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Adroir Fotógrafo

FARROUPILHA, 3 DE MAIO DE 2019

Turismo

Paulo Roque Gasparetto prgasparetto@terra.com.br

Conhecendo os detalhes do roteiro da fé Caminhos de Caravaggio será lançado oficialmente sábado, a partir das 15h

Desafio pela frente A partir deste sábado, os peregrinos poderão fazer o roteiro de maneira mais tranquila, contando com orientações necessárias

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evento de apresentação do Roteiro Caminhos de Caravaggio vai acontecer neste sábado, às 15h, no Auditório do Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio. A cerimônia, reservada a convidados, contará com a presença dos prefeitos e representantes dos municípios que fazem parte do trajeto: Farroupilha, Canela, Caxias do Sul, Gramado e Nova Petrópolis. A rota liga os Santuários de Nossa Senhora de Caravaggio de Farroupilha ao de Canela, passando por estradas nas zonas rural e urbana. “A partir dessa data, a comunidade estará liberada para fazer o trajeto já que no evento será apresentado o guia técnico oficial para o peregrino”, explica Francis Casali, secretário de Turismo e Cultura. Além disso, serão apresentados os materiais gráficos, folder, passaporte, certificado e também a

placa símbolo do roteiro. Os percursos diários sugeridos variam de 15 a 28 quilômetros até a chega do destino final. As belas paisagens naturais do interior e a religiosidade, muito presentes na região, fazem parte da rota que possui cerca de 200 quilômetros e pode ser percorrida a pé, de bicicleta ou em outras modalidades. “Vamos propor um roteiro de 10 dias, um pouco mais lento, para que pessoas que não tenham um condicionamento físico tão bom possam fazer também”, revela Francis. No mapeamento do roteiro em janeiro, o trajeto foi feito em seis dias, o que acabou sendo um pouco desgastante. Em forma de homenagem ao lançamento, o grupo de corredores “Fugindo de Genoveva”, de Caxias do Sul, percorrerá os 200 quilômetros do trajeto em 24h. Eles sairão de Canela na manhã desta sexta e chegarão para o evento no Santuário no sábado.

Uma cultura do encontro Iniciamos o mês cinco deste ano. Em nossa Diocese, de 25 a 26 de maio, acontecerá a 140ª Romaria de Nossa Senhora de Caravaggio. Nesse ano, o lema orientador recorda um insistente desejo do Papa Francisco, qual seja o de vencer a cultura da exclusão, do descartável e da globalização da indiferença por meio de uma cultura do encontro: “Com Maria, a Mãe de Jesus, por uma cultura do encontro”. Segundo os padres que trabalham no Santuário uma cultura do encontro é diferente. É olhar no olho, chorar com os que choram, rir com os que se alegram, ouvir os que já ninguém quer escutar. Trata-se de uma presença que gera mais vida e uma maior qualidade de vida. A Romaria é “uma verdadeira oportunidade de encontro com Deus, com o próximo e consigo mesmo. Um caminho para superarmos todas as formas de indiferença e promovermos a cultura do encontro”, destacam. Nessa direção, todos nós necessitamos dos outros. Há uma busca permanente de um alguém. Ninguém se basta sozinho. As pessoas mais felizes são aquelas que sabem buscar uma “cultura do encontro”, não têm tempo para criar doenças, já têm a mente e o coração ocupados. Quando pensamos na eternidade nos vem à mente convivência. Céu é comunidade perfeita. Tudo em todos, tudo olho no olho, ninguém sozinho numa verdadeira convivência. Isso podemos começar aqui. O céu começa aqui através das nossas atitudes e nosso modo de viver e existir. O Papa Francisco destacava que “a única maneira para uma pessoa, uma família, uma sociedade crescer, a única maneira para fazer avançar a vida dos povos é a cultura do encontro; uma cultura segundo a qual todos têm algo de bom para dar, e todos podem receber em troca algo de bom”. Assim, numa sociedade onde vigora a lógica de estar conectados com o mundo inteiro, esquecemos daqueles que convivem ao nosso lado ou mesmo em que uma notícia boa não desperta a atenção e, por conseguinte, não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero. Na verdade, vivemos num mundo do espetáculo e sensacionalismo, que nos torna indiferente diante da realidade. Para nós, cristãos, em Cristo, Deus fez-se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos e precisamos buscar uma cultura do encontro. * Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e doutor em Comunicação

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Edição 586  

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