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Setembro 2017 - Edição nº 216 - Ano XVII - Av. Coronel Marcos Konder, 1207 – 6º andar - sl 68 - Centro Empresarial Embraed - Centro - Itajaí/SC - 88301-303

MAIS 32 NOVOS EMPREENDIMENTOS PARA A INICIATIVA PRIVADA Governo federal qualifica aeroportos, portos e rodovias para serem outorgados em 2018. Expectativa é de receber o volume total R$ 8,586 bilhões

Índia pode se tornar principal comprador da maçã brasileira

Chineses investem forte no sistema portuário do Sul do Brasil


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EDITORIAL

INFORMATIVO DOS PORTOS /

EXPEDIENTE

SEGUNDO SEMESTRE EM MOVIMENTO!

PUBLICAÇÃO Perfil Editora DIRETORA Elisabete Coutinho elisabete@informativodosportos.com.br DIRETORA ADMINISTRATIVA Luciana Coutinho luciana@informativodosportos.com.br

O Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) arrecadou, até o momento, R$ 6 bilhões com o leilão de 49 empreendimentos nas áreas de distribuição e transmissão de energia, óleo e gás, portos e aeroportos, segundo números oficiais

JORNALISTA RESPONSÁVEL Luciana Zonta (SC 01317 JP) luzonta@informativodosportos.com.br

divulgados pelo governo federal. Em agosto, foi anunciado novo pacote de 57 privatizações, 32 deles somente na infraestrutura de transporte, conforme mostra matéria de capa desta edição. A questão que intriga o mercado é se haverá tempo

REPORTAGEM Adão Pinheiro, Alessandro Padin, Érica Amores e Luciana Zonta

– antes do fim do mandato de Michel Temer – para concluir os projetos e força

FOTOS Ronaldo Silva Jr./Divulgação Flávio Roberto Berger/Fotoimagem

Esta edição traz também matéria sobre a abertura do mercado indiano para a

política para aprovar medidas.

importação de maçãs brasileiras por meio de tratamento a frio, o que representa excelente notícia para os produtores do Sul do Brasil. De janeiro a julho deste ano, por exemplo, Santa Catarina exportou 41 toneladas da fruta para aquele

REVISÃO Izabel Mendes

país – o dobro do que foi exportado no mesmo período de 2016. A previsão é que, até 2018, a Índia se torne o principal destino das exportações de maçãs frescas.

COMERCIAL Thaísa Michelle Santos comercial@informativodosportos.com.br

Tem ainda uma reportagem que mostra, mais uma vez, a força da Ásia sobre o mercado internacional, com a notícia de que a operadora chinesa de terminais de contêineres CMPort comprou 90% da TCP, que opera o terminal de Paranaguá,

PROJETO GRÁFICO Elaine Mafra

no Paraná, um dos maiores da América do Sul. O negócio de R$ 2,9 bilhões é o primeiro investimento do grupo chinês na América Latina e abrange também a subsidiária TCP Log, que presta serviços logísticos como armazenagem e

DIAGRAMAÇÃO E CAPA Elaine Mafra (serviço terceirizado) elaine@informativodosportos.com.br

carregamento.

PERFIL EDITORA Fone: (47) 3348.9998 | (47) 3344.5017 www.informativodosportos.com.br informativodosportos@informativodosportos.com.br

Sem dúvida, este é um segundo semestre para lá de movimentado. Boa leitura!

*Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da revista.

Setembro 2017 - Edição nº 216 - Ano XVII - Av. Coronel Marcos Konder, 1207 – 6º andar - sl 68 - Centro Empresarial Embraed - Centro - Itajaí/SC - 88301-303

MAIS 32 NOVOS EMPREENDIMENTOS PARA A INICIATIVA PRIVADA Governo federal qualifica aeroportos, portos e rodovias para serem outorgados em 2018. Expectativa é de receber o volume total R$ 8,586 bilhões

Índia pode se tornar principal comprador da maçã brasileira

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Chineses investem forte no sistema portuário do Sul do Brasil


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ÍNDICE ESPECIAL Mais 32 novos empreendimentos para a iniciativa privada

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EXPORTAÇÃO DE FRUTAS

Índia pode se tornar principal comprador da maçã brasileira

NOVOS NEGÓCIOS Chineses investem forte no sistema portuário do Sul do Brasil 8

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DIÁRIO DE BORDO................................................................10 Falta de espaço no transporte marítimo: hora de rever o planejamento! CONHECIMENTO ESPECÍFICO....................................................18 Congresso Latino-Americano de Portos reúne profissionais e especialistas PORTO DE PARANAGUÁ...........................................................20 Planejamento projeta premissas para curto, médio e longo prazo PORTO DE SANTOS................................................................24 Acordo pioneiro amplia combate às emergências com cargas perigosas PROMOÇÃO À EXPORTAÇÃO.....................................................26 Parceria entre universidade e Apex-BRasil vai qualificar 140 empresas em SC CABOTAGEM BRASILEIRA.........................................................28 Nova linha deixa ligação entre Pecém e Santa Catarina mais rápida MONITORAMENTO & TECNOLOGIA.............................................30 Maré seca surpreende operações portuárias na região Sul COLUNA DE TECNOLOGIA........................................................34 Tudo sobre o mercado tecnológico

INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA Portos de Itajaí e Imbituba projetam crescimento na movimentação

POWER BI...........................................................................36 Tecnologia oportuniza melhoria dos processos de gestão ARTIGO..............................................................................38 Você controla o VGM de seus contêineres? por Adriana Hulek CASE DE SUCESSO.................................................................40 Master Operações Portuárias está entre os líderes na movimentação de fertilizantes SALDO POSITIVO...................................................................42 Vendas de frango têm terceiro melhor desempenho da história do setor SUPLEMENTO ITAJAÍ..............................................................44 Tudo sobre os terminais e a logística do Complexo Portuário EFICIÊNCIA LOGÍSTICA............................................................48 Portonave ultrapassa seis milhões de TEUs movimentados ARTIGO..............................................................................50 Certificação OEA para despachante aduaneiro, por Wagner Coelho AGENDA DE EVENTOS.............................................................52 Informações sobre as principais feiras, congressos e palestras

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DIÁRIO DE BORDO

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AURORA É A 78ª EMPRESA DO BRASIL A Cooperativa Central Aurora Alimentos é a 78ª maior empresa do país, de acordo com o ranking anual levantado pelo jornal Valor Econômico e publicado no anuário “Valor 1000”. Também é a oitava na região Sul do Brasil. A cooperativa manteve a posição do ano anterior, tanto na esfera nacional quanto no âmbito do sul. O levantamento está fundamentado no balanço do exercício 2016 e em base de dados oficiais. Todas as informações foram analisadas e auditadas pela Serasa Experian, pelo jornal Valor Econômico e pela Fundação Getúlio Vargas.

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PORTO DO AÇU BATE RECORDE

RANDON ENTRE AS MAIORES EXPORTADORAS

O Porto do Açu alcançou seu recorde de produtividade na movimentação de coque, realizada no Terminal Multicargas (T-MULT). O navio Themistocles, que estava carregado com 53 mil toneladas do granel, ficou em operação por quatro dias, completando uma média de descarregamento de 16,3 mil toneladas/dia. A produtividade aumentou em 20,6 %, se comparada ao último recorde registrado, em uma operação com carvão, em março deste ano. A descarga do material foi otimizada pelo suporte de 18 caminhões basculantes. Estão previstas, até o final de setembro, a chegada de mais 50 mil toneladas de coque e outras 100 mil de carvão.

Com base em indicadores do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a Randon S.A Implementos e Participações foi apontada em 4º lugar na categoria Maior Exportadora do Sul, na faixa entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões, e será premiada por estar entre as cinco primeiras. A Fras-le aparece como a 14ª colocada com exportações entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões. A Master consta na 257ª posição com vendas externas entre US$ 10 e 50 milhões e a JOST integra o estudo aparecendo na faixa entre US$ 1 e 5 milhões (42ª). O levantamento é da Revista Amanhã, em parceria com as três Federações das Indústrias do Sul (FIERGS, FIESC e FIEP).

