicialmente. De outra senda, os consumidores através das demandas judiciais estão demonstrando que tais limitações são prejudiciais aos seus direitos adquiridos, já que se associaram aos diversos programas visando exatamente a obtenção de benefícios até então ilimitados nos contratos de adesão, e que ora estão sendo prejudicados por regulamentos posteriores.


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pontos dos programas Imagem: Reprodução

Nesse sentido, o Judiciário tem se pronunciado favoravelmente aos consumidores, vez que em se tratando de associação onerosa aos programas, os usuários/consumidores não podem ter limitações aos poderes que adquiriram sobre os pontos, devendo exercê-los livres de quaisquer coibições ou impedimentos, tanto que as cláusulas dos regulamentos estão sendo consideradas arbitrárias e ilegais, com concessão de tutelas para impedir os bloqueios de resgates. Diante disso, tem-se que tais práticas estão se expandindo para diversos setores e, uma vez constatado qualquer tipo de bloqueios irregulares que impeçam o uso de resgates, os participantes deverão procurar o respaldo jurídico para ingressar com

demanda judicial cabível, para demonstrar inclusive a probabilidade de direito, inerente ao descumprimento de regras que proíbe a comercialização e impõe a limitação de números de favorecidos, desde que não esteja prevista no contrato de adesão ou regulamento anterior. Portanto, diante da existência de benefício vigente, os participantes não podem ser surpreendidos por alterações unilaterais e prejudiciais, inclusive o Judiciário tem determinado a inversão do ônus, quando, a critério do juiz, se tratar de parte hipossuficiente e/ou for verossímil a alegação, segundo as regras ordinárias vigentes. * Advogada, especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil


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Conquista e busca por espaço O triunfo das gurias rubro-verdes, ocorrido no último domingo, quando venceram o Oriente, de Canoas, por 2 a 1, levantaram o Título do Interior do Gauchão e, por tabela, ficaram com a vaga gaúcha no Brasileirão Série A2 da próxima temporada, integra uma das mais belas páginas da história da Sociedade Esportiva, Recreativa e Cultural (SERC) Brasil. Não há a menor dúvida de que 2019 foi um ano de afirmação para o futebol feminino, com a Copa do Mundo em evidência, mas é preciso pontuar algumas situações para que o crescimento do esporte seja sedimentado em terreno sólido. O que é necessário, sobretudo, é cobrar que as mínimas condições sejam ofertadas. Por exemplo, no domingo, no duelo das gurias rubro-verdes com as do Oriente, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), que ficou responsável por providenciar Brigada Militar e serviço de ambulância para o jogo, não o fez e o duelo, que estava previsto para iniciar às 11h, começou quase ao meio-dia, com uma temperatura na casa dos 30ºC. Por sorte, o atual mandatário da FGF, o pior presidente da história da entidade, está, depois de longos e tenebrosos anos, saindo de cena. Ainda que seu sucessor possa ser influenciado por ele, nem de maneira deliberada conseguirá fazer um mandato pior. Ou seja, a tendência é de melhora. A demonstração de interesse da FGF em promover o Gauchão Feminino também não passou de retórica vazia. Na prática, aconteceu justamente o contrário. Foram diversos finais de semana sem jogos e, na hora de promover as finais, as partidas decisivas aconteceram em duelo único e em campo neutro. A bizarrice derradeira. Não era hora justamente de fazer dois, quem sabe até três jogos? De mobilizar as comunidades do interior e as grandes torcidas da Dupla Gre-Nal? É nessa frente que é fundamental concentrar esforços. Voltando à conquista das gurias rubro-verdes, acredito que elas sequer consigam perceber a dimensão do que fizeram. O projeto deu a largada no

Índice

Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editorial ...................................................Página 6 Opinião...................................................... Página 7 Economia .................................................. Página 8 Cidade ........................................................ Páginas 9 a 11 Política ..................................................... Página 12 Educação .................................................. Página 13 Esporte ..................................................... Páginas 14 e 15

Inside

Especial..................................................... Capa Cinemas ..................................................... Página 2 Música ....................................................... Página 3 Guilherme Macalossi ............................ Página 4 Agenda....................................................... Página 4 Mostra ...................................................... Página 5 Social ........................................................ Páginas 6 e 7 Egui Baldasso ......................................... Página 8 Dança ......................................................... Páginas 8 e 9 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 9 Sétima Arte .............................................. Páginas 10 e 11 Horóscopo ............................................... Contracapa Saúde, Beleza & Estética...................... 4 páginas Classificados .......................................... 8 páginas SERC Brasil Feminino ............................ 8 páginas Farroupilha 85 Anos............................. 16 páginas

início de 2017, não tem nem três anos, e o clube já está em uma competição nacional. No ano passado, quando o Brasil enfrentou muitos problemas financeiros e foi rebaixado da Segundona à Terceirona, as dificuldades para manutenção do clube foram redobradas e não há dúvida de que a campanha do time feminino, em seu Gauchão de estreia, figurando em 4º lugar, certamente remobilizou a direção rubro-verde para a sequência do trabalho, que resultou em um 2019 muito vitorioso, com regresso à Segundona no masculino, caneco do interior e vaga em disputa nacional no feminino, e campanhas expressivas das categorias de base, abrindo caminho para um 2020 mais promissor. Quem acompanhou o trabalho das gurias ao longo da temporada, sabe todo o esforço que foi empregado. Nenhuma jogadora recebe qualquer

valor do Brasil, que não tem condições financeiras para tal, mas nem por isso deixaram de comparecer aos treinos à noite, no Estádio das Castanheiras, às quartas e sextas, muitas vezes quebrando a formação de gelo no gramado com a temperatura em 0ºC. Atuaram com dedicação e empenho comoventes, por amor ao futebol e ao clube, e todo esse esforço acabou recompensado e, neste esporte, nem sempre é. Não foram poucas as conquistas realizadas ao longo desta temporada. Vale lembrar que na partida de estreia no Gauchão, contra o Grêmio, a equipe feminina levou às Castanheiras o segundo maior público do ano, só perdendo para o duelo que valeu acesso à Segundona, contra o Santo Ângelo, e mais do que a final da Terceirona, contra o Guarany de Bagé. Mas nem tudo foram flores. As derrotas também fazer parte desta história e até mesmo nas mais difíceis as gurias rubro-verdes demonstraram que nada iria atrapalhar o objetivo traçado no início da temporada. O revés, quando ocorreu, foi absorvido e dele foram tiradas importantes lições. Era muito fácil e cômodo abaixar a cabeça, deixar se abater com as críticas, achar culpadas ou até mesmo se vitimizar. Nada disso foi feito. No treino seguinte, todas estavam lá, uma dando força à outra, e ainda mais conscientes de que o futebol é um esporte coletivo. Como fizemos desde o começo do projeto, o Jornal Informante acompanhou de perto toda a temporada, em particular o confronto decisivo, de domingo, em São Leopoldo. Ele rendeu um Caderno Especial que integra esta Edição 617 e que traz uma ampla cobertura sobre o triunfo, com um raio-x do embate final, pôster das campeãs, fotos e bastidores da conquista das gurias rubro-verdes que encheram os torcedores farroupilhenses de orgulho e que agora projetam, literalmente, voos mais altos, além das fronteiras do Estado, em um 2020 especial, que já aponta no horizonte.

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Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

Guilherme Macalossi Lauro Edson Da Cás Paulo Roque Gasparetto

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Cuide muito bem do seu amor Marian Martins * É muito comum a gente ouvir que um relacionamento “caiu na rotina”. Isso acontece quando os parceiros colocam o namoro ou o casamento como uma condição garantida e, então se acomodam. O amor é um sentimento fantástico, que leva pessoas a se doarem àqueles que amam, fazendo o impossível para vê-los felizes. O mais importante é não esquecer de alimentar emocionalmente o seu relacionamento, isso evitará o desgaste de sentimentos e construirá laços de afeto. Procure palavras e gestos diferentes para dizer o que já foi dito várias vezes. Você pode até trocar de amor, mas o novo lhe exigirá, igualmente, intensos cuidados. Se você tem alguém legal ao seu lado, tenha certeza de que o amor forma a base de todo relacionamento afetivo. Só que, mesmo que ele seja enorme e venha acompanhado de admiração, interesse, amizade e confiança, com o passar dos anos, o relacionamento pode acabar se desgastando. Melhor reciclar o sentimento e a vivência com

essa pessoa que já lhe fez tanto bem e que pode lhe fazer muito mais. Cuide do seu amor e faça com que o relacionamento seja duradouro em todos os sentidos. Como tudo na vida, é essencial que esse amor seja bem dosado, para que não se dedique de-

mais a apenas uma parte da sua vida e deixe todas as outras sem atenção. É claro que nenhum ser humano é um super-herói e conseguirá dar conta de tudo igualmente, porém é importante ter essa consciência para evitar que as coisas se desequilibrem. Para manter a chama do amor acesa, é preciso que ambos os parceiros façam a sua parte e tenham vontade de fazer o relacionamento dar certo. Quando uma pessoa começa um namoro, por exemplo, é natural que a paixão do início faça com que ela se dedique um pouco mais à relação. Entretanto, caso isso se torne excessivo com o passar do tempo, pode acabar prejudicando outras coisas que também são importantes, como o seu trabalho, a sua família, os seus amigos, os seus objetivos pessoais. É fundamental buscar o equilíbrio para que a pessoa consiga cuidar de tudo: amor e, claro, sem descuidar de si mesma. Faça o seu melhor e certamente estará fazendo um excelente trabalho. * Psicóloga (CRP/RS 07 10386 | CRP/PR 08 IS 335)

Henry Sobel foi iluminar o céu Ricardo Viveiros * Quando ainda jovem, lendo pela primeira vez o novelista russo Leon Tolstói, memorizei uma explicação sobre o que significa ser judeu: “...aquele ser sagrado que trouxe dos céus o fogo eterno com o qual tem iluminado o mundo inteiro. Ele é a nascente, o manancial, a fonte da qual todos os outros povos sorveram suas crenças e suas religiões”. Dessa época em diante, passei a observar melhor os judeus. Sua maneira de ser, pensar a vida, agir, propor soluções que garantam a paz para todos. Um compromisso com as raízes, fé inabalável, respeito absoluto à educação e à cultura. O desejo de empreender e garantir digna sobrevivência para sempre. Solidariedade com seus irmãos. Esse conjunto de valores está sempre nos mandamentos do bom judeu. Mais tarde, conheci o rabino Henry Sobel. Um ser humano simpático à primeira vista, alto, magro, cabelos longos, brilhantes olhos azuis, sorriso largo, calmo e um sotaque inconfundível de quem, embora estivesse vivendo aqui há muitos anos, parecia manter um vínculo com a sua origem: um belga que fala inglês norte-americano. Mesmo ocupando posição de destaque no rabinato da Congregação Israelita Paulista, a poderosa CIP, Sobel não se omitiu e, corajosamente, uniu-se ao cardeal católico Dom Paulo Evaristo Arns e ao pastor presbiteriano Jaime Wright na defesa dos presos políticos. Soube, embora frequentando o mesmo ambiente de alguns empresários simpatizantes da direita, exigir respeito e direitos humanos para aqueles que combateram o Golpe Militar que, em 1964, instaurou uma ditadura no Brasil. Sobel

defendeu a liberdade de imprensa, jornalistas e veículos de comunicação. E foi muito além da participação política responsável. O rabino Sobel, enquanto viveu, disse “presente” – de corpo e alma –, às ações humanitárias em busca de justiça social para velhos, crianças, deficientes físicos e mentais, negros, mulheres e outras minorias ainda vergonhosamente discriminadas neste País. E sem medo, com sua voz pausada e firme, enfrentou toda e qualquer tentativa de desrespeito à liberdade. Cada uma das vezes que eu presenciei, e foram muitas, o rabino Sobel lutando por oprimidos, necessitados e sofredores eu lembrava das palavras de Tolstói sobre o que significa ser judeu. E via, naquele doce guerreiro, algo como se o povo judeu fosse uma Torá viva, e ele uma letra dourada do livro sagrado. Num enterro de um amigo, lá estava Sobel. Na hora da saída do féretro, ele disse algumas palavras. Lembro-me como se fosse hoje, arrastando os erres como de hábito, o rabino perguntou aos presentes a razão de acenderem velas para os mortos. E ele respondeu: “É para iluminar o caminho do morto ao encontro de Deus”. No contexto cruel da violenta e fria vida das grandes cidades, o rabino Sobel – cada vez mais preocupado com os que sofrem –, perdeu o sono. E, como qualquer um de nós, embora sua leveza interior, começou a sentir-se mal, a não ter ânimo para trabalhar e seguir ajudando aos semelhantes, levando esperança e fé aos seus irmãos. Porque para o judaísmo somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai. No contexto da sabedoria popular que diz “de médico e de louco todo mundo tem um pouco”, o

mortal rabino Sobel resolveu tomar comprimidos para dormir. Passou a usar algum desses que as pessoas receitam entre si, nas horas de um bate papo informal. Alguma boa senhora judia, depois de um chá, ao ter percebido o semblante abatido do rabino, deve ter lhe receitado o que o médico, segundo ela “muito bom”, prescreveu para o marido. Os comprimidos tiveram o efeito previsto, Sobel venceu a “insônia severa”. Mas o que ele não esperava, vieram os efeitos colaterais: “confusão mental e amnésia”, sintomas típicos de quem tomou hipnóticos diazepínicos na dose errada. Tanto que, o bom rabino Sobel, dormiu mesmo acordado. E deu oportunidade a um outro ser, que independentemente de seus bons costumes, sabe-se lá por quais razões, furtou quatro gravatas numa elegante avenida de Palm Beach, na Flórida, Estados Unidos. O rabino Sobel esteve internado – comprovadamente doente, segundo boletim médico do respeitado Hospital Albert Einstein –, para tratamento de saúde. Antes, porém, numa demonstração de humildade e respeito, licenciou-se do cargo que ocupava no rabinato da CIP e, após a primeira medicação correta seguida ao lamentável episódio que viveu, mais uma vez sem medo, concedeu entrevista coletiva à imprensa e, com muita dignidade, pediu desculpas pelo ocorrido. O rabino Henry Sobel, um homem de coragem e boa vontade, morreu no último dia 22 de novembro, aos 75 anos. Perdemos um cidadão solidário e comprometido com nobres causas que transcendem supostas obrigações religiosas e raciais. Foi iluminar o céu. * Jornalista e escritor


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Unicred com projeto de educação financeira Ônibus itinerante esteve na escola Angelo Chiele desenvolvendo jogos e atividades para ensinar lições econômicas e a importância do planejamento

O

projeto “Vida que Prospera”, da Unicred Integração, desenvolveu ações pioneiras em Farroupilha nesta semana. Com atividades ainda experimentais, já que será ampliado para as escolas no próximo ano, o intuito é tornar a vida das comunidades onde está inserida mais sustentável, alinhando propósitos do cooperativismo com ajuda mútua e parcerias. Alunos do 5º ano da Escola Municipal Angelo Chiele acompanharam as atividades na manhã de terça. A caravana é um projeto pioneiro dentro do Sistema Unicred Brasil e inédito em relação ao seu formato e abrangência no Rio Grande do Sul. Já atendeu Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Vacaria, Lagoa Vermelha, Pelotas, Rio Grande, São Lourenço do Sul e Santa Vitória do Palmar. As atividades iniciam com um bate-papo realiza-

do no ônibus do projeto, uma espécie de miniauditório, com exibição de vídeos e estudo sobre a história do dinheiro. De acordo com Fabrícia Bisol Finco, consultora pedagógica do projeto, todo material foi desenvolvido de acordo com a faixa etária dos estudantes utilizando linguagem acessível, ações lúdicas e atrativas. Também Márcia Tolotti, consultora em Educação Financeira, acompanha as ações. Os alunos participam de um jogo que possibilita vivenciar elementos da educação financeira e ainda recebem uma cartilha. Também é possível consultar o site vidaqueprospera.com.br, com conteúdos, dicas, simulador, e-books e artigos sobre reflexão crítica na tomada de decisão financeira, planejamento de gastos e necessidades de consumo. Para a vida Noções básicas buscam alertar jovens sobre as finanças

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CUIDANDO DO DINHEIRO


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faxina em casa

Campanha de Recolhimento de Lixo Eletrônico realiza última etapa do ano Ação acontece neste sábado, das 9h às 15h, junto ao estacionamento do Ceac

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ealizada nos dias 27 de abril e 24 de agosto, a Campanha de Recolhimento de Lixo Eletrônico chega à 3ª e última etapa do ano neste sábado. Das 9h às 15h,

o Centro de Atendimento ao Cidadão, o Ceac (14 de Julho, 710), promove nova coleta em seu estacionamento. Podem ser descartados materiais das chamadas Linha Verde (que contempla o setor de informática, computadores, notebooks), Azul (ele-

Obituário

O que: Campanha de Recolhimento de Lixo Eletrônico Quando: neste sábado Horário: das 9h às 15h Onde: estacionamento do Centro de Atendimento ao Cidadão, o Ceac (14 de Julho, 710)

Alguém quer me adotar? * Victorina Zamboni Toazzi, 88 anos. Sepultamento no Cemitério da comunidade de Santo Antônio do Forromeco. 3 de dezembro * Hilário Frosi, 91 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal. 4 de dezembro * Gustavo Forner, 25 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal; * Elvira Turqueto Pasuch, 85 anos. Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul.

