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osebodigital.blogspot.com


Albert Pavão

ROCK BRASILEIRO 1955-65 TRAJETÓRIA, PERSONAGENS E DISCOGRAFIA

EDICON

São Paulo

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Ficha Técnica CONSULTORES Carlos Alberto Lopes (Instrumentos e Equipamentos) José Roberto “Oldies” (Pesquisa)

COLABORADORES Adel Quaresma Carlos Bogossian (Bogô) Lídio Benvenutti Jr. (Nene) Maurício Camargo Brito Roberto Meireles Tony Campello Valdir Siqueira

Arte Final da Capa Luiz Gomes

EDICON Editora e Consultoria Ltda. Rua Itapeva, 85 Fone 289-7477 Cep 01332 SãoPauio SP Ref..- 8.940

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AGRADECIMENTOS Antônio Villaça Cleide Alves Lourdes (Bausack Discos) Luís Henrique S. Garcia Manuel Bolonha Ramalho Neto Roberto Nunes Sérgio Haussman Sérgio Murilo Tangerino e Fernando (Golden Hits) Valdemir D’Angelo e a todos que, lembrando fatos ou citando nomes, contribuíram indiretamente para a concretização deste livro.

À minha esposa Ana Maria e minhas filhas Ana Luiza e Cristiane

A meus pais Theotônio Pavão (in memoriam) Clarinda de Francisco Pavão

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JUVENTUDE FELIZ E SADIA A publicação deste livro, pelo meu amigo Albert Pavão, remete-me ao princípio dos anos 60, quando meus programas de rádio e TV tinham muita audiência,. Eu então utilizava-me com muita freqüência do termo “juventude feliz e sadia”, para designar tanto o público apreciador de rock’n roll como os próprios intérpretes. Nessa ocasião não se falava em uso de drogas e a rapaziada tinha uma cabeça muito boa: só queria cantar e dançar... Meu início de carreira foi no jornal “O Estado de São Paulo” e na rádio “9 de Julho”, mas no começo dos anos 60 eu já estava na rádio Nacional, animando o programa de calouros “Aí vem o Pato”, cujo produtor era o Luciano Callegari. Era o tempo em que o movimento musical jovem se restringia a Elvis Presley, Paul Anka, Neil Sedaka, Carlos Gonzaga e outros. Achei que era preciso mudar o estilo musical que predominava até então, com grandes orquestras, bolerões, guaranias e samba-canção. Era preciso muito rock para a garotada dançar. Assim, aceitei um convite do sr. Francisco Abreu, diretor da rádio Nacional de SP, e passei a produzir e apresentar o programa “Ritmos para a Juventude”, diariamente, das 16 às 18 horas pelos 1.200 kHz dessa emissora. O sucesso foi muito rápido. Os fãs lotavam os estúdios da Nacional e a solução foi passar a fazer programa no auditório. Isso permitiu que muitos jovens aparecessem, querendo cantar no programa, mas havia um problema: não existiam conjuntos de rock. Comecei então a divulgar que estava à procura de tais conjuntos e/ou músicos individuais. Apareceram o Aladim e o Tony de um recém formado grupo de rock chamado The Jordans e com eles surgiu a idéia de se fazer um programa “ao vivo” todos os sábados - das 15 às 18 horas - quando não houvesse transmissão de jogos de futebol. Mesmo sem verba para pagar os cachês, comecei a audiência aos sábados, utilizando o velho auditório da rua Sebastião Pereira. Meu programa começava logo depois do “Galera do Nelson” (Nelson de Oliveira) e do “Manoel de Nóbrega”, cujo locutor comercial era o Sílvio Santos. Este, ao sair do programa do Nóbrega, sempre passava pela enorme fila formada em frente à rádio e ficava admirado de ver tanta gente ali esperando o início do “Ritmos para a Juventude”. 6


O programa “ao vivo” foi como uma bomba. Em pouco tempo estourava em audiência. Milhares de cartas chegavam de todo o Brasil pedindo fotos dos ídolos da juventude. Foi quando conheci o saudoso Tobias que, com sua câmera fotografava os artistas durante o programa e aí nós fazíamos uma foto de 35mm (miniatura) que era enviada aos milhares de fãs que nos escreviam. Eu levava os Jordans para a Copacabana Discos e lá, eles faziam seu 10 LP. Outro grupo começava a participar do programa: The Vampires (Vampiros). Era formado pelo Bobby de Carlo, Joe Primo, Carlão e Jurandir. Acompanhavam os cantores, mas não tinham um bom solista de guitarra. Até que apareceu um excelente guitarrista chamado Gato (José Provetti), que concordou em integrar o conjunto, desde que o nome fosse alterado para The Jet Blacks, tirado de um cantor colored chamado Little Black, que fazia sucesso ao cantar o repertório do americano Little Richard. Mais tarde, por sugestão do José Roberto Ramos, que apresentava moças de maiô na TV para promoção de fábricas de roupas, resolvo formar um grupo de bailarinas sob a direção do Bolão - que vinha das domingueiras do Palácio Mauá - para dançarem durante a apresentação dos artistas. Foi um sucesso absoluto. Mas tudo começou a se complicar quando os comissários de menores apareciam no programa para exigir que as meninas usassem meiacalça. Às vezes, elas eram retiradas do palco sob a alegação de que estavam dançando escandalosamente. Jornais da época só davam destaques ao programa para ridicularizá-lo, censurando as apresentações das garotas. Outras vezes eram os pais que me procuravam para dizer que eu estava levando seus filhos para o mau caminho. Não esmoreci. Continuei trabalhando, acreditando no que fazia, pois eu tinha certeza de que o rock era um movimento musical sadio. Já no ano de 1962, o sr. Paulo de Grammont, diretor da TV Paulista, Canal 5, da Organização Vitor Costa, convidou-me a levar meu programa para a TV. No dia da estréia um acidente. O elevador do prédio da TV, despencou do 40 andar, machucando e assustando quem estava lá dentro. Entre eles, expoentes do nosso rock como: Ronnie Cord, Tony Campello, George Freedman, Hamilton Di Giorgio, Baby Santiago, The Jordans e The Jet Blacks. Apesar do susto, o programa de TV começou bem e logo depois repetia o sucesso da audiência do programa de rádio. O twist começava a sacudir. Eu havia perdido a colaboração do grupo The Jordans que, 7


gravando e vendendo discos, fazia shows pelo Brasil afora. Mais tarde, perco também os Jet Blacks, que se mudam de armas e bagagens para a gravadora Chantecler, levados pelo radialista Miguel Vaccaro Neto. Eu tinha que formar outro grupo de rock. Foi quando encontrei o Mingo - ex-integrante dos Jordans - que sugeriu que eu formasse um conjunto, que ele participaria e ainda traria o Manito para tocar sax e o Luisinho para a bateria. Olhei então um dicionário inglês-português e o nome certo estava lá: The Clevers. Queria dizer: “os astutos” ou “os hábeis”, “os inteligentes”. Vieram outros músicos: Waldemar Mozena, guitarrista de solo, que tocava numa orquestra de Valparaíso-SP; Neno para tocar baixo, além dos já citados. O Luisinho, como havia ganho a bateria do avô, foi batizado por mim com o pseudônimo Netinho. Só que ele não tocava bem. A solução foi aprender com o Manito que era considerado o homem dos 7 instrumentos. Por determinação deles fui a um despachante e mandei registrar o nome Clevers e fiz um contrato com todos por tempo indeterminado como diretor do grupo ou 60 integrante. As guitarras e amplificadores eu consegui junto à fábrica Giannini que apoiava publicitariamente meus programas. Durante uma apresentação dos Clevers eles foram assistidos pelo cantor Francisco Petrônio que, impressionado com o conjunto, recomendou-o ao Palmeira, diretor-artístico da gravadora Continental. Lá, foi assinado um contrato de dois anos e o 10 disco foi gravado: “El Relicário”, um single que foi produzido por mim, com direção artística do saudoso músico Poly. Nessa época eu já estava apresentando o “Festival da Juventude”, um super programa de rock pela TV-Excelsior-Canal 9 de São Paulo, juntamente com a “francesinha” Jacqueline. Esse programa lançou e divulgou em SP, nomes como os de Roberto e Erasmo Carlos. Sempre com muita audiência, quando esse programa completou um ano no ar, realizei uma grande festa no palco da TV, com 5 horas de duração e troféus para os artistas, com cenografia do Campello e produção do Legnini. Apresentaram-se nesse programa, juntamente com os maiores expoentes do rock brasileiro, nomes da TV, como Francisco Cuoco, Tarcísio Meira, Silvio Santos, Demetrius, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, The Clevers, Jordans, Jet Blacks, Agnaldo Rayol e muitos outros. Mais tarde, eu me transferi para a TV Record, onde apre8


sentei o programa “Reino da Juventude”. Depois eu retornaria ao Canal 5, que já era TV Globo e lá, no início de 1966, destaco um programa especial de entrega dos troféus de “rei e rainha do twist no Brasil” para Jerry Adriani e Meire Pavão, conforme concurso realizado pela Revista do Rock. Nesse período, criei novos conjuntos, destacando-se The Flyers e New Clevers. Em resumo, aí está minha contribuição para a evolução do rock feito no Brasil. Lancei muitos conjuntos, cantores e cantoras. Sempre procurei divertir a juventude feliz e sadia do Brasil. Fico contente em saber que tudo isso já faz parte da história. Antônio Aguillar São Paulo, maio 1989

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INTRODUÇÃO Este livro focaliza a música jovem feita no Brasil no período 1955/65 e está dividido em 3 partes: trajetória, personagens e discografia do rock brasileiro. Inicialmente é abordado o surgimento do rock and roll nos Estados Unidos, no começo dos anos 50, sua chegada ao Brasil, os primeiros roqueiros brasileiros, até se chegar ao ano de 1965. quando o programa de TV Jovem Guarda, comandado por Roberto Carlos, consagra o rock patrício como campeão de popularidade. Em seguida, são apresentados os principais protagonistas da história do rock tupiniquim, dos pioneiros até a turma do “lê, iê, iê”. Finalmente, uma discografia bastante abrangente, que foi elaborada com a participação dos principais colecionadores de discos de rock do Rio de Janeiro e que registra cerca de 400 intérpretes que gravaram rock, correspondendo a mais de 5.000 gravações. O principal objetivo deste trabalho é o de resgatar fatos e nomes desse período pouco estudado pelos críticos musicais e historiadores de rock, mas que foi sumamente importante por gerar o movimento Jovem Guarda e, em conseqüência, colaborar para a mudança que se verificou na música popular brasileira, através da adoção de instrumentos elétricos e eletrônicos -anteriormente predominantes nos grupos de rock - e da disseminação de um estilo mais pop, calcado especialmente em baladas. Existem diversas opiniões sobre a real significância do rock feito no Brasil nesses anos. Alguns dizem que apenas copiava-se o que era feito no exterior. Outros, que houve mérito de se criar um “iê iê iê” nacional. Os dois lados não deixam de ter alguma razão, mas apesar das críticas recebidas ao longo do tempo, o rock “made in Brazi!” não deixou de dar sua contribuição em vários aspectos. A evolução ocorrida na indústria de instrumentos musicais (guitarras, baixo elétrico, etc.) e amplificadores, no começo dos anos 60, teve muito a ver com a crescente expansão da música da juventude. Embora não se disponha de estatísticas de venda de discos para esse período, é de se supor que a influência do rock brasileiro nesse mercado foi positiva. Por outro lado, não se deve esquecer das novas opções de lazer e hobby que foram propiciadas aos jovens, através da formação de conjuntinhos de rock, o que aconteceu em todos os cantos das grandes cidades. Para finalizar, cabe ressaltar que a principal fonte utilizada 10


para escrever este livro foi o acervo do projeto “Memória do Rock Brasileiro”, existente no Museu da Imagem e do Som de São Pauto (MIS-SP). que foi coordenado por mim, nos anos de 1984 e 85, e que se constitui num conjunto de depoimentos gravados com mais de 50 figuras ligadas ao rock dos anos 50 e 60. Busquei ainda o auxílio de publicações especializadas, sem falar, certamente, da minha própria experiência pessoal, vivenciada a partir de 1960 nos programas de rádio e TV de São Paulo, como cantor e compositor. A intenção que norteou este trabalho foi a de destacar aspectos significativos de um determinado momento da música jovem brasileira, procurando tanto quanto possível todas as fontes disponíveis para tal. Creio que este foi o mesmo caminho seguido pelos companheiros colecionadores, no que diz respeito à discografia. Espero que as informações aqui apresentadas possam vir a ser de utilidade para pesquisadores e estudiosos da música popular brasileira. O Autor

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PRIMEIRA PARTE TRAJETÓRIA DO ROCK BRASILEIRO

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Capítulo I O ROCK AND ROLL: Origem, Evolução e Importância 1955. Eu escutava pela primeira vez no rádio a música Rock around the clock - primeiro rock’n roll de sucesso - interpretada por Bill Haley e seus Cometas. Era o grande êxito do ano nos Estados Unidos e em muitos outros países, superando em vendagem de discos e popularidade, gravações da orquestra de Perez Prado com seu cha-cha-cha, dos Four Aces, do pianista Roger Williams e de Frank Sinatra. O ritmo de Haley e conjunto era aquilo que os jovens de então queriam ouvir. Um “boogie woogie superaquecido a guitarras”, como alguns diziam. Acompanhando o ritmo de Haley veio uma dança ousada para os padrões morais da época, mesclando acrobacia com o estilo de dançar swing dos anos 40. O rock chegava para se tornar a música exclusiva dos jovens, que passavam a ter seus ídolos musicais, assim como no cinema tinham James Dean (“Vidas Amargas” e “Juventude Transviada”) e Marlon Brando (“O Selvagem”). Na literatura, surgiam os chamados poetas beats como Jack Kerouac e Allen Ginsberg que recuperam temas como utopias, o dia a dia, bebedeiras e drogas, sob a égide de um conceito bastante ligado aos norte-americanos: A Estrada. Paralelamente à ascensão da nova música, começou a se notar uma gradativa mudança no comportamento dos jovens, notadamente da classe média - que deixavam de se vestir como adultos, passando a usar calças blue jeans, jaquetas de couro, camisetas e botas. O jovem dos anos 50 tinha um certo poder aquisitivo - ao contrário das décadas anteriores - o que se explica pela situação extremamente favorável da economia norte-americana nos anos de Eisenhower. Essa disponibilidade de dólares permitiu o surgimento dessa moda jovem de roupas, motos, e, é claro, do rock and roll, via apropriação pelos brancos, do rhythm and blues (blues ritmados) dos negros. O rhythm and blues se desenvolveu a partir do jazz, dos Spirituals e dos blues tradicionais - salientando-se os blues rurais. Estes, por sua vez, originaram-se da mesclagem do blues com a música regional (country, westem, hillbilly, etc). Os blues rurais eram cantados nos estados sulistas, principalmente na região do delta 15


do Mississipi. Quando eles são executados em guitarras elétricas focalizando temas urbanos, transformam-se em rhythm and blues. E foi assim que aconteceu, pois durante a 2a Guerra Mundial, nos Est. Unidos, grande número de negros deslocou-se das cidades do interior para as grandes metrópoles, a fim de trabalhar nas fábricas de armamento. Apesar de estarem vivendo em cidades grandes como Detroit, Chicago, Nova York e Filadélfia, eles não haviam se desligado de suas raízes rurais. Por muitos anos, vinham cantando canções que falavam em natureza, plantação, sol, chuva, etc. Na cidade grande mudaram os temas para mulheres, sexo, impostos, bebidas e frio. Logo após o fim da guerra, os blues ritmados eram uma realidade, fazendo sucesso junto ao público negro através de gravadoras exclusivas como a “Ebony”, “Sepia” e “R & B”. Em 1949, a revista “Billboard” adotou a expressão Rhythm and blues. No apogeu dos blues ritmados, a população branca dos Est. Unidos tinha seus intérpretes prediletos e praticamente não tomava conhecimento das paradas de sucesso da música negra (race music). Curiosamente, em 1948, Wynonie Harris atingia o hit negro com Good Rockin’ Tonight, usando a palavra rock no sentido de rebolar. Billy Mathews and the Balladeers faziam sucesso com Rock and Roll,e no ano seguinte Fats Domino aparecia com The Fat Man, um verdadeiro rock. Em 1951, Gunter Lee Carr cantava We’re gonna rock, o grupo The Ravens, Rock all night long e Bill Haley, Rock the joint. Em 1952, um modesto disc-jockey de Cleveland, Alan Freed, notava o fenômeno da ascenção da popularidade dessa música negra. Freed se entusiasmou tanto que mudou seu programa de música erudita para uma audição de blues chamada Moondog’s rock and roll party (A festa de rock do lobisomem).O que se queria dizer com rock and roll? Era, certamente um eufemismo para o sexo, pois achavam que a dança do rock era uma simulação do ato sexual. Freed era totalmente pirado ao apresentar seus programas radiofônicos gritando, chorando, enquanto os jovens brancos ouviam pela primeira vez em suas casas, músicas abordando assuntos como sexo, maus exemplos, etc. Em 1953, Freed promoveu apresentações ao vivo com artistas negros, com mais de 2/3 da platéia formada de brancos. Foi então acusado de misturar brancos e pretos, o que era inadmissível na América do tempo do senador Mc Carthy. No ano seguinte foi para Nova York e colocou uma medíocre emissora de rádio em primeiro lugar em audiência, graças ao mesmo esquema que ganhava 16


