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Editorial

OPINIÃO

Lembrete Os artigo assinados são de inteira responsabilidades de seus autores e não refletem a opinião do Jornal Impacto MS

CADERNO A2 Sexta-feira, 28 de março de 2014

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

Copa no Brasil: será que dá certo? Desde quando foi anunciado o Brasil como pais da copa de 2014, ouve muita polêmica, bilhões foram investidos para a construção de 12 estádios, bilhões estes que não foram suficientes para que as obras fossem concluídas, alias obras que ainda não foram totalmente concluídas, por este motivo um pouco mais de muitos outros milhões foram investidos novamente. Muitos se consideram otimistas, ou pelo menos razoavelmente otimistas, o

importante é achar que as coisas vão dar certo e que as pessoas vão dar conta do recado ao invés de enfiar os pés pelas mãos e pagar um mico de proporções hecatômbicas. O governo custeou a vinda de cinco jornalistas estrangeiros para que eles escrevessem matérias mostrando o lado bom do Brasil e que a copa no país pode ser uma copa inesquecível, mas ao passearem pelo Rio de Janeiro às duas da manhã foram assaltados, mas a violência no

Rio de Janeiro não significa que a copa será ruim. A repetição de protestos e quebraquebra promovidos durante a Copa das Confederações em 2013 e quem podem se repetir agora em 2014 também não significa que a copa será prejudicada. Ou até mesmo que algumas obras não fiquem prontas, isso também não significa que não haverá copa. O jeito mesmo é ser brasileiro e acreditar que na ultima hora vai dar tudo certo. Dando aquele

jeitinho brasileiro na ultima hora tudo da certo, mesmo que a qualidade não seja das melhores ou de primeiro mundo, afinal nós somos de terceiro e em desenvolvimento, não é isso que dizem lá fora. Para polemizar sobre as conquistas brasileiras, o Brasil é tão somente bicampeão mundial e detendo de cinco títulos alternados. Precisamos parar com essa estória que somos pentacampeão mundial de futebol. Ser bi já é um feito e tanto!

Pela culatra I – A expressão “tiro no pé” deve estar martelando na cabeça dos responsáveis pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), conforme registro feito pela CBN Foz do Iguaçu. ** Pela culatra II – Na tentativa de melhorar a imagem do Brasil no exterior, o governo federal convidou o jornalista inglês Ian Herbert, do jornal inglês “The Independent”, para visitar o país em viagem custeada pelo Ministério do Turismo. ** Pela culatra III – O problema foi que durante uma caminhada no Rio de Janeiro, o repórter acabou sendo vítima de uma tentativa de assalto. Resumindo: “O molho saiu mais caro que o peixe”. ** Balançando I - Foi pedido ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil o imediato afastamento do atual presidente da seccional sul-matogrossense, Júlio Cesar Souza Rodrigues. ** Balançando II – O pedido encaminhado ao Conselho é devido à completa ingovernabilidade da entidade em razão da “renúncia coletiva” de 81 dirigentes e conselheiros. Júlio César garante que renuncia. ** Porte de arma I - A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (26) o projeto de lei que concede porte de armas a agentes e guardas prisionais, mesmo fora de serviço. ** Porte de arma II – Pela proposta, o armamento poderá ser de propriedade particular ou fornecida pela respectiva corporação ou instituição. A matéria seguirá para análise no Senado. ** Porte de arma III – Quem gostou da decisão dos parlamentares são os donos de funerárias. Fora de serviço e portando arma de fogo qualquer discussão banal poderá resultar em morte. ** Ser ou não ser I – O governador André Puccinelli (PMDB) continua confundindo a cabeça do eleitor. Ele declarou na quarta-feira (26) ter compromisso de apoiar Simone Tebet (PMDB) para o Senado.

