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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS

B OLETIM 5

J A N E L A A B E RTA M ARÇO

2013

A M ULHER

NO

MUNDO

NESTA EDIÇÃO: A M ULHER NO M UNDO 1/2/3 P ROJETO DE P AIS PARA 3 F ILHOS 4/5 A P ÁSCOA S ALVO

PELO GONGO

5

C LUBE

DE

L EITURA

6

O S APO A PAIXONADO

7

N AVEGAR

8

NOS

L IVROS

A ARTE PELA RECICLAGEM D IA

letra da lei, existe igualdade autêntica em todos os setores: pagamento equitativo

~

9

PAI

DO

A TELIÊ

Em quase todo o mundo, as mulheres estão presentes e têm responsabilidades em

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DE I LUSTRAÇÃO

10/11

I R PARA O MANETA F ILMES COM H ISTÓRIA O F EMININO NA PINTURA

dade democrática. No entanto, o fosso entre o que a lei dita e o que, na realidade, é prática, continua a ser enorme e agrava-se em situações de crise social e económica.

11 12

A MULHER OCIDENTAL

13

23

A Revolução Francesa trouxe a melhoria das condições de vida e de trabalho da mulher: deu-se início à participação política, ao fim da prostituição, ao acesso à instrução e à igualdade de direitos entre os sexos.

RESULTADOS DO COMPAL 23 AIR E DO CORTA MATO 24/25 H OMERO

A Revolução Industrial promoveu a absorção

OCIDENTAL

G UIÃO

DE

E SCRITA A

V ERBOS

14a16

CIRCUNDANTE

MINHA

E SCOLA

17 18

D IA DA I NFORMÁTICA A I MPORTÂNCIA DO E MPREENDEDORISMO D IA DOS T RAQUINAS

19

O P APAGAIO V AIDOSO U M P ROJETO SOBRE D INOSSAUROS O S BEBÉS QUE ANDA-

22

VAM NA CRECHE

20 21

22

A S FLORES DA PRINCESA VISITA DE ESTUDO A SINTRA VISITA DE ESTUDO A MAFRA

25 26

P OESIA

26

O P EDDY P APER V ISITA DE ESTUDO

26 27

IST

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MEGA SPRINT E MEGA KM VISITA CONVENTO DE MAFRA

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J OGOS

30

A

DA

AO

P RIMAVERA

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PARTILHA DO SABER

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R ECEITA DE P ELMENI EB1/JI DAS LARANJEIRAS

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EQ UI P A TÉCNI C A: Coordenação do projeto: Equipa da BECRE da ESDPV Revisão de artigos: Equipa da BECRE da ESDPV Conceção e montagem gráfica: Equipa da BECRE da ESDPV

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Matt Collins

todos os setores da vida – social, económico, cultural, religioso e político. Enriquecem a compreensão do mundo e ajudam a fazer com que as relações entre as pessoas e os povos se tornem mais humanas e genuínas. Teoricamente,

e

na

para um trabalho equitativo, proteção às mães que trabalham, justiça nas evoluções profissionais, igual tratamento aos cônjuges em relação aos direitos familiares e o reconhecimento de tudo aquilo que faz parte dos direitos e dos deveres de todos no seio de uma socie-

Lydia Sanchez


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J

ANELA

A M ULHER

NO

A

B E RTA

MUNDO

do trabalho feminino, mas com condições insalubres e submetidas a espancamentos e humilhações, para além de receberem salários até 60% inferiores aos dos homens. Em inícios do século XIX, começaram as manifestações operárias em que a classe feminina conquista mais espaço, provando competência para o trabalho. A cada geração as mulheres têm-se tornado cada vez mais independentes, participam em causas sociais, emitem opiniões e reivindicam mudanças nos problemas das minorias. A MULHER AFRICANA

Lutou contra a opressão colonial,

contra a fome e a miséria e viu-se obrigada a uma vida nómada à procura de sobrevivência. Continua a lutar por direitos iguais e por uma sociedade mais justa. Grande número de mulheres é vítima de excisão – mutilação genital feminina – violação, apedrejamento, tráfico de mulheres, lapidação, exclusão social, violência familiar e cultural. Muitos dos Direitos Humanos fundamentais são-lhe negados (acesso à instrução, interdição ao direito de voto e de propriedade)...

(cont.) A MULHER MUÇULMANA Ocupa uma posição de inferioridade na sociedade muçulmana. Quando falamos na mulher muçulmana, ocorrem-nos logo dois símbolos: o harém e o véu. As marcas jurídicas da inferioridade da mulher determinam que só pode ter um

Esperança de caminhar rumo a um futuro de mais Dignida-

de, de mais Justiça e de mais Paz.

marido, ao contrário do homem, que pode ter quatro mulheres ao mesmo tempo; só pode casar com um muçulmano, enquanto o homem pode casar com uma mulher de outra religião; apenas pode pedir o divórcio em casos extremos, sendo a custódia dos filhos atribuída ao pai e o testemunho do homem tem o dobro

do valor do da mulher; a sua herança é duas vezes inferior à do homem; a maioria das mulheres vive na reclusão, poucas foram as que tiveram papéis ativos em questões públicas, embora, atualmente, haja uma crescente liberalização do papel das mulheres fora de casa, que começou sob a influência ocidental. Em alguns países, porém, verifica-se um retrocesso devido ao fundamentalismo islâmico. Atualmente, existe uma crescente liberalização do papel das mulheres fora de casa, por influência ocidental. A MULHER ORIENTAL É-nos apresentada numa condição de subserviência de inferioridade ou como um ser divinal e necessário à existência da humanidade, na medida em que enfrenta o casamento negoci-


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B OLETIM 5 A M ULHER

NO

MUNDO

ado; ao marido era permitida uma poli-

Mai Trung Thu

P ROJETO

DE

P AIS

gamia relativa (a primeira esposa é a principal e as outras são concubinas); ao passar da sua família para a do marido, tornam-se filhas dos sogros e a eles devem servir; existe infanticídio, praticado por famílias pobres que envolve, muitas vezes, meninas indesejáveis. A estética

PARA

No dia 6 de março, a mãe da Gabriela Coelho veio à sala da Árvore fazer uma atividade de culinária: Doce de abóbora! Nós comemos este doce com tostas, foi o lanche da manhã.

(cont.)

F ILHOS

500 g. de abóbora 1 limão bem descascado e sem caroços

do enfaixamento dos pés é resultado

Equipa da BECRE da ESDPV

SALA DA EDUCADORA ESPERANÇA MOREIRA

500 g. de açúcar 2 paus de canela. Coze-se tudo junto numa panela, elétrica ou normal; depois de pronto guarda-se num frasco de vidro. Enquanto o doce cozia, a mãe da Gabriela leu a história Corre, corre, cabacinha e depois fomos desenhar em grupo. A Gabriela e a mãe ofereceram o livro para a nossa biblioteca da sala.

Receita:

Ton That Bang

da inevitável busca de beleza. Existe legislação sobre o número de filhos por casal, para evitar a superpopulação; são proibidos os exames para saber o sexo da criança, e o nascimento de um filho varão é mais valioso.

Não vi velha nem velhinha, Não vi velha nem velhão! Corre, corre, cabacinha, Corre, corre, cabação! A Educadora da EB1/JI António Nobre, Esperança Moreira

OS AUTORES DA EMA & GUI VÊM À ESCOLA! O pai do Hugo, Nuno Beato (ilustrador e realizador) e Marisa Pott vieram apresentar o livro A biblioteca malhada, segunda-feira, dia 11 de março. O Hugo Beato (aluno da sala da árvore) também convidou os colegas da sala do sol para assistirem: à apresentação de

dois episódios da série;

à

explicação de como são desenhados os personagens; à leitura da história. No fim, os autores autografaram os livros comprados por algumas crianças e ofereceram um livro para cada sala. Na sala de atividades, as crianças coloriram o cartaz com as personagens, desenhadas pelo pai do Hugo. A Educadora da EB1/JI António Nobre, Esperança Moreira


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ANELA

A

B E RTA

A P ÁSCOA tos egípcios, inclusive o primogénito do Faraó, foram mortos. Assim, para comemorar esta proteção divina, cada família hebraica deveria passar a celebrar, anualmente, a festa da Páscoa, a qual lembraria não só a libertação da escravidão egípcia mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro indicava o sacrifício de Cristo.

