Edição 703

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FARROUPILHA

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ANO XIV

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EDIÇÃO 703

| 27 DE AGOSTO DE 2021

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R$ 4,00

ECONOMIA

CIDADE

Aquele sabor da Itália Ciclo vacinal avança

POLÍTICA

As pautas em comum

Nono Giuseppe, a tradicional Todas as faixas etárias estão Fórum de Prefeitos da Amesne comida caseira típica da terra contempladas com a 1ª dose debateu interesses regionais Página 10 Página 11 Página 12 e Editorial

MATÉRIA ESPECIAL CDL, que nesta sexta chega aos 50 anos, fez a entrega do restauro da Estação Páginas 2 e 3 e Editorial

Ramon Cardoso

Patrimônio preservado


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FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

PATRIMÔNIO PRESERVADO

“A CDL sempre quis deixar um Na véspera do aniversário de 50 anos, celebrado nesta sexta, Câmara de Dirigentes Lojistas de Farroupilha entregou restauro e revitalização da Estação Férrea

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oi um longo caminho. Por volta de 2014, na gestão de Gilmar Gasperin, é que iniciaram as tratativas para que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) assumisse a Estação Férrea. Apenas a CDL se habilitou no processo licitatório. Inicialmente, o projeto seria de uma reforma, mas como o prédio é tombado, foi necessário um processo de restauro, que é muito mais complexo, já que as características originais da edificação teriam que ser preservadas. Pois bem, em 31 de agosto de 2017, na gestão de Jones Paviani, foi assinado o contrato de comodato por 20 anos, com possibilidade de renovação por igual período, junto à prefeitura. A CDL ficou responsável também por toda a área do entorno da Estação, que recentemente foi cercada. São cerca de 4.150 metros quadrados, que abrigam também o Centro Administrativo da entidade, obra que iniciou tão logo foi assinado o contrato com o Poder Executivo. Os primeiros anos foram de capta-

ção de recursos junto às empresas, via Lei de Incentivo à Cultura (LIC), que é estadual, e a Lei Rouanet, que é federal. O investimento foi de R$ 1,2 milhão, com a maior parte dele captado via LIC. As obras ocorreram ao longo de 2020 no prédio, um patrimônio cultural e histórico farroupilhense que agora é entregue à comunidade completamente revitalizado.

Ari Júnior

Centro de Atendimento ao Turista, Biblioteca, Memorial e Café Bistrô Até bem pouco tempo uma área degradada no coração da cidade, a Estação Férrea passa a contar com um Centro de Atendimento ao Turista, Biblioteca para consulta de obras sobre a imigração italiana, o município e autores farroupilhenses, um Memorial que também contará a história da imigração e de Farroupilha e um Café Bistrô, o Estação Nova Vicenza Gastro Pub. Ou seja, o local passa a ser um centro histórico, cultural e gastronômico. “Nosso sentimento é de alegria.

Missão cumprida Presidente celebra conquista e enaltece tanto o papel dos dirigentes da entidade que atuaram voluntariamente no processo quanto das empresas apoiadoras e envolvidas no restauro


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legado para a comunidade” Fotos: Ramon Cardoso

A CDL sempre quis deixar um legado para a sociedade. Sempre nos questionávamos: ‘O que podemos fazer a mais pela comunidade, além de atender aos associados?’. Entregarmos uma obra desse porte, de um patrimônio que estava abandonado, é motivo de muita satisfação. Todos que estiveram envolvidos, as empresas que apoiaram, os diretores da CDL que realizaram o trabalho voluntário, todos estão muito orgulhosos em poder dar vida a esse local, que é tão importante para o município. Estamos entregando a Estação Férrea completamente revitalizada e pronta para ser mais explorada pela comunidade”, ressalta Juliano Tofolo, presidente da CDL. A entrega oficial do prédio foi realizada na quinta à noite, após o fechamento desta Edição, em data muito significativa, já que nesta sexta a Câmara completa 50 anos de história. Além de permitir uma revitalização de uma área nobre do município, Tofolo acredita que a iniciativa também possa servir de exemplo para que outros prédios públicos possam ser abraçados por entidades. O presidente admite que já foi consultado sobre a questão. De fato, um legado que pode ir muito além da Estação.

História para todo lado Na Biblioteca, no Memorial, no Centro de Atendimento ao Turista e até no Café: o rico passado da Estação Férrea, que se confunde com a trajetória farroupilhense, está presente


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IPTU: quem deve pagar? Letícia Spinelli

Vanessa C. Ferranti *

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IPTU trata-se de um imposto que tem como fato gerador a propriedade ou a posse de imóvel urbano. Outrossim, o que muitos contribuintes não sabem é que para o imóvel ser considerado urbano pelo município é necessário cumprir outros requisitos elencados pelo Código Tributário Nacional. A lei nos traz os melhoramentos que devem ser feitos pelo município como condição para a cobrança deste imposto, que estão listados abaixo. a) meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; b) abastecimento de água; c) sistema de esgotos sanitários; d) rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar; e) escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado. Porém, a norma permite que, para os efeitos do imposto sejam considerados apenas dois melhoramentos desta lista, sendo que cada item é considerado unitariamente. Assim, o fato de haver um terreno com meio-fio e canalização de água não autoriza a cobrança, sendo necessário que haja também rede de iluminação pública ou sistema de esgoto sanitário. Ainda, é importante mencionar

que tais melhoramentos devem ser construídos e mantidos pelo poder público, caso contrário não poderá ser cobrado IPTU. Também é necessário verificar se o imóvel de fato se encontra na chamada zona urbana que deve, obrigatoriamente, estar definida em lei municipal. Vale destacar, por fim, que diversos municípios concedem isenções e/ou descontos, como por exemplo para aposentados e pensionistas do INSS, sendo que cada município tem autonomia para legislar e decidir sobre a questão. Portanto é necessário consultar o Código Tributário Municipal de cada cidade. * Advogada (OAB/RS 108.396) contato@ferrantiebianchini.com.br



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Uma edificação representativa da história devolvida à comunidade Ramon Cardoso

Não é exagero afirmar que Farroupilha teve sua origem por conta da chegada do trem, em 1910, mesmo 24 anos antes de sua emancipação política. Foi a partir da Estação Férrea Nova Vicenza que surgiu um incipiente comércio e um núcleo habitacional (à época, Nova Vicenza, o bairro, é que concentrava a maior parte da população), o que proporcionou que, em 1934, Farroupilha nascesse. Embora o trem tenha se tornado um meio de transporte desconsiderado pelas políticas públicas, a edificação, no coração do município, era um símbolo presente da história e do progresso e, especialmente para os farroupilhenses, era muito triste ver o prédio abandonado, depredado, pichado, alvo de vandalismo, drogadição e prostituição, algo que desgraçadamente e miseravelmente foi incorporado à paisagem urbana. Quando a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) venceu a licitação para a celebração de um contrato de co-

modato com o município, foi possível ver a possibilidade real e concreta de recuperação de um patrimônio farroupilhense. Como o imóvel era tombado, não era possível somente uma reforma, mas um restauro, o que tor-

na a entrega oficial da conclusão das obras, feita na quinta à noite, após o fechamento desta Edição, ainda mais especial, tendo em vista que a edificação preservou parte considerável de seus traços originais.

Mais do que isso, o local passa a abrigar um Centro de Atendimento ao Turista, um Memorial, uma Biblioteca e um Café. E em cada canto, seja com objetos, documentos ou painéis, está registrada a história da Estação Férrea, da imigração e de Farroupilha, o que garante que essa jornada seja não somente preservada, mas fundamentalmente difundida para as futuras gerações (veja mais na Matéria Especial, páginas 2 e 3). Isso sem falar de toda a estrutura da área, que está bem cuidada, ajardinada, cercada, revitalizada e que passa a ser um local para ser explorado pelos farroupilhenses, um centro que respira história, cultura, tradição, lazer e gastronomia. Em resumo, um pacote completo que é entregue à comunidade, uma medida que mostra como o poder público e entidades podem fazer a diferença quando trabalham pelo bem comum. Mérito e parabéns a todos os envolvidos no processo.

