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ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA DONA MARIA

o (MeU) PaíS IdEaL da turma C do oitavo ano Formação Cívica e Ed. Visual

2010-2011


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Design de capa de Beatriz Pereira nº6

o (MeU) PaíS IdEaL 8ºC FORMAÇÃO CÍVICA

2010 – 2011 EDUCAÇÃO VISUAL


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O ( NOSSO ) PAíS IDEAL


O meu País ideal

Alina Salata nº1

O meu país ideal é o mais feliz do mundo. No meu país ideal não há poluição. No meu país ideal há muitos espaços verdes e todas as pessoas reciclam. No meu país ideal todas as pessoas cuidam muito bem da natureza. No meu país ideal só é utilizada energia renovável como, por exemplo, a energia eólica, a energia solar, a energia das ondas, a energia geotérmica, a energia hidroeléctrica. No meu país os transportes e todos os veículos, como os carros, os autocarros e os aviões, andam a energia eléctrica. No meu país ideal toda a comida é saudável, até mesmo os doces, principalmente os chocolates. No meu país ideal não existe a obesidade nem a diabetes. No meu país ideal não há doenças pois todas elas têm cura. No meu país ideal não há crianças órfãs pois todas têm o direito a ter os seus pais consigo e a serem felizes. No meu país ideal não há racismo e todas as pessoas são respeitadas e tratadas por igual. No meu país ideal não há pessoas pobres nem ricas e todos têm bons empregos. No meu país ideal todas as famílias têm comida e ninguém passa fome. No meu país ideal todas as famílias têm boas casas com boas condições consoante a dimensão de cada família. No meu país ideal as casas são limpas, possuem jardins grandes e bonitos com muita vegetação. No meu país ideal todas as pessoas conseguem concretizar os seus sonhos. No meu país ideal todas as pessoas são felizes. No meu país

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ideal não há divórcios pois as pessoas a seguir ao casamento ficam muito contentes. No meu país ideal todas as pessoas têm liberdade de expressão. No meu país ideal ninguém fuma, ninguém consome drogas e não há ninguém viciado no álcool. No meu país ideal todas as pessoas têm direito a cuidados de saúde gratuitos. No meu país ideal todas as crianças e adolescentes gostam de ir para a escola e são bons alunos. No meu país ideal os almoços nas cantinas das escolas são gratuitos tal como os materiais e todos os manuais escolares. No meu país ideal actividades como a dança, o desporto, a música e o teatro são totalmente gratuitas. O meu país ideal é muito desenvolvido em termos de tecnologia. As casas são facilmente programadas para fazerem as tarefas domésticas quando as pessoas estão nos seus empregos ou fora delas. No meu país ideal não há solidão. No meu país ideal não há tristeza. No meu país ideal não há bloqueios literários. O meu país ideal é muito desenvolvido a nível da agricultura e tem uma longa costa marítima o que permite haver uma prática piscatória bastante desenvolvida. No meu país ideal todas as pessoas têm jeito para a cozinha. No meu país ideal não há crise pois é um país muito desenvolvido. No meu país ideal não há mendigos e por tudo o que aqui vos acabei de descrever, posso afirmar que o meu país ideal é o mais rico e desenvolvido do mundo. Alina Salata nº1

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O meu País Ideal

Ana Carolina Costa nº2

Este país está dividido em 3 regiões e é banhado por um magnífico mar. A primeira região está situada a Norte e é na sua maior parte banhada por água salgada não sendo, no entanto, uma água qualquer. Esta água não se apresenta tão salgada. Existem piscinas onde se aproveita a água do mar para realizar parques de diversões para as crianças. Nesta parte do país existem imensas praias e o clima é quente. No entanto entre as 9:00 e as 11:00 chove torrencialmente aproximando-se desde logo do clima tropical. Existem casas de praia que são geralmente habitadas durante o ano inteiro. As casas têm uma característica muito invulgar, são todas às riscas, umas vermelhas, outras verdes, outras laranjas entre outras. Esta região é chamada a região das “casas às riscas”. A areia das praias é muito fina, passa entre os dedos com uma suavidade enorme. Nesta região o turismo é responsável pela maior fatia do emprego. Existem muitos hotéis e resorts para acolher o enorme número de visitantes que muito admiram o meu país.

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Na segunda região, situada no centro do país, fica a parte rural mas modernizada devido às ajudas das áreas mais desenvolvidas. Os tempos livres são diversificados como, por exemplo, festividades religiosas, jogos tradicionais, danças e cantares populares, entre outros. Esta região é rica em oxigénio puro, aqui predomina o sector primário (nomeadamente a agricultura, a pesca e a pecuária). Na agricultura os utensílios são muito desenvolvidos embora o trabalho manual seja ainda bastante utilizado. Também não existe qualquer tipo de poluição porque as pessoas estão cientes das suas consequências (efeito de estufa, buraco na camada do ozono, entre outras). Os recursos naturais são muito bem aproveitados, neste país utilizamos energias alternativas e assim não dependemos da energia dos combustíveis fósseis. Nesta região as pessoas só trabalham 5 horas por dia devido a carga excessiva de trabalho manual. Os habitantes adoram navegar em alto mar, realizar novas descobertas, aperfeiçoar teorias e gostam bastante da vida marinha. Aqui os seres vivos são muito bem tratados com respeito e amor. Na terceira região designada como o espaço urbano, é também uma parte mais industrializada. Esta parte do país é muito iluminada. Existem alguns crimes no entanto temos extraordinários laboratórios forenses (que têm técnicas e aparelhos muito desenvolvidos) e investigadores criminais. O clima é ameno mas existem alguns dias do ano que são muito frios e outros muito quentes. Não há pessoas desempregadas pois existem inúmeros empregos. É aqui que estão situados alguns monumentos históricos. Há uma grande oferta de ocupação de tempos livre tais como o cinema, teatro, museus, desporto,

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dança, bibliotecas, centros comerciais, animação nocturna ( mas não exagerada) e parques temáticos. No meu país há 3 estações do ano o Verão, o Outono e a Primavera. O Verão é a altura de maior calor, onde as pessoas têm de tirar um mês de férias pois necessitam de descansar. Todos aqui trabalham bastante ao longo do ano. As praias estão sempre fechadas nas horas de maior calor devido à intensidade do sol. Isto poderá levar a inúmeras doenças. No entanto as pessoas ficam com um bronzeado espectacular. O que nunca pode faltar são os deliciosos gelados de todos os sabores. O Outono é aquela altura onde o cheiro das castanhas quentinhas reina no ar (não existe pessoa alguma que resista à tentação de comer as castanhas), o vento sopra com uma intensidade alucinante fazendo as pessoas correr atrás da roupa que tinham no estendal e que o malandro do vento levou consigo. Quando a Primavera chega, vestida de luz, de cores e alegria, fazendo desabrochar as flores, perfumando os campos, os areais e os parques, todas as pessoas entram numa fase de felicidade inacreditável. Neste país não existem drogas nem tabaco. As bebidas alcoólicas são muito restritas e as pessoas bebem com muita moderação, mesmo nas alturas festivas. As crianças são bastante saudáveis, embora duas vezes por mês comam fast food. Desde muito cedo as crianças têm uma boa educação. O papel dos pais é transmitir os valores correctos que receberam e na maior parte das vezes este papel é conseguido com êxito. Existem crianças reguilas, outras teimosas, outras tímidas, mas nunca mal-educadas. Estes valores são transmitidos assentes numa raiz histórica que o meu País detém e onde não se conhecem quaisquer guerras pelo poder ou por algum outro motivo. Aqui o sistema de ensino é uma instituição de valor reconhecido