Esse é o Pedro. Ele é super dócil, querido e é de porte médio. Pedro já é castrado e aguarda ansioso pela adoção por uma família que lhe dê muito amor e carinho. Foi resgatado há quatro anos atropelado e, desde então, busca um lar. Interessados em adotar podem manter contato pelo fone 999.371.647.

Divulgação

28 de novembro * Enor Paesi, 64 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Linha Paese (3º Distrito); * Antônio Luiz Sauthier, 46 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal. 30 de novembro * Clarice Gasperin Ló, 75 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal; * Luis Felipe da Silva, 18 anos. Sepultamento no cemitério do bairro Nova Vicenza. 1º de dezembro

troportáteis, eletrônicos diversos e periféricos), Marrom (equipamentos de áudio e vídeo, tubos de imagem, monitores e televisores) e, por fim, os itens da Linha Branca (freezers, geladeiras, batedeiras, fogões, máquinas de lavar e micro-ondas).

Programe-se


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OBRAS

Sede Campestre do Santa com novo acesso Abertura de via, num prolongamento da Cel. Pena de Moraes, será entregue neste domingo, com investimento de R$ 250 mil época era visto como utopia, mas com o empenho de muitos aconteceu. A expansão de Farroupilha também passa por essa área”, destaca Oscar Triches, presidente do Santa, sem deixar de agradecer às famílias Fanton e Beltrami, que cederam as terras para a abertura deste trecho. A Cel. Pena de Moraes passa pelo Centro, São Luiz, Loteamento Primavera, bairro São Francisco, Loteamento Felicitá e chega à Sede Campestre. O trecho executado tem um quilômetro de extensão, com padrão de via municipal, porém ainda em estrada de chão. Foram investidos R$ 250 mil com recursos da prefeitura.

“Era um sonho antigo do Clube Santa Rita e também um desejo do prefeito Claiton (Gonçalves). Com essa estrada iremos retirar da Rodovia 453 os frequentadores da Sede Campestre, vamos desimpactar o movimento intenso”, reforça Roque Severgnini, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, que acompanhou a execução das obras. As piscinas do Santa Rita já foram abertas e neste ano o antigo acesso, pela RSC 453, permanecerá liberado, mas na próxima temporada será apenas pela Cel. Pena de Moraes. A Sede Campestre segue ainda com expansões: aquecimento das pis-

Jonas Viega

U

ma boa notícia para os associados e frequentadores da Sede Campestre do Clube Santa Rita: nesta Temporada de Verão o acesso ao espaço de lazer estará facilitado e mais seguro. No domingo, às 10h, acontece a entrega da obra de prolongamento da Cel. Pena de Moraes até a entrada da Sede Campestre. “Com certeza essa obra vai dar um upgrade não somente para a Sede Campestre, mas para o Clube num todo. Há cinco anos a diretoria tinha esse objetivo no planejamento estratégico, na

cinas externas que estão em fase de instalação da caldeira, após será construída piscina térmica, academia, pista de caminhada e ciclismo.

Finalizado Trecho de ligação à Sede Campestre tem um quilômetro de extensão e evita o deslocamento até a RSC 453


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HOMENAGEM

Barretti recebe o Mérito Voluntário Presidente da Afadev é reconhecido por seu trabalho em prol dos deficientes visuais em sessão solene do Legislativo conta mais com a visão para se orientar, refletindo ainda sobre as dificuldades enfrentadas diariamente pelos 28 associados da Afadev. “Agradeço muito e me espelho em outros voluntários da cidade. Me sinto feliz e honrado em estar aqui hoje”, destacou Barretti, que conduziu diversas ações nesses 15 anos de fundação da Associação. “Não sei se eu faria tudo o que fiz se enxergasse”, avalia o homenageado, que inclusive é jogador de Goalball e participou da Série B do Campeonato Brasileiro neste ano. Durante a sessão solene também teve apresentação do músico Alexandre Battisti, que foi um dos fundadores da Afadev ao lado de Barretti.

Gabriel Venzon

“É

preciso ter paciência e persistência. Devagar se vai ao longe”, declarou Pablo Barretti na noite de segunda, ao ser contemplado, na Câmara de Vereadores, com o Certificado Mérito Voluntário. Barretti foi um dos fundadores da Associação Farroupilhense de Deficientes Visuais (Afadev), quando resolveu ajudar quem passa pela mesma situação do que ele, que ficou cego aos 19 anos. Durante a homenagem, Barretti propôs que os vereadores fossem vendados vivenciando a experiência de quem não

Barretti ao lado da esposa Sofia Maboni Recebe certificado de Vandré Fardin, representando o Executivo, e de Sandro Trevisan, presidente do Legislativo


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Boca de Urna Turismo prateado em BH

Na noite de quarta, em Belo Horizonte, o município conquistou, com o Roteiro Farroupilha Colonial, o troféu prata no Prêmio Nacional do Turismo. A cidade concorreu na categoria “Sensibilização, Qualificação, Certificação e Formalização no Turismo”. O ouro ficou com a “Capacitação Básica em Autismo para Profissionais do Turismo”, da Incluir Treinamentos, de São Paulo, e o troféu de bronze foi para o “Trilha Jovem Iguassu”, do Instituto Polo Internacional Iguassu, de Foz do Iguaçu. Lançado em agosto de 2018, o Farroupilha Colonial promove uma incursão belezas naturais, edificações históricas e a rica gastronomia que notabiliza o interior do município.

Família Republicana reunida

O Partido Republicanos realiza seu Jantar de Fim de Ano na próxima segunda, às 19h, no Restaurante Temperos da Serra. Presidente da sigla, o secretário de Meio Ambiente Tiago Ilha destaca que a ideia é fazer um balanço do ano, uma avaliação do mandato da deputada estadual farroupilhense Fran Somensi e focar em um planejamento estratégico para 2020, que inclui, claro, uma pré-lista de candidatos ao Legislativo. O jantar é por adesão, ao custo de R$ 32,00, é aberto a filiados, simpatizantes e convidados em geral.

VANTAGENS AO CONTRIBUINTE

Valide créditos, consiga descontos, atue de forma solidária e quite dívidas Valores da nota fiscal podem ser cadastrados até o dia 20, Refis vai até dia 27

O

contribuinte que possui créditos gerados pelas notas fiscais de serviços deve ficar atento. O prazo para validação vai até o próximo dia 20 e os valores podem ser destinados para abatimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou destinado a entidades que prestam ações assistenciais que já estão pré-cadastradas. A geração dos créditos é efetuada de maneira automática e ocorre quando o contribuinte solicita e recebe notas fiscais de serviços com seu CPF ou CNPJ, ao contratar serviços de alguma empresa do município. No acesso inicial ao sistema,

disponível no site da prefeitura (https://nfse.farroupilha.rs.gov.br/site/), é necessário cadastrar-se com seu CPF ou CNPJ e senha. Já para os farroupilhenses que estão em dívida com o município, o Dívida Zero do programa de Regularização Fiscal (Refis 2019) se estende até o próximo dia 27 e permite parcelar o pagamento em até 60 vezes sem entrada ou obter desconto de até 90% sobre a multa e juros para quitação à vista, tanto para pessoas físicas como para jurídicas. O acordo deve ser feito no Setor de Renegociações, que funciona junto ao Centro Administrativo Prefeito Avelino Maggioni (Praça da Emancipação, s/nº), das 9h às 16h.


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PREMIAÇÃO

Aluna busca ouro em Olimpíada Carolina Sachet, da escola Santa Cruz, participa da etapa final do concurso de Língua Portuguesa, na próxima segunda inscrições em todas as categorias. Carolina é aluna do 7º ano e é finalista, em Memórias Literárias, com outros 37 estudantes de todas as regiões do País, sendo que do Estado há apenas outra participante, da cidade de Santa Cruz do Sul. A orientação é da professora Veridiana Brustolin. “Trabalhamos para que nossos alunos voem. Por isso é um imenso orgulho para toda nossa equipe ver o sucesso deles”, frisa a docente que viaja acompanhando a aluna, reforçando ainda que a oportunidade de conhecer pessoas de tantos lugares do País já é um grande presente.

“Tomara que consigamos trazer o ouro”, anseia Veridiana. Esta é a 6ª edição da Olimpíada, um concurso de produção de textos para alunos do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio de escolas públicas. Acontece em cinco categorias: Crônica, Memórias Literárias, Poema, Documentário e Artigo de Opinião. O tema foi “O Lugar Onde Vivo”. Serão selecionados quatro textos em cada categoria.

Fotos: Divulgação

“A

s cores de minha vida” é o texto da aluna Carolina Sachet, 12 anos, da Escola Municipal Santa Cruz, que já recebeu medalhas de bronze e prata, agora está na final da Olimpíada de Língua Portuguesa na categoria Memórias Literárias. Pela primeira vez o município terá representante na disputa do ouro que acontece em São Paulo, na segunda. Neste ano foram 4.876 municípios participantes, 42.086 escolas inscritas e 171.035

Já são bronze e prata Professora Veridiana e a aluna Carolina agora enfrentam a etapa final

PROJETO

Voando com a Literatura desde cedo

C

om a proposta de incentivar e mediar a leitura, as Escolas Esconderijo Mágico e Hakuna Matata promovem uma ação especial nesta sexta, num encontro com o escritor Délcio Antônio Agliardi. Será às 14h30min, na Câmara de Vereadores. O projeto desenvolvido é o “Aprender a Voar” selando a parceria entre as duas escolas de Educação Infantil, apostando no crescimento e desenvolvimento das crianças, incentivo e mediação à leitura, além do fortalecimento das instituições de ensino.

Os pequenos das duas escolas, cerca de 130 alunos, acompanharam as atividades com a leitura da obra “A Coruja de Pernas Tortas”, de Agliardi, produzindo desenhos e trabalhos a partir dessa abordagem. “Para nós, enquanto escolas, é fundamental criarmos ações qualificadas de acesso ao livro e de mediação da leitura literária, através das narrativas das crianças”, explana Alana Ferreira, assessora pedagógica da Esconderijo Mágico. A intenção é de que o projeto tenha continuidade em 2020 com a participação de mais escolas, fortalecendo os vínculos institucionais e a proposta pedagógica.

União das equipes Estímulo à leitura dos pequenos é a proposta dos educandários


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Preliminar Final do Farra da Bola

Lyon decide Copa Caxias

A grande final da Copa Caxias Série B acontece neste domingo. Às 16h, no campo do Estrela, o farroupilhense Lyon disputa o título contra o caxiense Uruguai, valendo o caneco da tradicional competição de futebol amador.

Para fim de ano com caneco Decisões da Copa da Liga e Citadino de Futsal ocorrem neste sábado à noite, em Lourdes Fotos: Ramon Cardoso

A rodada final da 21ª edição do Farra da Bola, a tradicional disputa que movimenta a Sede Campestre do Clube Santa Rita, ocorrida no último sábado, não permitiu qualquer alteração na tabela de pontuação já que aconteceram três empates: Milan 0x0 Peñarol, Manchester United 2x2 River Plate e, por fim, Ajax 0x0 Juventus. Com os resultados, Milan e Manchester totalizaram 10 pontos e farão a grande final da disputa neste domingo, às 10h30min, seguida de premiação e de almoço de confraternização, que também assinala a abertura da Temporada de Verão do Santa. Na fase classificatória, em duelo válido pela 2ª rodada, o Milan venceu por 3 a 0. Vem confirmação do triunfo ou é hora do troco do Manchester? A conferir.

FUTSAL FEMININO

Em busca do tetra Soberano nas três últimas edições, 1º de Maio busca manter hegemonia

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noite deste sábado será de encerramento do futsal feminino em 2019. No Ginásio de Lourdes acontecem as finais da Copa da Liga e do Citadino de Futsal. Os duelos iniciam pela decisão de 3º lugar e pela disciplina, a partir das 19h. O Lyon encara o Alvorada para saber quem fecha o pódio do Citadino. Na sequência, a Taça Fair Play Far-

Pelo título inédito São Roque chega à final e foca no caneco para sedimentar recente projeto

roupilha 85 Anos, entre a farroupilhense Valente Futsal e a bento-gonçalvense Panteras do Vale, as equipe mais disciplinadas, respectivamente, do Citadino e da Copa da Liga. A disputa dos canecos começa pelos visitantes. O Santa Catarina Futsal, de Caxias do Sul, mede forças contra a BGF, de Bento Gonçalves, valendo a taça da Copa da Liga. O Santa tenta quebrar a hegemonia da BGF, que é a atual bicampeã da competição.

Na conclusão de partidas da noite e da temporada, o 1º de Maio, atual tricampeão invicto do Citadino, encara o desafiante São Roque, que busca um título inédito em seu recente projeto de futsal das gurias. O ingresso custa R$ 10,00 e dá direito ao sorteio de uma bicicleta oferecida pela Lojas Quero-Quero. Empate no 3º lugar e Fair Play leva a pênaltis. Nas finais, prorrogação e, persistindo a igualdade, à decisão por pênaltis.


