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INFORMATIVO DOS PORTOS

Maio/2014 - Edição nº 176 - Ano XIV - Rua Samuel Heusi, 463 - Sala 205 - The Office Business Center - Itajaí/SC

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EDITORIAL

ÍNDICE 11.

Governo federal defende investimentos na aviação regional

20.

Porto do Itaqui promete mudar o eixo das exportações de grãos no país

Hoje, cerca de 80% da soja exportada pelo Brasil sai pelos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP). Mas não é só isso. Segundo Luiz Carlos Fossati, presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), para continuar o ritmo de crescimento registrado nos últimos anos, em breve o Porto do Itaqui terá que investir na construção de um terminal de contêiner.

32.

Suplemento SEP

Como para os armadores (proprietários de navios), o que interessa são as condições de operação oferecidas, os investimentos nos portos do Sul não podem perder o ritmo. Nesse sentido, Itajaí dá um passo importante com o anúncio do realinhamento de dois berços, com recursos federais, para ser entregue à iniciativa privada. As obras, associadas à entrega da autorização da Fatma — órgão oficial do meio ambiente de Santa Catarina — para dragar o leito do Itajaí-Açu para a construção de uma nova bacia de evolução, podem significar, para o estado, a manutenção de emprego e renda, pelo menos na região. Pelo que se vê, Itaqui e Itajaí estão no caminho certo para ajudar a reduzir o custo Brasil.

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Antaq trabalha para licitar arrendamentos portuários ainda em 2014

36.

Cargas projeto ganham transporte inédito na cabotagem

Boa leitura!

48.

Suplemento do Porto de Itajaí

O começo das operações do Terminal de Grãos do Porto do Itaqui, no Maranhão, previsto para este ano, seguramente mudará o eixo das exportações do país, oferecendo uma logística mais eficiente aos usuários dos congestionados portos do Sul e Sudeste. Com as obras, o Itaqui pretende ser um dos portos brasileiros com maior capacidade instalada para armazenagem e exportação de soja, milho e farelo. A obra permitirá que a capacidade instalada do porto passe dos atuais 2,5 milhões de toneladas de grãos/ano para até 15 milhões de toneladas/ano até 2020, o equivalente a um terço da capacidade instalada para exportações de grãos pelos portos do Norte e Nordeste.

Publicação: Perfil Editora Diretora : Elisabete Coutinho Diretora Administrativa: Luciana Coutinho Jornalista responsável: Luciana Zonta (SC 01317 JP) Reportagem: Adão Pinheiro e Luciana Zonta Fotos: Ronaldo Silva Jr./Divulgação Flávio Roberto Berger/Fotoimagem Projeto gráfico: Solange González Bock Diagramação: Elaine Mafra - (47) 3046.6156 (serviço terceirizado) Fone: (47) 3348.9998 | (47) 3344.5017 www.informativodosportos.com.br informativodosportos@informativodosportos.com.br *Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da revista.

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UM GIGANTE QUE ESTÁ PRESENTE EM TODO O BRASIL. Hoje, além dos Terminais Portuários de Itajaí (SC) e Pecém (CE), a APM Terminals conta com 5 terminais de contêineres vazios espalhados estrategicamente pelo país, aliados à estrutura de terminais marítimos já existentes. Isso prova que, além de gigante em eficiência, agora também somos um gigante no Brasil.

De 1º a 3 de abril, a APM Terminals estará participando da Intermodal 2014. Venha visitar o nosso estande.


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OPERADOR DE TERMINAL PORTUÁRIO DO ANO

Pecém | CE

Santos | SP Paranaguá | PR Itapoá | SC Itajaí | SC

Rio Grande | RS

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INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA

Suape pode ser o principal distribuidor de veículos do Nordeste Dados da Anfavea apontam que o número de veículos adquiridos no Nordeste cresceu 191,7% entre 2002 e 2013, passando de 201 mil para 586 mil por ano A administração do Complexo Portuário de Suape (Pernambuco) e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), querem transformar o porto no principal distribuidor de veículos do Nordeste. Para isso, Suape já iniciou a construção de um novo pátio automobilístico, com 10 hectares, que abrigará carros das principais montadoras do país, entre elas a Fiat, cuja maior fábrica do mundo encontra-se em implantação em Pernambuco. A nova área se somará ao pátio de cinco hectares concluído em 2013, pronto para operação, e aos quatro hectares já em funcionamento, somando 19 hectares de terminal de veículos. Os investimentos no novo pátio e no finalizado no ano passado somam cerca de R$ 34 milhões. Atualmente, Suape recebe 1,8 mil veículos por mês das montadoras GM e Volkswagen. Os carros são distribuídos na região que mais cresce no consumo de carros no país. Dados da Anfavea apontam que, de 2002 a 2013, o número de veículos adquiridos no Nordeste cresceu 191,7%, passando de 201 mil para 586 mil por ano. Hoje, a região representa 15,6% dos veículos vendidos em todo o país e há projeções para que este percentual atinja 18% nos próximos anos, quando se espera que o Brasil seja o terceiro maior vendedor de veículos no mundo, superando o Japão e ficando

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atrás apenas da China e dos Estados Unidos. “Transformar Suape no principal porto distribuidor de veículos para o Nordeste é condição estratégica para ampliar a cadeia automobilística em Pernambuco, pois já estamos recebendo a Fiat e outras indústrias essenciais para o ciclo produtivo da montadora”, destaca o vice-presidente de Suape, Caio Ramos. Arrendamento da operação Além de receber os automóveis produzi-

dos em outras regiões do país, o Porto de Suape espera ser o caminho da importação de veículos. Atualmente, 20% de todos os veículos comercializados no Brasil são de origem estrangeira. Além disso, a administração de Suape quer arrendar a operação do Terminal de Veículos. “Estamos garantindo a infraestrutura e buscamos uma operação de padrão internacional. Nossa expectativa é de que este terminal seja incluído no terceiro lote de licitações que será realizado pela Secretaria de Portos”, comenta Ramos. g


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PLATAFORMA DE PETRÓLEO

São Francisco do Sul deve ganhar estaleiro especializado O estaleiro terá capacidade para produzir 15 módulos de plataformas por ano, com custo unitário que deve variar entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões O município de São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, pode ganhar um estaleiro da CMO Construção e Montagem Offshore. O estaleiro para a produção de plataformas de petróleo prevê investimentos na ordem de R$ 600 milhões. O governo de Santa Catarina entrará com um investimento de R$ 10 milhões em obras viárias que conectarão o estaleiro às rodovias de acesso, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Bornhausen. A unidade tem previsão de entrar em funcionamento no final de 2018, gerando 2.500 empregos, segundo o presidente da CMO Construção e Montagem Offshore S.A., José Pedro Mota. A empresa, no entanto, ainda não tem nenhum contrato fechado de venda. “É um projeto que consideramos viável e vamos participar de licitações enquanto o instalarmos”, diz Mota. Para o executivo, a situação da

Petrobras não prejudicará os projetos do empreendimento. “Temos petróleo no país e vamos precisar explorá-lo de algum jeito”, afirma.

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Capacidade de produção O estaleiro terá capacidade para produzir cerca de 15 módulos de plataformas por ano, com custo unitário que deve variar entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões. O cronograma prevê que as obras do estaleiro comecem em 2015 e durem 12 meses. A empresa estima faturar R$ 1 bilhão por ano após o início das operações. Inicialmente, o projeto seria desenvolvido em Pernambuco, mas o solo da região do Porto de Suape não foi considerado adequado pelos estudos, segundo o executivo. “Desde o ano passado, estávamos procurando uma alternativa”, diz. Quase 85%

dos recursos para as obras do estaleiro, segundo informações da empresa, serão financiados pelo Fundo de Marinha Mercante. g


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CABOS COFIBAM

Inovação e certificação de qualidade garantem posicionamento estratégico Para assegurar o crescimento em 2014, a Cofibam aposta pesado em novos equipamentos que darão capacidade produtiva extra à empresa DIVULGAÇÃO

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Investimentos em novos produtos, conquistas de certificação de qualidade e garantia da eficiência energética fizeram com que o faturamento da Cofibam crescesse 20% em 2013, com expectativa de manter o índice ao longo de 2014. De acordo com o gerente de vendas da Cofibam, Geraldo Barea Júnior, os cabos são fabricados com características especiais para a baixa emissão de fumaça e preparados para suportar duas horas sob chama direta sem desligar os sistemas de segurança. Barea explica que, como a Cofibam atua em mercado de nível internacional, é fundamental oferecer produtos que tenham certificação internacional e que, em sua maioria, demandam bastante esforço e investimento. “Essas certificações asseguram a qualidade dos produtos da Cofibam e só são conquistadas por empresas que tenham um nível de excelência significativa”, destaca.

Presente no mercado há 41 anos, a Cofibam é líder na fabricação de condutores elétricos e de um conjunto de produtos altamente especializados. A empresa desenvolve condutores para temperaturas capazes de suportar de 70º C a + 1000ºC isolados em borrachas vulcanizadas e fibras, com as quais lidera o segmento correspondente. São produtos para atender as demandas das indústrias siderúrgicas, automobilísticas, de mineração, de motores elétricos, naval e dos setores ferroviário e petrolífero, entre outros. Capacidade produtiva Segundo Barea, para manter-se no mercado há tantos anos, a Cofibam investe em qualidade e inovação. Para assegurar o crescimento em 2014, a empresa aposta pesado em novos equipamentos que vão dar uma capacidade produtiva extra ao negócio, fazendo com que a Cofibam feche o ano com um crescimento que

Gerente de vendas da Cofibam, Geraldo Barea Júnior

deverá variar entre 18% e 20%. Segundo o executivo, existe uma carência de cabos nacionais com certificação internacional para atender o mercado da indústria automobilística e naval.g


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SERVIÇOS AEROPORTUÁRIOS

Governo federal defende investimentos na aviação regional O país pretende investir, numa primeira fase, R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos. A maior fatia vai para o Nordeste, com R$ 2,1 bilhões para 64 aeroportos

O terminal de Minas Gerais foi concedido à concessionária BH Airport, formada pelo Grupo CCR, pelas operadoras Flughafen Munchen e Flughafen Zürich AG e pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), pelo prazo de 30 anos. Recentemente, a presidenta também assinou o contrato de concessão do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão). Em conjunto, os dois terminais, que compõem a terceira rodada de concessão de aeroportos, foram leiloados em novembro de 2013 por um valor de R$ 20,82 bilhões. “A Infraero está fazendo parcerias estratégicas com concessionários integrados por empresas nacionais e estrangeiras. O objetivo do governo é providenciar a modernização de um setor que tem crescido extraordinariamente”, afirmou Dilma. “Vejam que as empresas que fazem a gestão em Zurique e Munique são consideradas empresas de alta qualidade, estando nos primeiros lugares internacionais. A mesma coisa se dá com o aeroporto do

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O governo federal oficializou a transferência para a iniciativa privada da administração do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), em Minas Gerais. “A modernização dos grandes aeroportos e a ampliação da aviação regional são ações que estamos implementando para ampliar a qualidade dos serviços aeroportuários em nosso país”, disse a presidenta Dilma Rousseff. “A necessidade de investir nos aeroportos tornou-se mais urgente devido à mudança por que vem passando o Brasil nos últimos anos, que promoveu uma extraordinária ampliação da classe média, permitindo que uma quantidade imensa de pessoas que nunca tinham viajado de avião passasse a fazê-lo”, disse.

