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Número 02 - Abril/Maio 2013

Marketing

Tradicional X Virtual Como a TI ajuda na

Revista Online - Venda Proibida

Gestão de empresas

Pra você falar bem

T i t i o M a r c o A n t o n i o e A n a Ve e t M a i a Ân c o r a do prog ra m a A lt e r n at i v a Kiss e psi c ot e r ape u ta or i e n t a m com o n ã o “ tra v ar ” n a h or a de u m a a pr ese n t ação www w www.inco ww w .i ..in iin nc cor co orrp o rpo orra ra atttiiva i va v a .co .c com co om o m .br .b brr b

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Editorial A mobilidade teve um impacto significativo em todos os aspectos da comunicação na sociedade. O avanço da tecnologia permite o uso da criatividade de forma brilhante e ainda oferece ferramentas para estimular nas pessoas as melhores experiências. Atualmente, o mundo está repleto de informações disponíveis ao leve toque dos dedos, mas na hora de sentar-se à frente de seu interlocutor para mostrar o que você realmente sabe, a oportunidade pode ser única. Muitos perdem a chance - às vezes irrecuperável - por não dominar a arte de apresentar bem a si próprio ou a seus produtos e serviços.

transformar, mas ainda há resistência de parte do segmento corporativo quanto à utilização de novos métodos ou atalhos inovadores em suas ações de marketing na difícil decisão entre o tradicional e o digital quando um dos caminhos para bons resultados passa pela capacitação de sua linha de frente.

Por conta disso, muitos empresários buscam ajuda de profissionais especializados em ‘falar bem’ para explorar o domínio da oratória como recurso estratégico na hora de fechar um negócio. A comunicação tem o poder de

E tem muito mais. Quem leu a edição 01 perceberá uma boa mudança no layout. Tais modificações foram feitas por sugestão dos leitores e de uma colega, Débora Carvalho de Oliveira. Esperamos que aprecie o resultado. (R.L)

Nessa edição entrevistamos o consagrado âncora do programa Alternativa Kiss, o ‘titio’ Marco Antonio, também dublador do personagem Patrick (amigo do Bob Esponja), que traz dicas e boas práticas de como cada pessoa pode melhorar a forma de falar em público e para o público.

Re pro dução Inte rnet

Um diferencial no negócio “Esse tipo de caridade apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagavam antecipadamente o café à alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos não só o café, mas também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo.” Uma comovente estória (parte com “e” e parte com “h”) vem rodando as redes sociais. Quando recebi, pensei comigo: cortarei o editorial ao meio e divulgarei esta ó ma ideia, pois talvez ela sirva de inspiração. Traz o seguinte texto: “Para quem não dispensa um bom cafezinho, a simpá ca ideia do “café pendente” ou “café do próximo” chama a atenção. Existente em um café no Rio de Janeiro, ela também chegou à São Paulo. O hábito do “café pendente” surgiu por conta do livro The Hanging Coffee onde um personagem toma seu café e ao pagar a conta deixa pagos dois cafés: o seu e um pendente para o próximo cliente.” A par r disso foi acrescentada a foto acima e um suposto diálogo entre duas pessoas que observam outros deixarem cafés pagos e posteriormente um homem “em roupas baratas” que entra e pergunta se há algum café pendente. Fica óbvia a intenção de “emocionar” o texto, algo comum na internet. E conseguiu, por um momento, tanto que resolvi divulgar uma suposta ação social. 3 -

I N Co rp o ra t iva Ne gó cio s

E fui pesquisar. A foto na verdade, pertence ao Washington Post/Michael S. Williamson e ilustra uma matéria sobre moradores de rua em Montgomery County. Passei a desconfiar do direcionamento e veracidade do tal “diálogo”. Como não há tempo para verificar se realmente isso acontece em Nápoles e se atende aos menos favorecidos, somente consegui confirmar que realmente aqui em São Paulo há pelo menos um estabelecimento que adotou

a ideia. Fica na Vila Madalena e a foto abaixo é da lousa usada para marcar o denominado “Café Compar lhado”. Ao menos aqui a ação acontece de verdade e deixo abaixo os dados do Ekoa Café onde, por sinal, fui mui ssimo bem atendido. Deixo também meus parabéns pela inicia va. (R.L.)

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Pro jeto e D ireç ão g e ra l

Assessor de imprensa: garimpeiro de notícias Artigo

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Marketing tradicional ou digital Em qual investir?

CAPA: Pra você falar bem Como fazer uma boa comunicação

Gestão de Pessoas Ferramentas de apoio

Jo rn alis t a s Carla Akl Cassia Oliveira Daniela Pacheco Graziela Jabur Greyce Alves

Como a TI ajudou a melhorar a gestão de empresas

Vicent Sobrinho

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Quer pagar quanto? Você deixaria seu cliente decidir?

Programas de Trainee ganham preferência dos jovens

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Comprometimento e responsabilidade no trabalho Artigo

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Assessor de imprensa: o garimpeiro de no cias

Ar t i g o

Por Elenita Andrade*

A história conta que em meados de 1906 o jornalista Ivy Lee, em Nova York, foi responsável pela recuperação de imagem do empresário americano John Rockfeller, que na época enfrentava uma greve sangrenta de seus funcionários da Colorado Fuel and Iron Co. Provavelmente aí tenha começado a relação jornalistas de redação e jornalistas que atuam em assessoria de imprensa. Criaram-se dois papéis para intermediar a informação. De um lado, profissionais de comunicação se preocupam em levantar a no cia, o fato, o inedi smo e, do outro, os jornalistas de redação de diversas mídias, estão de olho na informação, no furo de reportagem, na exclusividade, e encon-

traram no assessor de imprensa um aliado para auxiliar no garimpo de variados assuntos do dia a dia. Assim, surgiu uma relação de confiança que leva de um lado ao outro a informação precisa e bem apurada que, após o garimpo, tratamento e checagem, transforma-se em no cia para os mais diversos pos de leitores. Nesse cenário, vale relembrar que o avanço tecnológico com o fim da Guerra Fria, conflito entre os EUA e a an ga União Sovié ca, o poder tomou a frente dos interesses e a corrida tecnológica ganhou impulso nas duas úl mas décadas, o que mudou a forma das organizações se comunicarem, bem como modo de trabalho da mídia, que incorporou

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novas prá cas para interagir com seus públicos. O mercado se abriu e uma avalanche de empresas de serviços e produtos se refle u no Brasil abrindo mais espaço para a relação assessor de imprensa e redação. A internet, as telecomunicações, o GPS, os modelos de serviços oferecidos para as empresas e tudo que hoje facilita o dia adia corpora vo e do cidadão comum, precisou ser explicado e aí entrou em cena Assessoria de Imprensa. Esses profissionais que agem como disseminadores da informação intermediaram, no mercado nacional e internacional, o avanço da internet, das telecomunicações, dos ultra modernos computadores e toda a convergência presente na vida dos usuários. A imprensa se abriu ao mercado e criou a editoria de tecnologia e telecomunicações, antes chamada de informá ca. além da, ainda presente, ciência e tecnologia. Surgiram grandes feiras, congressos, seminários e workshops amplamente puxados pelo braço da assessoria de imprensa na colaboração da no cia dentro das redações. O que mudou? Nada, houve sim uma evolução do como fazer e para quem fazer. De braços dados, hoje são profissionais que se completam. Todos os setores da economia ganham notoriedade e o fortalecimento da imagem sem arranhões, despontaram para o mercado o empresário jornalista, assessor de imprensa, garimpeiro de no cias e colaborador isento das redações.

*Elenita Andrade atua há mais de 20 anos no mercado de assessoria de imprensa. Especializada em Tecnologia de Informações e Negócios, é diretora da Comunicação Vertical, agência com sete anos de atuação em Comunicação Empresarial. I N C o r p o ra t i va N e g ó c i o s

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Marketing grandes responsabilidades e riscos, a correta gestão deste instrumento é determinante para que a organização prospere em seus negócios - ou não. Um fator decisivo que precisa ser trazido à tona na evolução do Marke ng foi o surgimento da in-

ternet e suas tecnologias durante os anos 90. A mudança causada nos mercados internacionais e no comportamento do consumidor foi tão evidente que a área acabou sendo dividido em duas frentes: o Tradicional e o Digital. A seguir, você poderá conferir no que consiste cada um deles.

Fo to : H ugo Xav i e r

Responda rápido: você sabe o que é Marke ng? Se você gaguejou ou demorou mais de cinco segundos para começar a falar, está na hora de você finalmente entender este conceito tão amplo, mas ao mesmo tempo tão simples, que abrange todas as a vidades de criação, promoção e fornecimento de qualquer bem ou serviço para um grupo de clientes. Afinal de contas, o sucesso da sua empresa depende de um bom Marke ng, não é mesmo? “Comumente relacionado e confundido com a publicidade, o Marke ng vai muito além da propaganda em si e envolve uma série de outros estudos que passam pelo desenvolvimento de um produto, chegando até ao modo como ele será distribuído para os diferentes canais”, esclarece Stéfany Gravallos, Relações Públicas e Publicitária. Para a construção de um negócio então, é essencial que a empresa nasça a par r de uma estruturação mercadológica, que auxiliará na tomada de qualquer decisão futura. “O Marke ng é uma poderosa ferramenta que, dependendo da forma que é trabalhada, pode tornar uma marca imortal, como é o caso da Coca-Cola, ou acabar por assassiná-la, como por exemplo a loja virtual Visou, que teve a sua reputação manchada ao responder uma solicitação nas mídias sociais insultado uma cliente”, explica Tha anne Mosimann, Publicitária da Idê Comunicação e especialista em SEO. Por envolver 6 -

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C o m ex p er i ên ci a n o r a mo d i g i ta l a l emã o, T h a t i a n n e a cr ed i ta no p o d er d e s e t r a b a l h a r os d oi s Ma r ket i n g s d e for m a i nteg r a da. w w w. i nc o r p o ra t i va . c om.br


Tradicional ou Digital: Em qual invesƟr? MarkeƟng Tradicional Versus MarkeƟng Digital O Marke ng Tradicional de Philip Kotler tem como pilar a influência direta sobre o consumidor para a concre zação de uma venda. Esta é sempre balizada de acordo com as principais caracte-

rís cas do produto e seus outros 3 P’s (preço, praça e promoção). Encontrados os seus diferenciais compe vos, os mesmos são divulgados através de uma comunicação massiva. Desta forma, a campanha é feita baseada nas mídias off line,

que englobam meios como a televisão, rádio, jornais, revistas e até outdoors. “Embora este método a nja sempre a grande audiência, não há uma segregação do público de interesse. Além disso, até hoje seus custos só podem ser cobertos pelas companhias que des nam uma verba específica para isto.”, acrescenta Stéfany.

