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Caminhos Sustentáveis Sustentáveis

BOLETIM INFORMATIVO DO IMS - INSTITUTO MARISTA DE SOLIDARIEDADE | EDIÇÃO NÚMERO 25 | ANO 2 - JUlHO 2013

BOLETIM INFORMATIVO DO IMS - INSTITUTO MARISTA DE SOLIDARIEDADE | EDIÇÃO NÚMERO 24 | ANO 2 - JUNHO 2013


Ao leitor

Província Marista Brasil Centro- Norte Superior Provincial Ir. Wellington Mousinho de Medeiros Conselheiros Provinciais Ir. Alexandre Lucena Lôbo Ir. Ataide José de Lima Ir. José de Assis Elias de Brito Ir. José Wagner Rodrigues da Cruz Superintendência Socioeducacional Dilma Alves Superintendência de Organismos Provinciais Ir. James Pinheiro dos Santos Superintendência de Operações Centrais Artur Nappo Dalla libera Gerência Social Cláudia Laureth Faquinote Instituto Marista de Solidariedade Diretora Shirlei Silva Informativo Caminhos Sustentáveis Coordenação da Publicação Rizoneide Amorim Jornalista Responsável Diagramação Textos

Julho sempre é um mês especial para ao movimento da Economia Solidária do Brasil e, também, do Mercosul. Não poderia ser diferente para o IMS (Instituto Marista de Solidariedade), com tantas ações que vem promovendo na formação e comercialização solidária com grupos de todo o País. Julho é especial, pois sempre no segundo final de semana ocorre uma grande feira de Economia Solidária na cidade de Santa Maria (RS), que reúne produtores do Brasil, dos países do Mercosul e também outros como Chile, Colômbia, Peru, Equador e México. Neste ano houve um diferencial: concomitante à feira foi realizado o 2º Fórum Social Mundial da Economia Solidária, reunindo milhares de militantes do movimento de todos os continentes. Durante os quatro dias de eventos o IMS realizou algumas atividades e participou de outras. Também aproveitamos a oportunidade para lançar a coleção de Catálogos de Comércio Justo e Solidário. Estas e outras histórias você encontrará nas próximas páginas. Desejamos uma boa leitura.

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Edição Oniodi Gregolin Foto da capa Maiquel Rosauro

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Legislação

Comissão aprova projeto de lei da Economia Solidária

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mia Solidária é o seu reconhecimento, distinguindo e destacando as iniciativas societárias baseadas na cooperação, no trabalho coletivo, autogestionárias dentre outras características. Atualmente não há legislação no Brasil que reconheça os empreendimentos de Economia Solidária ou que garanta políticas de Estado voltadas para o fomento, formação ou crédito, por exemplo, ou, então, que alivie os entraves de ordem legal que muitos empreendimentos enfrentam. Apesar do crescimento que essa forma de gestão de bens tem apresentado em várias partes do mundo, ainda existe uma escassez de políticas que estimulem o setor, que passa por dificuldades financeiras, e reconhecimento social, além dos entraves de ordem legal. O PL segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e para a Comissão de Finanças e Tributação. Após ser aprovado na Câmara o PL segue para o Senado.

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política de Estado”, afirmou. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) reforçou a importância da pauta reiterando que “esta Casa precisa ouvir as vozes da rua e ter respostas ágeis”. Em seu voto, o relator, disse que o Brasil necessita aprovar uma lei federal que reconheça a Economia Solidária e determina sua política e sistema nacional. “A nosso ver, a Economia Solidária precisa ser tomada como política de Estado, e ser considerada em sua importância institucional e estratégica para todas as esferas federativas de forma integrada e articulada. O Brasil precisa seguir apoiando o direito ao trabalho associado e reconhecendo as práticas transformadoras de combate à exclusão social e à pobreza, como forma efetiva de construção do desenvolvimento com justiça social, participação política, equidade econômica e sustentabilidade ambiental”. O principal avanço que a Lei trará para os empreendedores da Econo-