TUPS CRESCEM EM MOVIMENTAÇÃO As instalações portuárias no Brasil movimentaram mais de 500 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2017, segundo análise elaborada pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). A entidade indica crescimento de 5% na movimentação, comparada com o mesmo período de 2016 (492,3 milhões/t). Pelos Terminais Portuários Privados (TUPs), segmento representado pela associação, de janeiro a junho de 2017, a movimentação atingiu 343,5 milhões/t, obtendo um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, 66,3% das cargas movimentadas no Brasil passaram pelos TUPs.

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DIÁRIO DE BORDO DOCAS DA PARAÍBA CRESCE QUASE 15% NA MOVIMENTAÇÃO A movimentação da Companhia Docas da Paraíba (Docas-PB) cresceu 14,98% em 2017, em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, 708 mil toneladas de produtos já chegaram ou saíram na Paraíba este ano, através do porto, como o granito e a ilmenita, que são exportados para a Europa. Só em agosto, 12 navios atracaram com a movimentação de 72.546 mil toneladas de produtos. O decreto do governo federal que regulariza todas as áreas do porto vai permitir investimentos e expansão do local. A intenção é construir dois novos berços com 600 metros de cais e um terminal de múltiplos usos (TMU) que vai duplicar a movimentação com novas operações.

GOVERNO ESTUDA PRIVATIZAR DRAGAGEM DE SANTOS O governo brasileiro estuda a hipótese de privatizar, até ao fim do ano, a dragagem do Porto de Santos. A hipótese foi colocada em cima da mesa pelas dificuldades que o porto, o maior do país, e outros sofrem com o assoreamento. Em três meses, um grupo de trabalho proposto pela Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) deve chegar a um novo formato para a dragagem. O grupo é formado por integrantes de ministérios, Antaq, Codesp e entidades como Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) e Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), entre outros.

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EXPORTAÇÃO DE FRUTAS

ÍNDIA PODE SE TORNAR PRINCIPAL COMPRADOR DA MAÇÃ BRASILEIRA País anuncia abertura do mercado para a importação de maçãs brasileiras por meio de tratamento a frio. Negociação envolveu ministérios e produtores brasileiros A Índia acaba de anunciar que abriu o mercado para a importação de maçãs brasileiras por meio de tratamento a frio. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a negociação com os indianos durou vários anos e envolveu, além do Mapa, o Ministério das Relações Exteriores e produtores brasileiros. Antes desta nova regulamentação, havia o requisito de tratamento pré-embarque com brometo de metila, substância potencialmente danosa ao meio ambiente e de uso restrito a determinadas situações. A partir de agora, para o controle de pragas, as empresas exportadoras podem realizar o tratamento a frio em pré-embarque e em trânsito, por 40 dias, nos carregamentos de maçãs oriundas do Brasil e não mais utilizar o brometo de metila. Prevendo o aumento nas exportações catarinenses de maçã, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) irá auxiliar o Mapa na fiscalização dos requisitos de tratamento realizados pelas empresas exportadoras, principalmente nas regiões de Fraiburgo e São Joaquim, principal região produtora de maçãs do Sul do país. A Índia, por sua vez, já dá sinais de que pode ser um mercado promissor para as maçãs catarinenses. De janeiro a julho deste ano, Santa Catarina exportou 41 toneladas da fruta para aquele país – o dobro do que foi exportado no mesmo período de 2016. “Estamos convictos que já em 2018 a

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Índia será o principal destino de nossas exportações de maçãs frescas”, diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Moisés Lopes de Albuquerque. Nos últimos anos, o principal destino das maçãs brasileiras foi Bangladesh. Com a retirada do entrave fitossanitário, o Brasil deverá ter um crescimento relevante nas exportações para o mercado indiano. A produção brasileira safra 2016/2017 foi de 1,3 milhão de toneladas. Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os grandes produtores de maçãs do Brasil, seguidos pelo Paraná. A região Sul produz 98% da safra nacional da fruta. Até julho deste ano, o Brasil embarcou 55 mil toneladas, com divisas de US$ 42 mil. Os principais compradores da maçã brasileira são Bangladesh – em média 35% do volume total exportado –, Irlanda, Portugal, Reino Unido, França, Rússia, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Países Baixos (Holanda), Suécia, Arábia Saudita e Índia.

ÍNDIA JÁ DÁ SINAIS DE QUE PODE SER UM MERCADO PROMISSOR PARA AS MAÇÃS CATARINENSES. DE JANEIRO A JULHO DESTE ANO, SANTA CATARINA EXPORTOU 41 TONELADAS DA FRUTA PARA AQUELE PAÍS – O DOBRO DO QUE FOI EXPORTADO NO MESMO PERÍODO DE 2016.


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INFORMATIVO INFORMATIVODOS DOSPORTOS PORTOS/ /

ESPECIAL

INICIATIVA PRIVADA

pode assumir 32 novos empreendimentos de transporte

Expectativa é de receber o volume total de R$ 8,586 bilhões. A outorga do aeroporto de Congonhas, por exemplo, será de R$ 5,6 bilhões e será paga toda à vista. O governo federal acaba de qualificar mais 32 empreendimentos do setor de infraestrutura de transportes que serão concedidos à iniciativa privada. Segundo o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, o governo já teve R$ 3,7 bilhões em outorgas com a concessão dos aeroportos e portos e renovações, e R$ 7,8 bilhões em investimentos. Para esses novos projetos, a expectativa é de receber de outorga o volume total R$ 8,586 bilhões, sendo R$ 6,39 bilhões à vista. A outorga do aeroporto de Congonhas, por exemplo, será de R$ 5,6 bilhões e será paga toda à vista. Entre as concessões previstas estão 15 novos arrendamentos portuários, os estudos para a desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Code16

O SETOR PORTUÁRIO CONTA COM 15 PROJETOS APROVADOS. TODOS OS TERMINAIS JUNTOS TERÃO CAPACIDADE PARA MOVIMENTAR MAIS DE 24 MILHÕES TONELADAS E SÃO ESTIMADOS QUASE R$ 2 BILHÕES EM INVESTIMENTOS


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O QUE PODE SER OUTORGADO AEROPORTOS Na região Nordeste serão concedidos os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte (CE). No Centro-Oeste, serão cinco aeródromos, todos localizados no Mato Grosso – Cuiabá (Várzea Grande), Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças e no Sudeste, o aeroporto de Vitória (ES). Os aeroportos de Congonhas (SP) e Macaé (RJ) completam a lista dos aprovados pelo Conselho do PPI. Eles foram incluídos a pedido do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Congonhas deverá ser concedido individualmente. Os 14 terminais aeroportuários, incluindo Congonhas, representaram, em 2016, 19% da movimentação de passageiros do país, sendo que o terminal paulista é responsável por 10% de toda a movimentação. A previsão de investimentos para os aeroportos é de R$ 6,4 bilhões. INFRAERO O governo fará a oferta da participação acionária da Infraero aos atuais sócios privados dos terminais já concedidos de Brasília (DF), Confins (MG), Galeão (RJ) e Guarulhos (SP). Os operadores têm direito de preferência na compra, caso não queiram, os ativos poderão ser leiloados ou vendidos a terceiros. Atualmente, a estatal detém 49% de participação em cada um desses empreendimentos. Os valores arrecadados com a venda de participações acionárias da Infraero serão destinados integralmente para a recomposição financeira da empresa pública. PORTOS O setor portuário conta com 15 projetos aprovados. Todos os terminais juntos terão capacidade para movimentar mais de 24 milhões de toneladas e são estimados quase R$ 2 bilhões em investimentos. sa), duas rodovias, 14 aeroportos, além da venda da participação acionária da Infraero. A estimativa de investimentos é de mais de R$ 19,5 bilhões. Somente para os aeroportos, a previsão de investimentos é de R$ 6,4 bilhões e os leilões devem ocorrer no segundo semestre de 2018. Além das concessões de novos aeroportos, o governo fará a oferta da participação acionária da Infraero aos atuais sócios privados dos terminais já concedidos de Brasília (DF), Confins (MG), Galeão (RJ) e Guarulhos (SP). Os operadores têm direito de preferência na compra. Caso não queiram, os ativos poderão ser leiloados ou vendidos a terceiros. O setor portuário, por sua vez, conta com 15 projetos aprovados. Todos os terminais juntos terão capacidade para movimentar mais de 24 milhões toneladas e são estimados quase R$ 2 bilhões em investimentos. Já na área de rodovias, os projetos qualificados foram os da BR-364, entre Comodoro (MT) e Porto Velho (RO), com quase 800 quilômetros de extensão e previsão de investimentos de R$ 11 bilhões; e o estudo para relicitação do trecho de 624 quilômetros da BR-153 que liga Anápolis (GO) a Aliança (TO) e que teve a caducidade contratual da concessão decretada recentemente.