Aos poucos, a cultura do encontro volta à normalidade e um já ocorreu e provou ser muito relevante. O 1º Fórum dos Prefeitos da Amesne, que foi realizado no último fim de semana, não somente abriu caminho para

o debate de assuntos e temas de interesse comum dos municípios da região, como gerou um precedente interessante para que novas reuniões venham a acontecer (confira na Editoria de Política, página 12).

As demandas das cidades são cada vez maiores e a crise sanitária gerou uma situação incomum, com a dimunuição das receitas das prefeituras. Logo, pensar em alternativas conjuntas é um caminho, mais do

que oportuno, necessário para que as comunidades sejam atendidas da melhor maneira, fazendo mais com menos. Que as boas ideias surgidas no encontro sejam colocadas em prática em toda Serra Gaúcha.

Encontro oportuno e necessário Índice

Editorial

Matéria Especial ..................................... Páginas 2 e 3 Informe Jurídico..................................... Página 4 Editoriais ................................................. Página 6 Opinião ...................................................... Página 7

Espaço Pets .............................................. Página 8 Saúde ......................................................... Página 9

Economia................................................... Página 10

Cidade ........................................................ Página 11

Política ..................................................... Página 12

Esporte ..................................................... Páginas 13 a 15

Inside

Especial..................................................... Capa e página 3 Cinemas ..................................................... Página 2

Guilherme Macalossi ............................ Página 3

Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Egui Baldasso ......................................... Página 6

Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 7

Classificados .......................................... 4 páginas

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COLUNISTAS CRÔNICAS DA REDAÇÃO EGUI BALDASSO FABRÍCIO OLIBONI GUILHERME MACALOSSI

LAURO EDSON DA CÁS PAULO ROQUE GASPARETTO RITA ROSA BARETTA VALÉRIA VETTORAZZI

A manifestação dos colunistas é livre e independente e não necessariamente reflete a opinião do Tabloide sobre os temas abordados nas colunas

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FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

Não é mimimi João Fortunato * Simone Biles, ginasta norte-americana supercampeã mundial e olímpica, surpreendeu o mundo dos esportes quando desistiu de participar de algumas etapas da competição de ginástica artística da Olimpíada de Tóquio, alegando estafa mental. Sua atitude foi denominada de corajosa por muitos e de covarde por outros tantos. Biles não foi corajosa e muito menos covarde, apenas permitiu que o bom senso prevalecesse. Não estava se sentindo bem, a pressão era grande, então decidiu renunciar aos louros da glória – era franca favorita – e ficar nas arquibancadas aplaudindo as exibições das colegas da equipe e das adversárias. Buscou se divertir. Biles ouviu o seu corpo, que lhe disse que não estava bem e que, se prosseguisse, o mal poderia piorar. Este diálogo interno é comum em atletas de alto rendimento, que vivem sequências exaustivas de treinamen-

tos, não raro buscando superar seus próprios limites. Depois, nas competições, vem a pressão psicológica pelas vitórias, pela necessidade de se manter no topo, o faturamento em alta e a fama reluzente. Nem todos aguentam, muitos deixam a arena sem que as razões da despedida sejam conhecidas ou entendidas. Saem com suas amarguras e em completo silêncio. Biles tem crédito. Entre Mundiais e Olimpíadas, esta jovem de 24 anos já acumula mais de 30 medalhas. Ou seja, não tem que provar nada para ninguém. Pode seguir para onde o seu nariz aponta. Mas outros, sofrendo do mesmo mal, não podem, por razões diversas, ou não têm coragem de tomar decisão semelhante. Ninguém pode afirmar que para Biles foi fácil, porém, é possível assegurar que para os demais, que não possuem o mesmo portfólio de conquistas, qualquer desistência para preservar a sua saúde mental corre o risco de ser interpretada apenas como mimimi.

A desistência de Biles nos privou temporariamente de suas piruetas acrobáticas, mas abriu espaços para uma discussão que precisa somente deste seu empurrãozinho para começar. Por isso, não causa estranheza que o tema estafa mental tenha vazado rapidamente da área esportiva para outras do cotidiano, como Recursos Humanos, por exemplo, onde caiu como uma luva. Muitos consultores, não é de hoje, chamam a atenção para a questão psíquica, que silenciosamente vem afetando os trabalhadores, sobretudo nestes tempos de pandemia, e que se não for devidamente cuidada deve afetar também o resultado das empresas. Afinal, não é segredo que em um ambiente saudável se produz mais e melhor. Algumas empresas dizem produzir naturalmente este tipo de ambiente, porém são poucas. E mesmo dentre estas, o que se produz de fato, em muitas, são discursos politicamente

corretos. Não resistem a uma observação ainda que ligeira sobre a prática. Por isso, urge que o universo do trabalho comece a tratar esta questão com a seriedade devida. Não se pode mais postergar esta discussão. As pressões impostas pelas empresas, somadas àquelas próprias de cada indivíduo, tornam-se fardos pesados, difíceis de serem conduzidos em linha reta, sem quedas e traumas. O que aconteceu com Biles não foi brincadeira, um gesto de estrelismo. Não. Foi algo sério e que, por mais incrível que possa parecer, acontece com frequência. Afeta milhões de anônimos dos mais diversos campos de atividades. Mas saber disso não basta, são necessárias ações efetivas. E a primeira, básica, é levar a sério qualquer queixa relativa à saúde psíquica do trabalhador.

Paulo. Emerson Fittipaldi, depois de campeão da Fórmula 1, o auge na carreira de um piloto, foi atuar (e vencendo) na Fórmula Indy e nas 500 milhas de Indianápolis. Executivos e empresários sabem a melhor hora para não trabalhar mais? Amancio Ortega Gaona, empreendedor espanhol, presidente e fundador da Inditex, grupo de empresas proprietária de marcas como Zara, Massimo Dutti, Oysho etc., acaba de anunciar sua aposentadoria. Há 10 anos a Revista Forbes já classificava Ortega como a terceira pessoa mais rica do mundo, então com US$ 46,6 bilhões. Trabalhou duro até os 85 anos, poderia ter parado muito antes. Quando a ginasta norte-americana Simone Biles, com apenas 24 anos, desistiu de concorrer nas finais da Olimpíada de Tóquio 2020, em um primeiro momento causou comoção em seu País e no resto do mundo. Na sequência, gerou reflexão. Biles desembarcou no Japão como a grande expectativa de medalhas de ouro, o que ela já havia ganho por quatro vezes em edições anteriores do evento. O que isso sig-

nifica? “Carregar nas costas o peso do mundo”. Ela mesma respondeu. Depois de um ano e meio de confinamento, home office e distanciamento social impostos pela pandemia da covid-19, a Síndrome de Burnout é uma realidade em todo o planeta. Está causando conflitos nas empresas e além delas. Porque foi uma chance – fora da “normalidade” de antes – das pessoas olharem para dentro delas mesmas, repensarem suas vidas, criarem novos entendimentos e perspectivas. Quem move o mundo somos nós, e ao mesmo tempo somos movidos por ele. Paulo Leminski, escritor, poeta, crítico literário e tradutor foi alguém que, com estilo único, fez poesia marcante sob influência do haikai japonês. Leminski sabia brincar com as palavras recriando outras, sempre de modo instigante, provocador como deve ser a escrita. É dele o poema “O Barro”, composto há décadas, que define o momento de desassossego que estamos experimentando: “O barro / toma a forma / que você quiser / você nem sabe / está fazendo apenas / o que o barro quer”.

As redes sociais e os reality shows propagam o quanto a vida pode ser artificial, vazia, simplória. Não há nessas referências conexão com a realidade. O dia a dia mesclou o pessoal e o profissional e, por isso, tem confundido muita gente no home office. Trabalhar muito não significa trabalhar certo. Quantidade não implica em produtividade. Por fim, até a ideologia política se tornou mais uma estressante competição entre as pessoas – na família, vizinhança, faculdade, trabalho, clube e por aí vão os ambientes de conflito entre os radicais contra ou a favor. O mundo mergulhou em uma equivocada cultura do excesso. É hora de rever o passado e repensar o presente para desenhar o futuro sem pressões, com respeito a si e ao próximo. Respeito para com a tal de felicidade, que não pode ser ignorada porque é o maior objetivo de um vencedor – a mais cobiçada medalha de ouro na Olimpíada da Vida.