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por todos. Desde a nascença que as crianças têm o apoio do estado, bons infantários, escolas modernizadas e excelentes universidades. Os jovens não abandonam a escola sem que antes estejam preparados para o mercado de trabalho, quer com um curso tecnológico quer com um curso superior. No meu país não há praticamente doenças mortais e a esperança de vida situa-se acima dos 90 anos. O país é bastante ecológico, fazemos reciclagem, utilizamos transportes públicos e não privados e na agricultura evitamos a utilização de pesticidas e fertilizantes As pessoas todos os meses doam dinheiro, roupa e alimentos para casas de acolhimento de jovens. Todas as pessoas são solidárias. O sistema político do meu país é muito sólido, assente numa democracia bastante institucionalizada, poder-se-á dizer que os políticos gozam de uma imagem bastante favorável na população. Não são conhecidos escândalos políticos ou financeiros. Os eleitos e os não eleitos respeitam-se mutuamente, o governo ouve imenso a oposição e as críticas são sempre construtivas. O sistema social é exemplar, as pessoas são protegidas desde que nascem até que morrem não lhes faltando nada desde o ensino, á saúde etc. Existe diversidade cultural e não há qualquer elemento ou acção de racismo entre a comunidade. É assim que é “O Meu País Ideal”, não totalmente perfeito nem uma completa desgraça. Aqui fica o meu convite para qualquer dia me vir fazer uma surpresa. Ana Carolina Costa nº2

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O meu País ideal

Ana Francisca Pacheco nº3

No meu País ideal não existe qualquer tipo de descriminação, nem racial, nem social, nem cultural. Nenhuma. Existem religiões variadas e tal como tudo o resto são respeitadas e praticadas. Toda a gente se respeita mutuamente e a si própria. Há uma protecção muito grande principalmente dos mais velhos para com os mais novos, embora também exista dos mais novos para com os mais velhos. O País preocupa-se com as gerações futuras pois os projectos são a longo prazo. Ninguém é pobre nem rico pois as pessoas que ganham mais dinheiro são obrigadas a dar parte do seu ordenado para investir no País e fazer com que este se torne melhor a cada dia que passa. Todos têm acesso à saúde e educação sendo esta gratuita e pública. Ninguém é escravizado. Todos são livres e todos têm direitos. As crianças brincam e os adultos deixam-se levar pelas brincadeiras. Os sorrisos são aos milhares e a felicidade é como o ar que todos respiram. A guerra não existe neste País e todos os problemas, por mais complicados que sejam, são resolvidos. Os habitantes contribuem para a felicidade deles e do País. As doenças são poucas e todas têm cura, da mais simples á mais complicada. Os hospitais têm um serviço excelente e a medicina está muito avançada. Os partos correm todos bem, e sem qualquer problema.

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Em relação à energia, sendo toda renovável, tem um impacto ambiental nulo. Todos tendem a agir para o bem do meio ambiente sendo obrigatório fazer a reciclagem. São gestos que parecem simples mas que reduzem bastante os gastos de energia. Existe uma grande preocupação com o ambiente e com tudo o que lhe esteja relacionado. Os animais vivem em total liberdade não havendo uma única loja de animais nem nenhum animal de estimação. Por outro lado a pesca, por exemplo, é muito controlada. Os peixes são estudados para que em nenhuma época haja espécies marinhas em vias de extinção. É proibida a utilização de qualquer tipo de spray. A alimentação é bastante saudável, à base de vegetais e de agricultura biológica e há um cuidado enorme com a água pois ela é um bem essencial á nossa existência. A paisagem é um património natural a preservar. Tentamos sempre que as construções a realizar não desarmonizem nem massifiquem a paisagem. Cuidamos dos espaços verdes que estão por todo o lado e as praias situam-se longe das construções pois há uma grande preocupação em preservar a natureza. Em relação à agricultura, é natural e biológica sem utilização de pesticidas e herbicidas. Os adubos são todos naturais e não há cultivo de outras plantas para além das da época. Apesar deste País ser desenvolvido, não se encontra desarranjado nem poluído. A violência não existe, nem física nem psicológica, simplesmente foi extinta. Não há pais nem mães a baterem nos filhos, não há maridos a baterem em mulheres e os problemas são resolvidos através de conversas e todos os assuntos são abordados, falados e discutidos. São raros os carros e os poucos que existem são para situações de emergência (incêndios, emergências médicas, etc). Há uma vasta linha de transportes públicos que neste país são todos eléctricos. Muita gente opta por andar de bicicleta pois preocupam-se com o meio ambiente.

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Neste País não existe estado nem nenhum órgão que o comande. A solidariedade e a bondade das pessoas é tanta que a população consegue gerir e liderar o país de forma organizada de modo a que todos os residentes intervenham, expressando a sua opinião em todas as decisões e escolhas do País. As artes são muito valorizadas desde a fotografia à pintura, à moda e à dança. Enfim, tudo é apreciado e apoiado e existe uma competição saudável entre as variadas vertentes das artes e uma vontade em progredir e em fazer as coisas de forma a chegar sempre perto do nosso melhor.

Ana Francisca nº3

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O meu país ideal Ana Raquel Machado nº4

Não há nenhum país neste mundo que seja perfeito, magnífico ou especial. É claro que há países que têm praias de sonho, jardins coloridos, paisagens espantosas e espécies de animais e de flores extraordinárias. Mas também há muitos países que estão com grandes problemas, tais como crises financeiras e económicas, assaltos, poluição, guerras, traficantes de droga, prostituição, homicídios, mendigos, entre outros… Mas o meu país ideal tem de ser perfeito, magnífico, especial e ÚNICO. O meu país ideal tinha que ter todas as qualidades que qualquer mundo deveria ter. Por exemplo, praias de sonho, jardins coloridos com plantas bonitas, paisagens esplêndidas e espécies de animais e plantas espantosas! No meu país ideal os serviços públicos (escolas, hospitais, finanças, tribunais, etc.) teriam de ter óptimas condições e infra-estruturas. Todas as escolas teriam de ter muito boas condições, ter professores com um bom relacionamento com os alunos e com um grau de exigência normal. Também todos os alunos teriam de respeitar os professores e os funcionários e nas escolas todos os alunos tirariam sempre positiva. Os hospitais também deviam ter boas condições com bons enfermeiros e bons médicos… Resumindo, tinha de ser tudo muito bom. As pessoas tinham de se sentir felizes todos os dias! Tinha de ser um país feliz onde todas as casas tinham uma piscina e um jardim. Cada pessoa tinha de ter um carro eléctrico e cada família devia ter no mínimo dois animais de estimação.

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Nos parques tinha de haver jardins muito coloridos cheios de flores lindas. As pessoas não deixariam nem um resíduo de lixo no chão, muito menos deitar fogo. Podia-se acampar mas depois devem deixar tudo limpo. Nos restaurantes de “Fast-Food” a comida não engordava pois é muito boa apesar de, na realidade, ser má para a barriga. Nas refeições seria (dependendo do gosto…): - pequeno-almoço: panquecas, waffles ou crepes… - almoço: pizza, sandes, hambúrguer (sushi para quem gosta) - lanche: bolachas, queques, pastéis. O nosso país podia ser o melhor do mundo, mas nem sempre é fácil dirigi-lo. O mais certo é que, na realidade, os jardins iam todos acabar por ficar cheios de lixo, as pessoas iriam querer ter mais dinheiro e iam ficar tristes por uma coisa ou por outra. Será muito complicado manter a felicidade de todos os animais que ficam enjaulados ou presos nas casas de cada família. Há certas pessoas que querem mudar o mundo para melhor mas outras nem sequer querem saber disso. Com algumas destas ideias talvez pudesse mudar este nosso País para melhor… Talvez.

