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OPINIÃO

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O juramento dos hipócritas

Editorial Lembrete

CADERNO A2 Sexta-feira, 25 de abril de 2014

Talvez fazendo a ressalva inicialmente, não apareça nenhum hipócrita a fazer a defesa do indefensável. Logo, reconhecemos que toda regra permite a exceção e, nesta, com certeza, haverá as muitas exceções dos tantos quantos sonham um dia se tornarem médicos e, formados, salvarem vidas. O que se viu no programa “Fantástico”, da TV Globo, no último domingo, faz com que o cidadão brasileiro comece a perder aquela velha confiança que ele depositava em todos os homens e mulheres que vestiam branco e se orgulhavam, de serem tratados por “doutores”,

ainda que não tivessem feito o doutorado, condição de fato para utilizar o termo “Doutor”. De acordo com a reportagem, um estudante do primeiro ano de medicina registrou boletim de ocorrência na polícia contra colegas por ter sofrido humilhações e agressões durante trote em uma chácara em São José do Rio Preto (438 km de São Paulo). Luiz Fernando Alves, 22, desistiu de cursar a Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) porque, segundo ele, teria recebido ameaças dos agressores após as denúncias, feitas também à direção da instituição de

Artigo

ensino. Alves procurou a polícia no último dia 21 para relatar que havia sido obrigado por estudantes veteranos a ficar de joelhos com garrafas de cerveja sobre a cabeça. Ainda de acordo com o relato, ao reclamar, colegas teriam urinado e derramado cerveja gelada sobre ele, além de desferir tapas e golpes em suas orelhas com garrafas da bebida. Isso seria apenas a ponta do iceberg. Antes de se ter a notícia do estudante humilhado por colegas que já cursavam o sexto ano de Medicina e, logo, já “clini-

cavam” em hospitais da cidade, o mesmo “Fantástico” trazia a notícia sobre o menino Bernardo cruelmente assassinado e em situação que coloca seu pai, o médico Leandro Boldrini, como um dos suspeitos de participar de toda a trama para matar a criança de 11 anos de idade. Diante de tais fatos e das tragédias diárias que ocorrem nos hospitais brasileiros, paira uma pergunta no ar: os homens e as mulheres que estão se formando em Medicina estão fazendo o Juramento de Hipócrates ou o Juramento dos Hipócritas?

PCVM, Polícia Federal e os Fundos Aristóteles Drummond * Nessa onda de escândalos, desperta sérias desconfianças que até hoje não tenha sido concluídas investigações dos frequentes rombos nos fundos de pensão de grandes empresas e até mesmo prefeituras. Os fundos supostamente são fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários, nas aplicações que fazem em papéis de renda fixa ou variável, pela área de previdência complementar do governo federal, pelos tribunais de contas e, evidentemente, pelo Ministério Público e Polícia Federal. A ousadia das quadrilhas especializadas é estimulada pela impunidade. A mesma que se infiltrou no PREVI-RIO – em que o fundo foi salvo do golpe pela pronta ação do prefeito que destituiu a diretoria e sustou a operação fraudulenta – aplicou

antes o mesmo golpe no fundo da Prefeitura de Paulínia, em São Paulo, em caso escabroso e que ficou por isso mesmo. Nenhuma medida para unir estes processos e mais o de Nova Iguaçu, que envolvem os mesmos personagens. A gravidade da impunidade é que o Ministério Público não pode ignorar fatos que são do domínio de todos, publicados nos jornais e presentes na Internet, nos sites de busca, quando se procura pelos nomes dos envolvidos ou dos fundos. No caso de Paulínia, que a roubalheira custou o mandato do então prefeito, que trocou a direção do fundo para aprovar a operação fraudulenta, está adormecido há anos. Este daria prisão imediata dos estelionatários envolvidos. O de Nova Iguaçu, igualmente. Agora surge novo caso, envolvendo títulos emitidos por

um grupo insolvente da área da educação, que está com universidades fechadas, prejudicando dezenas de milhares de estudantes, que colocou debêntures nos fundos POSTALIS, dos Correios, e PETRUS, da Petrobras. Todos no rumo da prescrição criminal e fiscal. Mais grave ainda é que os nomes envolvidos nessas operações criminosas são os mesmos que assumiram, de forma não esclarecida, uma tradicional rede de churrascarias do Rio, enfrentando problemas com empregados e fornecedores. E provocando comentários irônicos de que as churrascarias perderam qualidade e público por seus controladores entenderem mais de lavanderias. Numa afronta inacreditável, o grupo, que não tinha como honrar salários dos seus empregados – e, muito pos-

