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Editorial

OPINIÃO

Lembrete Os artigo assinados são de inteira responsabilidades de seus autores e não refletem a opinião do Jornal Impacto MS

CADERNO A2 Quinta-feira, 17 de abril de 2014

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

Quando a saúde hospitalar adoece, quem morre é o paciente

Mato Grosso do Sul tomou conhecimento da real situação funcional do Hospital Universitário através de reportagem que a TV Morena levou ao no Bom Dia MS na terça-feira (15). É inacreditável que uma instituição de ensino custeada pelo Governo Federal, ou melhor, pelo dinheiro que cada contribuinte recolhe diariamente aos cofres do tesouro, esteja passando por tamanho descaso, enfim, esteja na UTI do abandono. Ficou mais do que visível que pacientes e médicos continuam enfrentando dificuldades, literalmente padecendo por falta de sensibilidade de quem deveria cuidar da saúde de todos. A reportagem mostrou que pacientes ficam nos corredores enquanto leitos estão vazios em quartos desa-

tivados e que pacientes com cirurgia marcada voltam para casa sem fazer o procedimento e são obrigados a esperar meses por uma nova data. Quem é que pode estar seguro que “saúde é direito de todos”, conforme preceitua a Constituição Federal promulgada em 1988? A matéria revela que a instituição teria perdido qualidade como hospital-escola. Médicos residentes denunciam que o aprendizado dos novos profissionais da saúde está comprometido por causa do sucateamento do HU. “Quando a saúde hospitalar adoece quem morre é o paciente”. Outra constatação da matéria, sem um hospital exclusivo para os presídios, pacientes comuns dividem espaço com presos e policiais

fardados e armados. Outro flagrante: na falta de enfermeiros e técnicos, uma cena inusitada ocorreu na enfermaria ortopédica e foi captada pela câmera da TV Morena: um paciente fazendo curativo em outro paciente. O problema não é novo. Médicos e cirurgiões dentistas residentes já denunciaram o caos do HU ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul. O documento relata a falta de médicos anestesistas, para que a programação de cirurgias seja cumprida, e a falta de planejamento estratégico na obra de reforma do prédio, para evitar a interrupção do atendimento. A exposição dos pacientes faz aumentar o risco de contaminação. É de bom alvitre recordar que a Justiça afastou a antiga dire-

toria do Hospital Universitário sob suspeita de corrupção e fraude a licitações. Polícia Federal, ControladoriaGeral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF) ainda não concluíram as investigações. Há quatro meses, a gestão do HU passou para o comanda da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), criada pelo Governo Federal para administrar os recursos públicos destinados aos hospitais universitários no país. Se a miopia administrativa não permite aos gestores a identificação dos problemas que estão levando o Hospital Universitário ao coma, está passando da hora do Ministério Público sair em defesa da saúde de qualidade, afinal, “quando a saúde hospitalar adoece quem morre é o paciente”.

Artigo As notícias veiculadas pela imprensa nos últimos dias envolvendo o deputado federal do PT-PR (André Vargas, vice-presidente da Câmara dos Deputados) e a Petrobras, somadas a outros escândalos semelhantes, reacende a ideia da impunidade associada a um problema cultural crônico a que está inserido o homem público brasileiro, isto é, aquele que detém uma parcela do poder estatal para exercitá-la em prol do interesse público (interesse republicano). A pessoa, ao ingressar nos serviços públicos, seja pelo voto, seja por concurso ou por qualquer outro meio, deve estar consciente da sua função de servidor público, de agente público, de agente político. E que, como tal, suas ações devem ser orientadas por princípios valorativos (princípios da administração pública), dentre eles o da moralidade, da probidade, entre outros, que se traduzem em valores éticos que devem pautar o comportamento desses agentes e órgãos públicos. Isso significa que não se pode misturar interesse público com interesse privado. Apenas para não se perder no tempo, vamos aos

Expediente

últimos acontecimentos reveladores dessa falta de consciência republicana e que estão vivos na memória dos brasileiros. Comecemos pelos problemas que envolveram o então presidente Collor de Mello, seguido por vários outros escândalos, entre eles o que envolveu o ex-senador Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira, até chegar ao caso conhecido por Mensalão, em que vários políticos, empresários e executivos foram processados e condenados. As cassações de mandatos e condenações decorrentes desses episódios transmitiram-nos a falsa sensação de que o homem público, a partir da aplicação dessas sanções, colocaria o trem nos trilhos e seguiria em frente sem errar. Ledo engano. Apenas para exemplificar, os fatos que rechearam os veículos de comunicação, envolvendo o deputado federal André Vargas com o empresário Alberto Youssef (velho conhecido da polícia, Veja, de 02.4.2014, p. 66), acusado pela prática de vários crimes contra a administração pública, evidencia com muita clareza que o homem público, com exceções é claro, ou não teme a punição ou não tem consciência da sua

responsabilidade para com a coisa pública, para com o cidadão, para com a instituição a que pertence. Ora, o deputado André Vargas, pelo simples fato de exercer o mandato de parlamentar, jamais poderia usufruir de benesses, como pegar emprestada aeronave de um acusado pela prática de crimes contra o poder público para passear com a família ou até mesmo para outra finalidade qualquer. Especialmente pelo fato de que André Vargas não é um parlamentar qualquer. É nada mais nada menos do que o Vice-Presidente da Câmara Federal, ou seja, é quem assume a presidência da respectiva Casa de leis na ausência do seu titular e mais, por via de consequência, é o terceiro na linha de sucessão de quem assume a Presidência da República. É evidente que essas notícias negativas envolvendo uma autoridade brasileira com essa responsabilidade já correram o mundo, o que macula profundamente a imagem do País lá fora. E, de mais a mais, são péssimos exemplos que se dá, sobretudo para a nossa juventude e, até mesmo, para o cidadão comum, pois passa a imagem de que se ele que é uma alta