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Foi aprovado, no dia três de julho, na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei da Economia Solidária (4685/2012), que instituiu a Política Nacional de Economia Solidária. O parecer do relator, o deputado Afonso Florence (PT-BA), foi aprovado unanimemente pelos outros parlamentares presentes. Este é o primeiro avanço do PL desde que foi apresentado a Casa em 2012 pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que é um dos autores juntamente com outros deputados. O secretário Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer, foi um dos convidados presentes na sessão e comentou sobre a experiências de outros países que já têm garantidas legislações de apoio à organização coletiva e solidária. “O Brasil está atrasado nesta questão. O Congresso poderá reverter este quadro para que a Economia Solidária se torne uma

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Às vésperas da Jornal Mundial da Juventude, o Colégio Marista São José – Tijuca, Rio de Janeiro/RJ sediou o Encontro Internacional de Jovens Maristas de 2013 com o tema: “Change: faça a diferença!” e o lema, em comunhão com a Jornada Mundial da Juventude, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19). O encontro foi um ousado convite a criarmos uma rede de mudança desde nós mesmos, do lugar onde estamos, para crescer o bem, a solidariedade e a presença Marista no mundo. Estiveram presentes cerca de 300 jovens maristas da África, Ásia, Europa, América e Oceania, de 25 províncias, de 40 países, os quais foram acolhidos na noite do dia 17 de julho na Abertura Oficial, pelo conselheiro geral do Instituto Marista, Ir. Ernesto Sánchez, no ato representando o superior geral Ir. Emili Turú, e pelo provincial da Província Marista Brasil Centro-Norte (PMBCN) Ir. Wellington Medeiros, que falou em nome do conselho superior da União Marista do Brasil (UMBRASIL) e das Províncias Maristas do Rio Grande do Sul (PMRS) e Centro-Sul (PMBCS) e do Distrito Marista da Amazônia (DMA). Durante a acolhida, o Provincial PMBCN, Ir. Wellington Medeiros, ressaltou que o encontro é o espaço para fazermos a diferença e para construir o Reino de Deus com nossas próprias mãos a exemplo de Champagnat. Participaram da abertura, pelo Instituto Marista, os irmãos do Conselho Geral John Klein, Antonio Ramalho, Michael De Waas, o diretor do Secretariado de Missão Ir. João do Prado, o diretor do Secretariado Irmãos Hoje Ir. Cesar Rojas, o superior da Província Mediterrânea Ir. Antonio Giménez. Pela PMBCN, o animador da Comunidade Marista da Tijuca Ir. Claudino Falqueto, o diretor da Casa da Acolhida Alex Alves, o diretor do

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JMJ

Change: faça a diferença IMS participou de encontro mundial de jovens maristas Colégio Marista São José – Tijuca Edson Leite, e o diretor do Colégio Marista – Barra Ir. Pedro Jadir Melo e a Diretora do Instituto Marista de Solidariedade (IMS) Shirlei Silva. A abertura foi marcada com a Celebração e apresentações de balé, arte circense, música que acolheu com carinho as juventudes maristas aquecendo os corações dos participantes com os ritmos, cores e alegria brasileira. Durante a programação o Instituto Marista de Solidariedade realizou,

com cerca de 20 jovens no dia 20 de julho, a Oficina – Diálogos Juvenis: SUSTENTABILIDADE NA CULTURA DO BEM VIVER que teve como objetivo de dialogar acerca da sustentabilidade, a partir da cultura do Bem-viver, considerando a relação harmônica entre o ser humano, as culturas diferentes, o transcendente e a natureza. Os jovens ainda participaram de painéis, vivenciaram missão nas comunidades, diálogos juvenis e oficinas. Informações e Fotos: Claudia Lima

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IMS ministra oficina sobre sustentabilidade durante Encontro Internacional de Jovens Maristas

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tece”, afirmou a analista social do IMS, Claudia Lima. A partir desta reflexão os jovens construíram coletivamente painéis dos três mundos: 1. O mundo em que vivemos atualmente, o 2. O mundo que encontraremos se continuarmos com ações de consumismo e degradação ambiental e por fim 3. O mundo ideal. No final os jovens fizeram o exercício CUIDAR DA CASA, organizando o espaço e cada um/a levou o que produziu durante a oficina, como tarjetas, cartazes.

