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PALÁCIO DAS ARTES – FÁBRICA DE TALENTOS Arts palace – Talents Factory

PALÁCIO DAS ARTES – FÁBRICA DE TALENTOS Arts Palace – Talents Factory


Título Title

??????????? ??????????? Tradução Translation

Eurologos Produção gráfica graphic production

Rui Rica Fotografia photography

Inês d’orey; AAPH (p.107, 114, 115 - p/b b/w) Pré-impressão e Impressão pre-printing and printing

Caleidoscópio_Edição e Artes Gráficas, SA Depósito Legal Duty copy deposit number

???????? ISBN

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????????? Edição Publisher

Caleidoscópio - Edição e Artes Gráficas, SA Rua de Estrasburgo, 26, R/c Dto. 2605-756 Casal de Cambra Telef. (+351) 21 981 79 60 Fax (+351) 21 981 79 55 www.caleidoscopio.pt e-mail: caleidoscopio@caleidoscopio.pt


SUMÁRIO Contents

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PALÁCIO DAS ARTES – FÁBRICA DE TALENTOS Arts palace – Talents Factory

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EDIFíCiO DOURO E HISTÓRIA Edifício Douro e História

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Pelo ano de 1236, o Bispo D. Pedro Salvadores recebeu a mitra portucalense e procurando travar o estabelecimento dos frades de S. Francisco, que três anos antes começaram a edificar o seu primeiro convento em território nacional, convidou os dominicanos a edificarem o seu convento na cidade do Porto. Para tal, concedeu-lhes uma área que hoje ficaria delimitada pelo Largo S. Domingos até a Rua do Infante D. Henriques, a Rua de Sousa Viterbo e parte da Rua de Ferreira Borges. O Convento de São Domingos começou a sua construção em 1239, sendo finalizado pelo ano de 1245 e aquando da sua edificação, foi embargado poucos meses após o seu início, por contendas entre a ordem de S. Domingos e a Mitra, resolvidas por D. Sancho II, fundador e protector da ordem de S. Domingos em 1239, tomando o cognome de o Capelo, assumindo um papel centralizador e impulsionador na vida quotidiana do burgo do Porto, do comércio e das leis, o que não o impediu de ser excomungado e considerado rex innutillis pelo Papa Inocêncio IV.

“Ao longo de muitos séculos, era naquele convento e nos seus famosos alpendres, que se reuniam os vereadores, juízes e outras entidades para trazerem de assuntos que disseram respeito ao burgo. Ali já se realizavam as reuniões do Conselho e outros actos da Vereação (…) Mas o alpendre do Mosteiro de S. Domingos não era utilizado somente para as reuniões públicas do Concelho. Servia também para mercadores, nacionais e estrangeiros, nomeadamente venezianos, florentinos e napolitanos exporem por ali, diante dos olhos ávidos do povo e da burguesia endinheirada, as suas cobiçadas e variadas fazendas que iam desde os panos rãs, cristais de Veneza, arcas de Flandres e artefactos de ouro e prata (…)Tratava-se, naquele tempo, finais do século XIV, do recinto mais central da cidade…” (Germano Silva)

“Ao longo de muitos séculos, era naquele convento e nos seus famosos alpendres, que se reuniam os vereadores, juízes e outras entidades para trazerem de assuntos que disseram respeito ao burgo. Ali já se realizavam as reuniões do Conselho e outros actos da Vereação (…) Mas o alpendre do Mosteiro de S. Domingos não era utilizado somente para as reuniões públicas do Concelho. Servia também para mercadores, nacionais e estrangeiros, nomeadamente venezianos, florentinos e napolitanos exporem por ali, diante dos olhos ávidos do povo e da burguesia endinheirada, as suas cobiçadas e variadas fazendas que iam desde os panos rãs, cristais de Veneza, arcas de Flandres e artefactos de ouro e prata (…)Tratava-se, naquele tempo, finais do século XIV, do recinto mais central da cidade…” (Germano Silva)

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Pelo ano de 1236, o Bispo D. Pedro Salvadores recebeu a mitra portucalense e procurando travar o estabelecimento dos frades de S. Francisco, que três anos antes começaram a edificar o seu primeiro convento em território nacional, convidou os dominicanos a edificarem o seu convento na cidade do Porto. Para tal, concedeu-lhes uma área que hoje ficaria delimitada pelo Largo S. Domingos até a Rua do Infante D. Henriques, a Rua de Sousa Viterbo e parte da Rua de Ferreira Borges. O Convento de São Domingos começou a sua construção em 1239, sendo finalizado pelo ano de 1245 e aquando da sua edificação, foi embargado poucos meses após o seu início, por contendas entre a ordem de S. Domingos e a Mitra, resolvidas por D. Sancho II, fundador e protector da ordem de S. Domingos em 1239, tomando o cognome de o Capelo, assumindo um papel centralizador e impulsionador na vida quotidiana do burgo do Porto, do comércio e das leis, o que não o impediu de ser excomungado e considerado rex innutillis pelo Papa Inocêncio IV.