Rio, onde a Changi (Changi Airports International) é considerada uma das melhores empresas. E nos demais aeroportos, isso fica claro, tanto em Brasília, Viracopos e Guarulhos”, afirmou a presidenta. Melhoria da infraestrutura Dilma declarou que o ingresso de mais brasileiros no mercado de consumo exige esforços redobrados do governo para atender novas demandas por serviços e necessidades: “O processos de distribuição de renda foi mais rápido que o da melhoria da infraestrutura. Estamos criando as condições para que isso ocorra o mais rapidamente possível”, argumentou. O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, afirmou que a concessão do terminal de

Minas Gerais terá impactos diretos tanto no atendimento à população, quanto no estímulo aos negócios. “Teremos no Brasil a possibilidade de conviver com uma realidade totalmente nova. Isso terá um impacto muito grande na melhoria dos serviços. O aeroporto é um centro que incrementa negócios e estimula o crescimento”. Segundo Moreira Franco, o setor aeroportuário brasileiro precisa também do investimento na aviação regional. Para isso, o governo pretende investir, numa primeira fase, R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos regionais. Serão aplicados R$ 1,7 bilhão na Região Norte, para 67 aeroportos; R$ 2,1 bilhões para 64 aeroportos do Nordeste; R$ 900 milhões para 31 aeroportos no Centro-Oeste; R$ 1,6 bilhão para 65 aeroportos no Sudeste e R$ 1 bilhão para 43 aeroportos na Região Sul. g

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QUALIDADE NA ENTREGA

Daytona Express - vinte anos de comprometimento Em vinte anos de história a empresa de transporte de encomendas conquistou mais de 3 mil clientes e faz entregas dentro e fora do país

A possibilidade de aproximar as distâncias, quan­d o um documento importante precisa chegar a um destino longe em um curto tempo, é ofertada pela Daytona Express há 20 anos. Desde abril de 1994, a empresa criada em Joinville (SC), que atualmente tem nove escritórios e uma grande rede de agentes credenciados para atendimento em todo território nacional, realiza as mais variadas entregas de documentos e encomendas dentro e fora do país. Em duas décadas, o comprometimento com os prazos de entrega estipulados e garantidos atra­ v és do transporte levou a Daytona a conquistar mais de 3 mil clientes/mês nos três estados brasi­leiros onde tem sede: Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Os escritórios estão localizados em Joinvile, Itajaí, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul e Blume­n au (SC), Curitiba e Paranaguá (Paraná), São Paulo e Santos (SP). A empresa também tem vários parceiros pelo Brasil. Segundo o proprietário e diretor geral da empre­s a, Reinaldo José Honorato, alguns dos primeiros clientes continuam contratando os serviços da Day­t ona até hoje, a exemplo da Tigre, Embraco, Döhler e Laboratório Catarinense.

“A nossa empresa começou com apenas um fun­cionário contratado em um pequeno escritório de Joinville. Eu já tinha atuado na área e vimos a ne­c essidade no mercado de profissionais que aten­ dessem o transporte de encomendas em território nacional, o que ainda Proprietário e diretor geral da Daytona era raro na época”, destaca Express, Reinaldo José Honorato Honorato. “Logo tivemos que contratar mais gente e tempo máximo em que a entrega deve ser efequando vimos estávamos abrindo a primeira tuada, no serviço: Normal, Urgente ou Emerfilial em São Bento do Sul, depois Curitiba e gencial. Em todos os casos, o cliente também assim por diante”, acrescenta. confere se a entrega foi realizada. “ Atualizamos o sistema todos os dias”, complementa. Internet Entregas internacionais A empresa catarinense cresceu devido à dedica­ç ão da equipe capacitada e o comproA Daytona também atua com entregas misso de uma rápida entrega, que hoje pode internacionais para mais de 190 países ser acompa­nhada através do site da empreatravés de sólidas parcerias formadas sa pelo cliente que contrata o serviço. “O com empresas multinacionais, buscando nosso cliente não precisa perder tempo nos sempre o menor custo e o melhor tempo ligando para pedir uma coleta. Pela internet de transito para suas encomendas. Conele tem a opção de fazer o pedido e também forme a solicitação dos clientes, transporjá possui todo seu controle dos envios para ta documentos e amostras para o exterior rastreamento”, explica Reinaldo Honorato. além de cuidar de todo processo de imporO cliente tem a possibilidade de escolher o tação que o cliente necessite. E você, já tipo de serviço contratado, de acordo com o fez sua cotação com eles ?g


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SUL COMPETITIVO

Federações empresariais do Sul pedem melhorias na infraestrutura de transporte A proposta defendida junto ao ministro pelo Fórum Industrial Sul faz parte de um longo e minucioso estudo denominado Sul Competitivo, com apoio da CNI As Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paraná (Fiep) e de Santa Catarina (Fiesc) apresentaram ao ministro dos Transportes, César Augusto Rabello Borges, um pacote de reivindicações para autorizar a realização de obras que têm a matriz do sistema de transporte do sul do país como foco. Além das melhorias nos sistemas existentes, os representantes das três entidades querem investimentos em novos traçados. Para o presidente da Fiergs, Heitor José Müller, o principal projeto de integração da região Sul é a ferrovia Norte-Sul por introduzir uma nova matriz de transporte que favorecerá a logística da produção regional. Müller lembra que, com esta obra, poderá ser utilizado também o Porto de Rio Grande como opção de embarque para o exterior da produção do Centro-Oeste, já que a tendência agrícola é aumentar a sua produtividade por área plantada. Como exemplo, o presidente da Fiergs destaca que o Rio Grande do Sul aumentou, em 10 anos, a sua produção agrícola em 24%, sem expandir a área plantada. A proposta defendida junto ao ministro pelo Fórum Industrial Sul, que é formado pelas três federações, faz parte de um longo e minucioso estudo denominado Sul Competitivo. Este projeto conta com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e traça o perfil, a movimentação e a condição de cada modal de transporte de cargas dos estados da região.

também as obras mais estratégicas e o retorno financeiro do custo logístico com a priorização dos projetos. Considera ainda a realidade socioambiental e a geografia da região com os perfis das cadeias produtivas regionais. Borges concordou que as obras são prioritárias e irá encaminhar o estudo à Empresa de Planejamento e Logística (EPL). A ação das federações também envolverá o Ministério do Planejamento. O Sul Competitivo prioriza oito eixos integrados de transporte, reagrupando 49 projetos diferentes com investimento total de R$ 14,4 bilhões. Cinco destes eixos já existem e necessitam apenas de melhorias: BR-101/376 (Porto Alegre a São Paulo), BR-116 (de Porto Alegre a São Paulo), BR-285 (Passo Fundo a Imbituba), BR-280/282 (São Miguel do Oeste a São Francisco do Sul) e trajeto rodoviário Buenos Aires−São Paulo via São Borja e BR-153. Custos logísticos

O documento avalia as condições da infraestrutura de transportes da Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai integrada com o Brasil. O trabalho apresenta

Os outros três são novos eixos de integração de transporte, incluindo o percurso rodoviário da Boia-

deira BR-487 (entre Porto Camargo e Paranaguá), a ferrovia Norte-Sul (de Panorama até Rio Grande), o eixo ferroviário Guaíra−Paranaguá−São Francisco do Sul, dando acesso aos portos do Paraná e Santa Catarina, com capacidade de transporte oito vezes maior que a atual movimentação, permitindo assim desafogar as rodovias e reduzir os custos logísticos. Estes oito eixos prioritários de investimento passam por todas as principais mesorregiões produtoras e consumidoras e por todos os principais portos da Região Sul. A economia anual potencial consolidada será de R$ 3,4 bilhões usando os volumes de 2020, gerando uma redução de 7% nos custos logísticos de transporte na Região Sul. Tendo em vista o investimento previsto, isto faz com que o prazo para payback (retorno) destes investimentos seja de 4,2 anos. g


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ESCRITÓRIO NO EXTERIOR

Confederação Nacional dos Transportes estreita relações com a China A entidade espera atrair investimentos para os setores de transporte e infraestrutura no Brasil, estreitar as relações e facilitar a troca de experiências e tecnologias A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) agora tem um escritório próprio em Pequim, na China. Segundo o presidente da CNT, senador Clésio Andrade, o papel do escritório é despertar o interesses dos investidores chineses, além de buscar novas tecnologias e oferecer suporte em negócios e parcerias. “A CNT será uma ponte entre os empresários dos dois países. A meta é criar oportunidades que estimulem a economia brasileira, com melhorias para a infraestrutura de transporte”, explica. Com a instalação do escritório na China, a CNT espera atrair investimentos para os setores de transporte e infraestrutura no Brasil, estreitar as relações e facilitar a troca de experiências e tecnologias entre os empresários dos dois países. A China foi escolhida porque é o principal parceiro comercial do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam que, em 2013, o comércio bilateral somou US$ 83 bilhões – US$ 46 bilhões em exportações e US$ 37 bilhões em importações. O valor é quase o dobro que o registrado em trocas comerciais com todos os países do Mercosul no ano passado, US$ 43,9 bilhões. Clésio Andrade destaca a importância de aproveitar esta oportunidade porque o governo federal não tem capacidade de fazer os investimentos necessários em infraestrutura. “Os inúmeros entraves em logística fazem com que o Brasil perca competitividade. Por isso, a participação da iniciativa privada é fundamental e re-

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presenta uma boa alternativa para desenvolver o setor de transporte”, afirma. Em 2014, dois workshops – o primeiro no Brasil e o segundo na China – devem ser realizados para facilitar o intercâmbio entre os empresários, além de contribuir para identificar as oportunidades de negócios para os empreendedores. “Os executivos brasileiros poderão conhecer, por exemplo, quais as soluções adotadas pela China para executar com eficiência os seus sistemas de transporte”, diz Clésio Andrade. Investimentos prioritários Outra ação da Diretoria de Assuntos Internacionais da CNT, coordenadora do escritório avançado, é contribuir com a pauta de discussões entre o Mi-

nistério de Relações Exteriores e o presidente da China, Xi Jinping, que deve visitar o país em julho. A CNT ajuda a elaborar um documento em que destaca os investimentos prioritários em transporte no Brasil: concessão de rodovias, construção e recuperação de trechos ferroviários, e obras de navegação interior como dragagem, abertura de canais e construção de eclusas e terminais. O escritório da CNT é coordenado pelo diretor de Assuntos Internacionais da CNT, Harley Andrade. Em Pequim, o executivo responsável é José Mário Antunes. Também foram contratados consultores renomados para facilitar o contato com as autoridades chinesas: Clodoaldo Hugueney Filho, ex-embaixador do Brasil na China; Sérgio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China; e Marcos Caramuru, ex-cônsul-geral do Brasil em Xangai. g


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CABOTAGEM

Aliança batiza porta-contêineres Pedro Álvares Cabral no Porto Itapoá Navio faz parte da renovação da frota de cabotagem da empresa, que demandou investimentos de R$ 450 milhões A Aliança Navegação e Logística batizou, no Porto Itapoá, em Santa Catarina, o portacontêineres “Pedro Álvares Cabral”, que faz parte de uma série de quatro navios idênticos que renovaram a frota de cabotagem da empresa. A madrinha da embarcação é Elisabeth von Krüger de Freitas, esposa de Humberto Freitas, diretor-executivo da Vale. Com capacidade para 3.800 TEUs e 500 tomadas para contêineres refrigerados, o navio já está em operação desde 2013 no serviço de cabotagem da Aliança, juntamente com os porta-contêineres “Américo Vespúcio”, “Fernão de Magalhães” e “Sebastião Caboto”, que fazem parte da série denominada “Grandes Descobridores”. O serviço de cabotagem da Aliança atende em 16 portos, de Buenos Aires até Manaus, dividido em quatro slings (anéis) e um total de 116 escalas mensais. No total, 10 navios da Aliança fazem o transporte entre os portos do Brasil e Mercosul. Julian Thomas, diretor-superintendente da Aliança, ressalta que a empresa não mede esforços para oferecer qualidade contínua nos serviços, contornando as questões que envolvem os problemas de infraestrutura operacional em alguns portos. “Oferecemos uma cobertura dos mercados com escalas diretas nos principais portos, ampliando a atuação às regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, com maior capacidade e agilidade nas operações. Com isso, projetamos crescer, em 2014, acima de 20%”, afirma. Para este ano, a Aliança espera aumentar a movimentação de cargas de arroz a partir do porto de Rio Grande, eletroeletrônicos e duas rodas em Manaus, alumínio e níquel em São Luís, no Maranhão, e alimentos, higiene e limpeza no porto de Santos. Investimentos A Aliança investiu R$ 450 milhões na renovação de sua frota de cabotagem. A empresa adquiriu 4 porta-contêineres de 3.800 TEUs de capacidade e 500 tomadas para carga refrigerada. Os navios foram especialmente projetados

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para navegação e operação na costa e portos brasileiros. São equipados com a mais moderna tecnologia para a segurança da tripulação e da carga, e também para a redução do consumo de combustível. Como resultado, possuem os menores índices de emissão de gases de efeito estufa por tonelada transportada, aumentando ainda mais os benefícios ambientais do modal em relação ao transporte rodoviário. Os porta-contêineres também são providos de um sistema pioneiro de tratamento de água de lastro, que elimina o risco de impacto ambiental que esse tipo de operação pode causar. Por isso possuem a notação especial “BWM” (Ballast Water Management). Outra importante característica dos navios é a notação “EP” (Enviromental Passport), confirmando sua condição especial de atender e controlar os regulamentos e normas internacionais relativos à proteção do meio ambiente. Também possuem a notação “RSD” (Rational Ship Design), indicando que a concepção e desenvolvimento do projeto utilizaram as mais modernas técnicas de otimização estrutural, e a notação de automação plena da praça de máquinas, o que torna a operação mais flexível e segura. Como a operação de um navio de cabotagem é muito mais intensa que um navio de longo curso, os novos porta-contêineres possuem características especiais como: climatização interna otimizada para os trópicos, sistema de navegação eletrônico dispensando cartas de navegação tradicionais, passadiço provido de três radares, além de dois sistemas de ecobatímetros instalados especialmente para a navegação no Rio Amazonas.g

Julian Thomas, da Aliança Navegação e Logística, Humberto Freitas, da Vale, Elisabeth von Krüger de Freitas, madrinha do navio, e Arnt Vespermann, do Grupo Hamburg Süd.