São dez novos arrendamentos localizados nos Porto de Belém (PA), Vila do Conde (PA) Paranaguá (PR) e Vitória (ES); três cessões onerosas de terminais de GLP no Porto de Belém (PA); e duas renovações antecipadas – Terminal Agrovia do Nordeste no Porto de Suape (PE) e Terminal de Fertilizantes no Porto de Itaqui (MA). Além disso, será feito o estudo de viabilidade para a desestatização da Codesa. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratará o estudo que definirá a modelagem. RODOVIAS Na área de rodovias, os projetos qualificados foram os da BR-364, entre Comodoro (MT) e Porto Velho (RO), com quase 800 quilômetros de extensão e previsão de investimentos de R$ 11 bilhões; o estudo para relicitação do trecho de 624 quilômetros da BR-153 que liga Anápolis (GO) a Aliança (TO), que teve a caducidade contratual da concessão decretada recentemente.

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INFORMATIVO DOS PORTOS /

CONHECIMENTO ESPECÍFICO

CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE PORTOS REÚNE PROFISSIONAIS E ESPECIALISTAS EM NOVEMBRO NO URUGUAI Evento inclui temas como as perspectivas na indústria marítimo-portuária da região, o desenvolvimento das hidrovias e a otimização e a sustentabilidade nas operações

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Com uma visita técnica ao porto de Montevidéu e uma intensa agenda social, novos palestrantes se somam à programação de exposições do XXVI Congresso Latino-Americano de Portos, de 6 a 9 de novembro, em Punta del Este, no Uruguai. Com a abertura do Ministro dos Transportes do Uruguai, Víctor Rossi, que detalhará sua visão sobre a projeção logística do país; o congresso inclui temas como o avanço do comércio e o transporte perante uma nova ordem mundial entre globalização e protecionismo; as perspectivas na indústria marítimo-portuária da região; o desenvolvimento das hidrovias e a otimização e a sustentabilidade nas operações. Experientes executivos e diretores de administrações portuárias, de companhias operadoras e fornecedores analisarão questões sobre perspectivas futuras da indústria marítimo-portuária da região, incluindo Carlos Urriola, vice-presidente executivo do Manzanillo International Terminal Panamá S.A MIT; Giovanni Benedetti, gerente comercial da Sociedade Portuária Regional de Cartagena S.A., na Colômbia; e Yurik Díaz, gerente da Divisão de Terminais Portuários na SAAM S.A, do Chile, entre vários outros. Uma realidade regional como a projeção e a busca de otimizar a função logística das hidrovias será analisada por nomes como Rafael Farromeque, especialista sênior e líder do Programa Regional de Desenvolvimento das Hidrovias Sul-Americanas do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), junto 18

a Adalberto Tokarski, o entusiasta diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários do Brasil (Antaq). A mesa também será composta por Guillermo Misiano, presidente do PTP Group e Juan Carlos Venesia, diretor executivo do Programa Santafesino de Desenvolvimento da Hidrovia Paraná-Paraguai da Argentina; mediados por Bernardo Gastón Silbermann, presidente da Delegação Uruguaia da Comissão Administradora do Rio Uruguai. O espaço para as perspectivas dos terminais graneleiros terá lugar com as experiências em otimização do rendimento e operações mais verdes, onde exporão nomes como Antonio Sevilla Recio, presidente do Porto de Cartagena da Espanha; Pablo Pussetto, presidente do Consórcio de Gestão do Porto de Bahía Blanca da Argentina; e Nic Ingle, diretor executivo do Dry Bulk Terminals Group da Inglaterra; que serão mediados por Jeison Santaniello, diretor regional para a América Latina da Ag Growth International (AGI). A análise e o debate de encerramento estarão a cargo de diferentes autoridades portuárias como Fernando Gamboa Rosas, diretor-geral de Promoção e Administração Portuária do México; Ángel Elías, presidente do Enapro e do Conselho Portuário Argentino; Arturo Rojas, presidente do Diretório do Consórcio de Gestão do Porto de Quequén da Argentina; e Víctor Julio González Riascos, gerente Geral da Sociedade Portuária Regional de Buenaventura, entre outros. A inscrição online pode ser feita pelo site: www.aapalatinoamerica.com.


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Um estudo desenvolvido em conjunto com a comunidade portuária definiu premissas detalhadas de curto, médio e longo prazo para o aperfeiçoamento da área marítima dos portos paranaenses. Entre os pontos abordados estão a dragagem de regularização dos canais de acesso, bacia de evolução e áreas de fundeio dos Portos de Paranaguá e Antonina, os programas de dragagem de manutenção e aprofundamento, planos de derrocagem dos maciços rochosos, planos de batimetria, implantação do Sistema de Sensoriamento de Apoio ao Tráfego de Embarcações e Monitoramento dos elementos físicos afetos à navegação e ambientais e novas adequações necessárias ao atendimento das novas embarcações, entre outros. O estudo é resultado do Planejamento Estratégico da Infraestrutura Marítima dos Portos do Paraná (PEIM-PR), o primeiro deste tipo elaborado por um porto brasileiro. Ele compreende um levantamento minucioso do histórico e da situação atual dos portos de Paranaguá e Antonina e leva em conta tendências futuras de demanda, tráfego marítimo e outros aspectos fundamentais para o planejamento da logística pelos próximos 30 anos. O estudo foi desenvolvido alinhado com o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado dos Portos do Paraná, que prevê o que deve ser realizado na infraestrutura terrestre projetando uma necessidade de movimentação de cargas no patamar de 80 milhões de toneladas nas próximas décadas. O PEIM-PR apresenta os estudos com simulações práticas sobre os impactos de ter uma infraestrutura marítima atualizada e planejada. Um deles, por exemplo, mostra o aumento nos custos e a limitação na movimentação para o caso de falta de dragagens. Se o calado do Porto de Paranaguá fosse reduzido a 11 metros, por exemplo, como aconteceu em 2008, mais de 2,59 milhões de toneladas de cargas teriam que deixar de ser embarcadas, o que resultaria em um gasto em ‘frete morto’ de mais de 54 milhões de dólares.

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Quer saber mais sobre o planejamento? O documento completo está disponível para download e consulta no site da Appa: www.portosdoparana.pr.gov.br


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Entre os líderes na armazenagem de fertilizantes A Master possui terminal retroportuário próprio com estática superior a 64 mil/tons para recepção, armazenagem e expedição rodoviária e está entre os líderes na armazenagem de fertilizantes.

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Expansão dos negócios Em Santarém – PA, para onde vem expandindo seu negócio, a Master movimentou 274.251,160 toneladas, no ano de 2016, registrando um crescimento de 61% em relação a 2015.

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TCP

NOVOS NEGÓCIOS CHINESES INVESTEM FORTE NO SISTEMA PORTUÁRIO DO SUL DO BRASIL Transação para a compra do TCP é o primeiro investimento da CMPort na América Latina e abrange também a subsidiária TCP Log

A China passou a investir pesado nos portos do sul do Brasil. A operadora chinesa de terminais de contêineres China Merchants Port (CMPort) anunciou a compra de 90% da TCP, que opera o terminal de Paranaguá, no Paraná, um dos maiores da América do Sul. O negócio foi fechado por R$ 2,9 bilhões. Já a China Communications Construction Company (CCCC), maior empresa de infraestrutura da China, assinou em Pequim, um memorando de entendimentos com o Fundo de Investimentos em Participações em Infraestrutura Anessa para construção conjunta do Terminal Graneleiro da Babitonga, um projeto privado em São Francisco do Sul, em Santa Catarina. O valor do aporte para construir o porto é de R$ 1,6 bilhão. A transação para a compra do TCP é o primeiro investimento da CMPort na América Latina e abrange também a subsidiária TCP Log, que presta serviços logísticos como armazenagem e carregamento. A CMPort é dona de terminais em países de Ásia e Europa, além de 22

