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Editorial

OPINIÃO

Lembrete Os artigo assinados são de inteira responsabilidades de seus autores e não refletem a opinião do Jornal Impacto MS

CADERNO A2 Segunda-feira, 26 de maio de 2014

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

O que estão nos enfiando goela abaixo

Parar de frente a um aparelho de televisão nos dias atuais, principalmente se o mesmo estiver sintonizado em um canal aberto, se tornou um verdadeiro martírio. A programação que as emissoras de TV estão enfiando goela abaixo do telespectador é sofrível, tamanha a baixa qualidade e a ideologia contida nos programas. Começando a analisar pelos telejornais, o que se vê e se ouve são única e exclusivamente as barbáries cometidas pelo estado paralelo do crime que se instalou nos grandes centros e começa a ramificar para cidades de médio e pequeno porte, e os escândalos que permeiam a política e criam tentáculos em outros segmentos da vida pública, como o próprio Poder Judiciário e o Ministério Público. Isto, sem falar nos “Datenas” e “Marcelos Rezendes” da vida que

enchem o saco e pentelham nossos ouvidos com suas intermináveis ladainhas, quando descrevem uma tragédia ou uma ação policial. A programação localizada – aquelas produzidas pelas próprias emissoras afiliadas às grandes redes – também é de fazer chorar. Em Mato Grosso do Sul, à exceção da afiliada da Globo que segue o padrão da Rede, as emissoras foram tomadas pelos “caçadores de almas” e pelos políticos em busca de votos. Homens e mulheres, sem qualquer preparo para a comunicação, adquirem horários nos canais de TVs e vomitam as mais atordoantes banalidades como se os ouvidos do povo sofrido fossem paióis. Partindo para as novelas, a ideologia do fazer sexo pelo simplesmente ato de fazer sexo, adotada pela Rede Globo, chega

a impedir que famílias mais tradicionais tomem assento num mesmo espaço para ver um capítulo do que é produzido com o melhor padrão tecnológico do planeta. Desde a repetição do meio da tarde, até se chegar perto da meia noite, o que se vê nos capítulos dos enredos globais é a banalização do conceito de família e a mensagem subliminar freudiana de que pelo prazer tudo é válido. São praticamente nulas as chances de um casal iniciar uma novela junto e chegar ao último capítulo sem que seus integrantes tenham passado por uma meia dúzia de casos extraconjungais, tudo como se a banalização do sexo fosse a coisa mais natural no seio da sociedade brasileira. O casal pode até começar a novela junto e terminar junto, mas jamais sem que vais-e-vens incessantes e trocas de

parceiros ocorram durante todo o desenrolar do novelo. Outra “ideologização” global refere-se ao ato de enfiar goela abaixo do telespectador o conceito de que dois seres do mesmo sexo vivendo juntos formam um casal e não um par. Na novela que antecedeu a atual “Em Família”, criou-se um “casal de dois homens”. A atual, quando chegar ao final, proporcionará um “casal de duas mulheres”. Seria o mesmo que defender a teoria de que dois sapatos ou duas meias não formam “pares de sapatos e de meias” e sim “casais de sapatos e meias”. Em síntese, analisar a falta de qualidade dos produtos televisivos na atualidade demanda muito espaço e pouco tempo, porque, diante do que se vê nas TVs brasileiras, é bem possível produzir um tratado sem que seja necessária muita pesquisa.

Artigo Greve de policiais militares na Bahia; greve de policiais civis em 13 estados; de motoristas de ônibus na capital paulista; dos professores municipais paulistas, e assim, greve e manifestações Brasil afora. Ninguém entende por que tantas categorias estão insatisfeitas num país onde tudo anda às mil maravilhas nas versões oficiais. Por formação histórica, a sociedade brasileira, em sua grande maioria, é contra a greve e tacha os grevistas de irresponsáveis. Quem faz greve são os escravos atuais que possuem, a duras penas, o direito de manifestar suas insatisfações. Mais do que contra a realização da Copa do Mundo de futebol, já há algum tempo as manifestações refletem muito mais um mal estar, uma angústia reprimida, que pode chegar até a uma aflição raivosa contra os desmandos, a falta de qualidade nos serviços públicos e até contra a linguagem contemporizadora das autoridades, totalmente dissociada