vulto. Era o rock’n roll que nascia em todo o país e começava a se irradiar para além das fronteiras. Nessa ocasião, muitos brancos tinham formado conjuntos. Entre eles estavam os Cometas de Bill Haley, cuja especialidade era “cobrir” (to cover) ou suavizar os violentos blues, em geral de letras maliciosas - conforme afirma Charlie Gillett no seu livro Sounds of City. Em 1955, um filme chamado “Sementes da Violência” (Blackboard jungle) com Glenn Ford, mostrou a música Rock around the clock com Haley e seus Cometas. Os adolescentes, a partir daí, finalmente descobriam uma música que só pertencia a eles, pois Sinatra não os entusiasmava, o jazz havia se intelectualizado e as grandes bandas, após a morte de Glenn Miller, vinham perdendo prestígio e só tocavam em bailes de formatura. É possível caracterizar 3 estágios que marcaram o rock em seu processo evolutivo. De início, os blues ritmados que era música do público negro; depois surgiu o rock and roll pelo descobrimento e utilização dos blues pelos músicos brancos e, finalmente, nos anos 60, a música jovem passou a ser chamada simplesmente de rock, principalmente após a consolidação dos Beatles como grandes intérpretes e compositores. Segundo Robert Palmer, o rock é uma música baseada no rock and roll, embora mais complexa. E exemplifica, citando que o disco Sgt. Pepper lonely hearts club band dos Beatles é um disco de rock, enquanto Some Girls dos Rolling Stones é um disco de rock and roll. Jan Wenner - fundador do jornal “Rolling Stone” - disse que “o rock and roll é o núcleo de onde sairam todas as mudanças acontecidas nos últimos anos, sejam elas sociais, políticas ou culturais”. O rock, calcado nos pequenos conjuntos, marcou a utilização de alguns instrumentos musicais e o conseqüente desprezo por outros. A guitarra elétrica foi a base dos primeiros grupos de rock, seguida do saxofone. Outros instrumentos utilizados: violão acústico, contra-baixo, bateria, piano e órgão (menos freqüente). O baixo elétrico começou a aparecer na metade dos anos 50. Até então, os grupos de rock mostravam o contrabaixo rabecão, o chamado “baixo de pau”. Quase não foram utilizados os seguintes instrumentos: piston, trombone, clarinete, violino, etc. O hoje antiquado acordeom coloria as execuções dos Cometas, dos 3 “Chuckles” de Teddy Randazzo e do nosso Betinho, mas foi abandonado ainda nos anos 50. O que evoluiu muito na execução do rock de lá para cá, foi a tecnologia, que permite uma sofisticação que esse gênero vem 17


mostrando, principalmente através dos sintetizadores e congêneres. A técnica de gravação de discos igualmente melhorou muito. Se no início do rock’n roll se gravava em mono sem play back (acompanhamento), hoje podem-se utilizar estúdios de 56 canais com mixagem computadorizada, que permite dar maior ou menor ênfase a determinadas execuções vocais ou instrumentais. Além disso, já são comuns as gravações diretas (direct to disc) e as digitais - impulsos elétricos codificados em números binários. Nas apresentações “ao vivo”, a evolução técnica veio beneficiar tanto os artistas como o público, em função dos melhores equipamentos hoje existentes. O consumidor tem hoje ao seu dispor, não somente discos e fitas (rolo e cassete) gravadas em estéreo como também o disco laser, que surgiu no início dos anos 80, e que tem a vantagem de separar com maior nitidez os canais de estéreo, diminuindo a distorção, eliminando ruídos estranhos à gravação, ao mesmo tempo em que não se desgasta com o uso. Recentemente apareceu o Digital Audio Tape - DAT, cassete digital com as vantagens do disco laser, desenvolvido pelos japoneses e o futuro acena com a possibilidade de se gravar em chips. Na verdade, os equipamentos do consumidor melhoraram muito, a partir da simples eletrola, chegando aos atuais systems com seus decks de cassete, pré, power, sintonizador de FM/AM, equalizador, até os reduzidos walk man e os micro systems que podem ser transportados como uma pequena pasta. Finalmente, deve-se mencionar que, no nascimento do rock, os discos simples eram 78rpm (rotações por minuto) passando na metade dos anos 50, na América, a serem compactos de 45rpm. Os LPs (longa duração), que apareceram no final dos anos 40, passaram de mono a estereofônicos no começo dos anos 60. Na divulgação ou marketing do disco, o advento do videoclip, a partir dos anos 70, foi o fato mais importante. Se Bill Haley e seus Cometas foram os lançadores do rock’n roll para o sucesso, Elvis Presley e os Beatles foram as suas maiores expressões, respectivamente nos anos 50 e 60. Embora tenha surgido nos Est. Unidos e logo após feito enorme sucesso na Inglaterra e países de língua inglesa, o rock’n roll invadiu o mundo todo. Já nos anos 50, na grande maioria dos países ocidentais, se encontrava um ídolo de rock local. Isto sucedeu na França, Itália, México, Argentina e... Brasil. O rock chegou mesmo a conquistar o mundo comunista, atingindo a URSS, inicialmente na clandestinidade (anos 60), mas hoje popularíssimo, como resul18


tado do apelo à política do “glasnost” do líder Mikhail Gorbachev. Assim, mais de 30 anos após Rock around the clock é possível dizer que o rock é a terceira forma de música universal. As outras duas são a música clássica e o jazz. Mas o rock não é somente música. De início representava a rebeldia dos jovens contra os mais velhos. Com o tempo, essa posição de “contramão” foi se transformando em contestação dos valores vigentes, chegando, nos anos 60, a se constituir em contracultura. No Brasil, o rock comportamento teve muita importância durante todo o tempo, embora o rock música não mostrasse a mesma repercussão, pois não teve o apoio dos principais veículos de comunicação no período 1955-65, que mostravam clara e óbvia preferência pela bossa nova. Todavia, este fato não diminui a importância que o rock brasileiro na realidade teve, no sentido de desaguar no enorme sucesso do movimento Jovem Guarda e, por tabela, gerar como descendentes, tanto uma música pop infantil, como um chamado rock-Brasil, que no final destes anos 80 comandam as vendagens de discos e preferência popular, dentro do panorama musical brasileiro.

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Capítulo II O ROCK CHEGA AO BRASIL Os anos 50 são conhecidos como os “anos dourados”. No Brasil, a 29 metade dessa década foi realmente um período de bastante prosperidade. Coincide com o governo de Juscelino Kubitscheck, cujo Programa de Metas prometeu modernizar o país e fazê-lo crescer 50 anos em apenas 5. Exageros à parte, o crescimento médio do Produto Interno Bruto - PIB brasileiro na década de 50, foi de 6,8% ao ano, mas no período 1957/60, sob a administração JK, sobe para 7,7%. O país se desenvolvia e substituía as importações de automóveis, eletrodomésticos e outros bens. Em todas as áreas havia otimismo, esperança, investimentos e empregos; pelas ruas circulavam os fusquinhas, DKW, Aero Willys e Simcas, tomando o lugar dos Buicks, Cadillacs e Plymouths. Os jovens preferiam a lambreta que, com 6 HP de potência fazia, segundo diziam, 55 km com um litro de gasolina... A classe média, vivendo em sobrados ou amplos apartamentos sem suite, tinha o hábito de dar festinhas por qualquer motivo. Consumia-se muito e poupava-se pouco. Não havia open-market e o mercado de ações era bastante restrito. A vida era muito diferente dos dias atuais, mas a moral reinante era, sem dúvida, conservadora e existia uma perspectiva de que esse quadro perdurasse por muito tempo. Outubro de 1955 O filme da Metro, “Sementes da Violência” é exibido no Rio e em S.Paulo, mostrando para os jovens atônitos daqui, mais do que um drama juvenil dos vizinhos do Norte, mas uma música infernal e incontrolável que era o rock and roll. O maior mito da juventude até então era James Dean, cuja morte ocorrera um mês antes. Elvis Presley, com 20 anos de idade, já estava inovando a música americana ao misturar blues e country e gravar suas antológicas canções rockabilly para a “Sun Records” de Memphis-Tennessee. Por outro lado, em Liverpool, John Lennon, aos 15 anos, engatinhava na música ao formar seu 1° 21


conjunto: Quarrymen e, ao tocar numa igreja de sua cidade, fica conhecendo um garotinho canhoto que atendia peb nome de Paul Mc Cartney... A brasileira Nora Ney, que cantava samba-canção; (“Ninguém me ama”, por exemplo) entra em estúdio e grava “Ronda das Horas” (Rock around the clock) em inglês. Novembro de 1955 A gravadora Continental lança no mercado um disco 78rpm contendo “Ronda das Horas”, cantada por Nora Ney. É a primeira gravação de rock’n roll feita por brasileiro. A “Revista do Rádio”, que tinha grande circulação nacional, na sua edição de 19/11 (n0 323) escreve: “A surpresa, outro dia, no programa César de Alencar (Rádio Nacional) foi Nora Ney cantando em inglês uma melodia que estava sendo lançada num filme.” A mesma revista, no número seguinte, mostra uma parada de discos mais vendidos, na qual a gravação de Nora já é a 1a colocada, suplantando “Farinhada” com Ivon Cury e “Canção do Rouxinol” com Cauby Peixoto, entre outras. Em dezembro, “Ronda das Horas” era gravada em português por Heleninha Silveira(RCA Victor), numa versão de Júlio Nagib. Nessa época não se tinha idéia do que era o rock’n roll. Pensava-se que fosse uma espécie de boogie, um modismo passageiro; tanto que os locutores anunciavam tais gravações dizendo o nome do ritmo: fox-trot. 1956 Neste ano, inexplicavelmente, os brasileiros não gravaram rocks. A invasão dos sucessos de Bill Haley, Elvis Presley e Little Richard foi enorme. Os discos de 78 rotações de Elvis começavam a sair no Brasil. Primeiro foi Heartbreak Hotel, depois Blue Suede Shoes, mais tarde Tutti Frutti e daí em frente. Aliás, 56 foi o ano da consagração mundial de Elvis como rei do rock’n roll, ultrapassando o sucesso de Bill Haley e seus Cometas. Nos Est. Unidos, a 1a gravação de Elvis para a RCA, Heartbreak Hotel, foi 10 lugar nas paradas, de 21 de abril até 9 de junho consecutivãmente; em 18 de agosto, o “single” Don ‘t be cruel acoplado com Hound Dog vai para 10 lugar e nessa posição fica até 27 de outubro, quando, sem 22


dar vez a outros nomes, Elvis põe Love me tender em 10, até 4 de dezembro. No Brasil, nosso cantor mais popular, Cauby Peixoto - tinha sido capa da revista semanal “O Cruzeiro” - vai para os Est. Unidos e lá passa a usar o nome artístico de Ron Coby. No ano seguinte ele já aparecia no filme Jamboree, mudando seu nome para Coby Dijon. Os discos mais vendidos entre nós são os simples de 78 rotações. Neste ano, eles aumentavam no preço para Cr$ 50,00(cinquenta cruzeiros) cada, o que representava cerca de 2% do Salário Mínimo da época. No fim do ano, realiza-se no Rio de Janeiro o II Grande Concerto Brasileiro de Jazz, que pela primeira vez inclui o rock and roll, que é interpretado pelo Conjunto Farroupilha. Todavia, o grande acontecimento do ano foi a exibição do filme da Columbia “Ao Balanço das Horas” (Rock around the clock), o 10 musical de rock com participação de Bill Haley, The Platters, Alan Freed e Freddie Bell. Esse filme foi exibido em S.Paulo, inicialmente nos cines Paulista (rua Augusta) e Ipiranga(Centro). Um jornal da capital paulista, no dia seguinte à estréia do filme, escreveu o seguinte: “Rock and roll na cidade” “A fita ontem exibida era aguardada ansiosamente por certo tipo de moças, cuja idade varia entre 14 e 18 anos (teenagers nos Est. Unidos). Não é ainda a adolescência; pelo menos para os garotos é ainda puberdade. Os meninos vestem blue jeans, calça de zuarte desbotada com bainhas dobradas, que entre nós são usadas como índice de grãfinismo e, no lugar de origem, utilizadas para a ordenha das vacas ou limpeza de chiqueiros. Também vestem blusão de camurça e uma camiseta de jersey; amarram o estojo de ray-ban na cintura, usam cabelos sobre as orelhas, descendo pela nuca e fofos no topete; fumam, lêem gibis e imitam Marlon Brando ao enrolar os suéteres ao redor do pescoço. Estão matriculados em colégios caros. Já as meninas suspiram por James Dean, usam cabelos curtos despenteados, vestem calças compridas coloridas, apertadas e abertas abaixo dos joelhos; mastigam bubble gums e usam malhas colantes, óculos escuros e sapatos de salto alto ou sandálias de praia”. 23


Na exibição do “Ao Balanço das Horas”, houve uma baderna como jamais se havia visto em S.Paulo. Enquanto o filme era exibido, os jovens dançavam, gritavam e até queimavam rolos de inseticida. O tumulto foi tão grande que o governador do Estado (Jânio Quadros) foi obrigado a intervir. Informado, Jânio encaminhou despacho ao Secretário de Segurança nos seguintes termos: “Determine à polícia deter, sumariamente, colocando em carro de preso, os que promoverem cenas semelhantes. Se forem menores, entregá-los ao honrado Juiz. Providências drásticas”. Por sua vez, o Juiz de Menores, Aldo de Assis Dias, tratou logo de baixar Portaria proibindo o filme até 18 anos. Nela escreveu: “O novo ritmo divulgado pelo americano Elvis Presley é excitante, frenético, alucinante e mesmo provocante, de estranha sensação e de trejeitos exageradamente imorais”. E prossegue: “A música exerce influência prejudicial à juventude. Pareceme também conveniente que seja feito apelo às estações de rádio e televisão para que não transmitam música com esse ritmo, até que se restabeleça o equilibrio dessa mocidade”. À ação do rock, correspondeu a reação da sociedade, amedrontada pelo poder devastador dessa nova música e da dança, ousada demais. 1957 Os brasileiros começam efetivamente a compor em ritmo de rock. Logo em janeiro, o compositor Miguel Gustavo entrega a Cauby Peixoto o trepidante “Rock and Roll em Copacabana” que é gravado pela RCA. Embora o disco do Cauby só fosse lançado em maio, a música de Miguel Gustavo é, provavelmente, o primeiro rock composto por brasileiro e em nossa língua. Também no inicio do ano, um desconhecido Trio Rubí, grava pela Todamérica, uma versão da conhecida Rock’n roll march, com arranjo do maestro Guio de Moraes. Ao mesmo tempo, Júlio Nagib preparava outra versão de sucessos de Bill Haley; desta feita para See you later, alligator, que virava “Até logo, Jacaré” e recebia gravação do ótimo cantor romântico Agostinho dos Santos. Estava descoberto um novo filão: o rock. Até o veterano e tradicional compositor Assis Valente anunciava ter composto um rock para ser cantado por Grande Otelo em um filme. Também um jovem cantor de guarânias e boleros, chamado Carlos Gonzaga 24


escuta o sucesso The great pretender do grupo The Platters e resolve gravá-lo pela RCA, em versão de Haroldo Barbosa, sob o título de”Meu fingimento”. Em abril, o cantor-guitarrista Betinho entra no estúdio da rádio Record, na rua Quintino Bocaiúva em S.Paulo e grava com seu conjunto uma nova composição da dupla Betinho-Heitor Carrillo: “Enrolando o rock”. Essa música, que sairia meses após pela Copacabana Discos, seria incluída no filme “Absolutamente Certo”, com Anselmo Duarte e Odete Lara e marcaria bastante o início do rock no Brasil. Betinho tornava-se assim, um dos pioneiros do rock. Mas, já em 1954, ele havia feito sucesso com um fox chamado “Neurastênico”, dele e de Nazareno de Brito, que teve grande aceitação junto ao público jovem. Além disso, Betinho foi um dos primeiros guitarristas brasileiros. Nos anos 50, ele já possuía uma Gibson-Les Paul, que posteriormente trocou por uma Fender Stratocaster. Todavia Betinho era um roqueiro bissexto, pois até meados dos anos 60 havia gravado poucos rocks. Foi nessa época que ele até abandonou a carreira artística e se tornou pastor evangélico. Em 1957, nossas principais fábricas de discos não tinham representação de importantes gravadoras dos Est. Unidos. Assim sendo, não poderiam lançar tudo que entrava no hit-parade de lá. A solução eram as gravações em inglês feitas por aqui mesmo, que vinham a substituir os lançamentos originais. Uma expoente desta fase de covers foi Lana Bitencourt, que cantava Little Darling no lugar da gravação de sucesso do grupo vocal Diamonds. O saxofonista Bolão, juntamente com seu conjunto (Rockettes), também se especializou nesse tipo de trabalho, destacando-se o sucesso de Short Shorts. O rock no Brasil já completava mais de um ano e nossos intérpretes jovens não apareciam. É bom lembrar que não existia cantor de rock, mas cantores populares que também cantavam rock, como Cauby, Agostinho, Lana, Nora Ney e outros. Na América, Elvis continuava sua trajetória de sucessos, emplacando 10 lugar nas paradas com as seguintes músicas: Too Much, de 9/2 a 23/2 All Shook Up, de 13/4 a 27/5 TeddyBear, de 8/7 a 19/8 Jailhouse Rock, de 21 /10 a 25/11 25


No Rio, Carlos Imperial organizava o “Clube do Rock” - um grupo de intérpretes, dançarinos e aficionados do novo gênero - e aparecia no filme “De Vento em Popa”, uma chanchada da Atlântida. Em S. Paulo, surgem os poetas concretistas, liderados por Décio Pignatari, cuja obra é chamada de “rock’n roll da poesia”... Curiosamente, as principais revistas do país noticiavam: “eis a nova mulher; que trabalha de dia e estuda à noite”...