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REGRESSO AO RUBRO-VERDE

Bandeira retorna às Castanheiras Comandante do Brasil na temporada 2015, técnico foi oficialmente apresentado no início desta semana

mbora o rubro-verde não tenha conquistado o tão desejado acesso, já que na época, apenas o campeão assegurava a participação na elite estadual, a campanha do Brasil na temporada 2015 foi marcante. Rodrigo Bandeira chegou na abertura do returno da 1ª fase e conduziu o time farroupilhense até o Quadrangular Final da Segundona. O time foi superado pelo Glória, mas foi por pouco. “Na verdade, perdemos a vaga por cinco centímetros. Aquele chute do Anderson Ijuí que pegou na trave poderia ter mudado a história”, relembra Bandeira, com uma dose de lamento. O meia interceptou uma saída errada do goleiro do Glória e chutou quase do meio campo. A bola bateu na trave e o duelo acabou em 0 a 0, deixando o time de Vacaria na dependência das próprias forças para subir. Há mais de um mês começaram as tratativas com a direção do clube para um retorno que foi oficializado a partir

Ramon Cardoso

E

Brasil

da recondução do presidente Elenir Luiz Bonetto para mais um mandato à frente do rubro-verde. Na segunda, Bandeira foi apresentado no Estádio das Castanheiras ao lado do auxiliar Adilson Dias Machado, do diretor de futebol Betinho Ijuí e do preparador físico Márcio Telles, que segue no Brasil para mais uma temporada, a terceira em sequência. Veja o que disse o técnico em seu retorno ao clube.

2020 começou Adilson, Bandeira, o presidente Bonetto, Telles e Ijuí: semana bem movimentada nas Castanheiras

Volta ao Brasil

É um prazer retornar ao clube e a Farroupilha. Tenho um carinho muito grande pelo Brasil, pelos dirigentes, torcedores. Fiz muitos amigos aqui. Pessoas que fizeram com que meu retorno acontecesse. Era até para ter sido antes, mas acabou não ocorrendo. Me sinto muito bem aqui, estou em casa.

Expectativa

A melhor possível. É um começo de trabalho, mas o fato de já conhecer o clube abrevia muito esse processo. Sei a forma de pensar dos dirigentes e o clube nos dará todas as condições para executarmos um bom trabalho.

Temporada 2015

Não conseguimos o objetivo, mas o trabalho foi marcante. Tenho esta temporada como uma referência na minha trajetória. O regresso é também resultado desta passagem. Quem sabe no ano

que vem conquistamos um resultado melhor.

Plantel

Temos um trabalho muito forte na base e ela será aproveitada. Contamos com cerca de 12 atletas apalavrados com o clube (os dois primeiros assinaram contrato na terça, veja na nota ao lado), contrataremos mais uns cinco ou seis e o resto será base. A ideia é contar com 26, 28 atletas.

Perfil do grupo

Tem que ser equilibrado. Não é possível abrir mão de um zagueiro de força, com perfil de Segundona, atacantes rápidos, mas não tem segredo, tem que jogar bola, mas sem deixar de ser competitivo. Nossa chave conta com os melhores gramados e isso vai favorecer quem atuar bem.

Segundona Gaúcha

O Congresso Técnico da Segundona acontece neste sábado pela manhã, em Bagé. O presidente Bonetto representará o rubro-verde. A tendência é que a competição siga os moldes das temporadas passadas, com dois octogonais regionalizados, jogos de ida e volta na 1ª fase, e classificação dos quatro primeiros de cada grupo para as quartas e mata-mata até a decisão. O Brasil ficará na Chave Norte, ao lado de Cruzeiro, Glória, Igrejinha, Passo Fundo, Tupi, União e Veranópolis. A Sul deve ser composta por Avenida, Grêmio Bagé, Guarani de Venâncio Aires, Guarany de Bagé, Inter de Santa Maria, Lajeadense, São Gabriel e São Paulo.

Primeiros reforços

Na terça os primeiros reforços foram anunciados. São dois atletas com passagem pela Europa, inclusive com atuação em partidas da Liga Europa e Liga dos Campeões. Trata-se do zagueiro João Guilherme, 33 anos, e do meia Diego Barcelos, 34 anos. Na quinta pela manhã foram anunciados o lateral direito Diego Superti e o atacante Edy, ambos de 24 anos. Na próxima semana, mais reforços chegarão ao rubro-verde. A pré-temporada deve começar na metade de janeiro e a competição estadual tem previsão de início para 1º de março.


85 ANOS

Folia dos Reis Magos Divulgação

Imagens: Reprodução

Planeta Farroupilha

INSIDE

Teatro é parte de evento natalino que acontece neste sábado Capa

INSIDE

Sexta de lançamento Interprete!, álbum de estreia da EntreTantos, no Muinho Página 3 CIDADE

Adeus, lixo eletrônico Histórias de estrangeiros que escolheram município como lar Caderno Especial

Última etapa da campanha em 2019 acontece sábado Página 9


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CADASTRO

Atendimento com Cartão SUS Secretaria da Saúde alerta para importância do documento, sem ele não podem ser agendadas consultas ou realizados exames

Imagem: Reprodução

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cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) é indispensável para garantir os atendimentos de qualquer cidadão na rede pública. Para isso, é necessário o Cartão Nacional de Saúde que viabiliza os serviços e permite o acompanhamento do histórico médico do paciente. Popularmente conhecido como Cartão SUS, sem ele não é possível agendar consultas, exames e outros procedimentos ofertados gratuitamente, em qualquer lugar do Brasil. O Cartão pode ser confeccionado na Secretaria Municipal de Saúde ou diretamente nos Postos de Saúde. Crianças também devem possuir o documento. Levantamentos apontam que a porcentagem de brasileiros inscritos não chega a 40%, o que significa que mais da metade da população ainda está impossibilitada de receber os diversos benefícios de saúde ofertados de forma totalmente gratuita em todo o território nacional. Residentes no País (brasileiros ou não) que quiserem integrar o sistema devem apresentar documento de identificação, certidão de nascimento ou casamento, CPF e comprovante de residência para realização do cadastro. A confecção é gratuita e rápi-

da. O documento é emitido na hora. Quem já possui o Cartão SUS também deve manter o endereço atualizado e, em caso de extravio, é necessária a emissão de segunda via. Em Farroupilha são 22.890 cadastrados no SUS. A Secretaria Municipal de Saúde atende de segunda a sexta, das 9h às 17h, no Centro de Atendimento ao Cidadão (Ceac), localizado na 14 de Julho, 710.

Documentos necessários para confecção do Cartão SUS

Documento de identificação com foto (RG, Carteira Nacional de Habilitação ou passaporte) Certidão de nascimento ou casamento CPF Comprovante de residência (deve estar no nome do paciente, exceto para menores de 18 anos)


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Crio Lipo Redux: tra une Criolipólise e R

Rápida, não invasiva e com resultados na primeira sessão, a Criofreq Equipe Espaço da Beleza *

Q

uer acabar com aquela gordurinha localizada que teima em não ir embora? A dica é a combinação de Criolipólise e Radiofrequência, um tratamento de redução da gordura localizada. Os resultados são mesmo impressionantes e visíveis. A Crioterapia é uma técnica que resfria um local do corpo que reduz a gordura, combate e melhora a aparência da celulite. Com o resfriamento da pele e do músculo, há um aumento do gasto energético, que acelera o metabolismo e faz uma vasodilatação. Além de todos esses benefícios, a Crioterapia também combate a flacidez e deixa a pele mais firme. A Radiofrequência é a emissão de ondas eletromagnéticas através de um aparelho não invasivo, que aquece a pele, promovendo a contração das fibras de colágeno e estimulando sua produção. A Radiofrequência gera um forte calor sobre a camada mais profunda da pele, porém, durante a aplicação, os pacientes sentem apenas uma sensação agradável, como se fosse uma massagem morna. A técnica deixa a pele mais firme, combate as celulites, a flacidez e reduz medidas. Benefícios das duas técnicas Ao unir os efeitos e benefícios da Criolipólise com a Radiofrequência, a Criofrequência potencializa a quebra das células de gordura, causando um choque térmico benéfico que gera uma ação de lifting imediato, deixando a pele mais firme e saudável e o resultado é duradouro, além de aumentar a oxigenação, hidratação da pele e redução de celulite. O que já era bom ficou melhor. Esse tratamento existe para a alegria de todos. Marque já sua a sua avaliação. * Espaço da Beleza Centro Estético Independência, 555 – Centro de Farroupilha Fone (54) 3268-5511 WhatsApp: 981.195.645 Fan Page: Espaço da Beleza Site: www.spabeleza.com.br


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atamento inovador Radiofrequência

quência promete ser o novo tratamento destaque nas clínicas de estética Imagem: Reprodução


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ARTIGO

Como vencer o problema da próstata aumentada? ce em praticamente todos os pacientes submetidos à RTU.

Denis Szejnfeld *

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ificuldades para urinar, acordar diversas vezes à noite para ir ao banheiro e incontinência urinária podem estar relacionadas ao aumento da próstata ou hiperplasia prostática benigna (HPB). Comuns na população masculina com mais de 60 anos, é popularmente conhecida como próstata aumentada, problema que muitas vezes passa despercebido, mas atinge mais da metade dos homens nessa faixa etária. A partir dos 60 anos, a próstata passa a aumentar progressivamente, por razões ainda não totalmente estabelecidas, o que leva ao surgimento da HPB e à obstrução do canal urinário. Como o próprio nome já diz, a HPB é uma condição benigna,

que não pode se tornar um tumor, embora tenha alguns sintomas comuns ao câncer de próstata. Por isso, é muito importante obter o diagnóstico correto com um especialista. Mesmo que não possa ser prevenida, a boa notícia é que tem tratamento. Conheça as opções e os procedimentos que estão listados abaixo. Ressecção transuretal da próstata (RTU) Cirurgia que extrai os tecidos aumentados da próstata pela barriga. Um dos tratamentos mais tradicionais contra a HPB, a RTU promove uma boa desobstrução da próstata, mas requer internação e uso de sonda por dois ou três dias. Complicações como incontinência urinária, sangramento e estenose do canal da uretra podem ocorrer em até 15% dos pacientes. Além disto, a ejaculação retrógrada ou a ausência de ejaculação aconte-

Prostectomia transvesical (PTV) Remoção cirúrgica de parte da próstata através da bexiga. Também promove uma boa desobstrução, mas exige internação e pode ter efeitos colaterais.

Medicamentos O tratamento medicamentoso dispensa a realização de procedimentos cirúrgicos, mas pode ter efeitos colaterais que comprometem a qualidade de vida, como tontura, perda de libido e impotência. Como a próstata segue aumentando, a medicação precisa ser tomada durante um bom tempo. Embolização da próstata Opção terapêutica mais recente. Procedimento minimamente invasivo realizado por um médico radiologista intervencionista. Por meio de uma artéria da perna ou do braço, o médico insere um catéter que, com o auxílio de um equipamento de imagem de

alta definição, vai até a próstata. O médico então injeta microesferas que interrompem a circulação sanguínea na região acometida pela HPB, fazendo com que a próstata diminua de tamanho e os sintomas, gradualmente, deixem de se manifestar. Não provoca efeitos colaterais como incontinência e ejaculação retrógrada. Cada caso é um caso A opção por uma modalidade ou por outra depende das características individuais de cada paciente. É importante lembrar que a próstata continua aumentando com o tempo. Portanto, qualquer alternativa está sujeita a recidivas a longo prazo. No caso da embolização, por exemplo, até 30% dos pacientes podem apresentar os sintomas novamente após quatro anos, período que sobe para oito anos no caso da RTU. Mas, como demonstramos, existem diversas alternativas a tomar. * Médico especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem


Dança

Ballet Lizete Teixeira recria versão do clássico “O Quebra Nozes” e ingressos já estão sendo comercializados Páginas 8 e 9

Inside

Sétima Arte

Nem Al Pacino e Robert De Niro salvam novo trabalho de Martin Scorsese, um forte concorrente ao prêmio Framboesa de Ouro Páginas 10 e 11

Festejos NataliNos

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programação “Sinos de Natal” iniciou no dia 29 de novembro e segue até a véspera do Natal, no dia 24. Dentre a extensa programação, que é gratuita e aberta à comunidade, o destaque é para o evento que acontece neste sábado, reunindo desfile, teatro e a chegada do Papai Noel. O evento terá início às 20h, no Calçadão da Júlio, com o Desfile Cênico “Um Presente de Natal”. O desfile vai contar com a participação de 11 entidades do município, dentre elas as escolas Oscar Bertholdo, Presidente Dutra, Caravaggio, Santa Cruz e Antonio Minella. Quem estará presente também é a banda do Centro de Atendimento Integral do Bairro 1º de Maio, o CTG Rancho de Gaudérios, o CTG Aldeia Farroupilha, a Amafa, a APAE e a Escola Pública de Música. Cada instituição ficou responsável por um bloco que desfila ao longo da rua. “O desfile vai contar a história de uma menina que não vê mais sentido em comemorar o Natal tendo em vista a atual situação do mundo. Ela então encontra uma mulher que a mostra que não está tudo perdido e

Programação para comemorar a época segue até dia 24 e sábado será um dia cheio

Folia dos Reis O espetáculo do Teatro Mototóti fará parte do evento deste sábado

Programe-se O que: Desfile Cênico, Teatro e Chegada do Papai Noel Quando: sábado, a partir das 20h Onde: início no Calçadão da Júlio Quanto: evento gratuito a convida para um passeio, que é o desfile”, revela Cássio Azeredo, diretor das atrações. Após o desfile o evento segue para o palco Multiuso no Largo Carlos Fetter, onde acontece o Teatro “Folia dos Reis”. O espetáculo é feito pelo grupo teatral Mototóti, de Porto Alegre. Ele traz a história do Natal a partir

dos personagens conhecidos por todos: Maria, José, Arcanjo Gabriel e o Deus Menino. Porém, em “Folia dos Reis” são os próprios Reis Magos que contam a história, acreditando que são eles os personagens mais importantes do Natal. O show já passou por diferentes cidades do Sul do País, incluindo o Natal Luz de Gramado e agora

promete encantar os farroupilhenses. Após o teatro acontece a tão esperada chegada do Papai Noel, no mesmo local. O evento é uma realização da Prefeitura Municipal por meio de Secretaria de Turismo e Cultura. A programação “Sinos de Natal” completa da pode ser conferida no site da prefeitura.

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É Natal, os sinos estão tocando


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Cinemas Imagens: Reprodução

Shopping Iguatemi (RST-453, quilômetro 3,5) Cinemas GNC 1: Dora e a Cidade Perdida (dublado) - às 13h10min GNC 1: Carcereiros: O Filme - às 15h20min e 17h30min GNC 1: As Panteras - às 19h40min GNC 1: Coringa - às 22h GNC 2: Malévola: Dona do Mal (dublado) - às 13h30min e 16h GNC 2: Coringa (dublado) - às 18h50min GNC 2: Ford vs Ferrari - às 21h20min GNC 3: Os Parças - às 14h20min GNC 3: A Família Addams (dublado) - às 16h45min GNC 3: Malévola: Dona do Mal (dublado) - às 19h10min GNC 3: Midway: Batalha em Alto Mar - às 21h40min GNC 4: Uma Segunda Chance Para Amar - às 14h e 19h (dublado), 16h30min e 21h30min (legendado) GNC 5: As Golpistas - às 13h50min e 18h40min (dublado), 16h15min e 21h (legendado) GNC 6: A Família Addams (dublado) - às 13h40min GNC 6: Entre Facas e Segredos - às 15h45min e 21h10min (legendado), 18h30min (dublado) Ingressos: segunda e quinta (exceto feriado e Carnaval) a R$ 24,00 e R$ 30,00 (salas 3d); terça e quartas (exceto feriado e Carnaval) todos pagam meia entrada; sexta a domingo e feriado a R$ 28,00 e R$ 34,00 (salas 3d). Meia entrada todos os dias para menores de 18 anos e maiores de 60 (mediante apresentação de identidade), estudantes (mediante apresentação de Carteira de Identificação Estudantil), pessoas com deficiência (com documento que a comprove), cliente Movie Club Preferencial (cartão verde fidelidade GNC).