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O convento foi palco de disputas clericais, entre a ordem de São Domingos e a congregação dos Terceiros, tendo estas sido apenas sanadas pela intervenção directa da Santa Sé, que opuseram as ordens clericais ao poder nobiliário e regente, alternando com intervenções do Rei e da Santa Sé para as resolver. Pelos anos de 1300, a actividade legislativa e política da cidade do Porto desenrolava-se defronte ao que hoje é o Edifício Douro. Foi, além de alpendre da casa conventual, local de grande actividade comercial desde o século XIV, sede de reuniões camarárias, Tribunal da Cidade e casa de leilões

O convento foi palco de disputas clericais, entre a ordem de São Domingos e a congregação dos Terceiros, tendo estas sido apenas sanadas pela intervenção directa da Santa Sé, que opuseram as ordens clericais ao poder nobiliário e regente, alternando com intervenções do Rei e da Santa Sé para as resolver. Pelos anos de 1300, a actividade legislativa e política da cidade do Porto desenrolava-se defronte ao que hoje é o Edifício Douro. Foi, além de alpendre da casa conventual, local de grande actividade comercial desde o século XIV, sede de reuniões camarárias, Tribunal da Cidade e casa de leilões

Em 1451 iniciou-se a primeira Feira Franca nos claustros do Convento S. Domingos. A adjudicação das Feiras Francas ao Convento, após terem sido transferidas da Rua Formosa, onde aconteceram durante 10 anos, ficou-se a dever ao clima comercial vigoroso que se fazia sentir no claustro do Convento, tendo sido estabelecidas por ordem de D. Afonso V e realizando-se ao primeiro dia de cada mês durante os 111 anos seguintes.

Em 1451 iniciou-se a primeira Feira Franca nos claustros do Convento S. Domingos. A adjudicação das Feiras Francas ao Convento, após terem sido transferidas da Rua Formosa, onde aconteceram durante 10 anos, ficou-se a dever ao clima comercial vigoroso que se fazia sentir no claustro do Convento, tendo sido estabelecidas por ordem de D. Afonso V e realizando-se ao primeiro dia de cada mês durante os 111 anos seguintes.

A obra realizada pelo Convento de S. Domingos não se restringiu a actividades económicas e legislativas mas também ao ordenamento territorial e povoamento da zona adstrita, negociando casas e terrenos adjacentes que lhes cabiam em propriedade. Assim não é de espantar

A obra realizada pelo Convento de S. Domingos não se restringiu a actividades económicas e legislativas mas também ao ordenamento territorial e povoamento da zona adstrita, negociando casas e terrenos adjacentes que lhes cabiam em propriedade. Assim não é de espantar

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que a zona circundante ao Convento fosse uma das zonas mais activas da cidade do Porto e ponto fulcral da vida da cidade. O Convento foi construído em estilo gótico primário, tendo sofrido quatro incêndios: o primeiro em 1357, num dormitório; o segundo, no ano de 1523; o terceiro, em 1777; e o último, em 1832 após o qual, em 1834, o Edifício incorpora o heráldico público, em degradação avançada.

O Edifício Douro é reconstruído no período de 1710 a 1712 e descrito da seguinte forma: “uma casa nobre cujo frontispício é de escolhida arquitectura e mostra um único andar com nove janelas todas devidamente separadas umas das outras por pilastras de pedra lavrada, que nascem do friso geral, que corre na linha do pavimento deste andar, para irem morrer na coronigem que remata a fachada, as ultimas janelas dos extremos são de sacada com as suas varandas de ferro (…) Este andar nobre e de formas apalaçadas pousa sobre nove arcos de pedra lavrada em filetes ou canas e cada um deles tem por fecho uma concha levantada na mesma pelo remate desses arcos…” (Reis, Henrique Duarte e Sousa). Do Convento resta hoje apenas o Edifício Douro e a fonte de mármore, que terá pertencido à sacristia da igreja, que se encontra no jardim de S. Lázaro, tornando-se um ícone emblemático deste espaço. A proveniência

