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Editorial

OPINIÃO

Lembrete Os artigo assinados são de inteira responsabilidades de seus autores e não refletem a opinião do Jornal Impacto MS

CADERNO A2 Quinta-feira, 10 de abril de 2014

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

Havia um buraco no meio do caminho O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) pode ser acionado judicialmente por acidente na rodovia BR-163 ocasionado pela má conservação (buraco, principalmente) da pista ou a empresa CGR vencedora da licitação para explorar a referida rodovia? A pergunta está fundamentada nos acidentes que nas últimas 72 horas provocaram a morte de uma pessoa e ferimentos graves em outras duas. O buraco aparece como vilão na BR-163 que feriu dois caminhoneiros na terçafeira (8) à noite, entre Coxim e Rio Verde. Ednilson Lucanchuc, 40, e John Pitter Iastrenski, 33 anos, foram encaminhados

ao Hospital Regional de Coxim por conta do acidente na chamada “rodovia da morte”. Ednilson conduzia uma carreta de placa de Maringá no sentido Rio Verde/Coxim, quando, ao desviar de um buraco, quebrou o eixo, perdeu o controle da direção e invadiu a pista. Resultado: colidiu de frente com outra carreta carregada de soja. Esse é o segundo acidente na BR-163 por conta de um buraco na pista. José Silvério Filho, 55 anos, conduzia um veículo Ford Focus de placas de Rondonópolis (MT), quando tentou desviar de um buraco colidiu de frente com uma carreta Scania. José Silvério

Artigo

teve o corpo esmagado e morreu antes de receber socorro médico. A BR-163 no Mato Grosso do Sul tem 847 quilômetros e é importante corredor de escoamento da produção agropecuária. Trata-se de uma via economicamente de fundamental importância para o Estado de Mato Grosso do Sul. Seu estado de conservação já ceifou inúmeras vidas. A rodovia cruza 20 cidades sul-matogrossenses. A concessão do trecho tem duração de 30 anos e prevê a execução de obras de duplicação, recuperação e serviços de manutenção. Os investimentos previstos chegam a R$ 6 bilhões, sendo que R$ 3,5 bilhões terão

de ser desembolsados pelo concessionário nos primeiros cinco anos. O governo prevê arrecadação de R$ 18,8 bilhões durante o período de concessão. Serão construídas nove praças de pedágio. Os investimentos acima estão sendo esperados já faz algum tempo. Agora com sua privatização consumada e a empresa CGR atuando duplicação inicialmente dos chamados ‘pontos críticos’, a contrapartida fica por conta do motorista ao volante. Se abusar da velocidade, desrespeitar a sinalização seja vertical ou horizontal, fizer ultrapassagem em lugar proibido, o próximo título será “havia um irresponsável ao volante!”.

O que o PSDB tem a ver com o negro?

Juvenal Araújo * Muita gente me pergunta, ao saber que sou Presidente do Secretariado Nacional da Militância Negra – Tucanafro Brasil, o que o PSDB tem a ver com a questão do negro. Felizmente, nunca me faltaram argumentos. O partido, ao contrário do que a maioria pensa, foi pioneiro no combate ao racismo no Brasil, o que pode ser provado com fatos. Quem abriu os caminhos para discussão da questão racial no Brasil foi Fernando Henrique Cardoso. “O PSDB tem a obrigação de defender as políticas compensatórias. Nós fomos os primeiros a declarar publicamente que temos compromisso com os negros”, disse o ex-presidente. A frase, dita por um dos maiores líderes da história do partido, norteia o caminho a ser seguido por quem quer que seja. FHC fez da luta por igualdade uma luta de todos os democratas, um ideal de vida de todos que sonham com um Brasil melhor e mais justo. Não é fácil, há muito a ser feito,

corrigir um erro que persiste por séculos requer empenho, talento e seriedade de quem está no comando. Entretanto, infelizmente esta liderança que busca igualdade não existe em nosso país atualmente. O que temos hoje é apenas quem diz fazer algo, mas que na verdade nada faz. Puro marketing. No primeiro ano da gestão tucana, em 1995, foi criado um grupo de trabalho interministerial com o objetivo de sugerir ações e políticas de valorização da população negra. Foi graças a este trabalho que, posteriormente, foi criada a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir. Em 1996 foi promulgado o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), com capítulo específico dedicado à população negra. Assim, foi dado apoio a ações da iniciativa privada que realizem discriminação positiva. Foram realizadas ações afirmativas para acesso de negros a cursos profissionalizantes, universidades e áreas de tecnologia de ponta. Também foi no governo Fer-