Estados Unidos, Nigéria e Turquia. O contrato prevê a compra de 50% das ações que pertencem à Advent International e de 40% da parte que pertence aos acionistas fundadores da TCP. A negociação envolvendo a TCP – empresa avaliada em aproximadamente R$ 3,2 bilhões (US$ 1 bilhão), é uma das maiores já realizadas no setor de terminais de contêineres na América Latina e o primeiro investimento da CMPort na região. A conclusão da operação, prevista para acontecer até o fim de 2017, está sujeita a condições precedentes usuais para esse tipo de negócio, incluindo a aprovação regulatória e por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com uma capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs e iniciando uma expansão que elevará sua capacidade para 2,4 milhões de TEUs/ ano até 2019, a TCP opera em regime de concessão um dos maio-


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res terminais de contêineres do Brasil. O terminal se destaca como um dos mais importantes hubs para a movimentação de cargas para exportação e importação, movimentando aproximadamente 10% do total de contêineres no país. Entre os produtos movimentados pela TCP estão carnes congeladas, madeira, componentes para a indústria automotiva, químicos e equipamentos eletrônicos. A CMPort é uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres, com movimentação total de mais de 95 milhões de TEUs em 2016. Na China, a empresa possui operações em Hong Kong, Shenzhen, Shanghai, Ningbo, Qingdao, Dailian, Tianjin, Zhanjiang e Xiamen Bay, entre outras. A empresa detém, ainda, terminais de contêineres em países como Estados Unidos, Sri Lanka, Nigéria, Djibouti, Togo e Turquia, bem como em diversos países na Ásia e na Europa. “A China Merchants Port expandiu rapidamente sua presença internacional e entende que a entrada na América Latina, especialmente no Brasil, é crucial para a expansão global de sua rede de terminais”, afirma o diretor-geral da CMPort, Bai Jingtao. “A TCP não é apenas o marco fundamental da China Merchants para entrar no Brasil, mas o futuro hub para o crescimento do fluxo de commodities e bens entre o Brasil e a China. A China Merchants Port também usará sua experiência global de operação portuária para ajudar a TCP a continuar sua história de sucesso como um dos principais líderes do setor portuário no Brasil e na América Latina”, destaca Bai Jingtao. Luiz Antonio Alves, CEO da TCP que liderou o projeto de transformação do terminal em um dos mais bem operados do Brasil e expandiu sua atuação para serviços integrados de logística, permanecerá liderando a empresa. “A China Merchants Port é uma das empresas de maior destaque no setor portuário em todo o mundo e estamos muito entusiasmados em tê-los como novo acionista majoritário da TCP”, declara Alves. Ele ressalta, ainda, a contribuição da Advent e dos acionistas fundadores no projeto de modernização e ampliação da TCP, iniciado em 2011. A capacidade anual aumentou de 800 mil TEUs em 2011 para 1,5 milhão de TEUs atualmente, enquanto a produtividade média saltou de menos de 30 movimentos por hora (mph) para mais de 90 mph no mesmo período. Para Patrice Etlin, sócio-gerente da Advent International em São Paulo, o ganho substancial de produtividade da TCP foi fruto de um amplo investimento em equipamentos, da implementação de uma governança moderna e ágil, do reforço do time de executivos, da substituição de sistemas operacionais, além da expansão física do terminal por meio da construção de um novo cais de atracação e de armazéns de mercadorias no interior. “Trabalhamos em parceria com o time de gestão da empresa na solução de gargalos operacionais, o que permitiu atender a grande demanda existente na região por serviços portuários e logísticos”, disse.

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PORTO DE SANTOS

ACORDO PIONEIRO AMPLIA COMBATE ÀS EMERGÊNCIAS COM CARGAS PERIGOSAS Entre janeiro e julho deste ano, cargas classificadas como perigosas representaram 11,5% do total dos contêineres que passaram por Santos O número de sinistros de grandes proporções com cargas perigosas no Porto de Santos deverá cair nos próximos anos. Pelo menos é o que objetiva o acordo de cooperação técnica assinado pela Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), a empresa Suatrans e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A proposta consiste em inserir as informações do Manual de Atendimento a Emergências com Produtos Perigosos, da Abiquim, no Banco de Dados de Produtos Perigosos, criado pelo Grupo de Trabalho de Prevenção de Sinistro (GTPS) no Porto de Santos e locado na Janela Única Portuária (JUP/ABTRA). Esse banco de dados, criado há sete meses pelo GTPS sob a coordenação da Antaq, replica as informações sobre a localização exata das cargas perigosas nos terminais, de modo que, na iminência de um incidente, os técnicos da unidade de segurança do porto podem acessá-las imediatamente e informar o Corpo de Bombeiros. Com as novas informações do aplicativo Pró-Química On-line, “os agentes de combate aos sinistros terão também a ficha técnica completa do produto sinistrado”, explica o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo. O diretor-presidente da Codesp, Alex Oliva, diz que os dados identificados ime-

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diatamente pela autoridade portuária serão transmitidos aos agentes envolvidos no combate ao incidente em até cinco minutos, contra até oito horas exigidas anteriormente. O projeto é pioneiro no Brasil e ganha ainda maior importância por ocorrer justamente no maior complexo portuário do país. Na cerimônia de oficialização do acordo, autoridades e empresários conferiram de perto as operações de importação e exportação no Porto de Santos em navegação de uma hora pelo canal do estuário. Entre janeiro e julho deste ano as cargas classificadas como perigosas representaram 11,5% do total dos contêineres que passaram pelo Porto de Santos, segundo dados compilados da JUP/ABTRA. Cargas perigosas são aquelas que, por serem explosivas, como os gases comprimidos ou liquefeitos, inflamáveis, oxidantes, venenosas, infecciosas, radioativas, corrosivas ou poluentes, podem representar riscos aos trabalhadores, à população no entorno, às instalações físicas e ao meio ambiente.

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PROMOÇÃO À EXPORTAÇÃO

PARCERIA ENTRE UNIVERSIDADE E APEX-BRASIL VAI QUALIFICAR 140 EMPRESAS EM SC Programa prepara empresas para o comércio internacional por meio de diagnóstico e acompanhamento na implantação de melhorias e oficinas de capacitação A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) implantou em Itajaí o Núcleo do Programa de Qualificação para a Exportação (PEIEX). Fruto de uma parceria entre a Apex e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), o núcleo atenderá cerca de 140 empresas ao longo dos próximos dois anos, capacitando-as para que comecem a comercializar seus produtos no mercado internacional. Por meio do Escritório de Relações Internacionais (ERI), vinculado ao Curso de Relações Internacionais, a universidade conduzirá as atividades na região. Os principais setores atendidos pelo novo núcleo são: Confecções, Cerâmicas, Pescados e Calçados. Além de Itajaí, serão atendidas empresas sediadas em Balneário Camboriú, Blumenau, São João Batista, Tijucas e Pomerode. O PEIEX prepara as empresas para o comércio internacional por meio de diagnóstico e acompanhamento na implantação de melhorias e oficinas de capacitação em exportação. A adequação de processos com foco no aumento da competitividade das empresas é desenvolvida em áreas como estratégia organizacional, determinação do preço de exportação, custos, plano de negócios internacional, entre outros pontos. Entre 2009 e 2016 mais de 16 mil empresas foram atendidas pelo PEIEX em todo o país. O programa oferece, de forma gratuita, consultoria de especialistas que fazem um diagnóstico da capacidade exportadora e apontam soluções para problemas técnico-gerenciais. Após a elaboração do diagnóstico, a empresa é orientada a implantar mudanças, que podem variar desde soluções gerenciais internas a ações externas relativas ao acesso a novos mercados e adequação de produto.