O Edifício Douro é reconstruído no período de 1710 a 1712 e descrito da seguinte forma: “uma casa nobre cujo frontispício é de escolhida arquitectura e mostra um único andar com nove janelas todas devidamente separadas umas das outras por pilastras de pedra lavrada, que nascem do friso geral, que corre na linha do pavimento deste andar, para irem morrer na coronigem que remata a fachada, as ultimas janelas dos extremos são de sacada com as suas varandas de ferro (…) Este andar nobre e de formas apalaçadas pousa sobre nove arcos de pedra lavrada em filetes ou canas e cada um deles tem por fecho uma concha levantada na mesma pelo remate desses arcos…” (Reis, Henrique Duarte e Sousa). Do Convento resta hoje apenas o Edifício Douro e a fonte de mármore, que terá pertencido à sacristia da igreja, que se encontra no jardim de S. Lázaro, tornando-se um ícone emblemático deste espaço. A proveniência

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que a zona circundante ao Convento fosse uma das zonas mais activas da cidade do Porto e ponto fulcral da vida da cidade. O Convento foi construído em estilo gótico primário, tendo sofrido quatro incêndios: o primeiro em 1357, num dormitório; o segundo, no ano de 1523; o terceiro, em 1777; e o último, em 1832 após o qual, em 1834, o Edifício incorpora o heráldico público, em degradação avançada.

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desta fonte não é de consenso pacífico, uma vez que ela poderá ter origem na Igreja conventual, remodelada no século XVIII, ou na Igreja construída pela ordem dos Terceiros que se tornou conventual em 1778 após o incêndio da primeira.

“Em Novembro de 1832, cinco meses depois da entrada do Exército Libertador no Porto, ardeu o edifício do convento que os frades haviam abandonado logo que souberam da entrada das tropas liberais na cidade. Imediatamente a seguir ao incêndio procedeu-se ao arrolamento dos bens dominicanos e pouco depois, a parte do edifício que o fogo poupara foi cedida pelo Governo para ser instalado1” o Banco de Portugal, então apelidado de Banco de Lisboa, que o reconstrói, mantendo intacta a fachada e adaptando o seu interior às necessidades de dependência bancária, tendo ainda hoje divisões fortificadas como prova dessa ocupação. A instalação do Banco de Portugal veio novamente revitalizar esta zona do centro histórico que se constituiu assim como um importante centro financeiro da cidade.

“Em Novembro de 1832, cinco meses depois da entrada do Exército Libertador no Porto, ardeu o edifício do convento que os frades haviam abandonado logo que souberam da entrada das tropas liberais na cidade. Imediatamente a seguir ao incêndio procedeu-se ao arrolamento dos bens dominicanos e pouco depois, a parte do edifício que o fogo poupara foi cedida pelo Governo para ser instalado1” o Banco de Portugal, então apelidado de Banco de Lisboa, que o reconstrói, mantendo intacta a fachada e adaptando o seu interior às necessidades de dependência bancária, tendo ainda hoje divisões fortificadas como prova dessa ocupação. A instalação do Banco de Portugal veio novamente revitalizar esta zona do centro histórico que se constituiu assim como um importante centro financeiro da cidade.

Em 1865 as instalações do convento foram vendidas a particulares que, face ao estado de degradação avançada, destruíram grande parte do imóvel, tendo apenas mantido a parte setecentista, da qual faz parte o Edifício Douro.

Em 1865 as instalações do convento foram vendidas a particulares que, face ao estado de degradação avançada, destruíram grande parte do imóvel, tendo apenas mantido a parte setecentista, da qual faz parte o Edifício Douro.

Em 1934, a Companhia de Seguros Douro sucede ao Banco de Portugal dando uma nova ocupação ao edifício. A intervenção da Companhia de Seguros Douro não altera significativamente a arquitectura exterior, tendo a sua intervenção um carácter mais de adaptação do Edifício à nova actividade, com a introdução de pormenores decorativos interiores, como azulejos, isolamento do telhado e o embutimento dos cofres nas paredes e armários, contribuindo no entanto para a manutenção deste edifício de importância histórica para a cidade.

Em 1934, a Companhia de Seguros Douro sucede ao Banco de Portugal dando uma nova ocupação ao edifício. A intervenção da Companhia de Seguros Douro não altera significativamente a arquitectura exterior, tendo a sua intervenção um carácter mais de adaptação do Edifício à nova actividade, com a introdução de pormenores decorativos interiores, como azulejos, isolamento do telhado e o embutimento dos cofres nas paredes e armários, contribuindo no entanto para a manutenção deste edifício de importância histórica para a cidade.

