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Rodovia MS-080 - KM 71 Rochedo - MS

Gabriel Santos

A anfitriã da noite, Ana Leda Barbosa Lopes e a amiga, Cida Fachini Página B4

Sexta-feira, 6 de junho de 2014

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

Divulgação

Grupo Sampri mostra o melhor do samba de raiz Brilha Ilumina e deixa a noite colorida Você é a minha estrela preferida O pingente mais bonito do meu céu Guia Os meus passos, o meu verso e a poesia Você enche a minha alma de alegria E clareia os meus sonhos de menina Diga Quem te fez assim tão lindo e encantado Quem te desenhou um anjo abençoado Diamante precioso, pedra rara

Anda Vem correndo pros meus braços Eu te espero Teu sorriso me ganhou Como eu te quero Vem me ensinar a arte do amor Você é luz ... Só luz Pura luz ...Estrela Vem pra ficar Sonhar ... Eternizar Quem dera (Estrela – Renata Freire)

Magallly no cavaquinho, Luciana no Pandeiro e Renatinha no violão

S

empre preferi a música. Ela ouve o meu silêncio sem eu precisar me explicar. Mas sobretudo o samba representa além de uma particularidade, a herança na cultura popular brasileira além de consubstanciar ao meu ver a principal forma de brasilidade. Antes de tudo o samba contribui para a inclusão social e cultural quando se reafirma em sua descendência de matiz africana. O samba semeia a semente sadia da poesia.Aquela que suga a umidade das lágrimas e do suor para nascer. Assim é o grupo homenageado da semana,o talentoso: Sampri que nasceu - “As primas” posto que havia uma prima (eram cinco mulheres inicialmente) no grupo e quando de sua saída houve a inversão das sílabas e surgiu “SAMPRI” quando o grupo completou dez anos, no dia do Músico recebeu das mãos da Deputada Dione Hashioka a “Medalha Tom do Pantanal – Arara Azul” pelo comprometimento com a cul-

tura e o alcance e determinação que as irmãs mantinham seu trabalho. Desde 2005 o grupo, já com a formação atual com Magallly no cavaquinho, Luciana no Pandeiro e Renatinha no violão, resgatam a predominância da tonalidade maior. As vezes peça para voz solista ou na tríade de vozes utilizam o compasso binário e a linha melódica sincopada chamando o público nos refrões e nas quadras com versos em redondilha maior. Apesar da amizade pessoal com seus tios Paulo e André a paixão pelo samba está na veia. E o samba conseguiu constituir diversas parcerias inter-raciais como por exemplo Noel Rosa e Ismael Silva que além de unir “cores” também uniu o samba do morro e o samba da cidade. “Renata Sampri” uma das irmãs, no grupo; comenta: “Sabemos lidar com as raízes culturais do nosso Estado e confiamos no bom gosto do público,queremos mesmo é

música de qualidade” E assim seu repertório segue desde Noel Rosa a João Nogueira e de Cartola a Nelson cavaquinho sem esquecer o mestre Candeia, e seguindo os passos destes professores, querem contribuir com a MPB e eternizar a cultura diferenciada do samba tradicional e suas nuances. Para as três irmãs, um recado do Classe A. Pode mesmo acontecer que ainda não estejam devidamente valorizadas nem saibam quanto custa tocar e emocionar as pessoas com as belas letras e melodias harmoniosas do samba. Creiam, isso não traz desânimo nem malefícios. Nós que estamos comprometidos com a cultura e com os ideais do bem; não nos insultamos com as quedas e tropeços. O nosso objetivo é maior porque acreditamos que Deus reservou para os que tombam na luta e se levantam, o merecido e laureado título de: heróis da resistência. “ Não deixe o samba morrer!”

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