Enraizada na nossa tradição, a Páscoa cristã significa, naturalmente, muito mais que a simples prática dos atos litúrgicos que lhe são próprios, como é o caso da celebração da Via Sacra ou da Missa Pascal, a realização do almoço em família ou a oferta de amêndoas, de ovos e de outras iguarias. Tem como antecedente a festa judaica com o mesmo nome. O termo Páscoa tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém, a sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo proveniente do hebraico Pessach, que significa a passagem da escravidão para a liberdade. Com esta festividade, os judeus comemoram a libertação e a fuga de seu povo escravizado no Egito, ocorridas há cerca três mil e trezentos anos. A origem da Páscoa remonta, pois, aos tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da

Rafael – Transfiguração, 1499-1502

terra do Egito, cujo rei, Faraó, quis impedir a sua saída. Muitas pragas terão então caído sobre ele e sobre o seu povo. A décima praga, conhecida por matança dos primogénitos (o filho mais velho seria morto), foi, porém, fatal. Segundo as instruções Divinas, para se poder subtrair à mesma, cada família hebraica deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu san-

gue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal para que o mensageiro de Deus não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro deveria ser comida juntamente com o pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Certo é que, de acordo com a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogéni-

Embora tenha a sua origem no Pessach, a Páscoa cristã celebra, no entanto, a morte e a Ressurreição de Cristo e é considerada como a maior festa do cristianismo, pois nela se comemora a passagem de Cristo deste mundo para o Pai, da morte para a vida e das trevas para a luz. Interessante é ainda observar que, num período anterior a Moisés, a Páscoa constituía, para os pastores nómadas, um ritual de festejo da chegada da Primavera. OS SEUS SÍMBOLOS Sendo um evento religioso, desde há muito comemora-


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B OLETIM 5 A P ÁSCOA do no mundo inteiro, por vários povos e religiões, e também por pagãos, andam-lhe associados alguns símbolos, com diferentes significados. De entre eles: A Cruz da Ressurreição, que representa o sofrimento e ressurreição de Jesus. O Círio, vela de grande dimensão, que é acesa no sábado de aleluia e que simboliza que Cristo, ressurgido das trevas para iluminar o nosso caminho, é a luz dos povos. O Alfa e o Ômega gravados no Círio significam que Deus é o princípio e o fim de tudo. O coelho, enquanto símbolo da fertilidade, do nascimento e da vida. Também simboliza a Igreja que, pelo poder de Cristo, é fecunda na

Charlotte Cheng

(cont.) sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos. O Ovo da Páscoa, que simboliza a ressurreição, o nascimento para uma nova vida.

Kate Dudnik

O Cordeiro, o mais antigo dos símbolos da Páscoa, significa a aliança feita entre Deus e o povo judeu. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com pães ázimos e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando o cordeiro. Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus que foi crucifi-

cado na cruz pelos nossos pecados. Os Óleos Santos, que simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o Evangelho de Jesus Cristo. O Girassol, como símbolo da Páscoa, traz a mensagem que toda a humanidade deve seguir a luz de Deus, assim como o Girassol acompanha a luz emanada pelo sol. Pão e vinho são símbolos importantes e altamente presentes na Páscoa. Fazem-nos refletir sobre a Santa Ceia.

Van Gogh

A Colomba Pascal que é um pão em formato de uma pomba. Representa a vinda do Espírito Santo sobre os povos. Simboliza a paz. Equipa da BECRE da ESDPV

SALVO

PELO

GONGO Significado: Escapar de se meter numa encrenca por uma fração de segundos. Histórico: O ditado tem origem na Inglaterra. Lá, antigamente, não havia espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados para o ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz. Só que, às vezes, ao abrir os caixões, os coveiros percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo (catalepsia – muito comum na época). Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar. Desse modo, ele seria salvo pelo gongo. Equipa da BECRE da ESDPV


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J OS

ANELA

ME MBROS D O

A

B E RTA

C LUBE

Cão Espião 2, de COPE, Andrew “É muito divertido, fascinante, entusiasma e quando se olha para a capa dá vontade de ler.” Francisco Rodrigues, 5.º A

Quero ser outro, de MAGALHÃES, Ana Maria “Tem um enredo fantástico. Relata a história de dois sósias, que se encontram e trocam de vida.” Margarida Mateus, 7.º B

C LUBE

DE

LEITURA

DE

L E IT URA

DA

EB 2.3. D E LFIM S ANTOS

A Família que não cabia em casa, de HONRADO, Alexandre “É muito engaçado porque esta história pode não ser única, pode passar-se com outras famílias.” Daniela Neves, 7.º F

Um artista chamado Duque, de LOSA, Ilse “É muito giro e aprende-se, em especial sobre os sentimentos que surgem numa despedida: tristeza e saudade. A

FOI AO

FESTIVAL

menina fica triste com a despedida do rapaz e o rapaz com saudades da menina.” Adriana Santos, 5.º F

A Fada Oriana, de ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner “É divertido e interessante. Há uma personagem que torna a vida das pessoas mais bonita. Essa personagem é a fada Oriana.”

Leram… e recomendam : Um livro é… um mundo que se abre e se explora até ao fim de cada página. Fábio Jesus, 10.º 5, n.º 8

Um livro... não serve apenas para preencher os nossos dias mas para salvar as nossas vidas. É um novo futuro. O futuro começa aqui! Mariana Carvalho, 10.º 8, n.º 19

Carolina Calado, 5.º J

DE ANIMAÇÃO

MONSTRINHA

A Equipa da BE organizou uma ida ao festival de animação Monstrinha, no dia 15 de março. Saímos da escola por volta das 13:15 e fomos de metro, com os melhores leitores do clube de Leitura Letra Viva, até ao cinema S. Jorge. Assistimos a uma hora de curtas metragens de animação, sobre relações humanas, 2ª guerra mundial, animais... A organização presenteou-nos com uma oferta.

À saída, fomos lanchar para a Avenida da Liberdade. Voltámos de metro e correu tudo muito bem. Foi um bom início de férias! Ana Correia, PB da EB2.3 Prof. Delfim Santos


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B OLETIM 5 O S APO APAIXONADO

M AX V ELTHUI JS

A turma 2ยบ B, da EB1 Antรณnio Nobre, realizou uma banda desenhada inspirada na obra O Sapo Apaixonado, de Max Velthuijs.


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J O

ANELA

MAR

A

B E RTA

- N AVEGAR

BIBLIOTECA DAS L ARANJEIRAS A eq ui p a da B i b l i o tec a fez uma pré-seleção e uma mostra de livros sobre O mar, o tema

desta semana da leitura. Convidou os professores e os seus alunos para passarem pela Biblioteca a fim de selecionarem o livro que mais gostariam de ler, consultar ou investigar. A partir deste livro, os professores e os alunos fizeram leituras e trabalhos coletivos, alguns dos quais já estão afixados nas paredes junto da Biblioteca. Durante esta semana, os alunos têm vindo a este espaço ler livros e ver filmes, sobre a temática proposta.

NOS

L IVROS

Os nossos leitores têm escrito frases sobre o mar, que estão agora a ser selecionadas para serem expostas. Também têm dado

aso à sua criatividade, desenhando motivos marinhos a fim de se construir um mobile e um aquário. A Biblioteca vai ficar ainda mais bonita!!!

S EM AN A D A L EI TUR A D E 11 A 15 D E M AR ÇO

BIBLIOTECA DELFIM SANTOS Durante a semana da leitura, todas as turmas da escola leram na sala de aula. Para os 5.º anos, a equipa da Biblioteca selecionou O Búzio de Nacar; para os 6.º anos, O romance das Ilhas encantadas; para os 7.º anos A Menina e o Búzio, para os 8.º anos um conto das Histórias da terra e do mar, A pérola e para os 9.º anos O velho e o mar e A-Ver-o-Mar Crónicas.

na aula de Português do Prof. Miguel Jorge, a partir de leituras de contos tradicionais. Convidámos algumas turmas para ouvir contar a Epopeia de Gilgamesh. Esta história foi contada pela nossa voluntária, a Virgínia, e

Tivemos, com muita satisfação e orgulho, a colaboração da professora Bernardete, que colaborou na leituras nas aulas do 6.º I e 7.º B. Além disso, ainda tivemos exposições, na BE, de Bandas Desenhadas feitas pelo professor Pedro de EMRC. Para finalizar, na 6.ª feira fomos com os alunos do clube de Leitura ao Festival da Monstrinha, ver filmes de animação. Continuamos a ter a escola toda a ler+!!! Ana Correia, PB da EB2.3 Prof. Delfim Santos


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B OLETIM 5 A

ARTE PELA RECICLAGEM

Irá realizar-se uma exposição de artes plásticas com o nome de As origens do futebol, entre os dias 8 a 19 de abril, na EB1/JI das Laranjeiras.

exposição e fazer uma pequena atividade de reciclagem. No entanto, para além da exposição, irão decorrer dois ateliers de reciclagem e papietagem (técnica inovadora utilizada pela artista). Os ateliers decorrerão no dia 11 de abril às 14h00, para as crianças, e às 16h00, para os adultos.

