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Edição 10 / Maio 2011 www.infoaviacao.com

MD 520 NOTAR

Novos sensores espectrais para as aeronaves U-2 da USAF Embraer amplia sua área de atuação Aeroportos regionais requerem R$ 2,4 bi, diz associação Programa do motor alternativo F136 do JSF é oficialmente cancelado

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Morar no mundo e passar só de vez em quando em casa. É estar longe dos problemas da Terra e sonhar alto É conhecer novas culturas, lugares, e pessoas. É acorda no sul e dormir no norte. Voar sempre mais alto!...e sair da rotina! É ter estado ontem em Santiago, hoje em Buenos Aires, amanhã em São Paulo, depois de amanhã em casa e simplismente sentir saudades daquelas poltronas lotadas de gente, daquelas turbulências onde tudo para e os olhares arregalados só focam os seus movimentos. é sorrir pro passageiro na pior das turbulências. É ter bom senso e passar confiança. Ser equilibrado, serio e gentil ao mesmo tempo. Ser médico, psicólogo, pai, neto, amigo, centro de informações. É saber separa a razão do coração na hora de uma emergência. E sorrir quando se tem vontade de chorar. Poder chegar ao final de um vôo e receber de volta o sorriso de cada pessoa durante a despedida no desembarque. É deixar de lado de fora do avião as nossas particularidades. É fazer tudo para agradar seu cliente e ao final ouvir que a sua empresa e uma merda mantendo um sorriso doloroso no rosto. É ter amor ao que se faz. É não saber se volta pra casa ao final do dia. É lidar com o perigo. E ter um eterno amante: O CÉU Transformar medo em tranqüilidade; mostrar segurança ao desconhecido; receber o estranho como um velho amigo; fazer companhia ao solitário com palavras ou apenas atenção; trocar tristezas por alegrias; Irradiar sorrisos sem cobrar nada em troca; trabalhar sentimentos sem mesmo ser psicóloga ou terapeuta; Driblar a família, namorado, marido, filhos ou amigos para se ausentar em datas importantes; é esperar que seja compreendido a cada imprevisto; Afinal, assim é a aviação... Assim é a nossa profissão! Hoje estamos aqui, mas muitos estão nos ares, trabalhando para alguém poder partir ou chegar ao seu destino. Uma vida feita de muitas escalas, idas e vindas, faça chuva ou faça sol, calor ou frio. Seja feriado ou dias normais, sempre haverá comissários voando pelo céu, sempre haverá histórias alegres ou tristes, sempre haverá pequenos e grandes gestos, sempre haverá sorrisos em forma de gente. Porque ser comissário é mais do que uma profissão: É um conjunto de sentimentos, conhecimentos e gestos. Deus escolhe a dedo os tripulantes porque ele só permite que viva no céu, pertinho dele, pessoas especiais. Resumindo ser Comissário de Vôo é um privilégio! Se você tem um sonho nunca desista, pois fazer o que gosta e previlegio de poucos.

31 de Maio – Dia do Comissário(a) de Bordo

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Levando sua empresa, cultura e as belezas da aviação para todo o mundo

Anuncie: Fone: (62) 8518-0817 aviacao.com@infoaviacao.com www.infoaviacao.com

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F-X2: Consórcio Rafale faz parceria com empresas mineiras

Avião Novo Pg. 11

PRODUÇÃO DE HELICÓPTEROS COLOCA BRASIL ENTRE GIGANTES MUNDIAIS Pg.24

Lockheed Martin entrega o segundo C-5M Super Galaxy de produção para USAF Pg. 16

Lineage 1000 recebe Certificação de Tipo da Direção Geral de Aviação Civil da Índia Pg. 32

Onde TAM, Gol e Azul vão parar na briga por novos pontos de venda? Pg. 20

Programa do motor alternativo F136 do JSF é oficialmente cancelado Pg. 38 5 Maio de 2011 /


Novos sensores espectrais para as aeronaves U-2 da USAF

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Goodrich Corporation recebeu um contrato do Departamento de Defesa dos EUA para entregar dois modernizados Sensores de Reconhecimento Eletro-Óptico Senior Year (SYERS) para a U.S. Air Force (USAF) para utilização nas aeronaves de reconhecimento U-2. Essas modernizações, conhecidas como SYERS-2A, ampliarão a funcionalidade dos U-

2 pela adição de uma capacidade extra multi-espectral para a plataforma, fornecendo significativamente mais utilidade na criação e leitura das imagens. Os sensores multi-espectrais capturam imagens em específicas frequências pela espectro eletromagnético. Essas imagens podem ser utilizadas para análises de ameaças no solo e em prédios, pela detecção e mostrando as

mudanças não vistas aparentemente pelo olho humano. Os sensores serão instalados nas aeronaves de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR) U-2 operados pelo 9ª Ala de Reconhecimento, e serão fabricados pela Goodrich ISR Systems localizada em Chelmsford, Mass.

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Corte na Defesa faz Brasil suspender compra de helicópteros da Rússia

U

m dos principais contratos do programa de reaparelhamento das Forças Armadas sofreu um corte profundo: o ministro da Defesa, Nelson Jobim, decidiu suspender o processo de incorporação de novos helicópteros russos Mi-35 à Força Aérea Brasileira (FAB) – onde foram rebatizados com o nome AH-2 Sabre. A reboque dos problemas orçamentários e de assistência técnica para as seis primeiras unidades já entregues, Jobim mandou contingenciar R$ 112 milhões do programa que deveriam ser gastos ao longo deste ano. Os 12 modelos Mi-35 que o Brasil comprou da Rússia por cerca de US$ 250 milhões foram incorporados à frota da FAB em abril de 2010. O lote final, de seis unidades, deveria ser entregue até o fim deste ano. O Comando do Exército considerava a possibilidade de adquirir ao menos mais quatro desses ―tanques voadores‖ para equipar a aviação de força terrestre. O Estado apurou no Ministério da Defesa que Jobim tomou a decisão de paralisar a incorporação dos novos aparelhos aproveitando ―o

surgimento de argumentos técnicos‖. Evitando entrar em detalhes, um oficial do Comando da Aeronáutica disse que ―não há nenhum problema grave na assistência técnica, mas existem falhas em determinados componentes dos aparelhos que estão no País‖. Embora o desempenho operacional seja considerado bom, as primeiras aeronaves apresentaram problemas técnicos. Um deles foi o do estabelecimento de compatibilidade entre a eletrônica de bordo, russa, e o sistema de comunicações da FAB, que segue padrões americanos. Houve dificuldades na adaptação da conexão às fontes externas de energia. Mais recentemente, pedidos de fornecimento de peças e componentes não foram atendidos de forma conveniente. Os argumentos técnicos são vistos como ―razões providenciais‖ para segurar o orçamento da Defesa. O ministério foi um dos mais atingidos pelo corte total de R$ 50 bilhões que a presidente Dilma Rousseff decretou no início do governo. Dos R$ 15 bilhões aprovados pelo Congresso, a Defesa teve contingenciados, em fevereiro, R$ 4 bilhões.

Só suspensão. Formalmente, o governo brasileiro não rasgou o contrato com a Rússia, apenas suspendeu por todo o ano a incorporação dos Mi-35 e o respectivo desembolso. Além dos 12 helicópteros, cuja compra foi formalizada em outubro de 2008, o Brasil adquiriu um pacote de armamentos e suprimentos para manutenção por cinco anos. O acordo foi assinado no Rio, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por seu colega russo Dmitri Medvedev. À época, a imprensa russa, a começar pelo jornal Pravda, avaliou que a importação das aeronaves quebrava uma série de ―tabus‖. Trata-se dos primeiros equipamentos militares pesados comprados da Rússia pelo Brasil, e também os primeiros helicópteros da FAB desenhados especificamente para situações de combate – os que estavam em ação na época eram modelos civis adaptados. O ministro Jobim participou da cerimônia de ―batismo‖ das aeronaves, na Base Aérea de Porto Velho, em Rondônia. Jobim disse ainda que haveria transferência de tecnologia em simuladores de voo.

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F-X2: Consórcio Rafale faz parceria com empresas mineiras

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consórcio Rafale International assinado dia 01/04/, durante seminário na Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), quatro acordos com empresas mineiras e com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para treinamento de pessoal e desenvolvimento e transferência de tecnologia aeronáutica. As parcerias são parte da estratégia do grupo francês de conquistar, com apoio do empresariado, a preferência do governo na renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). O consórcio, formado pela Dassault Aviation, Snecma e Thales, disputa com a sueca Saab, fabricante do Gripen NG, e com a norte-americana Boeing, que produz os caças FA-18 Hornet, uma licitação avaliada em ao menos US$ 4 bilhões para as

aquisições, que podem ultrapassar 100 aeronaves. Uma das parcerias foi firmada entre a empresa IAS, da capital mineira, e a Snecma, para treinamento em manutenção de motores de jatos. A IAS é uma das empresas que participa do esforço do governo mineiro de criar um polo aeronáutico próximo ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. ―Levaremos o pessoal da IAS para a fábrica francesa e, depois, técnicos da França virão ao Brasil fazer o treinamento. Vamos passar à IAS toda a manutenção dos motores dos Rafales, caso eles sejam escolhidos pelo Brasil‖, disse Jean Marc Merialdo, diretor da Dassault Aviation no Brasil. Outra carta de intenção foi assinada pela Dassault e a CSEM

