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Fevereiro 2018 - Edição nº 221 - Ano XVIII - Av. Coronel Marcos Konder, 1207 – 6º andar - sl 68 - Centro Empresarial Embraed - Centro - Itajaí/SC - 88301-303

INTERMODAL: A LOGÍSTICA CADA VEZ MAIS TECNOLÓGICA Tradicional evento do setor traz posicionamento mais abrangente, dando ênfase às soluções tecnológicas do segmento logístico. Expectativa é de atrair 33 mil pessoas

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Terminais do Complexo Portuário do Itajaí conquistam novas linhas

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Feira na China abre oportunidade para empresas brasileira exportadoras


INFORMATIVO DOS PORTOS /

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EDITORIAL

INFORMATIVO DOS PORTOS /

EXPEDIENTE

O MERCADO EM EXPANSÃO

PUBLICAÇÃO Perfil Editora DIRETORA Elisabete Coutinho elisabete@informativodosportos.com.br DIRETORA ADMINISTRATIVA Luciana Coutinho luciana@informativodosportos.com.br

Por que investir em um país que vive sucessivas crises econômicas e é tão fortemente abalado pelas interferências políticas? A resposta é simples: o Brasil está mudando,

JORNALISTA RESPONSÁVEL Luciana Zonta (SC 01317 JP) luzonta@informativodosportos.com.br

talvez não na velocidade que se espera, mas as mudanças que estão acontecendo dão a oportunidade de traçar um futuro promissor e mostram que elas podem dar continuidade ao processo de recuperação do crescimento econômico.

REPORTAGEM Adão Pinheiro, Alessandro Padin, Érica Amores e Luciana Zonta

Os sinais da recuperação apontam para o bom desempenho projetado para a Intermodal South América 2018, onde se reúnem os principais players do segmento de transportes da

FOTOS Ronaldo Silva Jr./Divulgação Flávio Roberto Berger/Fotoimagem

América Latina. A feira, este ano, aposta em uma logística mais tecnológica e futurística

REVISÃO Izabel Mendes

nova data, de 13 a 15 de março.

COMERCIAL Thaísa Michelle Santos comercial@informativodosportos.com.br

Parte deste otimismo é resultado do desempenho alcançado pelo segmento portuário

PROJETO GRÁFICO Elaine Mafra

investir continuamente em infraestrutura de logística e destravar os entraves burocráticos.

do que nunca. Com o slogan “O mundo em movimento”, a Intermodal incorpora novos segmentos dentro da cadeia do setor e estreia em outro pavilhão, o São Paulo Expo, e em

nacional em 2017, muito em função do aumento das exportações dos produtos nacionais. Evidentemente que, para alcançar o tão almejado desempenho econômico, o país precisa

Nós, da revista Informativo dos Portos, entendemos que, se trabalharmos com afinco para

DIAGRAMAÇÃO E CAPA Elaine Mafra (serviço terceirizado) elaine@informativodosportos.com.br

consolidar a democracia representativa e a economia de mercado, não restará dúvida de que o futuro do Brasil será ainda mais brilhante.

PERFIL EDITORA Fone: (47) 3348.9998 | (47) 3344.5017 www.informativodosportos.com.br informativodosportos@informativodosportos.com.br

Boa leitura! Fevereiro 2018 - Edição nº 221 - Ano XVIII - Av. Coronel Marcos Konder, 1207 – 6º andar - sl 68 - Centro Empresarial Embraed - Centro - Itajaí/SC - 88301-303

INTERMODAL: A LOGÍSTICA CADA VEZ MAIS TECNOLÓGICA Tradicional evento do setor traz posicionamento mais abrangente, dando ênfase às soluções tecnológicas do segmento logístico. Expectativa é de atrair 33 mil pessoas

*Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da revista.

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Terminais do Complexo Portuário do Itajaí conquistam novas linhas

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ÍNDICE ESPECIAL Intermodal: a logística cada vez mais tecnológica

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RELAÇÕES COMERCIAIS

Feira na China abre oportunidade para empresas brasileira exportadoras NOVIDADE DE MERCADO Portonave anuncia novo serviço para a Ásia 6

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DIÁRIO DE BORDO................................................................08 Confira as novidades dos principais setores que movimentam o mercado PLANEJAMENTO....................................................................18 5 passos para planejar a importação em 2018 INFRAED.............................................................................20 Manutenção na estrutura de galpões garante sua durabilidade MERCADO AUTOMOTIVO..........................................................22 Fábrica catarinense da GM quadruplica de tamanho MERCADO LOGÍSTICO..............................................................23 Allink lança serviço direto de carga LCL de Hong Kong para porto do Rio de Janeiro EXPORTAÇÃO DE CACHAÇA......................................................24 Vendas ao exterior geraram uma receita de US$ 15,81 milhões INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA.................................................26 Rebocador fabricado em Itajaí começa a operar em Paranaguá MEIO AMBIENTE....................................................................28 Iniciativa do Porto Itapoá resulta na criação de uma nova RPPN em SC ECONOMIA NACIONAL.............................................................29 Indústria catarinense inicia 2018 com elevação no índice de confiança

MERCADO AMPLIADO APM Terminals Itajaí conquista novos serviços para América do Sul, Caribe e África

MERCADO DO AGRONEGÓCIO....................................................30 Santa Catarina fatura US$ 2,6 bilhões com exportações de carnes RIO DE JANEIRO....................................................................31 Porto começa a receber navios com mais de 300 metros ARTIGO..............................................................................32 Projeto Barra Norte: uma alternativa para a competitividade, por Murillo Barbosa LOGÍSTICA CATARINENSE.........................................................34 Movimentação cresce 17% no Porto de São Francisco do Sul DESTAQUE EMPRESARIAL........................................................36 R2 se destaca no setor de armazém geral COLUNA DE TECNOLOGIA........................................................38 Tudo sobre o mercado tecnológico ARTIGO..............................................................................38 Aquecimento do e-commerce e os desafios da logística, por Evilásio Garcia SUPLEMENTO ITAJAÍ...............................................................42 Tudo sobre os terminais e a logística do Complexo Portuário COMPLEXO PORTUÁRIO.........................................................42 Obras da bacia de evolução terão aditivo financeiro de R$ 25 milhões

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ARTIGO..............................................................................48 Agente de carga NVOCC e freight forwarder no Brasil, por Wagner Coelho AGENDA DE EVENTOS............................................................52 Informações sobre as principais feiras, congressos e palestras

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DIÁRIO DE BORDO s

A MRS Logística acaba de inaugurar uma nova forma de transporte ferroviário de contêineres. Eles foram posicionados em vagõesgôndola, especialmente adaptados para receber a carga. Doze vagões passaram por essa transformação e 10 TEUs foram transportados do terminal da MTO, no pátio do Arará (RJ), até o terminal da Tora, em Belo Horizonte (MG). A adaptação pela qual os vagões passaram foi de soldagem de anteparos para fixação do contêiner no vagão e bloqueio de abertura da porta do contêiner, o que garante a segurança da carga. A operação, que não elimina a possibilidade de transportar outros tipos de carga, foi realizada na rota Rio de Janeiro-Belo Horizonte, uma das regiões mais industrializadas do país.

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CONTÊINERES EM VAGÕES-GÔNDOLAS


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NOVA LINHA HAMBURG SÜD LANÇA NOVOS SERVIÇOS PARA A ÁSIA A partir de abril, a Hamburg Süd lançará uma nova rede de serviços entre a Ásia e a Costa Oeste da América do Sul, o México, a América Central e o Caribe. Por trás de nomes de serviços mundialmente reconhecidos, o ASPA e o ASCA passarão a ser um produto totalmente novo para substituir a parceria atual com outras empresas de transporte marítimo (Acordo de Compartilhamento de Embarcações) nesta rota de comércio. Os clientes poderão aproveitar conexões diretas adicionais, maiores frequências, maior flexibilidade e transit time mais curtos. As quatro novas linhas de serviço ASPA e ASCA contarão com a implantação de um total de 39 navios modernos com uma capacidade de carga de 4.500 a 10.000 TEUs, que atenderão quase 30 portos importantes.

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, inaugura, em março, um novo serviço para a Ásia. O serviço SSA (Sino South América) é exclusivo do armador PIL (Pacific International Lines), terá frequência quinzenal e será um serviço expresso Brasil, atendendo aos importadores e exportadores dos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O terminal é o único no Brasil a oferecer os quatros serviços disponíveis para o continente asiático. A previsão é que o navio Kota Gunawan atraque no terminal paranaense em 1º de março, onde serão embarcados produtos como cargas congeladas (reefer), couro, minério, papel e madeira

RECERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE O ano de 2018 começou com uma ótima notícia para a Allog International Transport: a recertificação da ISO 9001, agora na versão 2015. Na prática, isso comprova que a empresa vem cumprindo todas as normas de qualidade estabelecidas desde 2012 quando foi certificada pela primeira vez na versão 2008. A ISO 9001 é uma norma de gestão criada para determinar padrões de qualidade na gestão de organizações, independentemente do tipo, tamanho ou natureza. A versão 2015 é uma nova e exigente norma internacional, na qual uma instituição precisa atender os mais altos itens e padrões de operação.