Ana Selma, a grande artista plástica brasileira, irá apresentar essa exposição na sala 11 da nossa escola. A exposição consiste em expor trabalhos de expressão plástica, elaborados no ano letivo anterior, por alunos do Brasil, e terá a fusão dos trabalhos realizados por alunos da nossa escola e sobre as origens do futebol em Portugal. Esses trabalhos serão realizados nos ateliers

DIA

DO

PAI

teriais para elaboração da prenda do do

Cada turma, nos pri-

meiros dias da exposição, terá um tempo para visionar a

Beatriz Graça – 4.º A, EB1/JI das Laranjeiras

S AL A D A E D U CAD OR A E SP ER AN ÇA M OR EI R A

Reutilização de ma-

Dia

para alunos e adultos.

Os Pais e a restante comunidade escolar estão convidados a visionar a exposição todos os dias úteis das 17h00 às 18h00 e poderão participar no atelier para adultos.

Pai

(reutilização de copos de iogurte, palhinhas do leite escolar e restos de lã). A Educadora da EB1/JI António Nobre, Esperança Moreira

Um livro é... mais que um amigo, ou até mesmo um melhor amigo. Pode ser uma f o n t e d e inspiração que nos ajuda com o n o s s o conhecimento. Alice Fernandes, 10.º 8, n.º 2


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B OLETIM 5 A TELIÊ

DE

I LUSTRAÇÃO

No dia 28 de fevereiro, a Biblioteca da Escola EB1/JI Frei Luís de Sousa transformou-se num ateliê de ilustração,

promovido pela Câmara Municipal de Lisboa e animado pela ilustradora

Rute Reimão. Foi feita a ligação da música às cores e à pintura. Assim, depois de se ter cantado uma canção

sobre animais (do Fungagá da Bicharada de José Barata Moura) e de se

JI FREI LUÍS DE SOUSA ter feito uma reflexão com as crianças sobre as impressões dos sons traduzidas em cores e em formas, a turma foi organizada em quatro grupos para a pintura de quatro painéis, usando uma cor de cada vez para a representação dos vários animais falados na canção. Resultaram quatro painéis bastante coloridos que foram afixados na escola, com um grande envolvimento das crianças, nesta atividade. Foi um excelente momento de aprendizagem do sentido estético e da importância da diversidade (na música como na pintura) para atingir uma maior harmonia.

Cristina Mordido (Educadora de Infância) e Inácia Santana (Professora responsável pela BE da EB1/JI Frei Luís de Sousa)


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B OLETIM 5 ATELIÊ

DE

I LUSTRAÇÃO

No dia 28 de fevereiro, participámos numa atividade de ilustração, na Biblioteca Escolar, com uma ilustradora chamada Rute Reimão.

3.º A, DA EB1 FREI LUÍS DE SOUSA

Ela explicou como se ilustravam livros e também nos mostrou livros com ilustrações dela. A seguir, fizemos uns

bonecos de uma história que ela contou. Não podíamos usar lápis, caneta nem borracha, só papéis coloridos. Depois colámos os nossos bonecos num painel. Despedimo-nos da ilustradora e pusemos o painel numa parede da escola.

na biblioteca! Patrícia Tavares e Inês Gomes, 3ºA, EB1/JI Frei Luís de Sousa

Gostámos muito desta atividade porque ela nos deu ideias para ilustrarmos os livros que fazemos

IR

PARA O MANETA

Ir para o maneta. significa estragar-se; desaparecer; morrer. ORIGEM : Conta-se que na época da invasão de Portugal por parte dos franceses, um general,

chamado Loison, tinha perdido um braço numa das batalhas anteriores. Ele era o responsável pelas torturas aos presos e tinha, inclusivamente, causado várias mortes. Por ser tão terrível

nas torturas que executava, surgiu um medo popular do general Loison. Mas ninguém o tratava por esse nome. Chamavamlhe o maneta. Quando havia o perigo de se ser captu-

rado, ouvia-se logo o conselho: "Tem cuidado, que ainda vais para o maneta". Duzentos anos depois ainda a expressão é, habitualmente, utilizada. Equipa da BECRE da ESDPV


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B OLETIM 5 F ILMES

COM

H ISTÓRIA

Lincoln é um filme americano biográfico, um drama lançado em 2012, dirigido por Steven Spielberg, com Daniel Day-Lewis no papel do presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, e Sally Field como Mary Todd Lincoln. O filme baseia-se no livro Team of Rivals: The Political Genius of Abraham Lincoln de Doris Kearns Goodwin e abrange os quatro últimos meses de vida de Lincoln, nomeadamente na sua luta pela abolição da escravatura e pela preservação da União. A votação renhida na Câmara dos Representantes pela aprovação da 13.ª emenda, que ilegaliza a escravatura, é um dos pontos centrais do filme. O filme retrata um homem inteligente, persuasivo e determinado que não olha a meios para atingir os seus objetivos. Um Presidente que se serve da pequena política, revelando o lado sórdido da democracia dos EUA, quando promove um clientelismo alimenta-

do pela compra dos votos, onde os dignos representantes da Nação (que pretende criar) se vendem por cargos e subvenções. Permite o prolongamento da guerra, ocultando a intenção dos Confederados em negociar a paz com os Nortistas, ganhando tempo e oportunidade, para a aprovação da 13ª emenda. Hoje, apesar de muitas práticas continuarem as mesmas, é inegável que o mundo mudou com o passar das décadas, sobretudo no que diz respeito às liberdades individuais e à igualdade de direitos. Com um roteiro escrito pelo destacado roteirista Tony Kushner (Angels in America, Homebody / Kabul), o filme de Spielberg está centrado não apenas no próprio Lincoln, mas também na figura sem dúvida revolucionária, do abolicionista radical Thaddeus Stevens, com quem Lincoln se aliou naqueles fatídicos dias de janeiro de 1865. Algumas das cenas mais dramáticas retra-

tam os debates cruzados de Stevens com o congressista de Nova York, líder da ala antiabolicionista do Congresso e racista. O roteiro do filme teve, também, uma intenção nacionalista, talvez um reflexo da necessidade de reafirmação da força de um país que, atualmente, se apresenta em crise diante do mundo. O objetivo pareceu claro ao mostrar um presidente determinado com discursos de apelo emocional, só comparável ao Presidente Barak Obama que, perante o mundo, apresentou-o como o seu mestre, homenageando-o na sua tomada de posse. Elegemos como uma das melhores cenas do filme aquela em que os congressistas discutem a abolição, e um democrata, indignado, pergunta: “O que virá a seguir, negros votando?!”. E todos os presentes fazem um coro de recusa, uhhh. E o sujeito insiste: “E se os negros passarem a votar, o que virá depois? Mulheres votando?!”. E o uhhhhhhhh toma

o Congresso, uma recusa em uníssono como se fosse um sacrilégio. Daniel Day-Lewis incorpora o expresidente de forma impressionante, com um trabalho de voz que faz do personagem um sujeito delicado, mas sempre marcante, falando baixo, mas sendo sempre ouvido. O seu desempenho valeu-lhe um bem merecido Óscar. Lincoln é um filme grandioso, mas falta-lhe algo para ser considerado um grande filme. Ainda assim, funciona como instrumento de reflexão política e deve ser visto com muita atenção. Equipa da BECRE da ESDPV


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B OLETIM 5 O F EMININO

Divulgação Científica

NA PINTURA OCIDENTAL

Arquétipos

Eva, Hans Memling, 1485

Venus, Botticelli, 1486

Madona, Raphael, 1505

Mulheres de Poder

Joana d’Arc, Anónimo, c.1450

Catarina de Medicis, Anónimo, c.1580

Isabel I, George Gower, 1600

Mulheres de Cultura

Autorretrato, Elisabeth Vigée-LeBrun, 1782

Madame de Staël, François Gérard, 1810

George Sand, A. Charpentier, 1835

Ícones do séc. XX

Nivose – Janeiro Autorretrato, Frida Kahlo, 1940

Marilyn, Andy Warhol, 1964

Ventose Março Isabel– II, Lucien Freud, 2001 Isabel Ferreira de Almeida, docente da ESDPV