Brasil, instituição privada sem fins lucrativos especializada em micro e nanotecnologia. A parceria com os franceses terá o objetivo de desenvolver microssistemas para transmissão de dados e sensores sem fio, entre outros, para as aeronaves. Os dispositivos serão feitos com base na tecnologia Low Temperature Co-fired Ceramics (LTCC), que usa cerâmica de alta resistência nos sistemas. ―Esperamos contribuir com nossa experiência no desenvolvimento de soluções estratégicas‖, declarou o diretor da CSEM, Tiago Alves. Já a UFMG firmou parceria com a Snecma e a Dassault para o desenvolvimento de tecnologias aeronáuticas, de motores e de biocombustíveis para aviação, além de intercâmbio de estudantes. ―Vale a apena investir em relacionamento de longo prazo com a universidade, que já tem premissas de desenvolvimento 8 Maio de 2011 /


técnico aeronáutico de qualidade‖, avaliou Merialdo, referindo-se às pesquisas já desenvolvidas pela instituição. Os acordos de ontem se juntam a outros 63, firmados pelo consórcio com 40 empresas, para o desenvolvimento de projetos e capacitação de pessoal. Segundo o representante do grupo francês, os acordos foram feitos com a

perspectiva de que o Brasil opte pela compra do Rafale, ―mas nada impede que sejam mantidos mesmo que o governo escolha outro concorrente‖. Em fevereiro, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que, mesmo com o corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União, o governo pode anunciar ainda neste semestre qual será o fornecedor

das aeronaves. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia declarado preferência pelos franceses, enquanto a Aeronáutica avaliou as aeronaves da Boeing como melhor opção. ―Mudança de governo não significa mudança de posicionamento estratégico dos concorrentes. Mudaram as pessoas que vão avaliar as ofertas. As vantagens que cada um oferece são as mesmas‖, concluiu Merialdo.

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Destaques do programa F-35 no primeiro trimestre de 2011

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s caças de testes Lockheed Martin F-35 Lightning II realizaram vários progressos durante o primeiro trimestre de 2011, com a realização de 199 voos de teste de um cronograma planejado de 142 voos. Além disso, o modelo F-35B de decolagem curta / pouso vertical (STOVL) registrou seis vezes mais pousos verticais no primeiro trimestre do que em todo ano de 2010. O programa de teste permaneceu à frente do plano de testes, apesar da suspensão dos voos das aeronaves da frota durante a fase de testes entre 4 e 15 dias durante o período que foram investigadas as causas de uma falha dupla num gerador de energia durante um voo no dia 9 de março.

Os seguintes números e destaques fornecem um rápido resumo das atividades de testes de voo no primeiro trimestre: - Modelo F-35A de decolagem e pouso convencional (CTOL): realizados 82 voos de testes contra o planejado de 62 voos. Modelo F-35B STOVL: realizados 101 voos contra um plano de 62 voos. - Modelo F-35C (embarcado em porta-aviões): realizados 16 voos de 18 previstos. - Dois modelo de produção, AF-6 e AF-7, voaram pela primeira vez em preparação para a entrega para a U.S. Air Force este ano. As duas

aeronaves AF-6 e AF-7 voaram sete vezes no primeiro trimestre. - A variante STOVL realizou 61 pousos verticais (em comparação com 10 pousos verticais em todo ano de 2010). O BF-1 realizou o primeiro toque e arremetida no modo de pouso vertical no trimestre. - Desde o início de testes de voo em dezembro de 2006 até 31 de março de 2011, os caças F-35 já voaram 753 vezes, incluindo os voos dos modelo de produção. A Lockheed Martin está desenvolvendo o F-35 com os seus principais parceiros industriais, a Northrop Grumman e a BAE Systems. 10 Maio de 2011 /


AVIÃO NOVO Pratt & Whitney será principal fornecedor de motores para o A320neo

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Airbus antecipou as primeiras entregas do modelo A320neo para outubro de 2015 e selecionou a canadense Pratt & Whitney como fornecedora preferencial de motores. O modelo de turbina escolhido é o PW1100G. Inicialmente, a aeronave entraria

em operação apenas do segundo semestre de 2016. A companhia aérea alemã Lufthansa já decidiu que seus exemplares da nova aeronave serão equipados com as turbinas do fabricante canadense. A família modernizada e com melhor desempenho deve incluir também

novas versões do A319 e A321. Os alemães devem receber 25 do A320neo e 5 do A321neo. A companhia brasileira TAM já anunciou a compra de aeronaves do novo modelo, mas ainda não anunciou quem será o seu fornecedor de motores.

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MD 520 Notar

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MD 520 Notar é um helicóptero monomotor de pequeno porte para uso esportivo e de passeio impulsionado por uma turbina Allison C20R, com capacidade para 01 (um) piloto e mais 04 (quatro) passageiros, fabricado pela MD Helicópters, de propriedade da corporação RDM holandesa. Pode-se dizer que o helicóptero compacto MD 520 Notar dispõe do mais inteligente, avançado, revolucionário e interessante sistema anti-torque disponível no mercado internacional de asas rotativas, uma tecnologia exclusiva chamada ―Notar – No Tail Rotor‖ criada, desenvolvida, refinada e patenteada pelo extinto fabricante norte-americano Mc Donnell Douglas e, posteriormente, comprada pela Boeing e licenciada para a MD Helicópters holandesa.

Não há nada parecido no mercado: O moderníssimo sistema antitorque ―Notar‖ surpreendentemente dispensa a necessidade do conjunto de rotor de cauda, presente na maioria dos helicópteros, por um conjunto formado por uma espécie de ventilador ou ―blowler‖ embutido no cone de cauda alargado e adaptado para permitir a circulação do ar comprimido até sua extremidade, equipada com um mecanismo regulador da saída de ar, gerando assim o tal efeito antitorque, necessário para manter ou auxiliar a manobrabilidade ou estabilidade da aeronave. Os elevados níveis de segurança e o baixíssimo nível de ruído interno e externo alcançados pelo MD 520 Notar se explicam justamente pela ausência do rotor de cauda, que é considerada uma peça crítica na maioria dos helicópteros disponíveis no mercado, seja para uso civil ou militar.

As vendas do MD 520 Notar foram iniciadas na década de 90 pela divisão de helicópteros da então gigante norte-americana Mc Donnell Douglas , mas a falência desse fabricante comprometeu por alguns anos a continuidade do projeto, até a sua patente finalmente ser comprada pela MD Helicópters. NOTAR NOTAR, um acrónimo em inglês para sem rotor de cauda (no tail rotor), é um processo de estabilização para helicópteros desenvolvido pela McDonnell Douglas, no qual elimina a utilização de rotores de cauda em helicópteros, permitindo assim uma operação mais segura e silenciosa. O NOTAR utiliza o efeito Coandă, enviando o ar das hélices do rotor principal para a junção da cauda com a fuselagem principal. Um ventilador está colocado na 12 Maio de 2011 /


fuselagem da secção imediatamente a seguir à cauda sendo operado pela transmissão do rotor principal. O controlo da força de rotação é afectado utilizando esta baixa pressão e ar de alto volume enviando através da cauda. Existem actualmente três helicópteros que utilizam a tecnologia NOTAR, todos produzidos pela McDonnell Douglas: MD 520N, uma NOTAR variante da série MD500 Defender MD 600N, uma versão maior do MD 520N MD 900 Explorer MD 600N MD 600 é um oito-lugar, luz, helicóptero monomotor equipado com Notar. MD-600 oferece baixos custos operacionais e desempenho aprimorado. É mais silencioso, mais rápido, mais

seguro do que muitos outros helicópteros de sua classe. MD600 está disponível tanto para aplicações civis e militares. É apropriado para a utilidade, evacuação médica, transporte VIP, a aplicação da lei, e passeios aéreos. MD Helicopters MD-600N é o modelo de produção atual.

O habitual rotor de cauda, cujo objectivo é impedir que o helicóptero gire sobre ele próprio, foi substituído por um perfil de cauda especialmente estudado que utiliza o fluxo do ar gerado pelo rotor central para dirigir o helicóptero na direcção correcta, como uma asa.

MD-600 é alimentado por um Rolls Royce único motor de turbina Allison 250-C47M avaliado em 530 shp. A simplicidade mecânica de seis pás do rotor principal sistema oferece alta confiabilidade no baixo custo de oportunidade. pás do rotor principal são retidos por um sistema exclusivo pack correia que acomoda pás do rotor principal flapping e franjas. As poucas peças que resultam em maior confiabilidade. O sistema de retenção simples lâmina não tem graxeiras. lâminas individuais são facilmente substituídos.

Este sistema patenteado baptizado de NOTAR (NO TAil Rotor - sem rotor de cauda) oferece múltiplas vantagens, entre elas, maior segurança (na carga e na descarga), menos barulho e melhor maleabilidade da máquina,

O MD900 Explorer O MD900 Explorer que leva passageiros para voos de grande espectacularidade acima dos Alpes é um helicóptero americano de última geração. Pilotado normalmente por inúmeros membros da direcção Breitling, distingue-se nomeadamente pelo seu sistema especial «anti-couple».

nomeadamente num contexto militar, quando se trata por exemplo de subir perto de árvores ou de pousar num espaço limitado. Primeiro helicóptero comercial totalmente concebido com ajuda de técnicas CAD em computador, o MD900 Explorer dispõe de um sistema de navegação ultramoderno. Possui igualmente um separador de partículas que permite voar com poeira.

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Amada e odiada

Ao investir em conforto e glamour, a Emirates passou a atrair passageiros e a ira de outras companhias aéreas — que a acusam de competição desleal.

