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Segunda-feira, 17 de março de 2014

Página B4

Rodovia MS-080 - KM 71 Rochedo - MS

saúde

Gabriel Santos

O deputado estadual Paulo e Adriana Corrêa

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

Eles limpam o sangue, equilibram a pressão e regulam também a concentração de sal, potássio e outras substâncias do sangue. Além disso interferem no funcionamento de vários outros órgãos

Urina alterada é sinal que algo vai mal? E

les limpam o sangue, equilibram a pressão e regulam também a concentração de sal, potássio e outras substâncias do sangue. Além disso interferem no funcionamento de vários outros órgãos e, quando estão com algum problema, o corpo todo sente: a pressão arterial sobe, o corpo incha, a cor some, podem surgir falta de ar e náuseas e a comida não para no estômago. Quando não cuidamos bem dos nossos rins, muitos problemas podem acontecer, como nefrite, infecção urinária, cálculo renal, obstrução urinária e até insuficiência renal. Esses problemas podem ocorrer devido a fatores genéticos, mas existem outros fatores que podem colocar em risco a saúde dos rins. O principal deles é a alimentação, pois, se ela for rica em gordura e pobre em vitaminas e fibras, pode ser perigosa para esses órgãos. As proteínas, o sal e o açúcar merecem atenção especial. O consumo exagerado de proteína pode sobrecarregar os rins e levar ao desenvolvimento de uma inflamação que pode até entupir a passagem do sangue. Já o consumo exagerado de sal ou açúcar pode levar ao desenvolvimento de hipertensão ou de diabetes, que são hoje os maiores fatores de risco para as doenças renais, podendo levar à falência total dos rins. Sinal de alerta Saber se os rins estão saudáveis e funcionando bem é simples: basta observar a urina. Na maioria das vezes, sinais de problemas renais podem ser percebidos por

Divulgação

Quando não cuidamos bem dos nossos rins, muitos problemas podem acontecer, como nefrite, infecção urinária, cálculo renal, obstrução urinária e até insuficiência renal

meio das alterações na frequência, no volume, na cor e no cheiro dela. “A função dos rins é excretar na urina as substâncias do sangue que estão em excesso, que são tóxicas ou que não nos tenham utilidade”, explica o nefrologista Pedro Pinheiro, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Na urina é eliminado diariamente, além da água, sódio, cálcio, fósforo, ureia, ácido úrico e inúmeros outros produtos do trabalho metabólico do organismo, que aproveita o que serve e rejeita o que não deve ser assimilado. Uma urina saudável tem cor amarelo-clara, quase transparente, sem cheiro, com uma quantidade pequena de espuma e não provoca dor ou

desconforto ao urinar. Urinar muito frequentemente (especialmente à noite) pode ser sinal de problema. A maior parte das pessoas urina aproximadamente de quatro a seis vezes por dia, principalmente durante o dia. O aumento dessa frequência pode ser sinal de cálculo renal e até mesmo de aumento de próstata. Já quando o volume da urina aumenta muito (cerca de três a quatro litros diariamente), pode ser sinal de diabetes ou cistite. Ao contrário, a diminuição do volume da urina (menos de dois litros por dia), pode ser a manifestação de desidratação, irrigação deficiente dos rins ou obstrução do fluxo urinário. Alterações na cor da urina

também merecem atenção. “A cor da urina pode revelar a presença de doença nos rins ou em qualquer local do trato urinário, como no caso das hematúrias (presença de sangue na urina) que podem ser decorrentes de doença renal inflamatória, tumores, cálculos etc. Também quando ela está mais amarelada (concentrada) pode significar falta de ingestão de líquidos”, explica a nefrologista Maria Alice Barcelos, do Centro do Rim do Hospital 9 de Julho. “Além disso, alguns medicamentos que ingerimos também podem alterar a cor da urina sem que tenhamos propriamente uma doença renal, como no caso de alguns antissépticos, antibióticos e analgésicos”, diz.

Além da cor, o aspecto da urina pode ser uma dica para se identificar doenças precocemente. Uma urina com excesso de espuma pode se sinal de doença renal. Já uma urina “leitosa” pode significar a presença de pus. Por fim, urina com odor forte pode indicar cálculo renal. Cólica, pele seca e pálida também podem ser sintomas de que os rins não estão bem. Em qualquer um desses casos, a melhor atitude é procurar um médico nefrologista para fazer os exames. Afinal, quanto antes se diagnosticar e iniciar o tratamento de uma doença, maiores são as chances de sucesso do mesmo. Cuide bem deles Manter os rins saudáveis

não é uma tarefa muito difícil. Para isso, o primeiro passo é ter uma alimentação balanceada e praticar exercícios. Esses hábitos não apenas mantêm os órgãos funcionando corretamente, como também ajudam a prevenir doenças como diabetes e hipertensão, grandes inimigos da saúde dos rins. Quem já possui essas doenças precisa cuidar para mantê-las sobre controle para evitar complicações. Outra atitude importante é consumir bastante água. Quando se ingere pouco líquido, o rim pode ficar sobrecarregado. Beber cerca de dois litros por dia auxilia a purificação dos rins. “A ingestão de líquidos deve ser ao longo de todo o dia e mesmo antes de dormir, e deve ser adequado para propiciar uma diurese de pelo menos dois litros por dia. Deve ser dada preferência para água e sucos de frutas naturais, evitando refrigerantes e sucos industrializados”, aconselha o nefrologista Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Além disso, o cigarro e o álcool também são prejudiciais à saúde do rins. O cigarro pode fazer surgir placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. E o álcool sobrecarrega os rins, comprometendo seu trabalho de filtrar as substâncias do organismo. Tomando esses cuidados, você garante que seus rins tenham uma boa saúde. E todo seu corpo agradece. (Chris Bueno/Do UOL)


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