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J

ANELA

GUIÃO

DE

A

VERBOS

B E RTA MAIS UTILIZADOS NOS

Os professores sabem que, muitas vezes, o pouco sucesso dos alunos nos testes e nos exercícios escritos se deve a uma interpretação deficiente e parcial ou totalmente incorreta da formulação das perguntas. Neste sentido, fornecem-se aqui algumas pistas que visam, em primeira instância, orientar os alunos na construção do seu pensamento, permitindo-lhes delimitar as operações mentais necessárias à elaboração de uma resposta adequada. Quanto mais usada a lista, mais familiarizados os alunos estarão com os verbos de comando, facilitando o entendimento de textos e de enunciados. ANALISAR - Decompor o objeto a analisar (dados, gráficos, tabelas, figuras, desenhos, mapas, factos, situações, fenómenos, processos, resultados de experiências, opiniões, argumentos, textos, etc.), a fim de examinar e identificar as partes, as relações, as ideias e os princípios, que levam à compreensão do todo. A análise pressupõe exame, investigação, estudo

atento e detalhado; deve partir-se dos efeitos para as causas, do particular para o geral, da parte para o todo, do simples para o complexo. APLICAR - Empregar o conhecimento já construído em contextos e situações específicas e concretas; consiste em usar informações, ideias, conceitos, relações para resolver questões e problemas concretos. APRESENTAR - Expor, dar a conhecer de maneira sucinta. APONTAR - Dizer ou indicar qual é ou quais são; referir. ARGUMENTAR - Enunciar os raciocínios que constituem um pensamento; defender ideias, opiniões a respeito de um determinado assunto. ASSINALAR - Marcar com um sinal (círculo, cruz...), distinguir, dar a conhecer. ASSOCIAR / FAZER CORRESPONDER - Estabelecer uma correspondência, uma relação ou uma ligação entre duas ou mais afirmações, ideias e informações. ATENTAR - Prestar atenção, ouvir ou observar atentamente, reparar.

E XAMES NACIONAIS

AVALIAR - Emitir um juízo de valor, através da apreciação criteriosa de aspetos positivos e negativos. CARACTERIZAR - Pôr em evidência, descrevendo as propriedades de objetos, textos, factos, acontecimentos, situações, fenómenos, personagens, ambientes.

E NOS

TESTES

COMPLETAR - Descrever ou referir o que está em falta. COMPROVAR - Provar, apresentar elementos que comprovem a argumentação, por meio de exemplos, experiências, fórmulas. CONFIRMAR - Afirmar, por outras palavras, o que já foi dito; ratificar, corroborar.

CITAR - Referir oralmente ou transcrever, para apoio ou fundamento do que se afirma; fazer referência, mencionar.

CONSIDERAR - Examinar atentamente, apreciar, refletir sobre.

CLARIFICAR - Tornar claro, tornar mais compreensível.

CONSULTAR - Observar ou ler algo, pesquisar, obter informação para ajudar à resposta.

CLASSIFICAR - Reunir em classes ou grupos, segundo um sistema ou critério de classificação; pôr em ordem de acordo com propriedades afins. COMENTAR - Dar uma opinião fundamentada; explicar interpretando; falar sobre; fazer observações esclarecedoras ou críticas para facilitar a compreensão de um texto; opinar sobre o assunto. COMPARAR / CONFRONTAR - Examinar simultaneamente factos, textos, situações, objectos, a fim de identificar as semelhanças, as diferenças ou as relações.

CONSTRUIR - Produzir, fazer.

CONTESTAR - Negar a exatidão de proposições, testes, opiniões, argumentos, etc. CONTRADIZER - Opor-se; alegar o contrário, provando a nova tese com contraargumentos. CONTRAPOR - Pôr contra, opor, apresentar em oposição, reconhecendo e indicando as características próprias de cada um dos elementos contrapostos. CRITICAR - Julgar, ajuizar com critério, analisando os aspetos positivos e os negativos. DEDUZIR / INFERIR - Gerar uma informação nova, a partir de uma


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B OLETIM 5 G UIÃO

DE

V ERBOS

MAIS UTILIZADOS NOS

informação anterior, num determinado contexto, ou seja, tirar conclusões, raciocinar a partir da análise de dados fornecidos. DEFINIR - Dizer em que consiste, dar o significado exato, explicar o que é; expor com palavras claras e precisas o sentido exato de um termo ou de um assunto; dizer em que consiste. DELIMITAR - Indicar os limites, dizer onde começa e onde acaba. DEMONSTRAR - Apresentar provas, confirmar a verdade de um facto, de um ponto de vista, de uma posição. DENOMINAR / DESIGNAR Nomear, dar o nome, dizer como se chama. DESCREVER - Apresentar características particulares, distintivas, possibilitando uma visualização daquilo que está sendo escrito; a descrição é um processo de construção de uma imagem em que o observador mostrará a sua perceção, a sua impressão, enfim, o seu ponto de vista do objetivo escrito, podendo ou não dependendo da proposta – estar direcionada para um determinado texto; descrever é pintar com

E XAMES N ACIONAIS

palavras. DETERMINAR - Indicar com exatidão, precisar, especificando características próprias; resolver operações matemáticas. DIFERENCIAR / DISTINGUIR Indicar as diferenças entre duas realidades, conceitos ou objetos.

ELABORAR - Preparar, organizar, ordenar, formar (a pouco e pouco e com trabalho). E NUMERAR - Listar factos, dados, evidências, características, argumentos, especificando um a um. ENUNCIAR apresentar.

Dizer,

DISCUTIR - Analisar uma questão, um problema, um assunto pelo exame das razões e provas controversas.

ESCLARECER - Elucidar, tornar claro e compreensível o sentido de uma afirmação, um pensamento, uma ideia, um facto.

DISCRIMINAR - Estabelecer diferenças entre níveis de semelhança.

ESPECIFICAR - Indicar um por um, individualmente; dizer de forma explícita.

DISSECAR - Analisar em pormenor. DISSERTAR - Discorrer sobre um assunto, ordenando as ideias, justificando-as e relacionando-as com o fim de persuadir (convencer) o leitor ou interlocutor; numa argumentação, não é suficiente expor um ponto de vista; é imprescindível apresentar razões e evidências, que comprovem e sustentem um ponto de vista, a fim de persuadir o interlocutor. DISTINGUIR - Indicar as diferenças entre duas ou mais coisas, separar coisas diferentes; diferenciar.

EXEMPLIFICAR - Dar, apresentar exemplos que ilustrem uma situação. EXPLICAR - Dar a conhecer ou expor factos, fenómenos resultantes de experiências, pontos de vista, interpretações, afirmações, argumentos, textos, etc., com clareza, fundamentando as opiniões emitidas; explicar implica justificar, apresentar razões, relações de causa e consequência, tornar claro ou inteligível aquilo que era obscuro ou ambíguo. EXPLICITAR - Tornar explícito e preciso o sentido do que se

E NOS

TESTES

(cont.)

quer dar a conhecer; colocar o máximo de informação a respeito do assunto, para o tornar claro, sem margem para ambiguidades. EXPOR – Apresentar, narrar; exemplificar; mostrar. FORMULAR - Indicar, expor ou enunciar com precisão e exatidão. FUNDAMENTAR - Justificar, apresentar as razões; documentar. GENERALIZAR - Estender um conceito a todos os casos em que pode ser aplicado. IDENTIFICAR / INDICAR / REFERIR - Reconhecer e apontar os elementos fundamentais ou as principais características de um objeto, de situações, de acontecimentos, fenómenos, épocas, pensamentos, argumentações; dizer qual é, dizer o nome, apontar, referir; apontar elementos dentro do assunto; reconhecer características ou elementos relevantes, para permitir a identificação. ILUSTRAR - Explicar usando uma figura, uma fotografia, um diagrama, um gráfico ou um exemplo concreto.


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J

ANELA

G UIÃO

DE

V ERBOS

A

B E RTA

MAIS UTILIZADOS NOS

INTERPRETAR - Expor, com clareza e objetividade, o sentido que têm para nós, num determinado contexto, factos, resultados de experiências, dados de gráficos, tabelas, figuras, desenhos, mapas, palavras, afirmações, etc., a fim de mostrar uma compreensão de assunto; esclarecer; traduzir; comentar um assunto com as próprias palavras, normalmente dando opinião sobre ele. INVESTIGAR - Conhecer melhor uma área específica, por meio da análise, da comparação e da conceituação. JULGAR - Formar um juízo crítico; avaliar de acordo com determinados padrões e critérios para concluir sobre o valor do assunto proposto. JUSTIFICAR / PROVAR Explicar acontecimentos, resultados de experiências, fenómenos, opiniões, interpretações, decisões, etc., apresentando as suas origens e o seu desenvolvimento, com a finalidade de comprovar a veracidade ou exatidão das proposições; por outras palavras, justificar é provar, fundamentar, dar razões convin-

E XAMES N ACIONAIS

centes, procurando comprovar a veracidade de um facto, de uma opinião; a justificação difere da explicação, pois implica a análise e defesa de possíveis aspectos contraditórios. LEGENDAR - Colocar dizeres (legendas) para facilitar a compreensão. LOCALIZAR - Indicar com precisão o local; achar, encontrar; situar no espaço, no tempo ou no contexto. MENCIONAR - Dizer, referir, nomear, citar. NARRAR - Contar a um facto, um episódio ou de uma sucessão de factos reais ou imaginários, normalmente por ordem cronológica. NOMEAR - Dar ou dizer o nome ou os nomes. OBSERVAR - Olhar com atenção para descobrir. ORDENAR - Pôr ou colocar em ordem; organizar. OPTAR - Decidir-se por uma coisa entre duas ou mais; exercer o direito de opção; preferir; escolher. Cf. Selecionar. PLANIFICAR - Elaborar um plano, esboçar as fases de uma tarefa. PARAFRASEAR - Transformar em palavras próprias as palavras do texto, sem comentá-

E NOS

TESTES

(cont.)

rios marginais, sem nada a acrescentar, sem nada a omitir do que seja essencial.

tecimentos reais ou fictícios.