* Jornalista, mestre em Comunicação e Cultura Midiática e professor universitário

Excesso não é sucesso Ricardo Viveiros* “Burnout” é uma expressão inglesa empregada quando se refere a algo que deixou de funcionar por extremo cansaço, total desgaste. A síndrome atinge, de modo crescente, profissionais de distintas áreas, em especial no setor de serviços, no qual as mudanças emocionais são mais frequentes. Na pandemia, por exemplo, tem acontecido com os profissionais da saúde e os entregadores de aplicativos. A Síndrome de Burnout tem presença de múltiplas faces, e se caracteriza pelo esgotamento emocional, queda na realização de tarefas e despertencimento do trabalhador. Esse problema de saúde, embora ainda não reconhecido como tal, também se apresenta ao final das carreiras. Qual a hora certa de parar? Temos vários exemplos. Pelé, o rei do futebol, anunciou que se aposentaria várias vezes antes de parar de verdade. O político Jânio Quadros, em atitude metafórica anunciando o fim da sua trajetória, pendurou um par de chuteiras na porta do seu gabinete quando prefeito de São

* Jornalista, escritor e professor. Doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie


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Abandonados à espera de um lar

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esta semana, a Espaço Pets conta com mais três animais de estimação que foram abandonados pelos seus antigos donos e estão à espera de adoção (veja foto e algumas características do trio ao lado). Com o prolongamento da crise sanitária e a necessidade de manutenção de uma série de restrições por conta da pandemia, ter um bichano por perto é uma boa pedida e há comprovação científica dos benefícios gerados pela adoção. Bailey, Estrela e Frida, estão prontos para encher seu lar de alegria, carinho e diversão. É muito importante que o interessado tenha um pátio cercado e seguro para abrigar o(a) mascote, mas o fundamental, o que conta mesmo é dar amor ao novo amigo(a).

Para adotar é necessário ter Pátio cercado e seguro Tempo Espaço Compromisso

Fotos: Divulgação

Trio foi deixado pelos antigos donos e está à procura de novos para ofertar muito amor e carinho

Bailey

Porte grande Vacinado Dócil Sociável Contato para adoção com a Tia Lety, pelo WhatsApp (54) 999.369.773

Frida

Porte médio Castrada Dócil Sociável Contato para adoção pelo fone (51) 999.650.679

Estrela

Porte médio Castrada Dócil Sociável Contato para adoção no WhatsApp (54) 999.515.440


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Tendência em saúde, Vacinação contra pagamento por performance a covid-19 e a chega ao home care mamografia João Paulo Silveira *

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esmo com o aparente arrefecimento da segunda onda de covid-19 no Brasil, hospitais seguem lutando com a falta de medicamentos e ausência de leitos de UTI para atender de forma satisfatória pacientes mais graves com a doença. Uma grande alternativa para combater um desses problemas é o home care, o atendimento em saúde feito em casa. O que antes era uma resistência de muitos, hoje o setor de homecare se desdobra para atender a alta na demanda por este tipo de serviço. Segundo especialistas e empresas da área, a procura por esse tipo de serviço teve alta de até 40% no último ano, se comparado com o período pré-pandemia. Mais do que atender de forma satisfatória neste árduo momento para a humanidade, os players de mercado, como operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços, precisam encontrar um equilíbrio financeiro para todas as partes. Um modelo que promete revolucionar o mercado, quando bem implantado, é o do pagamento por performance (P4P/Pay For

Performance), que leva em conta indicadores clínicos e operacionais no cálculo da remuneração do prestador de serviço. O tradicional modelo de pagamento, o fee for service, não irá desaparecer, mas tem que ser utilizado apenas nas situações que o P4P não é viável. Para que o modelo P4P deslanche no Brasil é preciso que haja mais consultorias e profissionais que desenhem um sistema sustentável e confiável. Esse método de remuneração tem necessidade de uma transparência total dos dados, e essa mudança cultural pode levar um tempo até que o mercado confie e se adapte às mudanças necessárias para que ocorra sua implementação. Para as operadoras de planos de saúde, é possível citar três grandes facilidades que o chamado pagamento por performance oferece: maior foco no core business, otimização de custos, diminuição drástica de desperdícios, redução da sinistralidade e, principalmente, o melhor desfecho clínico para o paciente. A implantação do pay for performance, nesse cenário, equaliza a tríade da saúde: custo, acesso e qualidade. É certo que a evolução para o método pay for performance ou fee for value na saúde su-

plementar se dará de maneira gradual. Tanto as instituições prestadoras de serviço quanto os profissionais perceberão os expressivos ganhos, mas é o paciente, em primeiro lugar, que sentirá os benefícios. Aliás, o melhor desfecho clínico possível é uma das principais bandeiras levantadas pelo home care. O atendimento médico domiciliar é capaz de retirar pessoas que estão estáveis em leitos de UTI e levá-las para casa para tratamento em uma semi-intensiva. As empresas de home care oferecem toda a estrutura para que o paciente tenha um cuidado tão eficiente como se estivesse no hospital, mas no conforto do seu lar. A alta para home care de um paciente estável reduz os riscos de infecções hospitalares. Hoje, o home care já representa cerca de 20 mil leitos no Brasil e se apresenta como um mercado com enorme potencial de crescimento. Ainda temos muitos pacientes agudos internados em hospitais, quando eles poderiam ser tratados em casa, com maior segurança e proximidade da família. Se retirarmos o home care de circulação, teremos que criar cerca de 20 mil novos leitos em hospitais pelo Brasil. * CEO e fundador da Domicile Home Care

Maximiliano Cassilha Kneubil *

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iariamente, como mastologista, sou questionado pelas pacientes sobre as possíveis implicações da vacina contra covid-19 nos exames rotineiros da mama, como mamografia e ecografia de mamas. A vacinação deve ser realizada assim que a paciente esteja na faixa etária, mesmo que seja hora de realizar a mamografia de rotina. O que devemos é ajustar o momento da realização desses exames. Preferencialmente, as mulheres devem realizar mamografia de rotina antes de tomar a vacina ou quatro semanas após a segunda dose, segundo orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Essa recomendação se deve ao aumento dos relatos de gânglios linfáticos inchados e de aparência anormal na axila do mesmo lado onde as vacinas do Covid-19 foram administradas. Primeiramente, explicarei de forma simples o que são esses linfonodos, também denominados de gânglios linfáticos e popularmente chamados de ínguas. Numerosos, eles fazem parte do sistema imunológico em várias partes do nosso corpo, como pescoço, axilas e virilhas. Por exemplo, em uma infecção na garganta, os linfonodos localizados no pescoço podem estar aumentados e dolorosos, o que representa uma reação de defesa frente a um agente infeccioso. De forma semelhante, a vacina estimula o sistema de defesa do organismo, então os linfonodos da axila, do mesmo lado do braço em que a vacina foi realizada, podem inchar e modificar seu formato, o que representa uma resposta fisiológica frente ao estímulo vacinal. Após algumas semanas, esses linfonodos retornam ao tamanho e ao formato iniciais. Contudo, um dos sinais do câncer de mama é o aumento dos linfonodos da axila. Desta maneira, para evitar biópsias desnecessárias, a orientação é de que as pacientes forneçam algumas informações à equipe médica: se foram vacinadas contra o covid-19, a data e lado do braço em que foi aplicada a vacina, bem como o tipo da vacina recebida durante a realização da mamografia e ecografia de mamas. Quando a alteração no linfonodo for detectada no exame da paciente que tiver recebido a vacina e ela não apresentar lesão mamária suspeita, a orientação é classificar o achado como provavelmente benigno e recomendar controle após quatro a 12 semanas da segunda dose da vacina com nova ecografia de axilas. * Mastologista especialista em cirurgia reconstrutora da mama


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TRADIÇÃO GASTRONÔMICA

Comida caseira com tempero italiano é no Nono Giuseppe Há pouco mais de quatro anos o empreendimento é comandado por Rodrigo de Quadros e a esposa Daysi Laismann