Foto: L ea n d r o G r a va l l os

Já o Marke ng Digital, como seu próprio nome diz, é pra cado nas plataformas online como as mídias sociais, os aparelhos mobiles e até os podcasts. Seu principal diferencial está na possibilidade de relacionamento entre marca e seus consumidores, podendo segmentá-los da maneira que a empresa desejar. “Por permi rem à interação em tempo real com o usuário, estes meios estão ganhando cada vez mais relevância na vida do consumidor. E um fator determinante para que isto fosse possível foi o rápido e fácil acesso à internet, conectando uma gigantesca rede de pessoas durante todo o tempo.”, comenta Tha anne. Mas, e qual é melhor?

Relações Públi ca s , Sté fa ny r e s s a l ta a i m p o r tâ n ci a d e s e t r a b a l h a r com um a com u n i ca çã o d i r i g i d a n o M a r ket in g Di g i ta l . www.inco rp o ra t iva .co m .br

Não existe uma fórmula préditada, por isso não há uma melhor opção. Tudo dependerá da polí ca da empresa, seus objevos, públicos e estratégias. “O ideal é que o Marke ng Tradicional e o Digital sejam trabalhados de maneira integrada para conseguir a ngir as expectavas da campanha. Um método deve complementar o outro, jusI N C o r p o ra t i va N e g ó c i o s

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tamente pelo fato de que um é mais abrangente e o outro mais direcionado.”, orienta. Por isso, é muito importante que ambas as ferramentas sejam reconhecidas e recebam os devidos inves mentos para con nuarem trabalhando a imagem organizacional.

Qual a importância de ter o apoio de uma assessoria para trabalhar estes dois pilares? “O que tem que ficar muito claro antes de tudo é que a assessoria de um profissional não deve ser apenas para o Marke ng Tra-

Quadro Compara vo

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dicional. Hoje, já existem muitas empresas dentro e fora do Brasil especializadas apenas na área Digital que realizam um trabalho fantás co online!”, comenta a especialista em SEO com quatro anos de experiência no mercado alemão. Para Tha anne, o apoio de uma agência é essencial para orientar a empresa e direcionar os esforços de comunicação para as plataformas mais adequadas.

MarkeƟng Tradicional

MarkeƟng Digital

Comunicação Massiva

Comunicação Dirigida

Foco na venda

Foco no relacionamento

Unidirecional

Pluridirecional

Comportamento do público passivo

Comportamento do público a vo

Esté ca pré-formatada

Esté ca personalizada

Es lo “palestra”

Es lo “diálogo”

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A máquina tributária brasileira A r t ig o

Por Alessandro Lima*

É de conhecimento de toda pessoa e empresa que recolhe impostos no Brasil que o país precisa urgentemente reformar o seu sistema tributário. Durante a úl ma década, vários projetos de reformas foram feitos, mas as mudanças adotadas até agora estão longe de sa sfazer as necessidades dos contribuintes. Há tempo que a Reforma Tributária é um dos temas mais discu dos da agenda brasileira. Mas conflitos de interesses e a ausência de um acordo entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios parece ser o principal obstáculo para um processo mais significa vo de mudança. Enquanto isso, o Brasil sofre as consequências de ter um sistema ultrapassado, desnecessariamente complexo em seus aspectos legais e administra vos. De acordo com pesquisas relizadas pelo IBPT (Ins tuto Brasileiro de Planejamento Tributário), os governos brasileiros (União, estados, distrito federal e municípios), arrecadaram em 2012, 36,27% de

toda da riqueza produzida no país, um aumento de 0,25 ponto percentual em relação a 2011. Deste valor: - União: tem 70%, Estados: tem 25% e os Municípios: tem 5%, do dinheiro arrecadado. O Brasil é um dos países que mais recolhem impostos em todo o mundo. Para se ter ideia, cada brasileiro pagou em média R$ 8.230,31 em 2012 (dados do IBPT). No entanto, o país ocupa as piores posições quando se trata da devolução dos impostos “em bene cios para a população”. O orçamento do governo é muito comprome do com o serviço público, com os juros da dívida pública e com Seguridade Social. Além das dívidas, o dinheiro que sobra é mal gerido. Altas taxas dos impostos desencorajam inves dores brasileiros e estrangeiros a inves r no Brasil. A alta tributação inibe o ganho das empresas e atrasa o retorno do inves mento. Es mase que o Brasil poderia aprimorar a des nação de seus inves -

Daniela Pacheco danielaassessoradeimprensa@gmail.com Telefones: (48) 3209-9138 / 8427-5911 Assessoria em comunicação com mais de 10 anos de mercado. Atua em todo o Brasil com serviços de assessoria de imprensa, marketing, criação de sites, gestão da marca e administração de redes sociais.

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mentos entre 10% a 15%, para cada ponto percentual que caísse o valor total de tributação do país. Desta forma a tributação excessiva é um dos principais fatores a ser considerado, no chamado “Custo Brasil”, que é o índice que mede a viabilidade de invesr no país, considerando a burocracia e a corrupção no ambiente de negócios. A carga tributária elevada torna complexo para a empresa que produz em solo brasileiro compe r na economia mundial. Um bom exemplo é a “invasão” dos “made in China” no Brasil. A China tem uma carga tributária de cerca de 17% do PIB, enquanto o Brasil tem um índice de 36%. Além disso, o Sistema Tributário Brasileiro é composto de mais de 60 diferentes impostos e contribuições, cada um com uma taxa diferente, incidentes sobre uma fonte diferente e recolhidos por diferentes ins tuições. Além dos impostos, as empresas devem cumprir mais de 90 obrigações acessórias. Além disso, as regras que regulam o sistema de tributação estão em contante mudança. Segundo o IBPT, os governos de todas as esferas lançam uma média de 15 novos padrões a cada dia. O que fica é a necessidade mais que urgente de exis r vontade polí ca para que a reforma tributária se torne realidade. É imperavo que os projetos de reforma diminuam as divergências entre os Governos das diferentes esferas, e que o trem da história não passe mais uma vez mostrando ganhos e bene cios de algumas medidas, não tão populares, mas necessárias, que devem ser tomadas. * Al e s s a nd r o L i m a - E cono m i s ta c o m E s p e c i a l i z a ç ão e m F i na nç a s e E c o no mia. Ana l i s ta d e I nv e s ti m e nt os, a tua há m a i s d e 1 3 a no s no M e r c a d o F i na nc e i r o . Autor d e te x to s e a r ti g o s so b r e f ina nç a s e i nv e sti m e nto s.

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Na hora de apresentar um projeto, conquistar um cliente, defender seu TCC ou mesmo em uma entrevista de emprego, não importa o quão expert você seja no assunto, se não transmi r segurança, clareza e credibilidade, poderá perder grandes oportunidades. Muito pior quando na “hora H”, por uma série de bloqueios pessoais, medos, ansiedade, acontece aquele constrangedor e até comum “deu branco”.

Pra você FALAR BEM Reportagem: Vicent Sobrinho Redação: INCorpora va

“ Dezo i to h oras em S ão Paulo, está começando o j o r n a l mais roqueiro do rádio” Geralmente é assim que começa o programa Alterna va Kiss, no ar de segunda a sexta e comandado pelo comunicador Marco Antonio Abreu, o “ o do Rock”. Jornalista, ator, videorrepórter, dublador dos famosos Patrick (o amigo do Bob Esponja), Garfield (no filme “Garfield cai na real”), além de outros personagens em diversas séries como “Walking Deads” e mais recentemente o capitão Janek – interpretado pelo ator Idris Elba em “Prometheus”. Ainda, é narrador dos canais Na onal Geographic, Discovery Channel, Animal Planet, entre outros. Foi também professor de interpretação vocal e prá cas de locução no Senac/SP por sete anos. Aqui, fala um pouco sobre comunicação. 10 -

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Foto: V ice nt S ob rin h o ( 11) 98039- 0039

“ F al a r be m , p a r a m im, s em p re f oi s e r s imple s ” Marco Antonio Abreu

É hora de apresentar um projeto de negócio a um inves dor, ou de mostrar o valor e o diferencial de sua empresa e produtos, vender a um novo cliente. Nenhum segredo, afinal ninguém melhor que você para conhecer o seu produto. Ou mesmo para defender uma tese na faculdade, apresentar um trabalho, falar com o chefe, com os colegas durante a reunião. Você passou noites em claro estudando, faz o mesmo trabalho há anos, não deve haver qualquer dificuldade nisso. Certo? Uma frase muito usada hoje nas redes sociais poderia finalizar este parágrafo: “Só que não!”. Um dia antes fica repassando mentalmente os pontos a apresentar, qual a sequência mais lógica e mais clara, imaginando quais seriam as contraposições e as respostas exatas para elas. Um minuto antes, mãos e axilas encharcadas, uma leve tremedeira disfarçada. E um minuto após o término, não dá para entender como algo tão simples tornou-se um pesadelo, como as palavras ficaram di ceis e, pior, o resultado até então óbvio não foi bem o que se imaginava: simplesmente ter sucesso na comunicação, fazer-se entender, convencer, emocionar, passar o recado.

