Edição 705

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FARROUPILHA

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ANO XIV

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EDIÇÃO 705

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R$ 4,00

Equipe qualificada e prestativa, modernas instalações, ampliação dos serviços e novidades a caminho transformam o Serviço Social da Indústria da cidade e o habilitam, com sobras, para se tornar uma referência estadual Matéria Especial, páginas 2, 4 e 5 e Editorial

SÉTIMA ARTE

Vinte anos de terror e barbárie

Netflix lança série e filme sobre o 11 de Setembro e revisitamos obras na telona Inside, capa e páginas 3, 6 e 7

CIDADE

ESPORTE

Seleção de Vinhos de Farroupilha recebe cadastro de amostras até próxima sexta Páginas 14 e 15

Brasil lança Plano Sócio e rubro-verdes têm quatro competições na temporada Página 19 e Editorial

Inscrições continuam abertas

Saudades das Castanheiras?

Ramon Cardoso

Surge um novo Sesi Farroupilha


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REVITALIZADO

Novo Sesi Farroupilha: muito para oferecer à comunidade Ramon Cardoso

Espaço amplo, nobre e com instalações modernas, Unidade Farroupilhense está em operação e tem inauguração oficial prevista para o dia 4 de outubro

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ervir à comunidade. O propósito do Serviço Social da Indústria teve seu conceito elevado na nova sede farroupilhense. Amplo, funcional e moderno, o complexo educativo, de saúde e lazer, que conta com uma equipe de 27 profissionais, tem muito a oferecer. “Nosso propósito é de prestar serviços na área da Saúde e Educação, não somente para quem tem vínculo com a Indústria, mas para toda a comunidade. Contamos com um espaço diferenciado, pensado com muito carinho, e uma estrutura que tem que ser utilizada pela comunidade farroupilhense”, enfatizou Silvana Macari Sacilotto, gerente de operações da região que contempla Farroupilha e Bento Gonçalves e responde por 21 municípios. O Sesi começou sua atuação na cidade em 11 de outubro de 1990, em prédio locado na Tiradentes. O aumento crescente da demanda fez com que muitos ajustes fossem feitos na estrutura, que era de 858 metros quadrados. Porém, chegou o momento em que era necessário ir além. O Sesi Farroupilha venceu um edital de concorrência da prefeitura e iniciou a construção de seu moderno

Atuação ampliada Silvana é gerente de operações da Unidade Farroupilhense

espaço em julho de 2019. O contrato é de comodato por 20 anos, renovável por igual período. Localizada na Papa João XXIII, 700, a nova sede possui uma área construída de 2,2 mil metros quadrados e 12 mil de área total, contando com ginásio poliesportivo e um campo de futebol 7 com gramado sintético, estruturas que estão à disposição não só dos trabalhadores da indústria, mas de toda comunidade, o mesmo vale para as demais ofertas da unidade. “Quem tem vínculo com a indústria vai ter um subsídio maior, mas temos muitas opções e serviços que são abertos à comunidade em geral e com preços muito acessíveis”, assegura Silvana. Uma das novidades é o início das atividades do Contraturno Escolar, para crianças de 6 a 15 anos, que começa em fevereiro de 2022. São mais de 200

inscritos em poucos dias de oferta da atividade. “Seremos a primeira Unidade Operacional do Sesi, que não é uma escola de Ensino Médio, a contar com o Espaço Maker, que é voltado à robótica e tecnologia, e será implementado no contraturno”, ressalta a gerente. Em Farroupilha, são 11.390 os trabalhadores do Setor Secundário, distribuídos em 583 indústrias, com vantagens para dependentes até os 21 anos em todos os serviços, cônjuges e pais de filhos que atuam na indústria, que também podem se beneficiar como dependentes. “A indústria em Farroupilha é muito forte, então é difícil não ter alguém que trabalhe na área. Mas nossa oferta de produtos e serviços é aberta a todos. Tínhamos uma demanda reprimida e com o apoio do Conselho Consultivo, por meio do presidente Geraldo Alexandrini, conseguimos expandir os serviços em Educação, Saúde e Lazer. Enfim, mostrar tudo que o Sesi tem a oferecer. Farroupilha é uma cidade muito acolhedora, que abraçou e comprou a nossa ideia. Convidamos as empresas e a população a se informar, fazer uma visita e conhecer nossos serviços”, orienta Silvana. Além da Clínica Odontológica, que realiza cerca de 400 consultas por mês, a unidade conta com Educação de Jovens e Adultos, Laboratório de Informática, Biblioteca, locações das quadras esportivas (que já recebem agendamentos), além da oferta de cursos de Normas Regulamentadoras e Saúde Ocupacional para as empresas e na área de Educação, inclusive com uma parceria firmada com a Secretaria de Educação. Veja mais nas páginas 4 e 5.



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MODERNO E FUNCIONAL

O revitalizado Sesi Farroupilhense Fotos: Ramon Cardoso

Confira fotos da nova Unidade do Serviço Social da Indústria no município


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Alimentos avoengos são possíveis? Letícia Spinelli

Letícia Picolotto *

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omo é de geral conhecimento, os alimentos são pleiteados, em sua grande maioria, por crianças que estão sob a guarda de um dos pais sendo que o outro não lhe presta os alimentos, conhecidos como pensão alimentícia. Mas você deve estar se perguntando o que são alimentos avoengos. Este termo é utilizado para tratar de pensão alimentícia paga pelos avós do infante ao invés de seus pais/genitores. A possibilidade de prestação de alimentos pelos avós existe em nossa legislação, porém trata-se de uma exceção, pois a regra é que os pais suportem o sustento de seus filhos. Os tribunais têm concedido os alimentos avoengos quando ambos os pais da criança não possuem condições de arcar com seu sustento, ou na falta destes, em caso de falecimento, por exemplo. Ainda que um dos pais tenha possibilidade de sustento do filho, mas ainda assim é pouco para a sobrevivência, também existe possibilidade de os avós, sejam maternos ou paternos, serem compelidos a pagarem os alimentos ao infante. Porém, sempre deve ser observado o binômio necessidade x possibilidade, que consiste em analisar a necessidade daquela criança e a possibilidade dos avós em prestarem esses alimentos. Por certo, não há como condenar

um(a) avô(ó) a pagar pensão ao(à) neto(a) se este(a) sequer possui condições financeiras para o sustento próprio. Portanto, é necessário sempre analisar o caso concreto para verificar a possibilidade ou não de concessão de alimentos avoengos, mas a regra segue sendo de que a responsabilidade é primordialmente de ambos os pais, sendo os avós uma exceção no caso da falta destes. * Advogada (OAB/RS 116.111) contato@ferrantiebianchini.com.br



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Ampla e moderna estrutura à disposição da comunidade Foram anos de muita luta para o Serviço Social da Indústria (Sesi) ter um espaço, em Farroupilha, condizente com sua relevância comunitária e com o próprio município, que tem o Setor Secundário como motor da economia, a ponto de ser reconhecido, até mesmo no plano nacional, pelo segmento. A nova estrutura do Sesi é um presente para Farroupilha, até mesmo porque produtos e serviços não estão restritos aos

trabalhadores da indústria, mas são oferecidos a toda população. É notório que o Sesi Farroupilhense muda de patamar a partir de agora e amplia e muito suas possibilidades de atuação comunitária. E é justamente a comunidade que tem que usufruir deste benefício ofertado. O Sesi, como integrante do Sistema S, é financiado pelas empresas e, ao menos em território municipal, todas as entidades que compõem o

Sistema prestam um relevante serviço à sociedade, o que é uma contraprestação justa diante do pagamento do imposto, mas que nem de perto se vê em outras frentes. Além da moderna estrutura, focada no tripé Educação, Saúde e Lazer, o Sesi local prevê a possibilidade de implementação de muitas novidades a partir desse novo momento, com algumas já em curso e outras que serão iniciadas a partir do próximo ano,

conforme destacou Silvana Macari Sacilotto, gerente de operações da Unidade Farroupilhense (veja mais na Matéria Especial, páginas 2, 4 e 5). A própria procura pela entidade tem aumentado de maneira considerável e o Sesi tem feito esse contato com empresas para mostrar sua nova realidade, o que facilitará ainda mais essa inserção comunitária. Que esse complexo seja bem aproveitado pelos farroupilhenses.