Shopping San Pelegrino (Avenida Rio Branco, 425) * Obs: o site do Cinépolis traz apenas os horários dos filmes, mas não informa em qual sala serão exibidos A Família Addams (dublado) - às 14h15min Dora e a Cidade Perdida (dublado) - às 16h20min Playmobil: O Filme (dublado) - às 12h30min e 15h As Golpistas - às 14h e 19h15min (dublado), 16h30min e 21h45min (legendado) Uma Segunda Chance Para Amar - às 17h30min e 22h10min (dublado), 19h45min (legendado) Mais que Vencedores (dublado) - às 16h50min Carcereiros: O Filme - às 14h30min e 19h30min Entre Facas e Segredos - às 13h, 16h e 19h (dublado), 22h (legendado) Crime sem Saída (dublado) - às 18h45min e 21h50min Matrix: 20 Anos - às 21h30min Coringa (dublado) - às 20h45min Malévola: Dona do Mal (dublado e em 3d) - às 12h45min, 15h15min e 18h Ingressos: nas salas tradicionais, segunda a quarta (exceto feriado) a R$ 23,00 e R$ 11,50 (meia); quinta (exceto feriado) a R$ 25,00 e R$ 11,50 (meia); sexta a domingo e feriado a R$ 26,00 e R$ 13,00 (meia). Nas salas 3d, segunda a quarta (exceto feriado) a R$ 29,00 e R$ 14,50 (meia); quinta (exceto feriado) a R$ 29,00 e R$ 15,00 (meia); sexta a domingo e feriado a R$ 32,00 e R$ 16,00 (meia).

Sala de Cinema Ulysses Geremia (Luiz Antunes, 312) Parasita - sexta a domingo, às 19h30min Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (estudantes e sênior)

Estreias do fim de semana A jovem diretora americana Lorene Scafaria dirige “As Golpistas”, filme inspirado em história verídica de um grupo de strippers que dá um jeito de sobreviver pós crise de Wall Street em 2008. Também cineasta americano, Rian Johnson dirige “Entre Facas e Segredos”, a comédia policial que conta com elenco estelar, do lendário Christopher Plummer a Toni Collette


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Música

Interprete: o sonho virou disco Banda EntreTantos, do IFRS Campus Farroupilha, fará lançamento do álbum nesta sexta em evento beneficente

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riada em 2017, a EntreTantos lança seu primeiro disco nesta sexta. O lançamento será no Muinho Club, em uma festa beneficente. Inicia às 22h e custa R$ 10,00 e um material escolar, que seré encaminhados para doação à instituição de cuidado a crianças. O valor dos ingressos será repassado ao projeto Lanceiros Negros, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Campus Farroupilha, que busca recursos para participar da competição de eficiência energética veicular Shell Eco-Marathon Américas, nos Estados Unidos. A EntreTantos é um projeto criado como uma ação de extensão Campus Farroupilha. A banda não tem fins comerciais, o objetivo é promover integração artística e cultural, mexendo com a criatividade dos membros que são alunos, ex-alunos e servidores do Campus. O grupo já se apresentou em diversos eventos em escolas e na Biblioteca Pública Municipal e, neste ano, se focou na gravação do álbum. O Interprete possui uma sonoridade eclética, em que cada canção tem suas características, mas todas são relacionadas ao rock. “Está sendo a realização de um sonho. Desde quando começamos a criar as primeiras canções a gente comenta: um dia temos de registrar essa história”, aponta o idealizador e coordenador do grupo, Nícholas Fonseca. Ele ainda é

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Prontos para o primeiro lançamento Artur Battisti, Cristiano Onzi, Murillo Azevedo, Camila Mugnol, Nícholas Fonseca e Eduardo Balbinot

Confira a track list do disco Interprete!

1) Pare, Pense, Interprete 2) Muros 3) O Medo, o Esquecimento e a Cicatriz 4) O Grito do Coração 5) Apenas Mais um Rótulo 6) Se For Embora 7) Tudo Fantasia 8) O Amor é o Motivo 9) Um Brinde aos Meus Amigos 10) Tentar Mudar o Mundo

guitarrista e percussionista. O álbum foi feito por meio de uma vaquinha online e com verba de um edital do IF para projetos. A gravação do álbum foi feita no estúdio K’Sound Studio, e tem a engenharia de som de Matheus Girardi. “Ficamos emocionados com o resultado do estúdio. Foi uma experiência ótima para todos. Aprendemos e nos emocionamos muito”, relembra Nícholas. Atualmente banda é composta por Camila Mugnol, no vocal; Artur Battisti, na guitarra solo; Eduardo Balbinot, no teclado e na voz; Murillo Azevedo, no baixo; Cristiano Onzi, na bateria; e Nícholas. Além da presença da EntreTantos, a festa de lançamento contará com apresentações de Leandro Sommer e da banda Lactobacillus. O álbum será distribuído gratuitamente pelas mídias online. O disco poderá ser ouvido pelas redes sociais da banda: EntreTantos Oficial, no Facebook e Instagram, e videos EntreTantos, no YouTube. Os links das plataformas de streaming, poderão ser acessados também nas redes sociais da banda.

Programe-se O que: lançamento do disco Interprete!, da banda EntreTantos Quando: nesta sexta, às 22h Onde: Muinho Club (Marechal Floriano Peixoto, 190) Quanto: R$ 10,00 mais um material escolar


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Guilherme Macalossi cisperter@hotmail.com

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Agenda

SEXTA

Infraestrutura aos cacos Mesmo que Eduardo Leite avance consideravelmente nas reformas do Estado, implementando uma mudança no regramento administrativo, aderindo à repactuação da dívida com a União e privatizando estatais, somente o crescimento da economia pode devolver ao Rio Grande do Sul seus antigos patamares de desenvolvimento. E para isso é necessário muito mais do que reduzir a burocracia. É necessário que governo seja mais eficiente na solução dos problemas de infraestrutura. Os moradores da Serra Gaúcha, uma das regiões mais produtivas do país, há muito tempo sofrem com as péssimas condições viárias das rotas que interligam suas cidades. Existem estradas que estão se tornando intrafegáveis, como a VRS - 313, entre Farroupilha e Garibaldi. As condições ali transcenderam o da mera buraqueira, com trechos inteiros se tornando restolhos de asfalto misturados com pedras e capoeira. Pelo mesmo caminho vai a rodovia que interliga Caxias do Sul, Farroupilha e Bento Gonçalves. A deterioração é acelerada, e o volume de investimentos para manter as condições mínimas de trafegabilidade são tímidos, para não dizer quase inexistentes. Tal é a incapacidade do Estado em dar soluções rápidas a esses graves problemas que só nesta semana foi realizada a detonação das pedras que bloqueavam a RS-122 entre Farroupilha e São Vedelino. O trecho se encontra isolado desde o deslizamento de terra ocorrido no início do mês de novembro. Levou um mês para que os órgãos estaduais começassem a agir. A previsão de liberação completa da pista está prevista apenas para 2020. A pergunta que se faz é: a sociedade pode esperar tanto tempo? Ainda mais no período de Natal, quando o volume de negócios tende a se adensar? A RS-122 é uma das ligações mais importantes entre a Serra e Porto Alegre. No momento, milhares de caminhões com produtos e ônibus com turistas precisam desviar suas rotas, percorrendo caminhos mais longos e caros. O impacto da morosidade na resolução dessa situação já é sentido, com comerciantes vendo a diminuição no número de compradores oriundos de outras regiões do Rio Grande do Sul. O setor malheiro, instalado em Farroupilha exatamente às margens dessa via, precisa do reestabelecimento do fluxo de pessoas para manter o nível de compras e vendas. Está na hora de o governo repensar seu papel na gerência da infraestrutura do Estado. Só a iniciativa privada tem os recursos necessários para dar conta do recado e dar respostas necessárias. Da forma como a malha viária vem sendo administrada, o que se produz são as condições contrárias para a retomada do crescimento. * Redator e radialista

Pagode com Kinhos Deck 256 (Gonçalves Dias, 306), às 21h Abertura Natal Caxias Mais Feliz Prefeitura de Caixas do Sul (Alfredo Chaves, 1333), às 23h

SÁBADO Me Solta – Beerpong, Instax e Tattoo Muinho Club (Mal. Floriano Peixoto, 190), às 23h Baile da Izibida à Fantasia Clube Santa Rita (Vêneto, 233), à 1h Colours com Agents of Time e mais Jockey Club Multieventos (RS 122, quilômetro 67), às 22h30min

DOMINGO 1º SertaneGIN do Boteco Boteco do Chá (Rômulo Noro, 555), à 0h30min Pagode com grupo Declarações Hett Beer (Barão do Rio Branco, 731), às 15h


Inside

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Mostra

A história ao alcance dos alunos Sarau da Escola Vivian Maggioni vai homenagear Dolores Maggioni, mãe de quem dá nome ao educandário Divulgação

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omemorando quatro décadas dedicadas à educação, o sarau deste ano terá como tema “40 Anos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Vivian Maggioni”. Será na quinta, às 19h, no Salão do Bairro São José. A grande homenageada é Dolores Maggioni, mãe de Vivian Maggioni, que faleceu precocemente em 1978 e hoje dá nome ao educandário. “Os alunos viam a Vivian como algo inalcançável, e quando levamos a Dolores até a escola eles ficaram encantados. Todos trabalharam como muito carinho e dedicação para esse Sarau”, salienta a vice-diretora e coordenadora do evento, Neusa Molon Mansan. O Sarau Literário foi trabalhado em cima de obras e da vida de Dolores. Serão apresentadas poesias, danças, músicas e paródias, teatro, além da exposição de diversos trabalhos. Toda a escola está envolvida na apresentação, são mais de 300 alunos do pré ao EJA, e também funcionários. O evento está sendo programado desde o início do ano, além de diferentes atividades comemorando o aniversário. O Sarau na quinta é gratuito e toda a comunidade está convidada a participar.

Programe-se O que: Sarau Literário da Escola Vivian Maggioni Quando: próxima quinta, às 19h Onde: Salão Comunitário do Bairro São José Quanto: entrada franca

Encantando pais e comunidade Sarau Literário vem acontecendo há ano e, na quinta, vai comemorar os 40 anos da Escola


Priscila Arsego

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Então é Natal!

entro da Programação “Sinos de Natal” iniciada na sexta passada, estão diversos programas para o mês de dezembro. Neste domingo a comunidade está convidada para participar da Corrida e Caminhada de Aniversário de 85 Anos de Farroupilha. O encontro será às 8h, no Largo Carlos Fetter.

Pagodin

A sexta é de muito pagode no pub Deck256. O cantor Kinhos se apresenta na casa, trazendo o melhor do ritmo para animar a noite do final de semana. O espaço está aberto a partir das 19h30min e o show tem início às 21h.

Estrelas Empreendedoras

Esta sexta será de reconhecimento à classe empresarial. Das 19h30min às 22h30min, o Ginásio do Saturno, em Caravaggio, recebe “Constelação: Uma Noite de Conexões”. O evento, promovido pela CICS Farroupilha, destacará empresas que completam, em 2019, aniversários redondos a partir dos 30 até os 90 anos. A festividade também assinala a passagem de bastão no comando da entidade, com o presidente Daniel Bampi deixando o cargo para José Carlos Trujillo, seu vice da Indústria.

A pequena Ana Júlia celebrou seu primeiro aninho com festinha na Ticabum, no sábado, ao lado dos pais Eduardo Cotta e Jerusa Boessio e do mano Eduardo

Cristiano Oliveira

Sabrina Gabana

Fique por

Inauguração

O EuroGarden, no to de festas, abre final de semana na evento será o EuroS 18h do sábado. Na p show do Grupo Pura salves, Marcelo Ser Cassius Prado e o DJ Eduarda Loch Razzera e Filipe Zambon trocaram alianças no sábado, na Capela Santos Anjos. Após a cerimônia, receberam o carinho de seus familiares e amigos que foram recepcionados na Vinícola Perini. O cerimonial foi assinado por Tahís Fabbro Madeira

Cores

Os ingressos par do ano, que aconte estão praticamente line-up estão os DJ’s Agents of Time, que ção da noite, e tam da festa, Fran Bortol

Daniela Titton curtiu a festa do Boteco do Chá, no final de semana


Fábio Campos

Os amigos Gabriel Aguiar, Giago Madruga, Roger Cappelletti e Cristian Aguiar curtiram a noite de domingo no Deck256

Fernando Dai Pra

r Dentro

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ovo empreendimensuas portas neste cidade. O primeiro Sunset, a partir das programação está o Curtição, Léo Gonrra, Maico Oliveira, J Marcelo Heck.

ra a última Colours ece neste sábado, esgotados. Entre o s do projeto italiano são a grande atrambém o idealizador lossi.