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ada de lanche restrito a uma barrinha de cereal, copos de plástico e cobrar, separadamente, pelo refrigerante. O serviço da Emirates, empresa aérea com sede em Dubai, é a antítese do das companhias low cost, que se tornaram uma referência no mercado mundial de aviação civil nas últimas duas décadas. Na primeira classe de seus 15 aviões A380, os maiores do mundo, os passageiros têm chuveiro, cabine individual e um bar aberto para confraternização. Quem viaja na classe executiva de suas aeronaves tem direito de ir e voltar do aeroporto numa limusine — inclusive no Brasil. Os

passageiros da classe econômica não desfrutam de tantos mimos, mas comem com talher de metal e bebem em copos de vidro. Criada em 1985 como parte da estratégia de Dubai de se tornar um grande centro de negócios e turismo entre o Ocidente e o Oriente, a Emirates Airlines foi a única entre as dez maiores companhias aéreas do mundo a conseguir lucrar durante a crise de 2009, quando os resultados do setor entraram em queda livre. Na Europa, a Emirates conseguiu ganhar mercado com uma estratégia de interiorização. Normalmente, os europeus só conseguiam voar para fora de seus

países fazendo conexão na capital, em aeroportos muitas vezes lotados e onde as companhias locais possuíam vantagens. A Emirates passou a oferecer voos a partir dos chamados aeroportos secundários, como Manchester e Newcastle, na Inglaterra, e Hamburgo e Leverkussen, na Alemanha. Além disso, nos voos para a Ásia e a África, a empresa começou a fazer uma parada no luxuoso aeroporto de Dubai. Com hospedagem e alimentação gratuitas, ninguém reclamou. Foi assim que a Emirates conseguiu ser a empresa líder em voos internacionais na Holanda e na Itália e passou a ocupar a segunda 14 Maio de 2011 /


posição na França, na Alemanha e na Inglaterra. Mais importante, é líder mundial em número de passageiros por milhas voa-das, uma das estatísticas mais relevantes na aviação civil. ―A Emirates oferece, por preço semelhante ou menor, um serviço muito melhor que o da concorrência. Companhias de todo o mundo têm muito medo dela‖, diz John Leahy, presidente da fabricante francesa de aviões Airbus. Nos últimos dois anos, a Emirates tem sido o alvo predileto de suas concorrentes. Em 2010, a consultoria americana Arthur D. Little, contratada pela alemã Lufthansa, publicou um relatório no qual acusava a Emirates de ser beneficiada pelo governo de Dubai. Em setembro, o então presidente da holandesa KLM lançou dúvidas sobre a origem do dinheiro que financiou a encomenda de 90 aviões A380 da Airbus. Toda essa artilharia fez a Emirates quebrar o silêncio em novembro passado. Primeiro, seus executivos negaram as acusações de beneficiamento com argumentos sólidos. Em seguida, partiram para o ataque. Divulgaram o quanto diversas companhias aéreas receberam de ajuda de seus respectivos países nos últimos 25 anos — 880 milhões de euros para a Air France, 800 milhões de euros para a Lufthansa, 11 bilhões de dólares para a JAL —, seja em forma de injeção de dinheiro, seja

em empréstimos subsidiados ou em perdão de dívida.

milhões para 43 milhões passageiros por ano.

As acusações da concorrência fazem referência aos baixos custos da Emirates e à sua relação com o governo de Dubai. O presidente do conselho de administração, o xeque Ahmed bin Saeed alMaktoum, é presidente da Dnata (empresa que administra o aeroporto de Dubai) e da Autoridade da Aviação Civil de Dubai, órgão que controla a indústria. Também é tio do xeque Mohammed bin Rashid al-Maktoum, que acumula os cargos de premiê e vice-presidente dos Emirados Árabes e é emir de Dubai.

Capitalismo de dubai

O motivo da guerra total contra a Emirates é um só: os analistas de mercado são unânimes em apontar a companhia como a mais promissora do setor de aviação civil. ―A Emirates tem um hub bem no meio das rotas que mais crescem — as que ligam China e Índia às Américas. Além disso, conta com bons executivos e uma frota nova e eficiente‖, diz Vikran Krishnan, analista do setor aeroespacial da consultoria americana Oliver Wyman. Sem falar que mais da metade da população mundial está num raio de 8 horas de voo de Dubai e que a Emirates não encontra dificuldade para ampliar seu hub. Enquanto os europeus buscam soluções para a falta de espaço e leis ambientais, o Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Dubai, cujo único inquilino é a Emirates, vai aumentar sua capacidade de 30

de

A inexistência de sindicatos e de impostos de renda e serviços permite que os custos da Emirates com salários sejam 48% mais baixos que a média europeia. As taxas aeroportuárias em Dubai são, em média, 25% menores que na Europa. ―O governo de Dubai é inteligente. Investe constantemente para aumentar a eficiência de seu aeroporto e cobra uma taxa baixa para seu uso. Não lucra muito com o aeroporto, mas atrai milhões em negócios e turistas‖, diz Giovanni Bisignani, presidente da Associação Internacional do Transporte Aéreo, mais conhecida pela sigla Iata em inglês. De fato, os críticos da Emirates parecem errar o alvo. A companhia talvez seja o melhor exemplo de capitalismo moderno em Dubai. A concorrência enfrenta exatamente as mesmas condições de impostos e taxas no país, e não existe restrição — a não ser de espaço e tempo — para a criação de rotas pelas 110 empresas que operam no emirado. ―Nada é mais próximo da concorrência perfeita em Dubai do que a indústria aeronáutica‖, diz Jim Krane, autor do livro City of Gold — Dubai and the Dream of Capitalism (―Cidade de ouro — Dubai e o sonho do capitalismo‖, não publicado no Brasil). Muito diferente das outras estatais da cidade-estado, com monopólios em setores como construção civil e portos.

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Lockheed Martin entrega o segundo C-5M Super Galaxy de produção para USAF

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Lockheed Martin entregou a segunda aeronave C-5M Super Galaxy de produção para a U.S. Air Force, numa cerimônia dia 11 de abril, junto com a tripulação na Base Aérea de Dover, Delaware. A quinta aeronave C-5M no geral entregue para Força Aérea dos EUA, essa aeronave agora passará por uma restauração da pintura interna na Base da Guarda Aérea Nacional de Stewart, New York, antes de partir para sua base definitiva em Dover.

O Maj. Gen. James T. Rubeor, comandante da 22ª Força Aérea, da Reserva da Força Aérea, disse num comunicado: ―Embora ainda seja cedo, as realizações operacionais do C-5M em tão curto espaço de tempo são extraordinárias. Obviamente, este é um enorme investimento para a Força Aérea. Com este quinto Super Galaxy, nós estamos adicionando um novo nível de capacidade para a equação de como determinar como o transporte aéreo estratégico é utilizado em operações de

contingência no presente e no futuro.‖ A Lockheed Martin possui um contrato de modernização de um total de 52 C-5s, consistindo de 49 modelos B, dois C e um A, através do programa Reliability Enhancement and Re-Engining Program (RERP), o qual incorpora mais de 70 mudanças e melhorias, incluindo novos motores mais silenciosos General Electric. Três aeronaves de testes foram entregues e voaram antes do programa de modernização entrar em produção total.

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17 Maio de 2011 /


Embraer amplia sua área de atuação

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Embraer negocia com a China a possibilidade de construir jatos executivos da família Legacy no país. Esse seria um caminho para evitar o fechamento da fábrica que a companhia brasileira possui na cidade de Harbin em parceria com a estatal Avic, que entregará as duas últimas encomendas do avião regional ERJ-145 no fim de abril. A expectativa da empresa e do governo brasileiro é chegar a um acordo que possa ser anunciado durante a visita da presidente Dilma Rousseff à China. O mercado de aviação executiva na China está engatinhando, mas a previsão dos analistas é a de que país comprará 470 jatos particulares nos próximos dez anos. A China já tem o segundo maior número de bilionários do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com poder de fogo suficiente para ter seus próprios aviões executivos. A Embraer já vendeu três Legacy e um Lineage para clientes chineses, o preço das aeronaves é de US$ 30,5 milhões e US$ 50,5 milhões, respectivamente.

Continuar na China O objetivo inicial da companhia brasileira era usar a fábrica na China para produzir o E-190, avião com capacidade para até 120 passageiros que passou a ser mais demandado pelas companhias aéreas chinesas do que o ERJ-145, de 50 lugares. Mas as negociações se arrastam há meses, sem um sinal positivo do governo chinês. Qualquer que seja o desfecho das conversas sobre a produção de jatos executivos, a Embraer continuará a operar na China. Além dos aviões que são fabricados em Harbin, a empresa brasileira exporta ao país asiático aeronaves que saem de sua linha de montagem em São José dos Campos. No ano passado, os embarques da Embraer para a China somaram US$ 368,4 milhões, cifra inferior apenas às vendas realizadas para os Estados Unidos, de US$ 423,7 milhões.