É fato que nem todos nascem com o dom da comunicação. Pode parecer – e para alguns pode até mesmo ser – simples manter uma apresentação delineada e estruturada de suas ideias, porém outros precisam de um esforço adicional com treinamento que o ajude a corrigir a postura, gestos, expressões e hábitos indesejáveis de fala. Até mesmo aqueles que trazem de berço um inegável talento precisam de especialização e isso vale – com raríssimas exceções – a todas as profissões. Um bom exemplo de profissional está ao vivo todo início de noite em uma rádio FM de São Paulo, comandando um programa que mistura músicas, no cias, dicas, curiosidades e entretenimento. Em entrevista exclusiva à INCorpora va Negócios, o comunicador Marco Antonio Abreu, ou “ o” Marco Antonio, como

“No decorrer do curso tive a oportunidade de perceber os limites, os pontos positivos e negativos de minha oratória. Com os ensinamentos da Ana e do Marco Antonio pude ampliar significativamente o poder de controle sobre minha fala, moldando conforme minhas necessidades.” Rodolfo C hav es ( a l u n o ) Consultor de v in h o s e ce r ve ja s

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é conhecido por seus “sobrinhos” ouvintes do Alterna va Kiss, faz uma breve retrospec va dos 16 anos de carreira e fala sobre como fazer uma boa comunicação. Empreendedor desde a infância conforme declarou, o profissional nascido em Santos/SP foi convidado a ministrar na capital paulista um curso de oratória e aquele formato tradicional excessivamente “business” o incomodava um pouco. “Em qualquer instância da vida você pretende consciente ou inconscientemente causar uma emoção, despertar um sen mento no outro. Os cursos na categoria de treinamento e oratória incluíam apenas técnicas como se fossem uma receita 2+2=4 e acabavam engessando algumas pessoas”. - diz Marco Antonio. “Não adianta ter grande experiência e não saber transmir isso, não conseguir empa a. Vi que alguns até falavam bem, entre aspas, bom vocabulário, respeitando a norma linguís ca, mas não eram tão diretos.” Em 2003, quando locutor de uma rádio de rock da capital paulista, recebeu a visita de uma fã que viria tornar-se sua sócia. Ana Veet Maya, terapeuta Ayurveda*, pedagoga experiente, sócio educadora e atriz, formada em Letras I N C o r p o ra t i va N e g ó c i o s

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go que fez um belo discurso ao final e de sempre contarem com pequenos e médios empresários que buscam melhorar sua comunicação e imagem pessoal, até a maridos ou esposas que ligam agradecendo pela visível melhora na comunicação com seus pares. Na área corpora va, mantém um histórico de grandes empresas atendidas, como Sabesp, IBM, Vivo Empresas, MTV e Totvs. O projeto de curso é personalizado conforme a necessidade e disponibilidade de cada companhia.

“ M a r c o Antonio é o r a c i o n a l, e u s ou o e m ociona l. U m é a me nte , o u t r o o cora çã o”

Ana Veet Maya

e Artes, viria para complementar o que faltava no quadro de humanização da então didá ca encontrada no mercado. Marco Antonio, com sua experiência e talento em comunicação, divide com seus alunos seu conhecimento, técnicas, o gestual, como olhar, como não cometer deslizes e transmi r confiança e confiabilidade. Enquanto isso, Ana trabalha o autoconhecimento, começando pela respiração correta e aceitação da própria imagem e a origem de determinados bloqueios – itens que influenciam diretamente no desenvolvimento do aluno. “Muita gente de TI, analistas de sistemas, execu vos de grande porte, ins tuições financeiras, nham essa dificuldade no olho no olho”, declara Marco. “São bons, têm MBA, falam três idiomas mas não têm a emoção na hora de falar, eles se sentem aquém, travados” A inovação de temperar o usual com um toque terapêu co e teatral deu tão certo que o curso já dura dez anos. Coleciona histórias curiosas, desde um aluno ga-

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Ministram também cursos regulares para grupos mistos em um hotel no centro de São Paulo. “São os que mais gosto de trabalhar, o office boy, o diretor do banco, diretor de TI, enfermeira, realidades dis ntas e uma problemá ca única que é a dificuldade de falar para os outros.”, diz Marco, com um indisfarçável entusiasmo. “Muita gente pensa: ‘eu trabalho com so ware, pra que eu preciso deste teatro?’ Ele não consegue ter essa dimensão, só percebe quando par cipa, quando vê a si mesmo em exercícios onde vai tentar contar uma estória infan l com credibilidade, treinando, e depois passa a usar esses elementos de emoções, de sensações, de naturalidade no falar, na prá ca, na vida, na função dele, na reunião, na apresentação da empresa”, complementa. Aprender a falar bem não é só para locutor de rádio e apresentador de TV. E a quem acha que para uma boa comunicação basta falar corretamente, o “ o” deixa um recado: “Muita gente confunde ser sério e ter credibilidade com ser sisudo. Você pode ser simpá co, brincalhão, contar piada e passar o seu recado com muita seriedade, credibilidade e conteúdo. Falar bem, para mim, sempre foi ser simples”. (R.L.) w w w. i nc o r p o ra t i va . c om.br


E hoje minha proposta é fazer isso, não vivo de rádio, é o meu recreio aqui porque tenho liberdade de falar o que eu quero. Se fosse só para dar hora certa e anunciar música com voz bonita eu já não teria mais interesse. E eu acho que interfiro mesmo, ajudo o trajeto de alguns paulistanos fazendo eles rirem, relaxarem ouvindo boa música. O dia que não puder mais, a gente pendura a chuteira.

Acompanhe alguns trechos da entrevista aqui ou o áudio completo ao final (na lista de links).

Revista INCorporaƟva Negócios – Marco, gostaria que começasse contando como nasceu seu espírito empreendedor. Marco Antonio Abreu – Eu acho que já nha esse no de falar. Com um amigo, aos seis ou sete anos, vendíamos alguns brinquedos que não queríamos mais e algumas pessoas da vizinhança compravam, até na intenção de apoiar a causa dos meninos. Com aquele dinheiro comprávamos doces, sorvetes e outros brinquedos. Então desde aí vinha o no de lidar com o público, saber ser simpá co, vender e causar uma emoção INC – E conquistar pessoas pelo sorriso, pela simpa a, é uma caracterís ca pessoal ou havia mais alguém assim na sua família? Marco – Não que eu me lembre. Talvez eu tenha inaugurado dentro do clã esse lado mais ars co, de querer me comunicar por prazer, ser aceito, deixar boas marcas, este é o marke ng do relacionamento para você se dar bem na vida, seja no campo profissional ou pessoal. INC – Como descobriu o caminho da comunicação? Marco – Quando criança eu gostava de assis r dois grandes mestres na TV, o Silvio Santos nos programas dominicais e o Chacrinha aos sábados com o cassino, suas chacretes e aqueles cantores www.inco rp o ra t iva .co m .br

todos e eu imitava algumas vozes. Também os programas de rádio, sempre fui um grande ouvinte de rádio. O Gil Gomes, o FM com as músicas da época, eu imitava o locutor chamando uma música. Era uma forma de me diverr. E quando nha 16 ou 17 anos, minha voz já nha este mbre e muita gente dizia que poderia ser locutor. Fiz um curso, comecei a visitar rádios de Santos, até que consegui uma grande chance numa madrugada e não parei mais. Tenho absoluta certeza e clareza que devo aos grandes mestres da comunicação e entretenimento esta formação. E na música outras fontes fizeram me apaixonar pelo rock que é com que trabalho hoje, unindo duas paixões. INC – Então você já era autodidata, já nha prazer de escutar, de interpretar e imitar alguns... Marco – Eu imitava Gil Gomes, nem consigo mais. Meu pai ouvia domingos de manhã, e eu adorava porque ficava apavorado, ele me gerava angús a, expecta va, era uma voz numa caixinha preta com capinha de couro com furinhos e eu pensava em como aquela caixinha podia transformar tanto um estado de espírito. Ele me deixava apavorado com a narração, o jeito de contar a história. Eu achava isso mágico, interferir no estado de espírito de alguém é uma responsabilidade muito grande, porque (rádio) é só isso aqui (mostrando o equipamento), mas isso aqui transforma!