Dados técnicos do “Pedro Álvares Cabral”: Capacidade: 52,065 tdw Capacidade dos contêineres: 3.800 TEUs Plugs para contêineres refrigerados: 500 Comprimento total: 228 m Comprimento entre perpendiculares: 217.5 m Largura: 37.3 m Calado máximo: 12.5 m Velocidade: 19.5 kn Potência do motor principal: 22,890 kW


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ESPECIAL

Porto do Itaqui mudará o eixo das exportações de grãos do país , o volume de grãos movimentados te en elm rav ide ns co rá nta me au Estrutura de toneladas por ano até 2017 que deverá chegar a 7,5 milhões Um dos mais importantes terminais portuários do Norte do Brasil está prestes a tornar-se referência em movimentação de grãos no país. A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) deve iniciar operações do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) no segundo semestre deste ano. A estrutura aumentará consideravelmente o volume de grãos movimentados,

que deverá chegar a 7,5 milhões de toneladas/ ano até 2017. O Tegram do Porto do Itaqui mudará o eixo das exportações do país, oferecendo uma logística mais eficiente aos usuários dos congestionados portos do Sul e Sudeste. Recentemente, a Emap ampliou a capacidade de recebimento, armazenamento e expedição

de cargas do Porto do Itaqui. Entre 2011 e 2013, diversos recordes foram alcançados, entre eles a movimentação de 45 milhões de toneladas de produtos nos três anos, redução em 59% no tempo médio de espera dos navios para graneis sólidos, aumento de 47% na taxa de produtividade também para graneis sólidos, quarta melhor gestão ambiental considerada pela Agência


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EM Luiz Carlos Fossati, presidente da

Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e aumento de 76% de investimentos próprios na infraestrutura portuária. Nos últimos três anos, por meio de parcerias com a iniciativa privada, pública e com recursos próprios, a Emap investiu cerca de R$ 1,2 bilhão na construção de acessos ferroviários, na armazenagem e infraestrutura portuária e na reforma e construção dos berços. Os resultados são determinantes para a expansão dos negócios da Emap. Neste ano, novos recordes. Apenas nos dois primeiros meses do ano, a movimentação de cargas ultrapassou em aproximadamente

AP

20% a registrada no mesmo período do ano passado. Além disso, três novos produtos passaram a incrementar o portfólio de cargas do Itaqui neste ano: coque, soda cáustica e celulose.

atuar de forma proativa em um mundo em constante transformação”, afirma Fossati.

A estimativa é que, em 2014, cerca de 17 milhões de toneladas de cargas sejam transportadas. A movimentação de contêineres também deverá ser duplicada, alcançando os 20 mil TEUs com a importação de produtos químicos e materiais de construção, além da exportação de manganês, algodão e milho.

Em meio ao desafiador setor portuário, o Porto do Itaqui se caracteriza como uma solução para o escoamento da produção de grãos da região Centro-Oeste. A proximidade dos grandes mercados consumidores do produto, a exemplo de China (via Canal do Panamá), Estados Unidos e Europa, e a maior oferta de hidrovia e ferrovias de integração, possibilitam o surgimento de uma nova lógica da exportação de grãos no país via São Luís (MA). A Emap propiciou ao Itaqui um novo estágio de desenvolvimento em volumes, qualidade e oportunidade de negócios. Com inovação e apostando na expansão de capacidades para suprir a demanda do mercado nacional e internacional, a Empresa Maranhense de Administração Portuária desenvolve uma gestão focada em resultados.

Um dos produtos que passaram a fazer parte do portfólio de exportação do Porto do Itaqui é a celulose. Serão aproximadamente 1,5 milhão de toneladas exportadas anualmente deste insumo aos mercados europeu e norte-americano. Os resultados positivos alcançados são frutos de uma administração organizada e voltada à produtividade e ao crescimento sustentável. “A gestão focada em resultados, e que prioriza políticas integradas de qualidade, preservação ambiental, segurança e saúde no trabalho, assegura o crescimento e a excelência dos serviços oferecidos pelo Porto do Itaqui”, enfatiza Luiz Carlos Fossati, presidente da Emap. A formação de seus colaboradores é um dos principais pilares de uma empresa, tendo em vista um crescimento consistente e sustentável. Nesse sentido, a companhia investiu, nos últimos dois anos, cerca de R$ 1,2 milhão na qualificação de seus funcionários. A empresa disponibilizou desde graduações, especializações e MBAs a mais de oito mil horas de treinamentos. “A qualificação é um dos caminhos para inovar e

Escoamento da produção

Em operação desde a década de 1970, o Porto do Itaqui é administrado há 12 anos pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). Em 2013, a empresa registrou 15,3 milhões de toneladas movimentadas. A previsão é que em 2030 esse número chegue a cerca de 150 milhões de toneladas. As principais cargas movimentadas são derivados de petróleo, alumínio, cobre, etanol, ferro-gusa, farelo de soja, minério de manganês, soja, antracita, arroz, carga geral, calcário, fertilizante, fluoreto, GLP, óleo vegetal, trigo, trilhos, carga de projeto, clinquer, cimento, celulose, coque, soda cáustica e contêineres.g

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Entrevista

“Estamos avaliando a necessidade de ter um terminal de contêineres em cinco anos”

Luiz Carlos Fossati, presidente da Emap


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A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), que administra o Porto do Itaqui, planeja investir R$ 6,3 bilhões na expansão do porto nos próximos 20 anos e ampliar a movimentação de carga em 10 vezes no período. Luiz Carlos Fossati, presidente da Emap, explica que a previsão é crescer de 8% a 10% até chegar à movimentação de 150 milhões de to-

neladas/ano. O porto já atraiu empresas como a fabricante de celulose Suzano, que inaugurou uma fábrica em Imperatriz, e se prepara para transferir para São Luiz a movimentação de pelo menos 10 milhões de toneladas de soja ao ano, com a inauguração do Terminal de Grãos ainda este ano. Como resultados, melhor desempenho da economia do Maranhão e investimento

na qualificação da mão de obra. O porto é um dos primeiros do país a incluir a participação nos resultados como benefício aos colaboradores. Nesta entrevista à revista Informativa dos Portos, Fossati destaca a importância do porto para a economia do Brasil e o quanto ele pode se tornar significativo para a movimentação de cargas nos próximos anos.

Informativo dos Portos: O Porto do Itaqui ampliou a capacidade de recebimento, armazenamento e expedição de cargas nos últimos anos. Quais são os benefícios destes investimentos para os negócios da Emap? Luiz Carlos Fossati: À medida que você vai aumentando a sua movimentação, tranquilamente você recebe por este trabalho. O porto vive em função de movimentação de carga, além de arrendamentos. O grande foco para nós é a movimentação de cargas, que traz benefícios não só para o aspecto financeiro da Emap, para ela tornar-se autossuficiente, mas para mostrar que o estado está em franco desenvolvimento. À medida que o terminal recebe cargas e retira cargas do porto, de qualquer natureza, esse é o grande impacto. Os nossos berços são multifunção, com cargas variadas.

ficamos a possibilidade de crescimento para o período, saindo de um patamar de 15 milhões de toneladas por ano para 150 milhões de toneladas por ano. Em 2012, batemos o nosso recorde ao movimentar 15,7 milhões de toneladas/ano. No ano passado houve uma pequena queda, caindo para 15,3 milhões de toneladas, devido ao mercado, variação cambial, mas este ano já estamos indo em direção à movimentação de 17 milhões de toneladas. Nossa ideia é crescer de 8% a 10% ano ao ano.

das. Na segunda fase, o projeto é movimentar 10 milhões de toneladas por ano do produto. Esses investimentos vão mudar o eixo do escoamento de soja do país. Hoje, as cargas vão para Paranaguá e Santos, principalmente. Itaqui já movimenta cerca de 2,9 milhões de toneladas de soja/ano.

Informativo dos Portos: Qual foi o crescimento do porto nos últimos anos? Fossati: Em 2012, fizemos um planejamento para os próximos 20 anos, contados a partir daquele ano. Na época o porto não tinha um norte. O porto estava funcionando, indo relativamente bem, mas sem saber o futuro. Nesse planejamento, nós identificamos as necessidades do porto, as potencialidades, falamos com os clientes. Verificamos o crescimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e identi-

“Hoje, 80% da movimentação de soja que chega ao Porto do Itaqui é feita através do modal ferroviário” Informativo dos Portos: Nesse planejamento para os próximos 20 anos, foi avaliada a possibilidade da diversificação de cargas para aumentar a movimentação do porto? Fossati: Nesse ano estamos entrando forte com soja. O Tegram (Terminal de Grãos do Maranhão) vai entrar em funcionamento a partir de julho. Na primeira fase, a capacidade instalada é para movimentar 5 milhões de tonela-

Informativo dos Portos: O Brasil hoje tem sérios problemas nas ligações rodoviários para diferentes pontos. Como o senhor pensa equalizar o problema das condições das estradas para transferir para o porto a movimentação de soja? Fossati: Hoje, 80% da movimentação de soja que chega ao Porto do Itaqui é feita através do modal ferroviário. Em termos rodoviários, o estado está duplicando a BR-135 e investindo em várias estradas no Sul do Maranhão, principalmente na região de Balsas. O governo está procurando dar ao estado uma estrutura rodoviária onde o foco seja chegar ao porto e não só trazer as cargas para São Luiz. Também está sendo investido no sistema de transporte para assegurar que os produtores cheguem até os troncais ferroviários. Existe um trabalho de conciliar o que está sendo feito em termos de porto com a parte de ferrovia e rodovia muito grande. Tem que haver uma integração das matrizes de transportes. Não adianta

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ter um terminal se você não tem condições de receber as cargas. Informativo dos Portos: O porto começou a movimentar celulose. Quando começou esse trabalho? Fossati: A Suzano inaugurou a fábrica em Imperatriz e, como desde janeiro está produzindo, já fizemos dois embarques de celulose. Toda a celulose da Suzano, que hoje tem uma capacidade de produzir 1,5 milhões de toneladas por ano, será movimentada pelo Porto do Itaqui. Os primeiros embarques foram de 15 mil toneladas e 40 mil toneladas. Para 2014, estamos vislumbrando também um crescimento na movimentação de contêineres. No ano passado movimentamos 10 mil TEUs e a previsão para este ano é movimentar 20 mil TEUs. Pelo crescimento que o setor de contêineres tem apresentado no Brasil, já estamos avaliando a necessidade do porto ter um terminal de contêineres dentro de, no máximo, cinco anos. A própria Petrobras avalia construir uma refinaria no Maranhão e movimentar todos os seus insumos pelo Porto do Itaqui. Por isso que, quando a gente fala que vamos chegar à

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movimentação de 150 milhões de toneladas anos, é que todos os projetos previstos estão sendo contemplados. Informativo dos Portos: Qual a principal carga do porto hoje? Fossati: Nesse momento, 48% é representado por granéis líquido e derivados de petróleo. Em seguida, aparece a soja,

milho, alumínio, ferro. Nosso porto não é dedicado a uma carga exclusiva. A expectativa, no entanto, é que o percentual de granel líquido fique em torno de 30% no peso geral da movimentação do porto a partir do momento em que as outras cargas aumentarem. Informativo dos Portos: A inauguração do

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Informativo dos Portos: O senhor falou em planejamento para os próximos anos e em investimentos, mas qual é a importância da mão de obra para o sucesso de todos estes projetos? Fossati: O mais importante é que Itaqui é um porto público de direito privado, com autonomia financeira e administrativa. Para você transformar um planejamento e fazer acontecer, precisa de pessoas competentes que possam executar. Hoje, o grande problema das empresas é a execução. Nós temos uma gestão voltada a resultados. Na nossa gestão hoje, temos

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Tergram pode ser considerada o principal investimento em infraestrutura para 2014? Fossati: Nós temos a inauguração do Tergram em julho e temos a conclusão do berço 108, dedicado a granéis líquidos, que vai aumentar a nossa capacidade de movimentação em 40%. O berço é uma obra financiada pelo governo federal, avaliada em R$ 60 milhões que, até dezembro, deverá entrar em funcionamento. Esses são os principais investimentos no porto para este ano.