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Aviação regional Segundo Guan, a empresa já vendeu 65 jatos E-190 para a China, dos quais 38 foram entregues. Existem outros 44 aviões ERJ-145 voando no país, aos quais se somarão os dois últimos que serão produzidos na fábrica de Harbin até o fim de abril. ―Nosso produto é extremamente competitivo e temos 70% do mercado de aviação regional na China‖, observa Guan, se referindo ao segmento que abrange aeronaves de até 120 lugares. No ano passado, a Embraer criou uma subsidiária na China para prestar serviços de assistência técnica a seus clientes no país. Além disso, a empresa assinou nos últimos meses contratos com quatro empresas de leasing chinesas para financiar a venda de seus aviões no país. O mais recente deles foi firmado no início do mês de abril com a Minsheng Financial Leasing. Avião militar A Embraer informou que selecionou a sua subsidiária Eleb Equipamentos Ltda. para o desenvolvimento e produção dos trens de pouso do novo jato de transporte militar KC-390. Em nota, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, disse que a seleção foi resultado de uma minuciosa avaliação que considerou todos os aspectos técnicos e comerciais do projeto, bem como a experiência da empresa, a tecnologia utilizada e a gestão dos riscos de desenvolvimento. A Eleb é uma subsidiária integral da Embraer e conta com 28 anos de experiência no projeto e manufatura de trens de pouso e componentes hidráulicos para a indústria aeronáutica. A empresa participou do desenvolvimento dos trens de pouso do caça subsônico AMX, jatos comerciais das famílias ERJ 145 e dos jatos 170/190, jatos executivos Phenom 100, Phenom 300, Legacy 600, Legacy 650 e Lineage 1000 e também do turboélice de ataque leve e treinamento avançado Super Tucano. A origem da Eleb remonta à década de 1980, quando a Embraer criou a EDE – Embraer Divisão Equipamentos para desenvolver conhecimento associado à tecnologia de projeto e produção de sistemas de trem de pouso e componentes hidráulicos para a indústria aeronáutica. Em 1999, a EDE deu origem à Eleb – Embraer Liebherr Equipamentos do Brasil S.A., uma joint venture entre a Embraer (60%) e a suíça Liebherr Aerospace (40%). Em 2008, a Embraer adquiriu a totalidade do capital da empresa, que passou a ser denominada Eleb Equipamentos Ltda. A empresa conta com cerca de 800 empregados e ocupa uma área de 24 mil metros Quadrados em São José dos Campos. Com forte atuação nos mercados norte-americano, europeu e asiático, a empresa tem receita anual da ordem de US$ 100 milhões. 19 Maio de 2011 /


Onde TAM, Gol e Azul vão parar na briga por novos pontos de venda? Lojas, metrô e rodoviária são apenas o começo; um dia, talvez seja possível comprar em bancos e supermercados.

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embrando aquela música, toda companhia aérea tem de ir aonde o passageiro está. Nem que, para isso, seja preciso oferecer passagens em lojas, quiosques do metrô e rodoviárias. Para cativar a famosa classe C emergente, TAM, Gol e Azul descobriram o óbvio: a maior parte desses potenciais clientes ainda passa longe dos meios tradicionais de venda de passagens. ―Para aproveitar a ascensão da nova classe média, as empresas precisam de mais capilaridade‖, afirma Richard Lucht, diretor nacional de pós graduação da ESPM e professor colaborador do ITA. E esta é a senha do que leva TAM, Gol e Azul a freqüentar ambientes inéditos.

Capilaridade, é bom lembrar, não quer dizer necessariamente abrir mais pontos de venda do tipo que a empresa já possui. Muitas vezes, é bem o contrário: significa criar novos meios de vendas para clientes que não utilizam os canais tradicionais. Olho no olho Quando foi fundada, em 2001, a Gol orgulhava-se, entre outras coisas, de vender passagens aéreas apenas pela internet. Para manter seu modelo de baixo preço e baixo custo, a empresa não oferecia guichês físicos. Desde então, a Gol rendeu-se à evidência de que, para aumentar sua base de clientes, era preciso buscar novos canais de venda.

Afinal, poucas pessoas da emergente classe C que pretendia levar para seus aviões tinham o hábito de fazer compras online – muitos sequer têm computador ainda. Não por acaso, a Gol iniciou uma empreitada para se aproximar fisicamente desses passageiros em potencial – abriu lojas em ruas de comércio popular e, recentemente, implantou quiosques em três estações do metrô de São Paulo. Atualmente, a classe C representa 47% dos passageiros da Gol. Além das dificuldades de acessar os meios tradicionais de venda, a classe C também tem outros hábitos de compras. Na prática, trata-se de clientes mais acostumados ao contato ―olho-noolho‖. ―Esses consumidores se 20 Maio de 2011 /


sentem mais seguros, se estiverem interagindo com alguma coisa que não seja apenas a internet‖, diz Lucht. Sem tapete vermelho Nos anos 90 e início dos anos 2000, a TAM cresceu e construiu sua fama baseada na qualidade de atendimento. Ficaram famosos o tapete vermelho e o piano de caudas que os passageiros encontravam nas salas de espera da companhia. O lendário Comandante Rolim, dono da TAM, costumava receber os clientes pessoalmente. As tentativas de fazer a TAM ganhar altitude, após a morte de Rolim, envolveram frequentes crises de identidade da companhia, que ora reafirmava sua vocação para um atendimento diferenciado, ora tentava se popularizar. A força da classe C, contudo, parece ter colocado definitivamente esses passageiros no radar da TAM. Além da parceria com a Casas Bahia, a empresa testou vender passagens no Centro de Tradições Nordestinas, em São Paulo. A TAM também permite que passagens compradas na internet sejam pagas em casas lotéricas, mediante a apresentação do boleto impresso. Para alcançar os universitários, a empresa abriu um quiosque na universidade paulista Unip.

―A aviação é, cada vez mais, um negócio de integração de canais. Dentro disso, há uma parcela de desenvolvimento de nicho e de potencialização de cada um desses canais‖, afirma Manoela Amaro diretora de Marketing da TAM. Pelas estradas da vida O projeto da TAM culminou, no final de março, com a parceria com a companhia de ônibus Pássaro Marron (sim, com ene no final). A viação passou a vender passagens da TAM nos guichês de rodoviárias, e também a fazer a venda casada de bilhetes aéreos e rodoviários. Manoela já avisou que a TAM não vai parar por aí. ―Buscamos outras empresas para aumentar as parcerias‖, diz Amaro. A associação com a Pássaro Marron – que atende 50 cidades nos estados de São Paulo e Minas também é um modo de a TAM alfinetar as empresas de aviação regional, como Azul e Trip, segundo Lucht, da ESPM. A Azul já vende passagens em parceria com o Magazine Luiza desde 2010 em três lojas da rede no interior do estado. Além disso, a aérea possui pontos de venda físicos em três shoppings na cidade de São Paulo e uma parceria com a Yes Net, uma rede de lan houses instalada em hipermercados. Há planos de expansão nas duas frentes. A idéia é terminar o ano

com seis lojas próprias. A Trip e a Webjet não tem novas parcerias. A Avianca não se manifestou até o fechamento dessa matéria. Cereais, sabonetes e passagens Para Lucht, da ESPM, TAM, Gol e Azul estão apenas arranhando o potencial de vendas de canais alternativos. O especialista vê espaço para parcerias semelhantes com casas loterias, postos de correio e agências bancárias, por exemplo. ―Todo e qualquer ponto com internet é tem grande potencial para vender passagem aérea‖, diz. Os supermercados também são um filão ainda inexplorado, segundo Marcelo D‘Emídio, chefe do departamento de marketing da graduação da ESPM. Um empecilho, neste caso, seria o fato de que algumas grandes redes de hipermercados contam com agências de viagens instaladas em suas dependências. A busca por novos pontos de venda é uma tendência que companhias aéreas de outros países emergentes devem seguir, segundo Respício do Espírito Santo. ―Acredito que essa iniciativa das aéreas brasileiras deve ser repetida em países como Índia, China e México‖, diz. Talvez esteja próximo o dia em que as passagens aéreas vão entrar na lista de compras do supermercado.

21 Maio de 2011 /


UMA PAIXÃO CHAMADA AVIAÇÃO

22 Maio de 2011 /


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oar. Foi esse o sonho do ser humano, que foi atingido, com o maior dos êxitos, a mais de 100 anos atrás, por ALBERTO SANTOS DUMONT. Natural da antiga cidade de Palmira, estado de Minas Gerais. De lá pra cá, o progresso da aviação, vem crescendo num ritmo impressionante. Antigamente, para se voar, era uma verdadeira dificuldade. Hoje, com apenas um toque na tela, o piloto consegue visualizar e monitorar tudo o que envolve um vôo, seja qual for à duração e distância do mesmo. Sempre costumo dizer o seguinte para o pessoal que querem encarar a aviação. Analisem dois lados. O lado emoção, e o lado da razão. Pelo lado da emoção, o que se pode dizer, é que com amor e dedicação, tudo se consegue na vida, já pelo lado da razão, o mercado está expansivo. Prova disso, nas principais manchetes dos mais variados jornais e revistas, mostram a falta de profissionais capacitados no Brasil. Voar é para todos, por mais que tenha pessoas que não reflitam isso. Mas é a verdade, voar é para o presidente, diretor, executivo, balconista, pipoqueiro, e até mesmo o meu antigo caso, verdureiro. Vendia verduras de folhas na rua, com uma carriola. Tendo muito contato com o publico, sempre convido as pessoas, há conhecer um pouco mais sobre o mundo da aviação, tal qual dá para se perceber, que voar, é o sonho de muita gente, inclusive pessoas de idade. Muitos me perguntam se piloto ganha bem. Isso, por mais que não pareça, é uma questão de difícil resposta. Isso parte da ambição da pessoa. Tenho

amigos, que fazem à mesma coisa, voam o mesmo numero de horas, e tem pagamentos diferentes. O que deve fazer é uma negociação amigável para ambos os lados. Vale lembrar que o candidato a piloto, deverá primeiro, obter o CCF de 2º classe. Com o mesmo em mãos, o aluno irá prestar a banca, tal a qual, é uma avaliação final, da ANAC – Agencia Nacional de Aviação Civil, onde o aspirante a piloto realizará cinco provas, dentre elas...Conhecimentos técnicos de avião. Teoria de vôo e aerodinâmica. Regulamento de trafego aéreo. Meteorologia aeronáutica, e Navegação aérea. O mesmo sendo aprovado, ele partirá para a melhor parte, a pratica do PPA (piloto privado de avião). Depois do PP, vem o PC, assim, com o PC em mãos, o piloto poderá atuar na atividade. Cabendo ao mesmo, realizar quais cursos deseja seguir, entre eles agrícola, comercial, entre outros. Realmente, é o que diz o titulo. UMA PAIXÃO CHAMADA AVIAÇÃO. O aviador fica horas e mais horas em campos de aviação, curtindo pousos, decolagens, voando por trabalho, ou mesmo por hobby, tirando milhões de fotos para compartilhar nos diversos meios de comunicação existente, com seus ―IRMÃOS DE ASAS‖. Por isso, a você futuro comandante. Estude a fio. Estude mesmo, qualquer duvida, o professor existe para tirar duvidas e lhe auxiliar na caminhada. Mas não se esqueça jamais, dos dizeres a seguir... .....Tenha como meta principal na aviação, CRESCER, mantenha o foco em cada coisa na vida. Tenha primeiro, DEUS ( ou uma crença particular sua ), em segundo, VOCÊ, e em terceiro lugar. OS SEUS PROPÓSITOS....fazendo assim, conseguirá atingir o tal sonho de aviador.....