A notícia da volta da torcida aos estádios gaúchos foi, evidente, celebrada. Mas deve, também, ser lamentada, tamanha a letargia do Palácio Piratini em autorizar o retorno. Não bastasse a catastrófica gestão da crise sanitária, que coloca o Rio Grande do Sul entre os Estados com os piores indicadores, a questão foi protelada e deixada de lado por parte do governador Eduardo Leite, apesar dos esforços feitos pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF), especialmente por meio de seu presidente, Luciano Hocsman, que tem feito uma gestão exemplar à frente da entidade.

O que levou o governo estadual a autorizar a volta, contudo, foi a adoção, por parte do próprio Piratini, de mais uma atitude incoerente, que trata questões similares por ótica diversa, conforme interesses eleitorais e políticos que, mais do que guiarem, são a única preocupação do atual governo. A liberação de público na Expointer aconteceu enquanto o pedido para volta dos torcedores em solo gaúcho mofava em uma gaveta do gabinete do governador. Ainda que permitido, esse regresso conta com uma série de restrições, que pouco afetam o Brasil e seus jogos

nas Castanheiras, mas sim grandes equipes. A Dupla Gre-Nal e o Juventude, por exemplo, certamente terão prejuízo se abrirem a Arena, o Beira-Rio e o Alfredo Jaconi para receber 2,5 mil torcedores, o teto estabelecido pelas iluminadas autoridades sanitárias gaúchas. Evidente que é uma medida descabida e que será logo derrubada. O que não é derrubado, por parte do governo estadual, é a afronta constante ao bom senso e à lógica. O Estádio das Castanheiras, na quinta à noite, após o fechamento desta Edição, voltou a receber os torcedores rubro-verdes no tão

aguardado reencontro com o Brasil. Mesmo escrevendo antes do evento esportivo, posso assegurar que foi uma noite especial após mais de um ano e meio de contato privado. Que o público, especialmente esse raiz, do interior gaúcho, retorne em bom número aos estádios e apoie ações e iniciativas dos clubes de suas respectivas cidades. Está com saudades de frequentar as Castanheiras? Veja na Editoria de Esporte, na página 19, o plano associativo do rubro-verde para a temporada 2021, que reserva quatro competições no calendário. Nos vemos na arquibancada.

Retorno há muito aguardado, mas que não apaga equívocos

Índice

Editorial Matéria Especial ..................................... Páginas 2, 4 e 5 Informe Jurídico..................................... Página 6 Editoriais ................................................. Página 8 Opinião ...................................................... Página 9 Espaço Pets .............................................. Página 10 Saúde ......................................................... Página 12 Cidade ........................................................ Páginas 14 e 15 Esporte ..................................................... Páginas 16, 18 e 19

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Cinemas ..................................................... Página 2 Sétima Arte .............................................. Páginas 3, 6 e 7 Guilherme Macalossi ............................ Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Egui Baldasso ......................................... Página 6 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 7 Classificados .......................................... 4 páginas

REDAÇÃO: REDACAO@JORNALINFORMANTE.COM.BR RAMON CARDOSO RAMON@JORNALINFORMANTE.COM.BR

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COLUNISTAS CRÔNICAS DA REDAÇÃO EGUI BALDASSO FABRÍCIO OLIBONI GUILHERME MACALOSSI

LAURO EDSON DA CÁS PAULO ROQUE GASPARETTO RITA ROSA BARETTA VALÉRIA VETTORAZZI

A manifestação dos colunistas é livre e independente e não necessariamente reflete a opinião do Tabloide sobre os temas abordados nas colunas

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Da dor do existir ao desejo de viver: algumas notas (muito iniciais) sobre o Setembro Amarelo Thiele Lemes Mientkewicz * Mal saímos do mês de agosto, das comemorações e felicitações pela passagem do Dia do Psicólogo (a lembrar, 27 de agosto) e já me vejo convocada a pensar sobre o mês de setembro, alusivo à reflexão sobre o suicídio. Entendo que ser psicólogo tem muito disso, precisamos muito rapidamente sair dos festejos e voltar a olhar para a dor do mundo, pois escolhemos cuidar do outro e abrimos mão de muito por conta disso. Mas, vamos ao que interessa por aqui. Quando sou chamada a falar sobre o Setembro Amarelo e as questões que envolvem a temática do suicídio, sempre me ponho a pensar na importância que nós, psicólogos, devemos ter em nosso fazer profissional, pois o cuidado para com a dor do outro deve estar sempre pautado no respeito, na ética e na responsabilidade, e estas são nossas obrigações primordiais como profissionais da saúde mental em nosso País. Se comemoramos a data anteriormente citada, é pela regulamentação de uma profissão que foi reconhecida como essencial à saúde de nossa so-

ciedade, e isso nos coloca na posição de refletir sobre o porquê torna-se necessário dedicar um mês a uma condição de sofrimento que leva o sujeito a abrir mão de si mesmo em detrimento do transbordamento emocional. Cabe-nos pensar que o comportamento suicida diz respeito a vidas sendo interrompidas por si próprias, em um ciclo autodestrutivo que parece interminável. Entre as questões motivadoras, perpassando pelo ato propriamente dito e chegando até a consumação do mesmo, este comportamento desconforta o grande grupo social na medida em que adentra o campo daquilo que, culturalmente, é da ordem da essência do ser humano: a vida. Discorrer sobre suicídio é referir-se a um fenômeno complexo e multifacetado, o que denota a importância de construir tal conceito “não como uma patologia específica, mas sim como um tipo de comportamento para o qual convergem diferentes perfis de pacientes”, como destaca Teng e Pampanelli no artigo “O Suicídio no Contexto Psiquiátrico”, da Revista Brasileira de Psicologia, escrito em 2015. Tanto a tentativa como o suicídio

propriamente dito não são ocorrências que impactam unicamente o sujeito em questão, mas sim todos os indivíduos e espaços pertencentes a sua rede de relações, resultando em diferentes significados e sofrimentos em todo o seu meio social. Desta forma, perceber o sujeito em sofrimento por múltiplo viés e de forma ampliada corrobora para o desenvolvimento de uma compreensão humanizada acerca do comportamento suicida, considerando o indivíduo em suas inter-relações e sua constituição biopsicossocial. Ademais, é preciso que se possa contextualizar a realidade vivenciada pelos sujeitos nos espaços sociais da contemporaneidade, sendo este um meio de influências permeado por desigualdade, individualidade, competição exacerbada e consumismo, muitas vezes como comandos de vida dos sujeitos. Levando em conta este contexto, onde não existe espaço para as falhas, dores e defeitos dos indivíduos, o suicídio mostra-se como condição última frente ao insuportável, como se essa possibilidade estivesse disponível no momento em que a dor de existir é maior que o desejo de viver. De maneira geral, convido nossos

leitores a pensar sobre o quanto nossa sociedade está em sofrimento emocional, e sobre como chegou-se ao ponto de um não-saber como lidar com isso. E é nesse ponto, o do não-saber, que somos convocados a falar, pois entende-se que o diálogo pode, sim, de forma orientada e regida de maneira profissional, conduzir a resultados positivos, quando pensamos naqueles sujeitos que estão passando por momentos de vida muitos complexos, ao ponto de parecer que o término da vida pode ser a melhor solução. A Psicologia, em conjunto com outras importantes áreas de estudo e conhecimento científico, como a Psiquiatria, oferece suporte, escuta, acolhimento e recursos de atenção ao sofrimento psíquico dos indivíduos. Sob essa perspectiva, o que se busca como profissional da Psicologia é o cuidado integral e humanizado e o respeito ao percurso histórico do paciente, com vistas a possibilitar o ressignificar das perspectivas de vida de cada sujeito, a partir das vivências, dores e desejos de cada um. * Psicóloga (CRP 07/28517) e vice-presidente da Elo-Psi