Artigo Semy Ferraz *

Um novo desafio

O delicado momento histórico vivido pela sociedade campo-grandense durante o processo de cassação do Prefeito Alcides Bernal, a despeito dos traumas próprios de experiências como essa, propiciou para a vida política e das instituições locais uma dura, grave, mas inconteste maturidade. Até porque a História (aqui como processo dialético inexorável) é fruto da objetividade dos fatos, dentro da lógica da causalidade – em poucas palavras, a lei da causa e efeito, ou da ação e da reação, aliás, cientificamente comprovada. Como cidadão e agente político comprometido com os valores democráticos, duramente conquistados em nossa nação nas últimas décadas, ouso trazer esta reflexão coletiva como contribuição para o debate democrático – neces-

sário a todo instante, ainda mais neste momento delicado da história política local. Não é sem tempo lembrar que desde os mais remotos tempos da história das sociedades humanas o fazer político requer desenvoltura e indiscutível senso de responsabilidade, em que a vontade coletiva, decorrente das expectativas cultivadas pelo agente político em função de gestor, é determinante. Nesse contexto, é imprescindível a prática comprovada dos valores democráticos e republicanos desde os mais altos cargos da administração, sem o que não há serviço público. Em outras palavras, como partícipe, desde a primeira hora, da candidatura Bernal – Olarte para o Executivo da capital do estado, fico à vontade para dizer, sem qualquer ranço, que o processo de mudanças iniciado nas eleições de

2012 continua firme e forte em seu largo e generoso horizonte para a população, a despeito do trauma ocorrido com a cassação de Bernal. Fruto da vontade soberana do povo campo-grandense, desejoso de uma efetiva mudança na forma de administrar a Capital, a gestão que agora continua com o Prefeito Gilmar Olarte segue inexorável seu desafio, renovado, revigorado, junto às amplas camadas sociais que constituem a grande maioria da população de Campo Grande. Consciente das dificuldades ocorridas na primeira fase da gestão democrática livremente escolhida pelo cidadão que faz de nossa Capital a locomotiva do progresso do estado de Mato Grosso do Sul, o Prefeito Olarte assumiu, tal como o Estado de Direito dispõe, a condução dos destinos de nossa gente reafirmando os compromissos de campanha.

O Prefeito Olarte está no caminho certo ao se propor a fazer um governo de coalizão com todos partidos políticos e a sociedade civil com o sincero propósito de retomar projetos importantes para o povo de Campo Grande. Como técnico, eu não poderia deixar de dar a minha contribuição. Um novo desafio está posto para todos nós, moradores da cidade mais importante do estado. Neste processo histórico, cabe a cada um de nós a renovação do pacto celebrado em 2012, de modo que a cidade, pela primeira vez governada por gestores de origem popular, sem outro compromisso que não seja com o cidadão campograndense, responsável pelas mudanças ocorridas nestes dois anos de intensas transformações. (*) É engenheiro civil e secretário de Infraestrutura, Habitação e Transporte de Campo Grande

Os proprietários do conhecimento Pedro Cardoso da Costa * No Brasil, parece que cada dia aumenta o número de pessoas que se julgam acima das demais. Trata-se de um grupo pequeno, de acordo com a lógica de que as coisas relevantes e os entendimentos profundos são para poucos. De fato, existem pessoas que se aprofundam na maioria das questões em que se envolvem. No entanto, uma grande parte se coloca como ser superior sem ter nenhuma noção das posições que defende. Só eles têm a forma correta de entender e interpretar o mundo. Qualquer outra posição ou entendimento diversos são menores, são desqualificados e não merecem atenção. Esse pensamento está presente em todas as classes sociais. Elas não ouvem rádio e não veem televisão por serem superficiais demais; não leem jornal de grande circulação por só defender as elites dominantes. Entretanto, conhecem e comentam tudo que acontece em todos esses veículos, talvez por mero acaso.