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om 10 anos de experiência no ramo gastronômico, Daysi Laismann tinha como sonho administrar seu próprio negócio. Um restaurante para chamar de seu, um negócio que tivesse sua identidade, sua marca. A chance surgiu há pouco mais de quatro anos, quando ela e o esposo, Rodrigo de Quadros, iniciaram a gestão do tradicional Nono Giuseppe, em 5 de julho de 2017, empreendimento que existe desde 1993. “O restaurante sempre foi um sonho da minha esposa até que entramos num acordo e adquirimos o Nono Giuseppe. Mudamos o cardápio e, na sequência, realizamos várias melhorias na estrutura”, relembra o empresário. Mas o fundamental segue inalterado ao longo deste período. “Nosso diferencial é que mantemos o sabor da comida caseira aliado à culinária italiana. Comida simples mais feita com muito amor e carinho. Nossos clientes se sentem em casa e isso é mui-

Ramon Cardoso

Boa mesa Rodrigo capitaneia, ao lado da esposa, o empreendimento que é referência na culinária

to gratificante”, destaca Rodrigo. Evidente que a pandemia afetou bastante o empreendimento, assim como todos os demais no ramo da gastronomia, mas o Nono Giuseppe também soube se adaptar aos novos tempos impostos pela crise sanitária. A tele-entrega de marmitas fez com que os clientes pudessem levar toda a tradicional gastronomia do restaurante para casa. Os pedidos podem ser feitos de segunda a sexta, até às 10h, pelos fones (54) 3268-1855 ou WhatsApp (54) 996.026.508, no valor de R$ 19,90 (sem salada). Mas é claro que com o arrefecimento da pandemia há o retorno, com todos os protocolos sanitários exigidos, do atendimento presencial, sempre com a habitual atenção e carinho destinado aos clientes do empreendimento gastronômico. O Nono Giuseppe atende de segunda a sábado, das 11h às 13h30min, na Júlio de Castilhos, 1554. O endereço da tradicional culinária italiana em ponto nobre da cidade.


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PANDEMIA

Município finaliza cobertura vacinal com a primeira dose Na última terça, jovens a partir dos 18 anos estiveram aptos a receber o imunizante

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om cerca de 90% das doses recebidas aplicadas, conforme dados do governo do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde concluiu o ciclo vacinal parcial dos farroupilhenses na última terça, quando jovens a partir dos 18 anos estiveram aptos a receber a vacina. Na quinta pela manhã, o painel de vacinação da Secretaria Estadual de Saúde apontava que o município havia aplicado 67.886 doses. Destas, 48.138 foram da 1ª dose, 17.915 da 2ª e 1.833 receberam a dose única. A cobertura vacinal, em relação à população total, que é de 72.331

Os números da pandemia em Farroupilha Casos confirmados 10.116 (100%) Casos recuperados 9.661 (95,5%) Casos ativos 303 (3%) Óbitos 152 (1,5%) habitantes, apontava que 67,9% haviam recebido imunização parcial e outros 27,5% estavam com o quadro vacinal completo. Os percentuais apresentam variação à medida

que não é necessário estar no município de domicílio para receber o imunizante. Ao longo da quinta, no Centro Comunitário Luterano, houve rescaldo, dando possibilidade aos que não puderam se vacinar na data em que as doses foram ofertadas. Na verdade, o percentual de cobertura é ainda mais expressivo, levando em conta com os que não completaram 18 anos não necessitam receber a aplicação. No Boletim do Coronavírus divulgado no final da tarde de terça, Farroupilha tinha registrado 10.116 casos e os recuperados chegavam a 9.661. Os casos ativos estavam em 303 e os óbitos totalizavam 152 (confira mais no box ao lado).

Esquina

Moinho apresenta documentário sobre sua história na semana em que celebra tombamento No mês em que se comemora o Patrimônio Histórico e Cultural, o Moinho apresenta o “Moinho Covolan: Histórias Incompletas”. O documentário, de 30 minutos, será exibido neste domingo, às 18h, na histórica edificação, com entrada franca. Quem não puder comparecer pode assistir a obra pelo endereço https://www.youtube.com/ watch?v=BS8KK4B4P3I. Na terça, em reunião do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Comphac), o Moinho teve reconhecido seu tombamento de maneira unânime. Com este reconhecimento, a Associação Cultural Moinho Covolan tem condição de acessar editais em busca de recursos.


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INTERESSE COMUM

Pautas regionais em discussão 1º Fórum dos Prefeitos da Amense reuniu gestores da Serra Gaúcha e abriu caminho para debate de temas mais amplos Ari Júnior

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ealizado ao longo do fim de semana, o Fórum de Prefeitos da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) reuniu os gestores de 36 municípios da região no Sky Samuara Hotel, em Caxias do Sul, e contou com a presença do senador Luis Carlos Heinze (Progressistas/RS), que esteve presente na abertura do encontro inaugural do grupo. Presidente da Associação, o prefeito Fabiano Feltrin coordenou a abertura junto com o anfitrião, o prefeito caxiense Adiló Didomênico. A programação contou com vários painéis, como o que teve representantes da UCS, que falaram sobre o Hospital Geral em sua ampliação no enfrentamento à pandemia, pauta que também foi tema da fala de Marijane Paese, que integra o Comitê Técnico da Amesne, quando foi abordada a possibilidade de flexibilizações nos protocolos sanitários da região. Diretor executivo do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (Cisga), Rudimar Caberlon abordou o trabalho

Com a palavra Presidente da Amesne, Feltrin coordenou as atividades do Fórum que reuniu os gestores serranos: muitos temas em pauta e alternativas para o desenvolvimento

realizado entre os municípios para a compra coletiva de materiais e serviços. O encerramento contou com o advogado Gladimir Chiele, membro do Comitê Técnico e do Setor Jurídico da Amesne, que trouxe ao debate a questão que envolve a Corsan, além de aspectos jurídicos fundamentais para as cidades serranas. O evento foi encerrado com uma coletiva para a imprensa. Organizado pela primeira dama farroupilhense, Ariane Laura dos

Santos Feltrin, pela caxiense, Jussara Canali, e pela vice-prefeita de Caxias do Sul, Paula Ioris, o Fórum também teve uma programação paralela voltada às mulheres no Encontro das Primeiras Damas. O grupo acompanhou a palestra “Reconexão Feminina”, de Claudia Luciano. “Foi um fim de semana extraordinário por podermos tratar, junto aos demais prefeitos, vários assuntos que interessam aos municípios, buscando

sempre as melhores práticas. Tratamos de pandemia, compras coletivas, concessões, pedágios, Corsan, enfim. Conseguimos dirimir muitas dúvidas dos gestores e, mais importante do que isso, saímos do evento ainda mais irmanados. A Serra Gaúcha é vista como um todo, não como um município A, B ou C. Temos que estar cuidando da população, trazendo o desenvolvimento econômico e o turismo para toda região”, resumiu Feltrin.


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FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

ESTADUAL A CAMINHO

Rota definida das gurias rubro-verdes Federação Gaúcha de Futebol divulgou tabela prévia do Gauchão e Brasil Feminino estreia diante do Grêmio, fora

Brasil Feminino

N

a terça à tarde, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) publicou a tabela básica do Gauchão Feminino. O Brasil, atual Bicampeão do Interior, tenta ao menos manter a hegemonia e, quem sabe, complicar a Dupla Gre-Nal, que tem sido soberana nos últimos anos. As gurias rubro-verdes encaram as tricolores na abertura da competição estadual (veja jogos das farroupihenses ao lado).

Nesta sexta chega ao fim a segunda semana de pré-temporada do Brasil Feminino e, devido ao curto espaço para treinos, já que o Gauchão inicia no próximo dia 19, muitos trabalhos com bola foram adotados desde o início da preparação, que é comandada pelo técnico Rodrigo Ramos. Ele fez uma avaliação positiva das primeiras atividades deste ciclo preparatório. “Tivemos semanas boas de trabalho, fiquei muito satisfeito. Vi muito comprometimento, dedicação das gurias, e isso é fundamental. Também tinha a preocupação de como estariam pelo período de inatividade, mas se apresentaram num bom nível físico”, comentou o comandante, que tem sua primeira experiência à frente de uma equipe feminina, embora já auxiliasse o projeto desde a temporada passada.