Você é dominado por uma mente agitada? Ezequiel Dal Pozzo * A vida nos coloca num ritmo frenético e estressante. Ficamos tão acostumados com ele que temos dificuldade de parar, tirar férias, não utilizar o celular, afastar-se das redes sociais. Muitas pessoas ficam emocionalmente perturbadas e angustiadas com esse ritmo. São comuns os transtornos ligados à ansiedade, ao medo, ciúmes, esgotamentos, etc. Segundo estudos da Psicologia e da mente, estamos adoecendo coletivamente e não estamos nos dando conta. Muitas pessoas estão construindo para si uma bomba para a saúde emocional. Adolescentes e adultos, no mundo todo, sofrem da Síndrome do

Pensamento Acelerado. O turbilhão de informações e de estímulos é tão grande que não conseguimos mais descansar, acalmar o pensamento. São tantas informações que chegam como um “enxame de abelhas”. Torna-se difícil defender-se porque são muitas e ao mesmo tempo. Crianças já demonstram transtorno de sono. Acordam cansadas. Ficam horas e horas no celular, sem nenhuma restrição. Adolescentes e jovens já não se viciam somente em drogas, mas em celular e redes sociais. Ficar um dia sem acessar pode criar uma crise de ansiedade. Adultos sofrem por antecipação e ruminam mágoas e vivências negativas que os impedem de contemplar o belo e demonstrar alegria.

Aprender a ter autocontrole é urgente e fundamental. O único momento que temos para viver e viver com qualidade é o presente. Não podemos carregar todas as mágoas do passado e nem sofrer por antecipação pelo futuro. É possível ter uma mente livre, uma emoção equilibrada e sermos felizes. O pior escravo não é aquele que está algemado por alguém, mas aquele que está internamente algemado, pelas algemas de suas próprias emoções e pensamentos traumáticos. A maior pobreza não é aquela da ausência do pão, mas é aquela do coração e da mente que mendigam o pão da alegria, mesmo morando em luxuosas casas. Diante disso, você precisa se per-

guntar: você é dominado por uma mente agitada e estressante? Seus pensamentos são perturbadores? Fica remoendo mágoas ou culpas? Se preocupa demais com aquilo que os outros pensam de você, com os fantasmas de suas emoções, fobias e ciúmes? Não consegue parar, desligar-se das redes, do celular, acalmar o pensamento e dormir tranquilamente? Se você respondeu afirmativamente a essas perguntas, você pode estar esquecendo de si. Se você abandonar a si mesmo pelo caminho, não conseguirá controlar o estresse e reencontrar o equilíbrio emocional. * Padre


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Machos adultos integram a lista de pretendentes à adoção na Espaço Pets

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stá comprovado, inclusive cientificamente, que ter um animal de estimação traz uma série de benefícios, que foram reforçados com a pandemia e necessidade de isolamento. Nesta semana, na Espaço Pets, temos quatro machos adultos que estão à espera de adoção. (veja características do quarteto ao lado). É muito importante que o interessado em adotar tenha um pátio cercado e seguro para abrigar o novo amigo, mas o fundamental e o que conta mesmo é dar ao mascote amor, atenção, carinho e cuidado. Abaixo, algumas recomendações para o adotante e os procedimentos a serem seguidos no processo. E aí, se interessou por um deles?

Para adotar é necessário ter Pátio cercado e seguro Tempo Espaço Compromisso

Como proceder para adotar? O contato pode ser feito diretamente no Centro de tendimento ao Cidadão (Ceac) ou pelos fones abaixo 3261-7914 999.515.440 (WhatsApp)

Fotos: Divulgação

Quarteto da semana à espera de um lar João

10 anos Porte grande Castrado Dócil Vacinas em dia

Marco Aurélio

4 anos Porte grande Castrado Dócil Vacinas em dia

Bailey

2 anos Porte grande Castrado Dócil Vacinas em dia

Sadan

4 anos Porte grande Castrado Dócil Vacinas em dia



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O neurocirurgião Alisson Teles assina texto, como autor principal, junto aos colegas cirurgiões de coluna da Universidade de Calgary, do Canadá

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ocado em oferecer aos pacientes a melhor estrutura e os melhores serviços médicos, o Hospital Beneficente São Carlos (HBSC) ganha destaque a partir do trabalho de um dos seus profissionais. Neurocirurgião especialista em cirurgia da coluna pelas universidades canaden-

ses McGill e Calgary, Alisson Teles acaba de publicar artigo na maior revista científica de cirurgia de coluna do mundo, a Spine. Com ampla experiência em cirurgias complexas e menos invasivas da coluna, Teles tem se notabilizado na área e realizado trabalhos nos maiores centros de cirurgia de coluna da América do Norte. Ele assina o arti-

go ao lado dos colegas Sultan Aldebeyan, Ahmed Aoude, Ganesh Swamy, Fred Nicholls, Kenneth Thomas e Bradley Jacobs. Confira abaixo. Reconhecimento Teles capitaneou trabalho que foi publicado em renomada revista de cirurgia de coluna

Complicações mecânicas na cirurgia de deformidade da coluna vertebral em adultos. O alinhamento da coluna vertebral pode explicar tudo? Alisson Teles, Sultan Aldebeyan, Ahmed Aoude, Ganesh Swamy, Fred Nicholls, Kenneth Thomas e Bradley Jacobs * Design de estudo Estudo de corte Objetivo Nosso objetivo foi verificar a validade do escore GAP, SRS-Schwab e o ápice teórico da lordose de Roussouly na previsão de complicações mecânicas em TEA. Resumo dos dados de fundo Alcançar o alinhamento sagital adequado é fundamental para obter resultados favoráveis na cirurgia de deformidade espinhal em adultos (CIA). Foi proposto que as complicações mecânicas são em grande

parte secundárias ao alinhamento espinhal pós-operatório. Métodos Revisão retrospectiva de casos consecutivos de TEA primários que foram submetidos à correção de deformidade na mesma instituição ao longo de um período de 5 anos. A associação entre a classificação do alinhamento espinhal pós-operatório de 6 semanas e a ocorrência de complicações mecânicas no último acompanhamento foi avaliada por meio de regressões logísticas. A capacidade discriminante foi avaliada por meio da análise da curva de característica de operação do receptor (ROC). Resultados 58,3% (N = 49/84) dos pacientes apresentaram complicações me-

cânicas e 32,1% (N = 27/84) foram submetidos à cirurgia de revisão. A pontuação GAP não mostrou capacidade discriminante para prever complicações (AUC = 0,53, IC 95% = 0,40-0,66, P = 0,58). Por outro lado, a pontuação do modificador sagital SRS-Schwab demonstrou um valor preditivo estatisticamente significativo (embora modesto) para complicações mecânicas (AUC = 0,67, IC de 95% = 0,54 – 0,79, P = 0,008). Houve uma associação significativa entre PT (P = 0,03) e SVA (P = 0,01) em 6 semanas de pós-operatório e a ocorrência de complicações mecânicas posteriores. Não houve associação significativa entre o ápice teórico da lordose de Roussouly correspondente e o resultado final (P = 0,47).