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EM Luiz Carlos Fossati, presidente da metas em todos os níveis de organização. Para motivar o nosso pessoal, temos programa de participação nos resultados, um incentivo que o porto oferece aos colaboradores. O próprio governo federal está mudando. A nova medida provisória prevê que os portos tenham metas a cumprir e participação nos resultados. Nós já temos este

AP

programa há três anos. Investir na mão de obra é um dos caminhos para que o porto possa ter sucesso. Nós damos treinamento de cursos de especialização, MBA, cursos de línguas, pois o porto está aberto para o mundo e precisa ser competitivo. Sem um sistema de gestão moderno, você não consegue alcançar os resultados.g


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SEGURANÇA

Porto de São Francisco do Sul amplia controle de cargas Sistema, pioneiro entre os portos públicos do Brasil, informa órgãos fiscalizadores com antecedência sobre a chegada de cargas consideradas perigosas ou de risco

O Porto de São Francisco do Sul aperfeiçoou o controle de cargas ao desenvolver um projeto complementar dentro do PortoNet, um sistema de gestão portuária. O fluxo de informações relacionadas às cargas de importação, classificadas perante a legislação como perigosas ou de risco, ficou mais detalhado a partir deste ano. “O desenvolvimento deste sistema, mais minucioso e pioneiro no Brasil entre os portos públicos, permite informar aos órgãos fiscalizadores com antecedência, pela internet, o tipo de carga que está chegando ao porto, a ficha técnica do produto - Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FIESPQ), o volume e o local

onde será armazenado, entre outros dados. Essas medidas contribuem para prevenir situações de emergência com eficácia”, explica o presidente do porto, Paulo Corsi. Esse sistema foi desenvolvido para amenizar cada vez mais os riscos, aumentar o bem-estar e a segurança da comunidade e preservar o meio ambiente. O projeto foi desenvolvido em parceria com a secretaria municipal do Meio Ambiente de São Francisco do Sul. Pode ser acessado por órgãos competentes e entidades responsáveis pela fiscalização, como Fatma, Ibama, Defesa Civil, Polícia Militar Ambiental e Corpo de Bombeiros, mediante acesso ao PortoNet, com usuário e senha cadastrada. g

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NETWORKING ESPECIAL

Twig Talk promove encontro entre agentes de carga da rede Promovido pelo Twig Network, encontro reuniu entre os profissionais que integram a rede Twig para troca de informações e negócios Em um encontro de quatro dias, 50 pessoas de 23 países se reuniram no Infinty Blue, de Balneário Camboriú, no primeiro encontro do Twig Talk. O evento - promovido pelo Twig Network com seus clientes, todos agentes de cargas independentes – proporcionou um encontro entre os profissionais que fazem parte da rede Twig, com o objetivo de se conhecerem pessoalmente, reunirem-se, trocarem informações e fazerem negócios.

proprietário do Twig, Guilherme Luz.

O Twig é uma rede de agentes de cargas independentes de diversos lugares do mundo. “Eles se filiam para, através da nossa rede, nosso site e nosso selo, terem a oportunidade de conhecerem um ao outro e fazerem negócios com empresas. O evento teve a intenção de reuni-los pessoalmente”, afirma o sócio-

Durante o dia, os agentes de cargas brasileiros se encontraram com agentes de outros países para trocar informações e até fecharem propostas, método de reunião chamado pelos americanos de One on One Meeting. Guilherme Luz também ministrou um workshop sobre o Twig para debater com os associados ideias e o futuro da rede.

A primeira noite do Twig Talk foi marcada de um happy hour para que os participantes se conhecessem de forma descolada e tivessem um pouco de acesso à cultura brasileira. A música, a temática e as apresentações eram todas focadas nas raízes nacionais. Um grupo de capoeira e uma escola de samba apresentaramse durante o evento.

Segundo um dos participantes, o polonês e gerente geral da Wide Bridge, Mariusz Pniewski, com o evento é possível ficar mais perto dos outros profissionais. “A corporação ficará melhor depois do encontro, onde poderemos conhecer um o rosto do outro. É uma ótima iniciativa”, destaca. Diferente dos agentes de carga mundial, os independentes, geralmente estão localizados em um unico país. Sendo assim, para importar ou ou exportar precisam negociar com agentes de outros países. “Eles precisam achar parceiros do mundo inteiro, que sejam confiáveis para enviar e receber suas cargas e o Twig proporciona isso para eles.”, esclarece a sócia proprietária da rede, Marina Felício. g


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IMPORTAÇÃO DE FERTILIZANTES

Usuários pagam 23% a menos de multas em Paranaguá Appa realizou diagnóstico do sistema de descarga para descobrir onde estavam os principais gargalos que tornavam as operações mais demoradas Os importadores de fertilizantes pelo Porto de Paranaguá estão sentindo um alívio no bolso e quem ganha são os agricultores. Um estudo feito pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos) aponta uma redução na ordem de 23% nas multas pagas pelos importadores por descumprimento de prazos de contrato (demurrage) nos portos paranaenses em 2013, representando cerca de US$ 26 milhões a menos para este fim. Um diagnóstico de todo o sistema de descarga de fer tilizantes para descobrir onde estavam os principais gargalos,

que consumiam tempo e tornavam as operações mais demoradas, foi realizada pela Administração dos Por tos de Paranaguá e Antonina (Appa). Uma das mudanças adotadas foi a modernização do sistema de conferência das cargas de fer tilizantes. Foram retiradas as inserções manuais de dados no sistema, que geravam erros por dificuldade de leitura. A importação de fertilizantes em 2013 foi 5% superior à registrada em 2012. “E ainda assim conseguimos agilizar os processos de descarga, desburocratizar o sistema e obter ganhos operacionais.


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Com a queda no pagamento de multas, o fertilizante chega ao produtor mais barato”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino. “Com os atrasos que temos observado nas concessões portuárias por parte do governo federal, estamos investindo na melhora da estrutura atual, até que as novas concessões saiam do papel. São melhorias logísticas, no âmbito daquilo que nos compete e que estão resultando em efeitos práticos”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. A Appa instalou cinco escritórios montados em contêineres na faixa do cais, utilizados pelos conferentes das cargas. Todos os navios de fertilizantes que chegam ao porto têm suas cargas loteadas para diferentes destinos. É trabalho do conferente verificar o destino do lote, informar isso no sistema e encaminhar o caminhão para a balança. Antes, esta ação era toda manual. Com a integração e informatização do sistema, a transferência de dados é eletrônica e, ao chegar à balança, o caminhão passa apenas

pela aferição do peso, sem riscos de envio do lote para o destino errado em função de dificuldade de leitura do canhoto. O principal ganho é que os terminais podem emitir as notas fiscais eletrônicas de cada caminhão antes mesmo do veículo chegar ao destino. Na retaguarda, há um esforço conjunto dos operadores de fertilizantes para otimizar os espaços para recebimento do produto, muitas vezes aumentando o turno de trabalho para conseguir atender a demanda e reduzir o tempo de atendimento. Mais produtividade Além da informatização, outras medidas contribuíram para a queda no tempo de espera dos navios e para a melhoria na produtividade da impor tação dos fer tilizantes. No ano passado, a Appa inaugurou o Terminal de Fer tilizantes, interligado por correias transpor tadoras que, além de acelerarem as operações, diminui a quantidade de caminhões na área primária do cais, aumentando a se-

gurança em todo o processo. O número de balanças nos acessos ao cais comercial está sendo duplicado, o que permite que o recebimento de cargas fique duas vezes mais ágil. Entre as melhorias implantadas no setor pela iniciativa privada está a ativação de um segundo guindaste no terminal da Ponta do Félix, no Porto de Antonina, que dobrou a capacidade de movimentação, e a aquisição também de um novo equipamento pelo terminal especializado no recebimento de fertilizantes, em Paranaguá, a Fospar. Para o presidente do Sindiadubos, José Carlos de Godoi, muitos problemas da demora na descarga estavam fora do domínio do porto. “Assim ficou fácil visualizar onde estavam os problemas e atuar pontualmente. Fizemos um esforço conjunto e o resultado foi esta queda expressiva na demurrage. Para 2014, a nossa expectativa é que ela caia ainda mais, já que ainda há ajustes a serem feitos’, explica. Segundo Godoi, a queda nas multas refletiu diretamente nos preços dos produtos agrícolas. g

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Terminal de Navegantes

Primeiro trimestre tem alta de 7,3% na movimentação de contêineres Em março foram movimentados 58.506 TEUs, número 12,2% superior ao registrado no mês anterior. DIVULGAÇÃO

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A Portonave manteve a tendência positiva nos três primeiros meses de 2014. A companhia cresceu 7,3% na movimentação de contêineres, fechando o período com 163.158 TEUs. Somente em março foram movimentados 58.506 TEUs, número 12,2% superior ao registrado no mês anterior. As importações tiveram desempenho 23% maior nestes três meses, levando-se em conta o mesmo período do ano passado. Os plásticos e derivados e as cerâmicas são os principais produtos movimentados. A batata congelada vem ganhando espaço e neste trimestre representou mais da metade dos produtos em contêiner refrigerado que chegaram ao país pela Portonave. “O crescimento da importação de batata é justificado em parte pelo crescimento da demanda do mercado interno e, principalmente, pela alteração do transporte rodoviário para o marítimo”, comenta a analista comercial Dayane Zaguini. Liderança na importação de cerâmica A cerâmica vem ganhando espaço entre os produtos que são movimentados pela Portonave. Segundo Fonte Datamar, em 2013 a movimentação do produto representou 10% do total de importação da Portonave, frente a 6% registrado em 2012. Os números mantiveram Navegantes como líder de importação de cerâmica no Brasil. Para o gerente comercial da Portonave, Juliano Perin, as cargas são atraídas pelas opções de linhas que operam no Terminal. “Atualmente, temos diversas opções de serviços entre o Brasil e a Ásia, um dos maiores mercados fornecedores de produtos de importação ao país. A qualidade dos serviços prestados também é um diferencial para os nossos clientes”, afirma Perin. A liderança se deve também pelo fato de Santa Catarina ser um polo ceramista. Para atender a demanda nacional em constante crescimento, os produtores lideram as importações. “Os importadores podem contar com uma logística eficiente que atende aos seus indicadores de qualidade, uma vez que a Portonave é recordista em produtividade e representa o terminal mais bem equipado do estado”, completa Juliano. Os armadores MSC e MOL, que fazem linhas para a Ásia, são os maiores movimentadores de cerâmica pelo Terminal de Navegantes. g