Anderson Onzi e Cristiane Trapp Pergher realizaram seu casamento no sábado com uma linda cerimônia no Altos do Vale. Os convidados foram recepcionados para os festejos no mesmo local


Inside

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Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

Gosto de começo Sempre tive curiosidade por começos. Fins e meios vieram sempre depois. Gosto de quando ainda não existe. Se imagina, sonha. Prospecta o que nem a cor sabe, mas há. Quando se prepara para mudar a direção, invadir outro lugar. Amar outro rosto, se perder noutra vida. Quando olho um casal na rua, felizes ou não, fico imaginando como chegaram a ser dois. Estavam lá, ambos um. Por que se misturaram? Estavam tão bem sem a complicação alheia. O que fez acender a chama para hoje as mãos andarem coladas? Casais que se completam, outros que se repelam, tanto faz. O que me questiono é sobre o começo. Me fascinam. Desde que comecei a sonhar. Romântico, piegas na mesa servida? Ou trôpegos, ele mais do que ela, no balcão do bar lotado? Para o mundo inteiro ver ou em páginas escondidas de um livro nem escrito? Me afogo de perguntas olhando cada dois. Até essa época do ano me ganha por isso. Acabou. Não só um ano, mas um mar de possibilidades que ficam para trás. O emprego pode ser o mesmo, a pessoa ao lado também. Até a novela das oito é a mesma. Afinal, coisas boas não se mudam só por novos começos. Mas esse sentimento de deixar para trás o pesado e poder carregar só o que eleva, e se abrir pro inesperado. Isso só o janeiro se engraçando facinho depois desse dezembro corrido traz. E invade a gente. Ao menos a mim. Logo vira meio, e depois mais um final. Mas cabe a nós manter o gosto de início mesmo que os dias se tornem todos. Que o calendário chame agosto. E não lamentar se precisar recomeçar. Inventar um outro motivo. Ou vários deles. Criar um mundo que te dê medo, para depois matá-lo a pauladas com a força do que se sente. Triste de quem não começa. E fica sempre no quase. Quase começos jamais serão um fim. * Jornalista e escritor

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Dança

Clássico na ponta dos pés Ballet Lizete Teixeira recria “O Quebra Nozes” nos próximos dias 14 e 15 e os ingressos para assistir ao espetáculo já podem ser adquiridos Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

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ançar “O Quebra Nozes” é o sonho de qualquer um envolvido com a dança. As bailarinas do Ballet Lizete Teixeira tiveram essa oportunidade e vão recriar o clássico composto por Piotr Ilitch Tchaikovski no palco do Campus Farroupilha da Universidade de Caxias do Sul (CFar/UCS), nos dias 14 e 15. O espetáculo de encerramento de temporada da escola custa R$ 45,00 e o ingresso pode ser adquirido na sede do ballet, com as alunas ou pelo fone 996.738.305. O clássico encantador será contado no decorrer de 24 coreografias, algumas adaptadas e outras criadas pelas professoras Lizete e Giane Teixeira, Giulia Macalossi e Renata De Marchi, seguindo a temática das grandes companhias internacionais, tanto nos figurinos como nos cenários. “A escolha do tema foi pensada na intenção de levar para nossas bailarinas a experiência de dançar um grande balé. O grupo de mais de 100 bailarinas trabalhou forte durante o ano chegando a maturidade e técnica que as permitem dançar um balé de nível avançado como esse”, aponta Gabriela. O espetáculo inicia com Clara e seu irmão ansiosos pela noite de Natal. Muitos amigos são

convidados e a festa começa até que seu tio, o mago Drosselmayer chega na casa, com muitos presentes misteriosos e para Clara ele traz um boneco, o Quebra Nozes. A menina fica encantada com o presente de seu padrinho, mas seu irmão enciumado quebra o boneco. Clara acaba pegando no sono no sofá da sala, abraçada no presente e a meia noite, “desperta” com o badalar do sino e escuta barulhos estranhos. Ratos gigantes estão invadindo sua casa, mas o boneco Quebra Nozes ganha vida e salva a menina. A partir daí, os dois partem para o Reino das Neves e para o Mundo dos Doces, onde Clara é recepcionada pela encantadora Fada Açucarada. A apresentação contará com a participação de todos os alunos, das bailarinas que concorreram no Festival Internacional de Dança de Porto Alegre (FIDPoA), e no Bento em Dança, e também de Júlia Picollo, que esteve no Summer Curses Annarella 2019, em Portugal. Este ano também o FIDPoA premiou a escola com bolsas de estudo no Uruguai em 2020 e convites para dançar no Rio de Janeiro. Um reconhecimento único para a escola e para Farroupilha. O elenco de cada dia de espetáculo muda um pouco, algumas turmas de crianças dançam no sábado e outras no domingo, pois o espaço não comporta todos em um mesmo dia.

Programe-se O que: espetáculo “O Quebra Nozes”, do Ballet Lizete Teixeira Quando: dias 14 e 15. Mesmo espetáculo será apresentado nos dois dias Onde: Auditório Professor Raul Bampi, no CFar (Rodovia dos Romeiros, 567) Quanto: R$ 45,00. Ingressos podem ser adquiridos no Ballet (Coronel Pena de Moraes, 513, 2º andar), com as alunas da escola ou entrando em contato pelo fone 996.738.305


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Dança

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Lauro Edson Da Cás ldacas@hotmail.com

Beatriz Gasperin Fotografia

Elenco preparado para encantar Renata De Marchi é a Fada Açucarada, Cecília de Almeida interpreta Clara, Rafaela Maso Garbin é o Floco de Neve, Paola Baretta Santa Helena a Flor e Júlia Picollo é a Gota de Orvalho

Transtorno de dependência de tela Eis o último mês do ano: saudamos o mês de dezembro! Estejamos atentos aos dias que virão, pois eventos, festividades, comemorações e outros inúmeros compromissos podem nos envolver demais com as telas contemporâneas que temos e/ou utilizamos. Será que já temos casos de transtorno de dependência de tela? Cá entre nós, alguém já não saberia apontar qual o presente que todos (repito, todos: nenês, crianças, adolescentes até os de mais idade!), gostariam de ganhar neste Natal e/ou que será líder em vendas neste período? Pois bem, se não um, talvez aquele outro modelo com tela!? Sim, as telas invadiram nosso cotidiano. Os extraordinários avanços da tecnologia neste século XXI provocaram e continuam provocando modificações nos hábitos de vida. Até poderíamos citar alguns, mas ultimamente está escancarado este novo comportamento que, no geral, já não nos impacta. Sobre isso, basta você se aventurar pela rua ou até mesmo em ambientes onde circulam pessoas e, assim, tirar algumas frações de minuto para observar e ver que encontrará alguém de olhos colados em uma tela. Agora, mais que impressionante, é ver pais entregando para a criança algum aparelho que contém tela como solução para todo o tipo de tédio ou incríveis acessos de teimosia. Ah, por vezes, até a tela em mãos é quase tão grande (ou maior!) quanto o rostinho da criança! Alguém duvida? Só que esta situação de que se pode chamar de ‘tempo de tela’ está criando novos comportamentos e problemas de saúde mental nas crianças. Em videogames ou em aplicativos de smartphones, há um montante crescente de episódios e/ou evidências que refletem o aspecto do vício. Há uma enorme exposição ao tempo de tela. Sem limite. Convém recordar que o cérebro adulto (já desenvolvido) não é afetado tanto quanto ao cérebro que está em formação, como no caso de crianças, pois este período formador faz com que o mesmo esteja suscetível em mudanças significativas na sua estrutura e conectividade. Em resumo, estas ações descontroladas de tempo de tela impactam no transtorno de dependência de tela. O psicoterapeuta, Dr. George Lynn, baseado em Seattle, salienta que 80% dos problemas de seus pacientes são consequentes de muito jogo, de assistir a muitos vídeos online ou usar excessivamente as mídias sociais. Ele, testemunha “uma síndrome de personalidade que vem do abuso e basicamente descontrolado do uso recreativo da mídia de tela durante o dia e à noite”. Pesquisas apontam que, em longo prazo, vários efeitos provocados por este transtorno podem gerar graves problemas e danos cerebrais. Viu-se, que “o cérebro das crianças pode encolher ou perder tecidos no lobo frontal, estriado e ínsula; essas áreas ajudam a governar o planejamento e a organização, a supressão de impulsos socialmente inaceitáveis e nossa capacidade de desenvolver compaixão e empatia, respectivamente”. Já o Dr. Avelino-Tandoc afirma que “dispositivos ou gadgets não são ruins em si. São ferramentas úteis e essenciais para comunicação, pesquisa, aprendizado, entretenimento, entre outras coisas”. Ainda, os pais “devem permitir que seus filhos manipulem essas ferramentas. No entanto, o equilíbrio é a palavra chave”. Pasmem. * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade


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Sétima Arte

Bons companheiros, decadente cineasta Reunindo as lendas Al Pacino e Robert De Niro, “O Irlandês” gerou uma expectativa alta também por ser dirigido por Martin Scorsese, com sua visão peculiar da máfia, e ter Steven Zaillian como roteirista: nem de perto ela se consolidou

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ilme sobre máfia que reúne Al Pacino, Robert De Niro, Joe Pesci, Harvey Keitel e tem direção de Martin Scorsese e roteiro de Steven Zaillian não tem como dar errado. Tem. O cineasta americano segue sua sequência inesgotável de obras de qualidade duvidosa, que se multiplicaram a partir do momento em que finalmente venceu o Oscar, com “Os Infiltrados”, nem de perto seu melhor trabalho. Quando batia na trave em busca pela estatueta, o cineasta produzia material de primeira (veja filmografia indicada dele, do roteirista e dos protagonistas ao lado). “O Irlandês”, baseado no livro “Ouvi Dizer que Você Pinta Casas”, de Charles Brandt, se arrasta por quase três horas e meia de maneira enfadonha, com situações repetidas em demasia, apresenta poucas reviravoltas e nem de perto satisfaz o desejo dos que viram os clássicos mafiosos comandados por Scorsese, como o grande “Os Bons Companheiros”. Aqui a máfia age nas sombras e até

a violência de seus atos é comedida ou, pelo menos, não mostrada abertamente. Uma frustração proporcional à duração do filme. Frank Sheeran (De Niro) é um motorista da Filadélfia que, por acaso acaba tendo um contato com Russell Bufalino (Pesci), um mafioso que tem o controle de uma série de negócios da Costa Leste ao Meio Oeste americano, e que é muito próximo de outro mafioso poderoso, Angelo Bruno (Keitel). Russell o apresenta para um mundo que é completamente desconhecido, de luxo, algo que anseia, mas que sabe que nunca terá a seu alcance se não mudar sua forma de vida e trabalho. Logo ele também conhece Jimmy Hoffa (Pacino), que comanda um poderoso sindicato de caminhoneiros e que administra uma fortuna, mais é claro, destinada a atender seus próprios interesses. Impulsivo e sedutor, ele tem uma retórica convincente e comanda a gestão com mão de ferro, esmagando qualquer um que busque ocupar seu posto, como se o sindicato fosse sua propriedade particular. Frank

acaba se aproximando de Jimmy e, com ele, estabelece uma relação de cumplicidade. Não demora muito, as atuações fora da lei acabam fazendo fechar o cerco sobre todo o grupo, o que é relatado por Frank, que narra o episódio ao espectador quando está no fim da vida, em um asilo, uma obra vista em retrospectiva, com doses grandes de lamento e melancolia por parte do narrador, ainda que não demonstradas de maneira explícita. Seus dilemas são mais reflexivos do que escancarados, o que é compreendido, em boa medida, quando a obra já se encaminha para o desfecho. Embora O Irlandês seja baseado em obra literária e em uma história real, suas incursões por fatos isolados e secundários da história americana, alheia a grande maioria da população mundial, tornam o longa superficial e cansativo. Poderia ter transmitido a mesma mensagem de forma mais abreviada. Nem Pacino e De Niro contracenando consegue salvar o longa. Um desperdício de talento, dinheiro e tempo.

Al Pacino

Trilogia O Poderoso Chefão (1972, 1974 e 1990) Serpico (1973) Um Dia de Cão (1975) Scarface (1983) Perfume de Mulher (1992) O Pagamento Final (1993) Fogo Contra Fogo (1995) O Advogado do Diabo (1997) O Informante (1999) Tudo por Dinheiro (2006)


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Sétima Arte

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Divulgação Imagem: Reprodução

Gigantes Jimmy Hoffa (Al Pacino) e Frank Sheeran (Robert De Niro) voltam a dividir a cena depois de 11 anos: nem o talento monstruoso da dupla salva trabalho de Martin Scorsese

Título original The Irishman Título traduzido O Irlandês Direção Martin Scorsese Roteiro Steven Zaillian Gênero Drama Duração 209 minutos País Estados Unidos Ano de produção 2019 Estúdio Tribeca Productions Distribuição Netflix

Filmografias recomendadas Robert De Niro

Caminhos Perigosos (1973) O Poderoso Chefão 2 (1974) Taxi Driver (1976) O Franco Atirador (1978) Touro Indomável (1980) Tempo de Despertar (1990) Os Bons Companheiros (1990) Cabo do Medo (1991) Cassino (1995) O Bom Pastor (2006)

Steven Zaillian

Tempo de Despertar (1990) A Lista de Schindler (1993) Perigo Real e Imediato (1994) Missão Impossível (1997) A Qualquer Custo (1998) Hannibal (2001) A Intérprete (2005) A Grande Ilusão (2006) O Homem que Mudou o Jogo (2011) Os Homens que não Amavam as Mulheres (2011)

Martin Scorsese

Caminhos Perigosos (1973) Taxi Driver (1976) Touro Indomável (1980) A Cor do Dinheiro (1986) A Última Tentação de Cristo (1988) Os Bons Companheiros (1990) Cabo do Medo (1991) Cassino (1995) Os Infiltrados (2006) A Invenção de Hugo Cabret (2011)


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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

Você vem passando por limpezas profundas de traumas que interferem em seu desenvolvimento. É momento de soltar tudo isso! O céu também pede uma postura ética e comprometida para ancorar a carreira e metas futuras. Atenção com os exageros e possíveis negligências.

Touro - 21/04 a 20/05

Pode sentir-se incomodado com uma informação ou opinião diferente da sua. Busque entender o que não está no seu controle e com isso perceber qual a melhor forma de interagir com a experiência. Atenção com documentos e divulgação de informações.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

Atenção com os desperdícios que vem sendo depositados para realizar alguma ideia ou projeto. O céu pede uma postura ética na forma de interagir com um grupo de pessoas. Atenção com a divulgação de informações e documentos.

Câncer - 21/06 a 20/07

Busque avaliar as parcerias comerciais ou a forma de se relacionar com uma pessoa. Vai notar que existem conceitos diferentes e desafios para alinhar informações necessárias para o setor profissional.

Leão - 21/07 a 22/08

Existem desafios para interagir com funcionários e a forma de trabalhar. É importante analisar como deve proceder com documentos, normas e conceitos já desgastados. O céu pede para ampliar o seu campo de visão sobre como deve produzir e pede foco para os estudos.

Vírgem - 23/08 a 22/09

Busque entender as mudanças que impactam a autoestima e as relações de afetos. A vida vem pedindo de você sabedoria e discernimento para interagir com as mudanças. É importante analisar os julgamentos e tudo o que vem sendo acumulado entre os filhos e o relacionamento.

Libra - 23/09 a 22/10

O cônjuge passa por acúmulo de atividades que devem ser revisados. A experiência também pede atenção com situações familiares que afetam o cônjuge e a relação. O céu pede uma atuação ética e sábia para se julgar e avaliar como deve se relacionar.

Escorpião - 23/10 a 21/11

É importante prestar atenção a informações que afetam o seu trabalho ou a rotina. A vida vem pedindo de você sabedoria para transmitir comunicados importantes. Busque interagir com as pessoas do seu ambiente próximo com ética.

Sagitário - 22/11 a 21/12

É importante olhar para a sua vocação e competências com sabedoria e obter uma visão mais ampla das possibilidades que envolvem a prosperidade. Atenção com os exageros e possíveis negligências que desafiam o seu potencial.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

Busque olhar para as necessidades familiares e ter uma atuação justa e ética da experiência. O céu pede para dar atenção às mudanças de imóvel ou contatos com culturas e costumes diferentes que devem ser alinhados com sabedoria e entendimento.

Aquário - 21/01 a 19/02

É importante ampliar o seu campo de visão e percepção sobre pessoas da sua convivência. O mal julgamento pode atrapalhar as relações, os estudos e viagens. Use as palavras com sabedoria e consciência das mudanças que vem passando.

Peixes - 20/02 a 20/03

Atenção com os investimentos que vêm carregados de desperdícios e exageros. O céu recomenda uma atuação equilibrada para desenvolver os projetos e as relações com os amigos. É momento de olhar para os resultados financeiros com maior consistência.