Diretor: Eli Sousa diretorimpactoms@gmail.com Assessoria Jurídica

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Roberto Costa - DRT 174/MS

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Violeiro O deputado estadual Pedro Kemp fez não resistiu ao ver um violão e um microfone durante festinha de confraternização. Provou que além de boa voz também é um expert numa violada. Divulgação

Pedra no Caminho Após longa conversa com Aécio Neves, o senador Rubens Figueiró oficializou o diretório regional do PSDB que vai disputar a reeleição este ano. Sua decisão complica as pretensões de Reinaldo Azambuja, que também tem interesse nesta disputa, mas na chapa do petista Delcídio do Amaral. Chapa Pura A Executiva Nacional do PSDB quer que os tucanos de Mato Grosso do Sul lancem candidatura própria e preferencialmente tendo Reinaldo Azambuja como candidato ao Governo e Figueiró disputando o Senado.

Homem público: inversão de valores José Carlos de Oliveira Robaldo *

Corredor Polonês Lamento pelo cliente que precisa de um atendimento da GVT. A propaganda da operadora que está anunciando um comercial com clientes de verdade satisfeitos com seus serviços é enganosa. Eu mesmo sou testemunha da falta de respeito dessa empresa com o cliente. Por quase duas horas, fiquei esperando ao telefone por uma solução de uma conta que considero indevida. Ao solicitar a conta detalhada, me mandaram a conta normal através de e-mail. Depois que apontei o erro e reforcei que queria uma conta detalhada me informaram que, nesse caso, só poderiam enviar via Correios e teria que esperar até doze dias. Pelo visto, nesse casso não funciona a tecnologia. O pior é que me exigiram o pagamento da conta para que mais tarde eu pudesse contestar e se tiver razão não vou receber o dinheiro de volta, apenas o crédito. Por isso, a GVT está entre as campeãs de reclamação no Procon. Não respeita as pessoas.

Luzia Helena Coutinho

autoridade pode, por que que eu não posso? O efeito pedagógico é péssimo. Por bem menos, o ex-senador Demóstenes perdeu o mandato. Isso tudo, aliado a outros fatos, a outras ligações de autoridades com criminosos, contraventores (o jogo do bicho que o diga), revelam com muita clareza uma enorme promiscuidade que só tem a prejudicar a nossa tão cara democracia. Diante disso tudo ficam bem evidenciadas as razões pelas quais faltam recursos para a educação, saúde, segurança pública, saneamento, transportes etc. É provável que o eleitor, em especial o consciente, sinta saudade do velho Ulisses Guimarães. Com efeito, não é por acaso a chamada da Justiça Eleitoral “Chegou a hora de soltar a voz, vamos mostrar quem somos nós”. (*) É Procurador de Justiça aposentado. Mestre em Direito Penal pela Universidade Estadual Paulista-UNESP. Professor universitário. Cofundador do sistema de ensino telepresencial LFG, em Mato Grosso do Sul. Ex-Conselheiro Estadual de Educação. Sul. E-mail jc.robaldo@terra.com.br

Barraqueira Ex-presidente do PMN e ex-secretária do prefeito cassado Alcides Bernal, Ritva Vieira vem comprovando sua fama de barraqueira. Na final do Campeonato Estadual tentou invadir o gramado do Morenão para protestar em favor de seu ex-chefe. Acabou contida pela PM à mando de Francisco Cezário. Divulgação

Pastores A igreja Assembleia de Deus Missões (ADM) realiza, a partir desta quinta-feira (17) a 23ª Escola Bíblica com a participação do deputado federal e pastor Marco Feliciano e do pastor Silas Malafaia, além de outros pastores e missionários que prometem um vasto estudo da Palavra de Deus. A divulgação do evento está à cargo do vereador e presbítero da ADM, Elizeu Dionízio. Homenagem O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) foi homenageado com a Medalha Comemorativa do Jubileu de Ouro, concedida pelo Conselho Federal de Odontologia. O evento aconteceu no Clube Naval, de Brasília, em comemoração ao 50º aniversário da criação dos Conselhos de Odontologia. Sem pressa Já aclamado pela Assembleia como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, o secretário de Governo, Osmar Jerônymo não tem pressa para assumir o cargo. O próprio governador André Puccinelli já avisou que antes de setembro não libera seu “braço direito” para a Corte Fiscal. Empossado Já tomou posse no Pleno do Tribunal de Justiça do Estado o mais novo desembargador. Trata-se de Marcelo Câmara Rasllan, que foi juiz da da 2ª Vara Cível da Capital. A posse do douradense ocorreu em sessão extraordinária.

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