da realidade. A saúde pública está num verdadeiro caos, próximo ao esculacho, com a presença contante de atos de deboche e menosprezo aos pacientes. Como não tem solução, as autoridades só falam dos milhões destinados e percentuais de primeiro mundo. Ora, isso reforça que algo está muito errado quando sai dos cofres públicos dinheiro de primeiro mundo para fornecer um serviço desumano de mundo nenhum. As perguntas sem respostas são as de sempre: para onde foi o dinheiro e quem deveria fiscalizar esse percurso? Essa sangria se aplica à educação, à segurança, ao transporte público. Com toda essa agitação, a imprensa chapa-branca, as autoridades e as pessoas que não utilizam esses serviços vendem a ideia maldosa de que o povo reclama fortuitamente, apenas por capricho de grupos contrários ao governo, por puro interesse político-partidário. É uma defesa simplista demais para uma situação que requer serenidade. Faltam olhar no próprio

Desde que o Estado (organização política) passou a governar as sociedades avocou para si o poder/dever de elaborar as leis (legislar) e aplicá-las nos casos concretos (jurisdição). Sempre, porém, foi assaz criticado pela excessiva demora na solução dos processos, com decisões e sentenças proferidas quando já não surtiam efeito prático. Para ilustrar: certa feita, um fazendeiro que havia vendido uma boiada e recebido um cheque sem fundo procurou um advogado e informou que ficara sabendo que o comprador e emitente do “borrachudo” não tinha eira nem beira, isto é, que a única forma de ele não ter prejuízo seria recuperar os animais, ao que o causídico o aconselhou a fazê-lo por conta própria, pois se fosse esperar a Justiça, esta se pronunciaria somente depois que o gado já tivesse virado bife!

Expediente

Assim, para evitar descrédito, passou a Justiça a admitir em determinados casos, nos quais se demonstrasse o perigo da demora (periculum in mora) e a verossimilhança da pretensão (probabilidade de o requerente obter êxito, traduzido no juridiquês por fumus boni iuris – fumaça do bom direito), a antecipação da decisão, isto é, sua prolação no início, no limiar do processo, donde o surgimento das liminares, pronunciamentos judiciais de natureza decisória antes de o processo se findar ou até no seu início. O juiz, todavia, ao conceder uma liminar, examina o caso de modo superficial, dado à urgência, quase sempre para garantir ou assegurar um direito que está prestes a perecer, cabendo recurso dessa decisão ao órgão superior, que pode ou não conferir a este recurso (ao recebê-lo, portanto, no início de sua tramitação ou in limine) o denominado efeito suspensivo,

umbigo e perceberem a sujeira que fizeram com esse país. Não podem alegar desconhecimento, surpresa ou qualquer outra estratégia tola como essas. Parece óbvio demais que a insatisfação transcende à onda da Copa. E nisso há outro equívoco ingênuo. Os mesmos que defendem a Copa como vitrine para mostrar o país ao mundo criticam os protestos por serem oportunistas. Eles defendem protestos nos desertos. Só os incautos defendem paralisações sem prejuízo a alguém e sem nenhuma visibilidade. Recentemente, o ministro Teori Zavaski deu um exemplo dessa linguagem dissociada da realidade. Num dia mandou soltar 12 presos de uma operação da Polícia Federal, no dia seguinte determina a prisão de todos, exceto, coincidentemente, o diretor da Petrobras, o principal acusado do esquema. E rebate aos críticos dessa decisão pingue-pongue com a afirmação de que não mudou o entendimento e nem retrocedeu. Quer dizer que os

para sustar a eficácia (produção de efeitos) da decisão recorrida (no caso, a liminar de primeiro grau), razão pela qual a imprensa vez e outra noticia a existência de uma “guerra de liminares”. É o que vem acontecendo atualmente em Campo Grande, onde um Juiz de primeiro grau concedeu uma liminar para o Prefeito cassado voltar à Prefeitura, porque entendeu que havia urgência e fumaça do bom direito. Jogo jogado. A Câmara de Vereadores recorreu ao Tribunal de Justiça e este, recebendo o recurso (agravo) no efeito suspensivo, retirou a eficácia daquela liminar até o julgamento do mesmo recurso por um colegiado formado por três Desembargadores. Julgado este recurso, a liminar de primeiro grau poderá ser confirmada (caso em que se diz ter sido desprovido o agravo, com a volta do Prefeito cassado), ou revogada (com o provimento do agravo e a manutenção do Vice-