Como posso participar do PEIEX? Para participar do programa, o primeiro passo é solicitar uma visita da equipe técnica do núcleo operacional mais próximo. A partir da visita, os técnicos verificam se a empresa está pronta para participar do programa e, se for o caso, será disponibilizada uma ficha de inscrição. Para conferir a lista de núcleos operacionais, basta acessar http://www.apexbrasil.com.br/qualifique-sua-empresa-peiex 26


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CABOTAGEM BRASILEIRA

NOVA LINHA DEIXA LIGAÇÃO ENTRE PECÉM E SANTA CATARINA MAIS RÁPIDA Empresa, que tinha uma expectativa de crescimento de até 7%, cresceu dois dígitos no primeiro semestre e espera manter o ritmo até o final do ano O transporte de cargas marítima entre Pecém, no Ceará, e Santa Catarina está mais rápido. A Aliança Navegação e Logística, líder em cabotagem no Brasil, acaba de inaugurar uma nova escala do Sling 2 de cabotagem em Pecém, que permitirá ao armador oferecer uma conexão mais rápida entre Santa Catarina e o Ceará. A nova rota encurtará o tempo de trânsito das importações para o estado, cujo transbordo acontece em Santos, São Paulo. Para Marcus Voloch, gerente geral de Cabotagem e Mercosul da Aliança, a nova escala visa ampliar a capacidade de espaço para cargas do Sul/ Sudeste para Norte/Nordeste. “O tempo de viagem entre Santa Catarina e o Ceará, que era de dez dias, cai para seis dias. De Santa Cataria para Pernambuco, o “transit-time” permanece em cinco dias. Passamos a oferecer o melhor transit time do mercado para essas praças”, enfatiza. A Aliança, que tinha uma expectativa de crescimento de 5% a 7% na cabotagem, cresceu dois dígitos no primeiro semestre e espera manter o mesmo

ritmo até o final do ano. Durante o primeiro semestre de 2017, os setores que mais cresceram na cabotagem em Pecém foram alimentos, químicos e resinas, produtos de limpeza, papel e materiais de construção. “A crescente demanda do mercado local, atrelada a uma moderna infraestrutura e altos padrões operacionais, são fatores essenciais à atração de novas linhas. Com um mix diverso de rotas atendidas em Pecém, as operações de contêiner ganham cada vez mais importância local e impulsionam o desenvolvimento de toda a região”, diz Daniel Rose, diretor superintendente da APM Terminals Pecém, que presta serviços operacionais à Cearáportos, empresa responsável pela administração do terminal. A APM Terminals é referência na operação de contêineres e líder global de produtividade portuária, presente em 69 países e 72 terminais. No Brasil, a APM Terminals opera no Porto de Pecém, é arrendatária do terminal de contêineres de Itajaí, além de ter participação de 50% na Brasil Terminal Portuário, em Santos. A Aliança, por sua vez, é market leader na cabotagem e possui uma carteira de clientes que vai do arroz ao zinco, com grandes, pequenas e médias empresas e em praticamente todos os segmentos do mercado, com destaque cada vez maior para os segmentos de bens de consumo duráveis. No ano passado, a cabotagem cresceu 7% em relação a 2015 e a expectativa para este ano é manter o ritmo de crescimento. Em 2016 foram movimentados 210 mil TEUs, o que significa um incremento de 15 mil TEUs em relação ao ano anterior.

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MONITORAMENTO & TECNOLOGIA

MARÉ SECA SURPREENDE OPERAÇÕES PORTUÁRIAS NA REGIÃO SUL Fenômeno que é comum no litoral sul brasileiro ocorreu com maior intensidade em agosto. Em SC, operações portuárias foram restritas e causaram prejuízos de cerca de R$ 700 mil

Os efeitos dos ventos soprando de nordeste (maré meteorológica negativa), associados a uma maré astronômica de baixa-mar de sizígia, que ocorre nas fases de lua nova e lua cheia, podem explicar os níveis da água abaixo do normal que ocorreram no litoral sul brasileiro no mês de agosto. Muitas cidades sentiram os efeitos da maré seca nas praias e nas regiões portuárias. Em Santa Catarina, na foz do rio Itajaí-Açu, as operações portuárias foram restritas e causaram prejuízos acumulados de cerca de R$ 700 mil. Na baía da Babitonga, no Norte do estado, até os pássaros guarás voltaram a ser frequentes em busca de alimentos nas planícies de maré, onde essas aves têm farto alimento nos ambientes que ficaram mais expostos. Mas a maré seca não é incomum. Um registro mais recente ocorreu em outubro de 2014, quando a chegada da lua cheia, associada ao vento de norte/nordeste, assustou pescadores de Florianópolis. Eles amanheceram com suas embarcações encalhadas nos ancoradouros naturais. A diferença de três anos atrás para agosto de 2017 está na intensidade do fenômeno, que chegou a paralisar, inclusive, operações portuárias. O oceanógrafo Carlos Augusto Schettini, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), diz que os casos de agosto de 2017 podem ser explicados como a soma dos efeitos de uma baixa-mar de sizígia com a maré meteorológica negativa, a qual é associada com ventos de norte e nordeste. Esta combinação resultou em níveis da água abaixo do que normalmente é esperado para o período.

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Schettini explica que o nível do mar pode variar em função das ondas e marés, que podem ser do tipo astronômica ou meteorológica. “As marés astronômicas são determinadas pelos movimentos da Terra, Lua e Sol, o que possibilita prever antecipadamente a ocorrência de preamares (maré alta) e baixa-mares (maré baixa), que são mais intensas nas fases de lua nova e lua cheia (sizígia). As marés meteorológicas, por outro lado, são causadas principalmente pela ação dos ventos sobre os oceanos, empilhando a água do mar na costa causando a subida do nível do mar, ou empurrando a água para mar aberto, baixando o nível”. Um bom exemplo é a costa de Santa Catarina. Quando o vento vem do quadrante Nordeste, há uma diminuição do nível do mar junto às praias (maré meteorológica negativa). Quando o vento sopra de Sul (entrada de uma frente fria), isso produz uma elevação do nível do mar nas praias (maré meteorológica positiva). As marés astronômica e meteorológica ocorrem simultaneamente, podendo se somar ou anular parcialmente. São, portanto, fenômenos naturais cuja prevenção à sua maior ou menor intensidade está em dispor de informações em tempo real sobre as condições meteorológicas e oceanográficas, e sobre dados de monitoramento de parâmetros ambientais em regiões de operações portuárias.

COMO SE PREVENIR? Sistemas de Oceanografia Operacional são fundamentais para a coleta de dados e a previsão de fenômenos meteorológicos e oceanográficos. O conhecimento em tempo real das condições das ondas, marés, correntes e ventos, bem como as ferramentas de previsão (modelos numéricos) permitem o planejamento e a execução de manobras de aproximação, atracação e desatracação de navios de maneira mais ágil, segura e eficiente, reduzindo os riscos e aumentando a segurança e o retorno financeiro das operações. Esse sistema está em operação nas baías de Paranaguá (Paraná) e da Babitonga (Santa Catarina) e ajudaram os portos locais a enfrentar com mais eficiência as ocorrências de maré seca de agosto, que pouco afetaram suas operações logísticas. Sistemas de oceanografia operacional em tempo real consistem em um conjunto de dispositivos integrados que trabalham de forma coordenada para coletar, transmitir, processar, armazenar e disponibilizar informações oceanográficas e meteorológicas em tempo real. Além disso, esses sistemas permitem a medição de diversos parâmetros físicos como maré, correntes, ondas e vento, bem como de diversas variáveis ambientais como oxigênio dissolvido, pH, turbidez, entre outras. Saiba mais sobre sistemas de oceanografia operacional em www.simport.net.br

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TECNOLOGIA

O AutoZ.com.br – destaque no mercado de e-commerce automotivo nacional – acaba de fechar parceria com o Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação (CTTi) com o objetivo de melhorar a plataforma técnica de conhecimento. O CTTi é um reconhecido centro de pesquisa e de produção de conteúdo para o setor automotivo, com sede em Campinas e colaboradores de diversas expertises. O centro surgiu com o propósito de ajudar milhões de usuários e proprietários de veículos a terem uma relação mais amigável com seus veículos, com informações relevantes e de alta credibilidade. Os usuários da plataforma contarão com conteúdos exclusivos e de alta relevância para do mundo do automóvel. Saiba mais em http://www.autoz.com.br

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PARCERIA TECNOLÓGICA

MEGA SISTEMAS AMPLIA ATUAÇÃO NO NORDESTE s A Mega Sistemas, desenvolvedora de softwares de gestão, deu um novo passo para ampliar sua atuação na região Nordeste. A empresa – com mais de 15 unidades distribuídas pelo país – acaba de inaugurar um canal de atendimento na cidade de Fortaleza, no Ceará. O Nordeste, que deve ter um crescimento do seu PIB maior que o do país neste ano – 2% contra apenas 0,4% –, é considerado uma região estratégica para a Mega e tem grande potencial de crescimento na demanda por softwares de Enterprise Resource Planning (ERP) ou Sistema de Gestão Empresarial. Com a ferramenta, a Mega apoia empresas de médio e grande porte no controle e integração de dados.