Ana Raquel Machado nº4

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Bárbara Marques nº5

O meu País Ideal No meu país ideal não existe ninguém que durma na rua, todos têm condições mínimas de habitação. No meu país ideal todas as doenças têm uma cura imediata e o suplemento médico está dentro de um comprimido, assim ninguém precisa de levar injecções. No meu país ideal todas as flores cheiram bem e ninguém sofre de alergias. No meu país ideal as mulheres não sofrem ao dar à luz. No meu país ideal não existem pessoas obesas, todas as pessoas são saudáveis e praticam exercício físico diariamente. No meu país ideal para além dos “homo” e “hetero” sexuais se poderem casar, também podem adoptar crianças se elas assim aceitarem. No meu país ideal toda a gente tem roupas apropriadas para cada estação do ano. No meu país ideal todas as pessoas têm direito a escolher a sua religião, não existem guerras e todos os povos das diferentes províncias vivem a sua vida em paz. No meu país não existe ganância nem fome e só chove às Quartas-Feiras. Durante o resto da semana faz sempre sol com uma ligeira brisa. Toda a água das chuvas é aproveitada e “reciclada” para água potável através de uma máquina inventada para o efeito. Essa máquina também extrai o sal da água e coloca lá os minérios necessários para que a água passe a ser potável. No meu país ideal todas as pessoas têm casas com painéis solares. No meu país ideal não existe nenhum animal em vias de extinção. Os animais que são encontrados na rua (como cães ou gatos), não vão

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para o canil mas são directamente encaminhados para uma reserva natural onde podemos lá ir para adoptá-los. No meu país ideal as ruas e as praças são muito tradicionais. O Natal festeja-se em dois dias seguidos e o Pai Natal existe mesmo e faz durante o dia de vinte e cinco de Dezembro milhares de crianças sorrir. No meu país ideal não existe tráfico de droga, nem tráfico de seres humanos, nem tráfico de órgãos. No meu país ideal a escola começa às dez da manhã e termina por volta das seis horas e trinta minutos e todas as escolas têm um coro. No meu país ideal só existe uma teste de avaliação por mês. No meu país ideal as pessoas só escolhem o curso que querem seguir no décimo segundo ano e não após o nono. No meu país ideal não existe violência escolar e o racismo é expressamente proibido. No meu país ideal as pessoas só podem comer fast food uma vez ao mês. No meu país ideal não existem vândalos e toda a gente tem emprego. No meu país ideal não existem moscas nem aranhas. No meu país ideal não existem acidentes nas estradas nem mortes causadas por excesso de velocidade pois nas estradas não existe trânsito caótico. No meu pai ideal as pessoas só podem conduzir com 20 anos de idade. No meu país ideal todos os carros trabalham a combustível biodegradável. No meu país ideal as pastilhas de mentol são expressamente proibidas. Em todas as lareiras do meu país ideal utilizamos lenha orgânica para gastar menos madeira. No país ideal os custos médicos são baixos em vez de serem elevados. No meu país ideal não temos problemas económicos. Bárbara Marques nº5

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O meu país ideal Beatriz Pereira nº6

No meu país não há guerras, crises económicas, racismo, pobreza, doenças, drogas, corrupção. Se me perguntarem como resolver estes problemas não terei resposta para tanto desafio, mas posso colocar aqui algumas ideias. No domínio da saúde somos um país com pessoas saudáveis porque todos praticam desporto. Desta forma reduzimos um grande número de doenças tais como a obesidade e outras associadas a problemas cardiovasculares. Por outro lado, o desporto ajuda a reduzir o uso das drogas e a violência, nomeadamente o bullying nas escolas. Temos também acesso gratuito a grande parte dos serviços médicos de primeira necessidade. Na educação, todos gozam do direito ao ensino gratuito e de qualidade. Ninguém é impedido de prosseguir os seus estudos por dificuldades económicas. Todos têm direito aos materiais escolares necessários. A escola não é um espaço de violência mas sim de convívio saudável entre todos. Os alunos respeitam sempre os seus professores; sabem como colocar as suas questões e fazem-no livremente obtendo sempre respostas. Estudam e conseguem obter aproveitamento escolar. Os professores fomentam uma relação próxima e compreensiva para com os seus alunos e tratam-nos todos de modo igual. Todas as pessoas conseguem acabar um curso e quando este termina obtêm sempre um emprego. No ambiente usamos sempre as energias renováveis e não há nenhum tipo de energia poluente ou potencialmente muito perigosa.

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Assim, no meu país não há energia nuclear. Os carros são, na sua esmagadora maioria, eléctricos ou movidos a energia solar. A energia eólica é uma alternativa muito usada e na nossa costa a forte ondulação produz uma fonte de energia útil chamada marmotriz. A arquitectura também é amiga do ambiente e assim construímos casas com painéis solares, placas térmicas isoladoras do frio e do calor e muitos materiais recicláveis. Nas cidades há grandes espaços verdes e os transportes públicos são o meio privilegiado de deslocação. As nossas cidades são limpas e sem lixo. Ainda no domínio do ambiente, existem leis que proíbem a caça de animais em perigo de extinção e leis que obrigam a plantar uma árvore por cada uma cortada. Temos também leis que proibem a utilização de pesticidas. Todos os habitantes do meu país ideal têm oportunidade de viajar para conhecer e aprender a respeitar novas culturas. Todas as cidades e vilas possuem bibliotecas públicas, cinema, teatro, museus e outros espaços de animação cultural. Castanhos, brancos, mulatos ou amarelos, portugueses, brasileiros, cabo-verdianos, ucranianos ou pessoas oriundas dos mais remotos locais não constituem um problema para o meu país ideal, pelo contrário são sempre bem-vindos e enriquecem o meu país com a sua diversidade. Penso que a tecnologia tem vindo a afectar cada vez mais os jovens de hoje em dia, especialmente a internet e o vício pelos computadores. No meu País ideal os pais controlam os programas e sites visitados pelos seus filhos e preocupam-se com o tempo que os seus filhos ficam à frente do ecrã. São obrigatórias actividades lúdicas alternativas que são praticadas ao ar livre com os elementos das diferentes gerações das diversas famílias tendo deste modo os computadores, a televisão e as consolas deixado de ser a actividade principal dos jovens e crianças deste meu país ideal.

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Beatriz Pereira nยบ6


O meu país ideal Carlos Fernandes nº7

Olá eu sou o Carlos, tenho 14 anos e o que venho escrever nesta folha é o que pretendia que fosse o meu país ideal. Gostava que no meu país ideal houvesse muito petróleo, pelo menos que chegasse ate o país acabar. Todas as províncias o teriam pois no tempo de crises em que nos encontramos todo o cuidado é pouco. Devemos conseguir assegurar o petróleo pois hoje em dia é muito utilizado quer seja para os automóveis, para os aviões, para os barcos, comboios, etc. Gostava também que não houvesse tabaco pois são milhares e milhares as pessoas que ficam com problemas graves por causa do tabaco. Para mim, o mais grave de tudo são as mulheres fumadoras que se prejudicam e podem até prejudicar a saúde dos seus filhos. Uma coisa essencial à vida humana seria que houvesse o triplo dos alimentos, comida e água que há neste momento. Infelizmente hoje em dia morrem milhões de pessoas por causa de falta de água e por causa da falta de alimentos (comida). No meu país ideal não existiriam pessoas órfãs nem pessoas deficientes pois a vida é muito complicada para eles. Todos têm os mesmos direitos. No meu país todos teriam imaginação e inteligência. Também gostaria que os animais fossem tão racionais como nós e pensassem antes de agir. Era bom se pudéssemos comunicar com eles pois acho que seria muito engraçado. No meu país todas as espécies, quer a humana quer os animais selvagens, teriam asas para voar. Seria muito engraçado.