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CONSTRUÇAO NAVAL

Atualmente estão em construção no Brasil 15 plataformas de petróleo, sendo que 12 serão totalmente construídas em estaleiros locais As empresas acionistas dos maiores estaleiros brasileiros consideram o programa de conteúdo local na construção de navios e plataformas de petróleo essencial e estratégico para que os objetivos da Petrobras e do país sejam atingidos. A afirmação é do presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha. A realidade que o sindicato apresenta em seus cenários, desde 2006, mostra a geração de emprego e renda com 78 mil pessoas diretamente empregadas em polos de construção naval em diversos estados brasileiros, com investimentos próprios e financiamentos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Esses investimentos representam mais de R$ 60 bilhões já realizados em obras em andamento de embarcações, navios-sonda e novos estaleiros. Aos empregos diretos nos estaleiros, somam-se cerca de 300 mil outros postos de trabalho criados na indústria brasileira fornecedora de equipamentos e serviços, devido ao grande fator multiplicador de empregos da indústria naval. “Tais números são consequência da bem sucedida política pública de conteúdo local implementada pelo então presidente Lula e ratificada pela presidenta Dilma Rousseff, que conta com o apoio da sociedade brasileira, dos sindicatos dos trabalhadores e de investidores nacionais e internacionais”, destaca Ariovaldo Rocha. Um grande esforço de qualificação desses recursos humanos e desenvolvimento de tecnologia em toda a cadeia produtiva da indústria naval está em andamento. “Na perspectiva futura, temos o desafio do desenvolvimento das bacias produtoras de petróleo em grandes reservatórios na camada geológica do pré-sal”, disse. Esforço O resultado desse esforço coordenado é a entrega, em 2013, de seis plataformas de produção de petróleo, dois navios do Promef, 21 navios de apoio marítimo, 10 rebocadores portuários e cerca de 100 barcaças de transporte oceânico e fluvial. Os navios de apoio marítimo, em construção ou recentemente entregues, incluem projetos da mais avançada tecnologia hoje existente, como os dos tipos AHTS (Anchor Handling Tug Supply) e PLSV (Pipe Laying Support Vessel), atestando a crescente especialização e a qualificação dos estaleiros e da engenharia nacional. A Petrobras é o principal cliente da construção naval brasileira e os estaleiros cumprem missão estratégica de atender parte da demanda. Atualmente estão em construção no Brasil 15 plataformas de petróleo, sendo que 12 serão totalmente construídas em estaleiros locais e três terão a integração de módulos em cascos construídos na Ásia. Também estão sendo construídos 28 navios-sonda contratados pela Sete Brasil para perfuração de poços de petróleo. O programa de construção de 49 navios petroleiros para a Transpetro registra sete navios já entregues a operações e três em fase de acabamento para entrega este ano. g

DIVULGAÇÃO/INTERMODAL

Estaleiros defendem política do conteúdo local na construção de navios


INFORMATIVO DOS PORTOS

Suplemento News NEGOCIAÇÕES INTERNACIONAIS

Ministro apresenta programa de arrendamento portuário no Exterior O chefe da SEP enfatizou que o novo marco busca aumentar a eficiência e a competitividade e reduzir os custos portuários para atrair novos investimentos

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Ministro dos Portos, Antônio Henrique da Silveira

TRABALHAR O PRESENTE

É A MELHOR FORMA DE

CONSTRUIR O FUTURO.

O EcoPorto Santos estará presente na 9ª edição do Fórum Brasil de Comércio Exterior e Logística, um dos principais debates sobre o setor portuário brasileiro. Dia 29/05 no Clube de Regatas Vasco da Gama – Santos/SP. Reserve esta data.

O ministro da Secretaria de Portos, Antônio Henrique Silveira, apresentou recentemente a investidores em Washington, nos Estados Unidos, o programa de arrendamentos portuários que prevê a licitação de 159 áreas nos portos organizados. Ele também apresentou o Plano Nacional de Dragagem II, entre outras oportunidades de investimentos na área. Silveira destacou as mudanças e os avanços que o novo marco regulatório (Lei 12.815/2013) trouxe para o setor e as perspectivas de aumento da movimentação de cargas nos portos brasileiros. Durante a apresentação, o ministro enfatizou que o novo marco busca aumentar a eficiência e a competitividade e reduzir os de custos portuários, de forma que o segmento possa atrair investimentos e absorver o incremento da demanda. O ministro apresentou ainda as perspectivas de investimentos com as autorizações para instalação de novos Terminais de Uso Privado (TUP) ao longo de 2014. Sistema portuário Na oportunidade, Silveira destacou a importância do sistema Porto sem Papel, que tem como objetivo principal reunir em um única “janela” de gestão as informações e a documentação necessárias para agilizar a análise e a liberação das mercadorias no âmbito dos portos brasileiros. O ministro esclareceu que a SEP já implantou o projeto nos 37 portos públicos, eliminando mais de 140 formulários em papel que foram convertidos para um único documento eletrônico. “Tivemos uma boa receptividade e os investidores se mostraram interessados em conhecer o funcionamento do sistema portuário brasileiro, especialmente no que se refere às ações voltadas para a redução da burocracia”, comentou o ministro após a reunião. Além de Washington, Silveira esteve na Cidade do Panamá (Panamá) para também apresentar a investidores internacionais as oportunidades de investimentos portuários do Brasil. g


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INFORMATIVO DOS PORTOS

SERVIÇOS PLANEJADOS PARA DIFERENTES DESAFIOS

Contamos com uma

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Fórum de qualificação do trabalhador portuário é instalado no Ministério do Trabalho

equipe preparada para oferecer soluções

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com suas necessidades

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logísticas de acordo

Representantes da SEP apresentaram plano de formação, qualificação e certificação do trabalhador, que ressalta o foco e as ações já desenvolvidas

com serviços integrados e total segurança às operações. Transporte Casa Contêiner e Construções Modulares

Venda e Aluguel de Contêineres

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) acaba de instalar o Fórum Permanente para Qualificação do Trabalhador Portuário. O fórum faz parte dos comandos previstos na Lei 12815/13 e no Decreto 8.033 (Nova Lei dos Portos). Coordenado pelo MTE, o trabalho tem o objetivo de promover com representantes das bancadas governamental, dos trabalhadores e dos empregadores a ampla discussão sobre as perspectivas de qualificação do trabalhador portuário. De caráter tripartite e coordenado pelo secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, o Fórum Permanente para Qualificação do Trabalhador Portuário se constitui na instância governamental federal competente para tratar das questões relacionadas à formação, qualificação e certificação profissional do trabalhador portuário e do trabalhador portuário avulso. Na reunião de instalação do fórum, representantes da Secretaria de Portos (SEP) apresentaram o Painel “A Nova Lei dos Portos – Formação, Qualificação e Certificação do Trabalhador Portuário”, que ressalta o foco e as ações já desenvolvidas pela instituição na questão, considerada por esta como de maior valor estratégico, para a qual estabelece diretrizes para ampla e contínua capacitação dos que trabalham no setor portuário. Na reunião foi também discutido o regimento interno do fórum, além da criação de um grupo de trabalho que será coordenado pela SEP para instituir a política de qualificação do setor, com foco na demanda de mercado e o público-alvo a ser alcançado. Participam do fórum os ministérios do Trabalho e Emprego; Planejamento, Orçamento e Gestão; e Educação; a Secretaria de Portos e Secretaria-Geral da Presidência da República; o Comando da Marinha; representantes de entidades empresariais e da classe trabalhadora. g

Depósito de Contêineres

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Reefer Service

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INFORMATIVO DOS PORTOS

Suplemento News NAVEGABILIDADE

Diretor da Antaq defende construção de eclusas junto a hidrelétricas José Renato Ribas Fialho defende que a construção de eclusas propicia condições para navegabilidade nas hidrovias e beneficia o meio ambiente O gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), José Renato Ribas Fialho, defendeu a construção de eclusas junto com hidrelétricas para efetivar a transposição hidroviária de níveis dos rios brasileiros. Fialho defendeu a proposta durante audiência pública, na Câmara dos Deputados, destinada a levantar subsídios para elaboração do parecer da Comissão Especial do Projeto de Lei nº 5.335/2009, que trata da transposição hidroviária de níveis dos rios brasileiros. Além do representante da Antaq, o debate reuniu o superintendente de Geração e Estudos Hidroenergéticos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Odenir dos Reis, e o superintendente adjunto de Regulação da Agência Nacional de Águas (ANA), Patrick Thadeu Thomas. Segundo José Renato, a construção de eclusas, além de propiciar as condições para navegabilidade nas hidrovias brasileiras, também beneficia o meio ambiente. “Este sistema traz externalidades positivas para o meio ambiente diante dos impactos causados pelos barramentos hidrelétricos”, apontou, citando a redução do consumo de combustíveis e da emissão de gases do efeito estufa. Para o gerente da agência, a lei deveria prever a construção da eclusa no projeto da usina hidrelé-

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trica. “Assim, além de garantir a transposição de níveis dos rios, haveria uma significativa redução nos custos de construção, estimada em cerca de 30% no caso de a eclusa ser construída depois da usina”, defendeu. Da mesma forma, o gerente da Antaq entende que tanto a usina como a hidrelétrica deveriam ser construídas pela mesma empresa. “Acreditamos que isso representaria um ganho do ponto de vista não só de otimização dos custos, mas também na celeridade da obra”, acrescentou. José Renato lembrou que, após muitos anos de esquecimento, a situação do transporte hidroviário interior no Brasil aos poucos começa a mudar: “Foram muitos anos sem obras e investimentos, mas a própria criação da Antaq e, mais tarde, da Secre-

taria de Portos, trouxeram um novo alento para o setor”, destacou, apontando como balizadores desse novo olhar sobre as hidrovias os investimentos previstos no PAC 1 e PAC 2, que permitiram a conclusão das eclusas de Tucuruí e a alocação de recursos expressivos à expansão e modernização da hidrovia do Tietê-Paraná, bem como a elaboração de estudos temáticos da Antaq e a realização de diversas obras hidroviárias pelo DNIT. O gerente da agência também destacou o potencial de transporte do modal. “Apenas na bacia do Amazonas-Solimões foram movimentados 48,7 milhões de toneladas de carga em 2013, dos quais 22 milhões de toneladas de minérios e 7,2 milhões de toneladas de granéis agrícolas”, disse. g


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MARCO REGULATÓRIO

Antaq trabalha para licitar arrendamentos portuários ainda em 2014 O diretor-geral substituto da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, destacou durante a Intermodal South America, em São Paulo (SP), que o órgão trabalhará para que os quatro blocos de arrendamentos portuários sejam licitados ainda em 2014. “Para os leilões de Santos e Pará, que compõem o primeiro bloco portuário, falta apenas a aprovação do TCU”, destacou o diretor, ressaltando que a agência está se empenhando para licitar mais de uma centena de arrendamentos portuários, além de revisar todas as outorgas de autorização para terminais privados e analisar o reequilíbrio econômico-financeiro de cerca de quarenta contratos de arrendamento. Povia reafirmou que o novo marco regulatório do setor portuário resultará em um choque de oferta de infraestruturas portuárias, além de reduzir custos e promover uma gestão portuária mais eficiente. “A Antaq está focada na viabilização de novos investimentos para o setor aquaviário nacional, buscando assegurar um ambiente que proporcione segurança jurídica e estabilidade regulatória para os empreendedores”, comentou. O diretor-geral vê a logística do país de maAnuncio 92 x 58 mm_print.pdf 1 08/03/2013 15:21:42