PROBLEMATIZAR - Tornar problemático, levantar questões.

RESOLVER - Efetuar; dar a solução.

PROVAR - Demonstrar a verdade sobre um assunto, citando factos e oferecendo razões que confirmem essa verdade. QUESTIONAR - Discutir um assunto, interrogar -se sobre os seus aspectos controversos. RECONTAR – Tornar a contar, contar minuciosamente. REESCREVER - Escrever de outra forma. REFERIR - Indicar, expor, narrar, mencionar, aludir. Cf. Identificar. REFLETIR - Pensar bem, raciocinar, tentar compreender, ponderar. REGISTAR anotar.

-

Escrever,

RELACIONAR - Estabelecer relação ou analogia entre coisas diferentes, confrontar; no enunciado da questão, deve dizerse como os objetivos, os factos, os fenómenos, os acontecimentos, as ideias, os textos, etc., se relacionam ou se confrontam. Cf. Comparar. RELATAR - Contar, de forma breve, acon-

RELEVAR - Destacar, salientar; pôr em relevo.

RESUMIR / SINTETIZAR Distinguir as ideias centrais ou nucleares de um texto, das secundárias, obtendo, assim, a síntese que corresponde à compreensão do que foi lido. SALIENTAR - Tornar saliente; tornar bem visível ou distinto. SELECIONAR - Escolher. Cf. Optar. SINTETIZAR - Condensar, expressar de modo breve; resumir. Cf. Resumir. SUBLINHAR - Passar uma linha, um traço, por baixo de. SUGERIR - Evocar, lembrar, fazer vir à ideia. TRADUZIR - Reproduzir uma comunicação noutra língua, mudando-se apenas a forma de comunicação e não o conteúdo, que deve manter a fidelidade ao texto original. TRANSCREVER - Copiar o que se pede tal como está no texto original. (Abrir e fechar aspas). Equipa da BECRE da ESDPV


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J

ANELA

ESCRITA

A

B E RTA

CIRCUNDANTE

No dia 27 de fevereiro, percorremos o Bairro onde fica situ-

registarmos a escrita que íamos encontrando ao longo do

funcionamento e até nos deliciámos a fazer festinhas ao Bóris, que é um cãozinho muito meigui-

muitas palavras novas, sinais de trânsito, nomes de ruas, de lojas e de instituições, que encontrámos pelo caminho. Também descobrimos os números das portas e dos pré-

nho da dona da loja. Gostámos muito desta visita de estu-

ada a nossa escola, para descobrirmos a escrita circundante. Fomos distribuídos por três grupos: o grupo número um foi com a professora Sandra, o número dois foi com a professora Inácia e o número três foi com a professora Ermelinda. dios. Ainda observámos os ecopontos e registámos o que podíamos e não podíamos depositar em cada um, principalmente no vidrão.

do porque descobrimos que à nossa volta há muita informação escrita, que

Na florista, estivemos a ver o horário de agora também já sabemos ler. Cada um de nós levou um guião, para

percurso. Durante o trajeto, descobrimos

Tiago Vidal, Tomás Sobral, Mário Balbino, Rodrigo Pires, Guilherme Campos, - 1.º B da EB1/JI Frei Luís de Sousa


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J A

ANELA

MINHA

A

B E RTA

ESCOLA

Rima aabb Na escola é para aprender Muitas coisas vão fazer No recreio da nossa escola Pode-se brincar à bola. Gosto de trabalhar Mas no recreio é para brincar Adoro a minha professorinha É para mim uma boa amiguinha. Eu tenho de ir para a escola Se não levo na carola E lá vou trabalhar Porque eu não quero chumbar. Rima abab Na sala gosto de acabar No refeitório, é para comer No recreio é para falar, E depois posso correr. Logo ao acordar Vou para a escola, Para poder estudar Levo tudo na sacola! A minha professora é gira Pois explica tudo bem Que toda a gente a admira Como ela não há ninguém! Na escola nós escrevemos Com a professora a falar E também dizemos Coisas sem pôr o braço no ar. Gosto muito da minha escola Vou p´ra lá com alegria Levo também a minha bola Para jogar com energia. Rima abba Eu gosto da minha escola Mas temos de trabalhar, Pegamos no lápis e vamos estudar Para no recreio jogar à bola. No recreio adoro falar Com as amigas rir, rir, rir, Ao trapézio subir, E à corda saltar. Trabalho elaborado pela turma 4ºA, EB1/JI das Laranjeiras


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J DIA

ANELA

DA

A

B E RTA

I NFORMÁTICA

14 DE MARÇO

Comemorou-se, no passado dia 14 de março de 2013, o dia da Informática na Escola Secundária D. Pedro V. Começámos com a receção aos alunos e professores da Escola 2.3 Prof. Delfim Santos, no Auditório Chaves Santos.

no ano passado, foi, em rigor, o novo entendimento das festas do futuro: um evento de novas tecnologias, entretenimento, divertimento e espírito de equipa, num ambiente de inovação e experimentação tecnológica.

A parte da manhã, foi dedicada à apre-

A criação e configuração dos servidores

sentação do curso de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos (TGPSI), Lan Party, visita guiada à Escola D. Pedro V e participação no jogo Quem quer ser Informático. Participaram os alunos da Escola Delfim Santos (150 alunos de todas as turmas do 9º ano). Durante a tarde, decorreu a Lan Party (2ª edição) para os alunos da Escola D. Pedro V. Este festival, tal como

em sala, as inscrições, a divulgação e a organização do evento tiveram como responsáveis a turma 11º12, com a

supervisão dos professores Alexandre Rodrigues e Carla Carvalho. Os alunos da turma de Multimédia do 11º10 elaboraram os flyers de divulgação do evento.

+ League of Legends. Cada sala estava identificada com o nome do respetivo jogo. O Jogo League of Legends teve transmissão Live Streaming.

Alguns alunos do 10º ano e do 12º ano do curso de informática ajudaram no dia do evento.

Os participantes da Lan Party tiveram o direito de intervir em todas as atividades do evento, nas condições estipuladas para cada um. A inscrição nestas atividades foi gratuita.

Foram utilizadas cinco salas de informática equipadas com os jogos Counter Strike 1.6 + Call of Duty (1 e 2) + Track Mania

Todos os participantes cumpriram as normas de funcionamento e comportamento, estabelecidas pela organização. Foi elaborado e entregue um certificado de participação a todos os jogadores desta Lan Party. Carla Carvalho e Alexandre Rodrigues, docentes do grupo 500 da ESDPV


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B OLETIM 5 A I MPORTÂNCIA

DO

Mais uma vez, o Curso Profissional de Turismo surpreendeu com mais uma das suas atividades práticas, com a organização do II Seminário de Turismo da Escola Secundária D. Pedro V, intitulado de A Importância do Empreendedori smo no Contexto Turístico. O seminário contou com a presença de várias personagens ilustres na área turística nacional, como a Dra. Elisabete Mendes, Diretora do Departamento e Certificação da Formação do Turismo de Portugal, o Dr. Francisco Moser, Vice-presidente da Associação dos Diretores de Hotéis de

Portugal e o Dr. Jorge Humberto, Diretor dos Serviços e Estratégia, Planeamento Turístico e Inovação do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, que tomaram parte nas Sessões de Abertura

EMPREENDEDORISMO e de Encerramento do evento. O programa contou com quatro painéis distintos, sendo estes, a Criação do Próprio Negócio, com a presença da Associação Nacional dos Jovens Empresários, do Instituto de Emprego e Formação Profissional, com a Incubadora de Ideias Star UP Lisboa, os investidores da GesEntrepreneur, Lda. e a Associação Industrial Portuguesa, em que o objetivo consistiu em dotar os participantes de ferramentas que os poderão ajudar na criação do seu próprio negócio. O painel dois, intitu-

lado de Plano de Negócios, contou com a presença do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, da Associação Nacional de Direito ao Crédito, do banco Millennium

NO

CONTEXTO T URÍSTICO

BCP e do Instituto Superior de Ciências Educativas. O objetivo foi o de clarificar um pouco a ideia de como elaborar um plano de negócio e quais as possibilidades disponíveis no mercado, caso o empreendedor necessite de financiamento para começar o seu negócio.

regues de todo o secretariado do evento, rececionando os convidados, oradores e moderadores, servindo os

O terceiro painel, intitulado de Concursos Empreendedores, contou com a presença da Câmara Municipal de Cascais e a Acredita Portugal e o objetivo foi dar a conhecer os concursos empreendedores que existem no mercado nacional e que poderão ser uma ferramenta chave neste processo.

coffee breaks e prestando todo o apoio técnico e informático necessários para a realização do evento.