Tiago Balduino Ricci

23 Maio de 2011 /


PRODUÇÃO DE HELICÓPTEROS COLOCA BRASIL ENTRE GIGANTES MUNDIAIS

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ova geração de helicópteros das Forças Armadas

Em 2012, o Brasil começará a produzir uma nova geração de helicópteros militares e poderá ter uma das quatro maiores empresas mundiais do setor. De tecnologia franco-alemã, os EC 725 serão montados em Itajubá (MG), com investimento total de R$ 420 milhões. As Forças Armadas receberão 50 modelos até 2020, ao custo de 1,8 bilhão de euros.

simulador de voos no Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, a Helibras responde por 4% do faturamento total da Eurocopter, cuja receita anual é estimada em 170 milhões de euros. As três primeiras aeronaves da frota foram apresentadas na 8ª edição da LAAD Defence & Security, na capital carioca. A feira de equipamentos de segurança e defesa também reúne produtos para o mercado governamental – Polícia, Bombeiros e Forças Armadas.

A produção brasileira do EC 725 será feita pela Helibras. A fabricante de helicópteros – única na América Latina – é controlada pela multinacional franco-alemã Eurocopter, que possui unidades de negócios na França, Alemanha e Espanha. A expectativa é de que a fábrica brasileira produza tanto quanto as empresas instaladas nos países associados.

Os novos modelos pretender dar agilidade no transporte de tropas para operações militares e de busca e resgate. ―Também serão usados no controle da chamada ‗Amazônia azul‘, onde ficam nossas reservas petrolíferas‖, afirma o almirante Júlio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha.

Como haverá transferência de tecnologia, o grupo não quer que a Helibras fique restrita à produção militar e já foca em áreas como segurança pública, petróleo e gás. O próximo passo para atrair o mercado será a construção de um

A produção nacional existe desde 1978, mas o Brasil só fabrica helicópteros AS 550, conhecidos como ―Esquilos‖. O modelo é bastante utilizados pelas polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros.

De acordo com especialistas, as quatro maiores empresas mundiais são a Eurocopter, Agusta (Itália), Sikorsky (EUA) e Bell (EUA). A parceria entre Helibras e Eurocopter foi impulsionada em 2008, com a criação da Estratégia Nacional de Defesa pelo governo brasileiro. Atualmente, 11% do valor agregado nos três modelos EC 775 entregues às Forças Armadas são nacionais. Significa dizer que equivale ao percentual de peças e componentes fabricados pela indústria brasileira. Por contrato, até 2020, o Brasil terá de projetar e construir seu primeiro modelo com 50% de ―valor agregado‖ nacional. ―Esses helicópteros são os mesmos usados pela Petrobras para levar funcionários às plataformas de petróleo. Porém o deles é um modelo civil, EC225. As aeronaves militares serão adaptadas‖, afirmou Sérgio Roxo, gerente de vendas militares da Helibras. ―Os do Exército, por exemplo, receberão duas metralhadoras laterais. Os da Marinha vão carregar mísseis. Todos terão um sistema de defesa passiva, que detecta ataques externos.‖ 24 Maio de 2011 /


F-X2: Rússia quer voltar ao jogo

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pontada em 2002 e em 2004 como a provável vencedora da disputa entre empresas do setor aeronáutico para venda de caças ao Brasil, a fábrica russa Sukhoi tenta voltar ao jogo em andamento com as outras três concorrentes. A compra das aeronaves pelo governo brasileiro foi tema ontem da conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, logo depois da reunião do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O russo saiu animado da quase meia hora de conversa, porque Dilma respondeu que ―o assunto está em aberto‖. Medvedev puxou o assunto perguntando à presidente brasileira se ela havia recebido a carta que ele enviara no último dia 4. O russo oferecia os caças. Ela disse que sim e comentou que ―nada estava decidido a esse respeito‖. Ministros presentes à reunião entenderam que Dilma vai zerar a corrida para a compra dos aviões, mas o chanceler Antonio Patriota comentou que ela acenou com

interesse em retomar o projeto do Sukhoi, porém a conversa não foi conclusiva. ―O tema da cooperação militar, de defesa, também foi levantado no encontro com o primeiro-ministro da Índia. Eles estão interessados em adquirir caças de treinamento, além de uma proposta de compra de nove aviões tucanos da Embraer, que já está sendo negociada há algum tempo‖, afirmou Patriota. A compra dos caças foi um dos primeiros projetos que a presidente Dilma tirou da bandeja de assuntos urgentes e colocou sobre a mesa de estudos para analisar melhor antes de tomar uma decisão. Afinal, o projeto F-X 2, da compra de 36 caças, envolve e uma série de cláusulas que precisam de uma negociação exaustiva, caso, por exemplo, da transferência de tecnologia. Ao longo do segundo mandato do presidente Lula, os caças Rafale (França), Super Hornet (EUA) e o Grippen (Suécia) travaram uma disputa em que, a cada ano, um estava mais acima que os outros

dois concorrentes. Primeiro, foi o caça sueco, Grippen, apontado como o favorito pelas autoridades aeronáuticas. Depois, em setembro de 2009, quando o presidente da França, Nicolas Sarkozy, veio ao Brasil, a bola da vez eram os Rafale. Por último, apareceu o Super Hornet, da Boeing, com um intenso trabalho de propaganda. Diante de tanto vaivém, o presidente russo tenta agora pegar a sua onda nesse projeto. Se a presidente Dilma decidir mesmo zerar o jogo, como pareceu inclinada para alguns ministros, a compra dos caças pode deixar de ser uma mera decisão e produto para fazer parte da geopolítica nacional. E o fato de a Rússia pertencer ao Brics, grupo ao qual o governo deseja dar uma prioridade em vários assuntos, pode acabar representando uma vantagem. Mas antes de avançar esse sinal, a ordem é conversar com o setor de Defesa. Afinal, se tem algo que a presidente não gosta é avançar num tema sem combinar com o time. A questão dos caças é um deles. 25 Maio de 2011 /


Japão lança oficialmente sua competição F-X

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Japão oficialmente lançou sua competição F-X para novos caças através do envio de uma requisição para propostas (RfP) para três potenciais competidores. A Boeing e a Lockheed Martin vão receber por parte do Governo dos EUA a RfP do Japão para seus caças F/A-18E/F Super Hornet e F-35 Lightning II, respectivamente. Como representante do Reino Unido, o consórcio Eurofighter receberá a requisição do Japão para o caça Typhoon.

Cada competidor deverá receber em breve a cópia da solicitação. O Japão emitiu a Requisição apenas algumas semanas após o país ter sido atingido pelo terremoto, tsunami e crise nuclear, deixando cerca de 26.000 pessoas mortas e a segurança pública em risco. Os danos causados pelos desastres naturais incluiram a perda total de um esquadrão de 18 caças Mitsubishi F-2B, com algumas aeronaves sendo totalmente arrastadas pelas águas da tsunami que atingiu a Base Aérea de Matsushima.

Enquanto isso, o Japão deu início a desativação de sua frota de antigos caças McDonnell Douglas F-4 Phantom IIs, os quais devem ser substituídos pelos novos caças adquiridos no programa F-X. O Japão originalmente expressou interesse em adquirir o caça Lockheed Martin F-22A Raptor, mas o Congresso dos EUA decidiu proibir as exportações do caça de superioridade aérea de quinta geração. Ao invés disso, o Japão lançou a competição F-X enquanto prepara investimentos para o desenvolvimento do demonstrador stealth ATD-X. 26 Maio de 2011 /