INC – Fazendo o que quer e como quer fazer, um jornalismo opina vo. É um opinador. Marco – Não sou o locutor da Kiss, locutor pode ter um mbre de voz agradável, bem colocada, interpretada, eu exerço papel de âncora, leio no cia, comento, opino muitas vezes, assim como outros fazem no rádio e TV. Dou a cara a bater, me posiciono até demais, tenho um lado ideológico claro, o que gera cumplicidade com grande parcela. Como toda unanimidade é burra, dizia o poeta, grande parcela discorda e eu percebo isso. E podem desligar o rádio quando entro, podem me considerar chato, inoportuno, e têm todo direito de achar isso. Mas eu quero isso mesmo, o que não quero é ser “água de salsicha”, sabe aquela água de terceira fervura? Você tem que causar alguma coisa, seja euforia, indignação, entusiasmo, qualquer coisa; Então se há alguns que até ficam indignados, eu acho que cumpro meu papel. INC - Somos de uma época que era preciso ter um cargo, uma carreira, um crachá para ser considerado bem sucedido. Você veio com seu ar de empreendedor, achando que deveria procurar seu caminho. Essa oportunidade de ensinar as pessoas como se comunicar, como surgiu? Marco – Falar bem, pra mim, sempre foi ser simples. Falar bem é a ngir a D. Maria com o feijão no fogo e o diretor do banco. EnI N C o r p o ra t i va N e g ó c i o s

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“Um curso bem estruturado, com aplicabilidade imediata, com dicas super uteis de como se comunicar de maneira eficaz, clara, objetiva, assertividade. Recomendo a qualquer profissional. Este curso mudou minha visão de como interagir com as pessoas em minha comunicação profissional e até no campo pessoal.” M auríc io Rod r i g u e s ( a l u n o ) C FO M ercosu l

tão resolvi humanizar. Junto com uma grande amiga, companheira e sócia montamos um curso para todos os pos de profissionais. INC – Como você percebeu que deveria fazer esse trabalho, que o que havia no mercado não era muito eficiente? Marco – Nem era questão de não ser eficiente. Eu apostei neste formato por ser ator, e acho que sou um comunicador razoável justamente por ser ator e com muito orgulho. E a linguagem teatralizada até com um pouco de exagero de emoção, passados no mbre vocal e isso sendo depois aparado, tudo isso são técnicas usadas como um temperinho para então falar com naturalidade. A parte do autoconhecimento,

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aceitação, origem dos bloqueios, o lado psicológico, isso não exisa nos outros cursos e a Ana veio somar muito e dar esse diferencial. Eu faço a parte de comunicação e o “blá-blá-blá” e a Ana trabalha a parte do layout da pessoa, a imagem, autoaceitação, ela grava e mostra o tom de voz, como ges cula, se levanta muito a sobrancelha, para que a pessoa se perceba, tenha a percepção da imagem que está passando e o que ela está causando durante seu discurso, tentamos dar um pouco de emoção nesta fala. INC - Nestes dez anos já deve ter encontrado pessoas que melhoraram suas carreiras e são até colegas de trabalho. Marco – Muitos, no rádio muitas vezes. Um destes ex alunos está no ar concorrendo comigo, e tem vários que se colocaram no mercado porque dei aula muito tempo de locução, interpretação no ar, locução no ciarista, locução de FM, me especializei nessa área. A Ana publica depoimentos no site e Facebook, pessoas compar lham que foram apresentar o TCC, ou fizeram uma entrevista, falaram para 150 pessoas. Não há regras, somos humanas e não exatas, são pessoas que aplicaram algumas técnicas e se deram

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bem, que hoje se aceitam mais, foram atrás de uma imagem, de uma personalidade para falar. INC – Seu maior público é da área de comunicação? Marco - Por incrível que pareça a maioria não é de comunicação, o campeão é de TI. Analistas de sistema, programadores que precisam se humanizar. Treinamos pessoas que sabiam tudo de tecnologia mas eram ruins de emoção. E nós humanizamos isso, antes de tudo a comunicação é ser humano com ser humano, não tem por que ter medo. INC – E como funcionam os in company? Marco - O in company é feito de acordo com a necessidade da empresa, formulamos um workshop personalizado e direcionado para aquilo e fazemos o treinamento, com uma carga horária discu da com o cliente e de acordo com o que ele precisa e o tempo que quer dispor. INC - E nos grupos regulares? Marco - Com grupos heterogêneos é feito em um hotel no centro de São Paulo, são quinze horas divididas em sábados e apresenta todo o conteúdo, exercícios intera vos, prá co o tempo todo, aplicamos todos o conteúdo que consideramos interessante para dar esse início. INC – Como assim um início? A pessoa não sai do curso já conseguindo se comunicar melhor? Marco - Ninguém se torna comunicador em quinze horas, fiz jornalismo e levou quatro anos, depois mais dois em especialização de rádio e TV, mas neste tempo é possível que a pessoa desconstrua alguma distorção da www.inco rp o ra t iva .co m .br

imagem de si própria, uma luzinha que acenda ali e eu sinto como dever cumprido. Então trocamos experiências, muitos até vão fazer teatro depois, eu indico teatro. INC – Você trabalha muito este seu lado de ator... Marco - O ator antes de tudo, é o que eu sou, nós somos atores o tempo todo. Não no sen do de hipocrisia e duas caras, estamos o tempo todo numa fala teatral, seja falando com um bicho, uma criança ou xavecando uma mulher numa balada, sempre exercendo papéis. Tem a hora do sedutor, do amigo que brinca, são muitos “eus” dentro dessa roupagem. Todas essas facetas podem vir à tona com consciência, nosso obje vo é que você tenha consciência da imagem que você tem e causa enquanto está falando, essa é a proposta. Assim como várias abas no computador, maximiza e minimiza estas telas e facetas de acordo com a necessidade e sem perder nossa essência. Isso não significa ser bipolar, esquizofrênico, sou muitas pessoas dentro da a essência. Aqui eu estou comunicador, depois vamos para

um boteco e daí você vai conhecer outra faceta, amanhã numa palestra com outra roupagem, e nessa divisão de “eus” a gente tenta ser o melhor em cada um deles. Esta é a proposta. INC – Interessante para pessoas com extremo conhecimento de sua área, mas que na “hora H” travam, o famoso “deu branco”. Marco – Exato, naquele momento o cérebro dele entende que ele não pode errar, não pode fazer papel ridículo, demonstrar fraqueza, sabemos que estamos sendo julgados o tempo todo. Este é o obje vo do curso, desconstruir esse pensamento para que se veja que até no ridículo ele pode se comunicar. Todos passam por “saias justas”, momentos e situações inesperadas, como reagir a isso? Como no curso a situação é induzida, temos o resultado ali próximo pra comparar através dos vídeos. Estou sorrindo mais, faltava sorriso, ou eliminei cacoetes de fala, ar ficialidade, muitos querem falar dicil e mostrar o que não são, se subes mam ou superes mam. E nem sempre é falta de experiênI N C o r p o ra t i va N e g ó c i o s

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cia. Você tem know how, tem experiência, mas não traduz aquilo em uma ideia clara. INC – Você já citou Gil Gomes e Chacrinha como comunicadores que o inspiraram. Algum outro que considere inspirador?

Marco – Cito dois exemplos, excelentes comunicadores, cada um na sua instância. O Silvio é um grande exemplo, que fala à grande massa, é magnânimo, um fenômeno que, creio eu, nenhum especialista ainda conseguiu explicar. Quanto ao segundo, creio

“...nós somos atores o tempo todo, são muitos “eus” dentro dessa roupagem. Todas essas facetas podem vir à tona com consciência, nosso objetivo é que você tenha consciência da imagem que você tem e o que causa enquanto está falando, essa é a proposta.”

que muita gente acha que para falar bem, de uma forma correta, causar boa impressão, seja condição ter banco de escola, ser especialista ou profissional de alguma área e essa pessoa mostra que não: o ex-presidente Lula. Gostem ou não dele, mesmo cometendo erros grama cais, não tendo conhecimento da língua, consegue a ngir de A a Z. Todas as pessoas polêmicas têm os seguidores e detratores, é o preço de se expor e não ser “água de salsicha”. De forma alguma estou dizendo que pra ser um bom comunicador não precisa estudar, não estou dizendo isso, defendo sempre o estudo, sou pesquisador, “fuçador”, tenho duas faculdades, mas ele prova que é possível mesmo sem banco de escola passar o seu recado. Porque ele tem algo que a universidade não ensina: carisma. Não tem como fazer pós graduação de carisma. E esses dois têm carisma. (R.L.)

Marco Antonio Abreu

Curiosidade Marco Antonio Abreu é chamado de “ o”, muitos já sabem. O apelido surgiu nos primeiros anos de rádio, quando um ouvinte enviou um e-mail chamandoo assim e pedindo uma música. Marco achou engraçado e leu a mensagem no ar. A brincadeira pegou e o apelido também.

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*Ayurveda é o nome dado ao conhecimento médico desenvolvido na Índia há cerca de 7 mil anos, o que faz dela um dos mais an gos sistemas medicinais da humanidade. Ayurveda significa, em sânscrito, Ciência (veda) da vida (ayur). Con nua a ser a medicina oficial na Índia e tem-se difundido por todo o mundo como uma técnica eficaz de medicina tradicional. No Brasil é pra cada principalmente por psicólogos e fisioterapeutas. Saiba mais em www.ibrata.com.br

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Ferramentas de apoio na

G estã o d e Pe sso a s Entrevista com Alessandro Assmann, diretor executivo da Kombo. Ele fala de ferramentas de apoio na Gestão de Pessoas, recrutamento e seleção e mercado de trabalho.