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ARVAL LANÇA NOVA VERSÃO DO APLICATIVO MY ARVAL MOBILE A Arval – subsidiária do BNP Paribas e especialista em terceirização de frotas leves – lança uma nova versão do My Arval Mobile, aplicativo voltado aos seus condutores no mundo todo. Mais intuitivo, dinâmico e fácil de usar, a tecnologia oferece uma experiência completamente nova ao introduzir funções adaptadas à necessidade do usuário, com respostas rápidas às solicitações. O aplicativo permite que o usuário verifique informações sobre seu carro, pesquise um parceiro de serviços Arval ou agende uma manutenção para seu veículo sem precisar fazer uma ligação telefônica, entre outras funcionalidades. “Com o My Arval Mobile, o condutor é colocado no centro da estratégia, pois oferecemos a ele mais serviços que melhoram sua experiência com seu veículo corporativo”, comenta Andrea Falcone, diretor comercial da Arval Brasil. O aplicativo My Arval Mobile está disponível tanto para iOS quanto para Android. Aqueles condutores que já utilizam o aplicativo podem simplesmente fazer a sua atualização na App Store ou no Google Play.

OS DRONES E A LOGÍSTICA A DHL, líder mundial no setor de logística, está patrocinando a mais nova série de corridas: a DHL Champions Series, promovida pela Mountain Dew. Este novo campeonato de corrida é organizado pela DR1 Racing, a organização de corrida de drones pioneira no mundo que reúne pilotos para competir nos locais mais incríveis do planeta – incluindo a Post Tower, em Bonn, na Alemanha, sede do grupo Deutsche Post DHL. Em outubro e novembro, as corridas serão transmitidas pela TV e on-line em todo o mundo pela Eurosport, Fox Sports Asia e Twitch.TV. Esta nova série de corridas proporciona à DHL a oportunidade de ampliar sua posição de liderança no desenvolvimento da tecnologia de drones, que desempenha um papel vital no futuro da logística.

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TECNOLOGIA POWER BI

TECNOLOGIA OPORTUNIZA MELHORIA DOS PROCESSOS DE GESTÃO Serviço fornece aos usuários corporativos ferramenta para visualização de informações de diversos conjuntos de dados em um painel acessível na cloud O avanço tecnológico tem oportunizado às empresas a melhoria em seus processos de gestão e principalmente a sua participação no mercado no que tange à tomada de decisões estratégicas. É assim que a W&S Central IT – empresa especializada em projetos de Business Inteligence – vem conquistando mercado e demonstrando aos empresários uma nova ferramenta: o Power BI, business intelligence da Microsoft na cloud. O serviço fornece aos usuários corporativos recursos poderosos para visualização de informações de diversos conjuntos de dados. Ele é baseado em três componentes essenciais: datasets, com as informações brutas que o usuário aplicará no software; relatórios, que organizam os dados em um conjunto de gráficos; e painéis atualizados, que fornecem visualizações customizadas pelo usuário com base nesses relatórios. O Power BI traz um conjunto de recursos na nuvem para análise de negócios, dados e compartilhamento de ideias. Com ele, o empresário consegue monitorar o negócio através de diferentes fontes de dados, tudo consolidado em uma única dashboard. Com o uso do Power BI é possível obter respostas e insights feitos rapidamente pela ferramenta, usando inteligência artificial embarcada no produto. O Power BI pode absorver o conteúdo dos dados de uma empresa por meio de dezenas de conectores nativos, como SAP HANA, SAP BW, Google Analytics, Facebook, Azure SQL Database, Azure SQL Warehouse, SQL Server Analysis Services e a novata Apache Spark on Azure HDInsight. Além delas, a Microsoft adicionou uma variedade de “pacotes de conteúdo” de fornecedores como

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Salesforce, Acumatica, GitHub e Zendesk. Eles puxam conjuntos de dados a partir desses serviços, incluindo relatórios preenchidos automaticamente e painéis destinados a exibir informações relevantes com rapidez. A versão final do Power BI também permite que os usuários criem seus próprios pacotes de conteúdo dentro da ferramenta, compartilhando facilmente suas atividades com colegas de trabalho. O vice-presidente corporativo da Microsoft, James Phillips, indicou o lançamento de outros pacotes para a conexão com serviços externos de acordo com a evolução da plataforma. Com matriz em São Paulo e filial em Joinville, em Santa Catarina, a W&S Central IT tem oito anos de presença no mercado, aproximadamente 500 projetos executados e presentes no showcase da Power BI. É importante ressaltar que o Power BI não precisa ter ferramentas adicionais para funcionar – ETL, Banco de dados, Office 365. Pelo contrário, é um líder de mercado (conforme quadrante do Gartner 2017) com baixíssimo custo de uso e muitos recursos, que aumentam mês a mês com novas atualizações.


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AUMENTAMOS A NOSSA PRODUTIVIDADE. E A LUCRATIVIDADE DE NOSSOS CLIENTES. Maior terminal de contêineres do Sul do país, e o único com integração ferroviária, o TCP é responsável por um dos maiores programas de investimentos no setor portuário privado do Brasil. Com a ampliação do cais de atracação e dispondo dos mais avançados equipamentos voltados à movimentação de cargas, o TCP ampliou a capacidade do terminal e está preparado para receber os maiores navios porta-contêineres que atuam na América Latina. Na prática, isso significa muito mais agilidade e lucratividade para os negócios de nossos clientes.

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ARTIGO

VOCÊ CONTROLA O VGM DE SEUS CONTÊINERES? por Adriana Hulek As novas regras de pesagem certificada Verified Gross Mass (VGM), estabelecidas pela International Maritime Organization (IMO), em vigor desde julho de 2016, parecem ter colocado um fim ao problema da falta de controle específico sobre os pesos dos contêineres. Pelo menos do ponto de vista da pró-atividade das empresas em se adequarem aos novos procedimentos. O que percebemos, atualmente, é que os armadores estão empenhados na implementação das normas que estabeleceram o VGM como referência de pesagem. E a tendência é que esta análise fique cada vez mais rigorosa, reforçando ao mercado a necessidade da completa adoção dos requerimentos, incluindo adaptações aos sistemas de TI, processos e designações. Antes da implementação das normas, não existia uma regra específica de pesagem, que era verificado através de Bill of Landing / Conhecimento de embarque marítimo (BL). É de responsabilidade do exportador realizar todos os procedimentos de pesagem. Sabemos da dificuldade em realizar ajustes no processo de estufagem, porém é preciso adequar-se de maneira que seja possível identificar eventuais divergências antes do embarque, tendo assim, tempo hábil para realizar ajustes na documentação, evitando custos extras ou até mesmo o não embarque da mercadoria. Atualmente, como o prazo do VGM está ligado à liberação da carga junto a Receita Federal, a maioria dos contêineres é pesado depois da estufagem. Mesmo assim, as empresas têm a opção de usar dois métodos de pesagem: pesando a unidade em uma balança após a estufagem e pesando a mercadoria separadamente e somando o peso da tara do contêiner, sendo ambos aceitos pelos armadores.

Adriana Hulek é Ocean Export da Allog International Transport

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Caso o VGM não seja enviado dentro do prazo estipulado, a carga não embarca no navio indicado no processo e os custos da operação de transferência no porto serão de responsabilidade da parte que não enviou a informação em tempo. Portanto, é fundamental cumprir o deadline do VGM como parte do processo para confirmação do embarque. Além disso, é necessário se atentar aos pesos informados tanto no VGM quanto no BL, uma vez que, caso tenha alguma diferença entre eles, a carga também corre o risco do não embarcar e os custos extras de transferência ficam por conta do exportador. Por tudo isso, muitos exportadores/embarcadores que não estavam confrontando as informações também já estão se adaptando às novas normas. Por isso a Allog orienta a fazer o encontro das informações entre os documentos, evitando transtornos no embarque e cumprindo compromissos com seus clientes no exterior.