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Capítulo III A PRÉ-HISTÓRIA DO ROCK BRASILEIRO Nesses heróicos anos 50, essa música irresistível era chamada de rock and roll. Anos após, lá pela época do twist, transformase em “música jovem” ou “música da juventude feliz e sadia” - como frisava o famoso disc-jockey paulista Antônio Aguillar. Nos meados dos anos 60, com o sucesso dos Beatles e de Roberto Carlos, passa a ser chamada pejorativamente de “iê-iê-iê”. Mais tarde, já nos 70, com os Mutantes, Raul Seixas, Rita Lee, Made in Brazil e outros, a palavra rock já é utilizada, permanecendo até hoje ao lado do termo POP, muito mais abrangente. 1958 Foi o ano do 10 Título Mundial de Futebol, conquistado pela Seleção Brasileira de Pele, Didi e Garrincha, entre outros, nos campos da Suécia. Nossa economia crescia a quase 8% e a moda feminina era marcada pelas linhas saco e trapézio, enquanto que os cavalheiros usavam ternos de casimira Kowarick, camisa “Volta ao mundo” e mocassim “Indio-Moc”, da Clark. Aparece a chamada “juventude transviada”. No Guarujá, os rapazes de um tal “Clube dos 50” são presos portando maconha, lança perfume, pervitin e whisky. No Rio, fica célebre o caso Aida Curi, nome de uma garota que foi atirada para a morte de um edifício de Copacabana. A imprensa mostra muitas reportagens sobre os “transviados” e joga a culpa no rock’n roll. Os rapazes modernos são chamados de playboys. A juventude vive intensamente as mudanças que ocorrem. Muitos rapazes começam a se dedicar ao rock. No Rio, destacamse os conjuntos e artistas de dublagem, de onde surgiria, anos mais tarde, o cantor Tony Tornado. Em São Paulo, em março, o acordeonista Mário Gennari Filho escolhia duas canções feitas em inglês: Forgive Me e Handsome boy. Elas - já com play-back pronto - iam ser cantadas por uma cantora-compositora chamada Celeste Novais,mas o destino quis que dois irmãos de Taubaté-SP, gravassem o referido disco de 78 rotações da Odeon: Tony (Sérgio Benelli) 27


de um lado e Celly (Célia) do outro. Mas foi no mês seguinte que apareceu o grande sucesso do rock brasileiro até então: Diana, de Paul Anka, cantada por Carlos Gonzaga. Essa gravação lançou um versionista que se tornaria o principal do nosso rock: Fred Jorge. Ainda nesse ano, surgem os cariocas Golden Boys (tirado de Roy Hamilton, o golden boy ?) com Wake up little Susie (Copacabana) e Lana Bitencourt segue sua trilha de sucessos com Love me forever (também cantado por Dolores Duran) e outros calypsos rock, a nova moda. Aliás, segundo dizem, Lana chegou a entrar nas “100 mais” da revista americana “Cash Box” nos Est. Unidos, com Little Darling. Mas, o sucesso de Lana e outros intérpretes impedia o lançamento original entre nós. O mesmo acontecia com o grupo vocal The Playings, uma invenção do produtor José Scatena (Titulares do Ritmo, famoso grupo vocal de SP, mais as cantoras de estúdio, irmãs Gradilone), então dono da gravadora e estúdio RGE que, com a gravação de sucessos do hit-parade americano como Lollipop e Banana Split, impediu a entrada dos hits originais. Até o tradicional Conjunto Farroupilha freqüentou o gênero, com a gravação de Mr. Lee. Em São Paulo, Theotônio Pavão já era o professor de violão mais conhecido. Tinha cerca de 80 alunos, principalmente moças de famílias da classe média alta da região dos Jardins. Elas adoravam aprender as composições de Maysa (então Matarazzo) e de Dolores Duran. Periodicamente, tais alunos promoviam festinhas, onde cada um mostrava seus atributos, se apresentando perante a platéia. Minha introdução como cantor de rock foi numa dessas festinhas, quando peguei num violão e comecei a martelar um Blue Suede Shoes bem na “cola” do Elvis. A partir dessa primeira apresentação, em tudo quanto era festa, eu era intimado a cantar rock... O cinema brasileiro, após a agradável experiência de Betinho em “Absolutamente Certo”, continuou a mostrar o nascente rock nacional; ”Aguenta o Rojão” apresenta de novo Betinho e seu conjunto, além do chefe do “Clube do Rock”, Carlos Imperial. “Alegria de Viver” tinha no seu elenco um garoto de 17 anos chamado Sérgio Murilo, que viria a despontar como cantor no ano seguinte. No 20 semestre, cercado de larga expectativa, Bill Haley vem ao Brasil e fica admirado com a forma dos dançarinos do “Clube do Rock”. Surge a onda do bambolê e a garotada adere entusiasmada. Nos Est. Unidos, logo em março, Elvis vai para o exército e, ao mesmo tempo, sua balada Don’t era 10 lugar nas paradas. Na 28


ausência do “rei do rock” faz sucesso o filme “Balada Sangrenta” (King Creole), de onde sai o sucesso Hard headed woman (julho). No 20 semestre, Presley, já longe de seu público, perde as primeiras posições para outros intérpretes, como o italiano Modugno (“Volare”), os Everly Brothers e Rick Nelson (Poor little fool). Em Liverpool, em agosto, um rapaz chamado George Harrison ingressa no “Quarrymen”, que precisava de um solista... 1959 É nesse ano que o rock brasileiro começa a marcar presença no Rio e em S. Paulo com o surgimento de vários intérpretes jovens e também da gravação, em março, por Celly Campello, de “Estúpido Cupido” (Stupid Cupid), numa versão de Fred Jorge para música de Neil Sedaka. Tal gravação, erradamente colocada como lado B no disco, foi um sucesso tão grande que Celly tornou-se rapidamente o maior nome da juventude brasileira de então, disputando em execuções e vendagem de discos com os internacionais Elvis, Paul Anka, Sedaka, etc. Surge Crush em Hi-Fi, o primeiro programa de rock em S. Paulo na TV Record, com os irmãos Campello, que durou até 1962. Aliás, a Record foi importantíssima na divulgação do rock, pois sempre trazia atrações internacionais para cantar no Brasil (Johnny Ray, Johnny Restivo, Frankie Avalon, Bill Haley, etc) e, no 20 semestre de 59, nos brindava com a bombástica Brenda Lee, que fazia grande sucesso por aqui com sua soluçante Jambalaya. Todavia, em 1959, o disc-jockey paulista Miguel Vaccaro Neto, percebendo o sucesso dos brasileiros cantando em inglês, junta-se à Editora Musical Fermata (Enrique Lebendiger) e organiza a gravadora Young, com o objetivo de lançar novos valores do rock, cantando em inglês os sucessos do hit-parade americano, numa ampliação do que outros vinham fazendo. Pela Young, no perfodo 59/60, foram lançados bons valores, destacando-se Regiane (Regina Célia Bellochi), paulistana da Aclimação, então com 18 anos, de excelente voz, cuja carreira durou apenas 2 anos até seu casamento e que, nesse intervalo, fez grande sucesso com a balada I’m yours, tendo recebido até um troféu “Chico Viola” que a TV Record atribuía para os sucessos em disco. Também da Young era Nick Savoia, outro paulistano, duble de comissário de bordo e professor de inglês, que embora tendendo mais para o jazz, se destacou no rock com Since you’ve been gone e Mack the Knife. Outros nomes da Young: Hamilton Di Giórgio, cantor e com29


positor, que apareceu com Teenage Sonata, tinha um falsete parecido com o do Roy Orbison; Antônio Cláudio (Guimarães do Canto), que mudaria de nome artístico para Danny Dallas, gravou Dream lover do Bobby Darin, acompanhado dos Jester Tigers. O depois consagrado Demétrius (Demétrio Zahra Neto) também começou na Young, ao gravar Hold me so tight, um rock bem no estilo de Elvis, com acompanhamento do conjunto The Devils, que tinha Sérgio Zahra, seu irmão, na bateria, outro Sérgio na guitarra de solo e Leslie na de base. Baby é um rock que foi gravado pelo conjunto The Rebels, que era constituído pelo cantor Zézinho (José Gagliardi Jr.), que mais tarde seria o Prini Lores da Jovem Guarda, pelo baterista Nenê (Lídio Benvenutti), que tempos após tocaria baixo elétrico na 2a formação dos Rebels já nos anos 60 e pelos guitarristas Romeu Benvenutti, irmão de Nenê e Zé Carlos. O cantor guitarrista Gatto (José Provetti) também gravou na Young (What l’d say) mas logo depois deixaria de cantar e, dedicando-se à guitarra-solo, formaria um dos melhores grupos de rockinstrumental do país: The Jet Blacks. Em meados dos 60, Gatto já estava acompanhando Roberto Carlos no seu RC-7 e chegou até a aparecer nos filmes que Roberto fez. Todavia, o principal nome da Young era o conjunto The Avalons. Pioneiro na execução do rock instrumental entre nós com China Rock, embora fosse também um grupo vocal, esse conjunto era constituído pelos seguintes nomes: Dudu (guitarra de solo), Daniel (baixo) e Paulinho (bateria); nos vocais estavam: Solano Ribeiro, Passarinho e Bob (depois entraria Tito Livio). O grande sucesso do grupo foi Valentina, my Valentina e eles se destacaram também ao acompanhar a cantora Regiane em gravações e no programa Crush em Hi-Fi. Além de toda essa gente, podemos citar: The Beverlys, The Teenagers, The Youngs, Carlos David, Marcos Roberto, Luci Perrier, The Cupids e Dori An-giolella (Dorival), que anos após voltaria à carreira artística, com o nome artístico de Dori Edson. A mania de cantar e gravar em inglês os sucessos lá de fora estava presente nos exemplos até aqui citados. Neste ano, o compositor Hervê Cordovil anunciava o lançamento de seu filho Ronaldo, que adotou o nome de Ronnie Cord e passou a gravar em inglês, os sucessos do hit-parade americano. Mas ainda não era tudo. O humorista Moacyr Franco era Billy Fontana e dançava nos palcos ao cantar Baby Rock com acompanhamento do seu conjunto Rockmakers, enquanto que Sérgio Reis, com seus quase 2 metros de altura, era o Johnny Johnson e nem sonhava com o enorme su30


cesso que faria trinta anos mais tarde, cantando o mesmo gênero que a dupla Tônico & Tinoco. O filho do Silvino Neto, Paulo Silvino, adotava o nome americanizado de Dixon Savanah, para cantar Let’s rock together, um rock feito por Orlann Divo... Até os parentes Golden Boys seguiam a onda com a gravação de Personality. Como principal grupo vocal jovem do Rio, eles participam do filme “Cala a boca Etelvina”, com a impagável Dercy Gonçalves, onde cantam “Meu romance com Laura”, que chegou a fazer sucesso. Enquanto isso, Carlos Gonzaga seguia gravando versões de Fred Jorge para músicas de Paul Anka e Neil Sedaka e aparecia também num filme: “Dorinha no Soçaite”. Três novatos surgiam no ano: Selma Rayol (irmã do Agnaldo), cantando “Batom no seu colarinho” (Lipstick on your collar); Sérgio Murilo, que gravava seu grande sucesso “Marcianita”, outro lado B que agradou e Wilson Miranda, que era lançado pelo apresentador paulista Júlio Rosemberg, através da nova gravadora Chantecler (era uma divisão da loja Cássio Muniz), com o calypso-rock “Quando” (When) e o LP “Veneno”, título de uma música que fez muito sucesso, de autoria do instrumentista Poly e do disc-jockey Henrique Lobo. Em julho, eu passava férias em Bauru (interior de SP), quando ao cantar alguns rocks com meus amigos de lá (Waldir, Molina, Gil, etc.) fui convidado a fazer um programa na TV Bauru Canal 2, que estava transmitindo em fase de experiência. Foi minha estréia em TV, com o rock Tutti Frutti. Meses depois, quem se apresentava em TV pela primeira vez era minha irmã, Meire Pavão (Antonia Maria) que, aos 12 anos de idade, cantava no programa dominical “Grande Ginkana Kibon”, da Record, que era apresentado por Vicente Leporace e Clarice Amaral e produzido por Durval de Souza. Ainda neste ano morre Dolores Duran e Neil Sedaka vem se apresentar no Brasil. Após uma das suas apresentações em S. Paulo, Sedaka, acompanhado de Tony e Celly Campello, comparece a uma das já citadas festas promovidas pelo Prof. Pavão - desta feita na casa do então diretor-comercial da TV Tupi de S. Paulo, Fernando Severino. Lá eles cantam seus sucessos em disco e a platéia fica deslumbrada ao escutar The Diary; ”Estúpido Cupido”, Forgive me e outras mais. Como curiosidade, o Prof. Pavão foi acompanhar Sedaka cantando The Diary com o seu violão e, por não entender inglês, colocou 2 tons acima do normal, o que fez o cantor americano se esguelar todo... 31


No Rio, continuava brilhando o “Clube do Rock”, mas o conjunto Os Terríveis já estava desativado. Silvino foi gravar na Chantecler, Roberto Carlos cantava rocks em programas de TV e Carlos Imperial começava a pensar em fazer Roberto, seu amigo, gravar um disco. Foi em agosto deste ano, que Imperial levou Roberto para a gravadora Polydor. Só que Roberto Carlos não começou gravando rock, mas sim um samba do próprio Imperial, chamado “João e Maria”. Em Liverpool, os garotos do Quarrymen, mudavam o nome do grupo para The Silver Beetles (Besouros prateados).