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Gostava de ganhar o euro milhões no meu país ideal para poder partilhar com a minha família e doar uns 500.000 euros a pelo menos 5 instituições. No meu país ideal não haveria tornados nem cheias nem tsunamis nem terramotos. Acho que isso é muito violento para qualquer ser vivo.

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Carlos Fernandes nº7


O meu país ideal:

Catarina Sampaio nº8

No meu país ideal não há pessoas estúpidas que maltratam as outras, não há rapazes que usam as raparigas, não há violência nos namoros nem violência doméstica. No meu país ideal os rapazes têm sentimentos e não fazem sofrer as raparigas. No meu país ideal não há idosos doentes e todos estão sempre bem, pareciam adolescentes e ninguém morria nesse país. Havia mais espaços verdes para as crianças brincarem e para os adultos passearem. As pessoas não fumam, as mulheres são livres de fazer o que querem e todas são bonitas. No meu país ideal não se reduzem os salários, só se aumentam. Também não se aumentam os preços da alimentação. No meu país ideal ninguém é maltratado, não há rejeição, não há pessoas a querer prejudicar a vida de outras pessoas nem há pessoas invejosas. As pessoas são justas umas com as outras e não mentem para prejudicar. As pessoas trabalham menos tempo, os alunos não dão trabalho aos professores pois portam-se bem. Não há ninguém a viver na rua, não há ninguém desempregado e todos têm família e trabalhos decentes. No meu país ideal as pessoas são sinceras umas com as outras e são amigas dos amigos para o bem e para o mal, ou seja, são amigos de verdade. No meu país ideal as pessoas não são envergonhadas, são mais directas. No meu país ideal as pessoas não são mal-educadas com ninguém pois existe respeito e educação pelas pessoas. No meu país ideal não há crianças a morrer de fome, nem guerras. As crianças são livres e podem brincar à vontade. No meu país ideal…era tudo ideal, perfeito!

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Catarina Sampaio nยบ8


Gabriel Amaro nº9

O meu País ideal é o lugar perfeito para quem gosta de rock´n roll, hardrock, heavy-metal, grounge-rock e punk rock. No meu País as pessoas que tivessem gosto em aprender a tocar um instrumento como viola baixo, guitarra eléctrica ou bateria teriam aulas com os maiores e mais conhecidos de todos os baixistas, guitarristas e bateristas das mais famosas bandas de sempre como Slash, Jimmy Page, Jimmy Hendrix, John Paul Jones, Dave Grohl, entre outros. Os instrumentos também seriam todos das melhores marcas e no meu País apenas seria adorado Jimmy Hendrix. O meu País Ideal seria uma monarquia e nele reinaria o Rei Slash.

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O meu País Ideal

Inês Soares nº11

No meu país ideal reina a paz, a guerra não existe e nem sequer essa palavra. Actualmente os cabeçalhos das notícias não falam de outra coisa. Eu adoro imaginar o meu mundo ideal onde sou a melhor guitarrista e baterista de todos os tempos... Poderei andar em digressão com a minha banda favorita. Poderei ser a melhor patinadora no gelo de sempre, ganhar a taça europeia e também a mundial. No meu país todos teriam direito a uma pequenina ilha como, por exemplo, a de Tavira. Visitei essa fantástica ilha e fascinei-me como tudo pode existir num local tão pequeno! Tem pequenas lojas, um restaurante, casas e ainda uma praia. Quando comecei a escrever este texto não pensei que as coisas pudessem piorar. No dia seguinte instalou-se a aterradora catástrofe no Japão, um terramoto com 8.9 de intensidade na escala de Richter e também a explosão de um reactor nuclear. Existem mais alguns reactores em perigo de explodir e as réplicas sentem-se e multiplicam-se causando enorme devastação. Os trabalhadores que dentro dos reactores tentaram controlar a dimensão da catástrofe foram de uma enorme coragem pois a tarefa é obviamente perigosíssima. Os helicópteros ajudaram mas a radioactividade em torno dos reactores não os deixava aproximar. Foram também descobertos vestígios de radioactividade em produtos para consumo e alguns estavam já à venda nos supermercados.

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E falar de Portugal! Se os partidos políticos não aceitarem o PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) o primeiro-ministro demite-se. O que acabou por acontecer há algumas semanas atrás. Mas pediram ajuda externa e alguns dos países aceitaram «socorrer» Portugal. O valor aproximado é de 80 mil milhões de euros. Isto parece uma grande ajuda mas calculando as extravagantes excentricidades dos nossos governantes que querem mais algumas pontes sobre o Tejo, porque evidentemente 2 ou 3 já não chegam, um TGV para fazer a ligação entre Lisboa e Madrid, que custa mais de metade da ajuda externa e mais alguns devaneios inexplicáveis, como será? Com estas coisas a acontecer neste mundo e na pátria eu já nem consigo imaginar o meu país ideal. Mas, pelo menos nesse meu mundo, reina a música. Para mim a música é o meu maior sonho. Dou-me por perdida quando começo a ouvir as minhas bandas, cantores e cantoras favoritas. Provavelmente essa é a razão por não estudar aquilo que devia e não estou a ser irónica. Começo a ouvir música e só acabo quando a voz imaginária da minha mente me diz para parar e fazê-lo de imediato. No meu mundo imaginário e perfeito eu seria descoberta como guitarrista sensação num festival de rock pela minha banda predilecta. O guitarrista dessa mesma banda, que ocupa o lugar de um dos melhores do mundo e o meu preferido – Tom Morello – deixa-me gravar com ele um dos meus temas, ou três ou cinco. Vou também poder compor músicas com ele. Para mim a música é o meu país, o meu mundo. Espero um dia estar a tocar num banda famosa ou compor para uma cantora ou cantor famoso, para um guitarrista ou baterista tanto se me dá. Se eu conseguisse sairia deste planeta com o sentimento de missão comprida. Se não o conseguir vou na mesma orgulhar-me de mim quando.

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Inês Soares nº11


O Meu País Ideal João Silva nº12

No meu País ideal as pessoas seriam todas pequenas para que uma simples banheira pudesse passar por uma grande piscina. No meu País ideal não existiria qualquer tipo de droga e todos os adultos receberiam o mesmo salário. No meu País ideal não temos petróleo porque tudo funciona com energias renováveis. No meu País ideal não há racismo. No meu País ideal a justiça funciona e é verdadeiramente justa. 27


O meu país ideal

José Pedro Santos nº13

Sobre o meu país ideal começo por dizer que não existem grandes diferenças a nível social. Existem algumas diferenças mas não tão significativas como na vida real. No meu país não há comida para ricos, a única diferença entre a comida é a comida de cão e de gato. De resto, no meu País não existem pessoas a gastar mil euros num jantar para depois outras, ao lado dos restaurantes, comerem os “restos dos ricos”. Não há pessoas a trabalhar na força aérea, na marinha nem em nada que respeito diga à guerra porque em todos os países deste mundo imaginário não há guerra. Não existem pessoas a morrer no meio de campos africanos por causa de minas e outra armas fabricadas por pessoas que não conhecem o verdadeiro significado da palavra Homem. Não há pessoas manipuladas mentalmente por homens sem coração e que são obrigadas a seguir pisadas com rumo à destruição humana. Porque existem pessoas cujo único passatempo é destruir as vidas alheias? Porque existem pessoas que só pensam em si e não pensam no mundo como um todo? A vida pode ser entendida como uma hipótese de servir os outros, a si, honrar a família e sobretudo honrar-se a si próprio. A resposta? Eu não sei como responder as estas perguntas simples para alguns. Compete aos adultos responder a estas perguntas e sobretudo passarem as respostas para as gerações seguintes para que, de geração em geração, se possa acabar com algumas injustiças.