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CASE DE SUCESSO

MASTER OPERAÇÕES PORTUÁRIAS ESTÁ ENTRE OS LÍDERES NA MOVIMENTAÇÃO DE FERTILIZANTES Em 2016, a empresa movimentou 895.229,525 toneladas de fertilizantes em SC, o que corresponde a um crescimento de 203% em relação a 2015

Desde a sua fundação, em fevereiro de 2012, a Master Operações Portuárias - com atuação em São Francisco do Sul (SC) e Santarém (PA) - é uma empresa focada na excelência do atendimento. Fruto da visão de negócio dos empreendedores das empresas Fortesolo e Harbor, responsáveis por mais de 50% de todo o fertilizante movimentado pelos portos de Paranaguá e An-

tonina, no Paraná. A Master é hoje uma empresa ágil, moderna e preparada para atender as demandas de maneira estratégica e personalizada. A experiência das duas empresas permitiu que a Master nascesse com know how na importação de granéis sólidos. Certi-

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ficada pelas normas ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e OHSAS 18001:2007 – um diferencial que eleva a Master a um seleto grupo de empresas no ramo que atua - a companhia garante a qualidade dos serviços prestados aos clientes. Com localização estratégica, agilidade na descarga de navios e expedição de veículos, armazenagem segura, detalhamento nas operações, cadastros e licenças atualizadas, a empresa tem sido destaque na prestação de serviços de operações portuárias e armazenagem de granéis sólidos em São Francisco do Sul, Santa Catarina e Santarém, no Pará. Conta com equipamentos próprios para realização das atividades

de operação portuária e armazenagem, como: Guindaste MHC, funis, plataformas de enlonamento, grabs e máquinas pá carregadeiras. Em 2016, a Master movimentou 895.229,525 toneladas de fertilizantes em SC, o que corresponde a um crescimento de 203% em relação a 2015 e aproximadamente a 40% de todo o fertilizante movimentado no Porto de São Francisco do Sul. O volume fez da empresa líder na movimentação de fertilizantes no ano passado no terminal catarinense. A Master possui terminal retroportuário próprio com capacidade estática superior a 64 mil toneladas. Em Santarém (PA), no ano de 2016, movimentou 274.251,160 toneladas, com um crescimento de 61% em relação à 2015.

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SALDO POSITIVO

VENDAS DE FRANGO TÊM TERCEIRO MELHOR DESEMPENHO DA HISTÓRIA DO SETOR Em agosto, o país exportou 416,8 mil toneladas de carne de frango, incluindo todos os produtos in natura e processados A exportação brasileira de frango alcançou em agosto o terceiro melhor desempenho da história do setor conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No mês o país exportou 416,8 mil toneladas de carne de frango, incluindo todos os produtos in natura e processados. Os números superam em 14,6% o volume embarcado no mesmo período do ano passado, de 363,7 mil toneladas. As exportações geraram um saldo de vendas com receita de US$ 690,6 milhões, desempenho 13,1% superior ao obtido em agosto de 2016, que havia sido de US$ 610,5 milhões. A receita das exportações totalizam US$ 4,887 bilhões no acumulado do ano, o que representa um saldo 6,3% maior que os US$ 4,598 bilhões realizados no mesmo período. Em volume, o desempenho alcançou 2,922 milhões de toneladas, número 2,3% inferior ao registrado nos oito primeiros meses de 2016. “O mês de agosto marca a superação de um cenário difícil vivido no segundo trimestre. Esperamos números positivos nos próximos meses, recuperando as perdas e alcançando saldo final superior ao registrado em 2016”, destaca o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.

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SUÍNOS Já as vendas de carne suína in natura alcançaram 58,9 mil toneladas em agosto, volume 2,4% superior ao registrado em agosto de 2016. Em receita, o resultado foi 12,7% maior, somando 143 milhões de dólares. No ano, a receita de exportações chegou a 1,006 bilhão de dólares, contra 812 milhões de dólares obtidos entre janeiro e agosto de 2016. Em volume, houve retração de 2,3%, com 401,3 mil toneladas em 2017, frente a 411 mil toneladas nos oito primeiros meses do ano passado. “A Rússia voltou a incrementar suas importações de carne suína do Brasil. Argentina e Hong Kong também foram determinantes para o resultado. Assim como em aves, dentro deste ritmo, o saldo final das exportações de carne suína em 2017 deverá ser positivo”, disse o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin. A carne bovina enfrentou pequeno recuo de preço mensal e anual. Mas como seu volume – 123.109 toneladas – aumentou 15,71% no mês e quase 50% no ano, a receita cambial apresentou incremento de 15,58% em relação a julho passado e de 48,60% em relação a agosto de 2016. Essa, aliás, foi a primeira vez em 32 meses que a receita cambial do produto ultrapassa a casa dos US$ 500 milhões.


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ITAJAÍ

PORTOS DE ITAJAÍ E IMBITUBA PROJETAM CRESCIMENTO NA MOVIMENTAÇÃO Ao atracar em Imbituba, o navio Cap San Juan, com 331 metros de comprimento, deu início a uma nova fase do desenvolvimento econômico da região

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Os Portos de Itajaí e Imbituba estimam fechar o ano com crescimento na movimentação de cargas, com a oferta da linha Ásia. As projeções foram apresentadas durante reunião da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Na reunião, os dois portos também apresentaram as ações em andamento para receber a nova geração de navios com maior capacidade e acompanhar a expansão do setor.

nacional e é uma alternativa importante para o mercado doméstico através da cabotagem”, afirmou o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, lembrando que a entidade monitora as principais obras de infraestrutura em Santa Catarina e procura mobilizar os governos estadual e federal, e as bancadas no Congresso e na Assembleia Legislativa, no sentido de mostrar as necessidades de investimentos para redução do custo logístico, sobretudo, da indústria.

“Sabemos que a infraestrutura portuária é essencial para a competitividade e para a maior inserção da indústria no mercado inter-

O presidente da Câmara, Mario Cezar de Aguiar, destacou que a movimentação de contêineres em Santa Catarina cresceu 77%


Flávio R.Berger/Fotoimagem entre 2010 e 2016 – passou de 952 TEUs em 2010 para 1.686 TEUs em 2016. “Santa Catarina pode ser uma plataforma logística invejável. Temos todas as condições. É uma vocação do estado, mas, para isso, precisamos melhorar nossas condições de infraestrutura”, declarou, lembrando que os cinco portos catarinenses respondem por 19% da movimentação de contêineres do Brasil. “Dentre os dez melhores portos brasileiros em desempenho, quatro são catarinenses. Temos todo esse potencial que poderá nos permitir ser uma plataforma logística viável para o país”, reforçou. Segundo Marcelo Salles, superintendente do Porto de Itajaí, estudo da ONU mostra que as projeções de crescimento de movimentação de cargas conteinerizadas crescem de duas a três vezes o respectivo PIB do país. Por exemplo, se o PIB crescer 3% ao ano,estima-se um crescimento na movimentação de contêineres de 6% a 9%. O superintendente fez um resumo das principais obras em andamento no porto para restabelecer a capacidade da estrutura que está reduzida desde as enchentes de 2008. “Estamos com os berços 3 e 4 inoperantes. Isso nos gerou um déficit muito grande”, relatou. As obras do berço 3 têm previsão de término para novembro próximo. A conclusão das obras do berço 4 estão estimadas para maio de 2018.

Salles também falou sobre o novo acesso aquaviário ao complexo portuário. A primeira etapa das obras possibilitará operações de navios de até 335 metros e está sendo executada pelo governo de Santa Catarina, com investimento de R$ 104 milhões e previsão de conclusão para abril de 2018. O porto busca a liberação de R$ 220 milhões para as obras da segunda etapa do projeto, que permitirá atender navios de 366 metros. Os recursos estão no Orçamento da União (PPA 2016-2019). Marcelo ressaltou ainda que há obras de dragagem em andamento para a recuperação da profundidade, que hoje está com 13 metros e em um mês e meio deve alcançar 14,5 metros. O diretor-presidente do Porto de Imbituba, Luís Rogério Pupo Gonçalves, lembrou que o governo catarinense assumiu em dezembro de 2012 a operação do porto. “Quando iniciou esse processo foi uma transformação complexa porque, teoricamente, saiu de uma empresa privada para uma empresa pública. Por uma série de ações está dando lucro, resultado e aumentando sua participação no mercado”, afirmou, lembrando que há áreas livres para receber novos investimentos. O porto conta com três berços de atracação, pode operar com calado de 14,5 metros e o canal de acesso tem 17 metros de profundidade. As condições do porto permitem receber navios maiores que em breve começam a operar na costa brasileira.