Por Daniela Pacheco Empresários reclamam que está diİcil encontrar mão de obra qualificada e que os profissionais disponíveis no mercado são caros. Existe uma alternaƟva? Alessandro Assman - U lizando o futebol como exemplo: nem sempre “um Ronaldinho” é a melhor escolha ou é o que vai resolver o problema do me. Um me só com estrelas não é um me. Muitas vezes a solução está ao lado, por isso é necessário estar atento. Entender o “ me”, saber quais são as suas qualidades e suas deficiências é fundamental para encontrar os profissionais que melhor se encaixam na estratégia. Formar um “ me de base” e promover o crescimento do colaborador junto com a empresa acabam sendo boas estratégias. Não se esquecendo de divulgar o que está sendo feito na área de gestão

de pessoas e como é trabalhar na empresa. Ao fazer isso, a atração de interessados (recrutamento) acontecerá naturalmente. A melhor propaganda vem de dentro. - O que fazer se a empresa precisa contratar, mas os candidatos não aparecem? Alessandro Assman - A resposta é simples, vá atrás dos candidatos. É isso que significa “recrutar”. Divulgue suas vagas em escolas, universidades, centros de formação e mostre a sua empresa para o mercado. U lize o seu site para receber essa demanda e mostrar o que é e como é trabalhar na sua empresa. Informe quais são as vagas que a empresa tem abertas no momento e permita que os interessados se candidatem. Muitas vezes, opta-se por buscar no mercado um “banco de currículos”, acreditando que encontrará ali essa pessoa. Realmente pode encontrar, mas no meu entendimento, isso é uma solução palia va. Qual a melhor forma de receber a demanda pelo site?

Daniela Pacheco danielaassessoradeimprensa@gmail.com Telefones: (48) 3209-9138 / 8427-5911 Assessoria em comunicação com mais de 10 anos de mercado. Atua em todo o Brasil com serviços de assessoria de imprensa, marketing, criação de sites, gestão da marca e administração de redes sociais.

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Alessandro Assman - Primeiro é necessário criar no seu site da empresa uma página de “trabalhe conosco”, “faça parte da nossa equipe” ou algo do gênero. Nesta página, informe como é trabalhar na sua empresa, o que o candidato irá encontrar lá, quais são os bene cios oferecidos pela empresa e como o interessado faz para par cipar dos procesw w w. i nc o r p o ra t i va . c om.br


sos sele vos. Mostrar quais são os processos sele vos abertos é tão importante quanto o restante. Feito isso, divulgue em todo e qualquer lugar (escolas, universidades, facebook, twi er, rádios, jornais, etc) que a sua empresa está contratando e que os interessados devem acessar o site da empresa e a área de trabalhe conosco. Desta forma, o recebimento de currículos e a divulgação das vagas se darão naturalmente entre os interessados. - Mas para receber currículos a empresa teria que desenvolver um sistema para isso? Alessandro Assman - Não é necessário que a empresa desenvolva um sistema para isso, pois pode receber os currículos por e-mail ou então, adquirir um sistema pronto para esse fim. A Kombo inclusive possui um sistema exatamente para este fim e que é oferecido gratuitamente para empresas. Qual seria o ganho em uƟlizar um sistema gratuito para isso? Alessandro Assman - No caso do sistema oferecido pela Kombo, um dos principais ganhos é a redução do esforço para o recrutamento, pois ao divulgar uma vaga no sistema, ela é disseminada na internet em sites, blogs, portais, universidades e também em sites indexadores de vagas, sem que a empresa precise fazer alguma coisa. Ganha uma página exclusiva que recebe currículos, divulga vagas da empresa e perwww.inco rp o ra t iva .co m .br

mite que os candidatos acessem seus currículos sempre que precisarem. Todos os currículos dos candidatos que se candidatarem às vagas da empresa podem ser acessados sem custos.

seguirá formar profissionais que se encaixem perfeitamente à necessidade de sua empresa, mas iden ficar quem está mais próximo disso é possível com o auxílio de ferramentas.

Por que a Kombo difere de seus concorrentes, oferecendo um portal de empregos gratuito na internet?

Quais os beneİcios da uƟlização da tecnologia na Gestão de Pessoas?

Alessandro Assman - Quando a Kombo definiu sua estratégia de mercado, baseada nos valores de seus sócios, ficou claro que não poderia buscar a sustentabilidade do negócio na fragilidade das pessoas. O que quero dizer com isso é que uma pessoa que busca por oportunidade de emprego, em sua maioria, esta passando por um momento delicado na vida e não faria sen do “vender lenço para quem esta chorando”. Outra reclamação dos empresários é que os profissionais que aparecem não têm a qualificação necessária. Como a gestão de pessoas contribui para a solução deste problema? Alessandro Assman - Um efevo processo de recrutamento e seleção de pessoas começa no levantamento das a vidades e nas competências necessárias para ocupar o cargo. Ou seja, é importante que a empresa defina claramente quais são as competências necessárias para o bom desempenho daquelas a vidades, para que o profissional de gestão de pessoas possa saber o que buscar nos candidatos. As competências devem levar em consideração as a vidades a serem desempenhadas e o gestor da área pode contribuir, criando testes que possam ser aplicados nos candidatos e que permitam idenficar o nível de conhecimento deles em áreas chaves. Com a dinâmica do dia a dia e todas suas mudanças, é ilusório pensar que a academia (universidade) con-

Gerar informações estratégicas para apoiar as decisões tomadas pela gestão da empresa, com agilidade e precisão. Sair da subje vidade na hora de iden ficar quais são os colaboradores que aliam entrega com competência e quais precisam ser desenvolvidos para que melhorem, é um exemplo. Alinhar as competências da empresa com as competências individuais dos colaboradores à estratégia da empresa, na busca de melhores resultados. Que Ɵpo de informação estratégica pode ser obƟda com o apoio do soŌware? A sua empresa acaba de fechar um grande negócio. Quais dos colaboradores da sua atual equipe teriam condições de assumir esse novo desafio? Por qual mo vo escolheria essa pessoa? Quais foram os critérios que levaram você a escolher esta pessoa? Realizar avaliações periódicas dos colaboradores e acompanhar a evolução dos mesmos faz com que a empresa obtenha informações obje vas para a tomada de decisão, não apenas no caso de demissões. Saber como estão os “recursos humanos” constantemente é tão importante quanto saber como estão os “recursos financeiros”, pois não se sabe quando uma decisão precisará ser tomada. Então o soŌware não se limita ao Recrutamento e Seleção? Isso mesmo. Tratam-se de 2 sistemas: Kombo Grá s e KomI N C o r p o ra t i va N e g ó c i o s

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bo Estratégico. O Grá s limita-se a processos de recrutamento e seleção, já o Estratégico possui vários módulos e que podem ser integrados. Um dos módulos é o de recrutamento e seleção, bem mais robusto e com bem mais funcionalidades que o Grá s. O Performance é responsável pela aplicação e gestão dos ques onários de avaliação de competências e desempenho, para o acompanhamento da evolução dos colaboradores. O módulo de cargos e salários conduz o profissional de RH na confecção de um plano de cargos e salários para a empresa. E o módulo de integração de colaboradores, responsável pelas avaliações de tempo de experiência, quadro de avisos e a liberação de informações para os colaboradores como: descrição dos seus cargos, seus procedimentos operacionais padrão, apresentação dos novos colaboradores, aniversariantes, etc.

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E se você Ɵvesse a oportunidade de dar 3 conselhos para gestores, quais seriam?

apoiar o programa/projeto, reduzindo a possibilidade de manutenção do status quo.

Primeiramente seria adotar a meritocracia como forma de remuneração de seus colaboradores. Para que isso aconteça de forma grada va e sem traumas, estabelecer um programa de gestão de pessoas, que as leve a perceber a necessidade de crescer na empresa.

O terceiro seria ter cautela na implantação deste po de programa. Preparando de forma adequada os líderes para avaliarem seus colaboradores. Deixando bem claro aos colaboradores o mo vo pelo qual existe a avaliação, e como eles serão avaliados.

O segundo seria contratar pessoas de fora da empresa para Kombo A Ko m bo é um a e m pre sa catari ne nse que at ua no m e rcado nacion a l h á m ai s 6 ano s o fe re ce ndo si ste m as e co nsul to ri a para a ge stão est ra tég i ca de pe sso as. Pe rte nce ao Ko m gro up, um a ho l di ng fo rm ada po r e m p re sas de di fe re nte s se gm e nto s, de stacando - se a Ko m e co co ndi c i o na d or es de ar. S ai ba m ai s so bre a Ko m bo .

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Como a TI ajudou a melhorar a GESTÃO DAS EMPRESAS Ar t i g o

Por Raphael Castro* Imaginem um cenário onde todos falassem a mesma língua e em que as pessoas pudessem entender umas às outras em tempo real, independentemente da distância. Há alguns anos poderia parecer pouco provável que países, com suas línguas específicas, e empresas, e suas diferentes culturas, conseguissem convergir e adotar um padrão único para, simplesmente, conectarem-se. As tecnologias de informação (TI) passaram por transformações e avanços impulsionadas pela rapidez e pela necessidade das pessoas e organizações de se relacionarem, seja para fazer negócios ou para viver. Nos úl mos anos, a TI conseguiu desvencilhar-se da caracterís ca primária de processamento de dados para ser uma ciência que ajuda as pessoas a inovar o jeito de se comunicarem. Afinal, o que representa um relatório com dados sobre uma organização se eu

não conheço o ambiente econômico e social em que ela atua? Hoje, ter a informação nas mãos não é diferencial, e sim saber o que fazer com ela. Empresas investem milhões em projetos que em pouco tempo tornam-se obsoletos ou então são subs tuídos por outras tecnologias em curto espaço de tempo. Quanto mais rápido e integrada elas es verem, menor será o ciclo de vida das tecnologias. Hoje, a integração entre as organizações e a agilidade no surgimento de novos modelos de negócios exigem do profissional dessa área uma atualização constante para que consiga sempre buscar soluções inovadoras. Isso acontece porque empresas de diversos segmentos já são dependentes de soluções cria vas de TI para a o mização de processos e da própria gestão. A área da saúde, por exemplo, tem sofrido uma verdadeira revolução com a adoção de Tecnologias de Informação e Comu-

