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JORNAL DOS VOLUNTÁRIOS DO INDIE LISBOA

EDIÇÃO 07 / 30 ABRIL’2014

o cinema

são jorge

FICHA TÉCNICA REPORTAGEM CLÁUDIA ALEIXO | CLÁUDIA BARROSO | JOANA GENÉSIO | MÁRCIA CRAVEIRO

FOTOGRAFIA

IARA RIBEIRO | NEURIDCE ALEXANDRINO | RITA LOPES

PAGINAÇÃO TÂNIA BELO

COORDENAÇÃO MARIA MOTA | MIGUEL LOPES

texto | CLÁUDIA BARROSO

Anos 60. Lisboa. Avenida da Liberdade. Os lisboetas enchiam as salas do Cinema São Jorge para passarem mais um agradável serão com a companhia da sétima arte, que começava a chamar a atenção daqueles que procuravam conhecer outros mundos, outras culturas e outras realidades. A 24 de Fevereiro de 1950, data da inauguração da maior sala de espectáculos do país, o Cinema São Jorge começou a oferecer uma dinâmica diferente e inovadora à arte. Dispunha de uma excelente acústica e todo o edifício estava equipado com novidades tecnológicas inéditas para a altura como, por exemplo, o ar condicionado. O Cinema São Jorge era visto como uma obra superior e embelezadora da cultura nacional. A qualidade dos materiais e a linha de modernidade com que fora construído foram duas das principais razões para a atribuição do Prémio Municipal de Arquitectura ao responsável pelo projecto, Fernando Silva. Para além do Cinema, o arquitecto ficou também conhecido pela construção do centro comercial

do bairro de Alvalade e outros edifícios de escritórios. Há 50 anos, tinha um palco, dois foyers, sala de projecção, instalações para a Administração e salas de apoio técnico. Hoje, o Cinema São Jorge divide-se em 3 salas: a Sala Manoel de Oliveira corresponde ao maior espaço de projecção, é constituído por uma 1ª plateia com 160 lugares, uma 2ª plateia com 364 lugares e um balcão com a capacidade para 324 espectadores. A Sala 2 está dividida em quatro patamares, nos quais se podem sentar 100 espectadores. É especialmente usada para projecção de filmes, conferências e todo o tipo de actividades culturais que precise de um espaço com o espaço apropriado. A Sala 3, por seu lado, foi renovada e está destinada a visionamento

de filmes de 35mm, com som DTS, Dolby A e Dolby SR, assim como visionamento de suportes vídeo, dispondo para o efeito de um projector Panasonic (DLP). Existem 181 lugares. Em 2000, a Câmara Municipal de Lisboa comprou o edifício, renovou-o e abriu novamente as portas do Cinema São Jorge ao público em Novembro de 2001. Dois anos mais tarde, a gestão do espaço ficou confiada à EGEAC. Como não podia deixar de ser, e dada a incontornável marca que o Cinema São Jorge tem na cultura que se produz em Lisboa, o IndieLisboa’14 apresenta muitos dos seus filmes nas emblemáticas salas deste edifício. Passa por lá! Vais apreciar e a ficar a conhecer muito melhor a história e a beleza do Cinema São Jorge!


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o que se

faz

por aqui

VIDEOTECA IGOR MARTINS texto | CLÁUDIA ALEIXO fotografia | NEURIDCE ALEXANDRINO

Espero que hoje, já no quinto dia do festival, saibas que é na videoteca que tens acesso a todos os filmes, sejam longas, curtas, documentários, música, ficção... Tudo! Igor Martins, licenciado em Cinema, é um dos voluntários destacados para esta função. “Começámos por por as playlists nos computadores, associar os nomes dos autores aos filmes, organizar tudo... Agora o que fazemos, quando as pessoas entram, é explicar como tudo funciona, indicar-lhes os computadores e tentar resolver qualquer problema que surja”. “A experiência está a ser porreira”, é a classificação que faz do seu trabalho até agora. Já foi voluntário antes, não no Indie, mas noutro festival de cinema, no Lisbon & Estoril Film Festival. Escolheu esta função “porque pareceu interessante. Estás em contacto com o pessoal da indústria e é uma função diferente”. É claro que ter acesso facilitado e permanente aos filmes também é uma vantagem.

