Page 1

B2

brasil

Terça-feira, 1º de abril de 2014

MERCADO FINANCEIRO

www.impactonewsms.com.br

Além dessa elevação em abril, as instituições financeiras esperam por mais uma alta de 0,25

Mercado prevê alta de 0,25 ponto percentual na taxa Selic A

taxa básica de juros, a Selic, deve subir 0,25 ponto percentual, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para amanhã (1º) e para a próxima quarta-feira, segundo expectativa de instituições financeiras consultadas todas as semanas pelo BC sobre as projeções para os principais indicadores econômicos. No dia 26 de fevereiro, o Copom elevou a Selic pela oitava vez seguida. Nesse dia, a Selic subiu 0,25 ponto percentual, reduzindo o ritmo de ajuste que antes era 0,50 ponto percentual. Além dessa elevação em abril, as instituições financeiras esperam por mais uma alta de 0,25 ponto percentual na Selic este ano. E assim, a taxa deve encerrar o período em 11,25% ao ano. A expectativa de mais elevações na Selic ocorre devido à resistência da inflação. A Selic é um instrumento usado pelo BC para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a de-

Divulgação

A taxa básica de juros, a Selic, deve subir 0,25 ponto percentual

manda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. No entanto, a medida alivia o controle sobre a inflação. O BC tem de encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Essa meta tem como centro

4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Neste ano, o BC projeta inflação bem acima do centro da meta e pouco abaixo do limite superior (6,5%). A projeção, divulgada na última quinta-feira (27) no Relatório Trimestral de Inflação, é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 6,1%. Na pesquisa semanal do BC, as instituições financeiras esperam que o IPCA fique em 6,30%, este ano, na quarta alta seguida na estimativa. A projeção anterior era 6,28%. Para 2015, a

estimativa é 5,80%, a mesma da semana passada. O diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, disse, no último dia 27, que o cenário atual não mostra a inflação convergindo para o centro da meta de inflação. “O nosso horizonte de projeção ainda não contempla uma convergência da inflação para a meta. À medida que o tempo avançar, [há] um trabalho que já foi feito em termos de política monetária [aumentos da Selic]: vamos ver como esse quadro vai evoluir”, argumentou. (Agência Brasil)

ECONOMIA

Índice de Confiança de Serviços recua novamente O Índice de Confiança de Serviços (ICS) voltou a recuar em março dando continuidade à tendência de estabilização em patamar historicamente baixo, iniciada em agosto do ano passado. O ICS fechou o mês com retração de 0,4% ante fevereiro - quando tinha avançado 0,2% na comparação com janeiro. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas e refletem “a percepção de ritmo de atividade ainda fraco pelo setor”. Das doze atividades pesquisadas, sete

apresentaram redução da confiança entre fevereiro e março. Refletindo uma convergência de sinais que não ocorria desde outubro do ano passado, todos os componentes ICS recuaram em março na comparação com fevereiro. Enquanto o Índice da Situação Atual (ISA-S) caiu 0,5%, interrompendo uma sequência de quatro meses em alta; o Índice de Expectativas (IE-S) ficou em menos 0,4%, registrando queda pelo terceiro mês consecutivo. O levantamento do Instituto Brasileiro de Economia

indica que o recuou do ISA-S foi determinado pelo quesito situação atual dos negócios, que cedeu 3% ante fevereiro. A proporção de empresas avaliando a situação dos negócios como boa passou de 25,9% para 23,9% entre fevereiro e março, enquanto a parcela das que a consideram ruim, aumentou de 15,7% para 17% no mesmo período. Já o quesito volume de demanda atual avançou 2,5%, refletindo aumento da proporção de empresas que avaliam o nível de demanda atual como forte (de 15% a 15,5%) e a queda na parcela das que

o consideram fraco, de 21,3% para 19,5%. Na avaliação dos pesquisadores do Ibre, o resultado da Sondagem sobre a Confiança do Setor de Serviços reafirma um momento de avaliação pouco favorável das empresas sobre o nível de atividade neste início de ano. Na média dos primeiros três meses, a confiança está no mesmo nível do quarto trimestre de 2013 e os índices de situação atual e expectativas seguem abaixo da média histórica, sinalizando um quadro de ritmo moderado na atividade do setor. (Agência Brasil)

SAÚDE

Dilma: Programa Mais Médicos beneficia 33 milhões de pessoas A presidenta Dilma Rousseff disse ontem (31) que o Programa Mais Médicos beneficia 33 milhões de pessoas nas periferias das grandes e médias cidades e no interior do país. Já são 9.490 profissionais atuando em 3.025 municípios e em 31 distritos indígenas. “Agora em abril estão chegando mais 3.745 médicos. Aí, nós estaremos atendendo 100% do que foi pedido pelos municípios quando iniciamos o Programa Mais Médicos”, disse. Dilma informou, no programa semanal Café com a Presidenta, que, em abril, serão 13.235 médicos atuando em 4.040 cidades. “Não teremos mais aquela situação,

que é inaceitável, de municípios sem nenhum médico. Deixará de ser comum aquilo que ocorria em vários municípios, de só ter médico no posto um ou dois dias da semana, ou até, imagine só, um ou dois dias por mês. Serão, a partir de abril, cerca de 46 milhões de pessoas mais bem atendidas e com médicos perto das casas.” Segundo a presidenta, é importante ter médicos no posto de saúde todos os dias porque esse atendimento pode resolver 80% dos problemas de saúde das pessoas e diminui a pressão sobre as unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e sobre as emergências dos hospitais. (Agência Brasil)

10_