E por último, o quarto painel intitulado de Casos de Sucesso, contou com a presença da Oops Booking e das AngelCake. O objetivo foi o de partilhar a experiência de dois casos de sucesso na área da hotelaria/ turismo, funcionando, assim, como elemento motivador para a criação do próprio negócio. Os alunos do Curso Profissional de Turismo estiveram encar-

Foram convidadas outras escolas com a mesma tipologia de curso, incentivando, assim, a partilha de experiências por alunos e professores, nomeadamente a Escola Secundária Francisco Simões e a Escola Secundária Seomara da Costa Primo. Pretendeu-se com tudo isto dar ferramentas aos alunos, num cenário económico e social - cada vez mais complicado com a elevada taxa de desemprego existente - preparando-os, assim, para outras alternativas, como sendo a criação do próprio emprego. Sara Nunes, docente de Turismo da ESDPV


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J DIA

ANELA

DOS

A

B E RTA

TRAQUINAS

No dia 12 e 13 de março, houve uma atividade chamada Os Traquinas, organizada por alunos do

da turma tinha que fazer três grupos, e cada grupo era coordenado por um aluno do 12.º ano.

dos colegas), barra ao lenço, ao jogo das cadeiras, procurar e descobrir o que encontrássemos na esferovite, e, por fim, procurar rebuçados na farinha. Adorámos. E sabemos que es12.º ano da escola D. Pedro V, que estudam para professores de educação física. No dia 12, as turmas que realizaram esta atividade foram as do 1.º ano e do 4.º A do JI e, no dia 13, foram as restantes da escola. Nessa atividade, ca-

A atividade continha vários jogos, sendo: o jogo da bolacha (para quem não sabe tinha que se comer uma bolacha atada a um cordel sem as mãos), o jogo da pinhata, labirinto (tínhamos que percorrer um labirinto de olhos vendados com as indicações

colheram bem o nome, pois isto foi realmente o dia d’ Os Traquinas! Texto elaborado pelos alunos do 4ºA, EB1/JI das Laranjeiras

Um livro é... uma coisa que magica a vida, entramos num mundo de fantasia onde tu podes ser o herói ou a heroína; poder ser tu e ter a tua opinião. Elissa Rodrigues, 7.º 1, n.º 9

Um livro é... um conjunto de páginas que formam uma história. . Diogo Conceição , 10.º 14, n.º 2

Um livro é... um bilhete de viagem para um novo mundo. Leandro Pereira , 10.º 12, n.º 15

Um livro é... viajar para um lugar onde a realidade pode ser totalmente diferente. Cláudia, 10.º 7


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B OLETIM 5 O P APAGAIO V AIDOSO Era uma vez um papagaio chamado Íris, mas quase toda a gente lhe chamava Arco-íris, porque ele tinha muitas cores. No dia 1 de março, havia um desfile na rua e o Arco-íris participou. Quando começou o desfile disse: - Eu vou ser o mais bonito de todos! Ninguém me vai ultrapassar. Depois de ter dito aquilo, o Arco-íris foi encher a barriga. Ele comeu muita coi-

U M P ROJETO

SOBRE

O meu colega Tomás e eu, durante uma aula de trabalho de projeto, fizemos uma pesquisa sobre dinossauros com alguns livros

sa: pinhos, trigo, goiaba, eucalipto, mamão, figo, girassol, frutas do mato e milho. Depois de comer tudo e de ficar com a barriga cheia, foi para o seu camarim e vestiu-se a rigor. A seguir saiu para a rua, encontrou outro papagaio chamado Cor e tornaram-se amigos. O Cor também era vaidoso e também ia participar no desfile. Até que chegou a hora do desfile e o

Íris estava em pulgas, para que começasse. O Íris foi logo o primeiro a desfilar e ficou com vergonha, mas desfilou à mesma. Teve tantos, mas tantos aplausos, que até caiu para o lado. Depois de tudo ter acabado, decidiram quem ganhou. O apresentador anunciou que quem tinha ganho, tinha sido o Arco-íris. Ele ficou muito contente!

Texto de Beatriz Santos e Carolina Rodrigues (em livre acesso, na BE) Ilustração de Beatriz Santos e Diana Filipa (utilizando a técnica ensinada por Rute Reimão no seu ateliê de ilustração) 4ºB da EB1/JI Frei Luís de Sousa

D INOSSAUROS que trouxemos de casa. Assim, surgiu este trabalho. Mais tarde fomos procurar na Biblioteca da nossa escola tudo sobre o que se sabe

acerca dos dinossauros. Depois escrevemos o que nos pareceu mais importante e registámos numa cartolina e ilustrámos com desenhos feitos por nós. A apresentação foi boa. Correu-nos muito bem. Os nossos colegas aprenderam coisas novas. Tivemos também a oportunidade de mostrar o projeto a alunos do Jardim de Infância. Foi muito divertido. Eles retribuíram com dese-

nhos de dinossauros e com rebuçados. Foi um projeto muito interessante, principalmente porque aprendemos coisas novas e pudemos partilhá-las com a nossa turma e com outros meninos. Guilherme e Tomás 3º A EB1/JI das Laranjeiras


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B OLETIM 5 OS

BEBÉS QUE ANDAVAM NA CRECHE

am e, de manhã, iam para a creche a chorar.

Era uma vez duas meninas que andavam na creche. Chamavam-se Matilde e Bruna.

A educadora disse-lhes que não fazia mal não irem passear, porque faziam os passeios com ela.

Elas gostavam de passear com os pais. Um dia, deixaram de ir passear, porque os pais estavam em tempo de crise e tinham que trabalhar até à noite. Por isso, não tinham tempo de passear.

As meninas compreenderam e começaram a chamar mãe à educadora. Matilde Costa e Bruna Rodrigues, 2º A, EB1/JI Frei Luís de Sousa

A partir dessa altura, só jantavam, dormi-

RESULTADOS

DO

C OMPAL A IR

E DO

C ORTA MATO gão. Nos juniores masculinos, apuraram-se Fábio Oliveira, Bruno Rodrigues, Lamine Fati e Ezequiel Fernandes. No Corta Mato Nacional, que teve lugar em Coimbra, a equipa masculina de juvenis sagrou-se Campeã Nacional com os

No dia 2 de março, realizou-se o Compal Air - basquetebol 3x3 - fase Lisboa Cidade, organizado pelo Desporto Escolar/Compal Air/ FPB & com a Colaboração do Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva. No grupo dos iniciados femininos, ficaram

apurados para o PréRegional, a ter lugar no dia 4 de maio na Escola Secundária D. Dinis, os alunos Carolina Alegria, Bárbara Wolckart, Núria Freire e Fernanda Lopes. No grupo dos iniciados masculinos foram apurados Telmo Lima, Rui Nunes, Quirino Pereira e Gonçalo Perdi-

seguintes resultados individuais: em 13º lugar - Hugo Gil, 29º lugar - Gonçalo Peixoto, 46º lugar Gonçalo Caldeira, 67º lugar - João Pessanha. Nos juvenis femininos, a Rita Mineiro ficou em 24º lugar. Sofia Oom docente da ESDPV


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B OLETIM 5 H OMERO Os textos foram escritos na aula de Português, da Professora Madalena Morais, a partir da leitura do conto Homero, de Sophia de Melo Breyner Andresen. TER

UM AMIGO É TUDO

... Búzio continuava a falar com o mar. Foi

então que eu me levantei. Tive de passar por plantas espinhosas que baloiçavam com a brisa do mar e, de repente, uma tempestade de areia apareceu, mas passou muito rapidamente. Quando estava a poucos passos do Búzio, ele começou a chorar. Eu toquei-lhe com a minha mão no ombro e, logo de seguida, ele virou a cara para mim, abraçou-me e eu perguntei-lhe por que é que ele estava a chorar. Ele ficou calado, mas eu não