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Agência também irá revisar outorgas de autorização para terminais privados e analisar o reequilíbrio econômico-financeiro de 40 contratos de arrendamento

neira otimista. “O Brasil dispõe atualmente de ferramentas de planejamento como jamais possuiu. Destaco, nesse sentido, o PNLT, o PNLP, o Plano Geral de Outorgas - PGO e o Plano Nacional de Integração Hidroviária - PNIH.” Mercado internacional Com 20 anos de história, a Intermodal South America é o 2º maior evento do mundo para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior. O evento reuniu, em três dias, os principais players do mercado nacional e internacional, impulsionando negócios e parcerias, servindo de plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-

ventures, vendas e networking. “Com a 20ª edição da Intermodal fechamos um ciclo e acreditamos ter contribuído para aproximar as empresas do mercado e promover discussões que culminam em avanços para o setor e que, certamente, melhoraram a projeção do país como player internacional”, disse Joris van Wijk, diretor da UBM Brazil, organizadora do evento. Ricardo Barbosa, gerente da Intermodal, antecipou ainda a data de realização da próxima edição do evento. A 21ª edição da Intermodal South America acontecerá entre os dias 7 e 9 de abril de 2015, no Transameria Expo Center, em São Paulo (SP).g


INFORMATIVO DOS PORTOS

NAVEGAÇÃO BRASILEIRA

Cargas projeto ganham transporte inédito na cabotagem Aliança Navegação e Logística afretou navio do tipo multipropósito para carregar equipamentos de grandes dimensões, como turbinas, guindastes e pás eólicas A partir de maio, as cargas de projetos – aquelas que possuem dimensões ou peso acima do permitido para embarque em contêineres e que exigem equipamentos especiais para todas as etapas da logística – passam a contar com um transporte considerado inédito na cabotagem brasileira realizado pela Aliança Navegação e Logística. A empresa colocará em operação o serviço de cabotagem especialmente desenvolvido para o setor de cargas de projeto. Para isso, a empresa afretou um navio do tipo multipropósito para carregar equipamentos com grandes dimensões e volumes, entre eles, transformadores, reatores, turbinas, torres de transmissão, guindastes, geradores e pás eólicas. A expectativa é de que o setor de carga de projeto equivalerá a 6% dos negócios de cabotagem da Aliança. A embarcação terá bandeira brasileira e tripulação 100% nacional. Nomeado de “Aliança Energia”, o navio tem capacidade para transportar 19 mil toneladas de carga e é equipado com três guindastes que juntos podem içar peças de até 800 toneladas. Segundo Mark Juzwiak, gerente-geral de assuntos institucionais da Aliança, o objetivo é desenvolver um serviço de transporte marítimo porto a porto confiável, regular e competitivo na cabotagem para as cargas de projeto. Inicialmente, a empresa pretende atender todo o território nacional, com destaque para as regiões Norte e Nordeste. “Quando viável, estenderemos o serviço até a Argentina, Uruguai e Chile, países que mantêm acordos bilaterais com o Brasil”, explica. O executivo explica que a cabota-

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gem com navios especializados tem vantagens competitivas, comparando aos outros modais, devido à grande distância entre as indústrias e o destino final, a infraestrutura rodoviária limitada e deficiente, a falta de transporte apropriado, longo tempo de percurso, custos, espaço para armazenagem e menor índice de avarias. Com o uso da cabotagem, o tempo de viagem, comparado ao rodoviário, pode reduzir significativamente, dependendo do transporte, de 50 dias para, no máximo, 6 dias, em uma viagem de Santos para Fortaleza. “O modal marítimo é ágil e rápido. O investimento nesse setor é um pedido dos clientes, que necessitam de um serviço de credibilidade, e também do mercado, reflexo das obras que estão sen-

do realizadas no Brasil nas áreas de energia, óleo e gás, infraestrutura”, completa. Sobre a Aliança Fundada em 1950, a Aliança foi consolidando sua liderança no mercado brasileiro, passando a atuar em todos os continentes. Em 1998, a empresa foi adquirida pelo Grupo Oetker, também proprietário da Hamburg Süd, empresa alemã fundada em 1871. Com faturamento de R$ 3,3 bilhões em 2013, a Aliança tem forte atuação no segmento internacional e é líder no transporte de cabotagem. No ano passado, movimentou mais de 673 mil TEUs. Atualmente, opera regularmente em 17 portos nacionais e possui 12 escritórios próprios no Brasil. g


INFORMATIVO DOS PORTOS

RIO GRANDE

Cabotagem cresce 20% no Tecon de Rio Grande DIVULGAÇÃO

Além das tradicionais cargas de arroz que seguem para o Nordeste, o terminal passou a movimentar móveis, bebidas e alimentos da Serra Gaúcha

As operações de cabotagem cresceram 20% em relação ao mesmo período do ano passado no primeiro bimestre de 2014 no Tecon de Rio Grande, terminal operado pela Wilson Sons no Rio Grande do Sul. No período, foram movimentados mais de 5 mil TEUs (unidade equivalente a 20 pés). Além das tradicionais cargas de arroz que seguem para o Nordeste, o terminal passou a movimentar produtos como móveis e bebidas da Serra Gaúcha, utensílios domésticos, produtos plásticos e alimentos como conservas, doces e leite em pó. De acordo com o diretor comercial do Tecon, Thierry Rios, a ampliação de um serviço realizado pela Aliança Navegação fez com que o estado gaúcho começasse a receber e a embarcar outros produtos via cabotagem, criando uma ligação direta com Manaus (AM). Semanalmente, desembarcam eletroeletrônicos e motos e embarcam em Rio Grande, nos contêineres vazios, cargas da produção industrial gaúcha. “Nossa expectativa é que a navegação de cabotagem mantenha um desenvolvimento sólido e sustentável. No Tecon Rio Grande, esperamos superar o crescimento de 10% registrados no ano passado por conta dos novos serviços e rotas que estão sendo ofertados ao mercado pelos armadores”, afirma Rios. Redução de custos Um dos principais projetos desenvolvidos pelo terminal, em parceria com a Log-In, envolve o embarque de cargas de forma fracionada, ou seja, uma remessa de quantidades menores de mercadoria que, por si só, não ocupa toda a capacidade de um contêiner. A partir do piloto iniciado em outubro de 2013, já foram movimentados 100 TEUs na modalidade. Boa parte desse volume é de móveis da região Sul que são carregados nos contêineres a partir de um centro consolidador instalado na Serra Gaúcha. Do Tecon Rio Grande, os móveis seguem para os portos de Suape e Fortaleza para atendimento dos mercados de Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí. “É uma mudança de paradigma que envolve inúmeros parceiros. Estima-se que 95% dos móveis gaúchos são escoados pelo modal rodoviário. A utilização da cabotagem traz maior segurança, diminui custos e avarias, impactando diretamente na redução da assistência técnica”, explica o executivo. g

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Suplemento News COMPLEXO PORTUÁRIO

Licença ambiental prévia para nova bacia de evolução é liberada A atual bacia, com 400 metros de diâmetro, permite que apenas navios de até 306 metros de comprimento com 40 metros de boca alcancem os terminais locais Uma das obras mais esperadas pela cadeia logística catarinense deve, efetivamente, sair do papel. A Fundação de Meio Ambiente (Fatma) de Santa Catarina acaba de conceder a Licença Ambiental Prévia (LAP) para a construção de nova bacia de evolução para o Complexo Portuário do Itajaí, obra considerada fundamental para a continuidade do desenvolvimento local. Agora, o próximo passo para que a obra seja iniciada é a conclusão do projeto básico para que seja iniciado o processo licitatório. “A construção de uma nova bacia de evolução é fundamental para que o Complexo Portuário do Itajaí se mantenha competitivo no mercado”, enfatiza o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres.

permite que apenas navios de até 306 metros de comprimento com 40 metros de boca alcancem os terminais locais.

Segundo o superintendente, somente com essa obra será possível que navios maiores manobrem e atraquem nos terminais do complexo nos próximos anos. “Fiz questão de entregar a licença porque constatei a importância social e econômica da obra, bem como a mobilização das sociedades de Itajaí e Navegantes em torno do empreendimento”, disse Gean Loureiro, presidente da Fatma.

Orçada em R$ 300 milhões, a obra vai garantir a competitividade do complexo portuário, segundo maior movimentador de contêineres do país, e a continuidade de todas as atividades econômicas relacionadas ao segmento, a exemplo de despachantes, portos secos, transportadoras, além dos negócios comuns, como farmácias, mercados e serviços em geral, que são impulsionados pela força econômica gerada pela movimentação de cargas.

O projeto prevê uma nova bacia de evolução com 530 metros de diâmetro nas proximidades da foz do rio Itajaí-Açu, em frente ao Saco da Fazenda. A atual bacia, com 400 metros de diâmetro,

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A proposta de localização da nova bacia de evolução levou em consideração a segurança da operação, os estudos da engenharia, o baixíssimo impacto social e a possibilidade de redução do prazo de execução da obra. “Com a bacia, o complexo, que inclui as empresas APM Terminals e Portonave Terminais Portuários de Navegantes, poderá receber as maiores embarcações que circulam na costa brasileira, com até 366 metros”, acrescenta Ayres. Competitividade ao complexo

O impacto da não realização da obra seria brutal para toda a região que envolve o complexo. Estimase a perda de R$ 30 milhões mensais a partir do

próximo ano, com a queda de aproximadamente 75% no movimento de entrada e saída de navios e a debandada dos armadores para outros portos que comportem embarcações maiores. g


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NEGÓCIOS LOGÍSTICOS

APM Terminals integra serviços portuários e retroportuários no Brasil Em Itajaí, a empresa é referência na operação portuária de contêineres, oferecendo ao mercado uma moderna e eficiente estrutura logística portuária A APM Terminals Brasil, empresa do Grupo A. P. Möller – Maersk, oficializou, durante a Intermodal South América 2014, seu novo formato de negócios no país: a integração entre os serviços portuários e de retroárea, por meio da incorporação da Brasmar. O processo é resultado de uma visão abrangente focada no cliente, na otimização das operações e na segurança das suas unidades. Em 2014, a APM Terminals projeta crescer 8% no Brasil em comparação ao ano passado. Com a integração, a APM Terminals Brasil conta agora com dois terminais portuários, sendo um em Itajaí (SC) e outro em Pecém (CE), e quatro unidades retroportuárias: Paranaguá (PR), Itapoá (SC), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS). Ricardo Arten, diretor-superintendente da APM Terminals Brasil, explica que a integração dos serviços entre as unidades da empresa proporciona uma solução logística com maior sinergia ao mercado. Segundo Arten, o novo conceito operacional permite à empresa oferecer serviços como armazenagem e gerenciamento de contêineres vazios, reparos de contêineres, serviços relacionados a cargas refrigeradas (reefer) e transporte, trazendo redução nos custos extras e ocultos da operação. Em 2013, o Grupo APM Terminals Brasil movi-

mentou nos terminais portuários 700 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Em Itajaí, o terminal portuário tem capacidade para operar 550 mil TEUs/ano, enquanto Pecém pode operar até 400 mil TEUs/ano, além de cargas gerais. Em termos de capacidade retroportuária, as quatro unidades estão equipadas para realizar até 7.500 movimentos gate/mês cada uma. Em Itajaí, a APM Terminals é referência na operação portuária de contêineres, oferecendo ao mercado uma moderna e eficiente estrutura logística portuária. Operando em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal portuário se mantém focado na melhoria contínua do nível de serviço, satisfação dos clientes, parceiros e fornecedores e no desenvolvimento de constantes investimentos em segurança e respostas às demandas do mercado mundial. Em Itajaí, onde opera desde 2007, é uma das empresas que mais contribui para o desenvolvimento local. Desde que assumiu a operação de contêineres do Porto de Itajaí, a administração do terminal vem investindo continuamente na expansão da área arrendada, no treinamento de seus funcionários e na aquisição de uma moderna frota de equipamentos e de sistemas de última geração para o gerenciamento do terminal. g

TERMINAIS PORTUÁRIOS

• ITAJAÍ Área: 180.000 m² Capacidade de operação: 550 mil TEU’s/ano • PECÉM Área: 560.000 m2 Capacidade de operação: 400 mil TEUs/ano

TERMINAIS RETROPORTUÁRIOS

• ITAJAÍ Área: 68.500 m² Capacidade de operação: 7.500 movimentos gate/mês • PARANAGUÁ Área: 100.000 m² Capacidade de operação: 7.500 movimentos gate/mês • ITAPOÁ Área: 55.000 m² Capacidade de operação: 7.500 movimentos gate/mês RIO GRANDE Área: 122.000 m² Capacidade de operação: 7.500 movimentos gate/mês