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Capítulo IV A HISTÓRIA: O ROCK BRASILEIRO JÁ TEM REI E RAINHA Estamos em 1960, ano da inauguração de Brasília, da eleição de Jânio Quadros para a presidência da República e da bossa nova. Tudo de moderno era bossa nova. Era um estado de espírito. Havia pintor bossa nova, arquiteto bossa nova, e João Gilberto comandando o novo samba com seu LP “Chega de Saudade”. Celly Campello é sucesso e muitos a chamam de “Namoradinha do Brasil”. Seus discos são tocados muitas vezes por dia nas emissoras de rádio. Sobre ela escreve Antônio Carlos Jobim, que é “uma moça que sabe usar com grande tarimba seu afiado aparelho vocal”. A fábrica de brinquedos Trol lança a boneca Celly; também é vendido o chocolate Cupido da Lacta e Celly faz um jingle para a Monark e outro para a Toddy, juntamente com seu irmão Tony, com letra e música de Miguel Gustavo. É o ano dela que é a exceção do rock brasileiro; a única que as principais mídias divulgam. O programa “Telefone pedindo bis” da rádio Bandeirantes de S. Paulo (Enzo A. Passos) sempre aponta Celly como a mais solicitada, principalmente com “Banho de Lua”, uma nova versão de Fred Jorge para um rock italiano. Sérgio Murilo, por outro lado, começa a aparecer muito bem com “Marcianita” e “Broto legal”, e canta “Rock de Morte” no filme “Matemática 0 Amor 10”. Ao mesmo tempo, Wilson Miranda grava “Bata Baby”, uma versão de Long tall Sally, feita por um compositor de rock que despontava: Baby Santiago. Até então, esse crioulo cheio de ginga era conhecido como Fulgêncio Santiago, mas com o sucesso da música teve que mudar para Baby. Wilson já era um dos ídolos do rock em S. Paulo, mas dividia seu repertório entre o rock e o samba. Prova disso foi um disco LP que ele lançou, contendo de um lado somente rocks e de outro apenas sambas. Enquanto isso, um estudante do curso de Química Industrial do Liceu Eduardo Prado de SP, chamado George Freedman, alemão de nascimento, mas desde pequeno no Brasil - surge cantando “Olhos cor do céu” (Pretty blue eyes). Para completar a invasão, é lançado o mais jovem cantor de rock de S. Paulo, Bobby de Carlo, que com apenas 15 anos, grava “Eliana” (De De Dinah) para a Odeon, numa 33


primeira descoberta do pioneiro Tony Campello. Com tanto movimento, era inevitável o surgimento de uma revista especializada no assunto. Aparece então a “Revista do Rock” (o n0 1 foi publicado em agosto), com capa colorida, letras de música, reportagens e cartas das fãs, a mais duradoura publicação brasileira sobre rock, pois existiu durante cerca de 14 anos seguidos. Por essa revista pode-se saber os principais nomes do nascente rock brasileiro da época. Cantores: Sérgio Murilo, Tony Campello, Carlos Gonzaga, Wilson Miranda e Cauby Peixoto (outro roqueiro bissexto, a exemplo de Betinho). Cantoras: Celly, Célia Vilela (que começou cantando sambas), Sônia Delfino, Elza Ribeiro e Carla Baroni. A “Revista do Rock” foi uma iniciativa da jornalista e compositora Jeanette Adib que, em 1959, ao notar que as letras dos rocks que publicava na revista “Eu Canto” - também dela - eram muito solicitadas, resolveu fazer um teste: editou duas “Eu Canto” sobre rock e o sucesso foi tão grande que a solução foi criar uma revista especializada no ritmo preferido pelos jovens. Como foi visto anteriormente, nessa época existiam poucos grupos instrumentais jovens e os acompanhamentos dos rocks gravados eram feitos por músicos de estúdio, a maioria de largos recursos como Bolão no sax (que também freqüentava o gênero), Boneca e Edgar na guitarra e outros que, segundo dizem, “torciam o nariz” para a música jovem. A maior parte dos arranjos para as gravações de Sérgio Murilo era feita pelo maestro Lyrio Panicalli autor inclusive de “Rock de Morte” - enquanto o coral para Celly e Tony pertencia aos Titulares do Ritmo. No Rio, os Golden Boys estavam sempre presentes nos vocais quando lá se gravava rock’n roll. Neste ano, nossa música jovem já tem fôlego para merecer um LP-coletânea. É então lançado pela Copacabana o disco Cocktail de Rocks, hoje um clássico, contendo interpretações de Ronnie Cord, Betinho, Gessy Soares de Lima, Moacyr Franco e os Golden Boys. Eu seguia cantando em festinhas, até que, em meados do ano, passei a integrar um conjunto vocal/instrumental chamado Os Paulistas, que contava também com o futuro cartaz Wanderley Cardoso - já vinha de um sucesso infantil com “A Canção do Jornaleiro”mais os participantes Carlos Vicente, Roberto Loefgren e o pianista Edmir Assunção, que não seguiram carreira artística. Foi o conjunto mais efêmero que existiu, pois durou 3 meses e umas quatro ou cinco apresentações na TV. Em novembro, eu já estava cantando minha composição “Maldita Goteira” e o repertório de Elvis e Cliff 34


Richard no programa “Clube dos Novos”, com Oscar Nimitz e Nely Reis, pela TVTupi, canal 4 de S.Paulo. Ao mesmo tempo, a Meire fazia parte de um conjunto de alunas que meu pai formou na sua Escola de Violão. Esse grupo vocal, chamado Garotas Violonistas gravou um disco pela Califórnia em 1959, e no início do ano viajou para a Argentina onde lançou um LP pela Music Hall de lá, usando o nome de Las Garotas Brasileñas... No segundo semestre, Roberto Carlos já estava na Columbia, procurando seu espaço na MPB, enquanto que a voz potente de Leny Eversong fazia sucesso em Las Vegas. Foi quando, o nosso lutador de box Éder Jofre conquistou o título mundial dos Pesos Galo. Os brasileiros estavam com tudo: futebol e box... Elvis Presley voltava do serviço militar na Alemanha, filmava “Saudades de um Pracinha” (G.I Blues) ao lado de Juliet Prowse e gravava It’s now or never (O sole Mio), que se tornou o 20 disco mais vendido no ano nos Est. Unidos, só perdendo para Tema de Summer Place. Na Inglaterra, os Silver Beetles já são o grupo mais popular de Liverpool e em abril fazem a 1a temporada em Hamburgo (Alemanha). 1961 Os políticos só falavam em reforma agrária e Jânio assumia a presidência com a esperança de milhões de brasileiros. A imprensa, por sua vez, escrevia que a década de 50 havia registrado tantas mudanças e evolução, que parecia que se passara um século. Eles não sabiam, nem desconfiavam do que seriam os anos 60... A juventude continuava curtindo o rock’n roll - mais amenizado pelas baladinhas que estavam na moda - os bailinhos e a lambreta. No Rio, havia uma corrida noturna de lambretas, chamada de “lenha”, que os playboys faziam, percorrendo um longo trecho da Estrada das Canoas (floresta da Tijuca) até a praça General Osório, em Ipanema, sem usar os freios, nem os faróis. Em S.Paulo, o quente era a prática da “roleta paulista”, onde o motoqueiro entrava numa rua movimentada na contramão. A “Revista do Rock”, vivendo seu apogeu, promove uma votação para Rei e Rainha do Rock no Brasil entre seus leitores, ganhando Sérgio Murilo e Celly Campello com mais de 40 mil votos cada um, de todo o país. Sérgio já estava se expandindo e fazia sucesso em outros países da América Latina, enquanto Celly, com no35


vas gravações como Hey Mamma, “Lacinhos cor de rosa”, “Trem do Amor” e Billy, mantinha sua posição de rainha dos brotos. Ronnie Cord, que já era um dos preferidos da juventude, grava Itsie Bitsie Teenie Weenie Yellow Bikini e faz mais sucesso do que o original do americano Brian Hyland. Demétrius, com a extinção do cast da Young, é levado para a Continental pelo divulgador Genival Mello e lá desponta logo de saída com uma versão que ele próprio fez de Corinna, Corinna, onde ele canta: - “Minha gatinha, onde está você?”... Naquele tempo ninguém usava tal termo e a “ousadia” de Demétrius ao usar gatinha como sinônimo de garota contribui, em muito, para a aceitação dessa balada. Sem deixar a peteca cair, ele logo depois gravaria “Rock do Saci”, de Baby Santiago e Tony Chaves (Wilson Miranda ao compor), tornando-se um dos principais nomes do rock brasileiro. Aparece o programa de rádio “Os brotos comandam”, apresentado por Sérgio Galvão, na Bandeirantes de SP, e por Carlos Imperial, na Guanabara-RJ. Sérgio também passa a apresentar pela TV-Tupi de SP o programa “Alô Brotos”, que torna-se a mais importante audiência de rock pela televisão, em SP. Ainda no rádio, a Bandeirantes de SP apresentava, todos os domingos, no seu auditório da rua Paula Souza, o “Festival de Brotos” com Enzo de Almeida Passos, onde a turma do bairro de Santana se revelou (Sérgio Reis e os irmãos Antonucci, dos Vips). No Rio, o “coroa” Jair de Taumaturgo, também aos domingos, comandava seu “Alô Brotos”, pela rádio Mayrink Veiga, onde, pela primeira vez, cantou o “rei do rock de Minas”, Eduardo Araújo. Enquanto isso, Tony Campello voltava às paradas de sucesso com “Querida Susie” ao mesmo tempo que Sônia Delfino começa a ocupar espaços como uma reação carioca ao sucesso de Celly, através de gravações como “Diga que me ama”, Bimbombey, “Garota Coquete”, etc. Rossini Pinto, até então apenas um entendido em Botânica, aproveita para musicar um poema do então (até agosto) Pres. Jânio Quadros, que leva o nome de “Convite ao amor”, que se transforma numa gravação do próprio Rossini para a Copacabana, com acompanhamento do Betinho e seu conjunto e vocal dos Golden Boys. No Rio, é formada a turma do Rock - união dos intérpretes - apadrinhados por Emilinha Borba e José Messias e do qual fazem parte nomes como Eduardo Araújo, Fernando Costa, Rossini, Ed Wilson, Renato e seus Blue Caps e outros. Uma novata chamada Elis Regina é apresentada numa revista como “a nova promessa do rock” cantando “Garoto último tipo” (Puppy love) e 36


“Sonhando” (Dreamin’), em versão de Juvenal Fernandes. Outros nomes que aparecem: Reynaldo Rayol (também irmão de Agnaldo), Cinderela, Valéria, Tony Billy, os Cometas (liderados por Adilson Ramos), Cleide Alves, Carlos Ely, Wander Lee (Vanderly Regina) e Mário Augusto. O cinema continua divulgando nosso rock e Carlos Imperial com seu “Clube do Rock” aparece no “Mulheres, Cheguei” (H. Richers) e Eduardo Araújo canta “Prima Daisy”. No ‘Sherloque de Araque”, aparece o então roqueiro Augusto César Vanucci. George Freedman começa a filmar “Zé do Periquito” (também Tony e Celly), uma produção do comediante Mazzaropi ao tempo em que lançava seu sucesso “Adivinhão”, genial criação de Baby Santiago. Rossini Pinto passa a divulgar seus companheiros de rock na sua coluna diária “Esquina Sonora”, no jornal Correio da Manhã do RJ, concomitantemente com a seção “No mundo do rock” na própria Revista do Rock. A rádio Carioca do RJ se torna uma emissora da juventude, com programas de rock das 10 da manhã até às 21,30. O palhaço Carequinha canta “Rock do Ratinho”, enquanto que Roberto Carlos desiste da bossa nova e grava “Louco por você”, uma versão do amigo Carlos Imperial que se torna título do primeiro LP de RC para a Columbia, cujo repertório é o mais variado possível: sambas, boleros, fox e rock-balada. Estariam procurando um estilo para Roberto? Parece que sim, pois Sérgio Murilo ainda era o principal nome jovem da Columbia que, no ano seguinte, passaria a ser CBS. Ainda nesse ano, Célia Vilela, em franca ascensão, passa a apresentar seu programa de rock na apagada TV Continental do Rio, enquanto que Carlos Gonzaga estoura com Bat Masterson e ganha o troféu “Roquete Pinto” - prêmio que a TV Record dava aos melhores da TV e rádio - como o melhor cantor da música internacional. Eu tinha ido a Cochabamba na Bolívia, para estudar Medicina na Universidade de San Simon. Fiquei lá apenas três meses e retornei ao Brasil. Enquanto estudava para entrar em outra faculdade, dava aulas de violão e cantava em programas de TV, usando meu nome verdadeiro, Carlos Alberto. Itamar Borges, que era um dos melhores dançarinos de rock de S. Paulo, lançava a revista “Rock News”, que mostrava pouco rock, mas muito anúncio. Num desses anúncios, o cantor Carlos Alberto aparece em página inteira com a nova guitarra “Sonorâmica” da Di Giórgio. Era um dos primeiros anúncios feitos por cantor de rock, à exceção daqueles feitos por Celly e por Tony. No ano seguinte ficaria conhecido o 37


das gravatinhas Twist, com foto de George Freedman, que saiu em diversas revistas. O conjunto vocal do qual a Meire participava, mudava de nome para Conjunto Alvorada e estreava com um novo disco na Fermata. Nos Est. Unidos havia conflitos em Little Rock - Alabama por resistência dos brancos à ordem de integração racial. Elvis não se apresentava mais “ao vivo”. Seu empresário, Cel. Tom Parker, declarava: “quem quiser ver Elvis, que vá ao cinema”... O twist já começava a mostrar que seria uma nova onda e na Inglaterra, os Silver Beetles passam a ser empresados pelo dono de lojas de discos de Liverpool, Brian Epstein, mediante uma comissão de 25%.

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Capítulo V O CASAMENTO DO ANO No começo do ano de 1962, o rock brasileiro já estava bem definido. Coexistiam os covers e as versões, com a crescente predominância destas. É que Celly, Tony, Gonzaga, Murilo e outros faziam bastante sucesso cantando versões de sucessos do hit-parade americano, asquais, em 90%dos casos, eram elaboradas por Fred Jorge em SP e Rossini Pinto no Rio. Outro segmento do nosso rock que ganhava força era o instrumental. Com base no sucesso nos Est. Unidos e Inglaterra, de grupos como The Ventures, Fireballs, Shadows e de Duane Eddy, onde predominava a formação da guitarra de solo, de base, baixo elétrico e bateria, surgiam por aqui grupos de rock instrumental. Entre esses, se destacariam: Jet Blacks, Jordans, Clevers, Rebels e Bells em S.Paulo e The Angels e Luizinho e seus Dinamites, no Rio. Um entusiasta do rock instrumental era Carlos Alberto Lopes, que no seu programa noturno, “Estúdio V”, pela rádio América de SP, passa a apresentar o grupo The Fenders (Cid/guitarra solo; Jimmy/base; Orlandinho/baixo e Tom/bateria) que tocava todo o repertório dos americanos The Ventures. Todavia, 1962 é marcado pelo bicampeonato mundial de futebol, conquistado pelos brasileiros no Chile e pela instituição do 130 salário. Na área da música jovem, foi o ano do casamento de Celly e da briga de Sérgio Murilo com a Columbia/CBS, com o conseqüente empenho dessa firma pelo então novato Roberto Carlos, que mudava-se de armas e bagagens para o rock, e começava a se destacar no Rio, com sua gravação da canção “Malena”, da dupla Rossini Pinto/Fernando Costa. Assim, Sérgio despede-se da Columbia com o LP Baby e passa a viajar constantemente pelos países latino-americanos, onde seus discos são lançados e seu sucesso é enorme. Nos bailes jovens, a onda é o twist, fácil de dançar, porque o garoto tem apenas que se movimentar como se estivesse esfregando uma toalha nas costas. O sucesso do twist traz Chubby Checker ao Brasil, onde ele canta The Twist, Lets twist again, The fly e outras. A boite Lancaster, situada na rua Augusta, em S.Paulo, é 39


chamada de “templo do twist” e todas as noites mostra o conjunto The Jordans, acompanhando George Freedman e Nick Savoia. Apesar de estar crescendo na preferência popular, a música da juventude dividia as paradas de sucesso de S.Paulo com os boleros de Silvinho e Raul Sampaio, os tangos de Rinaldo Calheiros e Silvana e até os sambas de Noite Ilustrada. A gravadora Chantecler era uma verdadeira fábrica de sucessos na área do bolero, rasqueado e tango, lançando gente como Edith Veiga e Marta Mendonça, com o famoso coral e os arranjos do maestro Élcio Alvares. A juventude consegue mais espaço nos programas de rádio e TV. No Rio, a rádio Globo tinha Chacrinha apresentando “A Parada é do Rock” e Luiz de Carvalho com “Revista do Rock no ar”. A rádio Mayrink Veiga - campeã em audiência - mostrava “Hoje é dia de rock”, com produção de Jair de Taumaturgo e apresentação de Isaac Zeltman, o mais tradicional programa do gênero no Rio de Janeiro. Jair também produzia o ouvidissimo “Peça bis pelo telefone” que consagrou muita gente como por exemplo, o Trio Esperança, que nesse ano cantava “Filme Triste”. Em S.Paulo, a rádio Nacional tinha Antônio Aguillar apresentando diariamente “Ritmos para a juventude” e Ademar Dutra com “Clubinho G9”; a rádio Piratininga mostrava o novo disc-jockey Ferreira Martins com “ídolos da Juventude” e Luiz Alberto, Surge uma nova cantora, Wanderléa (Salim) que grava seu 10 disco na Columbia, através do rock “Meu anjo da guarda”, da prolífica dupla Rossini-Fernando. Esta música também seria interpretada por Cleide Alves, outra estreante, só que pela Copacabana. Em julho, finalmente entro nos estúdios Gravodisc para gravar o meu 10 disco, um 78 rotações para a Mocambo. Anteriormente, eu havia selecionado 4 músicas: “La Bamba”, Move It, Peggy Sue e “Tu e Eu” (versão que fiz para You and I do Cliff Richard). No fim, acabei gravando Move It e “Tu e Eu”, sem play-back, com acompanhamento do grupo The Hits (José Ricardo “Tuti” Delamano/guitarra, Fender Strato; Marcelo Amadei/guitarra; Domingos de Cillo/piano; Oriandinho/baixo e Romualdo “Adias” Calcagnetta/bateria). Esse disco saiu em setembro e foi lançado no “Festival de todos os ritmos”, um show promovido pelo Antônio Aguillar no cine Piratininga de SP (Brás) com a presença de Demétrius, Wilson Miranda, The Jordans e outros expoentes do rock paulista. Começo a caitituar o disco em todas as emissoras e a repercussão é boa. Principalmente, porque foi uma das primeiras gravações que juntou cantor jovem/conjunto jovem. Recorda-se que anteriormente, 40


