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brasil

Sexta-feira, 9 de maio de 2014

MANIFESTAÇÕES

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Lançamento da campanha em como objetivo é denunciar as políticas abusivas e antipopulares em relação à Copa

Movimentos sociais iniciam hoje série de protestos até a Copa do Mundo Arquivo/Uol

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ovimento sociais, que formam o coletivo Resistência Urbana, iniciaram ontem (8) uma série de manifestações até a Copa do Mundo para reivindicar direitos sociais e questionar os gastos públicos com o evento. Às 9h, começou a concentração para os protestos em três pontos da capital paulista: Metrô Butantã, na zona oeste; Estação Berrini, na zona sul; e Praça do Ciclista, na região da Avenida Paulista. A organização não divulgou os locais de destino dos manifestantes, mas o alvo são grandes construtoras, em especial, “aquelas que abocanharam os recursos da construção e reforma de estádios”, segundo os movimentos. “É o lançamento da campanha 'Copa sem povo, tô na rua de novo'”, cujo objetivo é denunciar as políticas abusivas e antipopulares em relação à Copa do Mundo”, explicou Guilherme Boulos, integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Além do MTST, participam do protesto o Resistência Urbana, Movimento Popular por Moradia (MPM) e Movimento de Luta Popular (MLP). Também compõem a ação mais de mil militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que chegaram à capital na quarta-feira (7), como parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária. O protesto por moradia que já ocorre na manhã de hoje na Avenida Dona Belmira Marin, na zona sul paulistana também faz parte da ação do movimento. Os manifestantes, que fazem parte do Movimento Anchieta de Luta, bloquearam o trânsito para reivindicar a construção de moradias pelo Programa Minha Casa, Minha Vida em um terreno de 68 mil metros quadrados, ocupado no bairro do Grajaú, na zona sul. As reivindicações do movimento são divididas em seis eixos, em referência à busca pelo hexacampeonato da seleção brasileira de futebol. No eixo moradia, eles pedem leis

para o controle do valor dos aluguéis, a formação de uma Comissão Nacional de Prevenção de Despejos Forçados e mudanças no Programa Minha Casa, Minha Vida. Na área da saúde, os movimentos querem o fim dos subsídios aos planos de saúde, o fim das privatizações e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o sistema público. No transporte, pede-se a redução imediata das tarifas,

a criação de um fundo federal para redução anual do valor das passagens e tarifa zero com controle público. Para a educação, as reivindicações são a ampliação e construção imediata de creches, 10% do PIB para o sistema público e que a política de cotas e assistência estudantil seja permanente.No âmbito da Justiça, eles querem a formação de uma Comissão Nacional da Violência do Estado contra a

Periferia, a desmilitarização da Polícia Militar e o fim dos tribunais especiais e leis antimanifestação. Por fim, no eixo relacionado à soberania, eles pedem a garantia do trabalho informal durante a copa, a prevenção efetiva da exploração sexual e pensão vitalícia para as famílias dos operários mortos e feridos durante as obras da copa. Com informações da Agência Brasil

SAFRA AGRÍCOLA

Produção de grãos deve chegar a 191,2 milhões de toneladas, prevê Conab A produção de grãos no Brasil deve chegar a 191,2 milhões de toneladas, segundo o 8º Levantamento da Safra 2013/2014, feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado hoje (8). Em relação à safra passada, o aumento será 1,4% ou o equivalente a 2,6 milhões de toneladas. Segundo a Conab, também houve aumento em relação ao levantamento anterior, de 600 mil toneladas, devido à recuperação das lavouras de soja, algodão, arroz e feijão, que tiveram menor influência de intempéries climáticas ocorridas nas regiões produtoras. No entanto, o trigo, cultura passível de sofrer mais os efeitos das mudanças do clima e por se encontrar no início do plantio, pode alterar o resultado. A cultura do trigo, neste

levantamento, apresenta incremento de 24,5% (mais de 1,35 milhão toneladas) em relação à safra passada, atingindo 6,9 milhões. A soja deve ter crescimento de 6,2% ou 5,1 milhões de toneladas, atingindo 86,6 milhões. O arroz também contribuiu, com aumento de 6,9% (812,6 mil toneladas), elevando-se a mais de 12,6 milhões nesta safra. O feijão total cresceu 26,8% (752,6 mil toneladas), chegando a 3,6 milhões. O milho total (primeira e segunda safras) sofreu redução de 7,7% (6,3 milhões de toneladas), devendo ser colhidas 75,2 milhões de toneladas. No ano passado, a produção chegou a 81,5 milhões. A primeira safra caiu 9%, totalizando 31,5 milhões de toneladas e a segunda, 6,8%, alcançando 43,8 milhões.

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