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INFORMATIVO DOS PORTOS

Suplemento News CRESCIMENTO ECONÔMICO

Complexo portuário movimenta 10% a mais em 2014 Superintendência do Porto de Itajaí acredita que tendência é de que os terminais movimentem mais de 1,2 milhão de TEUs neste ano O Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu registrou um crescimento de 10% na movimentação de mercadorias nos três primeiros meses de 2014, quando foram movimentados 93,95 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés). Em peso, a movimentação somou 3,047 milhões de toneladas, com avanço de 11% sobre as 2,736 milhões de toneladas registrados no igual período de 2013. O diretor executivo do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz, explica que o crescimento verificado no trimestre pode ser creditado a melhorias na infraestrutura aquaviária do Complexo Portuário, a exemplo das dragagens de manutenção, e também ao aumento no número de serviços nas duas margens, que está ocorrendo gradativamente em 2014. O superintendente Antônio Ayres dos Santos Júnior considera a média de crescimento registrada neste ano – de 10% e bem acima da média dos portos brasileiros – muito boa. “A tendência é de que continuemos nesse patamar e movimentemos mais de 1,2 milhão de TEUs neste ano”, projeta Ayres. Se analisado o fluxo das cargas, as importações e exportações estão equilibradas no complexo portuário. Os embarques no período somaram 130,053 mil TEUs, enquanto os desembarques totalizaram 133,822 mil TEUs. Esse equilíbrio também foi verificado na balança comercial brasileira em março, quando os embarques do país

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ao exterior superaram as compras externas, resultando em um superávit de US$ 112 milhões. O saldo positivo mensal foi resultado de exportações de US$ 17,628 bilhões e importações de US$ 17,516 bilhões. Cargas operadas As cargas mais operadas no Complexo Por-

tuário do Itajaí em março foram, nas exportações, o frango congelado (US$ 241,3 milhões), os produtos mecânicos e eletrônicos (US$ 103,93 milhões) e as carnes e derivados (US$ 95,66 milhões). Nas importações, os produtos mecânicos e eletrônicos lideraram a pauta com US$ 275,94 milhões, seguidos pelos produtos químicos (US$ 181 milhões) e pelos têxteis (US$ 171,58). g


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INFORMATIVO DOS PORTOS

VOLVO OCEAN RACE

Barcos começam a chegar a Itajaí em abril de 2015 Na edição de 2011/2012, a Volvo Ocean Race desembarcou pela primeira vez em Itajaí, quando 282 mil pessoas passaram pela Vila da Regata

A organização local cumpre um rígido caderno de encargos para atender as demandas da organização. A lista de tarefas, por exemplo, conta com alguns detalhes como facilidade de acesso e segurança do público, adequação das marinas, sustentabilidade e acomodações. Representantes da Volvo Ocean Race também fazem visitas regulares às instalações. “A Volvo Ocean Race tem um caderno de encargos exigente como qualquer mega-evento. Itajaí, por exemplo, nos procurou para fazer a regata buscando ficar famosa sediando a prova em 2011-12. O sucesso foi enorme e confesso que decidimos repetir a parada por vários motivos, mas o primeiro foi pelo entusiasmo do público local”, disse Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race. Todos os organizadores da Volvo Ocean Race, os chefes de equipe e os integrantes das cidadessede participaram de uma série de workshops e treinamentos em Alicante, na Espanha. O representante da parada de Itajaí, Alexandre Santos,

disse que o legado da regata terá continuidade por muito tempo em Santa Catarina. “Vamos dar continuidade ao trabalho feito na primeira Volvo Ocean Race em Itajaí. A Vila já está praticamente pronta em comparação com a última edição. Evoluímos bastante e lançamos o edital da marina, que já está em obras e deverá estar pronta no final deste ano, gerando emprego e renda”.

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A parada da etapa Itajaí da Volvo Ocean Race acontecerá em abril de 2015. A Vila da Regata será aberta no dia 4 de abril de 2015, data da previsão de chegada do primeiro veleiro da competição. A expectativa é que o evento receba mais de 200 mil pessoas em Itajaí, impulsionando a economia local e do estado durante a chegada dos barcos da competição pelos mares do mundo que se estende durante nove meses.

Na edição de 2011/12, a Volvo Ocean Race desembarcou pela primeira vez em Itajaí (SC), após seguidas paradas no Rio de Janeiro (RJ). E o público impressionou a organização e os patrocinadores. Mais de 282 mil pessoas passaram pela Vila da Regata durante o evento. O retorno de mídia, por exemplo, foi de mais de 4 mil reportagens veiculando o nome de Itajaí, quase 130 horas de conteúdo televisivo e 445 imagens da cidade exibidas em jornais e revistas no Brasil e no exterior. A competição A regata Volvo Ocean Race começa em 4 de outubro de 2014 com a chamada In-port race, em Alicante, na Espanha. Os barcos partem no dia 11 de outubro para Cidade do Cabo, na África do Sul. A primeira parte do percurso terá 38.739 milhas náuticas ou 71.745 quilômetros. A aventura depois passará por Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Sanya (China), Auckland (Nova Zelândia), Itajaí (Bra-

sil), Newport (EUA), Lisboa (Portugal), Lorient (França), Haia (Holanda) e Gotemburgo (Suécia), onde a competição será encerrada com a prova final no dia 27 de junho de 2015. Cinco equipes confirmaram sua participação na edição de 2014-2015 até agora: Team SCA (Suécia), Abu Dhabi Ocean Racing (Emirados Árabes Unidos ), Dongfeng Race Team (China), Brunel Team (Holanda) e Team Alvimedica (EUA/Turquia). g


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INFORMATIVO DOS PORTOS

cobertura fotográfica

Intermodal 2014 celebra 20 anos e atrai mais de 48 mil visitantes A Intermodal South America é o 2º maior evento do mundo para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior A maior feira da América Latina do segmento de logística, transporte de cargas e comércio exterior comemorou na última edição, de 1 a 3 de abril, 20 anos de realização. A Intermodal South America 2014 foi, em 36 mil metros quadrados, um cenário de novos negócios, lançamentos de produtos e serviços uma vitrine de empresas do mercado que atuam no setor. Nos três dias passaram pelo evento, no Transamérica Expo Center em São Paulo (SP), aproximadamente 48,5 mil visitantes, 600 empresas expositoras que representaram 26 países e um seleto público de players com alto poder de decisão. O objetivo da feira ao reunir o público focado em logística e comércio exterior é apresentar tecnologia

em serviços, equipamentos, inovação e disponibilizar informação para possíveis negócios e parcerias, servindo de plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-ventures, vendas e networking. Nesta vigésima edição, além das exposições, a feira disponibilizou um vasto programa de palestras, com foco nos desafios do setor logístico nos diferentes modais. Os temas relacionados a supply chain, acessos rodoviários e condomínios logísticos ganharam expressão este ano. Muitos dos palestrantes foram profissionais especializados, que estabeleceram parcerias com a UBM Brazil, organizadora do evento, com o Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), o Instituto Brasileiro de Supply

Chain (Inbrasc), o Centro Nacional de Navegação (Centronave) e a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), além de prefeitos de regiões portuárias e secretários de desenvolvimento. A 21ª edição, em 2015, já tem a data marcada para 7 a 9 abril. O Informativo dos Portos participou pelo 18º ano consecutivo da feira e é no evento que sempre realiza o lançamento do Anúario que está em sua 13ª edição. É uma maneira de ficar por dentro do que há de mais moderno no segmento e de acompanhar o público que busca informação de qualidade a respeito do ramo intermodal e portuário, de comércio exterior, logística e áreas do setor. Confira algumas fotos:


INFORMATIVO DOS PORTOS

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Portos e Portos e

Terminais Terminais do do Brasil Brasil Ports and Terminals in Brazil Ports and Terminals in Brazil Lançamento Lançamento

3ª Bilíngue 3ª Edição Edição -- Bilíngue

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30 cm x 31 cm

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terminais marítimos do Brasil.

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Rua Presidente Prudente de Moraes, 195 – Bairro Santo Antônio – 89.218-000 Joinville – SC – Brasil – Fone: 55 47 3425-2049 – Fone/Fax: 55 47 3435-2049 fotoimagem@fotoimagem.com / fotoimagem@terra.com.br


Localização Previlegiada

AMP

ARMAZÉNS // SALAS SALAS COMERCIAIS COMERCIAIS ARMAZÉNS


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INFORMATIVO DOS PORTOS

Diário de Bordo Empresas

BRF no Oriente Médio A BRF, maior exportadora de carne de frango do mundo, espera que sua nova fábrica de alimentos processados em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, possa ajudá-la a explorar o mercado da Indonésia, disse o presidente do Conselho de Administração da companhia, o empresário Abílio Diniz. “A fábrica vai nos tornar mais fortes no Oriente Médio e melhorar a nossa presença na região”, disse Abílio. “Quem sabe, poderíamos até esticar e ter uma presença no mercado indonésio, um mercado com mais de cem milhões de pessoas”, acrescentou Diniz.

Empregos na BMW

Ônibus no RJ

Com a geração de mais de mil novos empregos até 2015, a primeira fábrica de automóveis do BMW Group na América do Sul deve acelerar o desenvolvimento socioeconômico na região de Araquari, em Santa Catarina. A meta da unidade é ter 740 novos postos ocupados até o último trimestre deste ano, quando serão iniciadas as atividades produtivas, e fechar 2014 com 800 colaboradores. Até o final de 2015, serão 1.300 contratados. “Além de ser um passo extremamente estratégico para as operações do BMW Group Brasil, a instalação da nova fábrica em Araquari trará benefícios socioeconômicos para a região e para o estado de Santa Catarina em virtude do aquecimento do mercado de trabalho local e da geração de renda“, afirma Betina Kraus, diretora de recursos humanos responsável pela fábrica.

A Neobus, de Caxias do Sul, oficializou o início das atividades da sua unidade em Três Rios (RJ), resultado de aporte de R$ 100 milhões. Na unidade fluminense, a empresa montará carrocerias de veículos urbanos e micro-ônibus, produção até então concentrada na matriz, que ficará responsável pelos modelos rodoviários e especiais, como articulados, dentre outros. A planta foi anunciada em fevereiro de 2012 pelo presidente Edson Tomiello. A unidade está localizada em área de 140 mil m², com 20 mil m² de espaço construído. A meta é alcançar, ao final do ano, produção diária de 10 unidades, totalizando 1,2 mil empregos. Neste estágio inicial, foram 300 contratações. A fábrica será divulgada no mercado como Neobus Rio/Minas.


INFORMATIVO DOS PORTOS

Diário de Bordo Logística Plataformas para armazenamento A Santos Brasil acaba de instalar plataformas para armazenamento de contêineres reefer em áreas destinadas a cargas frigorificadas no Tecon Santos. Com a inovação, o maior terminal da América do Sul garante mais eficiência, tecnologia, qualidade e segurança às operações de cargas refrigeradas na unidade. As novas estruturas também proporcionam maior agilidade às operações com a utilização de RTGs (guindastes sobre rodas) na movimentação das caixas refrigeradas. Ao todo, 25 plataformas com cinco níveis de altura cada foram instaladas no pátio de contêineres, ampliando em 26% a capacidade de armazenamento deste tipo de mercadoria no terminal. Cada um dos níveis tem altura e largura capazes de comportar contêineres de 20 pés ou de 40 pés – modelos mais utilizados pelo mercado.

Cargas projetos

Novo acesso

As cargas de projetos, aquelas que possuem dimensões ou peso acima do permitido para embarque em contêineres e que exigem equipamentos especiais para todas as etapas da logística, passam a contar com um transporte considerado inédito na cabotagem brasileira realizado pela Aliança Navegação e Logística. A empresa colocará em operação, a partir de maio de 2014, o serviço de cabotagem especialmente desenvolvido para o setor de cargas de projeto. Para isso, a Aliança fretou um navio do tipo multipropósito para carregar equipamentos com grandes dimensões e volumes, entre eles, transformadores, reatores, turbinas, torres de transmissão, guindastes, geradores e pás eólicas. A embarcação terá bandeira brasileira e tripulação 100% nacional.