Conclusão Os resultados apontam para a complexidade da falha mecânica e a alta probabilidade de que os fatores causais sejam multifatoriais e não se limitem a medidas de alinhamento. A pontuação GAP deve ser usada com cautela, pois pode não explicar ou prever a falha mecânica com base no alinhamento em todas as populações, conforme originalmente esperado. Estudos futuros devem se concentrar na etiologia, técnica cirúrgica e fatores do paciente, a fim de gerar um escore mais universal que possa ser aplicado a todas as populações. * Neurocirurgiões especialistas em cirurgia da coluna

Michael Cichon

Especialista do Hospital São Carlos publica artigo na maior revista de cirurgia de coluna do mundo



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BRINDE À EXCELÊNCIA

16ª edição do tradicional concurso, que ajudou a sedimentar e valorizar o Setor Vitivinícola do município, revela os vencedores de 2021 no dia 4 de dezembro

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tradição está de volta. Ainda que com algumas restrições por conta da crise sanitária, a Seleção de Vinhos de Farroupilha, que em 2021 chega à sua 16ª edição, tem período de inscrições de amostras de vinhos, espumantes, sucos e frisantes, por parte das vinícolas farroupi-

lhenses, até a próxima sexta. As interessadas em participar podem solicitar o regulamento e agendar a inscrição e coleta de amostras junto à Secretaria de Desenvolvimento Rural, pelo e-mail desenvolvimentorural@farroupilha. rs.gov.br e pelo telefone (54) 3261-6931, ou por meio da Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados

(Afavin), pelo e-mail contato@ vinhosdefarroupilha.com.br. “A Seleção de Vinhos é fundamental para divulgar aos consumidores nossos produtos e, principalmente, a qualidade de nossos vinhos, que se aprimoram a cada ano. Sobre a safra – embora nosso concurso não avalie apenas os produtos da última colheita, também exemplares de anos anteriores – a expectativa em

relação a 2021 é muito boa, diante de uma safra superior em quantidade e que manteve qualidade semelhante à anterior”, ressalta Rosane Meggiolaro Cappelletti, presidente da Afavin. A valorização não é somente do vitivinícola, mas de todo o Primário. “Além de valorizar os rótulos locais, incentiva o vinicultor a investir ainda mais na qualidade dos seus vinhos,

Elo-Psi/Divulgação

Seleção de Vinhos de Farroupilha com inscrições até a próxima sexta


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Imagem: Reprodução

automaticamente estimulando também o Setor Primário no município. Estamos muito felizes em poder organizar mais uma edição. Com certeza será mais um grande sucesso”, acredita Fernando Silvestrin, secretário de Desenvolvimento Rural, sentimento que é partilhado com o prefeito Fabiano Feltrin. “Em tempos tão difíceis, poder realizar mais uma edição de um evento tão grandioso e importante para Farroupilha me enche de alegria e motivação. Vamos, sem dúvida alguma, fortalecer ainda mais nossa agricultura ao estimular o crescimento e a qualidade de nossas produções. Será um grande momento para nosso município”, destacou Feltrin. Análise sensorial acontece nos dias 19 e 20 de outubro Após a conclusão da coleta das amostras participantes, a próxima etapa é a análise sensorial, que acontece

nos dias 19 e 20 de outubro, no salão da comunidade de Santos Anjos. O evento de premiação será realizado no dia 4 de dezembro, em formato e local ainda a serem definidos, de acordo com as regras sanitárias que estarão em vigência no período. A promoção da 16ª Seleção de Vinhos de Farroupilha é da Afavin e da Prefeitura, por meio das Secretarias de Desenvolvimento Rural e de Turismo e Cultura. O evento conta com o patrocínio de Agrovitti, Amazon Group, Basf, BiotecSul, Facchin, Irmãos Luvison, Mal-

bec, MA Silva Brasil, Rossi, Tramontina e Vêneto. O apoio institucional é da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Encosta Superior do Nordeste, Confraria Feminina do Vinho e do Espumante de Farroupilha, Embrapa Uva e Vinho, Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar, IFRS Campus Bento Gonçalves, Laren/Seapa Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Seminário Apostólico Nossa Senhora de Caravaggio, Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Farroupilha e UCS Farroupilha.

O histórico das 15 edições da Seleção de Vinhos Amostras inscritas: 2.459 Prêmios concedidos: 856 Medalhas de ouro: 478 Medalhas de prata: 334 Medalhas de bronze: 8 Menções honrosas: 8 Distinções especiais Moscatel Premium: 28


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DOMÍNIO ABSOLUTO

Bertholdo triunfa no Gaúcho e Brasileiro Ao lado do navegador Marcelo Dalmut, piloto farroupilhense manteve liderança nas duas disputas nas provas de Estação Edson Castro

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2ª etapa do Campeonato Gaúcho e Brasileiro de Rally de Velocidade aconteceu no último fim de semana, em Estação. O piloto farroupilhense Ulysses Bertholdo, que já havia vencido a etapa inaugural das duas disputas, voltou a triunfar ao lado do navegador Marcelo Dalmut, de Severiano de Almeida. “Foi um rali muito disputado, tanto no sábado quanto no domingo. Extremamente rápido. O segundo dia foi ainda mais complicado, porque choveu a noite inteira de sábado para domingo, e como era o primeiro carro a largar, fui muito conservador e tomei tempo em relação aos demais. Tive que recuperar o tempo perdido e, na última especial, arrisquei bastante para chegar à vitória”, resume Bertholdo, incluindo um salto de 47 metros em trecho decisivo (ao lado). Com o resultado, a dupla chegou a 40 pontos no Brasileiro, abrindo margem para os irmãos Juliano e Rafael Sartori, que tem 28, e Claudio Rossi e Eduardo Tonial, com 15. No Gaúcho, a ordem de classificação é a mesma, mas com Bertholdo e Dalmut com 37, os irmãos Sartori com 27 e Rossi e Tonial com 21 pontos. A próxima etapa do Brasileiro ocorre em Rio Negrinho (SC), nos dias 25 e 26. “É um rali rápido, mais técnico do que o de Estação e com um piso muito escorregadio”, destacou o piloto farroupilhense. Bertholdo e Dalmut

integram o projeto Acsa Rally 4x4, que compete no Brasileiro e Gaúcho a bordo de um Mitsubishi Lancer. A dupla conta com o apoio da Yokohama e Arquivar, patrocínio da Planeta Água, Doce Doce e Mundial Foods, com financiamento pelo Pró-Esporte RS (Lei de Incentivo ao Esporte).

Salto para a glória Bertholdo acelerou no trecho final de Estação para ficar com a vitória que garantiu a manutenção da liderança no estadual e nacional



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BRASIL FEMININO

Hora dos ajustes finais da pré-temporada Após golearem o Juventude em amistoso, gurias rubro-verdes ingressam na última semana de trabalho antes da estreia Ramon Cardoso

no próximo dia 19, contra o Grêmio, no Vieirão, em Gravataí. Autoras dos gols, Bianca, Yasmin e Barbosa foram muito intensas, Isa Bahia, que atuou de volante, foi outra com grande performance, assessorada por Laysa, que entrou no intervalo para auxiliar na marcação. A centroavante Pâmela também teve bom rendimento ao ingressar na etapa final, fazendo paredes e lançamentos para explorar a velocidade das meias e atacantes.

Brasil Feminino

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conclusão da terceira semana de pré-temporada do Brasil Feminino foi com um amistoso diante do Juventude, nas Castanheiras, um confronto já para entrar no ritmo do Gauchão que se aproxima. As gurias rubro-verdes foram superiores às alviverdes, dominaram o duelo do início ao fim e venceram por goleada. Os gols foram da atacante Bianca, aos 23 do 1º tempo, da lateral/meia esquerda Yasmin, aos 40 do 1º, e da lateral/meia direita Fran Barbosa, aos 2 da etapa final. A partida marcou a estreia da meia Bruna, que teve grande atuação realizando duas assistências para os gols da etapa inicial. Mesmo atuando boa parte do 2º tempo com uma a menos, após expulsão da meia Luana, as gurias rubro-verdes não ofereceram chances às rivais. Com muita marcação no meio campo e saídas rápidas nos contra-ataques, a equipe farroupilhense esteve mais próxima de fazer o quarto gol do que a caxiense de descontar. O técnico Rodrigo Ramos utilizou o amistoso para uma série de testes a partir do intervalo e rodou praticamente todo o elenco, algo fundamental já que este era o único amistoso antes da estreia no Gauchão, que acontece

Entrando no ritmo do Gauchão: empenho da equipe foi elogiado

O time ideal? As 11 gurias rubro-verdes que iniciaram o amistoso diante do Juventude e abriram o caminho para a goleada: briga por vagas na equipe titular promete ser acirrada na última semana de pré-temporada

Preliminar

Brasil lamenta falecimento de Eraldo Klein

Diretor do rubro-verde nos anos 80, 90 e 2000, o empresário Eraldo Klein faleceu no fim da tarde de sábado, aos 86 anos. Membro do atual Conselho Deliberativo, teve sua história vinculada ao Brasil por mais de três décadas, contribuindo para inúmeras ações e campanhas feitas pelo clube e servindo de exemplo para muitos dirigentes. O rubro-verde publicou uma nota de pesar em nome do Comitê Gestor, Conselho Deliberativo e Fiscal, Atletas, Funcionários, Sócios e Torcedores e prestou condolências a familiares e amigos.