Apesar das sucessivas alterações arquitectónicas do convento, das mudanças de ordens clericais que aí tiveram lugar e das alterações sociais da sociedade do Porto, alterações essas nem sempre pacíficas, o próprio Edifício e a zona onde se encontra, ocuparam até meados do século XX um lugar de destaque na organização social e económica da cidade do Porto.

Apesar das sucessivas alterações arquitectónicas do convento, das mudanças de ordens clericais que aí tiveram lugar e das alterações sociais da sociedade do Porto, alterações essas nem sempre pacíficas, o próprio Edifício e a zona onde se encontra, ocuparam até meados do século XX um lugar de destaque na organização social e económica da cidade do Porto.

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Germano Silva

Germano Silva

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desta fonte não é de consenso pacífico, uma vez que ela poderá ter origem na Igreja conventual, remodelada no século XVIII, ou na Igreja construída pela ordem dos Terceiros que se tornou conventual em 1778 após o incêndio da primeira.

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palácio das artes – fábrica de talentos Arts Palaces – Talents Factory

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“Espera-se e deseja-se que a ligação histórica do edifício à cidade se mantenha nas novas funções a que lhe vão ser destinadas e para as quais se vai preparando” Germano Silva In Revista Fábrica de Talentos nº0/2007

O Projecto Palácio das Artes – Fábrica de Talentos irá ter residência no Edifício Douro, um dos edifícios mais antigos e emblemáticos da cidade do Porto onde vai desenvolver as suas principais actividades, constituindose como um centro de criatividade e inovação de excelência nacional e internacional. Situado no Largo de S. Domingos, em plena zona histórica da cidade do Porto, classificado como património urbanístico da humanidade pela UNESCO, este novo projecto da Fundação da Juventude, pelas suas condições únicas, potenciará a capacidade de atrair novos públicos, profissionais criativos, turistas nacionais e estrangeiros e de envolver a comunidade local, reforçando a promoção do comércio, a restauração e a hotelaria da área envolvente. Objectivando a inserção activa dos Jovens Criadores, através da criação de pontes entre a escola e o mundo profissional, envolvendo a comunidade artística, os decisores políticos, o mundo empresarial e o turismo, proporcionamos os meios e as estratégias ao desenvolvimento dos seus projectos, promovendo a transferência de externalidades positivas do Sector Artístico/Criativo para outros sectores da Actividade. Pretendemos apoiar os jovens criadores nas várias fases da cadeia de valor

O Projecto Palácio das Artes – Fábrica de Talentos irá ter residência no Edifício Douro, um dos edifícios mais antigos e emblemáticos da cidade do Porto onde vai desenvolver as suas principais actividades, constituindose como um centro de criatividade e inovação de excelência nacional e internacional. Situado no Largo de S. Domingos, em plena zona histórica da cidade do Porto, classificado como património urbanístico da humanidade pela UNESCO, este novo projecto da Fundação da Juventude, pelas suas condições únicas, potenciará a capacidade de atrair novos públicos, profissionais criativos, turistas nacionais e estrangeiros e de envolver a comunidade local, reforçando a promoção do comércio, a restauração e a hotelaria da área envolvente. Objectivando a inserção activa dos Jovens Criadores, através da criação de pontes entre a escola e o mundo profissional, envolvendo a comunidade artística, os decisores políticos, o mundo empresarial e o turismo, proporcionamos os meios e as estratégias ao desenvolvimento dos seus projectos, promovendo a transferência de externalidades positivas do Sector Artístico/Criativo para outros sectores da Actividade. Pretendemos apoiar os jovens criadores nas várias fases da cadeia de valor

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“Espera-se e deseja-se que a ligação histórica do edifício à cidade se mantenha nas novas funções a que lhe vão ser destinadas e para as quais se vai preparando” Germano Silva In Revista Fábrica de Talentos nº0/2007

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O PROjECTO The project

rEcuPEração rEHabilitation


EdifĂ­cio douro Douro Building Porto 2001/2009

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Construction located in the Largo de S. Domingos, at Porto, the Douro Building was built in the same area of the former convent of São Domingos, dating from the 13th century. The building was destroyed by a fire in 1832, during the siege of Porto, and was submitted to several construction projects over time. Later, the building was transferred to the Bank of Lisbon (now known as the Bank of Portugal), which rebuilt it, taking advantage of some of the old structures of the 18th century building. It was last occupied in 1934 by the Companhia de Seguros Douro, from which the building inherited its name. In 2001, the Fundação da Juventude purchased the building with the aim of establishing an ‘Arts Palace – Talents Factory’ there, an ambitious project which will convert the building into a site for the promotion of young artists in different areas of activity. The program anticipates the installation of various workshops, training rooms, temporary and permanent exhibition areas, a restaurant and a design shop, among other service facilities. The external character and monumental nature of the building corresponded with an interior labyrinth which was modified during the course of construction projects as a result of successive adaptations of the space to the needs of the time. The current project took on, as a principle, the resizing of the original scale of the building and the restoration of its monumental structure, for which significant internal demolition works were needed, especially some concrete slats introduced between 1940 and 1960, which practically doubled the number of existing floors. The new construction system was based, as far as possible, on the rehabilitation of the original structures of the building, and, when this was not possible, new metal strips were added to the original height above ground to replace the old wooden beams, which have been destroyed or that have disappeared. The team consisted of technical experts from various areas, with particular relevance for archeological works, enabling the exposure of the walls and structures, until now unknown, from the former convent of São Domingos.