Um projeto sob análise do governo do estado visa desafogar congestionamentos no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), principal ligação de caminhões de cargas com o Porto de Santos, maior terminal marítimo da América Latina. A proposta, desenvolvida pela empreiteira Contern, aponta para a construção de rodovia entre Ribeirão Pires e a Baixada Santista. A obra está orçada em cerca de R$ 14 bilhões. A empresa, integrante do consórcio responsável pelos trechos Sul e Leste do Rodoanel, entregou no ano passado à Secretaria Estadual de Logística e Transportes uma declaração de manifestação de interesse pela execução da obra. O documento está em fase de avaliação, etapa que não tem data para conclusão.

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INFORMATIVO DOS PORTOS

Diário de Bordo Offshore Berços de atracação A Petrobras pretende lançar a licitação para a contratação de dois berços de atracação no Porto de Santos ainda neste semestre. A intenção é que a licitação seja concluída até o fim do ano e a operação tenha início em 2015. O gerente-geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos da Petrobras, Osvaldo Kawakami, não soube estimar o investimento. O executivo destacou que a contratação pode ser de dois berços existentes ou que serão construídos, e que pode ser tanto dentro quanto fora da área do porto organizado. A operação terá de ser de 24 horas. A base servirá como ponto para a movimentação de insumos e pessoas nas plataformas da Bacia de Santos em alto mar. “Será uma licitação bem aberta. Vai depender mais de as operadoras nos oferecerem o que têm, e em cima dessas ofertas vamos analisar.”

Rebocadores financiados

Indústria Offshore

A Wilson Sons Rebocadores, empresa de apoio portuário do Grupo Wilson Sons, recebeu no final de março o rebocador ‘WS Phoenix’. A embarcação, construída pela Wilson Sons Estaleiros, no Guarujá, é a primeira de uma série de 12 com previsão de entrega até 2016. O investimento total é de US$ 140,7 milhões, dos quais 84% são financiados pelo Fundo de Marinha Mercante. “O WS Phoenix marca um novo momento para a Wilson Sons Rebocadores”, diz o diretor operacional da companhia, Sérgio Guedes. A empresa tem outros 65 rebocadores em operação e presta serviço em toda a costa brasileira. Com essas novas embarcações, a capacidade de atender tanto operações tradicionais quanto especiais irá crescer.

Com a expansão dos setores de petróleo e gás, indústria naval e TI no Brasil, toda a cadeia de fornecedores e prestadores de serviços destes segmentos começa a demandar soluções operacionais e administrativas. Para atender a estas crescentes necessidades, chega ao mercado o Grupo I CAN, de consultoria empresarial. De acordo com Lara Stilben, responsável pelas Relações Institucionais do Grupo I CAN, a empresa, que recebeu investimento inicial de R$ 300 mil, tem como público-alvo companhias nacionais e multinacionais, levando em consideração as demandas de petróleo e gás e da indústria naval, bem como suas cadeias de bens e serviços.

Novos negócios

Dragão do Mar

Mais de 300 pequenas e médias empresas passaram a fornecer seus produtos e serviços para gigantes do setor de petróleo, óleo e gás, através das rodadas de negócios promovidas durante o evento “Petro Brasil 2014”, que ocorreu no Caminho Niemeyer, em Niterói. O resultado de R$ 35 milhões em volume de negócios foi impulsionado pela rodada de negócios virtuais, iniciativa pioneira e inclusiva lançada na 6ª edição do evento, que representa a Rede Petro Brasil e busca o fortalecimento da indústria brasileira. O registro na Transpetro foi lembrado como recurso ágil para o fechamento de novos negócios, já que as licitações organizadas por software são finalizadas em, no máximo, 20 dias.

A presidente Dilma Rousseff já entregou a bandeira do navio Dragão do Mar à tripulação do petroleiro, durante a solenidade de entrega do terceiro navio construído pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS) em Pernambuco. O evento também marcou o batismo do quarto navio que está sendo construído, o Henrique Dias. Dilma também recebeu das mãos do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, uma réplica da mais embarcação concluída pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS). Os dois primeiros entregues à Transpetro pelo EAS foram o João Cândido, liberado em maio de 2012, e o Zumbi dos Palmares, entregue em maio de 2013. O Dragão do Mar é do tipo suezmax e possui mais de 274 metros de comprimento e boca modelada (largura) de 48 metros.


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Diário de Bordo Portos Bloco único Caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita, o governo vai discutir, a partir do próximo ano, a possibilidade de privatizar em um único bloco portos administrados pelo poder público. Estuda-se adotar um modelo semelhante ao anunciado no fim de 2012 para os portos de Ilhéus, na Bahia, e de Imbituba, em Santa Catarina. A informação foi dada em Washington, capital dos Estados Unidos, pelo ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira, durante encontro com potenciais investidores. “Temos trabalho em dois portos pequenos, em Santa Catarina e na Bahia, e em 2015 essa questão vai voltar em um debate mais aberto”, disse Silveira, sem mencionar as operações que poderiam ser concedidas de maneira integral para a iniciativa privada.

Porto Sudeste

Porto de Santos

Os novos controladores do Porto Sudeste do Brasil, liderados pela Impala, estão buscando um acordo com a Usiminas em torno de um contrato firme (“take or pay”) para embarque de minério de ferro, cujas cláusulas não foram cumpridas conforme o previsto. Quando o porto ainda pertencia à mineradora MMX, de Eike Batista, acertou-se com a Usiminas que o contrato de “take or pay” passaria a valer a partir de 1º de janeiro de 2013 ou quando o porto entrasse em operação, o que ocorresse primeiro. As obras atrasaram e a previsão é de que o terminal, situado em Itaguaí (RJ), comece a operar a partir de agosto de 2014.

O Porto de Santos encerrou 2013 com lucro líquido de R$ 142,31 milhões, queda de 28,5% sobre 2012. O balanço divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do porto, informa que os resultados foram expressivos, “apesar da instabilidade econômica global”. A Codesp informou que o lucro líquido caiu porque a estatal provisionou R$ 220,115 milhões para pagamento de Imposto de Renda e CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido). Em 2012, a empresa conseguiu o não pagamento dessa quantia, assim, o valor foi estornado, propiciando um ganho contábil.

Investimento no Brasil

Espera de navios

A Edison Chouest Offshore (ECO) anunciou que vai investir R$ 950 milhões no Porto de Açu, no Rio de Janeiro, de propriedade da Prumo, ex-LLX. O intuito da companhia é construir uma base de apoio offshore na região. O valor é alto, mas não é o primeiro aporte que a ECO realiza no Brasil, onde opera desde 1991. O país é um dos principais mercados da empresa que foi fundada na Luisiana e é uma das maiores em soluções de transporte marítimo no mundo. Dos US$ 8 bilhões de dólares anuais de receita, 1,6 bilhão é faturado no Brasil. Das 230 embarcações que possuem, 70 operam apenas no país, prestando serviços para a Petrobras, a Shell, a Queiroz Galvão, a Repsol e outras. Fora o Brasil, a companhia está presente em outros 12 países e conta com mais de 8 mil funcionários. Além dos serviços de transporte marítimo por meio de embarcações, a empresa também opera portos, fornece equipamentos para operações submarinas em plataformas offshore e possui cinco estaleiros para a produção de navios.

A reforma portuária, de junho de 2013, ainda não conseguiu eliminar um dos maiores gargalos do sistema: a espera dos navios para atracar. No ano passado, os armadores contabilizaram 83,3 mil horas de espera para atracar nos portos nacionais, alta de 28,3% sobre 2010. Os dados são do Centro Nacional de Navegação (Centronave), que reúne as principais empresas de navegação de longo curso e de cabotagem de contêineres do país. Foram perdidas 68,8 mil horas para atracar e 14,5 mil horas para desatracar, num total de US$ 175 milhões de prejuízos diretos às companhias de navegação filiadas ao Centronave.

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Artigo

Wagner Antônio Coelho

Admissão temporária para utilização econômica Um dos principais regimes aduaneiros especiais utilizados pela indústria brasileira, direta ou indiretamente, é a admissão temporária para utilização econômica, para bens a serem empregados na prestação de serviços a terceiros ou na produção de outros bens destinados à venda, bens destinados a servir de modelo industrial, sob a forma de moldes, matrizes ou chapas e as ferramentas industriais. O regime de admissão temporária, nos termos da IN RFB 1361/2013, permite a entrada no país de certas mercadorias, com uma finalidade específica e por um período de tempo determinado, com a suspensão total ou parcial do pagamento de tributos aduaneiros incidentes na sua importação, com o compromisso de serem reexportadas ao final do prazo previsto no despacho de importação para admissão em regime especial e no termo de responsabilidade. Dentre os tipos de regimes de admissão temporária, destaca-se o para utilização econômica, o qual possui algumas diferenças importantes nas regras gerais de aplicação do regime de admissão temporária, dentre as quais destaca-se seguir alguns pontos importantes.

A admissão temporária para utilização econômica deve estar vinculada especificamente a um contrato de arrendamento operacional (não pode ser financeiro), de locação, ou empréstimo, nos quais deve constar prazo determinado, finalidade entre o objeto contratual e a utilização pelo beneficiário do regime. Isso porque a utilização econômica do bem estrangeiro em território nacional possibilita sua exploração econômica durante o prazo de vigência do contrato de locação, arrendamento operacional ou empréstimo, o qual teve modificadas as disposições regulamentares sobre o tema, com possibilidade de previsão de até cem meses. Além disso, denota-se uma distinção relativa à questão da suspensão dos tributos incidente sobre a operação de importação, característica geral dos regimes de admissão temporária. No caso em específico da utilização econômica, durante o processo de despacho de admissão, são recolhidos os tributos incidentes no tratamento administrativo e tributário vinculado à NCM da mercadoria, proporcionalmente ao prazo de permanência do bem no Brasil; o restante fica suspenso, ou seja, caso o prazo contratual seja de 48 (quarenta e oito) meses, deverá ser recolhido esse percentual dos tributos incidentes na operação

de importação, na data do registro da DI para admissão no regime e os demais 52% ficam suspensos no termo de responsabilidade. Também merece destaque a diferença quanto à extinção do referido regime aduaneiro, o qual pode se dar pela exportação do bem, reexportação; entrega à RFB, livres de quaisquer despesas, desde que a autoridade aduaneira concorde em recebê-los; destruição, sob controle aduaneiro, às expensas do beneficiário; transferência para outro regime aduaneiro especial, nos termos da legislação específica; ou despacho para consumo (nacionalização, mediante pagamento dos tributos suspensos). Nesse último caso, nacionalização, decorrente do regime para utilização econômica, ressalta-se a importância de se atentar no processo de despacho aduaneiro e importação, a necessidade de vigência do tratamento administrativo e tributário vigente à época do ingresso da mercadoria importada no país mediante a declaração de importação para concessão do regime, exceção regra utilizada nos demais casos de admissão temporária, quando se utiliza o tratamento vigente na data do despacho de importação para consumo. g

Wagner Antonio Coelho, advogado inscrito na OAB/SC 19654, especialista em Direito Aduaneiro e Comércio Exterior, sócio do escritório Guero e Coelho Advogados Associados – OAB-SC 1042-2005, Consultor de Tradings Companies e empresas ligadas ao Comércio Exterior, Membro fundador da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da OAB/SC Itajaí-SC, Membro fundador da Comissão Estadual de Direito Portuário, Marítimo e Aduaneiro da OAB/SC, Professor da UNIVALI: no Curso de Gestão Portuária e Comércio Exterior, nas disciplinas de Legislação Aduaneira e Direito Marítimo; nos Cursos de Especialização - MBA em Importação e Internacionalização de Empresas; Direito Aduaneiro e Comércio Exterior; Direito Marítimo e Portuário; e, na Faculdade Avantis na Especialização em Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário.


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anuncio_21x28 segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014 09:06:37

Ed 176  
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