Idê Comunicação (19) 3307-8929 Carla Akl - carla@idecomunicacao.com.br www.idecomunicacao.com.br Especializada na geração de conteúdo para as diferentes plataformas, tradicionais e digitais, a IDÊ Comunicação é uma agência de Jornalismo e Relações Públicas que vem conquistando o seu espaço no mercado de Campinas e região desde 2008. www.inco rp o ra t iva .co m .br

nicação (TIC), tendo aplicações em áreas como telemedicina, sistemas de gerenciamento e apoio a decisão, nanotecnologias, robó ca e gerenciamento de imagens. Atualmente, no Brasil, já temos hospitais realizando procedimentos cirúrgicos por meio de robôs comandados por médicos que podem fazer incisões mais precisas que o ser humano, diminuindo o tempo de pós-operatório do paciente e melhorando a eficácia do tratamento. Além disso, esse procedimento pode ser transmi do em tempo real para alunos de uma universidade fora do país como apoio ao conhecimento e formação de novos profissionais médicos. Também é possível inserir os dados em um Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) que será acessado pelo médico que fará o acompanhamento após a cirurgia, sem a necessidade de impressão em papel e com toda a segurança da informação. Todo esse panorama ajuda a mostrar o cenário que tem sido construído em nosso país ao longo dos úl mos anos. E ele só foi possível graças à tecnologia. O fator decisivo para o crescimento da TI no mundo é o aumento da confiança das pessoas ao u lizarem a internet, os sistemas e as redes para troca de informações. Isso é determinante para o desenvolvimento de novas tecnologias que tenham foco em facilitar as tarefas e gerar dados que tenham potencial para iden ficar lacunas em processos de diversas áreas e a vidades. Hoje, a tecnologia já cumpre este papel em diversos setores e a tendência é que ela seja aperfeiçoada para que seu uso seja ainda mais comum no futuro. *Raphael Castro é gerente comercial da Wareline, empresa especializada em soluções de TI para gestão hospitalar

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Adolescentes buscam

qualificação

Greyce Alves Cada vez mais cedo as crianças têm contato com tecnologias. U lizam tablets, câmeras, celulares e outros equipamentos eletrônicos desde bebês. Dessa forma, a tendência é que o interesse pela área de Tecnologia da Informação (TI) seja crescente nesta e nas próximas gerações. Isso, provavelmente irá suprir a carência de mão-de-obra. Mas, para isso, é necessário qualificação. “Apesar de terem nascido com tecnologia nas mãos, nada subs tui a qualificação, porque u lizar é diferente de criar tecnologias”, declara Simone Leal Kosmalski, diretora da TargetTrust, especialista em treinamento e tecnologia. A tendência, acredita Simone, é que os jovens busquem a qualificação cada vez mais cedo. O préadolescente Gustavo Comaru Ro-

drigues é exemplo disso. Com 12 anos de idade, já tem no currículo a formação completa em Jogos Digitais, além de muitos planos para futuro. “Quero pôr em prá ca o que aprendi em aula, desenvolver games e aperfeiçoar cada vez mais os meus conhecimentos. Pretendo fazer Faculdade de TI ou Ciência da Computação, e trabalhar com desenvolvimento de games”, afirmou o jovem. A falta de mão-de-obra qualificada é uma das principais reclamações dos empresários. Estudo realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), in tulado “O mercado de profissionais de TI no Brasil”, revelou que os oito estados analisados, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pernambu-

Reportagem e redação: Assessoria de Comunicação Gladis Ybarra (51) 3026-3945 redacaoti@terra.com.br www.assecomgy.com.br Há 15 anos no mercado, a Assecom – Assessoria de Comunicação Gladis Ybarra une credibilidade nas redações e agilidade na formatação dos textos. Mantém seus assessorados sempre atualizados pelo envio da clipagem, junto com materiais do interesse, sem custos adicionais. Tem a missão de transformar em notícia as ações das empresas, transformando fatos, agendas, números, vagas e opinião em pautas, artigos, releases e notas.

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co e Rio Grande do Sul - demandarão 78 mil profissionais em 2014, mas apenas 33 mil concluirão os cursos. Em outras áreas, a falta de mão-de-obra qualificada também é entrave. Faltam no mercado, profissionais pedreiros, recepcionistas, soldador, eletricista, desenhista, entre outros. Para suprir essa demanda e dar qualificação aos jovens, o governo federal lançou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Mais de sete mil vagas foram abertas 2013 só no Rio Grande no Sul. Além dos cursos técnicos, o programa abrange a Formação Inicial e Connuada (FIC), com duração de 160 até 250 horas. Além do diploma Quando se fala em qualificação, logo se pensa em graduação. Mas só o diploma não é garan a de emprego. Na área de TI é necessário especialização, além de inglês fluente. Ricardo Rumi, com 15 anos, também já tem a formação em Jogos Digitais e vem buscando mais qualificação. “Ele sempre gostou de computação, jogos e sempre recebeu incen vo para estudar e se qualificar. Agora viu a necessidade do inglês, e já está matriculado. A intenção dele é assim que sair do Ensino Médio fazer graduação em Tecnologia”, explica o pai do adolescente, Iago Rumi. w w w. i nc o r p o ra t i va . c om.br


D iv u lg a çã o Ta rg et Tru st

Estágios Bons estágios durante a faculdade também contam pontos na hora de procurar emprego, é onde se coloca em prá ca o que aprende em sala de aula. Além das próprias universidades, empresas e en dades fazem a integração de aluno e empresa. “A própria TargetTrust tem um espaço no site para cadastro de vagas efe vas e de estágio. Toda a sexta disparamos e-mail com todas elas para nossos alunos e outras pessoas cadastradas”, declara Simone. Nacionalmente, o CIEE (Centro de Integração Empresa Escola) tem vagas de várias áreas. No Rio Grande do Sul, a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, regional RS (Assespro-RS) criou um banco para as empresas associadas, o Centro de Integração e Capacitação em Tecnologia da Informação (CIC-TI). “O CIC-TI é um local especifico para as empresas de TI e se tornou referência entre empresários do setor. U lizamos um site de gestão de vagas e cadastro de currículos. 60% dos estagiários são efe vados no primeiro ano do estágio”, declara o presidente da en dade, Robinson Klein.

Copa do Mundo A proximidade da Copa do Mundo no Brasil também influenciou o aumento de oferta de cursos nas cidades sedes. Os mais procurados são os de idiomas, segurança e turismo. O programa municipal Porto Alegre Turís ca é voltado para trabalhadores da inicia va privada, de en dades do setor turís co, universitários. O curso inclui passeios de reconhecimento dos atra vos da Capital, já está em sua terceira edição, todas com grande procura. www.inco rp o ra t iva .co m .br

T a r g e tT r us t Tr e i na m e nto e T e c no l o g i a A T ar g e t T r us t é a e m p r e s a d e T I e s p e c i a l i z a d a e m t r e i nam e n t o , c o a c hi ng , c o ns ul t o r i a e s up o r t e , f o c a d a na s ne c e s s ida de s d o m e r c a d o c o r p o r a t i v o e d o s p r o f i s s i o na i s d e T I . R e aliz a t r e i na m e nt o s e m t ur m a s a b e r t a s o u I nc o m p a ny , c us t o miz a n do- o s q ua nd o ne c e s s á r i o s . É e s p e c i a l i s t a e m Me t o d o l o g i as Á g e is, A ná l i s e d e N e g ó c i o s , B us i ne s s I nt e l l i g e nc e , T e s t e s d e So ft wa r e e t e c no l o g i a s O r a c l e , J a v a , N E T , R a i l s , Fl e x , Li nu x e n t r e o ut r a s . J á t r e i no u m a i s d e 900 e m p r e s a s no R i o G r an de do S ul , S a nt a C a t a r i na , P a r a ná , S ã o P a ul o , R i o d e J a ne i ro, D ist r it o Fe d e r a l e o ut r o s e s t a d o s d o B r a s i l , b e m c o m o m a i s d e 4 0 m il a l uno s p a r t i c ul a r e s .

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Quer pagar quanto? Entrada sugerida surge como conceito para empresas que apostam na consciência e fidelidade de seus clientes

Você entrega um ótimo ser viço e na hora do pagamento deixa o seu cliente à vontade para decidir quanto vai pagar ou até mesmo se ele quer pagar. Arriscado demais? Pois foi assim que o Projeto Cultural O Domingo alcançou a marca de mais de 4000 visitantes.

Prá ca que para os mais rigorosos conceitos de administração poderia ser sinônimo de prejuízo, a entrada sugerida funciona da seguinte maneira: o estabelecimento propõe um valor e o visitante escolhe se quer pagar, se não quer, e qual o valor da sua contribuição. Por exemplo, em um evento com entrada sugerida a R$ 10, 00 pode-se pagar o valor sugerido, R$ 20,00 ou até mesmo entrar gratuitamente. E

para quem imagina que seria dicil ter adeptos a essa tendência no Brasil, o resultado para o que poderia ser do como uma arriscada prá ca tem sido surpreendente: Segundo os administradores, cerca de 70% das pessoas pagam o preço sugerido, 15 a 25% pagam menos e cerca de 5 a 10% pagam mais. “Já chegamos a ter em um mesmo dia em que a en-

Fo to s : Pe d ro Fe rra rez z i

O projeto, localizado em Campinas, chegou em busca do público que ansiava por cultura e diversão, fora dos padrões das grandes eventos. E com um DNA de inovação, buscou inspiração no transporte público de países europeus para conseguir a ngir um público maior, sem abrir mão da verba necessária para manter o seu funcionamento. “Mesmo não havendo um controle rígido para compra de bilhetes no transporte público em países como Áustria e Alemanha, a maior parte das pessoas faz questão de pagar. Sempre achamos essa a tude muito notável, a valorização que os moradores atribuem a esses serviços e efe vamente querem colaborar para mantê-los”, afirma Bruno Paschoal, idealizador do projeto.