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DIÁRIO DE BORDO

As exportações do agronegócio respondem por 65% dos embarques de SC para o exterior, com receita de US$ 5,5 bilhões. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e foram divulgados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). No total geral, Santa Catarina encerrou 2017 com saldo positivo nas exportações, somando US$ 8,51 bilhões em faturamento. Os destaques são a carne de frango, madeira e móveis, o complexo soja e a carne suína, que juntos somam US$ 4,1 bilhões. No total exportado pelo agronegócio catarinense são considerados os setores agropecuário, economia do mar, madeira, papel e celulose.

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EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO

MASSAS PARA EXPORTAÇÃO s

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As exportações brasileiras de biscoitos, massas alimentícias e pães e bolos industrializados cresceram 50% em volume de vendas e 29% em faturamento em 2017 na comparação com o ano anterior, atingindo um total de 107 milhões de toneladas de produtos e movimentando US$ 177 milhões. Segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos industrializados (Abimapi), o setor conseguiu recuperar as vendas a importantes mercados, como Angola, Venezuela, Cuba e Argentina. Desde 2015, a entidade desenvolve ações e ferramentas para iniciar e incrementar as vendas mundiais de suas associadas.


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ESPECIAL

IN T E R M O DAL: a logística cada vez mais tecnológica Tradicional evento do setor acontece em março e traz posicionamento mais abrangente, dando ênfase às soluções tecnológicas do segmento logístico

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logística está mais tecnológica e futurística do que nunca. Pelo menos é o que aponta a 24ª edição do Intermodal South América, um dos maiores eventos do mundo no setor e que prevê atrair em torno de 33 mil pessoas, de 13 a 15 de março, em São Paulo. Com o slogan “O mundo em movimento”, a Intermodal 2018 incorpora novos segmentos dentro da cadeia de logística e estreará em outro pavilhão, o São Paulo Expo, e em nova data, de 13 a 15 de março. Na prática, entre as novidades da edição 2018, o evento contará com uma área exclusiva para empresas de TI, com soluções de tecnologia, softwares, segurança para logística, entre outros. Para demonstrar como as últimas novidades da indústria estão sendo aplicadas atualmente, serão promovidas visitas técnicas, para grupos de até 40 pessoas por vez, em algumas plantas e empresas parcerias do evento. A Intermodal terá a incorporação de empresas relacionadas às operações da armazenagem, distribuição e dos condomínios logísticos, entre outros segmentos da intralogística. A ideia é reunir aos visitantes uma oferta mais consistente e diversificada de soluções tecnológicas aplicadas ao completo gerenciamento da produção, armazenagem e distribuição dos mais diversos tipos de carga. Segundo o diretor de portfólio de infraestrutura da UBM Brazil. Renan 12

Joel, realizando a feira em março, “conseguimos antecipar o ciclo de negócios na área de logística e ficamos melhor ajustados aos calendários nacional e internacional”, diz. Ele explica que o evento atenderá a demanda do mercado por soluções com tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e blockchain. A expectativa é que a Intermodal atraia mais de 33 mil profissionais, em sua maioria representantes de embarcadores dos mais diversos setores da economia, armazéns, condomínios logísticos, operadores, tradings e empresas em geral. Entre os expositores estão empresas nacionais e internacionais associadas a cada um dos elos da cadeia da logística de armazenamento e transporte, representantes dos mais diversos segmentos. Na edição 2017, o evento reuniu mais de 400 marcas de 22 países, como Argentina, Bélgica, China, Estados Unidos e Reino Unido. TECNOLOGIA DE PONTA O setor da tecnologia cresce a passos lagos no segmento logístico. Uma das empresas que irá estrear na Intermodal é a curitibana LogComex, que desenvolveu uma tecnologia inovadora que aplica conceitos de big data e inteligência de negócios para fornecer, em tempo real, informações de processos aduaneiros. A plataforma LogComex é 100% online e funciona como uma ferramenta de integração que coleta dados em


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mais de 50 sistemas diferentes (sites armadores, de portos, de órgãos públicos) e disponibiliza as informações para o monitoramento completo de embarques e insight estratégicos, operacionais e comerciais. O software é responsável pela automatização de processos internos, o que permite a redução de burocracias e mantém toda a equipe envolvida sempre atualizada. Além disso, pode contribuir na redução de custos, uma vez que ajuda na identificação de possíveis falhas na logística com o suporte de relatórios. Atuando em todo o País, a empresa tem os principais clientes em segmentos de portos e armazéns, agentes logísticos e empresas de importação e exportação. “O diferencial está na possibilidade de oferecer a visão de todo o processo em tempo real, o que ajuda o fornecedor do serviço a transmitir confiança extra e transparência nas operações diárias”, explica o CEO da LogComex, Helmuth Hofstatter. Na recém lançada área exclusiva para empresas de Tecnologia da Informação dentro da feira, estará a Athenas Logistics Technology, com destaque para a solução TOS+, que utiliza a Internet das Coisas (IoT) e Bio-Inteligência Artificial para automatizar e otimizar operações em terminais de carga e portos. O TOS+ consegue conectar máquinas e equipamentos, além de gerir todos os processos operacionais e de gestão em terminais logísticos de pequeno a grande porte, com um ou mais modais e tipos de cargas, incluindo operação em multiterminais. A plataforma funciona totalmente na web e oferece visualização 3D de todo o pátio. Entre outras vantagens da plataforma estão a redução de burocracia e o retrabalho causado pelo uso de sistemas manuais ou não integrados. O objetivo da solução é diminuir o fluxo de papéis em até 95%, os custos operacionais em até 15% e de overhead em até 35%. Já as receitas podem subir em até 15% com a otimização dos apontamentos e novos serviços proporcionados pela automação. A T2S, empresa que oferece soluções de softwares sob demanda exclusivamente para o setor portuário, também confirmou presença na Intermodal 2018. A empresa, com sede em Santos, no litoral de São

Paulo, tem atuação em 11 estados do País, atende mais de 50 clientes e supera a marca de 200 projetos realizados. “Nosso objetivo no evento é também estreitar o relacionamento com nossos clientes mais antigos que também estarão expondo seus serviços na feira. Acreditamos ser uma ótima maneira de manter o networking com as empresas e mostrar toda a capacidade da T2S de prover soluções de software com agilidade e exclusividade para o setor portuário”, afirma o diretor da T2S, Rodrigo Lopes Salgado. Um dos mais recentes projetos da empresa foi a implantação da solução N4, que integrou e otimizou os sistemas utilizados na operação do Tecon de Salvador, administrado pelo grupo Wilson Sons. O sistema foi implantado pela T2S em parceria com a americana Navis. Após três dias de operação com o N4, o terminal bateu recorde de atendimento de 2017, atingindo o patamar de 768 caminhões recebidos em um único dia. SOLUÇÃO A criação de novos recintos alfandegados pelo Brasil tem feito crescer a demanda por uma ferramenta de gestão que tem ajudado a tornar o mercado do setor mais seguro. O sistema Sara (Sistema de Armazenagem para Recintos Alfandegados) criado pela Totvs, líder no desenvolvimento

A EXPECTATIVA É QUE A INTERMODAL ATRAIA MAIS DE 33 MIL PROFISSIONAIS, EM SUA MAIORIA REPRESENTANTES DE EMBARCADORES DOS MAIS DIVERSOS SETORES DA ECONOMIA, ARMAZÉNS, CONDOMÍNIOS LOGÍSTICOS, OPERADORES E TRADINGS.

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ESPECIAL

de software de gestão na América Latina, também será destaque na Intermodal 2018. Nele, as informações são tratadas de forma segura, gerenciando, inclusive, os dados dos clientes consultados pelos órgãos federais, que somam milhões de dólares em cargas de alto valor agregado. Além do Sara, a Totvs também vai levar para a Intermodal a sua “Plataforma Logística”, nova solução lançada pela empresa que oferece maior gestão de controle de toda a operação logística. O software auxilia as empresas a gerenciarem toda a cadeia, desde a venda do produto até a distribuição e o gerenciamento do frete. A Modallport Sistemas, tradicional empresa catarinense de Tecnologia de Informação (TI) focado no segmento logístico, também levará suas soluções tecnológicas para a feira. Atentos a demandas do mercado como a gestão da logística de contêineres, automação de gates, controle de documentação, agendamento de operações e registro de movimentação em tempo real, entre outros, a Modallport apresentará diferentes soluções integradas para o comércio exterior. Integrado por diversos softwares aplicativos, as ferramentas são ajustadas e customizadas para ambientes como agências marítimas, NVOCCs, terminais portuários privados e terminais de cargas e contêineres.