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ITAJAÍ

LINHA ÁSIA Ao atracar no Porto de Imbituba o navio Cap San Juan, com 331 metros de comprimento, deu início a uma nova fase do desenvolvimento econômico da região. Esta foi a primeira escala no porto de uma nova rota de navios gigantes vindos da Ásia, transportando contêineres para atender aos maiores mercados do mundo. A partir de agora, a cada semana um navio chegará a Imbituba dentro da nova linha comercial. “O estado fica ainda mais competitivo e o Porto de Imbituba se consolida como o porto que mais vai crescer no Brasil”, avaliou o governador Raimundo Colombo.

Serão 13 navios se revezando na nova linha, sendo que o trajeto completo demora cerca de 90 dias, saindo de Busan, na Coreia do Sul, e passando por países como China, Singapura, Malásia, Argentina e Uruguai, além do Brasil, antes de retornar para Coreia do Sul. Cinco empresas armadoras vão operar na linha de longo curso: Hamburg Sud, Hapag-Lloyd, Hyundai, NYK e ZIM. No total, são 19 portos atendidos pela rota comercial. Em Santa Catarina, os navios atracarão também em Imbituba, no Sul do estado, e em Itapoá, no Norte.

A oferta de linhas para a Ásia com operações em Santa Catarina contará também com outra linha de navios com escala em Itajaí. A rota, que fazia escala no Porto de Navegantes desde 2015, vai representar um incremento de pelo menos 20% na movimentação da outra margem do rio Itajaí-Açu. A partir de abril do próximo ano, a previsão é de um acréscimo na movimentação de até quatro mil contêineres por mês, segundo a administração do porto.

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Flávio R.Berger/Fotoimagem


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ÂŽ

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SUPLEMENTO ITAJAÍ

PORTONAVE ULTRAPASSA SEIS MILHÕES DE TEUS MOVIMENTADOS Marca histórica foi conquistada pelo terminal catarinense na operação do navio MSC Arica, de bandeira da ilha de Malta, no final do mês de agosto A Portonave S/A – Terminais Portuários de Navegantes – alcançou no final de agosto a marca dos seis milhões de TEUs movimentados desde o início de suas atividades, em outubro de 2007. A marca histórica foi conquistada pelo terminal catarinense na operação do navio MSC Arica, de bandeira da ilha de Malta. Segundo maior movimentador de contêineres do país, de acordo com a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), o terminal de Navegantes conseguiu fazer 1 milhão de TEUs em um ano. O último milhão havia sido atingido em agosto de 2016. Nesses quase 10 anos de atuação, mais de 5,3 mil escalas navios já passaram pelo terminal. Mesmo nos períodos recentes de grave crise econômica, a Portonave conseguiu manter o crescimento. De janeiro a julho deste ano, movimentou 518.694 TEUs, um incremento de 3,3% comparado com o mesmo período de 2016. Em julho, o terminal bateu seu recorde de movimentação, tendo atendido 60 navios e movimentado 87.547 TEUs. O terminal alcançou seu primeiro milhão de TEUs depois 34 meses de operação, em agosto de 2010. O segundo milhão veio 21 meses depois. Desde então, a cada milhão este intervalo de tempo vem diminuindo. Com esses números, a empresa é líder na Região Sul em movimentação de contêineres.

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Milhão por milhão Outubro de 2007

Abril de 2015

Início das operações com o recebimento do primeir o navio, o MSC Uruguay.

18 meses depois, 4 milhões de TEUs foram atingidos com um contêiner movimentado no navio MOL Advantage

Agosto de 2010

Agosto de 2016

34 meses após início | 1 milhão de TEUs movimentados durante a operação do navio MSC Lorena

16 meses depois, 5 milhões de TEUs foram completados na operação do navio Aisopos

Maio de 2012

Agosto de 2017

21 meses depois, 2 Milhões de TEUs. A marca foi conquistada na movimentação do navio America CMA CGM

12 meses depois, 6 milhões de TEUs movimentados na operação do navio MSC Arica

Outubro de 2013 17 meses depois, 3 milhões de TEUs. O contêiner que registrou este número foi movimentado no navio MSC Seattle


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ARTIGO

CERTIFICAÇÃO OEA PARA DESPACHANTE ADUANEIRO por Wagner Antônio Coelho

O amplo desenvolvimento do comércio internacional e a necessidade de se adotar critérios de padronização com finalidade de assegurar e viabilizar este crescimento levou a Organização Mundial de Aduanas (OMA) a editar normas para estabelecer maiores níveis de segurança e facilitação do comércio internacional. Nesse sentido, originou-se o programa Operador Econômico Autorizado, com objetivo de possibilitar operações aduaneiras modernas ajustadas e aprimoradas de acordo com o interesse da comunidade comercial internacional, sem deixar de lado a proteção e a soberania nacional das nações. Por intermédio desse programa, os principais intervenientes da cadeia de suprimentos internacional são devidamente certificados, com base em critérios de segurança estabelecidos pela autoridade aduaneira dos respectivos países associados a OMA, em consonância com as diretrizes centrais estabelecidas pelas referida organização internacional. Um operador econômico autorizado pode ser qualquer parte envolvida no movimento internacional de mercadorias, a qualquer título, que tenha sido aprovado por, ou em nome de, uma administração aduaneira nacional estando em conformidade com as normas da OMA ou com normas equivalentes em matéria de segurança da cadeia logística. No Brasil, os operadores econômicos autorizados foram identificados na IN RFB 1598/2015, como: importadores, exportadores, despachantes aduaneiros, transportadores, agentes de carga, operadores de terminais portuários e aeroportuários, depositário de mercadoria sob controle aduaneiro. Dentre os intervenientes citados na norma infralegal, verifica-se uma discussão sobre a forma prescrita para certificação como

operador econômico autorizado do despachante aduaneiro. Isso porque, esse é o único interveniente que recebe a certificação na pessoa física, uma vez que todos os demais possuem certificação na pessoa jurídica. Além disso, outro critério diferente dos demais intervenientes consiste na exigência de aprovação no exame de qualificação técnica do despachante aduaneiro, conforme inciso VIII do art. 14 da citada instrução. Por sua vez, ao regulamentar o exame de qualificação e os critérios de aprovação do despachante aduaneiro candidato à certificação como OEA no exame de qualificação técnica, a Portaria COANA nº 125/2015 obriga a realização do certame e exige uma pontuação igual ou superior a 80% da prova para que o despachante se torne apto a candidatar-se como OEA. Apesar de facultativa, a certificação na forma como é proposta pela OMA em âmbito global e com a necessidade de certificação na rede de suprimentos acaba por impedir o livre desenvolvimento de atividade econômica por profissionais que atuam no mercado há várias décadas, com um índice extremamente alto para se atingir no exame de qualificação prévio. Além disso, a própria OMA, alega se tratar o OEA de um procedimento para facilitar o comércio exterior dos países com reflexo direto na segurança e facilitação do comércio internacional. Os despachantes aduaneiros exercem função pública, prestando serviço a particulares, sob estrita fiscalização do Estado. Com certeza a qualificação e aperfeiçoamento dos profissionais envolvidos numa área tão importante para economia e soberania nacional é extremamente necessária. No entanto, observa-se grande rigor adotado para possibilitar a certificação de um interveniente que é constantemente monitorado pela Aduana, com flagrante desrespeito aos direitos constitucionais de desempenhar sua atividade econômica.

Wagner Antonio Coelho, advogado inscrito na OAB/SC 19654, especialista em Direito Aduaneiro e Comércio Exterior, sócio do escritório Guero e Coelho Advogados Associados – OAB-SC 1042-2005, Consultor de Tradings Companies e empresas ligadas ao Comércio Exterior, Membro fundador da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da OAB/SC Itajaí-SC, Membro fundador da Comissão Estadual de Direito Portuário, Marítimo e Aduaneiro da OAB/SC, Professor da UNIVALI: no Curso de Gestão Portuária, nas disciplinas de Legislação Aduaneira e Direito Marítimo; nos Cursos de Especialização - MBA em Importação e Internacionalização de Empresas; Direito Aduaneiro e Comércio Exterior; Direito Marítimo e Portuário; e, na Faculdade Avantis na Especialização em Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário.

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Revista Informativo dos Portos 216  
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