Os duelos do Brasil Feminino no Gauchão 1ª rodada

4ª rodada

X

X

19/09 | Vieirão (Gravataí)

17/10 | Castanheiras (Farroupilha)

2ª rodada

5ª rodada

X

X

3/10 | Castanheiras (Farroupilha)

24/10 | Local ainda a definir

3ª rodada

6ª rodada

X

X

10/10 | Boca do Lobo (Pelotas)

31/10 | Castanheiras (Farroupilha)


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FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

RECUPERAÇÃO FORA

Brasil vai a FW pontuar para

F

Brasil

utebol é um vício, uma droga justamente por seu caráter de imprevisibilidade. Diferente dos outros esportes, nem sempre o melhor ganha. Foi o que ocorreu na terça à tarde, nas Castanheiras. O Brasil teve sua atuação mais destacada na Segundona, foi ativo, intenso e aliou, de maneira equilibrada, raça com técnica no duelo contra o Cruzeiro, mas acabou deixando o gramado com um sentimento de derrota, apesar do empate. Desde o início a equipe farroupilhense foi agressiva. Por lesões e opções táticas, o técnico Alê Menezes mandou a campo um time que nem de perto se assemelhou ao que foi facilmente batido pelo Veranópolis, no clássico serrano do último sábado. Com um futebol mais dinâmico e móvel, a entrada de Gean Correia como centralizador das ações do meio campo e de Vitão como centroavante, com o deslocamento de Mateus Paulista para a ponta, deram uma nova cara à equipe. O trio, aliás, foi o grande destaque. Gean conduziu o meio, Vitão brigou por todas as bolas e Mateus teve liberdade para explorar sua velocida-

de pelo lado do campo. Nem o gol do Cruzeiro, aos 26 minutos, mudou a postura farroupilhense. O Brasil chegou ao empate aos 40 minutos, em pênalti magistralmente cobrado por Mateus Paulista, que chegou ao seu segundo gol na competição estadual, e seguiu em cima na etapa final. O ingresso de Alisson no lugar de Thales tornou o Brasil ainda mais agressivo. Foi dele o gol da virada, em um petardo de canhota de fora da área, aos 33 minutos, após driblar o marcador, mas o empate aos 48 do 2º tempo, após cruzamento que encontrou Jadson livre na segunda trave, fez o rubro-verde reviver o pesadelo da estreia em casa, diante do Glória, quando a vitória também escapou no fim. O resultado poderia elevar o Brasil à vice-liderança, mas a perda dos dois pontos deixou o time estancado no meio da tabela, no limite da zona de classificação, ao lado do União, próximo rival. “Sem sombra de dúvida foi o melhor jogo da temporada. Dominamos os dois tempos, tivemos chances de gol claras e no futebol não se pode descuidar um minuto sequer e foi o que aconteceu, quando sofremos o gol de empate, mas nada apaga a boa atuação que tivemos”, declarou o técnico Alê Menezes, já projetando o confronto em Frederico Westphalen. “A próxima partida será difícil, como são todos os jogos da competição. Esperamos um duelo equilibrado, mas viajamos esperançosos pelo crescimento da equipe de que podemos buscar um bom resultado”, ressaltou o comandante.

Ramon Cardoso

Apesar da grande atuação diante do Cruzeiro, rubro-verde cedeu novamente empate no fim que impediu avanço na classificação do Grupo A da Segundona

Boa estreia Só faltou o gol: centroavante Vitão infernizou defesa do Cruzeiro e foi um dos destaques do Brasil. Novo empate caseiro obriga equipe farroupilhense a buscar pontos como visitante

Preliminar Anderson disputa nacional no interior paulista O fundista Anderson Gabriel Soares (foto ao lado), 17 anos, representa a Acorf no Brasileiro Sub-18, que ocorre desta sexta até domingo, em Bragança Paulista. Anderson disputa as provas dos 1,5 mil e 3 mil metros rasos e 2 mil metros com obstáculos. Ele obteve índice durante o Gaúcho de Atletismo Sub18, que foi realizado na Sogipa, em Porto Alegre, nos dias 10 e 11 do mês passado. O atleta conta com o apoio do Instituto Bordin, Posto Nicoletti, Graxinha Brinquedos Infláveis e dos vereadores Chico Sutilli (PL) e Calebe Coelho (Progressistas). Boa sorte ao farroupilhense.


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FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

compensar tropeços caseiros Os duelos da 5ª rodada do Grupo A

Classificação do Grupo A da Segundona Equipe

X Sábado, às 15h Arena União (Frederico Westphalen)

X Segunda, às 15h Antônio David Farina (Veranópolis)

X Sábado, às 15h Arena Cruzeiro (Cachoeirinha)

X Segunda, às 15h Vermelhão da Serra (Passo Fundo)

Pela TV: os confrontos podem ser assistidos pela FGF TV. Basta acessar o site www.fgf.com.br, clicar no ícone e escolher seu pacote: jogo avulso, time do coração ou campeonato completo. Parte dos recursos vai para seu clube.

P

J

V

E

D

GM GS SG

1)

Veranópolis

10

4

3

1

0

7

3

4

2)

Glória

7

4

2

1

1

7

4

3

3)

Cruzeiro

6

4

1

3

0

9

5

4

4)

Brasil

5

4

1

2

1

6

6

0

5)

União

5

4

1

2

1

5

5

0

6)

Igrejinha

4

4

1

1

2

2

5

-3

7)

Tupi

3

4

1

0

3

3

8

-5

8)

Passo Fundo

2

4

0

2

2

2

5

-3

Legenda: P (pontos), J (jogos), V (vitórias), E (empates), D (derrotas), GM (gols marcados), GS (gols sofridos) e SG (saldo de gols)

Regulamento: a Segundona Gaúcha é disputada por 16 equipes divididas em dois octogonais. Os jogos acontecem em turno e returno, dentro de cada grupo, e os quatro melhores avançam aos mata-matas. A partir daí, quartas de final, semifinais e decisão. Os finalistas asseguram o direito de estar na elite e disputam o Gauchão em 2022.


Ramon Cardoso

ESPORTE

Caminho traçado das

gurias rubro-verdes FGF divulga tabela básica do Gauchão e Brasil Feminino visita o Grêmio, em Gravataí, na estreia da competição estadual Página 13

ESPORTE

Brasil pega a estrada para encarar União

Duelo em Frederico Westphalen é neste sábado à tarde Páginas 14 e 15

INSIDE

Imagens: Reprodução

Que tal uma voltinha pelo espaço?

Temática tem ganho notoriedade nos últimos anos, por isso resenhamos e listamos 20 filmes indispensáveis sobre a pauta Capa, página 3 e seção Sétima Arte, páginas 6 e 7


Cinemas

Animação, terror e ação com “Pedro Coelho 2: O Fugitivo”, “A Lenda de Candyman” e “Infiltrado” Página 2

Inside

Sociedade

Quem foi notícia ao longo da semana e as grandes pedidas para o final dela na Coluna Social de Valéria Vettorazzi Páginas 4 e 5

EM ALTA

Nos últimos anos, os filmes sobre o tema ganharam destaque e devem ser ainda mais vistos a partir do momento em que a exploração do espaço avança até mesmo para civis endinheirados

N

o mês passado, a Virgin Galactic, do bilionário britânico Richard Branson, fez seu primeiro voo espacial e, dias depois, foi a vez de outro ricaço, o americano Jeff Bezos, comandar a estreia na viagem da Blue Origin. As visitas ao espaço estão à disposição de quem tiver uma pequena fortuna e o fascínio da exploração espacial sempre teve muito destaque na Sétima Arte, uma pauta que foi intensificada nos últimos anos. Muitos dos filmes se tornaram clássicos eternos da Sétima Arte e, mais do que isso, foram responsáveis por consagrar diversos cineastas. De George Lucas a Stanley Kubrick, de Andrei Tarkovski a Ridley Scott, não foram poucos os diretores que tiveram a carreira catapultada e ganharam notoriedade a partir de um dos temas que exerce maior interesse em cinéfilos.