nossos intérpretes gravavam com músicos de estúdio, arranje escrito, etc. Em maio, sai o último número da revista “Rock News”, mas em agosto é lançada “Baby Face”, outra publicação especializada em rock and roll, cuja duração (e dinheiro) deu para apenas três números (o último saiu em outubro), apesar do enorme interesse que provocava junto à brotolândia. Em setembro, os irmãos Tony e Celly, cantam em dueto o sucesso “Canário” (Yellow bird) e participam do filme “Jeca Tatu”, realizado pelo também taubateano Mazzaropi. Enquanto isso, o jovem Ed Wilson (Edson Vieira de Barros), irmão mais novo de Renato, dos Blue Caps é contratado como cantor pela Odeon e grava o 78 rotações, “Nunca Mais”. Nesse ínterim Eduardo Araújo participa do filme “Rio à noite”. Todavia, o casamento de Celly foi mesmo o impacto do ano e o rock’ brasileiro perdia sua estrela maior para o contador da Petrobrás, Eduardo, seu namorado de infância. As revistas perguntavam: quem sucederá Celly? Nesse final de ano, Jorge Mautner era considerado o primeiro beatnik da literatura brasileira e dizia-se “iluminado pelas trevas”. Enquanto isso, a bossa nova triunfa nos Est. Unidos e a imprensa começa a noticiar: “homossexuais, a 3a força”. O Conjunto Alvorada encontra sua melhor formação com Meire, Lucí Labate, Sidnéia e Marly e segue fazendo sucesso, desde novembro com o programa “Garotas e Violões” pela TV-Record de SP, aos sábados às 13hs. Esse programa, no ano seguinte, mudaria de nome para “Clube do Violão Giannini” e o Alvorada passaria também a ter um programa fixo de TV em Curitiba. No exterior, enquanto Elvis continua só fazendo filmes, os Beatles, logo no início do ano, são recusados pela gravadora inglesa Decca. Antes disso, em outubro de 61, eles haviam gravado com Tony Sheridan e My bonnie era sucesso. Logo depois, por sugestão do baixista Stu Stucliffe - que morreria em 62 - mudaram o nome para The Beatles. O empresário Brian Epstein consegue um contrato deles com a E.M.I e Ringo Starr substitui Pete Best na bateria. Em 4 de setembro gravam Love me do, nos estúdios londrinos de Abbey Road, já sob a direção de George Martin. 1963 Os brasileiros eram campeões em tudo: bi no futebol, Éder no 41


box, Maria Ester no tênis e agora o bi no basquete. Apesar da crise política, da inflação e do baixo crescimento econômico, o orgulho cívico estava em alta. Todavia, 63 foi um ano apenas regular para o nosso rock, apesar de sinalizar o crescimento de uma popularidade que se daria mais para a frente com o movimento Jovem Guarda. O ano começa com a escolha dos “Melhores da Juventude de 1962”, segundo a roqueira e sertaneja revista Melodias, e o programa “Ritmos para a Juventude”, de Antônio Aguillar: Cantor: Ronnie Cord Cantora: Celly Campello Grupo: The Jordans Revelação de grupo: The Hits Revelação de cantor: Albert Dançarinos de twist: Wilson Faria (Chupeta) e Neide Bernardes. Em março, Aguillar entrega os troféus em memorável show no cine Nacional da Lapa (SP), onde Demétrius, lançando seu disco “Voltou a Carta” (Return to Sender) original de Elvis Presley - confirma ser um dos maiores nomes da juventude. Demétrius, cantor paulista, mas nascido em Jacarepaguá, no Rio, em 1942, morava na rua Cel. Diogo, no Jardim da Glória, em SP, com seu pai, um funcionário público que foi muito ligado ao ex-governador Adhemar de Barros. Ele residia perto de muitos outros roqueiros. É interessante ver que o rock paulista se distribuía predominantemente em dois eixos: os bairros Aclimação/Vila Mariana (inclusive Jardim da Glória) e Perdizes/Pompéia. Do primeiro procedem Demétrius, The Devils, Carlão e seus Rockboys, Elmo Robson, The Hits, The Flashs, Rita Lee, Os Lunáticos, Rafael Vilardi, Liminha, Regiane e até o roqueiro dos anos 80, Roger, do Ultraje a Rigor. Do segundo, temos: The Rebels, Prini Lores, Dori Edson, Mutantes e Nick Savóia, entre outros. Surge uma nova revista de TV, que deverá ser importante na divulgação da música jovem: “INTERVALO”. Essa publicação da Ed. Abril, começava a circular em janeiro, tendo como redatorchefe um curtidor dos ritmos jovens: Alberto Máduar. Com “Intervalo”, o pessoal do rock tinha mais um canal de divulgação, pois a “Melodias” e “S.Paulo na TV” já estavam com Aguillar, Ademar e outros; a “Revista do Rádio” dava muitas notícias da turma e a “Radiolândia” tinha o prof. Pavão como seu correspondente em S.Paulo, desde o final de 1962. 42


Paralelamente, em grande ascensão, Roberto Carlos grava o antigo êxito de Bobby Darin Splish Splash, versão feita por Erasmo Carlos. Essa música fez muito sucesso no Rio e mostrou que Roberto estava no caminho certo. Erasmo fez o que Baby Santiago havia feito com “Bata Baby”: uma versão sem nada a ver com a letra original. Só que a fórmula deu certo, pois Splish Splash virou uma histórinha engraçada que agradou bastante à juventude. Da união de Erasmo com Roberto viria a surgir a principal dupla de compositores da Jovem Guarda. Eles combinaram rock and roll dos anos 50, com histórinhas banais de jovens. Mais ou menos o que Baby Santiago também vinha fazendo. Em abril, cansado de correr com o disco debaixo do braço pra lá e pra cá, de não achar o disco nas lojas e de ter que ir às rádios de ônibus - quando os cantores de outras gravadoras iam de taxi - saio da Mocambo. Sou contratado por uma nova gravadora de S.Paulo que estava fazendo muito barulho: a VS, ou Vilela Santos. Pertencia ao Ataliba Santos e ao Paulo Vilela e tinha como maestro o Rogério Duprat e como divulgador o José Richard. A distribuição de início era só para S.Paulo e Paraná. Assim que entrei, gravei 2 faixas numa coletânea, com acompanhamento dos Hits, seguindo a mesma fórmula dos tempos da Mocambo. Todavia, para meu compacto simples, a VS preferiu colocar músicos de estúdio e o Duprat fez os arranjos de “Vigésimo Andar” (20 flight rock) do Eddie Cochran e “Sobre um rio tão calmo” (Lazy river). Depois, para não ser “cúmplice” de um rock, mandou colocar no disco, seu apelido: Rudá. A gravação de “200 andar” foi nos estúdios da Gravodisc de SP, com acompanhamento de Boneca (guitarra), Heraldo do Monte (violão), Xu Viana (baixo rabecão) e Dirceu (bateria). Quando fui colocar voz, o técnico era o Milton Rodrigues, um dos melhores da paulicéia. Com tudo isso essa gravação só poderia se constituir em sucesso. Executada muitas vezes por dia nas emissoras paulistanas, teve ótima vendagem e teria aparecido muito mais se a gravadora tivesse maior porte. Outros intépretes jovens também integravam a VS: Baby Santiago, Bubby, Jocelã e Dave Gordon, além dos grupos The Rebeis, Hits e Tekila Ritmos. Em julho, Antônio Aguillar, que cuidava do conjunto The Jordans, resolve criar outro grupo de rock que leva o nome de Clevers (escolhido pelo próprio, consultando um dicionário inglês-português...). Eram eles: Waldemar Mozena (Risonho) na guitarra de solo, Domingos Orlando (Mingo) na base e voz, Demerval Rodrigues (Neno) no baixo, Antônio Rosa Sanchez (Manito) sax e Luiz Franco 43


Thomaz (Netinho) na bateria. Aguillar se casa em agosto e George Freedman, que lançava seu 10 LP Multiplication era o padrinho. Na festa de casamento, os Clevers se apresentam e mostram para os convidados “El Relicário”, um tradicional espanhol em ritmo de twist com o frenético sax de Manito. O sucesso foi imediato e os Clevers já entraram na Continental gravando um LP. Nessa época, Aguillar vai para a TV Excelsior, canal 9 de SP e começa lá produzindo o “Show do Meio Dia com a turma do rock, com apresentação do Nairson Menezes. Logo recebe o horário de domingo, das 18 às 19 horas, onde passa a apresentar o “Festival da Juventude”, com a presença de um público delirante e muita audiência. Foi quando, o dançarino de twist, Bolão, que mais parecia um rei Momo, passa a ser considerado o melhor de S.Paulo, encantando com sua dança até a consagrada Rita Pavone, quando esta aqui esteve pela 1a vez. Ao mesmo tempo no Teatro Record o disc-jockey Miguel Vaccaro Neto passa a promover shows de rock com a presença da juventude classe média e participação de muita gente de futuro, inclusive das Teenager Singers, grupo de 4 meninas, onde pontificava Rita Lee, então uma branquela sardenta. O disco de 78 começa a ser substituído pelo de 33 (compacto) e os Jet Blacks gravam “Apache” (que Betinho também tocaria) que se torna um sucesso Chantecler. É o apogeu de Gatto e seus companheiros, que brilham na boite “Salloon” na rua Augusta, o novo templo do twist e do hully gully, no lugar do Lancaster. A estrelinha Célia Vilela, uma das principais do Rio, apresentava um programa na TV Continental, chamado “Célia, Música e Juventude”, escrevia na Radiolândia e ainda tinha tempo para apresentar “Na roda do rock”, pela rádio Globo (depois iria para a Guanabara). Enquanto isso, a TV Record relançava “Crush em Hi Fi”, com o desconhecido Sérgio Dabague como mestre de cerimônias. Ray Charles, fazendo sucesso entre nós com Stella by Starlight e Ruby, vem ao Brasil pela TV Excelsior. Ao mesmo tempo, o Trio Esperança canta “O Passo do Elefantinho”, que era um sucesso orquestral de Henry Mancini. O Conjunto Alvorada continuava sua carreira com dois programas de TV (em S.Paulo e Curitiba), viagens periódicas e apresentações na Argentina e Uruguai e agora começava a gravar discos pela Odeon. Nessa época surge um cantor chamado Jorge Ben (Jorge Lima Menezes) que gostava muito de uma música intitulada “Bop a lena”, do Ronnie Self e, por isso, era chamado por todos de “Ba44


bulina”. Jorge ameaçou fazer uma carreira no rock e por pouco não chegou a ser empresado pela jornalista Jeanette Adib. Nos Est. Unidos, Elvis reaparece nas paradas americanas com um 100 lugar de Retum to Sender, enquanto que os Beatles já são a sensação e n0 1 na Inglaterra com Please Please Me. No 20 semestre, manifesta-se a Beatlemania, cabelos compridos, penteados em franjinhas e o sucesso de I want to hold your hand. O mundo começa a mudar. Ninguém acredita na notícia, mas o presidente Kennedy é assassinado em Dallas - Texas.

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Capítulo VI A CONSAGRAÇÃO DE ROBERTO CARLOS O ano de 1964 está na memória de todos nós, em razão da eclosão do movimento militar que depôs o Presidente João Goulart. Só que, nessa época, tínhamos mais ou menos 20 anos de idade e tudo era azul, mesmo a noite mais escura. Na área musical, 64 foi um ano muito fértil, pois marcou o sucesso mundial dos Beatles que, logo no início do ano, “invadiam” e conquistavam os Est. Unidos, abrindo caminho para outros grupos ingleses. Aqui no Brasil, a ascensão de Roberto Carlos era cada dia maior. Com ele, competiam Ronnie Cord e Demétrius. Roberto começou o ano com o rock “Parei na contramão”, de autoria dele e do Erasmo, que se tornou seu primeiro sucesso em S. Paulo. Ainda em 64, ele emplacaria “Calhambeque”, de J. Loudermilk, numa versão bem bolada por Erasmo e “É proibido fumar”, outra composição da dupla, que mostrava alguma influência do inglês Cliff Richard. Aliás, numa reportagem à revista Intervalo, Roberto declara que seus cantores prediletos são Cliff e João Gilberto. Mas, ele não estava correndo sozinho. Ronnie Cord sai da gravadora Copacabana e, de imediato, na RCA, grava o maior sucesso de sua carreira: “Rua Augusta”, de autoria de seu pai, o compositor Hervê Cordovil. Demétrius também fazia muito sucesso e sempre colocava suas gravações nas paradas. Neste ano ele gravou o grande êxito “Ritmo da Chuva”, numa versão do próprio para um original do grupo americano The Cascades. Apesar da crescente popularidade, o rock brasileiro não conseguia o apoio das mídias mais significativas. Ganhava, é claro, cada vez mais espaços em revistas de rádio, TV e discos. As gravadoras limitavam demais as oportunidades para novos intérpretes. Havia empresas que não tinham no seu cast nenhum cantor de rock, como a Philips, na época dirigida por Alfredo Borba. Para agravar o quadro, a indústria fonográfica pagava o imposto sobre vendas e consignações - no ano seguinte com a reforma tributária, passaria a ser ICM - Imposto s/Circulação de Mercadorias - o que onerava seus custos. Com isso, um cantor para fazer um LP tinha que gravar uns 4 ou 5 compactos com vendagem razoável. Além 47


disso, as emissoras de TV ofereciam pouco espaço para a música jovem. Havia na TV Record, o programa “Reino da Juventude” do Aguillar. Só que o horário era diurno, ruim, ao contrário dos programas de MPB “O Fino da Bossa” e “Bossaudade” na mesma emissora, que eram levados à noite em horário nobre, o que ajudava na grande audiência que mostravam. Em razão dessas e de outras dificuldades, a 16 de julho era fundado em S. Paulo o “Clube do Clan”, uma entidade do pessoal do rock, que tinha duas finalidades básicas: a) “defender intransigentemente os interesses de todo artista de música jovem em todas as suas formas”. b) “organizar festivais em âmbito nacional e internacional”. Observa-se que o 20 item era uma tentativa de ganhar apoio das mídias, através da realização e participação em festivas de música. Dentre os integrantes iniciais e fundadores do Cian, estavam: Ademar Dutra (disc-jockey e apresentador da TV Paulista (depois Globo), e posteriormente do Festival da Juventude” da TV Excelsior que, em 64 era campeã em audiência); Meire Pavão (que iniciava carreira solo); Tony e Celly Campello; Albert; Wilson Miranda; Juancito (depois seria o Fábio da canção “Stela”); Orlando Alvarado e mais diversos disc-jockeys de prestigio como Ferreira Martins (rádio Piratininga), Carlos Alberto Lopes (América), Waldir Pires (Club de Santo André) e Sérgio Floriano de Oliveira (Industrial Paulista). O Clan já surgiu com um programa exclusivo na rádio Nacional de SP (hoje Globo) todos os sábados às 19,30, sob o comando de Ademar Dutra e uma seção semanal na revista “intervalo” (Ed. Abril), chamada “Clube do Clan do Brasil informa”. Em pouco tempo, a formação do Clan era divulgada pela revista americana Cash-Box e as adesões chegavam de todo o país com escolha de representantes do Clan nos principais estados; no RJ era Jeanette Adib, dona da Revista do Rock - e até a retransmissão do programa do Clan pela rádio El Espectador de Montevidéu-Uruguai, a primeira em audiência naquele país. O mesmo impacto causado pelo surgimento do Clan foi provocado por oposições diversas a essa associação. Desta feita se uniam bossanovistas, tradicionalistas e gente que ficou de fora por falta de comunicação. Uma coisa que irritou muita gente - do lado de lá, é claro - foi a tentativa do Clan em acabar com os shows de graça para os disc-jockeys. A pressão destes, de programadores, diretores de rádio, TV e alguns jornalistas começou a pro48