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No meu país ideal quem supostamente tem cargos mais importantes dá tudo pela felicidade das pessoas em seu redor. Nesse país as pessoas são todas saudáveis mas por incrível que pareça não existem ginásios. Porquê, se é onde as pessoas se deslocam para serem mais saudáveis? Não sei, é o que a minha imaginação me diz para eu dizer. O Basquetebol, claro está, é o “desporto rei”. É a modalidade com maior investimento. O cinema é grátis no meu país e no mundo imaginário de que já falei e em que o meu país está inserido. O tempo de aulas é mais reduzido e não existe estudo acompanhado. A escola começa à terça-feira e acaba à sexta-feira e o FIM DE SEMANA começa ao sábado e acaba na segunda-feira. Desta maneira, problemas como o cansaço e a falta de gosto pela escola eram espectacularmente minimizados. As férias de Natal, Carnaval e Páscoa têm quinze dias e as férias de Verão são de quatro meses. Sobre o meu país não tenho mais nada a dizer, mas sobre o contraste entre a vida real e o imaginário tenho mais umas linhas por preencher. Começando pelo imaginário. Não sei se é um sítio se é um vazio. As coisas por lá tanto correm muito bem como muito mal. Isso depende do que cada um tem como objectivo na vida real. Na vida real há grandes contrastes. Chega-se com facilidade a qualquer um dos extremos, que estão bem perto. Aos olhos de quem realmente vê o mundo como ele é, por vezes confundem-se. Na minha opinião, quando uma pessoa acorda do imaginário para a vida real e esta é um pesadelo, algo está errado. E é assim o meu país ideal.

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Joรฃo Pedro Santos nยบ13


O Meu País Ideal

Luís Godinho nº14

O meu país ideal seria um país onde não existiria guerra nem problemas financeiros. Todos os pais seriam bons para os seus filhos e a televisão não teria publicidade. Os produtos seriam todos muito mais baratos. Existiriam campos de futebol e de rugby em todas as casas. A electricidade não seria paga e todos poderíamos jogar computador e playstation à vontade. Haveria cinco centros comerciais por cidade com imensas lojas com produtos à nossa escolha e seriam todos muito acessíveis. Seria um país todo junto à costa com praias em todas as cidades. Seria um país pequeno porque países grandes dão muito trabalho. As televisões teriam todos os canais desbloqueados. Todas as pessoas teriam muito dinheiro e não existiriam ladrões. Na escola as aulas eram todas reduzidas a apenas quarenta e cinco minutos cada disciplina. Teríamos todos os dias tardes livres. Acabaríamos as aulas aos quinze anos. Essa seria a idade em que nos tornaríamos adultos. Existiriam apenas três valores para a avaliação e os testes seriam muito mais fáceis. Catástrofes naturais eram impossíveis de acontecer e chovia dinheiro em vez de água. O tabaco seria proibido. Todas a casas teriam a tecnologia mais avançada. Todas as raparigas bonitas se apaixonariam por mim. Poderíamos ter carro aos catorze anos e mota aos dez anos de idade.

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Conclusão: Todos poderíamos viver bem e como nós quiséssemos. Seríamos saudáveis e felizes. Este seria o meu país ideal e agora todos podemos imaginá-lo sabendo que não passa apenas da nossa imaginação. Fica aqui o meu sonho.

Obrigado

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Luís Godinho nº14


O Meu País Ideal

Manuel Costa nº15

Actualmente Portugal está em crise política o que não tornou as coisas mais fáceis. As empresas continuam a fechar ao mesmo tempo que a pobreza e as taxas de desemprego crescem. O país pediu ajuda externa mas em troca deverá enrijecer ainda mais o programa de severidade. Um país ideal seria um país que colocasse a educação para todas as crianças em primeiro lugar, que tivesse em conta o respeito entre as pessoas longe da violência, dos roubos e da droga, problemas estes que são, actualmente, muito comuns. Muitas crianças deixam de ir à escola porque os pais não conseguem suportar todas as despesas o que não devería acontecer se todos tivessem as mesmas possibilidades para aprender. Um país sem corrupção, com impostos mais baixos, sem tantos lucros para o Governo e que valorizasse mais os nossos produtos do que os importados seria uma ilusão... dentro da nossa realidade. Se tivéssemos um país com maior oferta de empregos, um baixo índice de mortalidade infanil, escolas e faculdades com qualidade de ensino considerável, havería igualdade para todos. Mas enquanto os políticos continuarem a aumentar os gastos no que é desnecessário, nunca teremos uma economia estável para ter um país que ofereça boas condições a todos os cidadãos. O ambiente que nos rodeia também deve ser preservado. Nos países em desenvolvimento a maior parte dos problemas do ambiente são causados

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pelo subdesenvolvimento. Milhões de pessoas continuam a viver muito abaixo dos níveis mínimos privando-se do que se considera essencial quanto à alimentação, vestuário, habitação, educação, saúde e higiene. Tais países devem portanto orientar os esforços no sentido do desenvolvimento. Nos países industrializados os problemas do ambiente estão geralmente relacionados com a industrialização e o desenvolvimento tecnológico. O crescimento natural da população coloca problemas de preservação do ambiente e, por isso, devem-se adoptar políticas e medidas apropriadas para os resolver. É a população que estimula o progresso social, cria a riqueza, desenvolve a ciência e a tecnologia e, com muito trabalho, transforma continuamente o ambiente. Com o progresso social e a evolução da ciência e tecnologia, a capacidade humana de melhorar o ambiente aumenta de dia para dia. O governo é o principal responsável das políticas e da acção a realizar em assuntos relacionados com o ambiente. Quanto às florestas, a violência e a extensão dos incêndios têm destruído, nestes últimos anos, centenas de hectares de floresta. A ausência de uma política de ordenamento e gestão florestal, o desconhecimento real das áreas florestais, a ineficácia das medidas de prevenção e combate dos fogos florestais, o abandono de extensas áreas florestais associadas a certas situações atmosféricas ou a acções criminosas, são exemplos de causas deste elevado número de incêndios, as quais devem ser combatidas. Se todos contribuirmos para um futuro melhor podemos renovar o nosso país e fazer dele o ideal Manuel Costa nº15

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O Meu País Ideal

Manuel Santos nº16

No meu País ideal tudo é belo e as pessoas gostam todas umas das outras. Não há guerras nem há miséria. No meu país ideal os pássaros, que deveriam voar, não voam. São transportados por grandes borboletas que os carregam. Esses pássaros tem um dom muito especial – as suas fezes caem em forma de rebuçados, gomas, chupas, etc. Eu sempre imaginei que o mundo ideal seria aquele em que todas as pessoas se respeitassem e não tivessem inveja. Seria um mundo sem o humor rancoroso dos indivíduos da sociedade chamada “a sociedade do futuro”, onde as pessoas são más e onde, ao que parece, não vai haver dinheiro e vai acabar tudo na miséria. Alguns até dizem que o mundo vai acabar em 2012. Até o mundo ideal precisa de um pouco de malícia mas algumas pessoas exageram demais. No mundo ideal também precisamos de dinheiro pois sem ele não temos moradias, comida, vestuário e outros confortos modernos como a energia eléctrica, a TV por cabo e a Internet.