Rubro-verde faz estreia quarta na Copinha

O começo do returno da Segundona também deve aliviar a sequência de partidas do Brasil e promover um melhor aproveitamento dos atletas que não vêm sendo utilizados na Copa FGF. O troféu Dirceu de Castro começa e o rubro-verde estreia em Santo Ângelo, diante do Elite, na próxima quarta, às 15h. As partidas ocorrem sempre nos meios de semana. A equipe farroupilhense está no Grupo A, ao lado de Glória, Elite, Passo Fundo e Santo Ângelo. Os jogos são em ida e volta e avançam os dois primeiros mais os dois melhores terceiros dos três grupos. A estreia em casa é contra o Glória, dia 22.

“Fiquei satisfeito com o desempenho, até mesmo pelo pouco tempo de trabalho. Agradou muito a vontade demonstrada pelas gurias, o espírito de competição. Claro que ainda falta o entrosamento, até porque muitas estão chegando agora ao time, mas tivemos tempo de bola, jogo compactado, saída rápida nos contra-ataques, bola aérea ofensiva. No geral, me agradou muito”, destacou Ramos. Atual Bicampeã do Interior, a equipe farroupilhense busca, pelo menos, manter a hegemonia, o que lhe garantiria a vaga gaúcha no Brasileirão Série A3 do próximo ano. As gurias rubro-verdes estão no Grupo A da competição estadual, ao lado de Grêmio, Guarany de Bagé e Pelotas. O Juventude está no Grupo B, junto com Internacional, Elite de Santo Ângelo e Flamengo de Tenente Portela. As equipes jogam dentro de cada grupo, em turno e returno e, ao final das seis rodadas, as duas melhores avançam às semifinais com cruzamento olímpico (1º de A x 2º de B e 1º de B x 2º de A), etapa realizada com partidas de ida e volta. A decisão de 3º lugar e a final são disputadas em jogo único.


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FIM DA LONGA ESPERA

Torcida está de volta às Castanheiras Jogo de quinta à noite, contra o Passo Fundo, encerrou mais de um ano e meio de separação do Brasil com os rubro-verdes

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Brasil

oi em 8 de março de 2020, em jogo válido pela 2ª rodada da Segundona, que o Brasil contou com a presença de torcedores rubro-verdes nas Castanheiras. Isso até esta quinta à noite, no duelo contra o Passo Fundo, que foi realizado após o fechamento desta Edição, e assinalou a volta da torcida, exatamente 551 dias após o último encontro, pouco mais de um ano e meio. Evidente que não é um retorno sem ressalvas, mas dentro de alguns proto-

Arquivo Jornal Informante

colos. Os estádios podem receber até 40% da capacidade, com limite máximo de 2,5 mil espectadores, o público deve permanecer sentado, separado e o uso de máscara é obrigatório. Para assistir tudo: Plano Sócio Torcedor é lançado A partir da autorização da volta do público, o Brasil divulgou oficialmente seu Plano Sócio Torcedor 2021. Para ter acesso a todos os jogos do rubro-verde nas Castanheiras basta aderir ao pacote associativo, ao custo de R$ 100,00. Ele dá direito a acompanhar todos os jogos da equipe farroupilhense em casa, e não são poucos. Além da Segundona, o Brasil também disputará a Copa Federação Gaúcha de Futebol, e os Gauchões Feminino e Sub-17. Além de acesso às partidas, os sócios concorrem a um sorteio da nova camisa

Alguém com saudades? O 8 de março de 2020 havia sido o último com torcida nas Castanheiras: até esta esperada quinta

oficial do Brasil, que será realizado durante os jogos. É possível se associar na Secretaria do Clube, Yeah Capas, Hermelu Esportes, Mercado De Cesaro ou WhatsApp (54) 981.618.350. O pagamento pode ser feito por dinheiro, cartão de crédito, Pix, cheque ou boleto.

Importante destacar que o torcedor rubro-verde que se associou na temporada passada e não teve condição de ir às Castanheiras por conta da pandemia, tem a renovação automática no quadro associativo e poderá acessar as partidas normalmente na atual temporada.



Sociedade

Quem foi notícia ao longo da semana e as grandes pedidas para o final dela na Coluna Social de Valéria Vettorazzi Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

Excelente série da Netflix mostra as bases do terror islâmico, alicerçadas muito antes do 11 de Setembro Páginas 6 e 7

11 DE SETEMBRO

As novas versões da barbárie e do terror retratadas na Sétima Arte Os 20 anos do ataque às Torres Gêmeas e ao Pentágono geraram mais duas impactantes obras sobre o episódio mais chocante da história

Divulgação

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m dos papéis que cabe ao Cinema é o de reportar a história e eventos marcantes costumam render obras homéricas. Foi assim, sobretudo, com os conflitos: a II Guerra Mundial, a Guerra do Vietnã e a Guerra Fria produziram filmes espetaculares, como “O Pianista”, “Platoon” e “Adeus, Lênin!”, apenas para citarmos um de cada período. Evidente que o 11 de Setembro é o episódio de alcance global que mais movimentou a Sétima Arte neste século. Talvez por ser um tema muito delicado em território estadunidense, alvo principal dos ataques e centro da produção cinematográfica mundial, não tenhamos muitos longas falando sobre o ataque terrorista às Torres Gêmeas e ao Pentágono. Duas obras foram disponibilizadas nesta semana, na Netflix: a excelente série “Ponto de Virada: 11/9 e a Guerra ao Terror” e o delicado drama “Quanto Vale?”, resenhas da seção Sétima Arte nesta e na próxima sexta (veja nas páginas 6 e 7 do Inside). Nos primeiros anos, com as feridas do atentado ainda abertas, era natural que ninguém quisesse se arriscar em obras sobre o tema, mas ele foi tratado indiretamente, com seus desdobra-

Syriana O sempre ótimo George Clooney ganhou um Oscar de Ator Coadjuvante vivendo o agente Bob Barnes, especialista em Oriente Médio, no grande filme de Gaghan: o novo mundo que emergiu da Guerra Fria magistralmente retratado

mentos paralelos em um mundo que deixou de ser pautado pela dualidade entre Washington e Moscou que, dentro de seus universos particulares, condensava dois modelos antagônicos e que tinham como meta maior a aniquilação do rival. Pois bem, a Guerra Fria chegou ao fim e o cenário ficou ainda mais nebuloso. O inimigo, que antes era um ditador, líder de Estado, agora agia nas sombras e ganhava a forma de fanáticos terroristas que passavam a lutar por uma causa, um ideal. Nascia o terror transnacional. Como não se impressionar com o ótimo “Syriana”, do cineasta americano Stephen Gaghan, que mostra os complexos movimentos e implicações de organizações criminosas que percorriam, inclusive, os bastidores do poder. Baseado na obra de Robert Baer, ex-agente da CIA, escrita logo após o 11 de Setembro e nos desdobramentos da chamada “Guerra ao Terror”, o filme de 2005 talvez seja o primeiro grande trabalho a expor a complexidade da questão. Esse terrorismo global, embora tenha sido materializado na data, tem suas raízes alicerçadas a partir do vácuo deixado pelo fim da Guerra Fria. Mas evidente que há muitos filmes sobre personagens reais, obras de ficção e documentários que tratam diretamente do tema em questão. Eles vão do planejamento do atentado, passam pela própria tragédia, avançam à incursão americana no Oriente Médio e chegam até a ferrenha caçada a Osama bin Laden. Fizemos uma lista com 20 deles. Confira na página 3.