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ENTRE AS NOVIDADES DA EDIÇÃO 2018, O EVENTO CONTARÁ COM UMA ÁREA EXCLUSIVA PARA EMPRESAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, COM SOLUÇÕES DE TECNOLOGIA, SOFTWARES E SEGURANÇA PARA LOGÍSTICA.


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ESPECIAL

Intermodal passa a abrigar a XXI Conferência de Logística Organizada pela Associação Brasileira de Logística (Abralog), a Intermodal South América 2018 vai abrigar, pela primeira vez, a XXI Conferência Nacional de Logística (CNL). A iniciativa é parte do novo posicionamento de marca da Intermodal South América e integra a parceria entre a organização da feira e a Abralog. O acordo contempla as próximas cinco edições do evento. Segundo o presidente da UBM Brazil, organizadora da Intermodal, Jean-François Quentin, a parceria com a Abralog é algo muito significativo. “Este apoio agrega ainda mais valor à Intermodal, reconhecido ponto de encontro deste mercado no que refere a prospecção de negócios e ao desenvolvimento tecnológico do setor, além de propiciar o aprimoramento técnico de seus profissionais”, afirma.

Para o presidente da Abralog, Pedro Francisco Moreira, o acordo com a Intermodal representa um novo patamar para a entidade, rumo a sua missão de fomentar a logística brasileira por meio da geração de conteúdo e oportunidades para os seus filiados. “Essa nova abordagem da Intermodal, buscando a integração de todos os elos da logística, tornará o evento completo, end-to-end, ele que já é a principal mostra do setor na América Latina”, observa. A grade de programação da conferência é formada por três pilares: Global Supply Chain; Integração da Cadeia de Suprimentos: Indústria, Varejo e E-Commerce; Desafios, Tendências e o Futuro do Transporte. A ideia é abordar a logística de ponta a ponta com um enfoque objetivo de casos práticos e as saídas adotadas pelos executivos do setor para problemas envolvendo intralogística, transporte e gestão.

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Nos três dias de encontro, as discussões dos assuntos serão lideradas por embarcadores, fornecedores logísticos, acadêmicos e representantes do governo. Os temas foram desenvolvidos e apoiados por meio de pesquisas dos principais congressos de logística do mundo e seus conteúdos e palestrantes indicados pelos comitês executivos da Abralog em parceria com a UBM Brazil, o portal Ecommerce Brasil e a OTM Editora. Os interessados em participar da XXI Conferência Nacional de Logística (CNL) podem realizar a inscrição para os três de Conferência no portal oficial da Intermodal South America 2018 (http://intermodal.com.br/pt/conferencia-intermodal-2018). g

WWW.INTERMODAL.COM.BR Para assistir ao vídeo da Intermodal, escaneie o QR Code

INTERMODAL 2018: O MUNDO EM MOVIMENTO

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5 PASSOS PARA PLANEJAR

A IMPORTAÇÃO EM 2018 mportação não pode ser feita de improviso. Carlos A. de Souza, coordenador comercial da Allog International Transport, explica que, para ser bem sucedido, o importador precisa unir critérios de negociação com os fornecedores e calcular as opções logísticas para ter certeza de que a operação está sendo feita com sucesso. O importador deve solicitar ao exportador estrangeiro a remessa de um documento que formaliza o preço praticado na operação, condição de venda (Incoterms), a modalidade de pagamento e o prazo de entrega da mercadoria, já que a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) pode solicitar do importador informações ou a documentação pertinente.

Segundo Carlos, a elaboração de um bom planejamento logístico é responsável por reduzir custos de produção e de armazenagem e aumentar a velocidade de entrega do produto. “Quando se fala em planejamento logístico, significa pensar em como importar um produto de qualidade e com o menor gasto possível”, ensina. Confira quais são os 5 passos para planejar sua logística de importação em 2018.

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MONITORAR MUDANÇAS NO CENÁRIO DAS ROTAS DE COMPRA

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Após ter toda a operação rodando com eficiência, é de suma importância monitorar as variações nos cenários econômico e logístico, nas tratativas fiscais e de simples demanda e oferta para o produto negociado. Em resumo, com base na margem do seu negócio, é fundamental ter uma análise a cada lote de importação para saber se houve alterações que impactem no seu negócio. Como é difícil manter todas as informações na mesa, contar com parceiros estratégicos, que entendam e agreguem para ao negócio, faz uma grande diferença.

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PLANEJAMENTO DE EMBARQUES Uma vez definido que as compras valem a pena, que o fornecedor consegue atender aos objetivos do negócio e que a logística está redonda, está na hora de planejar o fluxo de importações para atender as vendas no Brasil. Neste ponto é importante conhecer a sazonalidade da demanda dos clientes e ter em mente os feriados que podem impactar nas suas operações, tanto em fornecimento como na logística. “No Ano Novo Chinês, por exemplo, dificilmente alguém conseguirá negociar com a China, até porque trata-se de um feriado que envolve cultura e religião, dois grandes pilares da sociedade daquela país”, diz Souza.

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3 ESCOLHA DO TRANSPORTADOR

Ao avaliar o parceiro logístico internacional é necessário ter confiança na qualidade e responsabilidade. Um agente de cargas precisa facilitar o estudo logístico de todas as rotas e opções de armazenagem, transporte rodoviário no país de origem, transporte internacional, seguro de cargas e um constante fluxo de informações para manter o importador sempre informado do andamento da carga. Alguns agentes vão além de simplesmente movimentar a mercadoria, pois apresentam negociações até mais competitivas que os armadores, facilitam o fluxo de informações e se adaptam à realidade de cada cliente, além de trazerem indicadores de desempenho para atuar estrategicamente nas decisões sobre qual logística melhor atende o negócio.


COMÉRCIO EXTERIOR SEM BARREIRAS

PROJEÇÃO DE COMPRAS NO COMÉRCIO INTERNACIONAL É preciso reunir os critérios de negociação com os fornecedores e calcular as opções logísticas para ter certeza de que a compra na importação está sendo feita com sucesso. Segundo o coordenador comercial da Allog, também é importante planejar a logística na hora de fazer a projeção de compras no exterior, verificando se o produto continua competitivo depois de somar todos os custos. Na hora de fazer o cálculo, é preciso observar a distância que a mercadoria vai percorrer dentro do país de origem. Negociar o Incoterm, valor FOB ou EXW é fundamental, assim como o custo do frete internacional até o Brasil. O comprador precisa ter conhecimentos logísticos e um bom parceiro para ajudar a avaliar todos os custos da operação.

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AVALIAR FORNECEDORES

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Para avaliar fornecedores sob a ótica logística, deve-se primeiro analisar as opções geográficas para atender a demanda de tempo e custo com a eficiência que a operação precisa. Ao negociar com fornecedores próximos de grandes portos da China como Shanghai, Shenzen ou Dalian, o comprador garante um custo menor. Já para fornecedores no interior do país, dependendo do Incoterm negociado, os custos podem aumentar substancialmente. Carlos de Souza explica que, para compras menores do que um contêiner, existe a opção de consolidar no armazém de empresas logísticas, que irão realizar o empacotamento e a unitização e facilitar a operação ao importador.

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INFORMATIVODOS DOSPORTOS PORTOS// INFRAED INFORMATIVO

Obra de recuperação e revitalização do concreto realizada pela empresa especializada, Infraed Engenharia.

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Tudo isso faz com que as estruturas trabalhem e como consequência aparecem fissuras ou lascas no concreto, que abrem brechas para as manifestações patológicas surgirem e progredirem. Segundo o engenheiro civil, especialista em recuperação estrutural e diretor da Infraed Engenharia, Lucas Rocha Montenegro, a patologia mais frequente é a corrosão nas armaduras. “Quando a corrosão se manifesta nas armaduras, costumamos usar a frase: ‘Do pó vim (minério de ferro) e ao pó voltarei (ferrugem) ’. Afinal, a corrosão é a interação destrutiva de um material com o ambiente e é acelerada pelos agentes agressivos circulantes na atmosfera, como os íons cloreto, presente nas correntes de ventos marítimo e os dióxidos de carbono, presente em fumaças de veículos. ”, complementa. MANUTENÇÕES

Uma fissura ou uma mancha marrom que começou a aparecer na parede e até mesmo o ferro aparente no pilar do galpão da sua empresa, podem ser mais do que uma simples infiltração ou ferrugem. São na verdade, manifestações patológicas do concreto armado que caso sejam negligenciadas, tendem a comprometer a estrutura. A atenção com estes detalhes em qualquer construção é importante, mas principalmente em galpões logísticos ou industriais, que sofrem constante movimentação de transporte, trepidar de maquinários, impregnação de fumaças, além de que vire e mexe acabam mudando a função de uso a qual foi proposta no início.