vocar retiradas do Clan que, lá por novembro de 64, tinha em seus quadros cerca de 80% do pessoal de rock do país. Em dezembro, o Cian já perdia força e, no começo do ano seguinte, seria apenas uma lembrança. Mas, 1964 teve muitas outras coisas. No começo do ano, eu fui, juntamente com o Conjunto Alvorada, participar do I Festival Sudamericano de La Cancion, realizado em Parque del Plata, um balneário próximo de Montevidéu, capital do Uruguai, organizado pelo principal empresário musical daquele país, Juan Carlos Sola. Do evento participaram os maiores ídolos da juventude argentina, como Palito Ortega, Violeta Rivas, Nicky Jones e Chico Novarro e mais os uruguaios Los Jens. Ganhei uma medalha de prata com minha composição “Meu broto só pensa em estudar”, que foi vertido para o castelhano por Felix Villa e editado em Buenos Aires pela Editora Júlio Korn. O Alvorada, com Meire ainda se chamando Toninha, ganhou o 10 prêmio (dividido com Palito Ortega) com “Minha Oração”, uma balada forte de T. Pavão, que receberia diversas gravações em países latinos e que, no Brasil, seria “traduzida” para o português e gravada por Wanderley Cardoso, num lapso do seu divulgador Genival Mello... A gravadora VS reduz suas atividades e eu vou para a Chantecler, onde gravo “Biquininho”, de Carlos César, com acompanhamento dos Rebels, que tocavam comigo na VS. A moda que vinha de fora era de um biquíni que mostrava os seios e que era chamado de monoquini ou biquininho, Roberto Carlos gravaria mais tarde “Sou fã do monoquini”, aproveitando o mesmo tema que comigo não foi muito explorado, pois o outro lado do meu disco, “Meu broto só pensa em estudar” foi muito mais tocado nas rádios. Um grande sucesso do ano foi o de Prini Lores, que foi lançado como cover do novo ídolo internacional Trini Lopez, cantando “La Bamba”, América, If i had hammer e outras mais, com excelente vendagem de discos. Prini era José Gagliardi Jr (ex-Galli Jr), e esse lançamento foi mais uma das invenções do produtor José Scatena, da RGE. O Conjunto Alvorada é desfeito. Luci, Marly e Sidnéia vão cantar solo, as duas últimas no programa de TV do Aguillar, enquanto que Toninha vira Meire Pavão, por sugestão de Tony Campello e Ademar Dutra, seus padrinhos artísticos. A 1a gravação de Meire pela Chantecler é o twist “O que eu faço do Latim?”, com versão de T. Pavão, e acompanhamento dos Jet Blacks na sua fase de ouro. O pessoal de S. Paulo passa a comparar Meire com Celly 49


e dizem que a rainha do rock achava finalmente uma substituta. Por outro lado, Antônio Aguillar e seu grupo The Clevers entram em confronto. Como Aguillar era dono do nome, o grupo muda para Os Incríveis, título do 20 LP que fizeram na Continental: os “Incríveis The Clevers”... Ainda nesse ano sai o disco solo de Erasmo Carlos, pela RGE. O ex-crooner da banda de Renato e seus Blue Caps e principal co-autor do rock brasileiro, estreava cantando “Terror dos Namorados”, com ótima aceitação. Com o sucesso de “Ritmo da Chuva”, Demétrius troca seu Simca-Chambord (3 andorinhas) por um Cadillac-Coupé de Ville branco, que apareceria na capa de seu LP. Enquanto isso, a gravadora Continental lança os 3 últimos discos 78 rotações, que a partir de 1965, não mais seriam fabricados: The Clevers (“Clevers surf”), Mingo com The Clevers (“Menina dos sonhos meus”) e Orlando Alvarado (“Bienvenido amor”). No fim do ano, com a música “Bigorrilho” do sambista Jorge Veiga, surge uma nova dança que dura pouco. Mas a grande atração é a vinda do cantor Trini Lopez ao Brasil. Entretanto, apesar da Beatlemania estar se espalhando pelo mundo afora, uma revista estampava numa reportagem a seguinte pergunta: - “quem é mais conhecido atualmente no mundo: Pelé ou Brigitte Bardot?”.

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Capítulo VII O MOMENTO PERTENCE À JOVEM GUARDA Estava muito difícil conter o crescimento da popularidade do pessoal da juventude. A TV Record, todo ano, distribuía o troféu “Chico Viola” aos melhores do disco. Neste ano de 65, com base no desempenho do ano anterior, pela primeira vez, três astros do rock ganhavam o prêmio: Roberto Carlos (“É proibido fumar”), Ronnie Cord (“Rua Augusta”) e Demétrius (“Ritmo da Chuva”). Roberto Carlos não saía dos primeiros lugares nas paradas, desta feita com seu LP “Canta para a Juventude” e com o “single” “A história de um homem mau”. Os programas da juventude viviam abarrotados de fãs à procura de seus ídolos. Nas bancas, as revistas de TV e discos publicavam capas com os novos cartazes, enquanto que até figurinhas eram vendidas com fotos da turma jovem. Além disso, lá fora, o sucesso dos Beatles e de outros grupos mostrava que o momento havia chegado. Foi quando a TV Record - a Globo da época - decide lançar um programa forte de música jovem, igual aos melhores musicais de sua programação, aproveitando o horário de domingo à tarde,que vinha sendo ocupado até então por transmissões “ao vivo” de jogos do Campeonato Paulista de Futebol e outros eventos. A favor desse horário, também pesou o fato de ser o do “Festival da Juventude”, da TV Excelsior que, até 1964 foi campeão de audiência. Assim, o pessoal da Record tenta juntar uma dupla inédita de apresentadores: Roberto Carlos e Celly Campelo. Como Celly não aceita voltar à vida artística, fica só Roberto, que a partir daí daria bastante força para Erasmo e Wanderléa. O programa era para se chamar “Festa de Arromba”, mas acaba prevalecendo “Jovem Guarda”, que é o mesmo nome de um programa da TV Tupi, na década de 50, no qual o então iniciante Ricardo Amaral apresentava socialites paulistanas. Mas, 1965 começa com rock. Em janeiro, a TV Excelsior realiza seu programa “Festival da Juventude” no Esporte Clube Pinheiros de SP, só para entregar o troféu “Grandes Ídolos da Juventude”, onde foi escolhido Roberto Carlos como o cantor mais popular, e Meire Pavão como a cantora. Meire vinha fazendo sucesso com sua gravação “Bem Bom” - versão do falecido Paulo Queiroz para 51


Downtown, de Petula Clark - e era também eleita “Rainha da Juventude” no programa “Reino da Juventude” (TV Record), apresentado por Antônio Aguillar, com 15.700 votos. Todavia, pela Revista do Rock, Meire era a revelação de cantora do ano de 1964, enquanto que o prêmio “Melhores do Rock”, entregue por Jeanefte Adib, ficava com Demétrius como cantor, por causa do sucesso de “Ritmo de Chuva”, e com Giane como cantora, em virtude de “Dominique” ter aparecido muito entre a garotada. Uma música que esteve entre as mais vendidas no ano anterior foi “Festa de Arromba”, da dupla Erasmo-Roberto, cantada por Erasmo Carlos e que relacionava todos (ou quase) intérpretes de rock que atuavam com destaque nesse ano. Já no ano que se iniciava, um dos discos mais vendidos era “Professor Apaixonado”, de autoria do esforçado Jair Gonçalves e cantada pelo cantor de baladas e boleros, Nilton César. Essa música foi oferecida pelo Jair para diversos cantores, mas todos subestimaram a boa idéia que era a referida composição. A rádio Tupi de SP, sob direção de Lílio Alonso, começa a colocar diversos programas para a juventude. O Luiz “Arara” Ayala apresenta o seu todos os dias e, às 6as feiras, é dia da presença de Albert e Meire Pavão. O Hélio de Aguiar e o Barros de Alencar também começam a dar mais força para o rock, enquanto que Atílio Riccó - meu colega de curso Científico no Col. Paulistano, em 1957 - juntamente com a então menina Débora Duarte, passam a apresentar “Na onda do rock”, também pela Tupi. Na TV Excelsior, Ademar Dutra, segue apresentando o “Festival da Juventude” (desde 1964, em substituição a Aguillar) com produção de Jacques Netter. Os tapes desse programa “viajam” por outras capitais, notadamente do Nordeste e a receptividade é muito boa, especialmente no Recife, onde era campeão de audiência pela TV Jornal do Comércio. Eu, que estava entre os assíduos participantes desse programa, fiquei conhecido no Recife, onde fiz temporada em duas oportunidades. Ronnie Cord tenta repetir “Rua Augusta” com a mais nova composição de Hervê Cordovil, mas “Boliche Legal”, apesar da onda de boliche que assola S.Paulo, não corresponde. Resolve então regravar Itsie...bitsie..., só que com letra em português, com o título de “Biquíni de bolinha” e o sucesso é imediato. Aliás, essa música foi sucesso de Ronnie em inglês e depois em português. Surge gente nova; de Jundiaí-SP, vem Teddy Milton, apelidado de “Zé Soquinho”, pelos soluços que dava ao cantar My Bonnie, 52


sua gravação para a Odeon. Os Vikings era uma dupla formada pelos irmãos Diógenes Paulo e Olavo Sérgio Budney, descendentes de ucranianos, mas nascidos em Arapongas-PR. Eles cantavam músicas country e rock, tendo começado a carreira com a gravação Davy Crockett, em versão do próprio Diógenes, para a Fermata (63). Neste ano, eles vão gravar na Philips e fazem a versão de Do you want to know a secret? que vira “Segredinho”. Enquanto isso, outros dois irmãos começam a aparecer nos programas de TV: Ronald Luís e Márcio Augusto Antonucci, que adotam o nome de Vips, por causa do filme VIP - que significa Very important people (gente muito importante). Essa dupla começou no “Reino da Juventude” cantando o rock Tonigh, logo passam a ser chamados de Dr. Kildare e Dr. Ben Casey, dois ídolos-médico das séries de TV. A revista “Intervalo” promove um concurso e Moacyr Franco ganha como “melhor cantor” com 10.505 votos, ficando Agnaldo Rayol em 2° e Roberto Carlos - demonstrando a ascensão da música jovem - em 30. Em junho começa o badalado e armado romance de Rita Pavone com o baterista Netinho, dos Incríveis. Ao mesmo tempo, o ex-roqueiro Wilson Simonal é aclamado na Itália como o novo “rei da bossa nova”. Ainda em junho, Antônio Aguillar anuncia seu retorno à TV Globo de SP (ex-TV Paulista), onde passaria a apresentar o programa “Ritmos para a Juventude” lançando um novo grupo: New Clevers, integrado pelos mais cabeludos dos músicos os quais, começariam gravando a versão de No Reply dos Beatles. Em julho, Elis Regina segue sendo o principal nome da MPB; Wanderley Cardoso começa, finalmente, a se destacar com a gravação da balada “Preste Atenção”. Foi quando Ronnie Cord e Demétrius decidiram parar de cantar por uns tempos. Ronnie, que havia se casado em junho, monta uma papelaria/loja de discos na Av. Santo Amaro, na zona sul de SP, enquanto que o cantor do “Rock do Saci” vai morar na sua fazenda em Pirajú, no interior paulista. Em outubro, com o programa Jovem Guarda todos os domingos dando quase 100% de audiência pelo IBOPE, o Trio Esperança lança “A Festa do Bolinha”, da dupla Erasmo e Roberto, que marca o início dos temas infantis. Tony Campello grava “Pertinho do Mar” e Wanderléa canta “Ternura”, numa versão de Rossini Pinto, que Demétrius também viria a gravar. Wilson Miranda resolve mudar o rumo de sua carreira. É ator na novela da TV Excelsior, “O Caminho das Estrelas”, e passa a gravar só MPB. 53


Em novembro eu entro nos estúdios da Chantecler na rua Aurora para gravar “Mulher de cabeça dura” e “A Garota do meu melhor amigo”, ambas versões de sucessos de Elvis Presley. Na verdade, em junho, eu havia gravado minha composição “Tio Patinhas”, com o acompanhamento dos Jet Blacks, mas o escritório do Disney no Brasil não liberou o lançamento do disco. Aí, a solução foi lançar a “toque de caixa” essas duas músicas que faziam sucesso em apresentações “ao vivo”. O acompanhamento desse disco foi feito por um novo grupo instrumental de SP, os Lunáticos, que eram fixos no programa de rádio do Atílio Riccó. Apesar de estar há mais de um ano sem gravação nova, 65 era para mim um ano de muitas realizações, viagens para shows e dinheiro que entrava, apesar de às vezes, receber alguns cheques sem fundo (quem não recebia?). Estive no Nordeste, no Sul e em Goiânia; quase todos os sábados me apresentava no “Festa do Bolinha” do Jair de Taumaturgo (TV Rio) e me lembro de ter cantado até no show da escolha de Miss S.Paulo no clube Pinheiros, apresentado pelo Júlio Rosemberg. Nesse ano, também escolhi o “melhor calouro” num dos concorridíssimos programas do Silvio Santos, que era na TV Globo aos domingos. Fui capa da “S.Paulo na TV” e contracapa na Revista do Rock, tendo saído várias vezes em reportagens da Revista do Rádio e em fofocas do “Mexericos da Candinha”... Mesmo sem disco, eu cantava as gravações anteriores, mas com 23 anos de idade o pessoal da época me alertava: “aproveite, pois no próximo ano, com 24 anos, você estará muito velho para cantar rock”... O LP “Rainha da Juventude”, de Meire Pavão, vendeu muito bem, mas ela veio a aceitar um convite para ingressar na RCA Victor, onde no final de 65, gravaria a música que seria seu sucesso de 1966 e de sua carreira: “Família Buscapé”. Essa música foi feita por mim e pelo “velho” Pavão, lembrando do Ferdinando e das histórias em quadrinhos que gostávamos de ler, quando crianças... Jerry Adriani havia iniciado sua carreira cantando somente em italiano. Neste ano ele resolveu gravar em português e fez muito sucesso com a balada “Querida”. Enquanto isso, Wanderley Cardoso passa a atuar freqüentemente no Rio e se torna ídolo da juventude carioca. Jerry e Wanderley costumavam se apresentar usando paletós de lamê. Mais tarde, seriam classificados como da “turma do lamê”, gozação dos amigos. Surgem as Oncinhas, um grupo de garotas vestidas com peles de onça (artificiais, é claro) e que tocam guitarras, sob a liderança da solista Maria Paula Plank. Wander 54


Lee, que cantava muito sua gravação “Norman” para a Musidisc, com acompanhamento de Ed Lincoln, tornava-se disc-jockey e começava a apresentar seu programa na rádio Marconi, dirigida pelo José Carlos Duchen. Por outro lado, a rádio Cacique de S.Caetano tem Antenor Zanardi como o principal disc-jockey. Outro apresentador dessa rádio, Nivaldo Quessa, leva um tiro no rosto, dado por uma fã com o programa em pleno ar, e a notícia saiu em reportagem em diversas revistas: “Fã quase mata disc-jockey”. Nesse dia, Meire estava visitando a rádio e levou um susto muito grande. Erasmo Carlos, com toda a corda, num desabafo numa revista diz que a crítica só divulgava bossa nova, mas que a turma jovem é que vendia discos. Jorge Ben ainda vinha se apresentando no “Fino da Bossa”. Só no ano seguinte é que ele começaria a cantar no “Jovem Guarda” usando guitarras elétricas no seu samba-afro, o que contribuiria para mudar gradativamente a MPB. Em dezembro, Renato e seu Blue Caps lançam “O Escândalo”, um sucesso nacional ao mesmo tempo que Roberto canta “Quero que vá tudo pro inferno”, uma balada rápida que definiria o chamado “iê iê iê”: uma guitarra marcando o ritmo, ao lado de um órgão fazendo harmonia, que nas gravações da CBS (Roberto, Wanderléa, etc.) era tocado por Lafaiete. Essa gravação do Roberto, marca o início da fase brega da Jovem Guarda, pois abriria espaço para muita gente de raízes interioranas que viria a aparecer posteriormente. Entre estes, Paulo Sérgio, que imitava Roberto como ninguém. No fim do ano, Ronnie Cord não agüentava a vida de comerciante e volta a cantar, formando o trio Cords com seus irmãos Norman e Hervê Jr. Demétrius também volta, larga a Continental, vai para a RCA onde grava “Ternura”. A revista “Intervalo” lança a coluna “lê lê lê News” e circula a revista “Os Reis do lê lê lê”, que compete com a Revista do Rock que, para se atualizar, lança edições exclusivas com Roberto Carlos, Beatles e a publicação “Os Cabeludos”, que focaliza os grupos ingleses. O sucesso do programa Jovem Guarda era uma coisa indescritivel. A crítica perguntava qual a razão de tanta audiência. Seriam os cantores jovens - notadamente Roberto que estavam em alta ou seria também a força que a TV Record mostrava naqueles felizes anos. Todavia, tal programa, se por um lado divulgou bastante a música jovem, levando-a a um ponto nunca antes atingido, por outro lado tornou difícil a carreira de muitos intérpretes que lá não se 55