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Localizado no Largo de S. Domingos, no Porto, o Edifício Douro foi construído no mesmo local do antigo convento de São Domingos, fundado no séc. XIII. O edifício sofreu um incêndio em 1832, durante o Cerco do Porto, tendo sido objecto de diversas intervenções ao longo do tempo. Posteriormente, o edifício foi cedido ao Banco de Lisboa (hoje, Banco de Portugal), que o reconstruiu, aproveitando algumas das antigas estruturas do edifício Setecentista. A última ocupação é feita em 1934 pela Companhia de Seguros Douro, da qual o edifício herdou o nome. Em 2001, a Fundação da Juventude adquiriu o imóvel com o objectivo de aí instalar o “Palácio das Artes – Fábrica de Talentos”, um projecto ambicioso que transformará o edifício num local vocacionado para a promoção de jovens artistas em diferentes áreas de actividade. O programa prevê a instalação de vários ateliês, salas de formação, áreas de exposições, permanentes e temporárias, um restaurante e uma loja de design, entre outras valências. Ao carácter e monumentalidade exterior do edifício correspondia um interior labiríntico e bastante alterado por intervenções pouco criteriosas, fruto das sucessivas adaptações do espaço às necessidades em cada momento. O projecto actual assumiu, como princípio, a reposição da escala original do edifício e a restituição da sua monumentalidade, pelo que foram necessárias obras de demolição interiores significativas, nomeadamente algumas lajes de betão, introduzidas entre 1940 e 1960, que praticamente duplicavam o número de pisos existentes. O novo sistema construtivo assentou, sempre que possível, na recuperação das estruturas originais do imóvel e, na sua impossibilidade, na introdução de novas lajes metálicas às cotas originais, em substituição das antigas vigas de madeira, que entretanto tinham ruído ou desaparecido. A equipa integrou técnicos de várias áreas, com particular relevância para os trabalhos arqueológicos, possibilitando expor algumas das paredes e estruturas, até agora desconhecidas, do antigo convento de São Domingos.

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Planta piso -1 e Planta piso 0 Basement level plan and Ground level plan

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01. Balneários 02. Vestíbulo dos acessos verticais 03. Sanitários 04. Ateliê 05. Sala de artes performativas 06. Área de circulação 07. Sala 08. Laboratório criativo 09. administração/sala de exposições 10. Sala de concertos 11. Vestíbulo dos sanitários 12. Sanitário indivíduos mobilidade condicionada 13. Sanitário senhoras 14. Sanitário homens 15. Reprografia 16. Sala multimédia 17. Ateliê/sala polivalente/ formação 18. Sala polivalente [exposição/loja] 19. Sala polivalente [exposição/loja] 20. Bar/café 21. Copa de apoio 22. Área de serviço 23. Arrumo 24. Entrada para indivíduos com mobilidade condicionada 25. Sala de refeições 26. Cozinha 27. Despensa 28. Entrada do restaurante 29. Vestíbulo/recepção 30. Área técnica 31. Entrada nobre 32. Entrada de serviço/restaurante 33. Garrafeira 01. Balneary 02. Vertical access hall 03. toilets 04. studio 05. performing arts room 06. circulation area 07. living room 08. creative laboratory 09. administration/exhibitions room 10. concerts room 11. toilets hall 12. tolet for disabled person 13. ladies toilet 14. men’s toilet 15. reprography 16. multimedia room 17. studio/multipurpose room/training 18. multipurpose room (showroom) 19. multipurpose room (showroom) 20. bar/coffee shop 21. support pantry 22. service area 23. store-room 24. disabled person entrance f 25. dining room 26. kitchen 27. larder 28. restaurant lobby 29. foyer/reception 30. technical area 31. lobby 32. restaurante service door 33. cellaret

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Planta piso 1 e Planta piso 2 1st level plan and 2nd level plan