Pelo processo natural de deterioração das construções e por galpões industriais estarem em constante uso, é indicado que as empresas façam uma vistoria técnica anual, para conservar a integridade da estrutura física. “Uma construção não é eterna, para deixá-la muito durável é preciso fazer manutenção periódica como é feito em automóveis ou em qualquer outro equipamento. ”, sinaliza o engenheiro da Infraed. Para um bom diagnóstico, profissionais especialistas no assunto identificam o problema e através de uma análise criteriosa desenvolvem as soluções necessárias. “Hoje tem muita tecnologia envolvida para corrigir com melhor qualidade os defeitos estruturais. O serviço mal feito ou a maquiagem do problema, são saídas sem a devida prática da boa técnica numa situação que já está crítica. ”, finaliza.g

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MERCADO AUTOMOTIVO

FÁBRICA CATARINENSE DA GM QUADRUPLICA DE TAMANHO Capacidade anual será ampliada de 120 mil para mais de 420 mil motores, além dos blocos e cabeçotes produzidos. Serão criados em torno de 400 novos empregos A indústria automotiva catarinense acaba de ganhar um aporte de peso. A General Motors Mercosul inaugurou, na primeira semana de fevereiro, um novo prédio de 46.800 m² que vai abrigar seis novas linhas: duas de usinagem de blocos, duas de cabeçotes, uma linha de submontagem de cabeçotes e uma linha de montagem de motores em Joinville. Com a ampliação, a fábrica quadruplica de tamanho, passando dos atuais 15 mil m² para 61,8 mil m². A capacidade anual será ampliada de 120 mil para mais de 420 mil motores, além dos blocos e cabeçotes produzidos. Serão criados em torno de 400 novos empregos diretos e indiretos. A nova fábrica vai receber novas tecnologias de manufatura inteligente (4.0), incluindo estações robotizadas, sistema autônomo de movimentação de materiais, sistema de monitoramento de processo através de câmeras, testes elétricos dos motores, gerenciamento de estoque e programação através de software conectado com a cadeia de suprimentos. Com a introdução dessas novas tecnologias, a produção será monitorada em tempo real por sistemas de gerenciamento dos processos acessíveis por meio de “tablets” e “smartphones”. Para isso, a GM está investindo R$ 1,9 bilhão na fábrica. O montante faz parte do maior plano de investimentos da empresa nos 93 anos

de história no Brasil, com um total de R$ 13 bilhões que estão sendo aplicados no país entre 2014 e 2020. “A GM entende que o mercado brasileiro iniciou um novo ciclo de crescimento. A fábrica de Joinville, além de ser a mais sustentável da empresa no mundo, também será uma das mais inovadoras”, disse Carlos Zarlenga, Presidente da GM Mercosul. Marcos Munhoz, vice-presidente da General Motors Mercosul, destaca a importância da parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville nas negociações que viabilizaram os investimentos na fábrica. “O apoio do sindicato foi fundamental para nossa decisão, que vai transformar a fábrica de Joinville em uma de nossas maiores e mais competitivas fábricas na região”. O novo investimento vai preparar a GM Mercosul para se tornar uma plataforma de exportação global. FÁBRICA SUSTENTÁVEL Em março de 2014, a unidade de Joinville foi a primeira fábrica do setor automotivo da América do Sul a conquistar a certificação internacional de construção sustentável (Leadership in Energy and Environmental Design), sendo a segunda a receber a certificação nível GOLD das fábricas da GM no mundo. No mesmo ano, atingiu o status “Zero Resíduo para Aterro”, reciclando, reusando e convertendo em energia todos os resíduos das suas operações diárias. Isso foi conseguido pelo uso racional da água e da energia com a utilização de módulos fotovoltaicos para geração de energia elétrica, aquecimento solar para água, iluminação 100% LED na ampliação, tratamento de esgotos por meio de jardins filtrantes e aproveitamento da água de chuva.g

PARANAGUÁ-PR Matriz – Unidade Comercial Rua João Eugênio, 922 Centro, CEP 83203-630 +55 (41) 3420-2300

CURITIBA-PR Unidade Comercial Av. Comendador Araújo, 143, Centro, CEP 80420-900 – Conj. 144/145 +55 (41) 3221-5600

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SÃO FRANCISCO DO SUL-SC Porto Seco Rocha – EADI - Terminal de Conteineres Vazios - DEPOT Rodovia Duque de Caxias, s/n – Km 2,5 Iperoba, CEP 89240-000 Tel: 55 (47) 3471-1800

GUARUJÁ-SP Terminal Contêineres Vazios – DEPOT Rodovia Cônego Domenico Rangoni, 5525 – Km 07 Paecara Distrito Vicente Carvalho, CEP 11454-630 Tel: 55 (13) 3347-9400


MERCADO LOGÍSTICO

ALLINK LANÇA SERVIÇO DIRETO E EXCLUSIVO DE CARGA LCL DE HONG KONG PARA PORTO DO RIO DE JANEIRO

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UMA NOVA AMBIÇÃO PARA A AMÉRICA DO SUL

Para esse projeto, empresa contou com sua parceira em Hong Kong, Shipco Transport. Ambas fazem parte da plataforma de NVOCCs Neutros chamada WorldWide Alliance- WWA

A Allink Neutral Provider, um dos maiores e mais conceituados NVOCCs especializados na consolidação de carga marítima LCL, lança ao mercado de comércio exterior um novo serviço de carga LCL com origem no porto de Hong Kong para o porto do Rio de Janeiro. “Através desse serviço direto podemos carregar as cargas que tenham origem como: Shanghai, Shenzen, Guangzhou, Qingdao, Dalian, Tianjin, Ningbo, Singapura, entre outros. Essa rota foi desenvolvida pensando em nossos clientes do Rio, unindo custo e melhor transit time”, reforça Nete Barbosa, responsável pela filial da Allink no Rio. Para esse projeto a Allink contou com sua parceira em Hong Kong, Shipco Transport. Ambas fazem parte da plataforma de NVOCCs neutros chamada WorldWide Alliance - WWA, que prezam pela transparência na relação entre seus serviços e seus clientes. Tanto a Allink como sua parceira na Shipco são NVOCCs neutros em seus mercados de atuação, ou seja, atendem apenas agentes de carga (freight forwarder), comissárias de despacho e despachantes aduaneiros, e coloca a serviço dos seus clientes anos de experiência no mercado, com uma ampla oferta de soluções para o transporte das cargas. g

CMA CGM do Brasil: Tel: 11 3708-0608 www.cma-cgm.com/local/brazil MERCOSUL: Tel: 11 3708-0694 www.mercosul-line.com.br Endereço: Avenida Paulista, 283, 12º andar, Bela Vista, CEP 01311-000, São Paulo, SP, Brasil

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VENDAS AO EXTERIOR GERARAM UMA RECEITA DE US$ 15,81 MILHÕES Amplamente consumida no Brasil, cachaça ainda tem participação pouco expressiva na pauta exportadora, apesar do aumento consistente nas vendas externas As exportações brasileiras de cachaça — bebida com forte DNA tupiniquim em sua imagem dentro e fora do Brasil — cresceram 4,32% em 2017 na comparação com o ano anterior, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). Amplamente consumida no país, a cachaça ainda tem uma participação pouco expressiva na pauta exportadora brasileira, apesar do aumento consistente nas vendas externas registrado nos últimos anos. No ano passado, a bebida respondeu por apenas 0,0007% das exportações totais do Brasil, ocupou a 333ª posição no ranking das exportações 24

totais e o 249º. lugar no ranking das exportações de produtos manufaturados. Ainda segundo o ministério, as exportações de cachaça geraram no ano passado uma receita de US$ 15,81 milhões, alta de 13,43% sobre 2016. Os Estados Unidos foram o principal mercado para o produto brasileiro, tendo absorvido 17,69% das vendas ao exterior, em valor. As vendas para esse país geraram uma receita de US$ 2,8 milhões, com uma alta de consistentes 24,19% comparativamente com os embarques realizados em 2016 e foram ligeiramente superiores às importações realizadas pela Alemanha, que somaram US$ 2,76 milhões. Além dos Estados Unidos e da Alemanha, outros importantes mercados para a cachaça brasileira foram o Paraguai (US$ 1,93 milhão e participação de 12,26%), França (US$ 1,14 milhão e participação de 7,24% nos embarques externos) e Portugal (US$ 1,06 milhão, correspondentes a 6,68% do total exportado). O aumento das exportações de cachaça é um dos resultados gerados pelo Projeto de Promoção às Exportações de Cachaça, “Cachaça: Taste the new, Taste Brasil”, (www.tastebrasil.com), desenvolvido em parceria pelo Instituto Brasileiro da Cachaça e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). g