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FARROUPILHA, 6 DE DEZEMBRO DE 2019

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Farroupilha 85 Anos

Par te integrante da Edição 617. Não pode ser vendido separadamente

6 de dezembro de 2019

Sotaques que fazem Farroupilha Fotos: Arquivo Pessoal e Jornal Informante

A homenagem aos 85 anos da cidade é com a história de quem veio de longe: Hiromitsu Kanno (Japão), Patricio Rivero Hoyos (Peru), Huei e Chen Ju Lin (China), Alexandre François Holuigue (França), Katarzyna Górska Frá (Polônia) e Carla Gómez (Espanha)


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EDITORIAL

Farroupilha 85 Anos: um município de braços abertos para o mundo

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ideia não surgiu neste ano, mas por questões que descabe revelar, foi neste implementada. No aniversário do município, que completa 85 anos na próxima quarta, cogitamos produzir um material diferente. Afora os anos com celebrações oficiais, nos demais, justamente pela correria da época, ficava difícil produzir o conteúdo proposto, que demandava um trabalho mais depurado, tanto que as matérias que você vai ler na sequência foram trabalhadas ao longo do último mês, de maneira paralela às edições. A temática escolhida para este Caderno Especial foi a dos que vieram de fora e adotaram Farroupilha como lar. Ou foi Farroupilha que os ado-

tou? O município tem impregnada à sua história essa cultura acolhedora desde os tempos em que mudou seu eixo econômico do Setor Primário para o Secundário, recebendo quem viria aqui para trabalhar no Distrito Industrial e, mais tarde, em toda a cadeia que se somou às empresas que iniciaram essa trajetória e tornaram o município uma referência de trabalho e empreendedorismo. Porém, a escolha recaiu em quem veio de fora mesmo, de longe, em alguns casos do outro canto do mundo (veja no mapa ao lado). Estrangeiros que se estabeleceram na cidade, mas que viraram farroupilhenses, se não de nascimento, de coração. São grandes histórias, saborosas, com superações, dramas, alegrias, conquistas, sonhos e realizações... enfim,

uma síntese do que é a vida. Evidente que são muitos os ‘gringos farroupilhenses’, mas é claro também que seria impossível, por uma questão de tempo e demanda de trabalho, inserir toda a turma neste material. Contudo, de certa forma, muitos se sentirão representados. É um recorte comum na jornada da grande maioria. O trabalho executado pelas jornalistas Juliana Inês Casa Barbieri e Yasmin Signori Andrade foi irretocável. Conseguiu pontuar aspectos muito particulares da trajetória dos entrevistados, revisitando, inclusive, memórias afetivas e da infância de cada um. São matérias que dão um brilho extra para a Edição 617 às vésperas de novo aniversário da Farroupilha que tanto amamos. Aproveitem a leitura e celebrem o município.


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HIROMITSU KANNO

O mais brasileiro dos japoneses Imigrante está em Farroupilha há 46 anos e diz que é muito mais gaúcho e farroupilhense do que denunciam suas origens, aprendeu o idioma, costumes, adotou a gastronomia e se sente em casa estando aqui

E

le se lembra com exatidão da primeira vez em que comeu banana. Memória de uma criança de 9 anos que, em 1958, estava a bordo de um navio que saíra do Japão rumo ao Brasil. Uma parada no Porto de San Francisco, nos Estados Unidos, foi o que lhe permitiu conhecer a fruta, muito cara no Japão, por ser importada, e até hoje uma de suas prediletas. “Me lembro que podíamos sair do navio e as pessoas compravam muitas bananas”, essa é uma das memórias de Hiromitsu Kanno, 70 anos, um imigrante que desembarcou em 30 de março de 1958 no Porto de Rio Grande, junto aos pais Masamitsu e Tsuka Kanno e mais cinco irmãos. Era o pós-guerra no Japão e a família buscava uma oportunidade para recomeçar. Vinham da Ilha de Hokkaido, região de neve, famosa por seu Festival de Inverno e como destino para prática de esqui. Embarcaram no Porto de Iokahama. Foram 50 dias de viagem. Os Kanno se estabeleceram em Camaquã, trabalhando no cultivo de

Juliana Inês Casa Barbieri

Negócio da Família Kanno Em frente à eletrônica que fundou, há 44 anos, junto com a esposa Lourdes, na foto ainda exibindo a certidão de nascimento no Japão

arroz, atividade a que já se dedicavam no Japão. Em virtude das diferenças de solo, extensão da área do plantio e a questão climática, a família não obteve sucesso nesta empreitada e partiu para o plantio de verduras, fixando moradia em Cachoeira do Sul. “Era criança, aprendi fácil o Português, não lembro de ter tido alguma dificuldade, mas em casa meu pai fazia questão que se falasse Japonês”, recorda e, mesmo tendo frequentado dois anos de escola no País natal, se adaptou bem ao alfabeto e à língua falada no Brasil. Aos 22 anos trabalhava como radiotécnico em Porto Alegre e tinha um irmão que morava em Caxias do Sul. Percebeu um mercado maior para atuar e mudou-se para a Serra. Convidado a trabalhar em Farroupilha, na eletrônica de Rui Sossa, foi então que conheceu Divina Lourdes Farias Venzon. Em 1973 fixou moradia na cidade e em 1974 começaram a namorar. Casaram seis anos depois. No próximo dia 20, Lourdes (é mais conhecida apenas pelo segundo nome) e Hiromitsu estarão comemorando 40 anos de união. São pais de Rober-


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Fotos: Divulgação

ta Mayumi e Renata Mitsuya. Avós de Rodrigo Kanno Pinheiro, de 5 anos, e que no próximo ano deverá também conhecer o Japão, outro pequeno apaixonado pelas origens.

Detalhe Certidão de nascimento de Hiromitsu Kanno, datada de 1949

Retornos ao Japão e a viagem das filhas Tendo o seu próprio negócio: a Eletrônica Kanno, fundada há 44 anos na cidade, soma cerca de cinco décadas de trabalho na área. Foi justamente para aprimorar seus conhecimentos e aproveitando para visitar o irmão mais velho, Fernando Fumio Kanno, que Hiromitsu retornou ao Japão, em 1990. Ficou pelo País por 10 meses. Em 1992 fez nova viagem e permaneceu por dois anos. A esposa Lourdes não conhece o País oriental, durante as viagens do marido permaneceu em Farroupilha, tocando o negócio da família, e foi o que fez novamente quando, em 2001, Hiromitsu viajou ao Japão junto com a filha mais velha, Roberta, Registro no Japão Na cidade de Fuji, na década de 90

Antes de vir ao Brasil Hiromitsu é o menor da foto, ao lado do irmão Koji que vive no Japão, da irmã Leiko que reside em Porto Alegre e do pai Masamitsu (em memória)

que fixou moradia no País de seus ancestrais. Cinco anos mais tarde a outra filha, Renata, também quis residir no Japão. O pai retornou definitivamente ao Brasil apenas em 2010, nove anos depois. A caçula voltou

para as terras tupiniquins, Roberta ficou por aqui por dois anos e está com residência fixa no País de seu pai, em Sayama, no Estado de Saitama. “Não sou muito ligado ao passado, saudosista, nunca mais voltei para minha cidade natal”, afirma, apesar de ter ficado por tanto tempo no Japão. “Minhas filhas são mais japonesas do que eu mesmo”, brinca Kanno, que tem como comida predileta o

churrasco, dos gaúchos, e a massa, herança dos italianos, descendência de sua esposa. Mas o sushi, sashimi e a Yakisoba também têm lugar na mesa da família. Não esqueçamos das bananas. A lembrança do País estadunidense continua a despertar o paladar do menino que agora é avô. Sorte que veio para o Brasil, onde a fruta é farta e os sabores daqui lhe conquistaram a predileção.

Dados do entrevistado

Nome: Hiromitsu Kanno Idade: 70 anos Profissão: aposentado e proprietário da Eletrônica Kanno País de origem: Japão – Ilha de Hokkaido, região norte Mora em Farroupilha: há 46 anos “Fui muito bem acolhido e recebido aqui. Me considero um farroupilhense nato”


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PATRICIO RIVERO HOYOS

Buscando a esperança no Brasil Aos 17 anos o peruano chegou no Rio Grande do Sul para estudar e tinha certeza de que aproveitaria as oportunidades desta terra, queria condições melhores das que o Peru pôde lhe oferecer

C

om uma trajetória de vida marcada pela superação, o veterinário, que é peruano, tem muita história para contar. De uma infância passada em orfanato, à chegada no Brasil onde cursou Medicina Veterinária em Santa Maria e a sua vinda a Farroupilha, há pouco mais de três décadas. Aos 2 anos de idade, sua mãe faleceu. Foi aí que a vida de Patricio Rivero Hoyos passou a ser num orfanato em Lima, no Peru. Aos 12 anos, uma família argentina, de descendência inglesa e italiana, o acolheu, eram os antigos patrões de sua mãe. Porém, aos 16 anos, Patricio descobriu que tinha um tio residindo em São Paulo. Manteve contato e com isso veio o sinal positivo de que, se viesse para o País, receberia ajuda do familiar. Aos 17 anos foi aprovado numa seleção da Embaixada do Brasil, eram apenas três vagas e foi contemplado com a última, destinada ao Rio Grande do Sul. Começou a cursar Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Santa Maria, depois, mudou para Medicina Veterinária.

Fotos: Arquivo Pessoal

Momento em família Patricio com a esposa Shirley e a filha Patrícia que reside em Santa Cruz, onde cursa Medicina

Neste tempo parou de receber ajuda financeira do tio e, teve que se virar para pagar o quarto alugado e a alimentação. Tendo em vista o programa a que foi admitido no Brasil, não tinha direito à casa do estudante e nem poderia trabalhar legalmente. Estudava manhã e tarde e, das 18h até meia-noite ou se estendendo pela madrugada, trabalhava lavando pratos numa pizzaria. Mais tarde passou a ser barman e depois garçom, visando ganhar um pouco mais para seu sustento. “Era difícil, cansativo, enquanto meus colegas estudavam eu precisava trabalhar, era sozinho”, relata, lembrando que ia para a Universidade, distante cerca de 12 quilômetros, pedindo carona e sempre conseguia. Para ida e volta. A comida no restaurante universitário, o famoso bandejão, também não era fácil, mas para quem estava faminto, tinha sua valia. Concluída a formação, partiu para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, onde fez uma especialização e atuou como bolsista. Já era 1984 e a prefeitura de Farroupilha estabeleceu convênio com a UFRGS num projeto do


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então prefeito Wilson Cignachi para o fomento do segmento leiteiro. A Universidade desenvolveu um trabalho com técnicos e profissionais da área e Patricio foi contratado para atuar no interior como veterinário. Foi aí que chegou à cidade, em 1987, mas era para ficar apenas um ano. “Eu tinha tudo para dar errado”, analisa Patricio “Tendo casa, alimentação, apoio familiar e saúde não tem justificativa para não ir para a frente. Eu tinha tudo para dar errado”, reforça o peruano, que voltou ao seu País de origem umas duas ou três vezes ao longo da vida. Mantém contato com a irmã Maria Ester, que reside nos Estados Unidos há 14 anos. Quando olha para trás, não lamenta a vida que teve, comprova que para todos é possível buscar melhores condições.

“Acredito piamente em Deus. Algumas vezes eu chorei, mas pensava: vai para frente, continua, tudo é possível”, recorda. De uma criação bem formal, no Brasil estranhou a linguagem mais despojada, mas diz que é preciso absorver a cultura do País em que se escolheu viver. Outra diferença é que no Peru o último sobrenome no registro de nascimento é o da mãe e não o do pai, como no Brasil. O espírito aventureiro o levou ainda, em 1990, ao Japão, quando ganhou uma bolsa do Instituto Japan International Cooperation Agency (JICA) ao apresentar o trabalho técnico desenvolvido pela Universidade em Farroupilha com o gado leiteiro. Havia apenas uma vaga para o Brasil e a aprovação foi de Patricio. Passou seis meses por lá, depois seguiu por mais um mês na Bélgica e mais algumas semanas em Paris, na França. Uma de suas grandes experiências.

É ainda pai do advogado Miguel Marafiga Rivero, de 36 anos, que reside em Minas Gerais e é fruto de um relacionamento que teve durante a Universidade. Mais tarde, em Farroupilha, casou-se com Shirley Barretti e é pai de Patrícia Barretti Rivero, 22 anos, estudante de Medicina da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Crítico, leitor voraz, aprendeu a ser providente “com os gringos daqui”. Há

20 anos trabalha na Coordenadoria Regional de Saúde, em Caxias do Sul, responsável pelo setor de vigilância sanitária, epidemiológica, ambiental e de saúde do trabalhador. Em Farroupilha mantém ainda um consultório veterinário para atendimentos emergenciais. De sotaque bem característico, o peruano não passa despercebido. É daqui e de onde houver esperança. É preciso dizer: ele deu certo.

No Peru, em 1965 Com Maria Ester Magrini De Roberts e a filha Maria Elena, mãe e irmã adotivas de Patricio

Temporada no Japão Durante período de estudos no País oriental, na década de 90

Dados do entrevistado

Completando a família O veterinário com o filho mais velho, Miguel, que é advogado e reside em Minas Gerais

Nome: Patricio Rivero Hoyos Idade: 59 anos Profissão: médico veterinário País de origem: Peru – Lima, capital do País Mora em Farroupilha: há 32 anos “Farroupilha é uma mini Europa. Apesar da instabilidade econômica, da questão social brasileira, aqui se tem alimento abundante e qualidade de vida. Me adaptei muito bem”


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CHEN E HUEI JU LIN

Vindas do outro lado do mundo Foi por meio de indicação de parentes que moravam em São Paulo que as irmãs Ju Lin acabaram chegando ao Rio Grande do Sul, e o encanto pela Serra Gaúcha as trouxe para Farroupilha

A

vontade de estudar fora do País de origem e explorar novos horizontes foi o que encaminhou Chen Ju Lin e Huei Ju Lin até Farroupilha. As irmãs nasceram em Taiwan, uma província da China. Chen, de 41 anos, nasceu na capital Taipei, e Huei, de 39, na cidade de Kaohsiung, e encontraram no município serrano o lugar ideal para viver com a família. “A gente sempre quis estudar fora do País. E como temos alguns parentes em São Paulo eles nos aconselharam que o Rio Grande do Sul era um bom Estado para morar. Então, decidimos tentar fazer faculdade por aqui”, lembra Chen. Há 19 anos saíram do Oriente e ambas passaram a estudar Medicina na Universidade Federal de Pelotas e foi lá que Chen conheceu seu marido, Cassiano Goulart. Duas filhas são frutos do casamento: Liz de 21 anos, e Alice de 17, que está querendo seguir os passos da mãe no ramo da Medicina. Foi distribuindo currículos pela região que surgiu um emprego na cidade. Então Chen começou a traba-

Yasmin Signori Andrade

Auxiliando na saúde dos farroupilhenses Especialistas em Acupuntura, Huei e Chen agora possuem uma cínica na cidade

lhar no Posto de Saúde Medianeira e logo depois Huei no Posto de Saúde do Monte Pasqual. “Achamos uma cidade bonita. Sempre fomos muito bem recepcionados aqui, as pessoas são muito amáveis”, relembra Chen na fácil adaptação ao município. “Eu fui seguindo os passos da irmã mais velha. A nossa mãe está com nós aqui e ela nunca quis as duas filhas separadas, estão fomos nos adaptando. No início morávamos em bairros separados, mas a mãe insistiu para morarmos no mesmo prédio”, conta Huei. O Centro é onde fica a morada das irmãs, que vivem a um andar de distância. Com o tempo passando e as raízes se formando na cidade, as irmãs, junto com o marido de Chen, abriram a clínica Bonavita. Seguindo a tradição da família paterna, onde avô e pai eram acupunturistas, as irmãs se especializaram na área e, hoje, buscam combinar a Medicina Tradicional Chinesa com a Ocidental. “Além da Medicina, existem muitas diferenças entre os Países, mas principalmente as culturais”, aponta Chen, mas uma coisa talvez a preferência é


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pretendem voltar para a terra natal. “Nossa casa é aqui, estamos muito adaptadas”, concorda Huei.