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Planta piso intermĂŠdio e Planta piso 3 Plan Between floors and 3rd level plan

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Corte longitudinal e Corte transversal Longitudinal section and Transversal section

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Biografias Biographies Alfredo Ascensão Alfredo Jorge Vilarinho de Ascensão, nasceu em Milheirós no concelho da Maia em 1962. Frequenta a Escola Superior de Belas Artes do Porto de 1982 a 1985 e a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto de 1985 a 1987 pela qual se licencia em 1988. Até à fundação da aaph arquitectos lda, colaborou com os seguintes gabinetes e entidades: 1986 - arqt.º Camilo Cortesão 1986/1988 - arqt.º José Paulo dos Santos 1988 - arqt.º Siza Vieira/arqt.º José Paulo dos Santos 1989 - Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico 1989/1990 - Lecciona a disciplina de desenho técnico no curso “Recuperação de Técnicas Tradicionais de Construção Civil”, promovido pelo IPPAR em Carrazeda de Ansiães. 1990 - Lecciona um semestre da cadeira de Arquitectura na Escola Superior Artística do Porto 1993/1995 - Lecciona a disciplina de Design de Mobiliário e Desenho de Ornato no Centro de Formação Profissional de Indústria da Madeira e do Mobiliário. Paulo Henriques Paulo Manuel Santos Lestro Henriques, nasceu em Leiria em 1961. Inicia o Curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, que frequenta de 1980 a 1983, licenciando-se pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1985. Até à fundação da aaph arquitectos lda., colaborou com os seguintes gabinetes e entidades: 1985/1986 - arqt.º Joaquim Bento Lousan 1986/1987 - Cumprindo o Serviço Militar Obrigatório, chefia o departamento de Arquitectura da DSFOE em Sta Margarida e mais tarde em Coimbra 1987/1991- arqt.º Manuel Correia Fernandes 1991 - Funda o seu próprio Gabinete de Arquitectura em Matosinhos. 1994 - Funda e Inicia a actividade de Director Redactorial da Revista “PORTO & risco”, publicação de divulgação de design. aaph Após vários anos de prática profissional, em Julho de 1995, os arquitectos Alfredo Jorge Vilarinho de Ascensão e Paulo Manuel Santos Lestro Henriques iniciaram uma actividade conjunta no domínio da arquitectura, da qual resultou, em Janeiro de 1996, a criação da firma “Alfredo Ascensão & Paulo Henriques, arquitectos, Lda”. Desde então, a sua actividade profissional tem-se desenvolvido nos vários domínios de exercício da profissão, nomeadamente na elaboração de projectos de edifícios de habitação (unifamiliar, colectiva e de cariz social e cooperativo) equipamentos (sociais, desportivos e outros), estabelecimentos hoteleiros, recuperação de edifícios históricos e planeamento do território. A AAPH, arquitectos, Lda conta actualmente, para além dos dois sócios fundadores, com a colaboração permanente de 3 arquitectos, aos quais se têm vindo a juntar alguns estagiários, contribuindo assim também para a formação de jovens arquitectos. Colaboradores actuais: Luísa Frutuosa, arqt.ª (desde 1995) Pedro Martins, arqt.º (desde 1997) Daniela Martins, arqt.ª (desde 2001) Bruna Palhão, arqt.ª estagiária Maria Clara Couto, arqt.ª estagiária Susana Morais, secretariado e assessoria (desde 1998) Antigos Colaboradores: Ana Domingos, arqt.ª (1995-1997) Miguel Ventura, arqt.º (1995-1996) Paula Gonçalves, arqt.ª (1995-1996) Benita Azevedo Ruiz, arqt.ª (1997-1999) Florbela Sobral Mendes, arqt.ª (1997-2000) Sara Marques, arqt.ª (2000-2008) Antonio Telesforo, arqt.º (2000-2001) João Paulo Moura, arqt.º (2001-2002) Marta Silva, arqt.ª (2004-2006) Sara Cunha, arqt.ª (2006-2007) Sergio Fernandez Nasceu, no Porto, em 1937. Curso de Arquitectura, na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Professor Associado da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e no Departamento de Arquitectura da Universidade do Minho.