Além dos Estados Unidos e da Alemanha, outros importantes mercados para a cachaça brasileira foram Paraguai, França e Portugal. Aumento das exportações é resultado gerado pelo Projeto de Promoção às Exportações de Cachaça


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INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA

REBOCADOR FABRICADO EM ITAJAÍ COMEÇA A OPERAR EM PARANAGUÁ Embarcação foi construída pela empresa Starnav e está sendo operada pela Camorim, em um investimento de R$ 25 milhões Um dos maiores rebocadores já fabricados no Brasil acaba de entrar em operação no Porto de Paranaguá. Com 32 metros de comprimento e 12 metros de largura (boca), o Starnav Sirius foi construído em Itajaí e tem capacidade para realizar manobras de atracação e desatracação de navios carregados com mais de 70 mil toneladas. A embarcação foi construída pela empresa Starnav e está sendo operada pela Camorim, em um investimento de R$ 25 milhões. Segundo Helton Farias, representante da Camorim Serviços Marítimos, a empresa apostou em Paranaguá devido aos avanços em infraestrutura marítima, que estão permitindo a programação de navios cada vez maiores no porto. “Acompanhamos o crescimento do porto na movimentação de cargas. Isso fez com que apostássemos em Paranaguá para atender as maiores embarcações que atracam na costa brasileira e que atualmente estão aqui”, afirma Farias. Outra característica importante da embarcação é a possibilidade para atendimento em caso de emergências ambientais. O Starnav Sirius conta com sistema de combate a incêndio, convés preparado para uso de barreiras de contenção e tanque de água com capacidade para 105 mil litros. “Todos os rebocadores que operam nos portos do Paraná devem ser preparados para o atendimento a emergências, dispor de equipamentos de combate a incêndio e estarem prontos para atender em caso de acidentes”, explica o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina(Appa), Luiz Henrique Dividino. Um dos fatores que contribuíram para que embarcações de grande porte pudessem atracar em Paranaguá foram as campanhas de dragagem. Dividino explica que, com as novas profundidades obtidas com a dragagem de aprofundamento — 16 metros de profundidade no canal de acesso externo e entre 15 e 14 metros nos canais de acesso interno — o porto está recebendo os maiores navios do mundo, com cerca de 368 metros. Com o aumento da profundidade em 1,5 metro nos berços, cada navio que atraca em Paranaguá poderá embarcar até 10,5 mil toneladas a mais. Isso representa um aumento mensal, apenas no Corredor de Exportação, de 315 mil toneladas de grãos. Já no Terminal de Contêineres, onde os berços ganharão mais 1,5 metro de profundidade, o ganho será na possibilidade de carregar até 1.050 contêineres por navio.g 26


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MEIO AMBIENTE

INICIATIVA DO PORTO ITAPOÁ RESULTA NA CRIAÇÃO DE UMA NOVA RPPN EM SC Compensação ambiental pelo corte de vegetação na área de ampliação do empreendimento foi 10 vezes maior do que a exigida por lei O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) oficializou em 31 de janeiro, Dia Nacional das RPPNs, a criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Volta Velha – Padre Piet van der Aart. A área está dentro da Fazenda Santa Clara, de 594 hectares, dos quais 285 hectares foram adquiridos pelo Porto Itapoá. Esta nova RPPN faz limites com duas importantes unidades de conservação de Itapoá: o Parque Natural Municipal Carijós e a Fazenda Palmital, que foi instituída como RPPN em 1992. A RPPN Volta Velha – Padre Piet van der Aart teve como componente importante para sua criação o projeto de compensação ambiental do Porto Itapoá, por corte de vegetação. Em atendimento à Lei da Mata Atlântica (Lei Federal nº 11.428/06), o empreendimento deveria compensar uma área de 28 hectares, tamanho correspondente à área suprimida para as obras de ampliação. O porto analisou algumas alternativas e optou por adquirir uma área dentro da Fazenda Santa Clara, porém, 10 vezes maior do que a exigida, totalizando assim 285 hectares ou 2,85 milhões de m², uma área equivale a 400 campos de futebol.

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Com a criação da RPPN, Itapoá passa a ter em seu território uma das maiores reservas naturais particulares de Santa Catarina. No local, segundo a administração do Porto Itapoá, além das ações de conservação e preservação, serão desenvolvidas pesquisas científicas e visitações de cunho ambiental, tornando o local um importante ativo ambiental e turístico do município. COMPENSAÇÃO FLORESTAL O Programa de Compensação Florestal que serviu de base para o Porto Itapoá adquirir as terras compõe o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) elaborado pela empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, de Balneário Camboriú. Ao longo do processo de licenciamento foi realizado um amplo diagnóstico ambiental de toda a área da Fazenda Santa Clara para que o porto pudesse justificar tecnicamente a sua aquisição, atendendo às exigências do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) para a estruturação da nova RPPN. Atualmente, é desenvolvido um programa de monitoramento de aves, fauna e flora do local, além de outras ações que garantem a eficiência dos trâmites exigidos pela legislação ambiental. O Programa de Compensação Florestal atende à condicionante da Licença Prévia emitida pelo Ibama no processo de Licenciamento Ambiental da ampliação do empreendimento. Essa condicionante dispõe que o empreendimento deve “apresentar proposta, juntamente ao poder público, das medidas de mitigação e/ou compensação, relacionadas ao impacto indireto de aumento das áreas desmatadas”.g


ECONOMIA NACIONAL

INDÚSTRIA CATARINENSE INICIA 2018 COM ELEVAÇÃO NO ÍNDICE DE CONFIANÇA

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UMA NOVA EXPERIÊNCIA EM ITAJAÍ

Resultado de janeiro (61,1 pontos) está acima da média nacional (59 pontos) e é o maior valor já alcançado desde agosto de 2010, segundo a Fiesc

• 132 apartamentos • Piscina externa • Estacionamento com manobrista

• Academia • 2 suítes máster O industrial catarinense se mantém otimista em relação à economia, de acordo com a pesquisa Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). O índice varia no intervalo de 0 a 100. Acima de 50 pontos indica confiança e abaixo, falta de confiança na economia. Em janeiro, ele alcançou 61,1 pontos, o maior valor registrado desde agosto de 2010. “A nova elevação do índice de confiança é uma sinalização importante para a continuidade da recuperação econômica iniciada em 2017. Ela está em linha com os indicadores positivos da indústria catarinense que registra alta nas vendas, na produção e na geração de empregos”, afirma o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte. “Para manutenção dessa expectativa ao longo de 2018, será fundamental o avanço das reformas, especialmente a da Previdência. O cenário eleitoral e o desempenho dos candidatos comprometidos com essa agenda de modernização também serão decisivos”, acrescenta.

• Sauna seca • Business center • Salas de convenções, reuniões e eventos

• Gourmet bar

A percepção das condições atuais e as expectativas para os próximos seis meses explicam o crescimento. A confiança do empresário na indústria de transformação foi de 62 pontos em janeiro, puxada principalmente pelo indicador de expectativas e este, por sua vez, pela perspectiva dos empresários quanto ao desempenho futuro da economia brasileira e catarinense. O ICEI do Brasil subiu para 59 pontos em janeiro. Com o aumento de 0,7 ponto em relação a dezembro, o indicador está acima da média histórica de 54,1 pontos e é o maior desde abril de 2011, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o ICEI alcançou 61,1 pontos neste mês. Nas médias empresas, o indicador foi de 57,6 pontos e, nas pequenas, de 55,9 pontos. g