Idê Comunicação (19) 3307-8929 Carla Akl - carla@idecomunicacao.com.br www.ide comunicacao.com.br Especializada na geração de conteúdo para as diferentes plataformas, tradicionais e digitais, a IDÊ Comunicação é uma agência de Jornalismo e Relações Públicas que vem conquistando o seu espaço no mercado de Campinas e região desde 2008.

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trada sugerida era de R$15,00 visitantes que não colaboraram e outras que pagam R$50,00”, ressalta Barbara Marra, curadora do Domingo. Com isso, a inicia va a nge, por exemplo, aquele que não dispõe de muitos recursos para arcar com a entrada e com a consumação. E Barbara completa: “Preferimos ter uma pessoa em nosso espaço consumindo do que saber que ela nem chegou a entrar por conta do valor.” Esse resultado aponta para uma tendência em que o público se torna peça chave no desempenho financeiro do projeto. O segredo está em trabalhar a consciência dos visitantes, que acaba também servindo de termômetro para a popularidade e para idenficar qual público o evento está atraindo. “Temos 4 eixos prin-

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cipais: música, gastronomia, uma loja colabora va e a galeria de arte, e sabemos que por algum deles o nosso clientes estará disposto a colaborar. Então queremos dividir com ele a responsabilidade pela con nuação da nossa inicia va, transpondo a ideia de que todos somos parte do projeto”, reforça Paschoal. No caso do Domingo, por não ser beneficiado com nenhum po de patrocínio ou incen vo do Governo, o projeto ainda não sobrevive apenas da entrada sugerida em todos os eventos, mas seus idealizadores buscam sempre que possível inserir o conceito

para despertar essa consciência em seu público e uma consequente divulgação boca a boca, que no mercado cultural funciona muito bem. “Entendemos também que os “ganhos” de uma empresa vão muito além de dinheiro no caixa: uma pessoa sa sfeita conta para seus amigos sobre nosso espaço, sobre nossas ideias e nos ajuda a aumentar o nosso público e fazer nosso projeto crescer. Apostamos nesses “ganhos” imateriais para a expansão de nossa empresa”, conclui Bruno Paschoal.

O D o m i ng o O “Domingo” é um espaço multicultural, voltado para a troca de ideias e produtos de jovens criadores de todo o Brasil. Busca-se integrar pessoas e projetos contemplando diferentes áreas, como moda, arte, design, música, cinema e gastronomia.

http://odomingo.org/site/

(19) 4042-0107

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Programas de Trainee ganham preferência de jovens profissionais Fo to : Greyce A lv e s

Boa remuneração e oportunidade de crescimento em grandes corporações fazem crescer a procura

Por: Cássia Oliveira

A na C láudia M a c h a d o d a Si l va , Gerente de Re c u r s o s H u m a n o s do Grupo Pro ce s s o r

Prá ca comum nas mul nacionais e grandes empresas, os programas de seleção de trainee estão cada vez mais disputados. As corporações que investem nesse po de contratação de pessoal não buscam apenas um funcionário qualificado. Apostam sim no jovem profissional (em final de curso ou recém formado na universidade) em quem irão inves r para que, no futuro, ele possa alçar postos de chefia na empresa. Nem todo colaborador que entra no Programa de Trainee será contratado. As boas remunerações oferecidas, chance de crescimento e experiência profissional levam milhares de jovens a par cipar dos processos de seleção em empresas dos mais diversos segmentos. Muitas vezes, no entanto, o empregado ou empregador

Reportagem e redação: Assessoria de Comunicação Gladis Ybarra (51) 3026-3945 redacaoti@terra.com.br www.assecomgy.com.br Há 15 anos no mercado, a Assecom – Assessoria de Comunicação Gladis Ybarra une credibilidade nas redações e agilidade na formatação dos textos. Mantém seus assessorados sempre atualizados pelo envio da clipagem, junto com materiais do interesse, sem custos adicionais. Tem a missão de transformar em notícia as ações das empresas, transformando fatos, agendas, números, vagas e opinião em pautas, artigos, releases e notas.

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percebe que o perfil não é adequado, mas a experiência adquirida numa grande corporação já é válida para melhoria do currículo. O Grupo Processor, líder do setor de Tecnologia da Informação (TI) na América La na, com sede matriz em Porto Alegre e unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Curi ba, Joinville, Belo Horizonte, além de Chile, Colômbia, Argen na e Estados Unidos, inves u realizou entre novembro de 2012 a março de 2013 o GeraçãoProc, programa de seleção de trainees da Companhia. Foram mais de 500 candidatos, formandos ou recém formados em Análise de Sistemas, Administração, Informáca, Engenharia da Computação, entre outros cursos superiores similares, disputando por oito vagas de remuneração inicial de R$ 3 mil. Ana Cláudia Machado da Silva, Gerente de Recursos Humanos do Grupo, enfa za a forma de seleção. “A seleção já foi concluída, bem criteriosa, com vários testes online e na sequência entrevistas presenciais. Par ciparam candidatos bem qualificados, inteligentes e com grande potencial de desenvolvimento. Foram selecionados sete candidatos, sendo que terão atuação distribuída nas sedes do RS, SP, Chile e Colômbia”, destaca Ana Cláudia. Escolher é indispensável Com processos de seleção longos e di ceis, é inviável par cipar w w w. i nc o r p o ra t i va . c om.br


Foto: Cristiano Sant ’Anna/indicefoto.com

de muitos programas de trainee pra camente ao mesmo tempo. Quem está concluindo a faculdade e vê nesse po de seleção a oportunidade certa deve olhar as ofertas e selecionar as empresas em que fecha com o perfil. É interessante estudar a corporação e chegar na seleção sabendo sobre a atuação, resultados no mercado e reputação. Detendo as informações certas, o candidato evita ser dispensado simplesmente por não ter a qualificação correta. Fato que podia ter sido percebido logo no começo, evitando assim todo o desgaste da seleção.

Eq u i p e d e RH d o G r u p o Pr oces s or

crever, é natural que o profissional tenha uma área onde deseja atuar, mas, normalmente, os aprovados passam pelo “job rota on”, em que trabalham em diversas áreas para conhecer o negócio e a estrutura da empresa. Esse é apenas um estágio. Ao final do Programa, pode atuar na área que escolheu no início do processo ou em que obteve melhor desempenho. O calcanhar de Aquiles das seleções

Candidatos com boa formação acadêmica e perfil apropriado são excluídos porque a empresa necessita de profissionais que saibam se comunicar numa segunda, ou terceira, língua. Outra exigência comum em Companhias desse porte é a disponibilidade para viajar ou exercer o cargo em unidades em outro estado brasileiro ou outro país. Contam ainda caracterís cas como facilidade para trabalhar em grupo, rápido aprendizado, pró-a vidade e flexibilidade.

Etapas a serem cumpridas Cada Programa de Trainee conta com suas próprias regras e etapas. A empresa estrutura sua seleção de forma a conhecer melhor os candidatos e poder observar as caracterís cas que melhor se adaptarão a forma como a Companhia funciona. No geral as etapas são as seguintes: inscrição on-line, testes on-line (línguas e/ou conhecimentos básicos), dinâmicas de grupo, entrevista com RH, entrevista com diretor da área e/ou presidente ou vice-presidente. E depois? Quando a tão sonhada aprovação chega, a sensação de conquista logo dá lugar a de responsabilidade ao ocupar o espaço desejado por tantos. Ao se inswww.inco rp o ra t iva .co m .br

Falando de grandes empresas e mul nacionais, é natural pensarmos em candidatos com fluência em língua estrangeira. Esse, no entanto, é ainda um dos principais entraves de seleção.

Grupo Processor O G r up o P r o c e s s o r há m a i s d e 25 a no s v e m d e s e nv o l v e nd o, co m e r c i a l i z a nd o e i m p l a nt a nd o s e r v i ç o s e s o l uç õ e s d e T I p ara o m e rc a d o c o r p o r a t i v o L a t i no - A m e r i c a no . C o m m a t r i z na c ida de d e P o r t o A l e g r e e uni d a d e s no B r a s i l e m S ã o P a ul o , Rio de Ja n e i r o , C ur i t i b a , Fl o r i a nó p o l i s e B e l o H o r i z o nt e , a l é m d e o pe r a ç õ e s no C hi l e , C o l ô m b i a e e s c r i t ó r i o s c o m e r c i a i s na Arg e n t in a e E s t a d o s U ni d o s , o G r up o P r o c e s s o r s e p o s i c i o na com o u m d o s l í d e r e s d o s e t o r d e T I na A m é r i c a L a t i na .

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Comparação de preços na internet:

um negócio lucrativo Empresa de tecnologia expande negócios utilizando ser viços de assessoria de imprensa. Um bom exemplo àqueles que imaginam que ser viço só é útil para quem aparece na TV

Fo to : D iv u lg a çã o

Desde o seu surgimento, a internet é considerada um campo cheio de possibilidades, inclusive para o empreendedorismo e a criação de novos negócios. Foi o que percebeu Flávio Pago o, CEO do site comparador de preços Kuantokusta. Sua trajetória rumo a se tornar um empresário da internet, no entanto, começou por acaso.