Membro do Conselho Directivo da FAUP entre 1988 e 1994. Membro do Conselho Científico da FAUP de 1987 a 2007. Professor Jubilado da FAUP, a partir de 2007. Orienta Seminários na Holanda, de 1977 a 1983 e na União Soviética, em 1988. Ministra aulas no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia da Universidade de Angola, em 1981. Ministra Cursos sobre Arquitectura Contemporânea Portuguesa no Brasil, em 1993 e 1994 e no Panamá em 2005. Participa em Seminários em Portugal, Espanha, Finlândia, Itália e Holanda. São-lhe conferidos, em 2009, os Prémios Diogo de Castilho e AICA 2008. Tem artigos e obras publicados em Portugal e publicações estrangeiras, tais como: Architectures à Porto, Tendenze dell’Architettura Contemporanea, Casabella, Lotus International, Wonen Tabk, Electa. Orienta teses de doutoramento no Porto, Madrid e Barcelona. Graça Correia Nasceu, no Porto, em 1965 e licencia-se em Arquitectura pela FAUP em 1989. Colaborou com o arquitecto Eduardo Souto de Moura desde essa data até 1995. É Professora Auxiliar no Departamento de Arquitectura da Universidade Lusíada do Porto, na cadeira de Projecto do 5.º ano. Desde 2000 realiza alguns projectos em sociedade com o arquitecto Eduardo Souto de Moura, designadamente a Requalificação dos Edifícios Históricos da Fábrica Robinson, em Portalegre, obra em curso. Doutorou-se em 2006 na Universidade Politécnica da Catalunha como bolseira da FCT. Em 2005, funda com Roberto Ragazzi a Correia/Ragazzi arquitectos, onde desenvolve projectos de natureza individual ou em parceria, designadamente a Casa do Gerês. A sua obra já foi premiada, exibida e publicada em Portugal e internacionalmente, designadamente com o reconhecimento em 2007, em Nova York, com a distinção “EUROPE 40 UNDER 40”, a Medalha de Ouro na categoria habitação unifamiliar na Bienal Miami+Beach 2007, 1.º lugar do III Prémio Enor na categoria Portugal, o International Architecture Award 2008 em Nova York e o 1.º lugar no IDA08 -International Design Award na categoria edifício residencial. Em Portugal foi recentemente Finalista do Prémio Secil de Arquitectura 2008 e integrou as Selecções HABITAR PORTUGAL 2003-2005 e 2006-2008. Publica em 2008 o livro RUI ATHOUGUIA: A MODERNIDADE EM ABERTO, a convite da editora Caleidoscópio e é autora de vários artigos publicados em jornais e revistas da especialidade. Inês d’Orey Nasceu, no Porto, em 1977. Tem formação superior em Relações Internacionais Culturais e Políticas pela Universidade do Minho (1999) e em Fotografia pela London College of Printing (2002). Entre 1999 e 2002 foi bolseira do Centro Português de Fotografia. Em 2007, foi a vencedora do prémio Novo Talento Fotografia FNAC. Integra o colectivo internacional Young Photographers United. Desde 1999 que o seu trabalho tem vindo a ser frequentemente publicado e exposto em Portugal e no estrangeiro. Actualmente, trabalha como fotógrafa freelancer, essencialmente nas áreas de arquitectura e de cena.