nando Henrique Cardoso que foi instituído o Programa Nacional de Ações Afirmativas, estabelecendo percentuais de participação de afrodescendentes no preenchimento de cargos em comissão (DAS). Entretanto, o decreto foi revogado e depois de 11 anos o governo retomou a discussão sobre cotas em concursos públicos. Aécio Neves é outro político do partido engajado pela luta por igualdade. Em 2001, como presidente da Câmara dos Deputados, instalou a Comissão Especial do Estatuto da Igualdade Racial. Durante o seu governo em Minas, em 2004, estabeleceu o sistema de cotas e reserva de 20% das vagas para negros na UEMG e na Universidade de Montes Claros. Aécio realizou as 1ª e 2ª Conferências Estaduais de Promoção da Igualdade Racial, que resultaram na criação do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, em 2009. Foi também a partir do governo de Aécio Neves que as comunidades quilombolas ganharam visibilidade. Uma das ações realizadas foi o pro-

grama de alfabetização “Cidadão Nota Dez”, que formou e remunerou professores quilombolas para alfabetizar integrantes da própria comunidade, assegurando que a cultura permanecesse preservada. Anastasia deu continuidade às políticas de seus companheiros de partido. No início de seu mandato foram criadas a Coordenadoria Especial de Políticas Pró-Igualdade Racial, na estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Social, e a Assessoria para Assuntos de Vilas e Favelas, voltada a atender demandas dessa população e estreitar o diálogo entre governo e comunidade. Minas Gerais é o primeiro estado brasileiro a contar com uma assessoria dessa natureza. Os tucanos podem se orgulhar em saber que seus líderes têm a sensibilidade necessária para corrigir tantas injustiças sociais que perturbam nosso país. Para o PSDB, a luta por igualdade não é só do negro, é de todos! (*) É Presidente nacional do Tucanafro Brasil

A manipulação da verdade Reinaldo Azambuja * Recentemente, a sociedade brasileira teve a oportunidade de ver como as pesquisas de opinião podem distorcer a verdade e criar polêmicas improdutivas em torno de fenômenos sociais. O IPEA divulgou com grande estardalhaço um estudo sobre a percepção dos brasileiros em relação à violência contra as mulheres, afirmando que 65% da população concordavam que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. O tema ganhou grande espaço na mídia, provocando debates e discussões nas redes sociais. Daí criou-se consenso de que o brasileiro era “atrasado e machista”. Na semana seguinte, para constrangimento do IPEA e surpresa geral, veio a público a confissão de erro pelo Instituto: o índice correto não era 65% e sim 26% dos que afirmaram concordar com o “ataque” às mulheres. É certo que um erro como esse não causa danos pessoais; apenas ilustra como podemos ser manipulados por índices “científicos”, principalmente quando divulgados por órgãos que desfrutam do que se chama de “credibilidade” acima de qualquer suspeita.

Expediente

Há uma regrinha de ouro na política em relação aos números de pesquisa. Se elas mostram um candidato à frente, ele tem que se apresentar humilde e agradecer o reconhecimento da população. Se estiver atrás, não pode reclamar para não parecer “desespero de derrotado”. Trata-se de uma camisa-deforça que muitos não tem coragem de enfrentar. A saída é exigir cada vez mais regras rígidas para cobrar responsabilidade jurídico-criminal dos institutos desonestos. A questão que coloco, tomando o fato do IPEA como exemplo, é como reagir quando as pesquisas tentam influenciar erroneamente a escolha de cidadãos num processo eleitoral? Nesta altura do campeonato está mais do que evidente que, com maior frequência, há erros grosseiros sendo praticados, deliberadamente ou não, sem que isso tenha consequências mais graves. Isso é preciso mudar. Nas eleições passadas, a fúria manipuladora das empresas de pesquisa extrapolou de tal maneira que a Câmara dos Deputados aventou a possibilidade de se criar uma CPI para investigar a fundo os procedimentos internos dos institutos. O assunto morreu em poucos meses.

Diretor: Eli Sousa diretorimpactoms@gmail.com Editor Roberto Costa - DRT 174/MS

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Agora, parece que tudo indica que as manobras espertas vão continuar na próxima eleição. Até hoje muitos eleitores de Campo Grande quando me encontram confessam que decidiram seu voto de olho nas pesquisas. Na véspera do primeiro turno da eleição municipal, a mídia divulgou amplamente, com base em institutos credenciados, que meu índice de preferência era de 14%, longe do segundo colocado, que pontuava mais de 27%. Na apuração final, tivemos mais de 25% dos votos enquanto o segundo colocado teve 27%. Por uma diferença de 10 mil votos não fomos para o segundo turno. Na época ficou claro para milhares de eleitores que eles foram induzidos ao erro por acreditar que não tínhamos chance. Essa é a questão: o erro – proposital ou não - das pesquisas interfere na vontade de parcela do eleitorado, principalmente num quadro de disputa acirrada. Não se trata de defender limites ao acesso às informações, mas pregar que haja mudanças nos critérios da justiça eleitoral para coibir abusos de empresas que “vendem” números maquiados. Sabemos que as pesquisas são registradas na Justiça Eleitoral, com prazo determinado para con-