SOPHIA DE MELO BREYNER ANDRESEN desisti. Perguntei-lhe de novo, e ele respondeu que nunca tinha tido um amigo. Então eu disse-lhe que eu podia ser seu amigo e ele sorriu-me, foi-se embora com a brisa do vento e desapareceu no horizonte. João Francisco, 8.º E da EB 2.3 Prof. Delfim Santos

O BÚZIO No entanto, lembro-me que bebia cada palavra, cada som que emitia, lembro-me que falava com sentimento, com paixão e com alegria e eu, esquecida de que estava sozinha, sentia-me em completa harmonia com a vida, com o Búzio, comigo mesma. Já ao cair da tarde, quando o belíssimo Sol, que antes pousava sobre o corpo do Búzio, agora apenas incidia sobre o mar, sobre as suas águas transparentes, límpi-

das, parecendo suaves a um simples toque, o Búzio caminhava comendo o pão que a criada lhe dera, com satisfação. Eu não me cansava de o admirar, tudo nele era interessante, o seu olhar brilhante e profundo como as ondas do mar. Decidi voltar para casa. Enquanto caminhava sentia uma presença constante, como se alguém me seguisse. Senti um toque. Alguém me tocara. Era o Búzio. Olhava-me com os seus olhos, com os mesmos olhos com que olhava para o mar. Todos os dias encontrava-me com ele na praia, na mesma praia onde o conheci, e conversávamos, conversávamos com o mar, conversávamos connosco mesm os, rí amo -nos,

emocionávamonos. Assim se foi construindo uma amizade, uma bela e forte amizade, uma amizade de sonho, onde pairava a compreensão e a harmonia. Os dias passavam e quando terminavam, olhávamos um para o outro e depois para o Sol que ia desaparecendo. Catarina Carquejo, 8.º E da EB 2.3 Prof. Delfim Santos

O BÚZIO Lembro-me de ouvir aquele homem a falar com paixão, com saudade, com vontade de viver. Todos os dias me relembro das palavras sofridas e vividas, e sinto que preciso de voltar àquela tarde solarenga, àquela tarde pintada de laranja e ver-


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B OLETIM 5 H OMERO melho, preciso de voltar a sentir aquela areia picada grosseiramente, nas plantas dos meus pés. Voltar a ouvi-lo a chamálas. Elas, as coisas, as rochas, a areia, os cheiros, as cores, a alegria, e o silêncio. Preciso de ouvir o silêncio das palavras daquele homem. Lem bro -m e q ue aquele dia começara mal para mim. Foi o primeiro dia de agosto. Lembro-me de uma grande discussão, de fugir, de chegar àquela praia

AS

SOPHIA DE MELO BREYNER ANDRESEN (cont.) a quilómetros de casa, para poder respirar um profundo ar silencioso. Lembro-me das palavras e da natureza serem coisas importantes para mim, lembro-me de começar a chorar quando olhava para o mar, e de ele me contar histórias com palavras silenciosas. Essas palavras eram pesadas e densas. Lembro-me de naquela tarde ver pela primeira vez o mar sem chorar, era no-

va e todos pensavam que era um medo de criança, mas o mar trepava pelas minhas pernas e chegava aos olhos, com lágrimas doces e quentes, não frias, e salgadas como o mar. Lembro-me de perceber que tinha algo em comum com esse homem, preciso agora de perceber o quê.... Seriam as palavras, os sentimentos, as dores…? Lembro-me de ser consumida pelo mar e

pelas palavras desse homem, não sei mais! Eu vou voltar àquele dia, àquela tarde, àquele momento e vou sentir novamente o silêncio a inundar-me de saudade e de paixão. Inês Jordão, 8.º E da EB 2.3 Prof. Delfim Santo

FLORES DA PRINCESA

Era uma vez uma princesa que gostava muito de flores. Um dia, apanhou muitas violetas e levou-as para casa. Colocou-as num vaso cheio de terra, para não murcharem, e foi para a cama descansar um bocadinho porque estava exausta! As flores cresceram e ficaram com raízes. Beatriz Garcia e Joana Faria – 1º A da EB1/JI Frei Luís de Sousa

A maneira mais fácil de diferenciar u m a n im a l carnívoro de um herbívoro é olhar para os seus olhos. Os carnívoros (cães, leões) possuem os olhos na parte da frente da cabeça, o que f a c i l i t a a localização do alimento. Já os herbívoros (aves, coelhos) possuem os olhos do lado da cabeça, para perceber a aproximação de um possível predador.

História elaborada e organizada em livro, em tempo de livre acesso na BE e onde foi utilizada a técnica de ilustração apresentada por Rute Reimão

Equipa da BECRE da ESDPV


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B OLETIM 5 V ISITA

DE ESTUDO A

Sintra! É sempre com gosto que visitamos a bela e romântica vila. E foi com muita alegria que percor-

V ISITA

DE ESTUDO A

No dia 2 de março, os alunos das turmas 12º 2ª e 12º 5ª, da Escola Secundária D. Pedro V, acompa-

S INTRA remos os caminhos de Carlos da Maia em busca da sua amada.

No dia 27 de fevereiro, os alunos das turmas 11º 2, 11º 3 e 11º5, da Escola Secundária D. Pedro V, fizeram o percurso queirosiano, de manhã, e assistiram à peça de teatro Os Maias, à tarde, no Centro Cultural Olga Cadaval. Acompanharam-nos as professoras Leonilde Timóteo e Maria do Carmo Gomes.

raiou e tornou mais luminosa a festa desse dia de estudo e são convívio. Ao contrário de Carlos, voltámos muito satisfeitos com a experiência.

E ainda que não estivesse calor, o sol

Leonilde Timóteo docente da ESDPV

M AFRA nhados pelas professoras Leonilde Timóteo, Maria Paula Carmelo e Maria Teresa Pimpão, ruma-

ram a Mafra para visitar o Palácio Nacional e assistir à peça Memorial do Convento. A visita ao espaço que serve de motivo e ocupa lugar central na obra de José Saramago constituiu um excelente contributo para a leitura, análise e crítica do romance. Os nossos jovens seguiram com curiosidade ativa e muito interesse as explicações dos

P OESIA Uma vassoura vassourinha Só varre à sexta-feira, Enquanto a dona lhe diz: - Não levantes a poeira! Uma vassoura vassourinha, Só gosta de limpar. Mas um dia à tardinha Resolveu ir passear.

A

PARTIR DA LEITURA DO

LIVRO

VASSOURINHA

DE

ANTÓNIO TORRADO.

Madalena Silva, Beatriz Álvares e Bárbara Costa do 4ª A da EB1/JI Frei Luís de Sousa

guias e a dramatização da obra, num sábado diferente, em que o prazer e o saber se aliaram, resultando numa experiência muito gratificante para todos. Leonilde Timóteo docente da ESDPV


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B OLETIM 5 O P EDDY P APER No dia 15 de março de 2013, toda a escola foi fazer um peddy paper, como todos os anos.

lhau. Aí, cada menino/a juntou-se às respetivas professoras, para colocar as mochilas junto às dos colegas e fazermos um piquenique, com o almoço que a D. Ana nos foi levar.

Os alunos da escola, desde o Jardim de Infância até ao 4º ano, foram organizados em onze grupos, constituídos por meninos e meninas de

Depois do almoço brincámos muito. tas pelo grupo todo. Passámos pela Estrada de Benfica e, antes de subirmos a passadeira aérea para o Bairro do Calhau, a Vânia deu-nos um lanche. Cada um/a tinha de guardar o seu lixo, para o deitar num saco, que o professor Luís tinha, no final da ponte.

todas as turmas. Em cada grupo iam dois adultos. Na escola, foi dado um guião, para o

chefe do grupo (uma das crianças mais velhas) ler as pistas e escrever as respostas descober-

Seguimos caminho, com as pistas do guião, até chegarmos ao parque de merendas do Ca-

No final, os meninos e meninas do 4º C foram para a escola com os seus afilhados, para os ajudar. Foi um dia muito divertido! Nádia Montes – 4º C da EB1/JI Frei Luís de Sousa


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B OLETIM 5 V ISITA

DE ESTUDO AO

I NSTITUTO S UPERIOR TÉCNICO

No passado dia 29 de janeiro, a turma 11º12, do Curso Profissional de Informática, visitou o edifício da robótica no Instituto Superior Técnico, acompanhados pelos professores Emília Andrade, Carla Carvalho e Alexandre Rodrigues. O grupo teve o privilégio de testemu-

M EGA SPRINT

E

EDIFÍCIO DA ROBÓTICA

toda a equipa desenvolve no referido local.

nhar o trabalho de investigação, que

Foi possível verificar que a investigação bem orientada é fator de sucesso desde a programação de robots futebolistas, aos protocolos que o IST tem com entidades como o LNEC ou com a marinha portuguesa.