Alfredo Ascensão Alfredo Jorge Vilarinho de Ascensão was born in Milheirós in the District of Maia in 1962. He attended the Escola Superior de Belas Artes of Porto from 1982 to 1985 and the Faculty of Architecture of the University of Porto from 1985 to 1987, graduating in 1988. Until the establishment of aaph arquitectos lda, he collaborated with the following offices and entities: 1986 - Arch. Camilo Cortesão 1986/1988 - Arch. José Paulo dos Santos 1988 - Arch. Siza Vieira/Arch. José Paulo dos Santos 1989 - Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico 1989/1990 - Technical drawing lecturer of the course ‘Recovery of Traditional Civil Construction Techniques’ run by IPPAR at Carrazeda de Ansiães. 1990 - He lectured for one semester at the Architecture chair of the Escola Superior Artística of Porto 1993/1995 - He lectured the subject of Building Design and Ornate Design at the Centro de Formação Profissional de Indústria da Madeira e do Mobiliário Paulo Henriques Paulo Manuel Santos Lestro Henriques was born in Leiria in 1961. He attended the Architecture Course at the Escola Superior de Belas Artes of Porto from 1980 to 1983, graduating from the Faculty of Architecture of the Technical University of Lisbon in 1985. Until the establishment of aaph arquitectos lda, he collaborated with the following offices and entities 1985/1986 - Arch. Joaquim Bento Lousan 1986/1987 - Completed Compulsory Military Service, then headed the Architecture Department of DSFOE at St Margarida and later at Coimbra 1987/1991- Arch. Manuel Correia Fernandes 1991 - He established his own Architectural Office at Matosinhos. 1994 - He founded and commenced activity as the Editorial Director of the Magazine “PORTO & risco”, a Design Publication. aaph After several years of professional practice, in July 1995, the architects Alfredo Jorge Vilarinho de Ascensão and Paulo Manuel Santos Lestro Henriques started to work together in the area of architecture, establishing the company “Alfredo Ascensão & Paulo Henriques, arquitectos, Lda” in January 1996. Since then, their professional activities was carried out in various areas of the profession, especially in the development of housing projects (single family, collective and social and cooperative nature), facilities (social, sporting and other), hotel establishments, rehabilitation of historical buildings and land planning. Besides these two founding partners, AAPH, arquitectos, Lda currently permanently collaborates with 3 architects, as well as some trainees, thus contributing to the training of young architects. Current collaborators: Luísa Frutuosa, Arch. (since 1995) Pedro Martins, Arch. (since 1997) Daniela Martins, Arch. (since 2001) Bruna Palhão, trainee Arch. Maria Clara Couto, trainee Arch. Susana Morais, secretariat and consultancy (since 1998) Former Collaborators: Ana Domingos, Arch. (1995-1997) Miguel Ventura, Arch. (1995-1996) Paula Gonçalves, Arch. (1995-1996) Benita Azevedo Ruiz, Arch. (1997-1999) Florbela Sobral Mendes, Arch. (1997-2000) Sara Marques, Arch. (2000-2008) Antonio Telesforo, Arch. (2000-2001) João Paulo Moura, Arch. (2001-2002) Marta Silva, Arch. (2004-2006) Sara Cunha, Arch. (2006-2007) Sergio Fernandez He was born in Porto in 1937. Attended the Architecture Course at Porto Escola Superior de Belas Artes. Associate Professor of the Faculty of Architecture of the University of Porto and the Department of Architecture of the University of Minho. Member of the Board of Directors of FAUP between 1988 and 1994.

Member of the Scientific Board of FAUP from 1987 to 2007. Retired Professor at FAUP, from 2007. Held seminars in Holland from 1977 to 1983 and in the Soviet Union in 1988. Taught at the Department of Architecture of the Faculty of Engineering of the University of Angola in 1981. Taught courses on Contemporary Portuguese Architecture in Brazil in 1993 and 1994 and in Panama in 2005. Participated in Seminars in Portugal, Spain, Finland, Italy and Holland. In 2009, he was awarded the Diogo de Castilho and AICA 2008 prizes. He wrote articles which were published in Portugal and foreign publications such as: Architectures à Porto, Tendenze dell’Architettura Contemporanea, Casabella, Lotus International, Wonen Tabk, Electa. He grants couseling regarding Doctoral Theses in Porto, Madrid and Barcelona. Graça Correia Was born in Porto in 1965 and graduated in Architecture from FAUP in 1989. She collaborated with architect Eduardo Souto de Moura from that date until 1995. She is an Assistant Professor at the Department of Architecture of the Lusíada University of Porto, teaching 5th grade Project. Since 2000, she has carried out some projects with architect Eduardo Souto de Moura, especially the Renovation of the Historical Buildings at the Robinson Factory at Portalegre. She was awarded her doctorate in 2006 at the Polytechnic University of Catalunha on an FCT scholarship. In 2005, she founded Correia/Ragazzi arquitectos with Roberto Ragazzi, where she carried out projects of an individual nature or in partnership, notably the Casa do Gerês. She has been awarded prizes for her work and exhibited and published in Portugal and internationally, receiving recognition in 2007 in New York upon being awarded the distinction “EUROPE 40 UNDER 40”; winning the Gold Medal in the category of single family housing at the Biennal Miami+Beach 2007; accomplishing 1st place of the III Enor Prize in the category Portugal, the International Architecture Award 2008 in New York and 1st place at IDA08 -International Design Award in the category of residential buildings. In Portugal she was recently a Finalist of the Secil Architecture Prize 2008 and was included in the publication Selecções HABITAR PORTUGAL 2003-2005 and 2006-2008. In 2008, she published the book RUI ATHOUGUIA: A MODERNIDADE EM ABERTO at the invitation of the publishing house Caleidoscópio and is the author of various articles published in specialist newspapers and magazines. Inês d’Orey Was born in Porto in 1977. She acquired advanced training in International Cultural and Political Relations at the University of Minho (1999) and Photography at the London College of Printing (2002). Between 1999 and 2002 she was granted a scholarship at the Centro Português de Fotografia. In 2007, she won the FNAC New Photographic Talent prize. She is a member of the international group Young Photographers United. Since 1999, her work has been frequently published and exhibited in Portugal and overseas. Currently she works as a freelance photographer, mainly in the areas of architecture and scenery.

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