sivelmente, é de se supor terem problemas em recolhimento de impostos e contribuições, da Receita Federal, INSS, ICMS –, no carnaval, recebeu em grande estilo em camarote na Marquês de Sapucaí, conforme largamente divulgado em blogs sociais. É preocupante se verificar neste caso – que, afinal, afeta a aposentadoria de centenas de milhares de brasileiros – que as organizações criminosas são estimuladas em suas práticas pela morosidade, ineficiência, falta de articulação dos agentes encarregados em defender a sociedade deste tipo de fraude.Isso na melhor das hipóteses. Muito triste isso tudo! (*) É Jornalista, Administrador de empresas, Relações Públicas e vicepresidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

A mão do gato e o bálsamo Ruben Figueiró * Há mais de 60 anos tenho militância na política. O despertar para ela foi num dia do mês de agosto de 1945, quando da visita do Brigadeiro Eduardo Gomes a Campo Grande, em campanha eleitoral para a presidência da República - isso resultante da queda do Estado Novo, o regime ditatorial de Getúlio Vargas. Fui um espectador. Os anos se passaram e vivi neles momentos que a história de nosso país registra como dos mais importantes para a sua evolução democrática – com percalços, evidentemente. Como espectador, ouvinte ou mero participante, conheci muitos dos atores do que chamaria de "o grande palco da política nacional", aqui incluindo os do nosso Mato Grosso Uno. De um deles, ouvi e gravei: "Quanto

Expediente

mais se vive, mais aguçado fica nosso instinto de espectador". Nada mais exato posso afirmar nesta minha fase outonal da vida. Aqui, com o instinto de observação da poltrona em que me encontro, vejo que o PT não é tão só o culpado pelo que de preocupante, aos olhos e ouvidos da opinião pública, se lamenta na vida da Nação, e sim o seu maior aliado: o PMDB. Esse age com a mão de gato. Arranha a vítima (o governo), deixa marcas. Depois, rápido, cobra e bem para lhe aplicar o bálsamo. E o PT a isso se acostumou: após o desastre de sua participação no mensalão e ao registrar o apoio solícito do PMDB em 2002: Lembram-se? Aí ocorreu a oportunidade e conveniência de sua aproximação com o ardiloso felino e a ele, o PT, entregou-se de

corpo e alma, como se assiste. O ex-presidente em arroubos sebastianistas reage. A presidente, com seu temperamento contido, como se permitisse, tal como o chiado de uma panela de pressão, acalma-se com o bálsamo aplicado por hábeis lideranças daqueles que um dia foi o partido da resistência democrática. Lembram-se, são recentes os atos de estudada rebeldia com que o PMDB acicata o PT na Câmara dos Deputados e logo a seguir vem a ação balsâmica adrede preparada pela maioria peemedebista no Senado e a base do governo se acalma. O que está explodindo nos paiós e depósitos da nossa Petrobrás é o óleo sujo da corrupção, do compadrio, das negociatas. O PT despreparado para deslindar as filigranas dos contratos redigidos em termos de sofisticada

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Luzia Helena Coutinho

malandragem, afundou-se com o episódio de Pasadena. Agora, mais uma vez depende do glutão parceiro para evitar a CPI exclusiva. Tudo o que acontece no Planalto Central tem repercussão dos pampas sulinos, das florestas úmidas do Amazonas, da Mata Atlântica, do árido Nordeste aos campos e pantanais do Centro-Oeste. Em todos os lugares, dos palácios às choupanas miseráveis dos grotões distantes, o clamor é uníssono: exige-se a CPI, exige-se a apuração da verdade. Aí está a mão do gato e o custo será alto para que ele mesmo aplique o bálsamo em que se transveste o PMDB. O PT é apenas uma figuração animada, atônito. Leva a má fama e o PMDB, pançudo, regurgita e observa.