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O Meu País Ideal

Marco Maínha nº17

No meu País as crianças são a primeira prioridade e todas seriam tratadas de igual forma tendo direitos iguais. Nenhuma teria mais dinheiro ou comida que outra e teriam direito a ter uma boa educação. As mulheres teriam os mesmos direitos dos homens, não teriam de suportar serem postas de parte, em alguns casos, só por serem mulheres. Não haveria violência doméstica ou não doméstica por parte de nenhum dos sexos para com o outro ou entre o mesmo sexo. Não existiriam ricos nem pobres pois todos teriam o mesmo salário e nenhum teria de passar fome ou viver na rua. Existiriam também postos de trabalho para cada habitante do País e uma casa para cada um também. Os impostos seriam baixos e logo à nascença as crianças sabem que terão uma casa para quando forem mais velhas. Água, luz e gás seriam muito baratos e no meu País só se usaria energias renováveis e seríamos o País com a menor pegada ecológica do mundo. Poluir é proibido e como tal todos respeitam essa regra. Ao terminarem o 12º ano de escolaridade os alunos teriam direito a bolsas de estudo não tendo de pagar a universidade. Claro que voltariam para o meu País no caso de tirarem o curso fora dele, para nele trabalharem pois nele existiriam todos os tipos de postos de trabalho.

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O meu País ideal seria um tipo de País onde todos queriam estar. Não haveria polícia ou qualquer tipo de segurança pois não existiriam criminosos para cometer crimes.

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Marco Maínha nº17


O Meu País Ideal

Pedro Ferreira nº19

Quando este projecto de fazer uma redacção sobre o que era para mim o meu País ideal veio para cima da minha mesa, tive de pensar primeiro numa pergunta. A pergunta era “o que e que é um País ideal”? Durante a aula estive a pensar e comecei a fazer uns rabiscos na minha folha mas acho que não pensei no verdadeiro significado da pergunta. Naquela altura pensei; “para mim um País ideal é um País onde não existe guerra, não existe corrupção, é um País onde toda a gente anda feliz e há doces para as crianças a caírem das arvores.” Mas agora que não estou com o calor do momento consigo pensar no verdadeiro significado da pergunta. O que é um País ideal? É uma boa pergunta mas na minha opinião nunca irá haver um País ideal porque um País é constituído por vários elementos e não só por mim. Se eu quisesse construir o meu País ideal poderia não corresponder à vontade das outras pessoas naquilo que é a sua ideia do seu País ideal. Por esta razão eu nunca irei ter o meu País ideal. O que poderei ter é um País modelo! E este pensamento do País modelo fez-me lembrar uma outra pergunta importante; “Como se constrói um País modelo sem ter o respeito pelas diferenças e pela vontade de cada um”?

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Todas as pessoas são diferentes e devemos respeitar essas diferenças. Todas as pessoas tinham o direito de manifestar a sua ideologia. Neste País todos são iguais, não importa se são chefes de governo ou se são agricultores no seu pequeno quintal. Mesmo tendo um governo que tomaria as decisões pelo povo, esse pequeno agricultor tem o direito de chegar à porta do escritório do chefe do governo, sem marcação, e dizer que não concorda. Perante essa situação o governo teria de melhorar essas decisões ou tentar melhorá-las para que toda a gente fique de acordo. Mas novamente outra pergunta me veio à cabeça: “Como se pode governar um País e comandá-lo se toda a gente entra pelo escritório e começa a discordar pelas mínimas coisas com que não se concorda?” Por isso, para mim, o País só podia ter 365 pessoas. “365 pessoas?” Devem estar-se a interrogar porquê tão poucas! A razão de ter escolhido o número 365 é por causa do número de dias que existe num ano. Cada dia seria “dado” a cada pessoa deste País. E também haveria 365 leis! Agora devem estar a pensar porquê tantas leis. Cada pessoa teria a sua lei e no seu próprio dia do ano podia ir ter com o chefe do governo e podia falar abertamente sobre a sua lei. Mas certamente que haveria alguém que discordaria da lei da outra pessoa. Assim, no seu dia, a pessoa que discorda iria falar com o “chefe “ não só para modificar ou melhorar a sua lei mas também para dar opiniões sobre as outras leis. Pelo que estou a dizer vemos como é fácil passarmos a discutir mais quem governa e como se governa do que as ideias fundamentais. Vou assim regressar à minha procura inicial de definir um País modelo ou os modelos fundamentais para organizar um País onde seja bom viver. Não pode ser um País muito grande, mas também não pode ser uma pequena aldeia. Devido ao limite de população, seria um País onde cada gente

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tinha a sua terra e onde cultivava o seu próprio alimento. Não teria muitos centros comerciais mas simplesmente um porque as pessoas, às vezes, precisam de coisas que não crescem do chão. Não teria fábricas nem nada que poluísse o ambiente. Teria muitos espaços verdes e muitos locais para se fazer esforço. Cada pessoa devia ter o seu próprio “campus desportivo” onde pudesse praticar qualquer desporto, fazer ginásio e muitas outras coisas que nos fazem bem não só à saúde mas também para descontrair. Cada pessoa vivia numa vivenda onde podia escolher o tamanho e o espaço. Tinha tudo o que precisasse e tudo o que lhe agradasse. Não haveria prédios porque ao redor da vivenda haveria o seu quintal e o seu campus desportivo. As pessoas não precisam de ir para muito longe para ter uma vida saudável. Eu considero que a escola é uma parte importante da nossa vida e sem ela não seremos ninguém e o nosso futuro seria apenas fazer o errado. Por isso, as nossas escolas teriam os melhores professores, teriam o melhor ensino para ter um bom futuro. Seriam os melhores professores a dar as matérias e seriam nossos amigos, ajudar-nos-iam não só na disciplina mas também na vida. Para terminar gostaria de dizer umas últimas palavras. É impossível haver um País ideal. Podemos construir um País modelo mas mesmo isso já e difícil. Para haver um País ideal, para lá dos bens materiais, para lá da educação e das leis e de tudo o que mencionei neste texto, o que é preciso haver é FELICIDADE.

Pedro Ferreira nº19

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O Meu País Ideal

Rita Paulo Fonseca nº20

Gostaria que pudesse existir um País ideal… Um País que não é perfeito mas que é o meu ideal de País. Reconheço que é complicado um País ser considerado “o País ideal”, pois há sempre algo de errado ou algo que não agrada a alguém, contudo há sempre um modelo, algo idealizado pelas pessoas de como um País deveria funcionar. O meu País de sonho, aquele em que um dia gostaria de habitar, seria um País pequeno, seria acolhedor e por isso as pessoas gostariam de viver nele e teriam até orgulho dele! A diferença do País dos meus sonhos para o real não passaria apenas pelo País em si mas também pelas pessoas que lá habitariam. As pessoas saberiam ser civilizadas e seriam sempre bem-educadas, todos se tratariam com respeito e nunca descriminariam nem julgariam ninguém. No meu País haveria pessoas de todas as cores e a palavra racismo não existiria pois nunca isso passara pela cabeça das pessoas. No meu País não existe um ideal de beleza, todos são belos, cada qual à sua maneira. As pessoas reconhecem e aceitam os seus defeitos. As diferenças das pessoas são motivo de orgulho e nunca de julgamento. No meu País existe a liberdade de expressão. As diferentes opiniões são ouvidas e aceites.

