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esportes Verba

Santos atrasa direitos de imagem e aguarda cotas de TV para quitar dívida O Santos está com os direitos de imagem dos atletas atrasados em plena final de Campeonato Paulista. O clube ainda não pagou o valor correspondente de fevereiro, que venceu em março, e aguarda o adiantamento da receita das cotas de televisão de 2015, da TV Globo, para quitar a dívida. O montante deve pagar dois meses de direitos de imagem, já que o ordenado do mês de março vence no próximo dia 15. O Santos pagará o salário CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) dos funcionários e jogadores. No entanto, a diretoria aguarda dois bancos liberarem a verba da televisão para quitar a dívida principal. O clube pediu inicialmente R$ 15 milhões, mas o valor total da receita chega a R$ 53 milhões O Santos foi informado pelos bancos que a linha de crédito já está autorizada, mas a emissora de televisão responsável pela receita precisa enviar uma carta de anuência e assinar alguns documentos para liberar a verba. A folha de pagamento mensal do Santos, somando os atletas, gira em torno de R$ 10 milhões, dependendo do mês. Isso porque existem acordos e parcelamentos de luvas com jogadores em alguns meses do ano. Contabilizando somente os atletas, o Santos não paga menos de R$ 6 milhões por mês em direitos de imagem. A folha de funcionários, so-

mando o pagamento da CLT dos atletas, custa cerca de R$ 3,5 milhões por mês ao clube. Com os patrocínios pontuais conquistados na reta final do Campeonato Paulista, o Santos mantém em dia os pagamentos. Segundo assessoria de imprensa do Santos, os direitos de imagem dos atletas estão atrasados por alguns dias, mas deve ser quitado ainda nesta semana. O clube só alega que não aguarda o dinheiro da televisão para quitar a dívida, pois prevê outras receitas para resolver o problema. A diretoria santista ainda fez questão de lembrar que o clube paulista é um dos bons exemplos do futebol brasileiro quando o assunto é pagamento em dia de salários aos atletas. A antecipação de receita da televisão de 2015 foi aprovada em sessão ordinária no Conselho Deliberativo do Santos no final do mês passado justamente para não atrasar salários e direitos de imagens dos jogadores. Na ocasião, a votação gerou polêmica entre os conselheiros, pois o clube terá eleições em dezembro e a antecipação gera perda de receita da futura administração. Sem a aprovação do Conselho Deliberativo, o Santos não podia antecipar a verba da televisão, pois é proibido por estatuto comprometer receitas superior ao mandato da atual diretoria em beneficio de sua gestão.

De volta

CADERNO A8 Quarta-feira, 9 de abril de 2014

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

Agora, depois de uma longa negociação, volta ao Corinthians com a missão de colocar o time de Mano Menezes no lugar

Elias não estourou na Europa, mas movimenta muito dinheiro desde 2010

E

lias não foi o sucesso que se poderia esperar em sua passagem na Europa, mas nunca deixou de ser objeto de desejo de clubes, torcidas e cartolas. Desde 2010, embora tenha tido uma carreira errática, o volante movimentou 20,3 milhões de euros (R$ 49,6 milhões) em transferências, contando o retorno para o Corinthians, selado na última segunda. Os valores mostram o interesse que Elias desperta. Em 2010, o Atlético de Madri pagou 7 milhões de euros (R$ 15,4 milhões, na cotação da época). Para tirá-lo da Espanha, o Sporting pagou 8,85 milhões de euros (R$ 20,44 milhões). O Flamengo, para contar com o volante por um ano, pagou 500 mil euros (R$ 1,6 milhão). O Corinthians, por último, pagará 4 milhões de euros (R$ 12,2 milhões) em quatro parcelas até outubro de 2017. Na comparação com valores absolutos, é mais do que o Tottenham pagou por Paulinho no ano passado (17,5 milhões de euros ou R$ 50,75 milhões, na cotação da época) e meio Ozil, que foi ao Arsenal por 44 milhões de euros (R$ 127,6

Fábio Braga/Folhapress

O volante esteve longe de fracassar na Europa, mas também nunca brilhou como poderia

milhões). Elias, ao contrário dos outros dois, não esteve em alta com a sua seleção ou brilhou em um grande europeu. Pelo contrário. O volante esteve longe de fracassar na Europa, mas também nunca brilhou como poderia. No Atlético de Madri, em pouco mais de seis meses, marcou gols importantes e agradou a diretoria, mas esbarrou no técnico Quique Flores e no limite de estrangeiros do elenco. No Sporting, mais problemas. A primeira temporada em Portugal foi positiva, mas a maior contratação do clube de Lisboa não evitou que o time

terminasse na modesta quarta colocação, fora da Liga dos Campeões. Em crise financeira, o Sporting mudou de diretoria, atrasou salários de Elias e entrou em rota de colisão com o jogador, que em 2013 conseguiu ser emprestado ao Flamengo. Foi no Rio de Janeiro que o jogador viveu seu melhor momento desde o primeiro adeus ao Corinthians. Com a camisa rubro-negra, Elias foi o grande nome da conquista da Copa do Brasil, criou um laço forte com a torcida e esteve perto de ficar na Gávea. Agora, depois de uma longa negociação, volta

ao Corinthians com a missão de colocar o time de Mano Menezes no lugar. Ao menos foi essa a promessa que o treinador fez à diretoria quando decidiu contratá-lo. Elias vai chegar com status de estrela maior da companhia. Terá o maior salário e é o jogador que mais movimentou dinheiro na carreira, superando de Jadson a Paolo Guerrero, passando por Renato Augusto e Emerson Sheik. A ligação com a torcida, a boa relação com Mano e, principalmente, o futebol constante que ele sempre apresentou, devem garantir o futuro, apostam os dirigentes corintianos.

estádio

Caixa tem preferência para batizar Itaquerão O contrato entre a Caixa Econômica Federal e o Corinthians para financiar o Itaquerão prevê uma preferência para compra dos direitos sobre o nome (naming rights) da arena em caso de proposta de outra instituição financeira. Mas o clube informou que não há qualquer negociação com o banco para batizar o estádio. O blog mostrou como a Caixa tem controle sobre os negócios do Itaquerão a

ponto de poder excluir os corintianos da gestão da arena. E o banco tem especial prerrogativa sobre os direitos sobre o nome. De início, a Caixa tem que ser consultada sobre propostas para compra dos naming rights do estádio. Pela cláusula nona, item XLIV, está escrito que a Arena Itaquera, empresa que gere o estádio, tem que submeter à análise de crédito do interessado no negócio. Isso para

garantir que esse tenha capacidade de pagamento. Mas o item seguinte mostra que o banco pode ter interesse em batizar o estádio. É o que está expresso pelo texto que obriga a empresa da arena a apresentar qualquer proposta de outra instituição financeira pelo nome. Isso não significa que a Caixa vai fazer uma proposta para batizar o estádio. Questionado pelo blog pela

assessoria, Andrés Sanchez. responsável do clube pela arena, informou que não há negociação em curso com o banco. Segundo ele, a cláusula serve mais como proteção para o banco. Há conversas com outras empresas, mas nenhuma está próxima de fechar no momento. A Caixa Econômica foi perguntada sobre a intenção de fazer proposta pelo Itaquerão, mas não respondeu os questionamentos do blog.


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