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política

CADERNO A3 Quinta-feira, 15 de maio de 2014

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

O pré-candidato disse que está recebendo o apoio de várias lideranças do PMDB. Citou como exemplo os peemedebistas gaúchos

SUCESSÃO

Marcelo Cassal Jr/Abr

Eduardo Campos confirma que o PSB estará no palanque de Nelsinho Trad

O

pré-candidato do PSB (Partido Socialista Brasileiro) à Presidência da República, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, confirmou em entrevista concedida à rádio Difusora Pantanal, nessa quarta-feira (14), que seu partido vai apoiar a candidatura de Nelsinho Trad (PMDB) ao governo de Mato Grosso do Sul, respondendo a pergunta que fora formulada pelo jornalista e advogado Adilson Trindade. “Olha Adilson, na verdade Nelsinho foi um grande prefeito de Campo Grande e está preparado para suceder o governador Puccinelli e fazer um grande trabalho pelo Mato Grosso do Sul. Ele tem todas as condições de fazer esse belíssimo trabalho. Eu tive a oportunidade de acompanhar a gestão dele (Nelsinho) como prefeito e recebê-lo na condição de governador em Pernambuco para ver o nosso trabalho, o que fizemos nas áreas de educação e segurança, na questão

da saúde pública, no governo de gestão... Tive também a oportunidade, como deputado federal, de conviver com seu pai no Congresso Nacional. Temos nesse momento um conjunto de peemedebistas com tradição como: Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, Osmar Terra e tantos outros que estão tomando a decisão de apoiar a nossa candidatura. Eu estou muito feliz de ver o meu partido, comandado pelo prefeito de Dourados, Murilo Zauith e meus companheiros de partido começando um processo de diálogo e de entendimento para construirmos essa opção viável e segura, que é entregar os destinos de Mato Grosso do Sul ao Nelsinho Trad”. Mesmo entendendo a importância do debate interno, Campos destacou que o PMDB do Rio Grande do Sul já tomou a decisão de apoiar seu projeto político (sua candidatura à Presidência da República), e que o mesmo deverá acontecer em MS, diante a entendimentos avançados.

Willams Araújo

Ainda conforme o presidenciável, o sentimento de mudança é visível na maioria dos estados brasileiros. “O Brasil quer mudar por conta da estagnação da economia, retorno da inflação, o governo que aí está já envelheceu e diariamente agride a nossa consciência”, destacou. Para Campos, a decisão do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), de lançar candidatura própria após a frustrada tentativa de aproximação com o PT (Partido dos Trabalhadores), não interfere nos planos do PSB no Estado. “Começamos lá atrás com o PSDB, mas o fato é que fecharam com o PT e ficamos nessa situação. Evoluímos um debate com o PMDB e a decisão está tomada, vamos com o Nelsinho montar a chapa, mostrar o programa de governo

e romper esta polarização PT e PSDB”. O pré-candidato do PSB disse que está recebendo o apoio de várias lideranças do PMDB. Citou como exemplo os peemedebistas gaúchos, além de comentar a situação de Puccinelli, que declara apoio à reeleição de Dilma Rousseff (PT). Segundo Campos, a visão do governador leva em conta questões administrativas, já que precisa do governo federal para viabilizar projetos no Estado. Eduardo Campos defende uma parceria que seja benéfica para Mato Grosso do Sul culminando com a apresentação de um programa de governo. “O Brasil precisa tomar o rumo certo, o país registra baixo crescimento econômico, inflação em alta, juros em alta, arrocho fiscal sobre os

estados e municípios... Nosso objetivo é fazer uma etapa do debate do programa de governo em Campo Grande para que a gente possa assumir os compromissos com os grandes desafios da logística, dos investimentos em estada e ferrovia, em educação superior e qualificação profissional, investimentos que transformem efetivamente a vida do país que acorda cedo, que trabalha muito, que paga muito tributo, que muitas vezes não chega até o povo”, acentuou Campos. O programa, apresentado pelo radialista e jornalista B. de Paula Filho na Difusora Pantanal, mais uma vez saiu na frente, ou seja, tomou a iniciativa de ouvir os presidenciáveis. Primeiro foi o representante do PSDB, senador Aécio Neves, e agora com Eduardo Campos, do PSB.