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MERCADO DO AGRONEGÓCIO

SANTA CATARINA FATURA US$ 2,6 BILHÕES COM EXPORTAÇÕES DE CARNES Proteína animal continua sendo o carro chefe do agronegócio catarinense. Segundo Secretaria da Agricultura e da Pesca o segredo está na saúde dos rebanhos Santa Catarina encerrou 2017 faturando alto com as exportações de carnes. Ao todo, o Estado embarcou mais de 1,34 milhão de toneladas de carnes para cerca de 130 países, gerando uma receita de US$ 2,6 bilhões. Os números demonstram a importância do agronegócio catarinense para a economia brasileira. No último ano, 40,4% da carne suína exportada pelo Brasil teve origem no Estado. Maior produtor nacional de suínos e com um status sanitário diferenciado, Santa Catarina vem ampliando os embarques do produto. Em 2017, foram 276,5 mil toneladas de carne suína vendidas para mais de 50 países. As receitas geradas com as exportações foram maiores e passaram de US$ 639,2 milhões (15% a mais do que em 2016). Os principais compradores da carne suína catarinense foram Rússia, China, Hong Kong, Chile e Argentina. A carne de frango é o carro chefe das exportações catarinenses – o produto responde por 17,7% de tudo o que o estado exportou

em 2017. Ao longo do ano foram embarcadas 971 mil toneladas de carne de aves, uma queda de 2,9% em relação a 2016. Mesmo com uma quantidade menor, o Estado ampliou as receitas em 6,4% e faturou US$ 1,8 bilhão no último ano. Santa Catarina é ainda exportador de carne de peru, marreco e de pato. Em 2017 foram 35,9 mil toneladas de carne de peru, faturando US$ 88,3 milhões e 3,4 mil toneladas de carne de pato e de marreco com uma arrecadação de US$ 8,9 milhões. Embora não seja um grande exportador de carne bovina, o estado embarcou 2,5 mil toneladas no último ano e as receitas com as vendas chegam a US$ 8,3 milhões (crescimento de 69,2% em relação ao ano anterior). A proteína animal continua sendo o carro chefe do agronegócio catarinense. Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, o segredo está na saúde dos rebanhos. “A sanidade animal é prioridade por aqui, justamente porque dá acesso aos mercados mais competitivos do mundo”. Hoje, Santa Catarina é o único estado do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação e, junto com o Rio Grande do Sul, faz parte de uma zona livre de peste suína clássica. g

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RIO DE JANEIRO

PORTO COMEÇA A RECEBER NAVIOS COM MAIS DE 300 METROS Conteineiro Santos Express, com 333 metros de extensão, que atracou no começo de fevereiro, foi a segunda embarcação deste porte a operar no terminal

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• Análises e simulações de manobrabilidade de navios, para fins de engenharia naval, capacitação e treinamento de práticos, em cenários reais de alta precisão. • Modelagem numérica computacional para ambiente oceânico, costeiro, estuarino e fluvial. • Previsão de dados meteo-oceanográficos através de modelagem numérica. • Simulação de processos ambientais dinâmicos. • Estudo e análise de risco ambiental (EAR ambiental). • Assessoria em licenciamento ambiental.

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O Porto do Rio de Janeiro já usufrui dos benefícios da obra do novo canal de acesso, recebendo navios de grande porte. O conteineiro Santos Express, com 333 metros de extensão, 48,24 metros de boca e calado de 13,40 metros, que atracou no começo de fevereiro no terminal da Libra, no cais do Caju, foi a segunda embarcação com mais de 300 metros a operar no terminal.

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As operações acontecem após a homologação do novo canal de acesso, pós-dragagem, no ano passado. Elas fazem parte da segunda fase do Ramp Up, processo de transição de um porto para receber navios de maior porte de forma progressiva, com manobras experimentais em duas etapas principais. No Ramp Up 1, o porto recebe navios de até 300 metros de comprimento e calados de até 14,10 metors. No Ramp Up 2 (etapa atual), são recebidos navios com até 340 metros e calados de até 14,30 metros do porte daqueles que atracam em grandes terminais europeus. O Santos Express é um navio da armadora alemã Happag-Lloyd, construído em 2017, com um porte bruto de 123.490 toneladas e capacidade para transportar 10,5 mil TEUs, o que reduz bastante os custos operacionais. Ele chega ao Rio de Janeiro vindo da África (Porto Kelang) e navega, em seguida, para o Porto de Itaguaí. Uma curiosidade é que todas as novas embarcações dessa armadora recebem nomes de portos sul-americanos porque esses porta-contêineres farão a rota que liga esses complexos portuários ao Extremo Oriente. g

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ARTIGO

PROJETO BARRA NORTE: UMA ALTERNATIVA PARA A COMPETITIVIDADE DOS PRODUTOS BRASILEIROS por Murillo Barbosa Desde há muito que o Brasil se notabiliza como o celeiro do mundo, haja em vista seus avanços e vantagens na produção de itens primários oriundos do agronegócio e da mineração. O país vem alcançando posições mundiais relevantes como exportador de grãos agrícolas e proteínas animais. No entanto, o calcanhar de Aquiles da produção nacional é a infraestrutura de transporte, ou seja, a movimentação “da porta ao porto”. Em termos quantitativos, o comércio mundial de produtos agropecuários já superou o patamar de US$ 1,1 trilhão anuais. Neste contexto, o Brasil responde por US$ 82 bilhões, ou seja, apenas 7% de participação. Nosso potencial é imenso e, segundo estimativas de mercado, a safra brasileira de grãos em 2017 pode alcançar a marca de 215 milhões de toneladas, um desafio para movimentação desse volume e para os terminais portuários de exportação ao longo da costa brasileira. Os produtores brasileiros buscam alternativas de escoamento ao mesmo tempo em que a fronteira agrícola se expande em direção ao Centro-Oeste e Norte do país, regiões nas quais há escassez da infraestrutura de transporte terrestre e aquaviário. O objetivo é reduzir esses custos logísticos, tornando o produto mais competitivo e a produção mais lucrativa. Esse comportamento tem justificado o investimento de produtores em terminais portuários na Região Norte e no aproveitamento do potencial hidroviário dos rios Tapajós, Madeira, Amazonas e afluentes. Atualmente, a Região Norte conta com 39 terminais portuários em operação que movimentaram, em 2017, cerca de 86 milhões de toneladas. Destacam-se os Terminais de Uso Privado com investimentos, nos últimos quatros anos, de R$ 1,4 bilhão em 61 novas instalações e com perspectivas de mais 19 novas instalações no valor de mais R$ 1,1 bilhão. Essa já é uma realidade que deve se acentuar no futuro próximo. 32

Há que se considerar ainda que o transporte aquaviário é sistêmico, ou seja, tem a integração de acessos terrestres, estruturas portuárias, navios e acessos aquaviários. Neste sentido se propõe avaliar a utilização de uma alternativa complementar para se aprimorar a distribuição de commodities na Região Norte, como o aperfeiçoamento dos levantamentos batimétricos e a possibilidade de navegação em lama fluida. Atualmente, a navegação pelo Rio Amazonas está limitada em 11,5 metros de profundidade. Estudos recentes têm avaliado a alternativa de navegação em lama fluida. Um deles é o Projeto Barra Norte, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em conjunto com a Marinha do Brasil. A pesquisa tem recebido apoio irrestrito dos terminais privados por meio de sua entidade representativa, a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que ao longo de 2017 buscou unir os pesquisadores e técnicos do governo, bem como obter financiamentos para dar prosseguimento ao projeto. O estudo aborda a melhoria da segurança da navegação na Barra Norte do Rio Amazonas com três objetivos específicos: aumentar a frequência dos levantamentos batimétricos na região dos bancos de areia, melhorar a precisão da previsão das marés na região do arco lamoso e possibilitar a navegação em lama fluida. Esse tipo de navegação vai permitir que os navios utilizem sua capacidade total, o que hoje não ocorre. No primeiro semestre de 2017, os portos de Itacoatiara, Juruti, Manaus, Santarém e Trombetas receberam 872 navios. As embarcações graneleiras que operam nesses terminais, quando totalmente carregadas, necessitam de uma profundidade de 13,3 metros, acima do limite considerado, ou seja, os navios ficam impedidos de carregarem completamente seus compartimentos e, assim, enfrentam os maiores custos portuários do Brasil por tonelada carregada. Por exemplo, em navios do tipo Panamax (66 mil toneladas),


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a defasagem de carga em relação à capacidade em volume é de -22%. Em apenas dois terminais portuários, constatou-se que devido à restrição de calado houve a necessidade de 16 escalas adicionais para poder transportar o volume de produto disponível nos terminais. Isto implicou em perdas financeiras aos embarcadores de R$ 175 milhões, apenas no primeiro semestre de 2017. Já existem for tes indícios de que a profundidade para navegação na Barra Nor te do Rio Amazonas, segundo informações batimétricas transmitidas por navios que trafegam na região, já apresenta uma folga em relação aos 11,5 metros operados hoje. Essas condições justificam trabalhar na busca dos objetivos mencionados acima. Artigo da revista internacional Maritime Policy & Management, de setembro de 2017, avaliou, entre uma centena de pilotos, as condições de manutenção de curso, de manobrabilidade e controle dos navios na navegação em lama fluída. A conclusão geral é da possibilidade desse tipo de navegação com a consequente expansão natural da capacidade dos portos, aumento da utilização da capacidade de carregamento dos navios e redução dos custos operacionais dos portos, além de significativa redução de despesas com dragagens de manutenção e de aprofundamento. Recentemente, a Secretaria Nacional dos Portos manifestou interesse em participar do projeto Barra Norte, financiando os estudos

sobre a navegação no arco lamoso. O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre e a Marinha do Brasil já iniciaram as negociações para o levantamento batimétrico dos bancos de areia. Consideramos que, por sua importância e reflexos na navegação e na contribuição para as exportações brasileiras na região, o projeto precisa ser incentivado e transformado em proposta de governo. O agronegócio e a mineração agradecem. g O autor é diretor-presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP)