27 Maio de 2011 /


Aeroportos regionais requerem R$ 2,4 bi, diz associação

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úmero foi apresentado hoje pelo representante da entidade, Anderson Correia, durante o Seminário Internacional de Concessão de Aeroportos Levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) estima que serão necessários investimentos de R$ 2,4 bilhões entre 2011 e 2015 para adequar um grupo de 174 aeroportos regionais para atender ao crescimento da demanda nesses terminais. O número foi apresentado hoje pelo representante da entidade, Anderson Correia, durante o Seminário Internacional de Concessão de Aeroportos, que acontece em São Paulo. Segundo o especialista, o levantamento completo, com a necessidade de cada aeroporto, será encaminhado pela associação ao Ministério do Turismo. Correia explica que esse conjunto é composto, principalmente, de aeroportos municipais e estaduais, mas também conta com aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de InfraEstrutura Aeroportuária (Infraero), como Vitória e Cuiabá, que não estão contemplados no pacote de

investimentos previstos para atender à Copa do Mundo de 2014. Copa do Mundo O especialista, que é doutor em engenharia de transportes e exsuperintendente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), classificou como realista o estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que indicou que nove dos 13 aeroportos que receberão investimentos para modernização e aumento de capacidade, com vistas à Copa do Mundo de 2014, não ficarão prontos a tempo. "É muito improvável que a Infraero consiga cumprir o cronograma de modernização e aumento da capacidade dos aeroportos no prazo previsto", afirmou, destacando que essa é uma opinião pessoal, e não da Abetar. Segundo Correia, cumprir os prazos seria difícil até mesmo para a iniciativa privada. Ele estima que a construção de um novo aeroporto em São Paulo, como já foi cogitado, levaria no mínimo 10 anos. "Os prazos da Infraero não são realistas e o prognóstico para a Copa é alarmante", afirmou. O representante da Abetar acredita que o governo deverá conseguir

cumprir apenas as obras emergenciais e terá que ter um plano B para atender ao aumento da demanda previsto para a Copa do Mundo. "Teremos que ter horários alternativos de voo, durante a madrugada, usar a (Rodovia Presidente) Dutra para deslocamento de pessoas durante o evento e até mesmo pedir para que os estrangeiros não venham para o País", declarou. Na opinião do especialista, faltou planejamento. "Para o curto prazo temos recursos, mas não teremos agilidade", avaliou. Correia lembrou ainda que os projetos de ampliação dos aeroportos de Guarulhos (em estudo há três anos), Viracopos e Brasília ainda não foram concluídos. Questionado por jornalistas se podemos esperar um caos aéreo durante a Copa, Correia disse que não, mas ressaltou que não haverá condições ideais no que diz respeito a serviços. Ele lembrou que os terminais provisórios poderão atender aos passageiros, mas faltará infraestrutura para atender as aeronaves. "É só um quebra-galho, e de que adianta?", indagou. Para o especialista, as condições estarão longe do que o Brasil está prometendo.

28 Maio de 2011 /


Revestimentos absorventes radar do JSF estão sendo aplicados nos F-22 Raptors

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s mais recentes caças F-22 Raptor que estão sendo produzidos para a Força Aérea dos EUA na fábrica da Lockheed Martin em Marietta, Georgia, receberam melhoramentos nos revestimentos absorventes radar derivados do programa F-35 Joint Strike Fighter também da fabricante. ―Alguns sistemas de revestimentos [baixa visibilidade] e preeenchimentos de lacunas que o F-35 tinha em vantagem, foram incorporados nos Raptor‖, disse Jeff Babione, vice-presidente e gerente geral do programa F-22 da Lockheed Martin . Os novos materiais não alteram a seção transversal reta radar do F22, mas melhoram a durabilidade desses revestimentos. O benefício para a Força Aérea é uma carga de manutenção reduzida, disse Babione. ―O programa F-35 tinha alguns materiais mais robustos que eram mais duráveis, e fomos capazes de transpor para o F-22″, disse ele. ―Assim, nosso sistema é melhor, e o custo do ciclo de vida do F-22 fica reduzido.‖

Dan Goure, analista do Instituto Lexington, em Arlington, Virgínia, concordou que a adaptação do F22 com o revestimento do F-35 vai salvar da USAF uma quantidade significativa de tempo e dinheiro quando se trata de manutenção. ―Ele não vai transformar o avião, mas o que ele vai realmente fazer é deixar muito mais barato de operar a frota de F-22, que é extremamente importante dado o seu tamanho pequeno‖, disse ele. Apesar da declaração da Lockheed Martin de que os revestimentos derivados do F-35 não vão alterar a seção transversal reta radar do F22, Goure disse que suspeita que os novos materiais devem melhorar a sua assinatura já impressionante dos Raptors. ―Eu ficaria muito surpreso se isso não fosse uma melhoria nas características stealth‖, disse ele. A Lockheed Martin só teve de fazer ajustes nos materiais do material radar absrovente do F-35 a fim de adaptar a tecnologia para o F-22. Embora os requisitos de seção transversal radar para o Raptor e o F-35 serem ligeiramente diferentes,

fundamentalmente, a física e a química dos revestimentos são os mesmos, Babione disse. Para a instalação no Raptor, o revestimento do F-35 provavelmente precisava ser modificado para lidar com a alta velocidade supersônica de cruzeiro, velocidades e altitudes extremas em que o F-22 funciona normalmente, disse Goure. ―É ao funcionar numa maior altitude e normalmente em velocidades mais rápidas, que coloca diferentes tensões sobre o material‖, disse ele. O Raptor pode voar a velocidades em torno de Mach 1,8 acima de 50.000 pés, sem pós-combustão. No momento, o último lote 9 de produção do F-22 só tem alguns dos revestimentos furtivos instalados. Outros materiais furtivos melhorados ―ainda estão em teste de qualificação final e vão ser colocados nas aeronaves no ano que vem‖, disse ele. Assim que o teste estiver completo, existem planos para equipar toda a frota de F-22 com os revestimentos. 29 Maio de 2011 /


Russian Helicopters fecha acordo para promover helicópteros no Brasil

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Russian Helicopters anunciou dia (15/04), a assinatura de um acordo de cooperação com o grupo de investimentos Qualy Group Brasil para a promoção e possível comercialização do helicóptero Mi-34C1 no país. O acordo, que pode levar à venda de 150 Mi-34C1s no Brasil até 2023, foi anunciado durante a LAAD, maior feira de defesa da América Latina, que termina nesta sexta no Rio de Janeiro.

―Os representantes da Qualy acreditam que o novo helicóptero leve Mi-34C1 pode se provar interessante para companhias comerciais e operadoras estatais, incluindo aquelas que participarão dos preparativos para a Copa do Mundo da Fifa em 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil‖, disse a empresa russa em comunicado divulgado em seu site. ―Além de um helicóptero esportivo, o Mi-34C1 pode ser usado para transporte corporativo e privado, treinamento inicial de

voo, e observação monitoramento‖, acrescentou.

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Sem revelar detalhes, a Russian Helicopters informou ainda que planeja, junto com o Qualy Group, a criação de um centro de manutenção, logística e treinamento para a frota brasileira de Mi-34C1s. A companhia russa também anunciou durante a LAAD acordos com companhias brasileiras de táxi aéreo para a criação de centros de suporte para seus helicópteros Mi171A1 e Ka-32A11BC.

30 Maio de 2011 /


Família de E-Jets da Embraer avança pela Europa Central

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Embraer tem a satisfação de dar as boas vindas à companhia aérea privada austríaca People‘s Viennaline, a mais nova cliente da família de EJets. A empresa iniciou operações com um EMBRAER 170 voando do Aeroporto St. GallenAltenrhein (ACH), na Suíça, para o Aeroporto Internacional de Viena (VIE), na Áustria. A aeronave, originalmente entregue e operada pela Finnair, não altera a carteira de pedidos atual da Embraer. ―A decisão da People‘s Viennaline de iniciar as operações com o jato EMBRAER 170 nos deixa muito orgulhosos. Ela é nossa 18ª cliente na Europa e a segunda companhia aérea austríaca a escolher nossos E-Jets‖, afirma Paulo César de Souza e Silva, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial. ―Ao mesmo tempo em que os passageiros aproveitarão o conforto excepcional das aeronaves, a companhia aérea se beneficiará da economia e do desempenho excepcionais dos EMBRAER 170.‖

Como subsidiária da People‘s Business Airport St. GallenAltenrhein, a People‘s Viennaline oferece três vôos diários nos dias de semana, além de um vôo de ida e retorno por dia no fim de semana, nesta rota inicial. Configurado com 76 assentos em classe única, o jato EMBRAER 170 substitui uma aeronave turboélice operada nesta rota. ―Com a implantação desta nova companhia aérea, reforçamos nosso comprometimento com este aeroporto: fornecer aos passageiros uma companhia aérea dedicada com forte ênfase em serviços ao consumidor, da reserva à chegada ao destino‖, afirma Markus Kopf, CEO da People‘s Business Airport St. Gallen-Altenrhein e fundador da People‘s Viennaline. ―O EMBRAER 170 é uma aeronave moderna totalmente adequada para operar nesta rota e combina excelente economia com um alto nível de conforto. Este avião também contribui para a imagem de uma companhia aérea inteligente e dinâmica.‖

A People‘s Viennaline também fechou um contrato de serviço para o programa de Pool de peças de reposição da Embraer para prestar suporte ao EMBRAER 170. O programa oferece à People‘s Viennaline rápido acesso a peças de reposição nos centros de serviços e de distribuição da Embraer, eliminando a necessidade de a companhia aérea investir em um grande estoque de itens de reposição. A manutenção da aeronave será realizada pela Niki, a segunda cliente de E-Jets da Embraer na Áustria. Sobre a People’s Viennaline A People‘s Viennaline é uma empresa austríaca recém-criada, fundada pela People‘s Business Airport para operar entre Altenrhein e Vienna a partir do final de março de 2011. Com sede em Dornbirn, a empresa é controlada pela Altenrhein Luftfahrt GmbH, uma nova subsidiária do Aeroporto St.Gallen-Altenrhein. Mais informações estão disponíveis em www.peoples.ch. 31 Maio de 2011 /


Lineage 1000 recebe Certificação de Tipo da Direção Geral de Aviação Civil da Índia

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Embraer recebeu da Direção Geral de Aviação Civil da Índia (Directorate General of Civil Aviation – DGCA), a certificação de tipo (Type Certification – TC) para o jato executivo ultra-large Lineage 1000. Esta certificação complementa as TC já concedidas à aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pela Agência Européia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA), em dezembro de 2008, bem como pela Agência da Aviação Federal dos Estados Unidos (Federal Aviation Administration – FAA), em janeiro de 2009. Até o momento, nove jatos Lineage 1000 estão em operação em todo o mundo.