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No meu País investe-se nas artes. O teatro, a dança, a pintura, escultura, o canto e todas as outras artes são valorizados. No meu País existe imaginação e nada é impossível de concretizar, basta lutarmos pelos objectivos que queremos alcançar. No meu País existe ambição. No meu país não escondemos emoções, sabemos deixar-nos levar pelos sentimentos. A palavra amar existe. No meu País não existem desigualdades sociais pois todos os que trabalham têm um emprego em que nunca recebem abaixo das suas necessidades, por isso também não existem pessoas a morar nas ruas nem pessoas a morrer à fome. A riqueza das pessoas não era com base no dinheiro da conta bancária mas sim com base na sua educação, simpatia, entreajuda, com base em quem estivesse bem ciente dos seus princípios. As pessoas ricas seriam aquelas que ajudam uma pessoa em apuros, seriam pessoas capazes de colocar os outros à sua frente. Isso sim significaria riqueza no meu País. O meu País teria muitos espaços verdes e haveria ar puro para respirar. No meu País ninguém abandonaria os seus animais e todas as pessoas teriam respeito por eles, aliás, as pessoas iriam para o trabalho, para a escola ou para qualquer outro sítio montadas num pássaro que teria 4 metros de comprimento e 2 de altura e teria tantas cores quantas as que existem. Poderia ter-se permissão para andar nele sozinho a partir dos 12 anos de idade pois no meu mundo todos os jovens seriam responsáveis. Por causa deste meio de transporte não existiria poluição no meu país, nem sonora, nem atmosférica.

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Não existiria trânsito logo as pessoas não ficariam mal-humoradas e essa também seria uma palavra desconhecida para o meu País pois não existiria razões para tal acontecer. No meu País os adultos têm consciência que as suas escolhas afectam as gerações futuras. No meu País os adultos são responsáveis. No meu País…não existem vícios, tudo é regrado. No meu País há leis que são claras e propositadas e que são escrupulosamente cumpridas. No meu País ninguém faz mal a ninguém, não há violações, raptos, roubos, ninguém mata ninguém, ninguém comete excessos. O álcool é bebido moderadamente pois todos conhecem os seus limites, não existe droga, nem tabaco. Não existem doenças mortais e todas as doenças que existem têm cura. No meu País as crianças não sofrem. As crianças têm direito à educação. As crianças são educadas com base no bem, no respeito, na honestidade. No meu País todos têm igualdade de direitos e todos têm deveres. No meu País os jovens são ensinados a distinguir o bem do mal para que possam sempre fazer as escolhas acertadas. No meu País acredita-se que o saber não ocupa lugar. Acredita-se que ao cometermos um erro aprendemos com ele para não o voltar a fazer. No meu País aprende-se e valoriza-se os mais velhos, ouvem-se as suas histórias, provérbios, lendas, ensinamentos para a vida. No meu País valoriza-se o passado. No meu País as pessoas só morrem devido à idade avançada e não é uma morte dolorosa. As pessoas relembram as pessoas com saudade e com afeição. Os líderes do meu País (o presidente, primeiro-ministro, etc.) seriam competentes e governariam com vista aos verdadeiros interesses do País e dos

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cidadãos. Por isso, o meu País teria uma economia invejável e teria sistemas de saúde e de educação fantásticos. AMOR, FAMÍLIA, RESPEITO, HONESTIDADE, LIBERDADE DE EXPRESSÃO seriam os cinco pilares do meu País ideal. Compete-me a mim e a toda a minha geração mudarmos o rumo do nosso País. Como apenas posso imaginar o meu País ideal, prefiro tentar aos poucos ir modificando o País ou até o mundo em que vivo para que um dia se tornem verdadeiramente um País e um Mundo ideal.

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Rita Paulo Fonseca nº20


Rodrigo Fernandes nยบ21

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O Meu País Ideal

José Jorge nº23

No meu País ideal ninguém teria fome. Ninguém seria pobre nem ninguém seria rico pois não existiria dinheiro. Todos contribuiriam para uma sociedade mais justa e melhor onde todos teriam acesso a tudo sem exageros. Seria um País onde as pessoas teriam melhores condições de vida e de trabalho. Os adultos apenas trabalhariam nas áreas e profissões que gostavam. Nesse País todos se sentiriam em segurança. Os rios flutuariam no ar como nuvens e haveria pequenos oceanos de água doce por entre as árvores. No meu País ideal não haveria carros a combustível, apenas transportes ecológicos, bicicletas, carros e barcos que se movessem com energias renováveis. Não haveria grandes cidades, apenas vilas e aldeias. As casas seriam resistentes às intempéries e teriam uma construção anti-sísmica. A humidade não penetraria nelas pois teriam um bom isolamento térmico e seriam adequadas ao clima. Seriam muito acolhedoras. Apenas existiriam vivendas com belos jardins, quintais, espaços de lazer, etc. Não haveria assaltos nem violência porque todos se respeitavam.

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A palavra “impossível” seria desconhecida, tudo poderia ser feito desde que não houvesse prejuízo para os outros. A igualdade e a diferença seriam respeitadas. Todos os habitantes aprenderiam a fazer de tudo. Os idosos teriam sempre o apoio de familiares e amigos. Não haveria mortes dolorosas. Quando uma pessoa estivesse com problemas de saúde as outras juntavam-se todas e lutavam por essa causa, fazendo tudo o que podiam para salvá-la. As crianças teriam sítios de lazer como parques verdes com árvores e relva para brincar. Haveria vários campos de jogos e de futebol. As crianças poderiam andar na rua porque ninguém lhes faria mal. Os pais poderiam estar descansados pois toda a gente as protegia. Os pais não trabalhariam os dois ao mesmo tempo para que as crianças estivessem sempre acompanhadas por alguém mais velho, ou o pai ou a mãe. Todos teriam acesso ao ensino e este iria ao encontro do gosto de cada criança e das suas capacidades.

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Os jovens adultos teriam melhores condições de acesso ao trabalho e teriam maior segurança e apenas trabalhavam nas áreas que gostavam. As pessoas nunca iriam andar stressadas pois tinham todos os dias o seu tempo para momentos de lazer como: ir ao cinema, ao teatro, a concertos, visitar museus, ir ver um jogo de futebol e outros espectáculos, etc. Não haveria incêndios, corte de árvores irresponsáveis para obter lucros, e a poluição não existiria. Os animais teriam os seus habitats seguros e poderiam viver sempre sem sobressaltos. Não haveria destruição dos seus habitats. No meu país ideal haveria liberdade para todos os habitantes sem comprometer a dos outros. José Jorge Janela Ferreira nº23


Manuel Colaço nº24

Num País Ideal não há preto e branco Tudo tem cor Tudo é diferente Mas nada Preto ou branco Não há multimilionários antipáticos Sem amigos Sem familiares 48

Não há extrema pobreza Só muito amor E muita diferença Tudo cheio de cor


O Meu País Ideal

Diogo Abreu Henriques nº25

Um País onde as crianças nascem livres e que lhes ofereça tudo a que têm direito: amor, compreensão, igualdade na educação e na saúde, alimentação, bem-estar, enfim, o direito a tudo a que a nossa imaginação possa chegar. Um país onde o seu povo tenha a liberdade de exprimir o que pensa e o que sente, sem restrições. Um povo que além de viver em liberdade também seja educado para que saiba que tem direitos e deveres. No fundo, a educação é a base de toda a sociedade que queira viver em paz e em prosperidade. Um País onde a riqueza produzida pelo trabalho de todo um povo deve conferir igualdade de distribuição, salientando que o mérito deve ser considerado prémio e a “fuga ao trabalho deve ser penalizada. Um País onde os governos eleitos pelo seu povo devem cumprir o que prometem. A melhoria de vida de cada cidadão depende do que lhe é proporcionado: educação, saúde e trabalho. Todos os cidadãos têm direito à oportunidade que lhes deve ser garantida. Um País onde a saúde deve ser garantida a toda a população sem haver discriminação entre ricos e pobres e onde o acesso aos estabelecimentos de saúde deve ser rápido e eficaz.