apresentavam, curiosa e principalmente artistas paulistas que não eram ligados a Roberto Carlos. O pessoal do Rio, que cresceu artisticamente com RC, passou a fazer parte do esquema do programa, enquanto que a turma de SP, bem mais numerosa, provando que “santo de casa não faz milagres”, teve menos oportunidades. É por isso que Ronnie Cord, Carlos Gonzaga, Wilson Miranda e outros não eram assíduos do Jovem Guarda. Outros ainda se deslocaram para o Rio, invertendo o processo: Wanderley, Jerry e Meire. Mas, o próprio sucesso de Roberto e Cia. atraiu roqueiros já afastados do palco: Bobby de Carlo, George Freedman e Dori Edson. Além disso tudo, muita gente nova começou a chegar a S.Paulo com um violão no ombro, querendo cantar no famoso programa. Gente de Minas, como Martinha, Silvinha ou Nalva Aguiar, ou de Pernambuco, como Luís Carlos Clay, Katia Cilene e Reginaldo Rossi. Apesar disso e do fato do programa ter dado poder a muito produtor sem competência, o saldo final foi positivo, pois do êxito desse e de outros tantos programas do mesmo gênero sairia o rock brasileiro vitorioso, após dez anos de batalhas. Além do mais, o sucesso nacional de Roberto e companheiros permitiu o início de um intenso merchandising com os artistas jovens. Com isso surgiriam as calças “Calhambeque”, amplificadores Tremendão e outros mais. O movimento Jovem Guarda duraria uns 3 anos, valorizando os nossos artistas jovens e engordando as contas bancárias dos mesmos. Só começaria a dar sinal de saturação lá por meados de 68, quando o tropicalismo começa a ganhar força. No apagar de 1965, um novo concurso da Revista do Rock, desta feita para escolher o “Rei e Rainha do Twist no Brasil”, dá o resultado: Roberto Carlos e Meire Pavão. Como Roberto já era exclusivo da TV Record e não responde se vai comparecer para receber seu prêmio, o 20 colocado, Jerry Adriani recebe a coroa de “rei do twist”. Em fevereiro de 66, Antônio Aguillar fecha a rua das Palmeiras em S.Paulo e de lá mesmo transmite seu programa “Ritmos para a Juventude” pela TV Globo, entregando os prêmios para Jerry e Meire, que em março de 66 saem na capa da Revista do Rock. Lá fora, enquanto Elvis seguia a trilha de filmes insossos, os Beatles, em pleno apogeu, recebiam da Rainha Elizabeth a medalha de Cavaleiros do Império Britânico e estrelavam o filme “Socorro” (Help) seguido do LP Rubber Soul, onde começa a se delinear uma música jovem mais bem elaborada. Como vimos, a nossa história vai até 1965, quando o rock 56


brasileiro é finalmente reconhecido por todos e conquista a preferência popular através do sucesso da Jovem Guarda. Com isso, todos querem cantar ou tocar o “iê iê iê”. Há uma “enxurrada” de cantores e grupos, a maioria com uma tendência brega romântica, que toma conta do movimento. Até duplas sertanejas passam a gravar sucessos de Roberto Carlos. Poucos intérpretes continuam fiéis ao velho rock’n roll: Erasmo, com “Você me acende” (You turn me on) e Eduardo Araújo que canta “O Bom” e “Goiabão”, são algumas exceções. O lançamento mundial do célebre LP Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band dos Beatles (1967), que veio para mudar totalmente o cenário pop/rock de então, com composições de harmonia e arranjos diferentes, letras com temáticas novas, ruidos e efeitos de sonoplastia, quarteto de cordas no acompanhamento ou orquestra sinfônica, não chegou a sensibilizar o pessoal da Jovem Guarda. Entretanto, muitos nomes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento decidem começar a usar guitarras, baixo elétrico e teclados em seus grupos instrumentais e passam a tomar emprestado do rock, não só o ritmo, mas também a harmonia e nuances para novas melodias que viriam a surgir. É o tropicalismo que chega para empurrar a Jovem Guarda de vez para o brega, deslocando o neo-romântico Roberto Carlos, recém vencedor no Festival de San Remo (1968), dos rocks e baladas leves (soft) para os baladões e canções que até hoje são sua marca registrada.. O movimento Jovem Guarda perderia sua força e acabaria ainda nos anos 60. Cada um segue seu caminho: Roberto seria por muitos anos o maior vendedor de discos do país no estilo romântico; Erasmo permaneceria no rock’n roll e os demais lutando para sobreviver aos anos 70, que trariam outros nomes para representar o rock nacional: Rita Lee, Mutantes, Raul Seixas, Terço, Made in Brazil, etc. Por outro lado, o final dos anos 60 também foi muito importante lá fora, pois marcou o retorno de Elvis às apresentações “ao vivo” com seu especial na TV de 1968 e a gravação dos últimos discos dos Beatles (Abbey Road e Let it be). No começo de 1970, os Beatles já estavam separados.

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SEGUNDA PARTE PERSONAGENS DO ROCK BRASILEIRO INSTRUMENTOS E EQUIPAMENTOS

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Capítulo VIII OS CANTORES DE ROCK O rock and roll explodiu nos Est. Unidos e não tardou a chegar ao Brasil. O sucesso desse novo ritmo não ocorreu somente pela música eletrizante, jovem e diferente de tudo que existia até então, mas também por trazer uma nova dança. Esta permitia que os jovens se soltassem exteriorizando a alegria que havia dentro de cada um. A dança do rock’and roll foi decisiva na penetração dessa” nova onda”, logo no começo, quando Bill Haley era o ídolo maior. Isso não foi novidade, pois outros ritmos como o charleston, swing e o tango também triunfaram com o lançamento de novas danças. Da mesma forma, quando o rock’n roll perdeu seu ímpeto inicial, vieram o twist e o hully-gully, que mantiveram acesa a chama da música jovem. Em S. Paulo e no Rio o rock’n roll começou a ser divulgado lá por 1956, através de programas de TV que mostravam concursos de dança. Ao lado desses programas, viriam as atrações internacionais, que eram trazidas ao Brasil, principalmente pela TV Record. Os nossos covers começam a aparecer até que Carlos Gonzaga grava Diana, de Paul Anka, em 1958, abrindo o caminho das versões e incentivando Fred Jorge a fazer outras mais. O grande nome das versões e do nosso rock, desde 1959, foi, sem dúvida alguma, Celly Campello. Nessa época, a televisão tinha pouca audiência e o rádio ainda comandava. O reinado de Celly foi breve e termina quando começa a se delinear o movimento Jovem Guarda, com Baby Santiago, Erasmo, Roberto e outros fazendo versões diferentes, com temas jovens e divertidos como “Bata Baby”, “Splish Splash” e “Calhambeque”, ou composições próprias na mesma linha, como “Adivinhão”, “Minha fama de mau” ou “Parei na contramão”. Nesta fase, ao contrário do início dos 60, a TV já tem maior presença, aparece o video-tape que viaja de capital em capital levando o espetáculo do artista. Com isso surgem mais intérpretes jovens. Finalmente, resolvem colocar no ar o programa Jovem Guarda, um super-espetáculo com toda infraestrutura. O que veio de61


pois todos sabem. Entretanto é importante focalizar os principais nomes do rock brasileiro, de 1955 a 65. Cantores Nossos primeiros cantores de rock, obviamente se miravam num ídolo do rock de fora. Havia quem cantasse como Elvis, Bill Haley, Sedaka ou Anka. Cantores influenciados por Elvis eram a grande maioria. Posso citar George Freedman, Demétrius, Ed Wilson (era o “Elvis brasileiro” no Rio) e Albert (eu era o” Elvis brasileiro” em S. Paulo),entre outros. Por outro lado, determinados cantores se fixavam no repertório de um cartaz americano ou inglês(mais recentemente). Carlos Gonzaga, Mário Augusto e Sérgio Murilo freqüentavam assiduamente o repertório de Paul Anka e Neil Sedaka; já Demétrius, Freedman e Albert, gravavam muita coisa que originalmente era lançada por Elvis Presley. Com o passar dos anos essa prática foi diminuindo e lá por 1965, em boa parte dos casos, os cantores jovens só gravavam composições de autores brasileiros com a predominância de Roberto e Erasmo. Imaginem o ano de 1957, com Cauby Peixoto e Betinho (Alberto Borges de Barras) como os nossos principais roqueiros. Betinho cantava “Enrolando o rock”, com seu conjunto formado por Bolão, Azeitona, Dirceu e Salinas no piano. Mas Betinho e Cauby não eram cantores para a juventude. Nossos primeiros intérpretes jovens vieram de Taubaté-SP: Tony e Celly Campello. Tony, nascido em S. Paulo a 24-02-36, com 14 anos de idade já era crooner do conjunto de bailes “Rítmos OK”. Começou gravando em inglês (Forgive me-1958), mas logo depois já cantava versões, destacando-se sua gravação mais vendida: “Boogie do Bebê”. Outros êxitos de Tony: “Querida Susie” (Troféu Chico Viola) e “Pobre de mim”. Atualmente, o decano dos roqueiros do Brasil é produtor de discos na área sertaneja (de Sérgio Reis, entre outros). Enquanto S. Paulo tinha Tony, o Rio tinha Sérgio Murilo. No final dos 50 e começo dos 60, nossos principais intérpretes jovens faziam soft-rock e baladas. Sérgio, nascido no Rio em 1941, começou a carreira de cantor em 1959 (Menino triste) e no ano seguinte ainda hesitava entre o rock e a recém chegada bossa nova - chegou a gravar “Chega de Saudade” - quando o enorme sucesso de “Marcianita” fez com que ele se decidisse pelo rock. Em 61, já com a coroa de”rei do rock”, excursionava também pelos países da América Latina, onde seus discos eram vendidos, mas por aqui cantava 62


sucessos como “Abandonado” (Only the lonely), “Broto Legal” (I’m in love) e “Tu Serás”. Fazendo o curso de Direito e viajando muito, deixa espaço enorme em sua gravadora que viria a ser ocupado por Roberto Carlos. Em 1962, larga a Columbia e, após uma longa pausa, volta ao disco em 1964, já pela RCA, com o apoio de Carlos Imperial, justamente aquele que colocou Roberto no seu lugar na Columbia. Na RCA teve alguns êxitos como “Lá vai ela”, “Rei da brotolândia” e “Lúcifer”. Não deixou a carreira artística definitivamente, mas reduziu muito sua atuação. Basta dizer que sua última gravação foi feita em Lima, no Peru, em 1980, e foi “Una mosca en la sopa”, do Raul Seixas. Atualmente dedica-se à pintura e eventualmente canta em clubes noturnos. Apontado por muitos como o maior roqueiro brasileiro do começo dos anos 60, Demétrius teve uma seqüência de sucessos: “Corina, Corina” (61), “Rock do Saci” (61), “Namoradeira” (62), “Voltou a carta” (63) e “Ritmo de Chuva” (64). Seus três primeiros Lps para a Continental foram também muito bem vendidos e hoje são clássicos, difíceis de encontrar. Posteriormente, ele foi para a RCA, onde se destacaria com a gravação de “Ternura”, competindo com o registro de Wanderléa para essa mesma balada. Mais tarde emplacaria o brega “Não presto mas eu te amo”, de Erasmo e Roberto. Companheiro de pescaria de Roberto Carlos, Demétrius diminuiu suas aparições em TV e discos a partir dos anos 70. Atualmente, tem uma loja de artigos para pesca e é também corretor de imóveis. Quase no mesmo nível dos já citados estavam os seguintes nomes: Ronnie Cord, Carlos Gonzaga, Wilson Miranda e George Freedman. Ronnie, entre estes, foi o que mais se destacou, por ter feito muito sucesso com It-sie, Bitsie... na sua fase na gravadora Copacabana, e porteriormente com “Rua Augusta” (64) e “Biquíni de bolinha” (64), já pela RCA. Na 2a metade dos anos 60, ele participava menos de gravações e nos 70, já estava afastado da carreira, trabalhando em outra atividade. Wilson Miranda começou cantando baladas, procurando um estilo vocal parecido com o de Cauby. Seu primeiro sucesso foi o calypso-rock “Quando” (When) em 1958, e depois viriam outros: “Veneno” (59), “Bata baby” (60), ”Alguém é sempre bobo de alguém” (61), “Corre coração” (Speedy Gonzales), também em 61 e “O mio signore” (64). Sempre se dividindo entre o rock e o samba, depois de 64, Wilson optou pela MPB, tendo feito um belíssimo LP de música popular brasileira, pela RCA, com produção de Ramalho Neto. 63


Ronnie e Wilson faleceram na década de 80. Carlos Gonzaga (José Gonzaga Ferreira), é mineiro de Paraisópolis e o mais velho cantor de rock, pois nasceu em 10/2/26. Começou sua carreira no inicio dos anos 50 e em 1954, já aparecia com a guarânia “Anahy”, pela RCA. Com as versões de Fred Jorge, vendeu muitos discos. Além de Diana e de outras canções de Paul Anka e Neil Sedaka, Gonzaga fez muito sucesso com Bat Masterson e “Cavaleiros do Cêu” (Riders in the sky), ambas de cowboy. George Freedman, por seu turno, nascido na Alemanha, em 1940, começou em 1959 numa pequena gravadora de SP (Califórnia), cantando Hey little baby. Em 61, teria seu sucesso no rock, “Adivinhão”, já pela Continental. Depois foi para a RGE, onde gravou “O Jato”(The jet), original de Chubby Checker, e seu LP Multiplication. Depois, parou com sua carreira por alguns anos, até que o sucesso da turma da Jovem Guarda fez com que ele retornasse, desta feita com a versão de Something Stupid (Coisinha estúpida), um sucesso original de pai e filha, Frank e Nancy Sinatra. Gonzaga ainda grava e canta por todo o Brasil, enquanto que Freedman trabalha no ramo de imóveis. No infcio de 64, no Uruguai, Palito Ortega, então o n0 1 da juventude da Argentina, perguntou-me quem era o “rei” da juventude brasileira. Eu respondi que não havia, naquela data, um n0 1, mas que havia um sério candidato a ocupar tal lugar, um cantor do Rio de Janeiro, chamado Roberto Carlos, que vinha se destacando dos demais pelo seu repertório, por gravar muito bem, porque era um autêntico perfeccionista e porque sua gravadora tinha planos para ele. Não foi vantagem nenhuma acertar nessa previsão, pois, além de tudo, Roberto era o mais organizado e mais profissional de todos, sem desmerecer os demais e sem considerar o talento que Roberto sempre mostrou. Mas, para chegar no topo, Roberto teve que escalar muitas dificuldades. Nascido Roberto Carlos Braga a 19/4/41, em Cachoeira do Itapemirim-ES, com 9 anos de idade cantava as músicas do cowboy brasileiro Bob Nelson, na rádio Cachoeira e aos 12 já estava morando no Rio. Aos 16, quando Carlos Imperial criou o seu “Clube do Rock”, Roberto freqüentava o bar Divino, na rua Hadock Lobo, na Tijuca, onde arruma vaga no grupo Sputniks, do qual também participavam Tim Maia, China, Arlênio e Edson Trindade. No ano seguinte, passa a integrar o grupo Os Terríveis, do Imperial, em substituição a Carlinhos Lyra, que resolve cantar música popular brasileira. Nesse grupo, Roberto passa a solar algumas músicas, revezando-se com o crooner, Paulo 64