―Receber um certificado de tipo é sempre uma ocasião importante e estamos muito satisfeitos que o jato tenha sido aprovado pelas autoridades indianas‖, disse José Eduardo Costas, Diretor de Marketing e Vendas da Embraer para a Ásia Pacífico – Aviação Executiva, acrescentando que ―a certificação da DGCA reforça nosso compromisso com o mercado e temos a felicidade de oferecer aos nossos clientes indianos atuais e futuros um produto único, que fornece um conceito de ‗casa longe de casa‘ sem comprometer a flexibilidade operacional, a eficiência e economia.‖

conquista importante na história relativamente curta do jato. Em 2010, o Lineage 1000 voou a distância mais longa já percorrida por um avião Embraer, indo sem escalas de Mumbai a Londres – 7.435 km (4.015 milhas náuticas) – em 9 horas e 15 minutos. Com um alcance de até 8.334 km (4.500 milhas náuticas), o Lineage 1000 conecta os principais centros de operações (hub) de Mumbai e Nova Deli, na Índia, aos principais portos da China (Xangai e Pequim) e Emirados Árabes Unidos (Dubai) – dois dos maiores parceiros comerciais do país na região. A aeronave também pode ligar Mumbai e Nova Deli às principais cidades da Europa, incluindo Londres, Berlim, Paris e Roma.

A certificação do Lineage 1000 pela DGCA da Índia é outra

32 Maio de 2011 /


Sempre à mão Agora você também pode visualizar o Info Aviação pelo celular.

Hoje em dia a maioria dos celulares permite acesso à internet. O uso dessa ferramenta pode facilitar muito a sua vida.

Acessando o Info Aviação pelo seu celular, você visualiza o Portal como se estivesse navegando pela internet em seu computador, podendo acessar de qualquer lugar que estiver, e sempre se manter infomado.

Veja como é fácil: 1. Localize em seu celular o ícone referente à navegação WEB ou WAP. Selecione e aguarde o carregamento da página. 2. Localize a opção que permite ―digitar endereço‖ ou ―ir para URL‖. 3. Digite o endereço www.infoaviacao.com. 4. Espere carregar. Pronto, navegue no site pelo celular como se estivesse no computador

33 Maio de 2011 /


Lockheed testa novo sensor de busca do JAGM num Sabreliner

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Lockheed Martin recentemente testou seu sensor de busca tri-modo do Joint Air-to-Ground Missile (JAGM) durante um teste de alta velocidade instalado num jato Sabreliner na área de testes de Yuma Proving Ground, Arizona, demonstrando a robustez do sensor numa aeronave de asa fixa. O teste de longo alcance e alta velocidade do modo de busca realizado com investimentos da empresa e coletou dados que validaram os alcances máximos dos sensores nos modos de imagens infravermelhas (I2R) e de laser semi-ativo (SAL) em velocidades de aproximadamente 400 kts em altitudes de 20.000 pés. Durante os voos de testes numa aeronave a jato Lockheed Martin

Sabreliner series 60, atuando como uma aeronave suplente no lançamento da JAGM e simulando como sendo um JAGM em voo, de forma simultânea coletando dados de alvos urbanos e de veículos localizados a longa distância. O voo foi conduzido em altitudes e velocidades que refletem os típicos perfis de engajamentos onde o JAGM será utilizado. O JAGM é a mais nova geração de mísseis guiados ar-solo que está competindo como substituto para os atuais mísseis HELLFIRE, LONGBOW, Airborne TOW e Maverick para as forças U.S. Army, U.S. Navy e U.S. Marine Corps. O míssil de nova geração JAGM deve atender oito capacidades críticas identificadas e revalidar duas vezes o processo do Sistema de Desenvolvimento e

Capacidade de Conjunta (JCIDS).

Integração

Dentre as plataformas de aviação que utilizarão o míssil JAGM estão incluidos os helicópteros de ataque AH-64D Apache, os sistemas aéreos não-tripulados MQ-1C Gray Eagle e os helicópteros de reconhecimento armado OH-58D CASUP Kiowa Warrior do U.S. Army; os helicópteros de ataque AH-1Z Cobra do U.S. Marine Corps; e os helicópteros de reconhecimento armado MH-60R Seahawk e os caças F/A-18E/F Super Hornet da U.S. Navy. A capacidade operacional inicial do JAGM está prevista para acontecer em 2016 em helicópteros AH-64D, AH-1Z e nos caças F/A-18E/F, e 2017 para as outras plataformas.

34 Maio de 2011 /


Ações de aéreas podem ganhar com maior capital estrangeiro, prevê Spinelli Emenda pode apressar o aumento do capital estrangeiro de 20% para 49%; Gol seria a mais beneficiada

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possibilidade de aumento de 20% para 49% a participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras pode beneficiar fortemente as ações do setor aéreo no Brasil, em especial os papéis da Gol (GOLL4), avalia a equipe de análise da Spinelli Corretora, liderada pela analista-chefe Kelly Trentin. ―Acreditamos que a probabilidade de mudança da lei do setor no curto prazo é um dos principais potenciais de alta para as ações da companhia‖, afirma Kelly. Segundo ela, a frota seria ampliada e a iniciativa privada se tornaria

parceira nos investimentos infraestrutura aeroportuária.

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O aumento do percentual de participação ficou mais próximo com uma emenda, de autoria do deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE), na MP 527/2001 que já está no plenário para votação e que cria a Secretaria de Aviação Civil. ―Apesar da elevação do teto da participação permitida de capital estrangeiros nas empresas brasileiras do setor não trazer nada de efetivo de imediato, acreditamos que há grande chance de haver entrada de sócios estratégicos em companhias nacionais‖, explica a analista.

A MP altera o artigo 181 do Código Brasileiro de Aeronáutica, estabelecendo que pelo menos 51% de capital com direito a voto das aéreas estejam em mãos de brasileiros. Hoje o porcentual é de 80%. A ampliação do capital estrangeiro é vista pelo governo como forma de capitalizar as companhias nacionais. Elas enfrentam uma demanda crescente e precisam ampliar a frota. Para Kelly Trentin, essa mudança deve beneficiar principalmente os papéis da companhia aérea Gol.

35 Maio de 2011 /


USAF anuncia plano de substituição da frota de helicóperos UH-1N Oficiais da Força Aérea dos EUA anunciaram a sua estratégia no dia 25 de abril para recapitalizar a frota de helicópteros HH-60 Pave Hawk e substituir os 93 helicópteros UH-1N da USAF, os quais são críticos para atender a demanda de segurança de armas nucleares, a continuidade das operações do governo, e de busca e salvamento de combate. A secretaria e chefe de gabinete da Força Aérea, têm direcionado o serviço para prosseguir com uma competição aberta no programa Common Vertical Lift Support Platform (CVLSP) e de recapitalização da frota de helicópteros HH-60. Estes dois programas irão realizar competições separadas com seus

respectivos documentos de desenvolvimento de capacidade aprovados pelo Conselho de Supervisão Conjunto de Exigências para atender aos requisitos dos combatentes. ―A Força Aérea em última análise, beneficia a concorrência e permite que a indústria desempenhe plenamente nestes programas de aquisição‖, disse o major-general D. Fullhart Randal, o diretor de alcance global de capacidade dos programas. ―Nós antecipamos que, com base em pesquisa de mercado e resposta da indústria às solicitações de informações, que um helicóptero derivado já está em produção, e será capaz de atender aos requisitos dos combatentes.‖

O programa CVLSP preenche as lacunas identificadas de capacidade, relativo a substituição da atual frota de helicópteros UH1N Huey da USAF, na qual funcionários do serviço notaram deficiências na capacidade de carga, velocidade, alcance, resistência e sobrevivência, disse o General Fullhart. A frota será composta por 93 aeronaves espalhados entre o Comando Global de Força de Ataque Aéreo, a Força Aérea do Distrito de Washington e outros grandes comandos, acrescentou. ―Para o CVLSP estamos antecipando um esboço planejado do pedido para a metade do ano de 2011, quando vamos liberar a proposta e emitir a RfP final 36 Maio de 2011 /


antecipada‖, disse o general Fullhart. ―Nós estamos procedendo em direção a uma capacidade operacional inicial para ter uma plataforma comum de transporte vertical em 2015.‖ Sobre a recapitalização da frota de helicópteros HH-60, as autoridades disseram que é o programa da USAF para substituir os 112 antigos helicópteros HH-60G Pave Hawk. O HH-60G é usado principalmente para realização de busca e salvamento de combate, mas também é utilizado para evacuação aero-médica, segurança interna, ajuda humanitária, ajuda internacional, operações de evacuação de não-combatentes e com as forças de operações especiais de apoio. Líderes da Força Aérea observaram que a frota atual está fortemente destacada em operações, onde com o andamento da operação Liberdade Duradoura voam o dobro da taxa de utilização padrão e a disponibilidade das

aeronaves projetada para 2015 poderá ficar inferior a 50%.

disponibilidade operacional antigos HH-60Gs.

O pedido antecipado da proposta para a liberação de verba para este programa será em 2012, disse o general Fullart.

Originalmente, as perdas não foram substituídas, devido à antecipação do CSAR-X, um programa que foi cancelado, disse ele.