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Um país onde efectivamente se faça justiça! A justiça deve estar ao serviço da liberdade e da igualdade de todos cidadãos que, por esse facto, deve ter um acesso mais facilitado e rápido Um País onde nenhum cidadão deve ser privado de se alimentar, de se vestir, de trabalhar e de gozar os seus tempos livres. Todos estes direitos (não esquecendo os deveres), poderão contribuir para que um País seja desenvolvido e onde o trabalho é fundamental para a felicidade e alegria de todo um povo. Um país que eu gostaria de chamar PORTUGAL e que neste momento vive em grandes dificuldades. Este povo, cuja história é grandiosa, saberá desenvolver ideias que, certamente, o farão mais forte num futuro próximo. Quero acreditar que o meu país deixará de ser o “parente” pobre da Europa onde estamos inseridos. Assim o queiram TODOS os Portugueses.

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O Meu País Ideal João Pimentel nº26

No meu País não devia haver guerras, corrupção, não devia haver pessoas mais importantes que outras pois no fundo somos todos iguais e todos importantes. Não devia haver pedófilos, ladrões. As pessoas quando nascem deviam ser todas sãs. Não devia haver rufias nem bulliyng. No meu País os empregos das pessoas deviam oferecer-lhes uma casa com piscina no Havai ou nas Caraíbas. No meu País metade do salário dos jogadores de futebol mais ricos devia ir para as pessoas mais carenciadas. No meu País os bilhetes para ir assistir aos jogos de futebol deviam ser grátis. No meu País os dias da semana só deviam ser dois e os outros cinco dias eram fim-de-semana. Os dias deviam ter 48 horas e não 24. No meu País não devia haver um regime fascista pois, assim, havia muitas desigualdades entre os cidadãos do meu país. No meu país os alunos nunca deviam ter mais de dois testes por semana e devia haver um dia nacional do aluno e nesse dia os alunos não iam à escola. No meu País os irmãos não se deviam chatear nem lutar. No meu País marido e mulher não se deviam separar. No meu País não era permitida a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. No meu País não era permitido fumar em locais fechados. No meu País não devia haver tráfico de droga. No meu País no Verão não devia haver uma gota de chuva. No meu País as pessoas deviam ser todas felizes e os idosos não deviam ficar a viver sozinhos e deviam ter uma atenção especial.

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No meu País não deviam existir certos canais de televisão mas devia existir um canal dedicado à comédia e “Talk Shows”. Os canais desportivos seriam todos gratuitos. No meu País devia haver uma engenhoca que desse para voltar atrás no tempo para corrigir os nossos erros e outra para arrumar o nosso quarto sozinho e para por a mesa. No meu País a internet devia ser grátis pois é um meio que devia ser acessível a todas as pessoas. No meu país não deviam existir alguns tipos de sítios de internet. No meu País não devia haver morte e as pessoas não deviam envelhecer. À nascença as pessoas já teriam emprego e casa garantidos. No meu País o Governo só era demitido se os partidos políticos apresentassem medidas esclarecedoras que pudessem melhorar a situação do país.

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O meu País devia ser um local com uma forte procura turísticas pelas praias que tivesse mas também pela sua História enquanto País. No meu País não havia acordos ortográficos. No meu País o S.L.Benfica devia ser campeão nacional de futebol todos os anos. No meu País ideal não havia crise pois os políticos não gastavam dinheiro em coisas desnecessárias como, por exemplo, submarinos. No meu País ideal as escolas deviam organizar visitas de estudo pelo menos uma vez por mês por cada turma e a educação devia ser grátis assim como os medicamentos para todas as pessoas. Com estas medidas penso que organizaria um bom País onde pudessem viver boas pessoas e bons cidadãos.


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Joรฃo Pimentel nยบ26


o (MeU) PaíS IdEaL FORMAÇÃO CÍVICA EDUCAÇÃO VISUAL

Professor João Santos

No meu País não há fome nem falta de luz, de calor humano, de sinceridade ou de justiça. No meu País as crianças são todas felizes porque possuem a capacidade de correr, de saltar, de abraçar e de serem abraçadas por quem lhes dá alegria. No meu País não há falta de sonhos, nem de magia, nem de sonetos, nem de poesia. No meu País as músicas que se escutam carregam as cores dos sonhos, os escritores são tão criativos como a espuma das marés que cavalgam as ondas que dão à costa. No meu País as mães não choram por perderem os filhos, os pais não gritam por estarem enervados. No meu País a água é sempre limpa, cristalina, pura e, em alguns lagos, até nasce gaseificada. No meu País existe ambição, vontade em ser melhor, em ultrapassar as dificuldades, em ganhar todos os amigos para as nossas causas e para as causas nobres dos outros. No meu País os idosos servem de exemplo e são escutados todas as tardes durante uma hora para ensinarem aos mais novos as verdadeiras lições. No meu País todos são artistas, todos são capazes de entender as diferentes Artes e delas retirarem as doses diárias de beleza para

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que todos os dias sejam iluminados. No meu país os animais andam livremente pelos seus habitats sem qualquer interferência ou maldade. No meu País não existe poluição, nem gases tóxicos, nem há vontade em mostrar que somos mais do que os outros. No meu País as pessoas guardam as memórias dos que já partiram com um imenso sorriso na Alma. No meu País todas as histórias de amor possuem finais felizes. No meu País a inteligência demonstra-se sobretudo através daquilo que não se faz. No meu País não existe o medo de errar porque todos os erros são utilizados para aprender a forma correcta de executar.

Este foi um projecto que a turma abraçou. Um País ideal não existe, procura-se construir. Um País ideal surge nas ideias e nas palavras de cada um. E tu? Já imaginaste como seria… O teu País IDEAL?

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IDEIAS ( finais ) DE TODOS NÓS Um País Ideal é um País onde não há fome ( Alina Salata ), onde não existe desemprego ( Ana Carolina ), onde ninguém é escravizado ( Ana Francisca ), é um País com praias de sonho e jardins coloridos ( Ana Raquel ), onde todas as doenças têm cura imediata ( Bárbara Marques ), onde a arquitectura é amiga do ambiente (Beatriz Pereira), onde todos possuem imaginação e inteligência (Carlos Fernandes), é um País onde não há violência nos namoros nem violência doméstica (Catarina Sampaio), onde há gosto pela música (Gabriel Amaro), onde reina a paz, a guerra não existe e nem sequer essa

palavra ( Inês Soares ), é um País onde a justiça funciona e é verdadeiramente justa ( João Silva ), onde não existem diferenças a nível social (José Pedro), onde todos os pais são bons para os filhos ( Luís Godinho ), é um País que coloca a educação de todas as crianças em primeiro lugar ( Manuel Balocas ), onde todas as pessoas se respeitam e onde não existe a inveja (Manuel Santos), é um País onde as mulheres têm os mesmos direitos dos homens ( Marco Maínha ), onde todos têm direito a manifestar a sua ideologia (Pedro Ferreira), onde as diferenças das pessoas são motivo de orgulho e nunca de julgamento (Rita P. Fonseca), é um País onde os rios flutuariam no ar como nuvens e haveria pequenos oceanos de água doce por entre as árvores (José Jorge Janela), é um País onde não há preto e branco e tudo tem cor (Manuel Colaço), um País onde o povo tem a liberdade de exprimir o que pensa e o que sente, sem restrições ( Diogo Abreu Henriques ), é um País onde as pessoas são todas felizes e os idosos não ficam a viver sozinhos ( João Pimentel ).

ESTE É O PAÍS IDEAL DE TODOS NÓS

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o (MeU) PaíS IdEaL da turma C do oitavo ano 2010-2011 ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA DONA MARIA

O MEU PAÍ IDEAL  

Livro dos alunos da turma C do 8ºano onde descrevem e ilustram o que consideram ser o "seu País ideal".

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