Inside

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Crônicas da Redação

Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Democrata é só quem veste vermelho

A grande imprensa brasileira, uma catástrofe completa em sua produção de conteúdo editorial e análise política, mostrou todo seu mau-caratismo neste 7 de Setembro. Quem acompanha já sabia que o Jornalismo sério havia sido enterrado faz tempo por essa turma. Agora, se fizerem a exumação, vão ver que ele se revirou de ponta cabeça no caixão. Dia desses, Lula, que não está atrás das grades porque vivemos no Brasil, disse em alto e bom som que iria estabelecer um controle social da mídia, algo que já havia sido tentado no passado pelo grupo que saqueou o País e enfiou a gente no buraco que nos encontramos agora. A esmagadora maioria da grande imprensa, que diz defender a democracia, silenciou. Bolsonaro editou uma MP que garantia a liberdade de expressão na segunda, dia 6, já que se alguém chamasse o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes de... sei lá, “careca”, no dia 7, tinha um risco sério de ter seu perfil em rede social banido, ser preso e ainda responder a um processo por atitude antidemocrática. Adivinha quem a grande mídia brasileira taxou de ditador? Para esse grupelho, que esquartejou o Jornalismo, só é democrata quem veste vermelho. Os demais são antidemocráticos, fascistas e por aí vai. Ninguém mais dá bola pra essa gente, porque todos sabem que é uma questão de grana. Como o governo parou de gastar R$ milhões em publicidade, a verdade é distorcida. Aliás, nem se trata disso, a mentira é professada como verdade. Eduardo Leite, que acha que tem condições de ser presidente, disse que foi um erro colocar Bolsonaro no poder e é um erro mantê-lo. Errado, governador. Erro foi a sua eleição ao Palácio Piratini com essa gestão catastrófica. E um erro é não concorreres à reeleição. Certamente não conseguiria dois dígitos de votação. Mas compreendemos seu medo, egolatria e sede pelo poder. Dias atrás Leite também criticou o presidente que falou que a população devia comprar fuzil. Eu não espero que o governador entenda o contexto, mas o que Bolsonaro fez questão de frisar era a dificuldade que um ditador que, digamos, fecha um Estado, teria de implementar uma criminosa política sanitária, sem fundamento algum e baseada em achismo, em uma sociedade atuante, conhecedora de seus direitos e liberdades. Logo vi que o esperneio de Leite foi sem sentido algum. Juro que pensei que Bolsonaro tivesse dito: “Tem que comprar fuzil para dar tiro em gestor que bloqueia gôndola de supermercado achando que está salvando vidas”. Não falou isso. Outra coisa que pensei: “A população precisa se armar e meter bala em quem desvia dinheiro da pandemia para outros fins”. E aqui os fins são variados, como usar a grana para pagar o funcionalismo, por exemplo. O presidente também não falou isso. Ou seja, foi só mimimi do governador. Por fim, para não me estender muito em uma série de obviedades, ditas acima, e não cansar vocês, amigos leitores, eu acho que a esquerda cometeu um equívoco muito, mas muito grosseiro neste Feriado da Independência. Quem conduziu o presidente à cerimônia foi Nelson Piquet. Era só a esquerda ter feito lobby para colocar o Rubens Barrichello no lugar que a parada estava resolvida. Bolsonaro ia chegar no ato somente no dia 8.

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Cinemas Shopping Villagio Caxias (RSC-453, nº 2780, Distrito Industrial) Sala 1 Pedro Coelho 2: O Fugitivo Sessão dublada às 13h10min O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família Sessão dublada às 15h10min A Lenda de Candyman Sessão dublada às 17h20min Infiltrado Sessão dublada às 19h20min Uma Noite de Crime: A Fronteira Sessão dublada às 21h40min Sala 2 Patrulha Canina: O Filme Sessões dubladas às 13h20min, 15h20min, 17h30min e 19h30min

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis Sessão legendada às 21h30min Sala 3 Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis Sessões dubladas às 14h10min e 17h After: Depois do Desencontro Sessão dublada às 19h45min, legendada às 22h Sala 4 Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis Sessões dubladas às 13h30min, 16h10min, 19h e 21h50min Sala 5 Free Guy: Assumindo o Controle Sessões dubladas às 13h40min e 18h50min Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis Sessão legendada às 16h e dublada às 21h15min Sala 6 Maligno Sessões dubladas às 14h, 16h20min e 18h40min, legendada às 21h

Ingressos * Segunda e quinta (exceto feriados): R$ 24,00 (inteira) e R$ 30,00 (inteira 3D) * Promoção terças e quartas (exceto feriados): R$ 12,00 (meia entrada p/ todos) e R$ 15,00 (meia entrada p/ todos 3D) * Sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 28,00 (inteira) e R$ 34,00 (inteira 3D) * Meia entrada todos os dias: crianças a partir de 3 anos, jovens menores de 18 anos e maiores de 60 anos (mediante apresentação da identidade); estudantes; pessoas com deficiência (com documento comprobatório); e Cliente Movie Club Preferencial (cartão verde fidelidade GNC)

Shopping Bourbon San Pelegrino (Av. Rio Branco, 425, São Pelegrino) Sala 1 Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis Sessões dubladas às 13h30min, 16h15min, 19h e 21h45min Sala 2 Patrulha Canina: O Filme Sessões dubladas às 14h, 16h e 18h Uma Noite de Crime: A Fronteira Sessão dublada às 20h

Sala 3 Pedro Coelho 2: O Fugitivo Sessão dublada às 12h50min Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis Sessão dublada às 15h e legendada às 17h45min e 20h30min Sala 5 After: Depois do Desencontro Sessões dubladas às 13h45min, 16h30min e 18h45min, legendada às 21h Sala 6 Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis Sessões dubladas e em 3d às 13h, 15h45min e 18h30min, legendada e em 3d às 21h15min

Ingressos Salas tradicionais * Segunda a quarta (exceto feriado e véspera de feriado), R$ 12,00 (todos pagam meia) e R$ 24,00 (inteira) * Quinta (exceto feriado e véspera de feriado), R$ 24,00 (inteira) e R$ 12,00 (meia) * Sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 28,00 (inteira) e R$ 14,00 (meia) Salas 3D * Segunda a quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) * Quinta (exceto feriado e véspera de feriado): R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) * Sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 34,00 (inteira) e R$ 17,00 (meia)


Inside

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Guilherme Macalossi

Sétima Arte Imagens: Reprodução

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cisperter@hotmail.com

Não deu em nada

Barbárie tripla “As Torres Gêmeas”, de Oliver Stone, e “Voo United 93”, de Paul Greengrass, tratam do atentado em si, ao passo que o violento “Redacted”, de Brian De Palma, fala do efeito colateral, de uma guerra sem propósito e com interesse difuso: trio de talentosos diretores expôs o horror em estado puro

Filmografia recomendada sobre o 11 de Setembro Filme 11 de Setembro Fahrenheit 9/11 Medo e Obsessão People: Histórias de Nova Iorque Syriana As Torres Gêmeas Voo United 93 Redacted Reine Sobre Mim Guerra ao Terror Novo Século Americano Lembranças Tão Forte e Tão Perto A Hora Mais Escura 9/11 12 Heróis Vice O Relatório Ponto de Virada: 9/11 e a Guerra ao Terror Quanto Vale? Um thriller, dois dramas Kathryn Bigelow foi oscarizada por “Guerra ao Terror”, um filme horrível, mas fez um bom trabalho em “A Hora Mais Escura”, que trata da caçada a Osama bin Laden; o britânico Stephen Daldry humanizou o 11 de Setembro com o belo “Tão Forte e Tão Perto”; e a jovem diretora americana Sara Colangelo mostrou muito talento na condução de “Quanto Vale?”, resenha da próxima semana

Diretor(a) Vários Michael Moore Wim Wenders Danny Leiner Stephen Gaghan Oliver Stone Paul Greengrass Brian De Palma Mike Binder Kathryn Bigelow Massimo Mazzucco Allen Coulter Stephen Daldry Kathryn Bigelow Martin Guigui Nicolai Fuglsig Adam McKay Scott Z. Burns Brian Knappenberger Sara Colangelo

Ano de produção 2002 2004 2004 2005 2005 2006 2006 2007 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2017 2018 2018 2019 2021 2021