Enquanto um substituto a longo prazo continua a ser crítico, o General Fullhart aponta que 13 Pave Hawk foram perdidos em combate, treinamento e missões de resgate civil e 54 dos 99 aviões restantes HH-60G atualmente estão em processo de reparo para corrigir grandes rachaduras estruturais. Em resposta, os funcionários da USAF têm implementado uma solução a curto prazo, o programa de substituição de perdas operacionais, para manter a atual capacidade CSAR. A substituição de perdas operacionais, disse o general Fullhart, substitui as aeronaves perdidas e aborda a necessidade imediata para manter a

do

Essa abordagem de longo e curto prazo é a melhor maneira de entregar os recursos necessários para os combatentes, explicou o general Fullhart. Os programas do CVLSP e da recapitalização dos HH-60 vão ajudar a garantir que o serviço mantenha as capacidades dos combatentes em todo o espectro das operações militares, atendendo as exigências do alto comando da USAF. ―Como na competição KC-X, a capacidade dos ofertantes para atender às necessidades de melhor valor para os contribuintes será de valor inestimável,‖ disse o General Fullhart.

37 Maio de 2011 /


Programa do motor alternativo F136 do JSF é oficialmente cancelado

O

Departamento de Defesa dos EUA notificou a Equipe General Electric/Rolls Royce e o Congresso dos EUA que o contrato do motor F136 foi terminado. No dia 24 de março o subsecretário de Defesa para Aquisição, Tecnologia e Logística Ashton Carter dirigiuse ao escritório encarregado pelo F-35 JSF para emissão de uma ordem para parar os trabalhos relativos ao contrato de desenvolvimento do motor F136.

no projeto do motor, o qual o Departamento de Defesa diz que é ―desnecessário e um desperdício‖. Foi apenas uma questão de tempo desde a alteração de uma emenda feita em 2009 no Defense Authorization Bill 2010 onde o Senado dos EUA votou para retirar US$ 438,9 milhões atribuídos ao motor anternativo do caça F-35, cancelando efetivamente o trabalho feito pela equipe da General Electric e Rolls-Royce no sistema de propulsão F136.

A Casa Branca sempre disse que considerava o motor alternativo como ―supérfluo a exigência‖, e que a opção do motor F135 da Pratt & Whitney poderia atender às necessidades de exigências futuras. Os clientes europeus estão preocupados com a limitação da escolha do motor, particularmente no Reino Unido, conforme o secretário de Defesa, Dr. Liam Fox informou a Casa Branca no ano passado.

A ordem de encerramento elimina um gasto diário de US$ 1 milhão

38 Maio de 2011 /


Forças Aéreas do Brasil e do Uruguai iniciam exercício de defesa aérea na fronteira

C

omeçou dia (25/04), o exercício Urubra, que simula a entrada de aeronaves irregulares em espaço aéreo controlado (brasileiro e uruguaio) e tem como objetivo treinar procedimentos que possibilitem uma maior eficácia no combate aos tráfegos ilícitos transnacionais entre os dois países. O exercício já começou com uma boa notícia. ―Mínima de 10º, máxima de 23°, sem formações meteorológicas significativas até o final do Exercício‖. Essas foram as palavras iniciais do meteorologista durante a reunião inicial do Exercício URUBRA I, que acontece na cidade de Santa Maria (RS) durante os dias 25 e 29 de abril. A Força Aérea Brasileira participa com as aeronaves A-29 (Super

Tucano) e C-98 (Caravan) e a Força Aérea Uruguaia está com os A-37 (Dragonfly), PC-7 (Pilatus), IA-58 (Pucará), C-206 (Cessna), C-310 (Cessna) e B-58 (Beechcraft) Com o objetivo de treinar procedimentos que possibilitem uma maior eficácia no combate aos tráfegos ilícitos transnacionais, por meio da coordenação operacional entre os órgãos de defesa aérea do Brasil e do Uruguai, voltados para a vigilância e o controle do espaço aéreo, estiveram presentes no auditório da Base Aérea de Santa Maria (BASM) o Brigadeiro General de Aviação Antonio Alarcon, Comandante do Comando Aéreo de Operações da Força Aérea do Uruguai, acompanhado de 22 militares uruguaios, e o Coronel Aviador José Eduardo Ruppenthal, Comandante da

BASM para assistir as informações iniciais sobre o Exercício e presidir a abertura do Exercício URUBRA I. O Tenente Coronel Aviador Avedis Roberto Balekian, representando o Comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) e Diretor do Exercício (DIREX) URUBRA I, Major Brigadeiro do Ar Marcelo Mário de Holanda Coutinho, ministrou uma palestra sobre os principais aspectos operacionais que envolvem o Exercício e ressaltou que o principal objetivo é o de estreitar relações, trocar experiências e estabelecer procedimentos comuns em prol do aumento da vigilância e do controle do espaço aéreo na Região, com segurança.

39 Maio de 2011 /


Mistel: Arma criada na Alemanha. Era o conjunto de dois avi천es, um pequeno e tripulado e outro maior e n찾o-tripulado, neste eles colocavam explosivos o transformando em uma bomba voadora. Foi usada somente uma vez e com pouco resultado.

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Mistel Em matéria de lançar aeronaves abarrotadas de explosivos contra alvos inimigos, o mais próximo que os alemães chegaram dos Kamikazes japoneses foi com o Mistel. Sua origem remete de volta à Primeira Guerra Mundial, e à defesa dos céus britânicos. Em maio de 1916 um caça Bristol Scout foi levado à altitude de 350 metros preso na seção central de um hidroavião Porte Baby, com o fim de testar a viabilidade de carregar um caça com alcance de fogo até os Zeppelins alemães que bombardeavam constantemente a Inglaterra. Anos depois, em 1938, a Short Brothers fez voar seu composto Short Mayo, cujo o componente carregador era um grande hidroavião quadrimotor que levava no dorso um outro hidroavião quadrimotor, menor, mas com carga máxima que não podia ser levantada da água. Aumentouse, portanto, o alcance do avião carregado.

DESENVOLVIMENTO

Em julho de 1943 o conceito foi ressuscitado, desta vez pelos alemães, como uma aeronave para propósitos militares. Começou-se experimentando aeronaves leves montadas acima de planadores. A proposta era utilizar velhas estruturas do bombardeiro Junkers Ju 88, e convertê-las em mísseis não-guiados com a instalação de uma ogiva lotada com explosivos. Seria então voada até o alcance do alvo, controlada pelo piloto de um caça monomotor montado numa estrutura sobre a fuselagem central do bombardeiro. O caça então liberaria o Ju 88 e o guiaria até o alvo selecionado. A primeira conversão foi feita combinando-se um Ju 88A-4 com um

Messerschmitt Bf 109F, se provando suficientemente bemsucedida para que a Junkers fosse contratada para converter 15 estruturas de Ju 88A-4 para o padrão denominado ―Vater und Sohn‖ (pai e filho) ou ―Mistel‖ ("visco" em alemão). Recebeu esse nome por evocar algo como um parasita conectado ao hospedeiro; o programa recebeu o codinome "Beethoven". Um lote inicial de treinadores foi produzido, usando-se um Messerschmitt Bf 109F-4 como guia. O Ju 88 foi desprovido de todo o equipamento não-essencial mas manteve posições para dois tripulantes na versão de treinamento. Na versão operacional, a parte do nariz podia rapidamente substituída por uma ogiva de 3.800 kg. EM OPERAÇÃO Os vôos operacionais tiveram início em 25 de junho de 1944, quando quatro navios Aliados foram atacados durante a noite, todos sendo atingidos, mas não

afundados. Encorajada pelos resultados, a Luftwaffe encomendou que mais 75 caças Ju 88G-1s fossem convertidos, dessa fez utilizando-se um caça FockeWulf Fw 190A-6 ou Fw 190F como guia, no que seria conhecido como o Mistel 2.

Infelizmente, a combinação com o Ju 88G totalmente abastecido e armado, mais o Fw 190, fazia o bombardeiro ficar consideravelmente sobrecarregado, originando uma série de acidentes durante as decolagens. Os planos para um ataque noturno contra a frota britânica em Scapa Flow por 60 Mistels, marcado para dezembro de 1944, foram cancelados por causa do tempo ruim. As aeronaves não foram capazes de deixar suas bases dinamarquesas, talvez para a sorte 41 Maio de 2011 /


da própria Luftwaffe, já que o Mistel só era capaz de uma velocidade de 380 km/h. A esquadrilha provavelmente teria sido dizimada pelos caças noturnos ingleses.

Vermelho ocuparam os aeroportos que seriam usados. Alguns ataques esporádicos foram realizados contra pontes nos fronts leste e oeste, mas os Mistel sofreram pesadas baixas.

últimas combinações Mistel experimentou um Focke-Wulf Ta 152H Langnasse com um Ju 88G7, e voou durante as últimas semanas da guerra. CONCLUSÃO

O próximo ataque seria contra as fábricas de munição soviéticas, que fora planejado para março de 1945. Um total de 125 Mistels estavam então encomendados, dos quais 100 foram requisitados para essa operação. No entanto, o ataque foi cancelado quando grupos avançados do Exército

O desenvolvimento continuou, entretanto, incluindo o uso dos novos Ju 88G-10 e Ju 88H-4 na linha de produção. Os Ju 88H-4 foram associados a Focke-Wulf Fw 190A-8s e batizados Mistel 3B. Já os Ju 88G-10 presos a caças Fw 190A-8 com tanques alares de longo alcance, se tornaram o Mistel 3C. Um papel diferente foi entregue a um Mistel 3B modificado, que recebeu um Ju 88 reconhecedor de longo alcance com três tripulantes. Essa versão levava seu Fw 190 de escolta, que seria lançado somente numa emergência. Uma das

O total de produção do Mistel ficou em cerca de 250 unidades. As especificações detalhadas de performance do Mistel não são conhecidas, mas algumas referências podem ser obtidas analisando-se os tipos individuais e as aeronaves utilizadas.

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Revista Info Aviação 10ª Edição Maio 2011  

- Novos sensores espectrais para as aeronaves U-2 da USAF - Corte na Defesa faz Brasil suspender compra de helicópteros da Rússia - MD 520 N...

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