Afinal de contas, quem não ficou aterrorizado e ao mesmo tempo fascinado com “Alien: O Oitavo Passageiro”?. A obra de Scott se tornou um marco justamente por seus impressionantes efeitos visuais, algo que chama a atenção até hoje, quem dirá na época de seu lançamento, em 1979, e gerou uma franquia de sucesso, consagrando, por tabela, Sigourney Weaver, como a eterna Ellen Ripley, a subtenente da nave cargueira Nostromo. A Guerra Fria, que teve a corrida espacial como sua pauta principal, rendeu trabalhos que enalteceram as conquistas americanas e soviéticas. Os russos têm produzido um material mais efetivo sobre seus feitos espaciais de maneira recente, ao passo que a produção estadunidense é mais constante. Contudo, a temática norte-americana foi muito além e gerou obras que exploraram o assunto tal qual a imensidão espacial.

Especialmente na última década, bons filmes abordando a pauta chegaram à telona e a quase totalidade foi resenhada na seção Sétima Arte. Duas obras recentes integram o catálogo da Netflix e aproveitamos para resenhá-las nesta e na próxima Edição. Começamos por “Passageiro Acidental”, um filme americano dirigido pelo brasileiro Joe Penna, e seguimos com o russo “Estranho Passageiro: Sputnik”, na sexta que vem. Confira nas páginas 6 e 7 do Inside e, na página 3, uma lista de 20 filmes sobre o tema que merecem ser assistidos. Preparem a pipoca... e o fôlego. Ótimo divertimento.

Solaris Baseado no livro homônimo do polonês Stanislaw Lem, obra de Andrei Tarkovski, com Natalya Bondarchuk e Donatas Banionis, foi considerada pela crítica uma espécie de contraponto a “2001: Uma Odisseia no Espaço”, do americano Stanley Kubrick: cineasta soviético teve o poder de humanizar os astronautas mostrando o estresse mental a que estão submetidos

Divulgação

Missões espaciais: as viagens do terror ao fascínio


Inside

2

Cinemas Shopping Villagio Caxias (RSC-453, nº 2780, Distrito Industrial) Sala 1 Pedro Coelho 2: O Fugitivo Sessões dubladas às 13h20min, 15h20min, 17h20min e 19h20min Velozes e Furiosos 9 Sessão dublada às 21h25min Sala 2 A Lenda de Candyman Sessões dubladas às 14h, 16h20min e 18h40min, legendada às 21h Sala 3

FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

Caminhos da Memória Sessão legendada às 14h20min Infiltrado Sessões dubladas às 16h50min e 19h30min, legendada às 21h50min Sala 4 Free Guy: Assumindo o Controle Sessões dubladas às 14h, 16h30min, 18h50min e 21h10min Sala 5 O Esquadrão Suicida Sessões dubladas às 13h30min, 16h10min, 19h e 21h40min Sala 6 O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família Sessões dubladas às 13h10min, 15h25min, 17h40min e 19h50min Free Guy: Assumindo o Controle Sessão legendada às 22h

Ingressos * Segunda e quinta (exceto feriados): R$ 24,00 (inteira) e R$ 30,00 (inteira 3D) * Promoção terças e quartas (exceto feriados): R$ 12,00 (meia entrada para todos) e R$ 15,00 (meia entrada para todos 3D) * Sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 28,00 (inteira) e R$ 34,00 (inteira 3D) * Meia entrada todos os dias: crianças a partir de 3 anos, jovens menores de 18 anos e maiores de 60 anos (mediante apresentação da identidade); estudantes; pessoas com deficiência (com documento comprobatório); e Cliente Movie Club Preferencial (cartão verde fidelidade GNC)

Shopping Bourbon San Pelegrino (Av. Rio Branco, 425, São Pelegrino) Sala 1 Free Guy: Assumindo o Controle Sessões dubladas às 13h30min, 16h e 18h40min, dublada e em 3d às 21h15min Sala 2 Pedro Coelho 2: O Fugitivo Sessões dubladas às 13h50min, 16h15min e 18h30min Caminhos da Memória Sessão dublada às 20h45min Sala 3

A Lenda de Candyman Sessões dubladas às 14h45min, 17h, 19h15min e 21h30min Sala 4 Infiltrado Sessões dubladas às 13h40min, 16h30min e 19h, legendada às 21h45min Sala 5 O Esquadrão Suicida Sessões dubladas às 15h, 18h e 21h Sala 6 O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família Sessões dubladas às 13h20min e 15h45min O Homem nas Trevas 2 Sessões dubladas às 18h15min e 20h30min

Ingressos Salas tradicionais * Segunda a quarta (exceto feriado e véspera de feriado), R$ 12,00 (todos pagam meia) e R$ 24,00 (inteira) * Quinta (exceto feriado e véspera de feriado), R$ 24,00 (inteira) e R$ 12,00 (meia) * Sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 28,00 (inteira) e R$ 14,00 (meia) Salas 3D * Segunda a quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) * Quinta (exceto feriado e véspera de feriado): R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) * Sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 34,00 (inteira) e R$ 17,00 (meia)


Inside

Imagens: Reprodução

FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

Guilherme Macalossi

Sétima Arte 2001: Uma Odisseia no Espaço Os alicerces da corrida espacial: clássica obra de Stanley Kubrick, no auge da Guerra Fria, se tornou um dos filmes mais impactantes de todos os tempos

cisperter@hotmail.com

Duna Baseado no livro de Frank Herbert, David Lynch ganhava ainda mais notoriedade em seu início de carreira com a obra que travava oportuno (e cada vez mais atual) debate sobre exploração dos recursos naturais

Vinte obras indispensáveis sobre temática espacial Filme 2001: Uma Odisseia no Espaço Solaris Guerra nas Estrelas Alien: O Oitavo Passageiro Os Eleitos Duna Apollo 13: Do Desastre ao Triunfo Wall-E Lunar Gagárin: O Primeiro no Espaço Gravidade Interestelar Perdido em Marte Primeira Vez Vida Salyut 7 O Primeiro Homem Ad Astra Estranho Passageiro: Sputnik Passageiro Acidental

Vida No thriller do sueco Daniel Espinosa, seis tripulantes da Estação Espacial Internacional capturam uma sonda que retorna de Marte com uma amostra de solo que pode conter evidências de vida extraterrestre

3

Direção Stanley Kubrick Andrei Tarkovski George Lucas Ridley Scott Philip Kaufman David Lynch Ron Howard Andrew Stanton Duncan Jones Pavel Parkhomenko Alfonso Cuáron Christopher Nolan Ridley Scott Dmitriy Kiselev Daniel Espinosa Klim Shipenko Damien Chazelle James Gray Egor Abramenko Joe Penna

País | Ano EUA | 1968 União Soviética | 1972 EUA | 1977 EUA | 1979 EUA | 1983 EUA | 1984 EUA | 1995 EUA | 2008 EUA, Inglaterra | 2009 Rússia | 2013 EUA, Inglaterra, México | 2013 EUA, Inglaterra | 2014 EUA | 2015 Rússia | 2017 EUA, Suécia | 2017 Rússia | 2017 EUA | 2018 EUA | 2019 Rússia | 2020 EUA, Brasil, Alemanha | 2021

Estranho Passageiro: Sputnik O diretor russo Egor Abramenko realiza sua estreia com um longa que migra da ficção científica para o terror, sem perder aquela sede por domínio e poder já nos últimos suspiros da Guerra Fria: a resenha da próxima semana