O que resumiu as manifestações do 7 de setembro foi Fabricio Queiroz sendo paparicado pelos bolsonaristas enquanto um sujeito gritava do palanque exigindo a destituição de todos os ministros do STF. Um misto de imoralidade com golpismo. Pudera. Fernando Collor e Ricardo Barros estiveram entre os que convocaram para os para atos contra o “sistema”. É a disrupção do nonsense. Bolsonaro usou as manifestações para chantagear o STF com ameaças pueris. Ou Luiz Fux enquadra Alexandre de Moraes ou se fará aquilo que “nós não queremos”. E isso seria o que? Vai invocar o Artigo 142 e botar a porta da corte abaixo levando preso um de seus integrantes? Vai chamar o tanque fumegante da Marinha? O presidente desconhece o funcionamento dos poderes. Fux não é superior hierárquico de Moraes. Os magistrados têm prerrogativas equivalentes, sendo o presidente da casa apenas um coordenador de trabalhos. Quanto ao Conselho da República, que o presidente confundiu com o Conselho de Governo, trata-se de um órgão consultivo da Presidência, não uma repartição de despachos a serviço do mandatário da nação. Bolsonaro se escudou bem em Augusto Aras, Arthur Lira e milicos de pantufas que nomeou na estrutura fededral. Se sentindo suficientemente blindado, saqueia a institucionalidade, replicando sua conduta insubordinada nos quartéis também no Planalto. No momento mais grave de seus discursos, afirmou que não cumpriria ordens judiciais vindas de Moraes. Quando a decisão da Justiça veio, Dilma obedeceu e não nomeou Lula como ministro da Casa Civil. Quando a decisão da Justiça veio, Lula obedeceu e foi para a cadeia. A conduta subversiva, afrontosa e insubordinada do presidente é inédita e consiste em mais um dos seus múltiplos crimes de responsabilidade. Os militantes que apoiam Bolsonaro acharam que após o dia 7 estariam postas as condições para que seu líder agisse contra os inimigos. Não aconteceu nada. STF e demais instituições continuam funcionando. Bolsonaristas queriam a queda dos ministros da corte, mas só conseguiram a queda da Bolsa de Valores. * Redator e radialista


Daniel Hendler Arquivo Pessoal

Mundo Polarizado

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avanço da internet e redes sociais nos permitiu muitas coisas positivas, conhecimento, informação, aprendizado. Porém, junto com ela veio uma liberdade ilusória de achar que podemos compartilhar mensagens negativas e xingar as pessoas. Na vida offline, muito do "ódio da internet" não existiria, pois faltaria coragem em falar tudo isso numa ocasião presencial. Minha reflexão de hoje é sobre pensarmos no que está virando os espaços públicos da internet: ódio, tristeza, julgamentos e consequentemente um lugar que não é saudável pra ninguém.

Arquivo Pessoal

Feirinha

As gurias da loja compartilhada Box Criativo organizam, neste sábado, a primeira edição da Feirinha. O evento acontecerá na Galeria Merlin, das 11h às 17h, e contará com a participação de diversas marcas vendendo seus itens com valores especiais. Entre as participantes estão OM Velas e Perpétua Saboaria, e também a Flash Tattoo com Anna Xavier. Como forma de apoiar as ONGs da cidade, as organizadoras convidam a todos que participarem para doarem um quilo de ração para pets.

Natália Pianezzola Bortolini e Robson Giordano Sima celebraram casamento no último sábado. O casal escolheu a cerimônia das areias para selar a união, que aconteceu no jardim da Vinícola Cappelletti, interior de Farroupilha. Após o casamento, amigos e familiares foram recepcionados com almoço no mesmo local. Denise Balbinot Colombo esteve a cargo da organização e cerimonial

Josceléia Donati comemorou a chegada de mais um aniversário no último sábado

Da

Almoço Especial

O restaurante a portas fechadas Giovana Stein organiza para este domingo mais uma edição de seu Almoço de Domingo. Os eventos fechados possuem um cardápio exclusivo, que remete às memórias afetivas e receitas de família. Os interessados podem saber mais sobre detalhes pelo Instagram @giovanasteingourmetegarden. E, para essa edição, as reservas podem ser feitas até esta sexta pelo WhatsApp (54) 999.699.400 ou (54) 999.732.591.

Ari Junior

Música Eletrônica

Os DJ's farroupilhenses Mau Maioli e Cris D. organizam a festa Beat On Me no Zero54 neste sábado. O agito inicia às 18h30min, em formato de bar, e as reservas podem ser feitas pelo perfil do espaço. Até às 19h30min o acesso será R$ 10,00 e, após, R$ 15,00 ou R$ 40,00 consumado. O evento também conta com a participação dos DJ's Afonsera e Cullen.

Taini Franceschet curtiu o show cover do Elvis, realizado por Fabiano Feltrin, no domingo, no Hard Rock Café Gramado


Fran Dal Monte

Ramisses Chies e Mirella C. B. Chies comemoraram o primeiro aninho do pequeno Benjamin, rodeados de familiares e amigos na Casa de Festas Ticabum, no domingo

Arquivo Pessoal

aiane Cavalini Perin

Mônica Pegoraro festejou a chegada dos seus 15 anos com recepção de familiares e amigos na Casa Bach, no sábado

Sídia Maria Andreola celebrou seus 60 anos no último domingo, recebendo o carinho de seus familiares


Inside

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Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

Todos os mundos aqui Aqui desta mesa do bar que acabei de entrar eu vejo quantos mundos são possíveis imaginar. E experimentar. E eu não estou exagerando. Parece que o planeta inteiro, e algumas galáxias amigas, estão representados na mistura de cerveja, drinks e conversa. Muita. A turma aqui atrás que canta uma música que invadia a minha cabeça na adolescência dos anos 90 produz o mesmo efeito agora, com a diferença que a menina que invade junto com ela tem outro rosto. O casal que namora sem se tocar, sintonia que é pra poucos, me lembra que bons encontros são possíveis, mesmo que andam tornando-se raros. Quando desvio a atenção, meu olhar acompanha o ouvido para me entreter com a diversão dos amigos que comemoram o dia no trabalho. Falam de números, de prazos, de metas. Algo completamente desinteressante para mim, mas sorriem e vibram, o que já me ganha. Porque nessa vida não importa motivo ou lugar, se faz sorrir, importa, sempre há espaço. Fora das mesas, mas próxima de cada uma, a garçonete me tranquiliza. Não só por mais um copo cheio que acabou de deixar aqui, nem pela beleza que melhora qualquer ambiente. Ela é linda, mas nem de longe o rosto é o que a diferencia. O que a destaca é a entrega para aquilo que faz, o jogo de cintura em atender tanta gente com a mesma empatia, a vontade de fazer o melhor, sonhando com outro amanhã. Quase ia encerrando por aqui. O sorriso da moça e outras todas conversas ao meu redor estariam de bom tamanho. Mas corri os olhos para o outro lado da rua. Aquele cara que ri com o amigo sem parecer ter muitos porquês. São tão simples que parecem fazê-lo por teimosia. O movimento faz eu me dar conta de que esses são os melhores sorrisos. Os que não precisam de motivo, que sobrevivem da sinceridade de uma amizade, a simplicidade de mais um dia. Eles chegaram ao fim desse, apenas por isso vibram como crianças, e já suspiram o próximo. Seco minha cerveja. Vou evitar mais um encontro com o entusiasmo da garçonete, deixar todos esses mundos viverem suas alegrias. Outra hora eu volto para reencontrar tudo que a vida tem para me dar. * Jornalista e escritor

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Sétima Arte

A mais nefasta herança d

terror transnacional “Ponto de Virada: 11/9 e a Guerra ao Terror” é brilhante documentário da Netflix que mostra como o 11 de Setembro lançou as bases do novo terrorismo e como seu combate, até o momento, fracassou desgraçadamente Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br