F láv io Pagotto

Quando conheceu sua atual esposa, a portuguesa Natália, que estava cursando uma especialização na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Pagotto fez algumas viagens a Portugal para conhecer seus sogros. Depois de algumas idas e vindas decidiu ficar no país. “Conheci os primos da minha esposa, Pedro e Paulo Pimenta. Eles tinham acabado de voltar de um tour pela Europa e constataram que não havia nenhum serviço online de comparação

Idê Comu nicação (19) 3307-8929 Carla Akl - carla@idecomunicacao.com.br www.idecomunicacao.com.br Especializada na geração de conteúdo para as diferentes plataformas, tradicionais e digitais, a IDÊ Comunicação é uma agência de Jornalismo e Relações Públicas que vem conquistando o seu espaço no mercado de Campinas e região desde 2008.

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de preços em Portugal”. Foi assim que decidiram criar o Kuantokusta, primeiro site comparador de preços de Portugal. Na época, Pagotto não tinha dinheiro para investir no negócio, então trabalhou como representante comercial, convencendo as lojas a fazerem parte do comparador. “Foi um trabalho difícil, já que os lojistas não conheciam a ferramenta”, explica. Buscando alçar voos mais altos, em 2009 ele decidiu abrir uma “filial” do Kuantokusta no Brasil. Pagotto continuou em Portugal e gerenciava o comparador à distância. Aos poucos as lojas começaram a se interessar, percebendo a importância do ecommerce no país. Por este motivo, em 2011, o Kuantokusta iniciou as operações físicas no Brasil, com sede em Campinas, interior de São Paulo. Com obje vo de expandir os negócios e a ngir a marca de R$ 1,5 milhões anuais até o final de 2013, o Kuantokusta está firmando parcerias. Em julho de 2012, o site de entretenimento e eventos Agito Brasil passou a oferecer uma ferramenta de comparação de preço que u liza o banco de dados do Kuantokusta. Uma das estratégias da empresa tem sido aliar o conteúdo ao e-commerce por meio deste po de parceria. Até o final de 2013, o comw w w. i nc o r p o ra t i va . c om.br


“Co m o trabalho desenvolvido pela assessoria de im pr e n sa conseguimos atingir indiretamen t e o s co nsumidores e os potenciais clientes, sem que parecesse uma imposição comercial” Flávio Pagotto

parador pretende firmar mais 20 acordos nestes moldes. O que te moƟvou a trazer a administração do Kuantokusta para o Brasil? O crescimento constante no volume de visitas ao site e uma expecta va de crescimento posiva foram os fatores mais decisivos para o início das operações sicas no Brasil. Você encontrou resistência dos e-commerces nacionais em fazerem parte de um comparador de preços quando chegou por aqui? Como superou isso? Esse paradigma já nha sido quebrado no Brasil por outros sites do mesmo seguimento, mas ainda existem lojas que possuem esse receio. Quando nos deparamos com um e-commerce com este perfil, conseguimos provar por meio da análise de tráfego que os clientes consultam os comparadores de preços e os concorrentes antes ou depois de acessarem determinada loja virtual. Assim, eles percebem que o ato de comparar antes de comprar pela internet já se tornou um hábito.

nosso site. Esperamos que essas ações proporcionem um crescimento sólido nos próximos anos. Qual o principal desafio do e-commerce brasileiro e, principalmente, dos comparadores de preços? O principal desafio é a logísca, pois em diversas regiões do país a taxa de entrega é muito alta e os prazos longos, podendo ultrapassar 20 dias. Já os comparadores de preço, especificamente, têm a di cil tarefa de popularizar o e-commerce e o mobile commerce, ou seja, a comercialização de produtos por meio de disposi vos móveis como tablets e smartphones. Também buscamos estar em todos os meios possíveis, sempre proporcionando economia e facilidade para as compras online.

Também buscamos uma maior divulgação do Kuantokusta para que mais pessoas passem a conhecer o serviço de comparação de preços. Como este trabalho de comunicação tem ajudado a marca Kuantokusta a ficar mais conhecida? Normalmente, as pessoas que costumam comprar pela internet são influenciadas por nocias de tecnologia, lançamentos, produtos mais buscados e preços. Um exemplo prá co acontece com os “Apple maníacos”, que sempre procuram informações sobre a linha de produtos da empresa e acabam comparando o preço de iPhones no Kuantokusta. A assessoria também está nos ajudando a construir nossa marca corporava, pois estamos ficando mais conhecidos no varejo online.

O que te moƟvou a contratar uma assessoria de imprensa? Com o trabalho desenvolvido pela assessoria de imprensa conseguimos a ngir indiretamente os consumidores e os potenciais clientes, sem que parecesse uma imposição comercial.

Qual a sua estratégia de crescimento para os próximos anos? Estamos focados na melhoria con nua do nosso conteúdo e nas diversas parcerias que pretendemos realizar. Também procuramos tornar especial a experiência que o usuário vive em www.inco rp o ra t iva .co m .br

Ku anto k usta No m e r c a d o d e s d e 2005, o K ua nt o kus t a o r i g i no u- s e e m P ort u g a l o nd e ho j e é l í d e r e m c o m p a r a d o r e s d e p r e ç o , o K ua n t o k u st a t a m b é m e s t á p r e s e nt e na E s p a nha e Fr a nç a .

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COMPROMETIMENTO e responsabilidade no trabalho A r t i go

Por Cersi Machado*

É comum encontrar indivíduos que insistem em levar o pensamento tô nem aí para o trabalho. Tô nem aí com a qualidade do serviço prestado, com o uniforme da empresa, com a organização de meu espaço de trabalho, para a sasfação do cliente, etc. Isso revela a falta de comprome mento e ausência do senso de responsabilidade naquilo que fazem. Durante palestra para mais de 250 servidores públicos, pedi que todos refle ssem sobre o comprome mento no trabalho e que dessem uma nota de 0 a 10 para sua dedicação pessoal. O exercício era individual e ninguém precisaria se expor. Porém, um par cipante ficou de pé e pediu a palavra. Disse diante de todos os colegas que ali estavam: “Sr. Cersi, não sou com-

prome do no trabalho. A nota máxima que atribuo para meu comprome mento é 4. Há muito tempo esperamos um espaço de trabalho melhor, salário melhor, por esse mo vo não sou comprome do.” Agradeci a par cipação e alertei a todos que não devemos ficar esperando que as condições externas se tornem favoráveis para agirmos com qualidade. - Como fica sua consciência ao colocar a cabeça no travesseiro? perguntei. Quais valores estamos ensinando para nossos filhos, se ao invés de enfrentarmos de forma inteligente o limites, ficamos esperando o mundo mudar para depois nos dedicarmos? Enfa zei então que compromemento é uma questão de responsabilidade, ser responsável signifi-

Daniela Pacheco danielaas sessoradeimprensa@gmail.com Telefones : (48) 3209-9138 / 8427-5911 Assessoria em comunicação com mais de 10 anos de mercado. Atua em todo o Brasil com serviços de assessoria de imprensa, marketing, criação de sites, gestão da marca e administração de redes sociais.

ca ser aquele que responde por algo, é estar consciente de seu papel e de suas obrigações, independente do cargo, tarefa ou empresa. Obviamente que as empresas precisam proporcionar um ambiente agradável para o trabalho, possibilitando condições para que as pessoas se sintam bem no que fazem. Os líderes também devem ser par cipa vos, empá cos, dar apoio sempre que necessário, treinar e ser suporte para as equipes. Nenhuma melhoria ocorre nas empresas se não houver uma mudança posi va nas a tudes dos líderes. Quem está na liderança precisa se sen r responsável pelo sucesso de seus colaboradores. Se você fez a escolha de trabalhar na profissão que está hoje, então seja um profissional responsável, foque na qualidade do que faz e não fique pensando se o outro não faz, eu não vou fazer , ou o dia que melhorar isso, ou aquilo, aí sim começarei a me dedicar. Os profissionais de sucesso sempre dão a melhor resposta diante das piores adversidades. Portanto, se o seu obje vo é se destacar profissionalmente, tenha como marca forte o comprome mento, reconheça a importância de seu papel e nunca esqueça que o maior responsável pelo seu sucesso profissional é você mesmo.

*Cersi Machado: Palestrante motivacional e treinador comportamental, atuando há mais de 12 anos em T&D. Autor de dois livros e coautor dos livros Ser+. Aplica uma metodologia inovadora em : palestras e treinamentos empresariais, combinando conteúdos práticos com base em Gestão Estratégica de R.H., Coaching, PNL, Emotologia, Neurociência do Comportamento, Animação 3D e outras abordagens.

www.cersimachado.com.br cersi@cersimachado.com

(67) 3421-2164 / 9628-8546


I m a g e cou rte sy of N a yp on g a t Fre e D ig ita lP h otos . n et

Sua empresa merece mais que um simples

“jornalzinho” Não a d i a n ta mui to t e r u m ó t im o pr o du t o se a s ua co muni caçã o im pr e ssa de ix a a de se ja r. Cu i d e d a im a ge m d e s ua e mp res a c o m q ue m es tá no me r c ad o e dit o r ia l h á ma is d e vinte a no s e j á d e s envol ve u ce n t e n a s de p ro j eto s g rá fic o s p a ra emp res a s p r i va d a s, clu b e s de f u teb o l, O N Gs e ó rg ã o s p úb lic o s .

De se nvo lve mo s j o rna is e revis ta s : C O M PLETO S Pro j e t o g rá fic o + c o nte úd o PA R CIA IS S o m e n t e p ro j e to, s o me nte d ia g ra ma ç ã o, r e vit a liz a ç ã o o u re c ria ç ã o

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