O passaporte da vacina e o liberalismo Não há direito absoluto. Nem mesmo o individual. Este é exercido no limite do direito alheio. Cabe ao conjunto da sociedade, por meio das instituições por ela criadas, tangenciar e definir quais são os limites, de maneira a criar um ambiente saudável de convivência coletiva. Não há por trás disso qualquer ofensa à liberdade. Ayan Rand, John Stuart Mill e Murray Rothbard já escreveram sobre o “princípio da não-agressão”, axioma no qual se assenta toda a filosofia liberal. Rothbard, em seu livro “A Ética da Liberdade” o define sob os seguintes termos: “Toda pessoa é a proprietária de seu próprio corpo físico assim como todos os recursos naturais que ela coloca em uso através de seu corpo antes que qualquer um o faça; esta propriedade implica o seu direito de empregar estes recursos como lhe convém até o ponto que isto afete a integridade física da propriedade de outro ou delimite o controle da propriedade de outro sem seu consentimento”. Esse conceito, por certo, usa como exemplo a propriedade privada, mas sua natureza e emprego podem ser usados para outras situações. Em meio a uma pandemia, no qual um patógeno com alto poder de infecção e transmissibilidade está disseminado, é certo dizer que pode se considerar agressão a terceiro não se imunizar. Afinal, a partir do momento em que, deliberadamente, a pessoa escolhe não se vacinar, transforma-se em vetor de contaminação. O meu “direito de não se vacinar” é, portanto, um risco para a sociedade e para os que convivem comigo. E isso precisa ser limitado e sancionado pelo Estado. Em seu livro “Princípios de Economia Política” Mill argumenta em favor de regulamentações em caso de externalidades. A externalidade se dá quando agentes extra mercado afetam o bem-estar de outros. A existência da externalidade cria o precedente para correção governamental. A Covid-19 é claramente uma externalidade negativa, e que precisa ser combatida não apenas por agentes de mercado, mas também pelo setor público. Há necessidade premente de superação definitiva da pandemia. Ela só virá com a universalização da vacinação, que permitirá criar a pretendida imunidade de rebanho. Mas para isso é preciso da adesão de uma quantidade muito grande pessoas. Em certos núcleos sociais, entretanto, o que se nota é a rejeição a isso. Há um limite para o convencimento. Esgotado, a coerção não pode ser descartada. Nos EUA e em outros países, é entre não vacinados que mais circula a varienta Delta. Não é impossível que, por meio dela, outra cepa da Covid-19 surja, ameaçando também os vacinados. É por isso que mecanismos de controle estatais devem ser discutidos e aplicados. O passaporte da vacina não fere a liberdade de ninguém, apenas o assegura a quem aderiu ao pacto de convivência social. * Redator e radialista


Saúde e Atividade

Fabio Grison

O

Departamento de Esporte e Lazer, junto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, está promovendo aulas de ginástica gratuitas para a terceira idade a partir do próximo dia 6. O projeto se chama MoviMente e acontecerá quatro vezes por semana, das 8h30min às 9h30min em diferentes bairros da cidade: Cinquentenário, Industrial, Cruzeiro e São Roque. Os interessados em participar podem obter informações e se inscrever pelo fone (54) 3261-2670 ou pelo WhatsApp (54) 996.200.507.

Conhecimento

O Espaço Holístico Despertar promove o curso nível I de Reiki no dia 26 de setembro. Ministrado pela mestre Reiki, numeróloga e terapeuta Adriana De Cesero, a formação é uma ótima opção para quem tem interesse em conhecer mais desse universo das energias. Informações sobre reservas e valores podem ser obtidas pelo fone (54) 999.748.472.

Espaço Compartilhado

Fani Bandelow e Anderson registro civil no sábado e data especial na Linh Sthéfani Moraes Oliveira e Paulo Roberto Oliveira, sócios da Protec Gestão e Serviço, celebraram no domingo os 9 anos da empresa que comandam nas cidades de Flores da Cunha, Caxias do Sul e Canoas

Júlio César Dal Monte

As empreendedoras Jéssica Vidi e Tais Machado inovaram com a loja colaborativa Box e agora vem com mais novidades. Nessa semana, ao lado do espaço da loja, na Galeria Merlin, inaugurou o primeiro Coworking de Farroupilha. Este projeto consiste em um lugar equipado para que as pessoas trabalhem, estudem e realizem eventos, como workshops. O coworking funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h30min.

Novo endereço

O restaurante Amada Cozinha, em Caxias do Sul, abriu as portas em novo endereço, na rua Os 18 do Forte. Reconhecido por seu estilo acolhedor e menu de afeto, o espaço oferece cardápio que se estende do café da manhã ao happy hour. As delícias levam o tempero e a assinatura da dupla Maria Beatriz Dal Pont e Carolina Dal Pont Branchi.

Bruno Brechane comemora sua formatura em Psicologia, ao lado dos pais orgulhosos, o médico Milton Stein Brechane e Márcia Brechane, juntamente com a irmã Júlia Brechane

Sócios da empresa de Soluções em Tecnolo Menin e Rodrigo Boito c com muitas novidade do nome da empre novo escritório, que Os 18 do Forte,


Letícia Spinelli Arquivo Pessoal

Cardoso confirmaram sua união com o e realizaram os cliques para marcar a ha Jacinto, interior de Farroupilha

Ariane Tomazzoni

e tecnologia caxiense 4Fx ogia, Felipe Raota, Valéria celebram 5 anos de atuação es, entre elas a mudança esa para Tree Space e o e está localizado na rua no município vizinho

A fotógrafa Tatiane De Moraes festejou seu aniversário no domingo, recebendo o carinho dos familiares e namorado Fran Dal Monte

Atuando à frente do espaço de Nail Beauty, Mayara Antunes se prepara para iniciar um novo desafio profissional, trazendo ainda mais novidades para suas clientes e seguidoras


Inside

6

Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

A crônica que deu pra fazer Hoje eu precisei escrever uma crônica. Por acaso, é essa que você está lendo. De antemão, peço desculpas caso ela não venha a contento. Escrevo apenas porque o editor do jornal me lembrou que era o horário limite para enviá-la. Tem todo o processo de finalização da edição e, o principal, envio para gráfica para que letra por letra seja impressa antes desse ato tão simples para você, tê-lo em mãos, deliciando-se entre notícias e opiniões. Sim. Eu estou enrolando. Esclareço o processo de produção apenas como subterfúgio para protelar. E nem vergonha ou embaraço me causa essa procrastinação. Falo isso de forma tão sincera, que estou quase resignado com a situação, uma das piores para um cronista. A verdade é que eu não tenho ideia sobre o que escrever. Pronto. Essa é a tristeza nisso tudo. O motivo para que ainda não tenha mandado o texto para o jornal. Não é que me falte inspiração. Motivos sobram para jorrar pensamentos e algumas mentiras aqui. O problema é que as palavras não estão juntando-se. Pulam e escorregam na minha cabeça sem demonstrar a menor intenção de darem as mãos para me ajudarem a diminuir a vergonha de ser um escritor sem apresentar seu ofício. Já passamos, eu e as palavras, muitos desses maus momentos. Sabemos que forçá-las é pior. Cobrar disciplina, ainda mais desastroso. O enfrentamento, nessa relação, nunca foi o caminho da paz, do encontro. Falo isso porque diversas vezes já tentei obrigá-las a parar de besteira, agruparem-se e me deixarem continuar sendo cronista. Mas todo embate foi recebido com desdém, desprezo, lembrança de quem manda. Me mandam colocar-me no meu lugar, e eu assim o faço. Só que eu não posso simplesmente desistir. Caso eu vire as costas para elas agora, fico sem coluna e sem argumentos para justificar minha irresponsabilidade. Tudo bem. Eu devia ter insistido antes, ontem, talvez. Mas eu conheço minhas chefes e sei que não é o tempo que importa para elas, mas a conexão que preciso mostrar para que entreguem-se às minhas mãos e deixem de pirraça. Preciso ser todo humildade e apresentar a minha total dependência. Sem as palavras, não há crônica. Sem crônica, escritor algum se cria. Nessa via dupla, cada uma há de perceber que sem mim também não existirão. Serão eternamente apenas crianças a brincar uma brincadeira eterna, mas anônima. E elas querem aparecer, dizer a que vieram ao mundo, pegar na mão de outras pessoas. Fazerem sentido lá fora. Vivem em mim, sei como pensam. No velho ditado, conheço os bois que eu lavo. Ou melhor, conheço as palavras que invento. Você nem percebeu. Mas eu nem precisei escrever para escrever essa crônica. Não foi necessário uma ideia, um motivo, uma inspiração. Eu só precisei de palavras. Mais, eu precisei entrar em um acordo com elas. Não deram as caras como em muitas outras oportunidades, mas também não me deixaram passar vergonha. Fizemos o que podia ser feito. Talvez sem o brilhantismo de outros momentos, mas atendendo as expectativas, pagando as contas. Como na vida. Há os dias em que se brilha, se ri, se ama. Há outros em que apenas se vive, se respira, faz o que pode. Até que o coração exploda de felicidade outras tantas vezes. E está tudo bem. * Jornalista e escritor

FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

Sétima Arte

Dilemas éticos e morais em Dirigido pelo jovem cineasta brasileiro Joe Penna, “Passageiro Acidental” mostra fato inusitado e surreal vivido por trio de astronautas e o alto preço a ser pago na busca pela sobrevivência

U

ma missão espacial a Marte é coordenada pela empresa Hyperion. Extremamente arriscada e ajustada aos três tripulantes, a comandante Marina Barnett (Toni Collette), o pesquisador David Kim (Daniel Dae Kim) e a médica Zoe Levenson (Anna Kendrick), ela busca, essencialmente, verificar a possibilidade de colonização do Planeta Vermelho, muito provavelmente um dos próximos passos das missões espaciais pelas próximas décadas. A viagem é tão fascinante quanto arriscada. Desde o lançamento, com o alto risco de uma catástrofe, até a cápsula ser acoplada à nave não tripulada, enviada antes do trio, tudo precisa sair como o planejado. Mas não é só isso. É uma jornada de dois anos no espaço, em que sacrifícios de uma vida inteira estão em jogo, mas que podem render descobertas incríveis para a humanidade, seja na produção de alimentos, seja no campo da Medicina. No trio de astronautas há muito desse vigor, desse espírito, do brilho no olhar, de buscar fazer a diferença. Porém, logo no início da viagem, eles percebem um proble-

ma em um aparelho que é responsável por retirar o dióxido de carbono do ar. Ele é fundamental para evitar que o trio sufoque antes de chegar ao destino final. Mas o dano é muito pior do que imaginavam. Na parte final do processo de construção do módulo, o engenheiro Michael Adams (Shamier Anderson) teve uma concussão, desmaiou, acabou sendo enviado acidentalmente ao espaço e, para completar, danificou o equipamento que é essencial à sobrevivência de Marina, David e Zoe. A partir deste ponto, a ficção científica dá lugar a um drama existencial dos mais pesados. Tudo bem, embora seja muito difícil de acreditar que um engenheiro tenha sido “esquecido” dentro da nave e que não exista um Plano B para o caso da falha de um equipamento, essa é uma licença cinematográfica do jovem cineasta brasileiro Joe Penna. Deixando essa surrealidade de lado, é uma premissa necessária para o debate central da trama: quanto, afinal de contas, vale a vida humana? E aqui o diretor faz realmente questão de deixar claro que o quarteto está por sua conta e risco. Até mesmo os diálogos com a Hyperion não são divulgados.

Apenas se tem conhecimento das dúvidas e questionamentos da comandante e seu desespero a cada resposta imaginada da empresa. À medida que o tempo vai passando a questão se torna ainda mais complexa. A missão, a partir da chegada de um quarto passageiro, está completamente comprometida, e sobreviver passa a ser a palavra de ordem. Os dilemas éticos e morais começam a monopolizar a atenção do trio de astronautas, em especial da comandante, dominam os pensamos e corroem a alma


Inside

FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

7

Lauro Edson Da Cás

Sétima Arte

ldacas@hotmail.com

situações extremas

Imagem: Reprodução

Divulgação

?????? ????

Pesadelo espacial Michael (Shamier Anderson), Zoe (Anna Kendrick), David (Daniel Dae Kim) e Marina (Toni Collette) enfrentam o pior dos cenários em complexa missão no espaço: todas as alternativas envolvem alto risco

Título original Stowaway Título traduzido Passageiro Acidental

dos protagonistas. Não há decisões fáceis a serem tomadas e as alternativas possíveis são tão arriscadas que se chocam frontalmente com o bom senso. Sem um amparo da estrutura que está em Terra, os astronautas estão, miseravelmente, no controle da intrincada situação. Mais do que isso, tem o tempo como um componente essencial e que pressiona por uma rápida tomada de decisões. “Passageiro Acidental” é aquele tipo de filme que bagunça a cabeça do espectador,

que inevitavelmente se coloca na condição dos protagonistas. Não há caminhos fáceis a serem trilhados e mesmo a alternativa que parecia mais, digamos, “lógica”, ganha seus contornos dramáticos a partir da humanização do personagem em questão. Isso sem falar nas cenas aterrorizantes e vertiginosas quando os astronautas têm que deixar a nave. Não bastasse isso, Penna ainda deixa um caminho aberto para uma sequência. Na semana que vem, a resenha do russo “Estranho Passageiro: Sputnik”.

Direção Joe Penna Roteiro Joe Penna e Ryan Morrison Gênero Ficção Científica Drama Duração 116 minutos País Estados Unidos Brasil Ano de produção 2021 Estúdio Stage 6 Films XYZ Films Rise Pictures Rainmaker Films Distribuição Netflix

Assuntos do Momento Mesmo que estejamos distantes daquela rede social conhecida por Twitter e da possibilidade de explorar aquela função disponível do Trending Topics, (também conhecidos como Assuntos do Momento do Twitter ou TTs), é curioso ver saltitar infinitos assuntos que passam a ser comentados durante um espaço de tempo, por milhares de pessoas! Mas para você, qual é o assunto do momento? Dentro de um período de tempo é possível acontecer inúmeras coisas. De fato, tudo pode acontecer quando menos esperamos. Conforme orientações e regras através do Help Twitter, estes “Assuntos do Momento são determinados por um algoritmo e, por padrão, são personalizados com base em quem você segue, em seus interesses e em sua localização”. Assim, se tornam temas que repercutem naquele intervalo de tempo (ou momento) na rede social, além de serem um espelhamento daquilo que está acontecendo no mundo e/ou na sua região. O mês de agosto está se findando e logo chegaremos no final de ano, até porquê o tempo vai passando e mesmo que, talvez, muitos nem tenham percebido que a metade do ano já passou, estaremos, sim, nos aproximando daquele momento tenso e provocativo, principalmente para a maioria dos jovens que pretendem realizar algum concurso vestibular ou qualquer outra prova de seleção. Certamente, provas já estão elaboradas e prontas. Escolas preparatórias estão prevenidas para subsidiar conteúdos e tantos outros elementos para que os estudantes tenham êxito nestas seleções. Na internet, já há um tsunami de eventos, informativos, dicas e outras considerações sobre o que envolve esta temática de vestibulares e provas de ENEM, por exemplo. Inegavelmente, além dos conteúdos estudados nas diversas disciplinas e/ou matérias, a Redação possui um papel considerável para atingir o sucesso almejado nestas seleções. E sobre isso, você sabe quais são os temas ou Assuntos de Momento que podem servir de tema para Redação? Não esquecendo que é preciso sempre considerar todo o contexto que estamos vivendo. Pesquisando, até é possível destacar, pelo menos, três Assuntos do Momento que poderão ser tema de Redação, a saber: 1) Comportamento de manada e a manipulação social; 2) A resiliência do brasileiro em tempos de crise; 3) Os limites da cultura do cancelamento. Pois bem, a partir destes três temas, se você tivesse que fazer a Redação de um destes, como seria seu desempenho? Como é natural, quem está estudando e estudando para valer, certamente já vem se ocupando de reflexões, perspectivas, análises e ideias para colocar no papel e desenvolver, de maneira mais salutar e exitosa, tal tarefa. Comumente, mais do que ser apenas dicas, é preciso manter o hábito da leitura e se manter engajado em notícias políticas, econômicas e de atualidades que possam eventualmente aparecer nos vestibulares e afins. Enfim, para você, independentemente se farás ou não vestibular ou qualquer outra seleção, qual seria o seu assunto do momento? Tens clareza para comentar, expor suas ideias de maneira reflexiva e consistente? Ou é só expor ideias sem pensar e sem coerência? Pasmem. * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade



FARROUPILHA, 27 DE AGOSTO DE 2021

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