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Na tarde do dia 20 de julho, o IMS realizou a oficina Diálogos Juvenis: SUSTENTABILIDADE NA CULTURA DO BEM-VIVER, com a moderação de Claudia Lima, do IMS (Instituto Marista de Solidariedade) e Adriana Bezerra do CEDAC (Centro de Ação Comunitária). A atividade fez parte da programação do Encontro Internacional de Jovens Maristas – “Change: Faça a diferença”. Os jovens maristas dialogaram a partir da realidade onde vivem e o que é necessário para construir relações de sustentabilidade para cultura do Bem-viver. As moderadoras da atividade trabalharam o significado da palavra “economia”, que em sua etimologia traz o significado de “cuidado da casa”. “É disso que o mundo precisa, de cuidado e pudemos apresentar a eles a Economia Solidária como proposta de um desenvolvimento que promove uma prática solidária, sustentável, autogestionária, popular e coletiva, integrando democracia política, econômica, social e ambiental com enfoque de gênero e diversidade cultural, articulando com organizações sociais e solidárias, com a certeza de que outra economia já acon-

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Rede CFES constrói núcleos temáticos como estratégia de fortalecimento Às vésperas da II Feira Mundial e II Fórum Mundial de Economia Solidária de Santa Maria (RS), a Cáritas Nacional realizou o Encontro Nacional dos Núcleos Temáticos da Rede Centros de Formação em Assessoria Técnica e Apoio em Economia Solidária (Rede CFES). Durante os três dias do evento, que ocorreu em Santa Maria (RS), os participantes desenvolveram os planos de trabalho dos núcleos de Educação Popular e Desenvolvimento, Finanças Solidárias, Produção, Comercialização e Consumo Solidário, e Redes de Cooperação Solidárias, que são considerados a espinha dorsal da Rede CFES. O encontro, que antecedeu o 2º Fórum Social e 2ª Feira Mundial de Economia Solidária, reuniu cerca de 40 representantes de todas as regiões do país e teve o objetivo de fortalecer o movimento da Economia Solidária a partir da consolidação dos núcleos temáticos. O IMS (Instituto Marista de Solidariedade) faz parte da Rede CFES por meio do regional do Sudeste. No encontro em questão, participou com sua expertise no núcleo de 2

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produção, comercialização e consumo solidário e, também, educação popular e desenvolvimento. A próxima atividade da Rede CFES será em agosto em Brasília (DF) onde será realizada uma oficina de comunicação na sede do Secretariado Nacional da Cáritas Brasileira.Articulado nacionalmente pela Cáritas Brasileira, o CFES Nacional é um projeto da Secretaria Nacional de Economia Solidária/Ministério do Trabalho e

Emprego (SENAES/MTE), que teve início em 2009. Em 2013, a parceria entre a entidade e o governo que firmaram convênio até 2015, dá continuidade aos processos de articulação e formação. O IMS é responsável pela Rede CFES Sudeste e integra, também, o Núcleo Temárico de Comercialização e Consumo Solidário da Rede CFES Nacional. Com informações da Assessoria de Imprensa da Cáritas Brasileira

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PAZ

Santa Maria é a Capital Mundial da Economia Solidária

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No fim da marcha, foi feita uma homenagem a todos que partiram neste ano, em especial Sandra Magalhães e Deusdete Oliveira. Os balões brancos que os caminhantes carregavam foram soltos em frente ao Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, simbolizando a paz necessária para todos os povos. Após o ato iniciou-se a cerimônia de abertura que contou com a presença de autoridades e do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.

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abertura oficial do evento, os participantes caminharam pelas ruas de Santa Maria na Marcha Mundial Pela Paz e Justiça Social. Com cartazes, bandeiras e gritos de ordem, os manifestantes reafirmaram a Economia Solidária como o modelo econômico frente ao capitalismo e rechaçaram a exclusão causada por este último. Além disso, lembraram-se dos 242 jovens que morreram vítimas de um incêndio numa boate da cidade em janeiro deste ano.