Fotos: Arquivo Pessoal

brasileira: a comida. A família por parte de pai é toda vegetariana, mas as chinesas se adaptaram bem à culinária do Brasil. “Minha mãe disse que em outra vida eu já tinha nascido no Brasil, pois amo o tradicional feijão”, brinca. Para relembrar as origens, no final de 2017 foram visitar a País natal, pois queriam levar as filhas e o marido de Chen para conhecer o local. “Mostrei para ele onde eu estudei, num colégio budista. E uma coincidência interessante é que a ramificação do budismo que estudei possui três templos no Brasil: em Foz do Iguaçu, no Rio de Janeiro e em São Paulo”, comenta Chen. Agora, completamente adaptadas ao País não

Trazendo um pouco da China para o Brasil Além de médicas, as irmãs decidiram empreender. Elas são as responsáveis pela primeira loja Miniso do Rio Grande do Sul. A franquia está presente em vários Países e é conhecida por unir o design japonês com o empreendedorismo chinês. A loja expressa uma tendência mundial, onde a simplicidade e qualidade se unem ao design. “Amamos as coisas com design oriental. É com enorme prazer que trazemos para Caxias do Sul uma loja inovadora com tendências mundiais e que já faz enorme sucesso em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba”, aponta Chen. Segundo ela, existem mais de 2,3 mil lojas Miniso apenas na China. A loja vai inaugurar no dia 14, no Shopping Iguatemi, e é uma forma das irmãs trazerem um pouquinho da sua cultura para a Serra Gaúcha. Origens As pequenas Chen e Huei em frente à casa onde moravam, em Taiwan Unidas até na graduação Chen e Huei se formando em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Dados das entrevistadas

Nome: Chen e Huei Ju Lin Idade: Chen, 41 anos, e Huei, 39 anos Profissão: médicas País de origem: China, Taiwan Moram em Farroupilha: há 12 anos “É um lugar muito bonito, as pessoas daqui são muito amáveis”, Chen


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ALEXANDRE FRANÇOIS HOLUIGUE

Sabor francês das mãos do químico Sócio de panificadora que vem conquistando mercado, há 11 anos está em Farroupilha, ao lado do amor que o fez fixar moradia

C

omo Farroupilha chegou na vida do francês Alexandre François Holuigue? A história é boa e vale a pena ser contada, mas já adianto que tem um amor como motivação. Natural de Colmar, na região nordeste da França, perto da fronteira com Alemanha, estava na Holanda fazendo Doutorado em Química e tinha um amigo brasileiro, Alexsandro Berger, de Porto Alegre. Foi então que em 2005 veio conhecer o Brasil. Aproveitou o Carnaval no litoral gaúcho e em Tramandaí conheceu a farroupilhense Vanessa De Cesero. De um passeio casual, o Brasil se tornou um destino bem mais atrativo para o francês. Manteve contato com Vanessa via Skype e neste tempo foi pesquisando o idioma, usando o dicionário para conversar melhor. Foi convidado para a formatura em Psicologia da amiga e meses depois ela também viajou para a Europa. As relações foram se estreitando e em 2007 ficou em terras brasileiras para finalizar a sua tese de Doutorado. Ao encerrar, em 2008, já estava no Brasil definitivamente. Casou-se com Vanessa, que é psicóloga e psicanalista. O que sabia é que sem ela, não ficaria. Seu primeiro trabalho foi como in-

Juliana Inês Casa Barbieri

térprete e professor na Aliança Francesa, em Caxias do Sul. Quando em 2015 fundou a empresa Sabor de France junto com o sócio Rafael Marini, que atuava no ramo alimentício. Investimento, pesquisa de mercado, desenvolvimento de produto que vem dando mais do que certo. Um dos principais compradores é o Grupo Zaffari e a marca está presente também em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e em toda a Serra Gaúcha. “A empresa cresceu muito rápido”, comemora Alexandre, que já fez pão, testes, desenvolveu receitas, promoveu degustações, mas que hoje se concentra na parte comercial e administrativa. Contam com 45 colaboradores, mas estão em fase de expansão e devem chegar a 70 funcionários. Produzem 20 variedades de pães, croissants e folhados. Diferenças culturais e desafios de adaptação

Delícias à mesa Alexandre no escritório da Sabor de France, cercado pelo aroma da panificadora que produz 20 variedades, entre pães, folhados, croissants e que está em plena expansão

O que divide o coração de Alexandre, que é filho único, é a saudade dos pais que estão na França, um na cidade de Le Touquet e outro em Labaroche. Pensando em perpetuar suas origens, só conversa com a filha Clara, de 5 anos, em francês, sendo que ela,


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“Mas foi a única vez, sempre fui bem acolhido”, garante. Gosta da alimentação e nada estranhou neste sentido. Diz que os brasileiros são mais despojados, próximos e afetuosos, mas longe de afirmar que os franceses são mais sisudos, são formais e reservados. Garante que isso não é ruim, é apenas diferente. Foi aqui que encontrou seu amor, virou empresário, constituiu família e começou uma vida que nem estava nos seus planos. Conduzido pelo acaso ou pelas certezas, no mapa de Alexandre, Farroupilha estava como destino de uma grande história que ele queria viver.

Terra natal Em Colmar, cidade onde nasceu

Dados do entrevistado

O frio francês Labaroche, cidade na montanha onde morava, distante 20 quilômetros de Colmar

Nome: Alexandre François Holuigue Idade: 44 anos Profissão: empresário País de origem: França – Colmar, região nordeste Mora em Farroupilha: há 11 anos “Farroupilha é a minha cidade. Já estava seis ou sete anos na Holanda, então estou há 18 anos fora da França. Agora estou em Farroupilha, mas me sinto do mundo”

Fotos: Divulgação

por três vezes, já esteve nas terras do pai. Ele gosta muito da região serrana e diz que, geograficamente, é só tirar os coqueiros e pinheiros, que o cenário de sua região é muito parecido, só diz que passa mais frio por aqui. “Por ser bastante úmido, sinto mais frio do que na França”, garante. Teve apenas uma situação que o desagradou nesses 11 anos em Farroupilha. Certa vez, numa sala de espera de consultório médico, a secretária perguntou se ele teria vindo ao Brasil para poder tomar banho. A piada desagradou o francês que se resignou a não responder.


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KATARZYNA GÓRSKA FRÁ

Coração polaco, pés firmes na Serra Professora de Língua Inglesa, conheceu o marido na Irlanda e o amor a trouxe para o Brasil, ao Berço da Imigração Italiana

O

sotaque é gracioso e a naturalidade em ensinar Inglês e falar Português, mesmo sendo polonesa, torna sua história ainda mais curiosa. Foi durante as férias de verão em Dublin, na Irlanda, que Katarzyna Górska conheceu o farroupilhense Ederson Frá que estava num intercâmbio. Foi esse encontro que a trouxe para um destino provavelmente nem pensado antes. A segunda filha entre quatro irmãos, Kasia (se pronuncia Casha, diminutivo de seu nome, assim como no Brasil se usa Duda para Eduarda), tinha 23 anos na época. Esse amor fez com que a jovem deixasse Otmuchow, na Polônia, próximo à República Tcheca, para se tornar Katarzyna Górska Frá. Constituiu família, é mãe de Mateus, 6 anos, e da pequena Julia, de nove meses. “Meus pais aceitaram bem minha decisão, gostam muito do meu marido e confiam nele”, conta a polonesa que tem 35 anos, sendo que costuma visitar a família com certa frequência. Esteve a última vez por lá neste ano, entre maio e junho. Seu filho já foi para a Polônia quatro vezes, aliás, ele já domina bem o idioma. Seus pais também já estive-

Fotos: Arquivo Pessoal

ram de férias no Brasil, numa estada de três meses para conhecer o País. Há 11 anos na cidade, Katarzyna aprecia as paisagens e os moradores, mas claro, o mais difícil é a saudade da família que está na Polônia. De Farroupilha gosta muito da culinária italiana e dos cartões-postais: Salto Ventoso, Caravaggio, Parque dos Pinheiros e a Praça da Matriz. O verão longo, as praias brasileiras e as frutas tropicais também encantam Kasia, que é professora de Língua Inglesa na Wizard. “Português aprendi praticando no dia a dia. Eu tinha um livro que usava para estudar e a família do meu marido me ajudou bastante, principalmente a vó Santina (Bacarin Scussiatto) que conversava comigo a toda hora, mesmo que eu não entendesse muito no começo”, relembra, confirmando que este apoio foi fundamental para que se sentisse ainda mais acolhida neste longínquo Brasil. Sabores poloneses e outros costumes

Amor que gerou família Katarzyna com o marido Ederson, os filhos Mateus e a pequena Julia num dos locais que a polonesa mais aprecia na cidade: a Praça da Matriz

Katarzyna explica que os horários das principais refeições são diferentes, aqui se almoça ao meio-dia, na Polônia costuma ser mais tarde. Ao


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se cumprimentar alguém também não se beija no rosto como fazem os brasileiros. Uma curiosidade é que os sobrenomes são grafados de maneira diferenciada, de acordo com o sexo. Por exemplo, Górska é usado pelas mulheres da família de Kasia, mas os homens assinam Górski. “A maioria absoluta dos poloneses é católica, no Brasil há muitos imigrantes de todos os locais do mundo, na Polônia nem tanto”, afirma. Conta que no seu País de origem se come pouca carne de gado, mais frango e porco, aliás, um prato típico polonês

que faz questão de preparar em casa é o “Bigos”, uma espécie de ensopado feito com repolho cozido, carne de porco, frango, linguiça, cebola, temperos e molho de tomate. Tem ainda a salada “Gyros” que leva alface, tomate, pepino, ovos, frango, milho e molhos. Então mescla os sabores e tradições dos dois Países. Entre Inglês, Português e Polonês, Kasia se faz entender muito além dos idiomas, fala a linguagem da simpatia, se traduz pelo sorriso e pelo sotaque único desta bela história de amor que fez morada em Farroupilha.

Turistando Em Varsóvia, capital da Polônia, numa viagem em família

Dados da entrevistada

Registro da última ida à Polônia Kasia, com o marido, filhos e os pais: Danuta Górska e o Krzysztof Górski, em Otmuchow

Nome: Katarzyna Górska Frá (Kasia) Idade: 35 anos Profissão: professora de Inglês País de origem: Polônia – Otmuchow, região sul Mora em Farroupilha: há 11 anos “É onde eu moro, trabalho, cidade natal do meu marido e filhos, então Farroupilha representa uma mudança importante em minha vida”


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Carla Gómez molist

Da Europa direto a Farroupilha A espanhola Carla conheceu seu marido, que é farroupilhense, na Irlanda, e então atravessou o Oceano Atlântico para fazer da cidade serrana o seu lar Yasmin Signori Andrade

N

ascida em A Coruña, no noroeste da Espanha, Carla Goméz Molist, de 30 anos, conheceu o farroupilhense Cassio Battisti na Irlanda. Esse encontro de amor e culturas foi o que trouxe a espanhola há seis anos a viver no Brasil, em Farroupilha. “Fui fazer intercâmbio em Dublin para aprender inglês e conheci o Cassio na escola. Eu passei seis meses e ele um ano, e nesse meio tempo nos aproximamos”, relembra. Hoje, moradora do Monte Pasqual, Carla divide a casa com o marido e mais quatro cachorros, grandes paixões do casal. Mesmo há seis anos na cidade, ela ainda está se adaptando com as diferenças entre os Países. A comida e o lazer são algumas delas. “Eu morava em uma cidade onde comia peixe fresco direto e aqui é um pouco difícil de encontrar. Mas desde que estou aqui Farroupilha cresceu muito, começou a ter lugares para ir, mais opções de coisas para comprar, mas é uma cidade pequeninha e sou mais de cidade grande”, admite Carla. No tempo que está aqui, voltou algumas vezes para A Coruña. As viagens

Focada nos estudos Carla cursa Engenharia de Controle e Automoção no IFRS Campus Farroupilha e tem planos de unir a graduação de Fisioterapia, concluída na Espanha, com a graduação brasileira


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Por enquanto o foco é nos estudos Aqui no Brasil, foca nos estudos. Formada em Fisioterapia na Espanha, Carla fez uma pós-graduação em Fisioterapia Dermatofuncional na Universidade de Caxias do Sul. Porém, com dificuldades em atuar na sua área, começou a repensar sua carreira e decidiu apostar em outro ramo: agora faz Engenharia de Controle e Automação, no Campus Farroupilhense Instituto Federal do Rio Grande do Sul. “O IF foi uma das melhores coisas que já me aconteceram aqui. Aqui temos uma relação muito próxima com os professores, diferente da Espanha, onde as turmas são muito grandes e acaba não se estabelecendo uma relação”, explica Carla, que relembra das dificuldades no início, quando não compreendia a língua.

“Comecei a aprender Português ainda na Irlanda com o Cassio, falávamos um pouco em inglês, um pouco em espanhol e um pouco e português. Mas quando vim para cá não entendia nada, levei mais ou menos um ano para pegar, pois a pronúncia é muito difícil, no início das aulas fazia umas anotações que só eu entendia”, rememora a estudante. Carla pretende unir as carreiras no futuro, trabalhando com equipamentos médicos na área da saúde. Mas os planos não são definidos. Pode ser que fique em Farroupilha, que volte para A Coruña ou ainda encontre um outro País para morar. “O Brasil me ensinou que não se pode fazer planos. Tem que aproveitar as oportunidades que aparecem e ver onde a vida nos leva. Muitas coisas podem acontecer”, profetiza. A saudade da mãe, do pai e dos dois irmãos que ficaram por lá ainda bate forte. “Por mais que a família do Cassio me trate como filha aqui, a saudade sempre está presente”.

Pequena espanhola Carla na sua cidade natal com 2 anos

As origens da esposa Cassio e Carla em 2017, em Réveillon na Espanha

Dados da entrevistada

Nome: Carla Gómez Molist Idade: 30 anos Profissão: estudante e professora particular de Espanhol País de origem: Espanha - A Coruña, região noroeste Mora em Farroupilha: há 6 anos “Desde que estou aqui Farroupilha cresceu muito”

Fotos: Arquivo Pessoal

foram em decorrência de um câncer de pulmão do pai, e chegou a passar seis meses por lá.