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Editor

Dr. Wellington Coelho

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CUIDADO! Quem se sente traído deve indignar-se, mas na dose certa para não deixar transparecer que o traidor seria desfalque insubstituível a ponto de provocar a derrota. Portanto, não valorizar tanto a perda parece ser a melhor atitude política. ‘A LAGOA’ Neste quadro com grandes chances de termos o 2º turno, os políticos envolvidos precisam se conscientizar da definição antiga de Abreu Sodré, segundo a qual ‘a política é a arte de engolir sapos’. Adversários hoje, juntos amanhã. DESAFIOS A jornada dos candidatos não pode ser comparada a ‘peregrinação de Santiago de Compostela’, mas há situações que exigem coragem, desprendimento, paciência e acima de tudo determinação para se chegar ao ‘final feliz’. NAMOROS Quem vai com quem? Da paquera ao casamento há todo um ritual para se estabelecer condições. Os 3 candidatos sem definir ainda o vice mas Tatiana tendo maiores chances de representar Dourados e o PSB na chapa de Nelsinho. ZÉ TEIXEIRA Até onde seria o vice ideal de Azambuja? É de Dourados, mas daria à chapa a conotação excessivamente ruralista, ensejando críticas de segmentos do PT na abordagem da questão fundiária, indígena e da desigualdade social.

DELCÍDIO Um diplomata que administra os conflitos internos do partido sem perder de vista os dois adversários, um dos quais poderá ser aliado no 2º turno. Policiar os radicais para não fechar portas para o 2º turno exigirá muita competência.

argumentos e fundamentos jurídicos podem ser os mesmos para fazer ou desfazer sobre as mesmas pessoas e os mesmos fatos? Quem entendeu que responda. Posição semelhante são as ameaças de punição aos grevistas de ônibus pelas autoridades paulistas. Enquanto eles ameaçam trabalhadores insatisfeitos – e com certeza punirão – continuam os caixas eletrônicos subindo aos ares em todo o estado de São Paulo. É inconcebível que façam tanta ameaça de punição a trabalhadores aviltados nos seus salários e benefícios, ao mesmo tempo em que não há nenhuma resistência aos assaltantes de banco. É bom que as autoridades não repitam o menosprezo do governador Geraldo Alckmin no início das manifestações há um ano. Ao povo só resta a indignação geral e os recados estão surgindo de todas as partes. Caso as autoridades prefiram coisas dissociadas da realidade, esse desvario pode levar o país a uma convulsão social. (*) É Bacharel em Direito

O prefeito fica, o ex-prefeito volta... até quando? Newley A. S. Amarilla *

AZAMBUJA Perdeu cabelos com as facadas nas costas deferidas por ‘companheiros de ninho’. Só o início; ‘trairagens’ são previsíveis, apimentam o cardápio, decepcionam mas podem ser motivadoras reforçando inclusive o mote do discurso.

BIFURCAÇÃO Pelo fato de Azambuja ter identificação com Maracajú, mas nascido na capital e ter disputado a prefeitura, teria maior opções no critério da escolha do vice. Um político? Um empresário? Enfim, alguém que passe muita credibilidade.