O PODER É MEU! O ex-prefeito Alcides Bernal tenta por todos os meios possíveis e imagináveis retornar à Prefeitura da Capital. Na última quartafeira, a nova tentativa de retomar o poder foi feita em nome do Partido progressista (PP), que é a mesma legenda do atual prefeito Gilmar Olarte. ESTRANHO Nesta história de o PP representar o ex-prefeito Bernal na demanda pelo retorno ao poder, fica uma pergunta no ar: o partido está com o atual ou com ex? INDECISO Cidadão que precisava de um “empurrãozinho” na prefeitura, pediu para esperar uns dias. É que, segundo ele, do jeito que a Justiça “é esquisita” no Brasil, vai que aparece uma liminar e mela tudo... BASTIDORES No disse que disse da política estadual, há quem garanta que está sendo gestada uma chapa para disputar a eleição que até agora não havia sido mencionada nem no campo das especulações. A dita cuja, apresentada como opção para a inviabilidade de Delcídio do Amaral disputar a eleição pelo PT, teria do presidente da FIEMS, Sérgio Longen, do PTB, como candidato a governador, Tatiana Ujacow, do PSB, como candidata a vice-governadora, e Reinaldo Azambuja, do PSDB, como candidato ao Senado. A conferir lá pelos dias 9 ou 10 de maio! COM OS NANICOS A presidente Dilma Rousseff (PT) teria passado o comando da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) para o PROS. Além da superintendência do Centro-Oeste, a do Nordeste (Sudene) também teria mudado de comando, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo da quarta-feira (23). COM OS NANICOS (2) Em Mato Grosso do Sul, o PROS já assumiu o compromisso com o pré-candidato ao governo do PT, senador Delcídio do Amaral. Antes, as superintendências eram comandadas pelo PSB que deixou o governo em setembro do ano passado. A Sudeco e a Sudene, responsáveis por ações voltadas ao desenvolvimento do Nordeste e do Centro-Oeste, são vinculadas ao Ministério da Integração Nacional. COM OS NANICOS (3) O comando da Sudeco ficará com o diretor interino do órgão, Cleber Avila Ferreira. Já o novo diretor-superintendente da Sudene é o fiscal tributário José Márcio de Medeiros Maia, vereador pelo PROS em Maceió. Ele substituiu Luiz Gonzaga Paes Landim, que havia sido indicado pelo PSB. As nomeações fazem parte da redistribuição de cargos do governo como consequência da reforma ministerial realizada por Dilma. O PROS ainda recebeu a promessa de controlar a Sudam, superintendência responsável pela região da Amazônia. DIGNIDADE A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) e lideranças indígenas realizam neste sábado (26) reunião pública para discutir a documentação dos indígenas que vivem em Campo Grande. Em especial a inclusão da etnia e do nome das aldeias na certidão de nascimento e carteira de identidade. “Estamos propondo uma discussão entre a comunidade indígena de nossa cidade e também com os órgãos e instituições governamentais e não governamentais sobre a aplicação prática das regras que garantem a efetiva identificação dos indígenas por suas etnias e aldeias de origem na Certidão de Nascimento e na Identidade - RG, proporcionando a efetivação de direitos como determina a Resolução Conjunta da CNJ e MPF n. 03 de 19 de abril de 2012 e Lei Federal 6.015/73”, explicou a vereadora. ENTÃO TÁ! “Um sensacionalismo barato, midiático, próprio do Ministério Público”, criticou, na manhã da quarta-feira (23), o vereador Zeca do PT, ao comentar a ação de equipe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Câmara Municipal. O parlamentar sugere que o Legislativo de Campo Grande tome providências jurídicas acerca do caso. Na terça-feira (22), o Gaeco foi até a Câmara Municipal notificar os vereadores Otávio Trad, Flávio César e Eduardo Romero (todos do PT do B) a deporem, como testemunhas, em uma investigação sigilosa. Foi, também, à Prefeitura de Campo Grande e à Assembleia Legislativa, onde notificou assessores locais. ENTÃO TÁ! (1) “Foi uma coisa absurda. Não tem problema notificar, mas a forma foi equivocada”, reclamou o vereador petista. Ele ressaltou que a presença de equipes de TV junto com o pessoal do Gaeco, que estava armado apenas para notificar testemunhas, mostra, também, o sensacionalismo da ação. Questionado sobre eventuais motivações na divulgação excessiva neste caso, Zeca ponderou sobre o prefeito da Capital, Gilmar Olarte. “O Gilmar está fazendo o papel de marido traído, é o último a saber”, disparou, apontando “fogo amigo” envolvendo a investigação do Gaeco. “NÓIS QUÉ SABÊ” O povão anda curioso quanto ao que é que os “homis do Gaeco” tanto procuram na prefeitura e na Câmara Municipal. Se envolvem coisas públicas, porque o vil mortal, que é o “público” não pode saber? Ah! Perguntar não ofende! E POR QUE NÃO? Para terminar, por que não saudar o Maioral e Sensacional que finalmente teve um “roubinho” do árbitro a seu favor? Viva o Porco, uai!

(*) É senador pelo PSDB-MS

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