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Quinta-feira, 15 de maio de 2014

SAÚDE

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A escoliose é uma deformidade na coluna que, muitas das vezes, só é resolvida com cirurgia

DIREITOS HUMANOS

Mutirão do Into para cirurgia na coluna beneficiará pacientes de Manaus

Divulgação

O

Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) promove até sexta-feira (16), em Manaus, mutirão para cirurgia na coluna. A finalidade é atender pacientes com graves deformidades na coluna – a maioria com escoliose. A ação do Projeto Suporte já beneficiou mais de 4 mil pacientes em todo o Brasil e atua principalmente na Região Norte. As cirurgias são feitas na Fundação Hospitalar Adriano Jorge. A escoliose é uma deformidade na coluna que, muitas das vezes, só é resolvida com cirurgia. Fatores genéticos estão entre as causas. “A pessoa que tem a deformidade, tem a estética alterada, tem uma tortuosidade na parte superior do corpo. Além da questão estética, tem a questão mais importante, que é a pulmonar. Quando a pessoa tem alteração da caixa torácica, o pulmão não se expande totalmente, aí a pessoa tem problemas. A insuficiência pulmonar pode levar até a morte”, explica o coordenador de Projetos Especiais do Into, Tito Rocha. A escoliose pode ser congênita e também ter uma causa determinada, que é uma deformidade na formação de uma vértebra, na separação dos segmentos da coluna. Ela faz uma curvatura lateral e o caso mais comum, segundo os médicos, é quando ela se desenvolve na adolescência, pois ela faz uma curvatura lateral na coluna e, na adolescência, os médicos não conseguem identificar as causas da doença. O médico conta que a escoliose pode ser tratada, com o uso diário de colete, se a deformidade tiver curvatura menor do que 40 graus. “Mas isso não faz com que ele cure a doença, mas impede que a

A finalidade é atender pacientes com graves deformidades na coluna – a maioria com escoliose

doença progrida, por isso é importante que o paciente faça o tratamento logo no início. Se a doença se desenvolver a cima dos 40º[graus], aí não tem como não operar. Só se resolve com cirurgia.” A cirurgia é feita para reduzir a deformidade da coluna e fazer com que ela fique reta, com uma curvatura de 0 grau. Na cirurgia, são co-

locados parafusos e hastes na coluna e depois é feito um procedimento para fundir as articulações da coluna. Com o passar do tempo, a pessoa fica reta e a coluna fica dura, para que ela não volte a ter a deformidade. “No período em que a coluna está consolidando, você tem que diminuir a mobilidade da pessoa, a pessoa pode se

movimentar, mas não pode fazer nenhuma atividade física que envolva impacto. A recuperação é imediata e o paciente já começa a se recuperar no pós-operatório, quando não tem mais a dor da cirurgia e aí já começa a sentar e a levantar da cama”, explica Tito Rocha. Com informações da Agência Brasil

Permissão para casamento homoafetivo completa um ano e DF registra 130 uniões No dia do casamento, Alessandra Lustosa estava de blusa social e gravata vermelha. Sua mulher, Yglessyanne Lustosa, de vestido branco com detalhes em renda e saia com camadas sobrepostas. A cerimônia ocorreu em um cartório de Taguatinga, cidade do Distrito Federal a cerca de 20 quilômetros da área central de Brasília, com direito a marcha nupcial e bolo com bonecas no topo representando as noivas. “Éramos o único casal do mesmo sexo no cartório naquele dia, e ela era a noiva mais bonita”, conta Alessandra. O casamento das duas foi um dos 130 que ocorreram no DF, desde maio de 2013, quando a união homoafetivo passou a ser permitida no país. O levantamento foi feito pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-Br) com dados dos 12 cartórios de Registro Civil do DF. O número foi obtido com exclusividade pela

Agência Brasil. Ontem (14), a Resolução 175 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que permitiu o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, completou um ano. “Para mim, é uma conquista muito grande dos nossos direitos. A sociedade acha que nosso relacionamento é errado, a Igreja acha que é pecado. Se a gente pode trabalhar, se paga impostos, por que não pode ter esse direito como qualquer outra pessoa?” Ela relata que as duas já moravam juntas há seis meses, mas que foi o casamento que tornou a relação pública. “Trabalho há 14 anos na mesma empresa, todo mundo suspeitava, mas não tinha certeza, até eu me casar com a Yglessyanne. Graças a Deus, todos aceitaram numa boa”, diz Alessandra, que é supervisora comercial. Elas planejam ter um filho. Agência Brasil


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