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Santa Maria, no coração do Rio Grande do Sul, se tornou mais uma vez a Capital Mundial da Economia Solidária entre os dias 11 e 14 de julho. Neste ano uma peculiaridade: ocorrem simultaneamente a II Feira e o II Fórum Social Mundial da Economia Solidária. Delegações das 27 unidades federativas do Brasil e mais representantes de 40 países, dos cinco continentes, enriquecem as atividades que começam hoje a todo o vapor. No primeiro dia, quando ocorreu a

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ECOSOL

Economia Solidária é reafirmada como modelo de desenvolvimento em Santa Maria, no Rio Grande do Sul A abertura da 2ª Feira Mundial e do 2º Fórum Social de Economia Solidária ocorreu no dia 11 de julho, em Santa Maria, RS. A cerimônia foi realizada na Praça de Alimentação do Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter e contou com a participação de autoridades locais e federais, bem como de lideranças dos movimentos sociais que participam do evento. O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, foi uma das autoridades presentes e em seu discurso reafirmou a importância do exercício da democracia pela população, expressa nas últimas semanas por meio de protestos que ocorrem por todo o País. Além disso, também frisou a convocação para a 3ª Conferência Nacional de Economia Solidária, a ser realizada em Brasília, entre os dias 26 e 29 de novembro de 2014. O tema do evento será ‘Construindo um Plano Nacional da Economia 2

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Solidária para promover o direito de produzir e viver de forma associativa e sustentável’. Também esteve presente na cerimônia de abertura o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer. Ele afirmou que o setor ainda está em construção e que qualquer trabalhador pode contribuir para o seu crescimento. “A Economia Solidária hoje é um projeto mundial com ideologias, músicas e religiões diferentes.

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jan013 Da esquerda para a direita: Ir. Lourdes Dill, Professor Paul Singer e Dom Hélio Adelar Rubert

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de Federal de Santa Maria (UFSM), Felipe Müller; o presidente da Câmara de Vereadores de Santa Maria, Marcelo Bisogno; a secretária municipal de Turismo, Normal Moesch, representando prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer; o arcebispo de Santa Maria, Dom Hélio Adelar Rubert, entre outros. Mais de mil empreendimentos estiveram representados na Feira, oferecendo mais de 10 mil produtos da Economia Solidária e da Agricultura Familiar.

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de tantos jovens e fez duras críticas ao capitalismo. “Repudiamos o capitalismo que quer o lucro a qualquer custo. Queremos afirmar que um outro mundo é possível e uma outra economia já acontece”, declarou. Também participaram do ato de abertura o deputado estadual, Valdeci Oliveira, que estava representando a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul; o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Ivar Pavan; o reitor da Universida-

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Tudo isso a enriquece ainda mais. A Economia Solidária veio para trazer organização da produção, comercialização e finanças, de forma democrática, igualitária e com respeito a cada participante”, argumentou Singer. Irmã Lourdes Dill, coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança, destacou em sua fala a tragédia ocorrida na boate Kiss, em 27 de janeiro, que provocou 242 vítimas e mais de 600 feridos. A irmã lamentou as mortes

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Dezenas de atividades movimentaram 2º Fórum Social Mundial de Ecosol Participantes de 40 países lotaram os seminários do 2º Fórum Social Mundial de Economia Solidária nos espaços montados no Parque da Medianeira, em Santa Maria, RS. As atividades ocorreram dentro dos eixos de discussão que contemplaram o marco legal para a Economia Solidária, o consumo responsável e a organização do movimento. Além das discussões da programação oficial do II Fórum Social Mundial, ocorreram diversas outras atividades autogestionárias que contemplaram oficinas, palestras, lançamentos, mesas redondas. Temas como gênero, sustentabilidade, educação indígena, foram alguns do que incitaram os participantes. O FBES (Fórum Brasileiro de

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Economia Solidária) foi umas das organizações que movimentou o II Fórum Mundial com atividades como uma reunião com a Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária), comemoração dos 10 anos do FBES, lançamento do documento final da V Plenária Nacional de Economia Solidária, reunião do GT de Educação e Cultura e, por fim, a 11ª Reunião da Coordenação Nacional do FBES, que congrega 54 empreendimentos, 27 entidades estaduais de apoio e assessoria, 12 gestores que fazem parte da Rede de Gestores, e 5 entidades de apoio nacionais, que são a Unicafes, Cáritas Brasileira, Instituto Marista de Solidariedade, Rede ITCP e Unitrabalho.