Par te integrante da Edição 617. Não pode ser vendido separadamente SERC Brasil Futebol Feminino

6 de dezembro de 2019

Com o Título do Interior do Gauchão, Brasil faz história, rompe fronteiras do Rio Grande do Sul e sedimenta projeto com a habilitação para ser o representante do Estado no Brasileirão Série A2 na próxima temporada UM EMBATE PARA A HISTÓRIA

Tenso duelo que valeu caneco O confronto do Brasil com o Oriente e a conquista da vaga no Brasileirão A2 Páginas 2 e 3

PÔSTER E FOTOS DA CELEBRAÇÃO

As campeãs e a merecida festa O elenco e as imagens que marcaram o épico triunfo das gurias rubro-verdes Centrais e Contracapa

ALÉM DAS QUATRO LINHAS

Coluna Preliminar especial Os bastidores para o inesquecível dia sem fim do Brasil Feminino Páginas 6 e 7

Ramon Cardoso

Gurias rubro-verdes, gaúchas, mas também verde e amarelas


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GURIAS RUBRO-VERDES

Domínio no interior, projeção nacional

Ramon Cardoso

FARROUPILHA, 6 DE DEZEMBRO DE 2019

Melhor time do futebol feminino gaúcho fora a profissional Dupla Gre-Nal, Brasil prepara, literalmente, voos mais altos

Brasil Feminino

H

avia muita coisa em jogo no último domingo. Não era um duelo qualquer. O confronto diante do Oriente, de Canoas, valia para as gurias rubro-verdes mais do que o Título do Interior, mais que uma vaga no Brasileirão Série A2 em 2020, valia a afirmação de um projeto recente, que surgiu no início de 2017 e sedimentou, no Estádio João Corrêa da Silveira, o Cristo Rei, em São Leopoldo, seu pilar mais sólido. Desde a concentração nas Castanheiras, onde muitas meninas ficaram no alojamento na noite de sábado para domingo, passando pela apresentação e o café da manhã e chegando ao embarque no ônibus rumo ao Vale dos Sinos, havia aquela boa tensão de jogo decisivo no ar, mas nada, absolutamente nada que abalasse a confiança de que o trabalho havia sido bem executado e isso garantia uma segurança fundamental

para o confronto que viria. Aliás, e isso foi decisivo quando, na etapa inicial, o Oriente começou melhor. Exceção de um pênalti ignorado na atacante Tuca nos primeiros segundos, as gurias de Canoas foram mais incisivas e trocaram mais passes, enquanto o Brasil, um pouco nervoso, insistia em ligações diretas, quase sempre infrutíferas. A melhor chance veio com Luana, que aproveitou cruzamento de Bianca e quase abriu o marcador. Foi seu último lance. A a meia farroupilhense e a lateral esquerda canoense Indi se estranharam e foram expulsas. Isso deixou a situação ainda mais complicada. Na parada técnica para hidratação, o objetivo era fazer as gurias rubro-verdes se acalmarem e voltarem para o jogo. A lateral direita Tai sofreu uma entrada e teve que sair. Vick entrou no seu lugar. O nervosismo só aumentou quando foi ignorado um novo pênalti, quando Tuca tentou cruzamento e teve a bola interceptada pela zagueira Elna. O apito final trouxe alívio e uma certeza: o Brasil atuaria melhor na metade final. O técnico Guilherme Henrique Lange fez uma troca fundamental para impedir o domínio do Oriente no meio campo. A entrada da volante Bruna Fachini foi determinante para reforçar a marcação no setor. Ela dava o pri-

Vapo vapo nelas

Gurias rubro-verdes celebram conquista no gramado do Cristo Rei: apenas o início da festa de um dia sem fim meiro combate, a parceira de função, Djuli, ficava na sobra, protegendo a defesa e cobrindo eventual avanço das laterais, e Bruninha passou a jogar mais centralizada, ocupando o espaço de Luana, como legítima 10. Mas a estratégia começou a surtir efeito já com vantagem no marcador. Após 1º tempo nervoso, gurias resolvem o jogo em 14 minutos Logo a 1 minuto, a atacante Pati cobrou escanteio com precisão incrível e encobriu Bina. Um golaço olímpico

e seu terceiro no Gauchão. O Oriente acusou o golpe. Agora eram as rivais que abusavam do chutão, ao passo que o Brasil reencontrava seu melhor jogo, apoiado, com bola no chão, ocupação dos espaços vazios e à espera do bote fatal. Quando o time canoense se jogou à frente, o golpe decisivo. Vick roubou a bola e ela sobrou limpa para Bruninha que fez lançamento preciso, Pati confundiu a marcação e Tuca surgiu por trás da zaga. A atacante partiu em velocidade, driblou a goleira Bina e só teve o trabalho de, aos 14 minutos, empurrar para as re-


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qualquer chance de perigo e segurar a vantagem no marcador. O apito final foi de alívio, choro, felicidade incontida e aquela sensação agradável de dever cumprido, de uma temporada coroada com êxito. Afora a Dupla Gre-Nal, únicas que contam com times profissionais no futebol feminino no Estado, o melhor time do Rio Grande do Sul é o Brasil de Farroupilha. Convenhamos, não é pouca coisa.

O caneco de Campeão do Interior, erguido pela capitã, a goleira Gil, detonou a festa que começou no gramado, passou pelo vestiário, continuou no ônibus no trajeto até Farroupilha, seguiu pelas ruas da cidade em desfile e só foi encerrado altas horas da noite, nas Castanheiras, a casa das gurias rubro-verdes, a casa das representantes gaúchas no Brasileirão Série A2 na próxima temporada.

Gauchão Feminino 2019 Decisão do Título do Interior

2X1 des: Brasil 2 a 0. Foi o quarto gol da artilheira rubro-verde no Gauchão. A situação ficou ainda mais tranquila quando a zagueira Elna deu uma entrada violenta em Pati e recebeu o vermelho direto. A atacante rubro-verde precisou deixar o campo. A meia Bruna Galiotto ingressou em seu lugar, congestionou ainda mais o meio e, com um sistema bem encaixado defensivamente, com as laterais Vick e Adri evitando avanços e com Ifi e Luane muito seguras na defesa, a partida estava sob controle rubro-verde. Com 10 contra 9, era

somente fazer o tempo passar e ver o desgaste das canoenses. Guilherme promoveu mais três trocas. A lateral esquerda Fran no lugar de Bruninha, a atacante Pâmela no de Tuca e a lateral direita Ana no de Vick. O Oriente só ameaçava em bolas paradas e foi justamente assim que conseguiu o gol solitário, com a atacante Mitssa, que havia entrado na etapa final, aos 43 minutos. Os seis de acréscimos foram um teste para cardíaco. Em toda falta a bola alçada para a área, mas as gurias rubro-verdes se posicionaram bem para afastar

Gil Tai (Vick, aos 25 do 1º) (Ana, aos 32 do 2º) Ifi Luane Adri Djuli Bianca (Bruna Fachini, intervalo) Bruninha (Fran, aos 32 do 2º) Luana Tuca (Pâmela, aos 32 do 2º) Pati (Bruna Galiotto, aos 18 do 2º) Técnico: Guilherme Lange

Bina Tchu Elna Shirley Indi Vick Greyce (Mitssa, aos 30 do 2º) Angel (Thaisinha, aos 15 do 2º) Dini Nick Bragança (Deisi, aos 15 do 2º) Técnico: Marco Aurélio Maia

Arbitragem: Humberto Haag, auxiliado por Ariela Duarte e Lucas Steil Local: Estádio João Corrêa da Silveira, o Cristo Rei, em São Leopoldo Data: 1º de dezembro de 2019


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GIGANTES GURIAS RUBRO-VERDES

SERC Brasil Feminino: Campeã do

Em pé: Gil Vigolo, Luane, Gil Cavasin, Pâmela, Bruna Galiotto, Bruna Fachini, Jana, Pati, Ana, Milena e o preparad Também integram ou integraram o elenco rubro-verde as atletas Débora, Tati, Malu, Maria Eduarda, Bianca V Aurélio dos Santos, o preparador de goleiras Dionatan Rodrigues, os técnicos Fernando Varani e Guilherme


FARROUPILHA, 6 DE DEZEMBRO DE 2019

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dor físico Márcio Telles. Agachadas: Tai, Tuca, Ifi, Djuli, Adri, Bruninha, Luana, Fran, Zardo, Vick, Laura e Bianca. Vergani, Laís, Deh, Josi, Kaci, Letícia, Nicoly, Andressa, Heid, Bruna Polaca, Edina e Kakau, o preparador físico Henrique Lange, o auxiliar técnico Paulo, a massoterapeuta Silvia Colombo e a coordenadora geral Lis Neis

Ramon Cardoso

o Interior e no Brasileirão Série A2


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FARROUPILHA, 6 DE DEZEMBRO DE 2019

PRELIMINAR

Fotos: Ramon Cardoso

Foco, foco e... mais foco

O nível de concentração das gurias rubro-verdes foi muito alto no jogo de domingo e a vitória também passa por aí. As brincadeiras foram contidas e a atenção a cada detalhe fez toda a diferença. Sem esse foco, a equipe não teria condição de voltar para a etapa final após não ter tido boa atuação na inicial. Desde a preleção do técnico Guilherme Henrique Lange o objetivo estava muito claro: sair do Cristo Rei com o Título do Interior e a vaga no Brasileirão Série A2 em 2020. Meta cumprida. Concentradas Atenção total às últimas recomendações antes de buscar o objetivo de uma temporada de muito sacrifício

É, foi histórico mesmo

As gurias rubro-verdes conseguiram algumas proezas nesta temporada. Viraram um 1º tempo nas Castanheiras diante do Internacional, uma equipe profissional e que está entre as melhores do País, em 0 a 0. Contra o Grêmio, fora de casa, quase buscaram um empate em 3 a 3 após levar 3 a 0 em 17 minutos, o único time a vazar a zaga da Dupla, com os dois gols da artilheira Tuca. Não bastasse isso, nos cinco enfrentamentos com as rivais do interior, nenhuma derrota. Duas vitórias contra o João Emílio e, contra o Oriente, duas vitórias e um empate. Será que oportunistas classificarão o resultado como histórico ou ele só vale quando é contra?

É, foi histórico mesmo II

Qualquer avaliação de placar ou comparações com o futebol masculino necessitam, por óbvio, serem contextualizadas. É uma mistura de burrice com desonestidade desconsiderar o abismo que separa o futebol entre os sexos. A atleta da Dupla que ganha, digamos, o mais baixo salário, um mínimo vamos considerar, ganha mais que todo o elenco das gurias rubro-verdes, que não recebem um centavo para defender o clube. Jogam por amor ao futebol e ao Brasil e isso tem um valor inquestionável. Os treinos antes da estreia contra o Grêmio, nas Castanheiras, foram para, literalmente, quebrar o gelo. Batia 23h de sexta e o time estava treinando com temperatura em 0ºC. E situações como essa se repetiram em diversas ocasiões. Quem acompanhou, ainda que minimamente a equipe, sabe o quanto de abnegação e esforço teve durante a temporada e o valor que essa conquista representa.

Pequenos detalhes que fazem toda a diferença

O diretor Gabriel Marchet teve a ideia e a coordenadora geral Lis Neis a colocou em prática. Enquanto as gurias rubro-verdes aqueciam, o vestiário era preparado por Lis e pela massoterapeuta Silvia Colombo com o fardamento para o jogo e, em cima dele, mensagens de apoio e incentivo de familiares. Claro que foi uma choradeira só na volta do trabalho pré-jogo. Um choro transformado em motivação e suor e novamente em lágrimas no final. O suporte familiar, não resta a menor dúvida, é um pilar vital nesse triunfo.

Apoio incondicional Mensagens da família em cima das camisetas: o estímulo que faltava (se é que faltava) para as gurias rubro-verdes


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PRELIMINAR

De volante à meia ‘pifadora’

Quem rala e rala muito

Fotos: Ramon Cardoso

Dionatan Rodrigues, o Cachoeira, preparador de goleiras, o superintendente Alosir Sberse, o preparador físico Aurélio dos Santos, o auxiliar Paulo Motterle... foram todos lembrados na comemoração do título por parte dos dirigentes e isso torna o Brasil um clube especial. Transforma aquele comentário, que às vezes soa como clichê, de que “quando ganham, ganham todos, quando perdem, perdem todos”, na mais pura e sincera realidade. O presidente Elenir Bonetto também fez questão de reconhecer o trabalho do técnico Fernando Varani, que conduziu o Brasil até a semifinal. Descabe aqui enumerar todos que contribuíram. Os que ajudaram sabem que tiveram um papel importante na conquista.

Bruninha teve trabalho na etapa inicial, especialmente após a expulsão de Luana, quando o Brasil perdeu sua meia de ligação. O Oriente se aproveitou, avançou as linhas e impôs dificuldades. Na etapa final, o técnico Guilherme Lange fez uma troca decisiva. Bruna Fachini limpou o trilho no meio campo das rivais e Bruninha foi avançada para a posição de meia. Em lançamento preciso, ‘pifou’ Tuca no gol que sacramentou a vitória farroupilhense. Foi a pequena gigante do meio campo rubro-verde. Começou o ano na reserva, ganhou a posição e cresceu nos jogos grandes. Disparado a que apresentou maior evolução no grupo.

Pati e Tuca: letais

A centroavante e a atacante pelo lado foram decisivas no duelo contra o Oriente. Pati fez um golaço olímpico que até goleiros do futebol masculino teriam dificuldades para defender. Ela abriu o caminho para a vitória após o 1º tempo onde o Brasil não foi bem. Tuca teve uma arrancada de Bruno Henrique, Éverton Cebolinha, Michael... podem escolher. Passou voando pela defesa do Oriente e ainda driblou a goleira para empurrar para as redes. Artilheiras Pati e Tuca com a bandeira de Farroupilha, a taça e o gol onde sedimentaram a vitória rubro-verde: faro de gol

Vendo o golaço de Pati de camarote

A meia Luana estava inconformada no vestiário no intervalo do confronto por conta da expulsão. Mas se serve de consolo, ela não fritou no sol escaldante do meio-dia e, de quebra, ainda viu de posição privilegiada o gol olímpico de Pati. Fez uma competição de alto nível e, claro, estava aliviada com a conquista, embora desejasse, claro, ter ficado em campo. Sem chuteira e meião Luana sofreu à distância com a expulsão na metade da etapa inicial: no final, celebrou

‘Pifa’ aí, guria A lateral esquerda Adri (que gastou a bola no estadual) bloqueia avanço da rival enquanto Bruninha busca a possibilidade de lançamento: marca e arma com a mesma intensidade

As baixinhas gigantes do Brasil

Tai e Vick na direita se revezaram ao longo da competição. Nenhuma deve ter concluído uma partida por conta de lesões, pancadas, enfim. Mas sempre tiveram atuações muito consistentes, como Adri na esquerda. Ela é destra e isso enaltece ainda mais a sua performance ao longo da temporada. Talvez tenha sido a atleta que jogou no mais alto nível, com poucas e raras oscilações.

A segurança do ferrolho defensivo

Bruna Fachini entrou no intervalo do duelo decisivo e foi determinante. Djuli, mamãe recente, retornou ao time na reta final. Foram o suporte da defesa rubro-verde, inclusive cobrindo as subidas das laterais. A volante Bianca também fez boa temporada, com direito a golaço diante do Oriente nas Castanheiras, no returno. Ifi e Luane tiveram bom entrosamento na zaga e a goleira Gil demonstrou a segurança habitual. Nos cinco jogos contra as adversárias do interior (dois contra o João Emílio e três contra o Oriente), o time levou apenas quatro gols. O setor foi o que mais teve modificações ao longo dos jogos, mas todas que atuaram tiveram papel fundamental para a campanha exitosa.


Fotos: Ramon Cardoso

Imagens que ficam para a histรณria

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Edição 617  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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