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INFORMATIVO INFORMATIVODOS DOSPORTOS PORTOS/ /

LOGÍSTICA CATARINENSE

MOVIMENTAÇÃO CRESCE 17% NO PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL Para se manter competitivo a administração do porto avalia investir R$ 100 milhões em obras diversas ao longo deste ano

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INFORMATIVO DOS PORTOS / DESTAQUE

EMPRESARIAL

R2 SE DESTACA NO SETOR DE ARMAZÉM GERAL O reconhecimento máximo do desempenho no segmento foi o crescimento de 20% no volume de cargas movimentadas ao longo de 2017

Com apenas cinco anos no mercado, a R2 Armazéns tem se destacado por sua agilidade no atendimento a clientes. Infraestrutura adequada, tecnologia de ponta e equipe qualificada fizeram da empresa uma referência na desova e estufagem de contêineres, armazenagem de carga solta e paletizada, gerenciamento de estoque, montagem de kits, reembalagem de produtos e distribuição de e-commerce. Tais diferenciais são a marca de empresa que não para de conquista novos clientes. O reconhecimento máximo deste desempenho foi o crescimento de 20% no volume de cargas movimentadas em 2017. Além da excelência no atendimento ao cliente, o crescimento da empresa também pode ser atribuído a investimentos realizados em sistemas para gerenciamento de estoques e equipamentos de movimentação, que trouxeram mais segurança e agilidade na operação. Conforme Roberto Carlos Três, diretor comercial da R2, para atender a demanda de crescimento previsto de 20% para o próximo ano, a direção da empresa projeta verticalizar o armazém em 30% para aumentar sua capacidade de atendimento aos clientes. Roberto explica que o índice de verticalização previsto para o ano, leva em consideração a estimativa de crescimento da empresa. Para 2018, a previ-

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são é de que o R2 cresça mais 30%, principalmente levando em consideração o aumento da capacidade do armazém de 12.800 m², perspectivas do crescimento do PIB e aumento na demanda dos clientes atuais. PRÊMIO INFRAERO A R2 Armazéns foi o vencedor do Prêmio Infraero de Eficiência Logística no segmento automotivo. O objetivo do prêmio é reconhecer as empresas mais eficientes no processo de liberação de cargas importadas nos complexos logísticos da Infraero. Com esta iniciativa, a empresa busca estimular a redução do prazo entre a chegada da carga ao terminal e a entrega no destino final. Para isso, é monitorado o tempo percorrido durante todo o processo. Para Roberto, o prêmio é resultado dos esforços da R2 nas operações realizadas. “Somos ágeis no atendimento ao cliente e, com isso, atendemos 100% dos agendamentos dentro do prazo”, diz. As conquistas da empresa, assinala Roberto, é fruto da parceria com os colaboradores e parceiros, que não medem esforços para fazer da R2 uma empresa cada vez mais eficiente. g


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INFORMATIVO DOS PORTOS /

TECNOLOGIA

ARTIGO

AQUECIMENTO DO E-COMMERCE E OS DESAFIOS DA LOGÍSTICA por Evilásio Garcia lidade e custos reduzidos. Para isso, é preciso inovar. Com base na radiografia traçada pela pesquisa, o setor já projeta tendências. A expectativa é que os lojistas do varejo eletrônico invistam em formas de aprofundar a experiência do cliente, apostando em tecnologias móveis e aplicativos e aprimoramento de sua logística, que são as maiores demandas da atualidade por parte dos consumidores em relação ao que é oferecido pelas principais lojas e marketplaces no mundo.

Com o comércio eletrônico cada vez mais aquecido, a demanda no setor de logística aumenta a cada dia. Em 2017, estima-se que o segmento movimentou cerca de R$ 3 bilhões só com manuseio, armazenagem e transporte de 204 milhões de pacotes, contra 180 milhões em 2016. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a expectativa para este ano é de um crescimento de 15% nas vendas de e-commerce, acima dos 12% no ano passado. Mas o bom desempenho vem acompanhado de desafios. De acordo com a pesquisa de “Logística no E-commerce 2017”, realizada pela ABComm, o frete é o maior responsável pelos custos logísticos no e-commerce, com 58,1%. Os principais vilões são a falta de infraestrutura no sistema viário, problemas de segurança e trânsito caótico, que elevam os custos e causam transtornos nas entregas. Por isso, a missão das empresas e transportadoras é fazer com que as mercadorias cheguem não só cada vez mais rápido, mas também com qua-

No Brasil, uma das novidades é a tecnologia que faz uso da inteligência artificial para resolver operações logísticas. Em minutos, softwares otimizam o uso da frota e geram as melhores rotas para os atendimentos, além de auxiliar cada motorista, mostrando o percurso com apoio de GPS e fazendo a comprovação de entregas no exato momento em que forem realizadas. Toda essa tecnologia facilita não só a vida das transportadoras e das empresas de produtos e serviços, mas também a do consumidor final, que não precisa mais ficar preso em casa das 8h às 18h, esperando o produto sem saber ao certo a que horas ele vai chegar. Hoje, é possível ser atualizado por SMS ou e-mail de cada trecho em que a mercadoria percorre até o destino final. E caso a pessoa tenha um problema e não possa receber o produto naquele horário, ela pode avisar, também por SMS. Assim, evita-se desperdício de tempo. A utilização desse tipo de inovação seria a saída para diversos problemas enfrentados no setor logístico. Além de dar mais dinamismo, essas soluções aumentam em até 33% a produtividade/hora e 20% a eficácia das entregas realizadas.g O autor é CEO da AgileProcess

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RELAÇÕES COMERCIAIS

FEIRA NA CHINA ABRE OPORTUNIDADE PARA EMPRESAS BRASILEIRAS Em 2017, o Brasil exportou US$ 47,48 bilhões para a China e importou US$ 27,32 bilhões, tendo um superávit de US$ 20,16 bilhões Uma feira que será realizada entre os dias 5 e 10 de novembro deste ano na China pode trazer grandes oportunidades para empresas brasileiras interessadas em conquistar este mercado de 1,3 bilhão de consumidores. Trata-se da 1ª Exposição Internacional de Importação da China, que vai acontecer no Centro de Convenções de Xangai. “É raro ver um país promover uma exposição com foco em importações e é exatamente isso que a China está fazendo”, explica a ministra-conselheira da Embaixada chinesa no Brasil, Xia Xiaoling. Segundo ela, muitos países estão interessados em participar do evento, mas o Brasil ainda não reservou um estande para mostrar seus produtos, apenas confirmou que participará do Pavilhão das Nações, uma mostra paralela à exposição. “Não temos problemas em importar mais do Brasil”, disse o encarregado de Negócios da Embaixada chinesa, ministro Song Yang. “Queremos importar muito mais. Queremos importar produtos tecnológicos de alta qualidade, peças de automóveis e muitos outros produtos industrializados e aeroespaciais”, diz Song Yang.

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Para Song Yang, também na área de serviços, o Brasil não estaria aproveitando as vantagens oferecidas pela China, citando o exemplo do turismo. No ano passado, a China enviou para o exterior 129 milhões de turistas. Para o Brasil, porém, só vieram 60 mil. De acordo com Song Yang, o Brasil não investe em propaganda na China para tornar conhecidas suas belezas turísticas. “Tudo o que o chinês sabe sobre o Brasil se limita ao Corcovado, ao Cristo Redentor, ao Parque Nacional do Iguaçu e ao Neymar”. Em termos de produtos tradicionais de exportação brasileiros, a ausência de publicidade também está provocando a perda de mercado na China. O diplomata chinês diz que atualmente o café da Colômbia e de alguns países da América Central está ganhando terreno em detrimento do café brasileiro. Apesar de o Brasil não explorar todo o potencial de seu comércio, as vendas favorecem o lado brasileiro. Em 2017, o Brasil exportou US$ 47,48 bilhões para a China e importou US$ 27,32 bilhões, tendo um superávit de US$ 20,16 bilhões. Isso significou um grande avanço nas exportações brasileiras para a China, já que no ano anterior o superávit chegou a US$ 11,7 bilhões.g


NOVIDADE DE MERCADO

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PORTONAVE ANUNCIA NOVO SERVIÇO PARA A ÁSIA O tráfego com a Ásia é um dos que mais cresce nas rotas marítimas que envolvem o Brasil e é muito importante para a economia catarinense. Hoje, a Ásia representa aproximadamente 51% das importações de Santa Catarina.