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IMS lança Catálogos do Comércio Justo em Santa Maria

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viços oferecidos. “É a oportunidade de comungar objetivos, consumindo conscientemente”, afirmou Shirlei. Os catálogos são fruto do Projeto Nacional de Comercialização Solidária, executado pelo IMS em convênio com Senaes-MTE (Secretaria Nacional de Economia Solidária – Ministério do Trabalho e Emprego) e contam com o apoio do FBES (Fórum Brasileiro de Economia Solidária) e da plataforma Faces do Brasil.“

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diana”, afirmou. Por sua vez, Neusa Ferreira, agradeceu a possibilidade de ver o trabalho, do grupo que faz parte, ainda mais reconhecido. Os 12 catálogos do IMS contemplaram empreendimentos de 24 estados e do Distrito Federal. Diferentemente de outros catálogos, essa produção do IMS tem a peculiaridade de privilegiar a história e os valores que estes grupos defendem, complementando os produtos e ser-

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Valendo-se da programação oficial da 2ª Feira Mundial e 2º Fórum Social Mundial de Economia Solidária, o IMS (Instituto Marista de Solidariedade) lançou a série “Catálogos de Comércio Justo” que compõem uma série de 12 volumes que trazem a história, o trabalho e os principais produtos e serviços de 104 empreendimentos brasileiros que praticam o Comércio Justo e Solidário. A diretora do IMS, Shirlei Silva, acompanhada de Neusa Ferreira do empreendimento mineiro Oficina da Bolsa, representaram o IMS na cerimônia oficial de lançamentos. Shirlei afirmou que os catálogos são a oportunidade de divulgar os produtos e serviços do Comércio Justo Brasileiro, além de ser um registro da história destes grupos. “Hoje deixamos para o Brasil esse legado. Esses catálogos não são mais do IMS e da Senaes, são de todos que fazem do Comércio Justo uma prática coti-

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jan013 Cerimônia comemorou a trajetória de lutas de diversas organizações

Bolo gigante marcou festa de aniversário de organizações em Santa Maria A noite do penúltimo dia do 2º Fórum Social Mundial e 2ª Feira Mundial de Economia Solidária foi uma das mais aguardadas pelos participantes. Com um bolo de 4 metros de comprimento uma cerimônia especial comemorou os 20 anos da Feicoop (Feira do Cooperativismo de Santa Maria e do Mercosul), os 10 anos da Recid (Rede de Educação Cidadã), os 10 anos da Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária), os 10 anos do FBES (Fórum Brasileiro de Economia Solidária), os 16 anos da Ripess (Rede Inter2

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continental de Promoção da Economia Social e Solidária) e os 30 anos de Economia Solidária da Cáritas Brasileira. O secretário nacional de Economia Solidária, professor Paul Singer, foi um dos convidados que esteve no palco e afirmou que “a Economia Solidária e a Senaes são uma construção coletiva que mostram outra sociedade e outra economia para o mundo”. Já a irmã Lourdes Dill, coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança, reafirmou que uma nova economia é realizada na Feira.

“Outra economia acontece aqui. O planeta Terra é para todos e não apenas para um grupo privilegiado. Queremos viver com qualidade e dignidade”, sustentou. Antes de finalizar a cerimônia, representantes do FBES realizaram uma mística que culminou com uma grande ciranda. Por fim, os representantes das organizações aniversariantes realizaram o corte coletivo e simbólico do grande o bolo que foi repartido entre o público presente na cerimônia.