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ão resta a menor dúvida que o 11 de Setembro foi o evento mais impressionante da história mundial. Não apenas pela barbárie e surpresa, mas pelo seu simbolismo e impacto, sentido até hoje, e que foi responsável por redefinir conceitos, padrões e o próprio entendimento da geopolítica global: os Estados saiam de cena e o protagonismo no terrorismo passava a ser de organizações transnacionais. Neste sábado, o ataque terrorista mais brutal de todos os tempos completa 20 anos e a Netflix produziu um documentário impecável sobre o 11 de Setembro, que explica as bases do fundamentalismo islâmico desde a invasão da União Soviética ao Afeganistão, no final de 1979, e como o fato se tornou decisivo para o surgimento de grupos terroristas que agiam por conta própria, com o aval e complacência de Estados, mas de atuação independente. Com a Guerra Fria ainda em curso, a invasão soviética ao Afeganistão era uma clara tentativa de fazer o já cambaleante regime ganhar força e gerou uma rápida resposta americana. Mas a ofensiva não foi somente do Exército estadunidense, mas a partir de um suporte dado aos mujahedin, a resistência afegã que lutava contra a ocupação. É neste momento que o saudita Osama bin Laden

Título original Turning Point: 9/11 and the War on Terror Título traduzido Ponto de Virada: 11/9 e a Guerra ao Terror Direção e roteiro Brian Knappenberger Gênero Série Documentário Episódios 5 (cerca de 60 minutos cada) País Estados Unidos Ano de produção 2021 Estúdio Luminant Media Distribuição Netflix passa a investir parte considerável da fortuna da família para auxiliar na expulsão dos soviéticos. Foi uma causa que transcendeu fronteiras e, de certa forma, o movimento reforçou a necessidade de união dos povos árabes contra possíveis invasões. Bin Laden lançava as bases da Al-Qaeda e o Talibã nascia, se consolidava como regime fundamentalista islâmico e começava a espalhar o horror em solo afegão. Mas o terrorista saudita tinha outros planos. Bin Laden defendia a autonomia e independência da região e quando foi desencadeada a Guerra do Golfo, em 1990, provocando uma rápida resposta da OTAN e dos Estados Unidos, sua narrativa, sustentada no fanatismo religioso, arregimentou seguidores. “Não percebemos que os acontecimentos no


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Inside Lauro Edson Da Cás

Sétima Arte

ldacas@hotmail.com

Imagem: Reprodução

a da Guerra Fria: surge o

l

Afeganistão não eram um epílogo, mas o prelúdio de algo muito mais sério e impactante, especialmente após Saddam Hussein invadir o Kuwait. Isso confirmou na cabeça de Bin Laden que os americanos eram iguais aos soviéticos e que, fingindo proteger a Arábia Saudita, eles queriam subjugar os muçulmanos e se apossar dos recursos naturais mais preciosos da região: o petróleo e o gás natural”, destacou Bruce Hoffman, conselheiro de Relações Exteriores e uma das maiores autoridades mundiais em terrorismo. O clima de euforia em solo estadunidense pelo êxito na resposta rápida a Saddam, em um conflito armado que durou 40 dias, e o colapso do regime soviético impediram os Estados Unidos de ver o surgimento de uma nova ameaça, muito mais perigosa do que a representada por Moscou. “Juramos todos os americanos de morte, sem distinção entre civis e militares”, disse Bin Laden

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em uma entrevista. Sua declaração soava como uma bravata, mas logo foi levada bem a sério. A Al-Qaeda arregimentava um exército de fanáticos vindos de todos os cantos do mundo e começava seu reinado de terror. Em 26 de fevereiro de 1993, um caminhão bomba foi detonado pelo grupo na garagem da Torre Norte do World Trade Center, deixando seis mortos. Em 7 de agosto de 1998, as Embaixadas Americanas no Quênia e na Tanzânia vieram abaixo com a explosão de caminhões bomba que deixaram 224 mortos. Em 12 de outubro de 2000, o destroyer USS Cole, da Marinha Americana, foi alvo de um ataque suicida no Iêmen, resultando em outros 17 mortos. Nesta época Bin Laden já figurava no topo da lista dos 10 mais procurados pelo FBI, mas pouco foi feito em termos de prevenção e isso fica muito claro em “Ponto de Virada: 11/9 e a Guerra ao Terror”, do documentarista americano Brian Knappenberger. Embora seja difícil de acreditar até hoje, passados 20 anos do atentado, numa ação desse porte e magnitude, os protocolos de segurança praticamente inexistiam. Tanto que a Torre Sul sequer foi evacuada após o choque da primeira aeronave, acreditando-se tratar de uma fatalidade. Entre o ataque ao WTC, Pentágono e a quarta aeronave, possivelmente abatida por caças, já que tinha como provável destino a Casa Branca, foram 2.996 mortes, sendo 403 de forças de segurança. Cerca de 40% não foram identificados. O material de Knappenberger parte do 11 de Setembro, mas vai além. Mostra as raízes do terrorismo islâmico, os claros sinais de que algo estava sendo planejado, e passa pelos reiterados equívocos da política externa americana, dos que antecederam o ataque aos que seguiram na resposta exagerada e sem rumo adotada, especialmente na forjada Guerra do Iraque, passando ainda pela caçada a Bin Laden, o drama das famílias e muitas imagens de arquivo que ajudam a contextualizar a obra. São cinco episódios de uma hora magistralmente produzidos. Uma verdadeira aula de história e geopolítica do século XXI.

Plugar ou Desplugar? Que nosso próprio consumo por mais telas e mais conexões foi altíssimo nos últimos tempos, isso não dá para esconder. Tanto é que existem pesquisas que geraram diversas opiniões, posicionamentos e novos cenários. Nesta superexposição de telas muitos hábitos foram incorporados! E para você, será possível nos desplugarmos? Diante das circunstâncias deste período pandêmico, muita coisa saiu de nosso controle. E como é bom afirmar isso, até porque, se isso aconteceu, não aconteceu somente com um ou com outro, ou seja, atingiu todo o planeta (razão pela qual se reforça o conceito de pandemia – uma disseminação mundial). Na realidade, todos enfrentaram e/ou ainda estão enfrentando tal situação. Francisco Castaño, educador, orientador e escritor do livro “A Melhor Versão do Seu Filho”, de 2020, contribui através de sua pesquisa sobre este novo cenário onde, principalmente, crianças e adolescentes se viram totalmente conectados. Ele apresenta elementos que podem ser considerados pelas famílias, no geral, pois a superexposição (dispositivos móveis, computadores ou tablets, TVs, por exemplo) acabou gerando aspectos como: perda de visão; riscos de ansiedade; sobrepeso; depressão; entre outros problemas que agora soam livremente no ambiente familiar, escolar e, assim, na sociedade. Somado ao estudo de Castaño, uma pesquisa conduzida pelo American Journal of Pediatrics, aponta outros dados importantes considerando crianças em contato com os dispositivos/telas já citados: irritabilidade acentuada; menos atenção, memória e concentração, se comparadas com outras que não tiveram esta superexposição. Outro estudo que, em forma de artigo, foi publicado pela psicóloga Maria Guerrero, adverte: “a maioria dos jogos, redes sociais e aplicativos para crianças são projetados para o cérebro secretar substâncias agradáveis. Se é difícil para um adulto abandonar um hábito, no caso do cérebro de uma criança, que é mais imaturo e com menor capacidade de autocontrole, é ainda mais delicado”. Menos impactante, conforme ela aponta, é que até existe um caminho de volta, isto é, ainda será possível nós nos desatrelarmos das telas. Entretanto, não será “um caminho fácil e haverá resistência à mudança”. Na Espanha, já existe o aplicativo/produto Qustodio, que monitora o tempo de tela, ou seja, segundo Manuel Bruscas, vice-presidente da área de produto do Qustodio, esse é “um aplicativo de controle parental usado por mais de 50 mil famílias na Espanha e mais, se trata de ferramentas de controle dos pais para manter o tempo de tela de seus filhos seguro e equilibrado em todos os dispositivos”. Castaño resgata uma sábia frase de Umberto Eco: “Somos o que nossos pais nos ensinaram quando tentavam não nos ensinar nada”. Desta maneira, o educador considera importante que a família reflita sua forma de viver, pois os filhos seguem o exemplo dos pais e adultos que estão ao seu redor. Conclui ele: “como é que mães e pais do mundo estão preocupados com seus filhos que não largam os dispositivos tecnológicos se eles mesmos estão com tais aparelhos e não param de olhar e interagir neles?”. Enfim, plugar ou desplugar? Pasmem. * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade



FARROUPILHA, 10 DE SETEMBRO DE 2021

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