Assessoria Jurídica Dr. Wellington Coelho OAB-MS 15.475 Gerente Luzia Helena Coutinho Impressão Gráfica Qualidade

sulta dos interessados antes da divulgação pela mídia. Mas, salvo falhas grosseiras de procedimento, é muito difícil identificar manipulações nas aplicações dos questionários. Não há pessoal técnico e especializado para isso nos TRES. Os institutos dizem sempre que pesquisa é fotografia de momento e que toda campanha tem dinamismo próprio e os números mudam ao sabor dos acontecimentos. Esse argumento seria aceitável quando se constata índices pequenos. No caso da eleição de Campo Grande a margem de erro anunciada era de 4 pontos percentuais, mas verificou-se depois, no resultado final, uma diferença de mais de 100 pontos percentuais. Por isso, não há como deixar de questionar: qual credibilidade pode ter uma pesquisa que apresenta 10, 15 ou 20% de diferença entre sua divulgação 24 horas antes do pleito e o resultado das urnas? No caso do erro do IPEA, como foi dito, ninguém saiu prejudicado, a não ser a credibilidade do Instituto. Num processo eleitoral não é o que acontece. A democracia é ferida de morte, sem chance de se voltar atrás.

Delegando Poderes O governador André Puccinelli optou por não participar da reunião da cúpula do PMDB, que iniciou a definição de estratégia de campanha de Nelsinho Trad e Simone Tebet. Todos os poderes estão delegados ao presidente do partido, Júnior Mochi, ao senador Waldemir Moka, ao deputado estadual Carlos Marun e a vereadora Carla Stephanini. Uniformidade Para estabelecer a mesma linguagem entre o candidato ao Governo, Nelsinho Trad, e a candidata ao Senado, Simone Tebet, a cúpula do PMDB optou pela contratação de um único marqueteiro para cuidar da campanha de ambos. Os nomes já estão sendo contactados. Não Quero Após rejeitar a convocação de André Puccinelli e a indicação de Carlos Marun para assumir a Secretaria Estadual de Habitação e Cidades, Paulo Mattos como antecipou esta coluna, em primeira mão, vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PT do B. Fora do Busão Filha de Londres Machado e cotada pelos petistas para ser candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo senador Delcídio do Amaral, a vereadora Grazielle Machado voltou a reafirmar que o PR não oficializou aliança com o PT e que as conversas ainda continuam sendo mantidas com o PMDB de Nelsinho Trad e Simone Tebet. Caçulinha Aos 28 anos de idade, o vereador Otávio Trad tornou-se o mais novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Campo Grande. Por decisão unanime dos membros do colegiado, Otávio foi eleito para substituir Edil Albuquerque que se licenciou para assumir o comando da Sedesc. Circo Pra Todos A primeira dama de Campo Grande, Andréia Olarte, não pensou duas vezes. Convocou a presidente da Fundação de Cultura, Juliana Zorzo, e formatou uma parceria com circo Tihany, possibilitando que as entidades assistenciais da cidade levem semanalmente 500 crianças aos espetáculos apresentados na Capital. Divulgação

Pesquisas O PSDB começa a contabilizar os resultados das pesquisas quantitativas e qualitativas realizadas na região de Jardim, onde, no próximo sábado, promove mais um encontro do Pensando Mato Grosso do Sul. Saúde é a principal prioridade da região, de acordo com as pesquisas. Desistência O juiz federal Odilon de Oliveira confirmou nas redes sociais o que todos já imaginavam. Desistiu de ingressar na carreira política, atendendo um pedido dos familiares, que temem por sua segurança após deixar a Magistratura Federal. Documentário O ex-governador Zeca do PT é um dos protagonistas no documentário “Flor de Guavira: Vid e Obra de Helena Meirelles”. De autoria do cineasta Rogério Alexandre Zanetti, Zeca participou das últimas gravações contando sua vida com a violeira, a quem homenageou com a Concha Acústica do Parque das Nações Indígenas. Magrinho Durante culto que ministrou em sua Assembleia de Deus Nova Aliança, o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, confessou aos fiéis que em menos de um mês à frente do Paço Municipal, já perdeu seis quilos.

(*) É Deputado Federal do PSDB/MS

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