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Quarta-feira, 30 de abril de 2014

Página B4

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CABELO

Gabriel Santos

Lindos e Iluminados, os noivos Bruna e Rafael na igreja São José

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

Grampos, presilhas e topetes ajudam a disfarçar o corte errado. Veja dicas para não correr o risco de se arrepender

Reprodução TV Globo

Cortei a franja e não gostei, e agora? V

olta e meia, todo mundo precisa mudar o visual. Atores e atrizes, por exemplo, devem se adequar ao look de alguma personagem. Foi o que aconteceu com Giovanna Antonelli, que cortou uma franjinha para interpretar Clara, da novela “Em Família”, da Rede Globo. No entanto, em vez de virar tendência entre o público, o corte da personagem recebeu muitas críticas nas redes sociais. Tantas críticas, aliás, que levaram a uma alteração no penteado da atriz. Para quem está na televisão, mudar o penteado da noite para o dia é mais fácil: apliques, perucas e cabeleireiros incríveis estão sempre à disposição. Mas, para quem cortou a franja na vida real e se arrependeu, a mudança pode ser mais complicada. Cortei, e agora? A publicitária Raquel Ernesto sabe bem o que é esse arrependimento. Quando tinha vinte e poucos anos, Raquel cortou a franja

para ficar mais moderna. Ao sair do salão, tudo parecia perfeito, mas a felicidade durou pouco. “Na manhã seguinte, o choque. Franja torta, amassada, em pé. Era tudo menos o corte impecável do dia anterior. Pra piorar percebi um redemoinho bem no lado esquerdo da minha testa”, relembra Nos meses seguintes, Raquel viveu a base de “mini piranhas”, para conter os cabelinhos, e torcia para que os fios crescessem logo. Apesar da surpresa desagradável, essa não foi a primeira experiência de Raquel com a franja. Na adolescência, se inspirou na quase-xará Rachel, personagem do seriado Friends, e cortou uma franjinha porque “era moda, todas as meninas usavam a franjinha rala que cobria a testa parcialmente”. Hoje, aos 34 anos, Raquel usa um franjão na altura do nariz, para dar movimento ao cabelo. “Às vezes uso de lado,

às vezes divido ao meio, mas pelo menos uma vez por ano dou uma mexida na franja”. Essa mexida, aliás, por vezes é caseira. “Tem um tamanho exato da franja que sempre fica lindo, e dura duas ou três semanas. Quando esses dias passam, vem aquela vontade de manter o corte e é nesse momento que eu corro o maior risco e tento cortar eu mesma”, confessa Raquel. “É um desastre: fica curta demais, ou fica cheia de pontas, ou reta demais”, diverte-se. No rol de cabeleireiros amadores, entra a também publicitária Stefanie Larah. Há pouco tempo, levada por uma vontade de mudar e inspirada por celebridades como Alexa Chung, Stefanie pegou a tesoura e tosou a própria franja. “Eu mesma cortei em casa e não tive sucesso porque a franja ficou torta. Me arrependi por ter feito em casa, em vez de esperar e ir até um profissional”, lamenta. Com o estrago feito,

Giovanna Antonelli cortou a franja para interpretar Clara, mas foi muito criticada. A solução? Franjinha de lado

aí sim, Stefanie decidiu procurar ajuda especializada em um salão, “mas não tinha nada pra fazer, o melhor era esperar crescer”. Para aguentar as semanas que se seguiram, Stefanie usou e abusou de grampos e, quando possível, colocava a franja de lado. Hoje, a publicitária ainda tem vontade de cortar a franja, “mas outro estilo e com um profissional”. Dica profissional - Segundo o cabeleireiro Junior Carvalho, do C.Kamura São Paulo, uma

das piores coisas que a mulher pode fazer para seu cabelo é cortar a franja em casa. “Quando a gente corta no salão, são várias etapas para a franja ficar perfeita. É preciso desfiar as pontas antes de dar o corte com a tesoura e ainda cortar os cabelos da lateral, para que o corte não fique ‘blocado’”, explica. Além disso, Carvalho alerta que o corte deve ser feito com o cabelo molhado e dois dedos mais longo do que o comprimento ideal, pois o cabelo “encolhe” quando seco.

Mesmo que o responsável pela franja seja o melhor profissional possível, é imprescindível saber se você realmente combina com o corte. Primeiro, considere seu estilo pessoal. Mulheres clássicas costumam se dar bem com franjas retas, lisas. Já as mais modernas devem tomar cuidado para não ficarem com ar muito infantil. É fundamental que você não se deixe levar por uma tendência e pense bastante se o corte combina com você. Anita Porfírio , iG


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