MARCHA A BRASÍLIA

NA CAPITAL FEDERAL

Douglas diz que municípios não podem sobreviver de migalhas

Olarte visita Ministérios e se reúne com direção nacional do PP

Divulgação

Willams Araújo

O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Douglas Figueiredo (PSDB), disse nessa terça-feira (13), que os municípios não aguentam mais sobreviver de migalhas do governo federal por conta da péssima distribuição do bolo tributário nacional e da política econômica adotada no País nos últimos anos. Douglas lidera grupo de 30 prefeitos do Estado durante a XVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios), que será encerrada nesta quinta-feira (15). O dirigente se reportou principalmente a redução das receitas municipais durante a transferência de recursos da União como consequência dos programas criados pelo governo, cujo ônus em sua maioria sempre recai no “ombro” das prefeituras. Douglas critica, por exemplo, o fato de os municípios arcarem com as despesas da área de saúde pública, mesmo sabendo que todos os entes federados têm sua obrigação constitucional com o setor. Segundo ele, atualmente, os municípios têm de aplicar 15% de sua receita na saúde e os estados 12%, enquanto que a União não tem essa obrigatoriedade constitucional. “O pior é que na maioria das vezes os prefeitos gastam

O

presidente da

Assomasul

culpa o governo federal pela situação de insolvência

de 30% a 35% na saúde, fato que tem engessado os gestores públicos”, observa. O presidente da Assomasul culpa o governo federal pela situação de insolvência porque passa a maioria dos municípios brasileiros. Na sua avaliação, o repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) encolheu de 15 a 20% neste ano comparado ao ano passado. Um dos fatores da queda dos repasses constitucionais, segundo ele, é a política de incentivos fiscais concedidas pelo governo federal à indústria automotiva e aos produtos da chamada linha branca. Para ele, a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que compõe o FPM juntamente com o Imposto de Renda, é fatal para as finanças das prefeituras. De acordo com a CNM, as

perdas registradas por conta das desonerações concedidas como medida de incentivo fiscal, principalmente as do IPI e do IR, são de R$ 77 bilhões. AUMENTO DE 2% Douglas defendeu a aprovação imediata da PEC 341/2013 (Proposta de Emenda à Constituição) que aumenta o FPM em 2%. Ao participar da abertura da Marcha, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) assinou a instalação da Comissão Especial que vai analisar a emenda constitucional. A PEC aumenta de 23,5% para 25,5% 0 valor do FPM repassado aos municípios brasileiros. A admissibilidade da proposta já foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara.

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), está em Brasília, desde terça-feira (13), visitando os ministérios da Saúde e da Justiça, além de aproveitar a viagem para se reunir com a Executiva Nacional do Partido Progressista (PP). No Ministério da Justiça, o prefeito vai falar sobre os planos de criação da Secretaria Municipal de Defesa Social e Combate às Drogas, que vai agir em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e ficará responsável por habilitar os guardas municipais a atuar

nos bairros. Já no encontro com a direção nacional do PP, Olarte quer garantir a candidatura dos seus aliados nas eleições deste ano. Ele entende que o partido não pode continuar nas mãos de uma pessoa desequilibrada e não adepta de dialogo. A Comissão Provisória do partido em Mato Grosso do Sul está sob o comando de Alcides Bernal, ex-prefeito de Campo Grande que foi cassado pela Câmara Municipal, no dia 12 de abril, por improbidade administrativa. O prefeito retorna a Capital neste final de semana. Divulgação

Arsenal Diante da imprensa, a palavra de ordem dos pré-candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul é tocar a campanha tranquila, ou seja, de não agressão aos adversários. Pelo menos tem sido essa a promessa de Nelsinho Trad (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT) em suas recentes entrevistas. No entanto, como nenhum deles tem sangue de barata, ninguém imagina um cenário sem ataques, apenas com a apresentação de propostas. Armas No jogo da sucessão, cada um tem uma receita para assumir a cadeira do governador André Puccinelli (PMDB). Nelsinho Trad (PMDB) fala em abrir uma dianteira de 30% em cima dos adversários na Capital, onde administrou por oito anos. Enquanto isso, Delcídio do Amaral (PT) já disse por aí que trabalha com a hipótese de vencer no 1º turno. Os números, no entanto, não demonstram isso. Já Reinaldo Azambuja (PSDB) exalta o novo e quer surpreender. Palavra Até aqui, continua intacta a promessa de André Puccinelli em abraçar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições de outubro. Mesmo tendo que se indispor com parte de seu grupo, mantém firme o propósito de ajudar a petista a continuar governando o país. A tarefa é das mais difíceis, mas o italiano não arreda pé de desse objetivo. Há quem afirme, no entanto, que tal interesse tem a ver com algum ministério a partir de 2015. Camaleões Diante de três candidaturas ao Parque dos Poderes praticamente consolidadas, cresce o interesse dos partidos menores em fazer parte da composição majoritária. Só se ouve conversas do tipo: ‘vou com fulano se me der a vaga de senador’, ou então, ‘vou com o sicrano se a vaga de vice for minha’. Todos, indistintamente, tentam mostrar um valor que sabidamente não possuem. O jogo de interesses é tão grande que ninguém pensa no que o povo precisa. Espera A imprensa está atenta a qualquer movimentação por parte do Gaeco, que detém investigação sob sigilo absoluto. O barulho foi grande e repercutiu no seio da sociedade. É preciso agora que o conteúdo seja esclarecido e, culpados, se houver, punidos com rigor. Tudo dentro da lei e da ordem. Afinal, o povo tem o direito de saber tudo, e nos mínimos detalhes, as mazelas que aprontaram por aí.

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