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Marista Circuito Jovem de Recife, Isaac Ferreira Filho e a colaborada do Centro Social Marista Ir. Egídio, da Província Marista Brasil Centro-Sul, Lourença Santiago Ribeiro. “Não acredito na mudança de estruturas sem antes modificar as pessoas. O que necessitamos é mudar paradigmas e onde po-

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O IMS (Instituto Marista de Solidariedade), durante a 2ª Feira e o 2º Fórum Social Mundial de Economia Solidária, possibilitou a participação de sua equipe e, também, de outros colaboradores Maristas que puderam se imergir numa ação concreta de Economia Solidária. Durante os 4 dias de evento os colaboradores Maristas puderam participar da Marcha Mundial pela Paz, que abriu os eventos, e outras atividades como a feira e dos debates que ocorreram durante o Fórum. Além da equipe do IMS, que se dividiu em assessorar e apoiar as atividades que estavam ocorrendo, estiveram presentes o Ir. Vitor Pravato, diretor do Centro de Educação Infantil Marista Divino Pai Eterno de Aparecida de Goiânia (GO), a diretora do Centro Marista Itamaracá, Fernanda Melo, o diretor da Escola Marista Champagnat de Terra Vermelha, Alair Bento dos Santos, o técnico de Inclusão Digital do Centro

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Maria enriquece feira e fórum

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Presença Marista em Santa

demos fazer isso é no processo educativo, pois demanda tempo” Para a diretora Fernanda, foi emocionante conhecer in loco como a Economia Solidária ocorre e perceber os valores que cada um carrega consigo. “Esses espaços aproximam diversos públicos e aumentam as vozes na luta pela garantia de políticas públicas para o movimento. Acredito que saímos daqui mais preparados para entender e replicar essa nova economia em nosso dia a dia”, afirmou a diretora. A metodologia autogestionária impressionou o diretor Alair, que afirmou que a Feira de Santa Maria é uma experiência avançada. “Não acredito na mudança de estruturas sem antes modificar as pessoas. O que necessitamos é mudar paradigmas e onde podemos fazer isso é no processo educativo, pois demanda tempo. Vemos aqui a tentativa de globalizar essa nova economia, de colocar o ser humanos como centro desse processo. Antes me parecia apenas um sonho, mas vejo que isso já acontece”, disse Alair.

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Contexto Sustentável

Agricultura Urbana por Lecir Peixoto - engenheira agrônoma e analista social do IMS

A segurança alimentar é um dos grandes desafios para a população mundial, que sofre sérias consequências a partir da adoção do modelo de produção agrícola disseminado pela “revolução verde” a partir da década de 40, o que deixou uma herança de um bilhão e duzentos milhões de pessoas com insegurança alimentar e um grave quadro de fome endêmica para 800 milhões destes. Tal situação dramática é reforçada pelo aumento das populações urbanas nas últimas décadas, “expulsas” do campo pelo modelo tecnicista herdado, com a necessidade de absorção desta massa de trabalhadores nos ambientes urbanos. A “agricultura urbana” representa hoje 800 milhões de pessoas, em todo o mundo, que se dedicam a esta atividade, cuja

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produção, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), responde por 15% de toda a produção mundial de alimentos. Tal atividade envolve o plantio de alimentos, ervas medicinais e flores em diferentes espaços urbanos, pequenos ou grandes e acontecem tanto em cidades pequenas do terceiro mundo, como no coração de megalópoles do mundo industrializado, tais como Amsterdã, Paris, Nova York e Los Angeles. A agricultura urbana, desde que sancionada e promovida pelo poder público, pode se tornar uma componente importante do desenvolvimento urbano, trazendo inúmeras vantagens: disponibilizar mais alimentos para os urbanos, aumentar os espaços verdes e contribuir positivamente nos mi-

croclimas, reciclar o lixo doméstico, gerar renda, criar empregos diretos e indiretos (absorver mão-de-obra do migrante rural, adolescentes e mulheres), garantir a segurança alimentar, reciclar águas pluviais, melhorar o meio ambiente urbano por sequestro de carbono, melhorar a estética urbana e proporcionar a criação de hobbies, e enfim, contribuir para a qualidade de vida urbana. Sendo assim, espaços ociosos, mesmo que verticais, podem (e devem) ser utilizados para plantio. Não somente como uma estratégia pública e ampla de desenvolvimento urbano, mas também como estratégias individuais e familiares, para a garantia de alimento de boa qualidade na mesa, do embelezamento urbano e, no bojo, de uma vida mais saudável.

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Caminhos Sustentáveis - Julho 2013  
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