A Portonave Terminais Portuários de Navegantes acaba de conquistar um novo serviço para a Ásia. O serviço SSA (Sino South América) é exclusivo e inédito do armador PIL (Pacific International Lines), que tem sede em Cingapura. Em um primeiro momento, o novo serviço terá frequência quinzenal e será um serviço expresso Brasil – Ásia, com escalas nos portos do Rio de Janeiro (RJ) , Santos (SP), Paranaguá (PR) e Navegantes (SC), e segue direto para Cingapura, Hong Kong e Xangai.

A Atlântico Sul Consultoria oferece aos seus clientes soluções criativas e inovadoras para o desenvolvimento de projetos de engenharia e estudos ambientais para os setores portuário, de transporte marítimo e hidroviário, náutico e costeiro. Na área de Engenharia a Atlântico Sul é especializada na elaboração de projetos de dragagem e derrocagem, projetos de engenharia portuária e costeira e na prestação de serviços de fiscalização e gerenciamento de obras. Na área de Meio Ambiente a Atlântico Sul destaca-se na realização de estudos de oceanografia costeira e geologia litorânea, estudos de viabilidade, modelagem numérica computacional e manejo de material contaminado em ambientes aquáticos.

O novo serviço terá cinco navios dedicados com capacidade para 4 mil TEUs e o primeiro está previsto para atracar em Navegantes no início de março. O tráfego com a Ásia é um dos que mais cresce nas rotas marítimas que envolvem o Brasil e é muito importante para a economia catarinense. Hoje, a Ásia representa aproximadamente 51% das importações de Santa Catarina. A Portonave fará a movimentação do maior volume do primeiro navio do Serviço SSA, Kota Gunawan, com previsão de movimentar 844 TEUs. Com este serviço, o terminal portuário de Navegantes soma três serviços para a Ásia (Ipanema, ESA e SSA). A decisão do armador de escalar na Portonave levou em consideração a solução produtiva, eficiente e segura da estrutura catarinense. g

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ITAJAÍ

COMPLEXO PORTUÁRIO OBRAS DA BACIA DE EVOLUÇÃO TERÃO ADITIVO FINANCEIRO DE R$ 25 MILHÕES Trabalho é acompanhado semanalmente por gerentes, diretores técnicos e engenheiros do Porto de Itajaí. Serviços devem ser concluídos em maio deste ano

O sonho da nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí está mais próximo da realidade. A primeira etapa das obras dos novos acessos aquaviários do Complexo Portuário de Itajaí (bacia de evolução) já alcançaram 83% do projeto. O desenvolvimento das obras é acompanhado semanalmente por gerentes, diretores técnicos e engenheiros da Superintendência do Porto de Itajaí. A previsão de conclusão dos serviços é para maio deste ano. A conclusão das obras, no entanto, depende de um aditivo no orçamento de quase R$ 25 milhões que serão viabilizados através da Secretaria de Estado da Infraestrutura. Recentemente, o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, cumpriu agenda nas secretarias de Estado da Infraestrutura e Planejamento, com o objetivo de solicitar o aporte financeiro para dar continuidade às obras e concluir a primeira etapa. “Estamos conversando com o governador Raimundo Colombo desde o ano passado quanto à necessidade de concluir as obras. Quando houve o fracionamento desta obra em duas etapas, existiu a necessidade de acrescentar algumas estruturas que efetivamente deem por encerrada esta primeira. Quando se montou o projeto e quando houve o acordo do governo federal com o governo estadual, a segunda etapa seria simultânea, mediante aprovação da Secretaria Nacional de Portos em afiançar o governo do estado, ou seja: uma vez que a segunda etapa seria lançada, a primeira ainda estaria sendo

executada. Isso não aconteceu devido à situação de crise econômica. Estamos empenhados na busca deste aditivo junto ao governo do estado, pois se trata de uma obra que é estratégica para todo o complexo”, destaca Salles. Em janeiro, as obras completaram 21 meses. Atualmente, cerca de 100 pessoas trabalham em regime de revezamento. Estão sendo utilizados dois guindastes, 15 caminhões, retroescavadeiras, flutuadores e balsas. Para os serviços de dragagem, estão disponíveis uma draga de sucção e recalque modelo e uma draga de capacidade de carga e bombeamento. Desde que as obras da bacia de evolução iniciaram em março de 2016, o acompanhamento presencial envolve também a participação de técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura e engenheiros ambientais, responsáveis pelas diretrizes ambiental e de segurança, junto ao programa de monitoramento da pesca artesanal ao longo do canal de acesso ao complexo. Os investimentos são de aproximadamente R$ 105 milhões pelo governo do estado via Secretaria de Estado da Infraestrutura. Concluídas as obras (etapas 1 e 2), o complexo poderá operar com navios de até 366 metros de comprimentos e 51 metros de boca (largura). Para o giro de manobra dos navios, sua capacidade é de 530 metros de diâmetro e profundidade de 13 metros.g

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ARTIGO

AGENTE DE CARGA, NVOCC E FREIGHT FORWARDER NO BRASIL por Wagner Antônio Coelho O objetivo deste artigo, ainda que de forma breve, é tratar de alguns personagens do transporte marítimo brasileiro que são conhecidos no Brasil como agentes de carga, apesar de desempenharem funções distintas na logística internacional.

representa interesses comuns, mas, também conflitantes, pois pode representar ao mesmo tempo o importador/exportador e o transportador marítimo contratual (NVOCC), ou seja, o contratante e o contratado são representados pela mesma pessoa.

A Resolução Normativa nº 18 da Antaq, DOU 26/12/2017, no artigo 2º, II, a e b, supriu uma lacuna na legislação brasileira quanto às definições de NVOCC e freight forwarder.

Importante ressaltar que se trata de personagem totalmente distinto do agente marítimo, uma vez que este representa os interesses do armador nos portos nos quais seus navios escalam, com sua definição trazida no no artigo 2º, II, c da Resolução Normativa nº 18 da Antaq. O armador também recebe a denominação de transportador real ou efetivo da mercadoria, pois se utiliza de fato de seu veículo, ou afretado, para desempenhar o contrato de transporte marítimo internacional.

No entanto, pouco resultado prático tais definições trazem para auxiliar e regular efetivamente o setor, posto que permanece a utilização da legislação sobre agenciamento de carga para subsidiar essas funções, apesar de se tratarem de relações distintas e muitas vezes conflitantes, como se demonstrará a seguir. A definição de agente de carga contida na Lei Aduaneira já traz um conflito existencial, posto que dispõe ser considerado qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos. Por sua vez, a instrução normativa relacionada ao Siscarga (IN RFB nº 800/2007) menciona que o agente de carga na operação de importação de mercadorias é o representante no Brasil, do NVOCC — consolidador estrangeiro (“O consolidador estrangeiro é representado no País por agente de carga.”), sendo esta relação de representação indicada pela carta de apontamento. Já na exportação, o agente de carga, muitas vezes, é o próprio emissor do conhecimento de embarque e, nesse caso, considerado o NVOCC — transportador contratual da mercadoria. Dessa forma, de acordo com as normas brasileiras, o agente de carga

Porém, a Resolução Normativa nº 18, DOU 26/12/2017, que estabeleceu a regulação no setor marítimo na relação entre tomadores e prestadores do serviço, poderia ter trazido maior disciplinamento sobre o desempenho das atividades dos personagens da navegação, com objetivo de tornar mais transparentes as atividades nesse importante segmento que ampara a economia nacional. Diante dos conflitos na própria legislação e das funções desempenhadas pelos agentes de carga, verifica-se uma série de questionamentos com diversas Soluções de Consulta emitidas pela Receita Federal do Brasil relacionadas à contratação do transporte marítimo internacional no Brasil e a obrigatoriedade de lançamento de informações no Siscoserv. Dessa forma, apesar das definições de NVOCC e freight forwarder, conforme anteriormente citado, pouco efeito prático para regulamentar a cumulação de funções realizadas pelos agentes de carga se percebe na novel normativa da Antaq.g

Wagner Antonio Coelho, advogado inscrito na OAB/SC 19654, especialista em Direito Aduaneiro e Comércio Exterior, sócio do escritório Guero e Coelho Advogados Associados – OAB-SC 1042-2005, Consultor de Tradings Companies e empresas ligadas ao Comércio Exterior, Membro fundador da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da OAB/SC Itajaí-SC, Membro fundador da Comissão Estadual de Direito Portuário, Marítimo e Aduaneiro da OAB/SC, Professor da UNIVALI: no Curso de Gestão Portuária, nas disciplinas de Legislação Aduaneira e Direito Marítimo; nos Cursos de Especialização - MBA em Importação e Internacionalização de Empresas; Direito Aduaneiro e Comércio Exterior; Direito Marítimo e Portuário; e, na Faculdade Avantis na Especialização em Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário.

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