Insatisfações pipocam por todo lado Pedro Cardoso da Costa *

‘Traíras & paqueras & trem bala & inflação’

Luzia Helena Coutinho

Prefeito no cargo). Veja o leitor que se está a tratar apenas de uma liminar, ou seja, de uma decisão provisória proferida no início do processo. Diz-se que é provisória porque no fim do processo será substituída pela sentença, nome que se dá à decisão de primeiro grau que extingue o processo; processo este, contudo, que poderá correr de novo no Tribunal de Justiça se for interposto recurso (daí o nome)! E do Tribunal de Justiça é possível, em tese, recorrer aos tribunais superiores (STJ e STF) e a decisão definitiva (mediante prolação de acórdão – nome que se dá às decisões dos tribunais) somente sair depois de esgotado o prazo do mandato dos eleitos. Mas aí é matéria para outro artigo. O fato verdadeiro é que ninguém pode prever até quando vai esse vaivém. (*) É advogado (newley@newley.com.br)

FORTALECIDO Visto antes por Zeca e Cia como um intruso no PT, sem militância e currículo de grevista, Delcídio é hoje a estrela maior. Sem perder o estilo abriu as portas do Palácio do Planalto, mesmo com sua atuação decisiva na CPI dos Correios. TENDÊNCIA É no sentido de escolher um vice com peso eleitoral e prestígio. Londres seria o ideal, mas os deputados rejeitam por medo de não se reelegerem com a coligação na proporcional. A escolha será um confronto entre as correntes do PT. EMPRESÁRIOS Pelos registros na política, após eleitos eles tem se mostrado tão famintos pelo poder e vantagens quanto os políticos tradicionais. Há mais lenda do que verdades quanto aos benefícios que possam trazer a administração pública. DELÍRIOS Tentar aplicar o sistema de gerenciamento da iniciativa privada a complexa e burocrática administração pública é utopia. As leis que regem ambas são diferentes. É só atentar para a complexa Lei de Licitações para se concluir da impossibilidade. IDEALISMO? Pura bazófia o papo de que tem gente com disposição para gastar milhões só para massagear o ego, aparecer na mídia e contribuir. Num país onde os interesses individuais se sobrepõem ao coletivo, é simplesmente impossível. NELSINHO As recentes pesquisas na capital aumentaram seu cacife. Ao optar por Eduardo Campos pavimentou entendimento com o PSB de Murilo. Como os demais, acredita que possa a ser beneficiado com a sucessão nacional. INTERIOR Lá Delcídio construiu sua resistência ao longo destes anos. Nelsinho está montando sua estratégia para minar o poder do senador através dos diretórios ativos em todos os municípios. E lembra: “O PMDB tem tradição e muita militância.” NA TELINHA Preços de doer, juros a 11%, inflação alta, blefe do ‘São Francisco’, das 3 refinarias, trem bala, hidrovias, ferrovias e duplicação de rodovias. O último programa do ‘Democratas’ acertou na veia jugular do Governo. DECISIVO A última pesquisa do Ibope mostra a força do programa eleitoral para definir os rumos de uma campanha. Tanto o PT, como PSDB e PSB influenciaram na descida do muro de parte dos eleitores que começaram a tomar partido. ILUSÃO Os 40% de Dilma no 1º turno pode ser uma pegadinha, pois no 2º turno ela aparece com 43%, crescendo só 3%. Reflexo da crescente avaliação ruim que chegou aos 33%, quase igual aos 35% que taxam o governo de bom ou ótimo. REJEIÇÃO É como a doença silenciosa que mata o cara. No caso de Dilma é quase 1/3 do número de eleitores. Em seu último programa, o PT quer saber quem é contra ou favor da continuação de seu governo, ou melhor, dos programas sociais. CONCLUSÃO Com quase 40 milhões de ‘bolsas da vida’, o Governo vai definindo sua bandeira de campanha. Convenhamos; é pouco para um país pretensioso, mas que não cuida ao menos da saúde/ educação e das questões da infraestrutura. RUY SANT’ANNA: “ Como Lula e Dilma podem teimar acintosamente ao se posicionarem contra a elite? Ora, essa teoria sacana só na cabeça pervertida deles e alguma seita religiosa, que o homem nasceu para ser pobre/ humilhado/infeliz.” QUE TAL? Na pesquisa Data/Folha: 6 em cada 10 brasileiros prefeririam não ter que votar. Numa outra pesquisa - da USP - a amostra preocupante: 76% não confiam nos congressistas, 73% no empresariado e 70% no respeito às leis. É mole? “Na política a traição é como roubo. Depende mais de ocasião do que intenção”.

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