Expediente

Na atual conjuntura, são críticos contumazes das revistas Veja e Época e de mais algumas por serem adversárias “golpistas” do atual governo, como se existisse, na história da humanidade, algum governo que não se sentisse perseguido pela imprensa. Por exemplo, para eles, a responsabilidade pela violência é dos programas sensacionalistas, dos jornais que se forem retorcidos derramariam sangue. Não fazem uma crítica sequer aos governos, os responsáveis diretos pela violência generalizada e sem nenhum controle. São tremendos pessimistas com relação à sociedade, embora neguem veementemente. Seu otimismo se caracteriza por negar os fatos sempre com uma frase apaziguadora como “não é bem assim”, “em todo lugar tem violência e corrupção” e “hoje está melhor do que antes”. Não apontam uma medida de fato que esteja sendo colocada em prática com resultados. De novo, a culpa é da sociedade por ser imediatista e por que os resultados só vêm

Diretor: Eli Sousa diretorimpactoms@gmail.com Editor Roberto Costa - DRT 174/MS

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rc.com@terra.com.br Diagramação Clayton Marcondes

em longo prazo. Só esquecem que essa frase vem sendo utilizada há mais de cinco décadas. Intitulam-se positivistas, mas não se dão conta de que se trata de um otimismo gratuito, sem nenhuma correlação aos fatos, sempre muito longe da realidade. Vale mais afirmar que um assalto fora evitado do que apontar os 99% que não são solucionados ou nem sequer levados ao conhecimento das autoridades. O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli parece ser um exemplo acabado desse tipo de otimismo. Ele afirmou na imprensa que a compra da refinaria Pasadena foi o bom negócio, mesmo o Brasil desembolsando um bilhão e duzentos milhões de dólares na aquisição de uma empresa que custara 45 milhões um ano antes. Não pode existir nada mais positivo do que uma compra perdendo um bilhão de reais. Todo aquele que ousar contrariá-los, são imediatamente tachados de leitores de Veja, Folha de S.Paulo, do Estadão ou de qualquer outro grande jornal. Esse grupo tem por caracterís-

tica estar atrelado aos governos, em regra em cargos ou funções comissionadas. São assessores, assistentes ou similares. Na prática, não são capazes de mudar uma mesa de lugar no âmbito do trabalho. Ao mesmo tempo, garantem que não tem evolução no país que não tenha vindo de suas mãos ou resultado de seus pensamentos. Em vez de condenarem os quase 50 mil assassinatos por ano - número maior do que em qualquer guerra no mundo inteiro - outros tantos mortos no trânsito, eles culpam os jornalistas Datena e Marcelo Rezende, ou a Rede Globo, ou a “imprensa golpista”. Quando não são específicos, generalizam a culpa pelas mazelas ao brasileiro. Assim mesmo: na terceira pessoa, ficando sempre de fora. Por serem inconsistentes e desprovidos de justificativas lógicas, os seus pensamentos e entendimentos profundos têm base no vácuo gigantesco entre o que se acham e o que realmente são.

Espaço do

(*) É Bacharel em Direito

LEITOR

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** Ser ou não ser II – Puccinelli, que recentemente prometeu anunciar a decisão sobre seu futuro político, disse que seu apoio à correligionária trata-se de gratidão e fidelidade, conforme noticiou o site Midiamax. ** Ser ou não ser III – Por conta da indefinição e/ou estratégia política do líder maior peemedebista, alguns dirigentes partidários querem saber dele se estão liberados para fechar com outra composição eleitoral. ** Frase – Está no site do senador Delcídio do Amaral, do PT: “A mentira foi sempre a arma dos fracos”. ** Revide – A oposição contra-ataca perguntando ao pré-candidato petista ao Governo do Estado “quem é que está mentindo, senador?” ** Como ganhar dinheiro I – Não existe na atualidade alguém que saiba ganhar mais dinheiro do que o bilionário belga, Albert Frère, 88. Ele transformou US$ 42,5 milhões em US$ 1,18 bilhão! ** Como ganhar dinheiro II – Quem caiu na lábia do membro da “melhor idade” foi o emergente Brasil. A aquisição da refinaria em Pasadena (Texas-EUA) equivale à compra de um bilhete premiado. ** Como ganhar dinheiro III – Quando alguém tenta ludibriar alguém e resolve procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência para tentar reaver o dinheiro que perdeu, é motivo de pilhéria, riso, chacota. ** O articulador – O novo prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (Partido Progressista) simplesmente não terá oposição na Câmara Municipal. Estou curioso para saber qual é o argumento que ele está fazendo uso. ** Tancredo Neves – “Numa negociação muito delicada, não se deve apresentar de uma só vez as condições ou exigências estabelecidas por cada parte.” **

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