CONHECES O INDIE MOVING IMAGES? O IndieMovingImages é um espaço de investigação sobre o futuro da imagem em movimento, que nasceu nas comemorações do 10º aniversário do Indie e se tornou, este ano, parte permanente do festival. Esta secção do IndieLisboa apresenta filmes e vídeos em formato instalação um pouco por toda a cidade. Podes encontrá-lo na Cinemateca Portuguesa, Galeria Zé dos Bois, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian, Galeria Graça Brandão e Museu da Electricidade. Ver mais informações em http://indielisboa.com/indie/indiemovingimage/


o que não

podes perder texto | JOANA GENÉSIO

O ÚLTIMO DIA DO MÊS ESTÁ CARREGADO DE SUGESTÕES CINEMATOGRÁFICAS.

A SECÇÃO CINEMA EMERGENTE É O GRANDE DESTAQUE DE HOJE.

Mariana Pinto faz parte do conjunto de voluntários da Videoteca que, todos os dias, têm que “aturar” os nossos pedidos de sugestões. L for Leisure, dos realizadores americanos, Lev Kalman e Whitney Horn, foi o filme que escolheu para hoje. Passado nos EUA dos anos 90, a longa-metragem é filmada em 16 mm, “uma imagem que eu gosto muito de ver”, confessa a voluntária. “É muito pop, a roupa, a música, e gosto muito da cor também”, acrescenta Mariana. LONGA METRAGEM

L FOR LEISURE

de Lev Kalman e Whitney Horn

As preocupações (e despreocupações) dos adolescentes da altura são passadas em revista, ao longo dos 74 minutos de filme. “Como cresci nos anos 90, identifico-me com o filme e acho que as pessoas também vão gostar de ver, pelo menos pela música e pelo vestuário, que também está muito giro”, conclui a voluntária. L for Leisure sobe ao palco do Cinema City Campo Pequeno, hoje, às 23h55. O mesmo espaço volta a acolher o filme, na sexta-feira, às 17h00.

Carlota Gonçalves, coordenadora da secção LisbonTalks, convida-nos a assistir à sessão Cinema Emergente Curtas 4. “É um programa muito diverso e diversificado”, começa por explicar. A sessão arranca com The Missing Scarf(01), uma curta irlandesa, de Eoin Duffy. “É uma animação muito engraçada e divertida, apesar das questões mais estranhas e dos medos da personagem”, conta Carlota. De seguida, o português Carlos Conceição traz-nos Boa Noite Cinderela(02), “uma espécie de revisão mais picante da Gata Borralheira”, que também vai marcar presença no Festival de Cannes. A sessão continua com Coisa de Alguém(03), de Susanne Malorny, “um documentário mais descritivo e simples, mas muito bem feito”, que tem como pano de fundo a secção de perdidos e achados de Lisboa. Segue-se Usalullaby(04), da realizadora japonesa, Asami Ike. A sessão termina com Hinoki Farm(05), um documentário de Akiro Hellgardt, que conta a história de um casal idoso japonês que vive no campo. “É um filme sobre escolhas de vida. Pode parecer que é para pessoas mais velhas”, explica Carlota, “mas acho que é para toda a gente.” A propósito da última curta-metragem, Carlota deixa ainda uma chamada de atenção especial - “Vejam o arranque do filme! Começa com um ritual fantástico”. A sessão Cinema Emergente Curtas 4 passa hoje, às 19h no Pequeno Auditório da Culturgest. A sessão repete-se na sexta-feira, às 21h45, no mesmo espaço da Culturgest.

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JOANA GENÉSIO

REPORTAGEM - JORNAL ‘INDIEANO’ fotografia e caricatura | NEURIDCE ALEXANDRINO

Nota: Este jornal não foi escrito de acordo com o acordo.

QUERES VER A TUA CARICATURA AQUI OU DE UM COLEGA VOLUNTÁRIO? Envia-nos a foto para indieano14@gmail.com!


Indieano'14#7 | O CINEMA SÃO JORGE | 30-04-2014