Carla Carvalho e Alexandre Rodrigues docentes do grupo 500 da ESDPV

MEGA KM

A Escola 2.3 Prof. Delfim Santos participou, no dia 26 de fevereiro, na fase local das

provas de Atletismo do Mega Sprint e Mega Km. Tivemos uma excelente intervenção, com cinco alunos medalhados e dois deles a apurarem-se para as fases finais nacionais. Foi uma bela manhã de prática desportiva intensa e muita competição, entre as várias escolas da cidade de Lisboa. A nossa comitiva de dezanove atletas ficou muito satisfeita e te-

ve um comportamento exemplar. Aqui fica o registo

fotográfico. José Rebelo docente da EB 2.3 Prof. Delfim Santos


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B OLETIM 5 V ISITA

DE ESTUDO AO

C ONVENTO

DE

No dia 6 de março de 2013, o 3ºB e o 4ºA foram ao Convento de Mafra fazer uma visita de estudo.

gantes, que tocam música. A seguir fomos ao palácio, onde vimos os aposentos e os quartos do rei e da rainha, a enfermaria, a cozinha, com uma panela enorme, a sala da caça com cabeças de animais embalsamadas, e mesas e cadeiras feitas dos chifres e de peles de vários animais.

Levávamos um guião, para anotarmos as coisas que víamos.

Saímos da escola às 9:43. Quando chegámos fomos ver a basílica, uma igreja muito grande. No cam inho, v imos umas estátuas que faziam parte da igreja.

MAFRA

Tinha seis órgãos muito grandes, dos mais importantes da Europa. Ficámos a saber que, quando eles tocam, se ouvem na outra ponta de Mafra. Também tinha uns sinos gi-

Depois fomos à biblioteca, que parecia não ter fim. Tem cerca de 40.000 volumes. Vimos três morcegos, que andam à solta e servem para proteger os livros, porque comem as traças e os bichinhos que se alimentam do papel. Gostámos muito da visita, principalmente da biblioteca. Lorena Medeiros – 3º B da EB1/ JI Frei Luís de Sousa


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B OLETIM 5 OS JOGOS

DA

P RIMAVERA No dia 15 de marco, a EB/JI das Laranjeiras realizou os Jogos da Primavera, com o envolvimento de todas as turmas do 1º ciclo e do Jardim de Infância, organizados pelas docentes do 1º ano de escolaridade. As atividades foram do agrado de toda a comunidade educativa. Estavam bem organizadas, eram diversificadas, alcançando os objetivos programáticos e de interesse lúdico/pedagógico.

Um momento significativo foi a atividade desenvolvida na Biblioteca com a colaboração da responsável deste espaço. Os jogos decorreram de forma ordeira e de acordo com o planeamento efetuado. As professoras do 1º ano de escolaridade da EB1/JI das Laranjeiras


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B OLETIM 5 A

PARTILHA DO SABER E DO FAZER

Os alunos do terceiro ano da turma B, aquando do estudo do sistema digestivo, ficaram tão empolgados com a produção do trabalho feito em grupo, que decidiram apresentá-lo a todas as turmas da escola. E, se bem o pensaram, melhor o fizeram. Comunicaram a ca-

RECEITA

DE

da turma a calendarização da apresentação e … mãos à obra…. As apresentações tiveram início nas quatro turmas do JI, seguindo-se as restantes doze do primeiro ciclo. Cada grupo fez a sua apresentação, terminando com uma sessão de esclarecimento de dúvidas e

em algumas turmas foram debatidos temas muito interessantes e pertinentes, relacionados com a alimentação: como a saúde do aparelho digestivo, como a forma de estar e de comer na cantina da escola tudo isto em correlação com a roda dos alimentos. Esta produção contemplou o desenvolvimento de duas competências importantes: por um lado, o desenvolvimento da expressão oral e, por outro, o começar a aprender a apresentar trabalhos a um público alvo, saber falar para o público e saber ter posturas adequa-

das perante esse mesmo público. Esta atividade é importante porque ajuda os alunos mais introvertidos, tentando torná-los mais desinibidos e argumentativos. A apresentação dos trabalhos decorreu de 16 a 18 de janeiro. Helena Pratapsinh docente do 3.º B, da EB1/ JI das Laranjeiras

PELMENI

Ingredientes:

MODO DE PREPARAÇÃO:

500 gr de farinha de trigo sem fermento 300 gr de carne picada (a gosto) 3 ovos 1 cebola grande 1 copo de água Sal, pimenta preta, alho seco para temperar

Massa: Ponha a farinha numa tigela grande, acrescente 2 ovos, sal, e, por fim, água morna. Amasse bem o preparado, até formar uma massa firme sem colar às mãos, e reserve. Recheio: Tempere a carne com sal, pimenta e alho. Acrescente, por último, o ovo e a cebola previamente

picada bem.

e

misture

Corte a massa em dois bocados. Estenda metade da massa com o rolo da massa até ficar fina. Corte com a faca quadrados de aproximadamente de 10cm X 10cm. Ponha o recheio e feche um a um. Coloque no tabuleiro, polvilhado com farinha.

volver os pelmeni. Demora aproximadamente 7 a 10 minutos até ficar pronto.

Por fim, ponha água ao lume e quando estiver a ferver, en-

Oleksandr Hochu, aluno ucraniano, de nível intermédio (B2) da ESDPV


Página 32

B OLETIM 5 ESCOLA E B1/ JI

DAS

A Escola das Laranjeiras foi construída em 1974 pela Câmara Municipal de Lisboa, num local onde, há muito tempo, existiam muitas laranjeiras. Este facto deu origem ao nome da localidade e até à estação de metro. Foi construída em dois blocos: num funciona-

va o 1º ciclo com o nome Escola nº 120; no outro, funcionava o Jardim de Infância com o nome Jardim de Infância do Bairro de S. João, e, também, uma unidade de surdos, cuja integração no ensino regular era realizada nas várias turmas desta escola.

LARANJEIRAS trou em obras de grandes dimensões, da responsabilidade da CML, tendo ficado maior e com mais recursos. As turmas foram divididas pelas escolas Delfim Santos e Escola nº121. Após as obras, a unidade de surdos foi para a escola Quinta de Marrocos. Atualmen-

dades. O espaço está bem organizado e acolhedor, pelo que as crianças gostam de o frequentar. ciclo. O nosso refeitório é muito grande, mas, apesar disso, os alunos têm de comer em três horários diferentes. Temos um campo de jogos preparado para várias modalidades: Futebol, Andebol, Basquetebol, Ténis, etc. e também dois pequenos ginásios.

te, a nossa escola chama-se Escola Básica/Jardim de Infância das Laranjeiras. Temos quatro salas de jardim de infância e dezasseis salas de 1º

Existe uma biblioteca com muitos livros, jogos e alguns computadores. Também faz parte da biblioteca uma sala polivalente, que nos permite diversificar as nossas ativi-

O espaço exterior é grande e agradável. Tem muitas árvores e canteiros, e até temos uma horta, onde plantamos vários legumes e frutos. Os recreios têm aparelhos para os mais pequenos brincarem. A nossa escola tem também um espaço destinado ao CAF, que é da responsabilidade da Associação de Pais. No período da manhã, faz acolhimento a muitas crianças, no período da tarde as crianças desenvolvem atividades diversificadas até às 19.30H. No período de férias, assegura também o acolhimento e guarda das crianças da escola com atividades muito interessantes. Ana Cristina Araújo docente da EB1/ JI das Laranjeiras

Em julho de 2009, en-

A G R U PA M E N T O D E E S C O L A S D A S L A R A N J E I R A S Escola Secundária D. Pedro V

Estrada das Laranjeiras, 122 1600-136 Lisboa direcao@ael.edu.pt

Escola Básica 2. 3. Prof. Delfim Santos Rua Maestro Frederico Freitas 1500-400 Lisboa

eb23delfimsantos@mail.telepac.pt

EB1 / JI Frei Luís de Sousa

Rua Raul Carapinha 1500-542 Lisboa

escola.freiluis49@gmail.com

EB1 / JI António Nobre

Rua António Nobre, 49 1500-046 Lisboa

eb1antonionobre@gmail.com

EB1 / JI Laranjeiras

Rua Virgílio Correia, 30 1600-224 Lisboa

eb1daslaranjeiras@gmail.com


Janela Aberta nº5  

Boletim do Agrupamento de Escolas das Laranjeiras

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