Silvino. O grupo é desfeito, Paulo Silvino vai gravar, batizado pelo Chacrinha de Dixon Savanah, e Roberto começa a se apresentar em programas como “Elvis brasileiro”, cantando sucessos do “Rei do Rock.” No ano seguinte, influenciado por João Gilberto - que começava a aparecer com seu 10 disco - RC decide cantar bossa nova. Imperial apostava no talento do jovem e levava-o a se apresentar em clubes noturnos onde, o fio de voz afinado de Roberto, pouco agradava aos ouvidos acostumados às empostações e vozes baritonadas dos nossos melhores intérpretes. Para conseguir gravar seu 10 disco foi uma luta. Recusado nas gravadoras Copacabana e Continental, Roberto consegue uma recomendação do Chacrinha e acaba sendo contratado por Joel de Almeida, da Polydor, onde grava dois sambas do próprio Imperial: “Fora do Tom” (mesmo tema do “Desafinado” de Jobim e Mendonça) e “João e Maria”. O disco pouco vendeu e com o desinteresse da Polydor, Roberto e Imperial retomaram à “via crucis” das gravadoras. Não conseguindo entrar na RCA, Roberto acaba sendo contratado pelo xará Corte Real, diretor da Columbia, que tinha Sérgio Murilo no auge e em agosto de 1960, é lançado “Brotinho sem juizo”, outra composição do Imperial. Nada acontece novamente, mas Corte Real resolve dar mais uma oportunidade a RC e um cha-chacha chamado “Louco por você” é lançado e toca muito no programa “Peça bis pelo telefone” da rádio Mayrink Veiga, então um campeão de audiência. Isso fez com que os programas de TV dessem chance ao jovem cantor que, ainda em 61, gravaria seu 10 LP “Louco por você”, contendo sambas, boleros e até o fox Mr. Sandman em versões de Imperial, Corte Real e outros. Esse LP não vendeu muito na época, mas hoje em dia, fora de catálogo,é uma autêntica raridade. Em março de 62, Rossini Pinto, já então um dos principais compositores de rocks e baladas, entregou a Roberto uma canção “Malena” que foi gravada com uma introdução igualzinha à da Diana, do Paul Anka, com o vocal dos Snakes. Essa música foi muito divulgada e marcou Roberto como cantor de juventude. Em outubro desse mesmo ano ele lançaria “Susie”, um rockinho muito bem bolado que só saiu em 78 rotações. Foi nessa época que Roberto, juntamente com Wanderléa e Cleide Alves, freqüentava a casa de Jeanette Adib, diretora da Revista do Rock, em Botafogo. Lá cantavam a noite toda e Jeanette gravava tudo num rolo Grundig. Desses encontros surgiram algumas com65


posições da dupla Roberto-Jeanette, entre as quais “Cara de Pau” que foi gravada por Cleide Alves e “Dê o fora”, por Wanderléa. Em 1963, um amigo de Roberto dos tempos do bar Divino, chamado Erasmo Carlos, que era crooner do Renato e seus Blue Caps, pegou uma gravação de 1958, do Bobby Darin, chamada Splish Splash e como pouco entendia de inglês, inventou uma letra com uma histórinha banal, dessas que aconteciam a todo momento entre jovens: o sucesso foi imediato. Sem Sérgio Murilo, a gravadora passa a concentrar seus esforços no novo artista e Roberto passa a trabalhar com Erasmo para gerar seu repertório. Daí surge uma dupla de compositores que se tornaria a mais importante da Jovem Guarda. Logo depois essa dupla faria “Parei na contramão”, “É proibido fumar”, “Não quero ver você triste” e outras mais. O resto todo mundo conhece, mas deve-se frisar que,a partir do final dos anos 60, Roberto passa a cantar canções e baladas ganhando o mercado latino-americano onde chega a superar até o espanhol Júlio Iglesias. Erasmo Esteves nasceu no Rio em 5/6/41, mas adotou o sobrenome Carlos por sugestão de dois “irmãos”: Roberto e Imperial. Cresceu no bairro da Tijuca, nas imediações da rua Matoso, cine Madrid, perto do famoso bar Divino; aprendeu os 3 acordes básicos do violão e entre 58 e 60, participou do grupo vocal The Snakes, ao lado de Arlênio Lfvio, Edson Trindade e China, que vinham dos Sputniks. De família de poucos recursos, Erasmo foi contínuo, porteiro, vendedor, etc... até secretariar Carlos Imperial e escrever para ele uma coluna sobre música na Revista do Rock. Nessa época, já estava tocando no Renato e seus Blue Caps como cantor/guitarrista em substituição a Ed Wilson que tentava carreira solo. Ficou no conjunto do Renato até 1963, pois recebeu proposta de Benil Santos para gravar na RGE. Começou com “Terror dos Namorados”, mas seu grande sucesso seria “Festa de Arromba”, em 64, onde cita os nomes dos principais roqueiros do país. Todavia, a maior e decisiva contribuição de Erasmo foram suas letras, que passavam o espírito jovem e alienado da época e que fizeram com que o rock patrício tivesse a aceitação que teve, notadamente na época da Jovem Guarda. Roberto e outros não teriam chegado lá, se não fosse a ajuda de Erasmo com suas idéias e músicas. Atualmente, sempre fiel ao rock, ele é o “pai” das sucessivas safras de roqueiros. Jair Alves de Souza nasceu em SP, em 1947, tendo adotado o nome artístico de Jerry Adriani, por gostar de Jerry Lewis e de 66


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Adriano Celentano. Começou cantando baladas no programa de Júlio Rosemberg na TV Cultura de SP, até que a Edy da CBS levou-o para gravar sucessos italianos. Ao transferir-se para o Rio, passou a cantar em português e apareceu com “Querida” e depois “Grande Amor” (versão de Roberto Nunes), tornando-se um dos preferidos da juventude. No Rio e no Norte/Nordeste, na 2a metade dos anos 60, chegava a ser mas popular até que Roberto Carlos, competindo na mesma faixa do seu amigo Wanderley Cardoso, ambos baladistas. Nessa época chegou a apresentar o programa “A Grande Parada” pela TV Tupi e a fazer cinema. Hoje, segue se apresentando e gravando discos, tendo grande nome no interior. Wanderley Conte Cardoso, nasceu em 1945 em SP, tendo iniciado a sua carreira aos 10 anos de idade, com a gravação “Canção do Jornaleiro”. Parou para estudos e depois freqüentou a escola do Prof. Pavão onde chegou a fazer parte do grupo vocal Os Paulistas. Cantando o repertório de Wilson Miranda, passou a se apresentar no “Ritmos para a Juventude” do Aguillar, até que em 1964 foi “descoberto” pelo divulgador Genival Melo, que levou-o a gravar na Copacabana. Com o sucesso de “Preste Atenção”, Wanderley tornou-se um dos maiores nomes da música jovem. Apareceu também com “O bom rapaz” e “Doce de coco” e em 1966 virou humorista de TV, ao trabalhar na série “Adoráveis Trapalhões”, ao lado de Ivon Curi, Ted Boy Marino e Renato Aragão, semente dos atuais Trapalhões. Outros nomes dessa época foram: Eduardo Araújo, Ed Wilson, Bobby de Carlo e Ciro Aguiar. Eduardo começou cedo no programa “Hoje é dia de rock” e logo em seguida gravou alguns discos pela Philips, destacando-se “Prima Daisy”, um rock de Carlos Imperial e “Maringá”, de Joubert de Carvalho, num arranjo totalmente pauleira. No começo dos 60, ele pararia com sua carreira, para retomá-la na época da Jovem Guarda, quando retoma ao disco com outro rock de autoria de Imperial, “O Bom”, que fez bastante sucesso. Nessa época (1966), ele foi morar em S. Paulo, na rua Vergueiro (Vila Mariana), na pensão da tia Estela. Outros sucessos de Eduardo foram: “Goiabão” e “Vem quente que eu estou fervendo”. Mais tarde casaria com a cantora Silvinha, permanecendo em S. Paulo. Atualmente, dedica-se a cantar um estilo de rock-sertanejo. Ed Wilson (Edson Vieira de Barras), irmão de Renato e Paulo César, dos Blue Caps, começou tocando guitarra de base no conjunto do irmão, no final dos anos 50, tendo sido substituído por Erasmo Carlos, quando resolveu tentar carreira de cantor. Em 68


62, convidado pela Odeon, gravou um disco 78 que pouco apareceu. Posteriormente foi para a RCA, onde entrou nas paradas com “O Carro do Papai”, de autoria do irmão Renato. Depois passou a cantar versões de músicas italianas e baladas românticas, tendo aparecido com “Sandra”. Hoje, Ed é um dos principais produtores de discos do Rio, além de ser compositor de sucesso (vide “Chuva de Prata”, que Gal Costa gravou). Bobby de Carlo começou sua carreira bem garotinho, tendo gravado “Eliana” pela Odeon, que apareceu bastante. Mais tarde, passou a tocar num conjunto, juntamente com seu amigo Joe Primo, que seria a semente dos Jet Blacks. Parou por uns tempos, mas quando a Jovem Guarda estava no auge, resolve voltar a gravar e, pela Mocambo, coloca nos primeiros lugares o sucesso “Tijolinho”(1967), de autoria do Wagner Tadeu Benatti. Posteriormente, cantou mais algum tempo até que largou a música. Alguns anos atrás foi localizado em Serra Pelada, garimpando ouro. Ciro Aguiar era o “Pat Boone baiano”, pelo timbre vocal que mostrava. Começou a gravar em 1963, com “Mona Lisa”, pela RCA, mas viria a fazer sucesso na gravadora Continental, com a composição dele e da Jeanette Adib, “A Loucura das Garotas”. Depois passou para o samba e hoje em dia tem uma emissora de FM na Grande São Paulo. Pode-se citar ainda os seguintes nomes: Nilton César, Orlando Alvarado, Marcos Roberto, Dori Edson, Prini, Robert Livi, Dick Danelio, Gilbert, Tommy Staden (mudaria de nome para Terry Winter, fazendo sucesso com Summer holiday no retorno dos covers nos anos 70), Nilson Tylon, Fernando José (primo do Carlos Gonzaga), Jean Cario, Manolo Menendez (cover do Alvarado), Reginaldo Rossi, Edson Wander, Adilson Ramos, Serguei (o cantor maldito dos “He’ll angels do Brasil” e amigo de Janis Joplin), Marcus Pitter, Márcio Greyck, Hamilton Di Giórgio, João Luís, Fernando Pereira, Fábio (ex-Juancito), Danny Dallas, Clério Morais, Tony Billy, Nick Savoia, Ari Sanchez, Jean Manesco, Ed Carlos e Paulo Sérgio (é de 68, a “Última Canção”, com a voz igual à do Roberto Carlos), entre outros. Havia até, como curiosidade, o Giovani Wilson - que hoje é astro do forró - mais conhecido como Bico de Luz, que gravou numa pequena etiqueta de S. Paulo, sua composição “Pegou fogo na caixa d’água”...

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Cantoras O rock and roll foi uma espécie de “Clube do Bolinha”, pois a quantidade de cantoras é bem menor do que a de cantores. Da mesma forma, as nossas cantoras seguiram um modelo de fora, seja no repertório ou na voz. Celly, nosso maior nome, cantou e gravou muita coisa de Neil Sedaka e Paul Anka. Seu primeiro sucesso, “Estúpido Cupido”, é de autoria de Sedaka. Quem mais influenciou nossas cantoras jovens, num 10 momento foi a elétrica Brenda Lee. Mais tarde, outra influenciada por Brenda, a italiana Rita Pavone, viria a fazer sucessoras e herdeiras em S. Paulo e Rio. O grande nome feminino do rock foi, sem dúvida nenhuma, Celly Campello, que reinou absoluta até seu casamento e conseqüente abandono de carreira. Sua voz, afinada e agradável, e seu rosto de menina fizeram com que ela fosse uma espécie de “Namorada do Brasil”, posto que, tempos após, viria a ser ocupado pela atriz Regina Duarte. Celly ganhou muitos troféus e todos os concursos até 62. Nascida em S. Paulo em 18/6/42, começou em Taubaté, cantando na rádio Cacique local, onde lotava o auditório. Seu disco de estréia foi o outro lado do 78 do Tony, contendo Handsome boy e até o acetato dessa música ser tocado em rádio pela 1a vez, não se sabia seu nome artístico, que veio a ser escolhido no ar, durante o programa “Parada de Sucessos”, do Hélio de Alencar, pela Nacional de SP. O primeiro pôster que a Odeon fez para um artista foi feito pra ela, que chegou a ser capa da revista “O Cruzeiro”, quando estourava com “Estúpido Cupido”. Sônia Delfino foi contemporânea e rival carioca de Celly. Sobrinha da rainha do chorinho Ademilde Fonseca, Sônia começou no “Clube do Guri”. Numa época em que o artista jovem misturava rock e bossa nova, Sônia começou a cantar os dois gêneros. Gravando pela Philips, teve alguns sucessos rock, como “Diga que me ama” e “Bimbombey”. Apresentava um programa de TV, ao lado de Sérgio Murilo e seu maior sucesso em disco foi o samba “Bolinha de sabão”. Célia Vilela começou gravando samba em setembro de 1956, pela extinta Todamérica. Quando passou para o rock, foi contratada pela RGE, onde seu sucesso foi “Passo a passo”. Depois fez um LP na Musidisc, e pouco antes da Jovem Guarda já não atuava mais, tendo se casado com Carlos Becker, que era guitarrista do grupo The Youngsters. 70


Com o casamento de Celly e o trono de “rainha do rock” vago, surgem muitas cantoras, a maioria já com forte influência do estilo de Brenda Lee. É o tempo de Chiquita(era da Odeon), Cleide Alves, Wander Lee, Betinha, Suzy Randal, Yeda Maria e outras. Um estilo de cantar muito parecido com o de Celly, apareceria em 1964, quando Meire Pavão, então com 17 anos de idade, deixou o Conjunto Alvorada, assinando contrato com a Chantecler para iniciar sua carreira com o sucesso “O que eu faço do Latim?”. Meire (Antonia Maria Pavão), nasceu em Taubaté-SP e começou a cantar muito cedo com um grupo de alunas do “papai” Pavão. Mais tarde, o grupo se reduziu a quatro garotas e passou a chamar-se Conjunto Alvorada, tendo gravado seis discos no período 1961/63, além de atuar na Argentina e Uruguai e de ter programas exclusivos de TV em S. Paulo (Record) e Curitiba (TV Paraná). Em 1965, Meire grava “Bem Bom” (Downtown), que também entra nas paradas, e seu LP “Rainha da Juventude”. No final de 65, vai para a RCA, onde no começo de 66 lança seu grande sucesso em vendagem de discos: “Família Buscapé”. Em seguida grava “História da menina boazinha”, um dos primeiros bregas da turma do rock e o LP “Meire”, produzido por RamaIho Neto, onde se destacavam as faixas “Chame um taxi” (Taxman) e “O rapaz de terno preto” (Baby’s in black), versões de canções dos Beatles. Posteriormente foi para o Rio, trabalhar na TV Tupi, onde participaria do programa “O Riso. mora ao lado”, com Ema D’Avila, Suely Franco e Brandão Filho e apresentaria, juntamente com Wanderley Cardoso, o musical “A Grande Parada”. De volta a S. Paulo, grava “Monteiro Lobato”, pela RGE, que entra nas paradas, ao tempo em que estréia em novelas, trabalhando em “Sozinho no mundo” (TV Tupi), ao lado de Guto, filho de Moacyr Franco. Em 1969, afasta-se da vida artística para prestar exames vestibulares, deixando seu nome na música “Festa de Arromba”. Sua última apresentação “ao vivo” foi em 69 num show da Cervejaria Urso Branco de SP, chamado “Uma noite no Texas”, onde ela se apresenta juntamente com os Vikings, cantando músicas como Home on lhe range, Cat Ballou e outras. De 1974 a 80, gravou cerca de 12 LPs infantis, sob os nomes de Quarteto Peralta e Trio Patinhas sob produção de T. Pavão e Albert e participação dela, dos Vikings e do Thomas Roth. Do seu 10 disco, em 64, até “Família Buscapé”, no início de 66, Meire foi sem dúvida alguma a mais conhecida cantora jovem de SP, até que Wanderléa começa a crescer com o programa Jovem Guarda. 71


Mineira de Lavras, Wanderléa. depois de Sônia Delfino foi a preferida do rock carioca, rivalizando-se sempre com Rosemary à semelhança de Emilinha e Marlene. Com a ebulição da Jovem Guarda, Wandeca seria o 10 nome feminino do rock brasileiro, posição que ela asseguraria até o inicio dos anos 70. Cantando desde pequenina, ela também começou no “Clube do Guri” da TV Tupi do Rio e passou mais tarde a integrar a orquestra de Astor, até que em 1962 é contratada pela Columbia para onde grava “Meu anjo da guarda”. Ainda nesse ano canta “Ao nascer do sol”, versão de “Cuando calienta el sol”. A partir de 63, é que ela despontaria para o sucesso com a gravação de “Exército do Surf”. Depois viriam outras músicas, como “Tempo do amor”, “Pare o casamento” e a balada “Ternura”, já com a Jovem Guarda no auge. Sempre gravando com acompanhamento de Renato & seus Blue Caps, Wanderléa hoje em dia, segue fazendo discos e se apresentando em programas de TV. Rival de Wanderléa, Rosemary (Gonçalves) começou a gravar em 1962, com *Eu Sei” (I know), pela Continental. Depois foi para a RCA, onde lançava em português, os sucessos de Rita Pavone. Apareceu com “Feitiço de broto”. No final dos anos 60 ela já empreenderia vôos mais altos, tornando-se uma cantora de grandes revistas musicais. Cleide Alves também disputava a ferro e fogo a popularidade entre as cantoras do RJ. Começou na Copacabana, ainda menininha em 1960, com o 78 rpm Help help mammie. Depois de gravar algumas faixas num LP do Renato & seus Blue Caps, foi para a RGE, onde fez um ótimo LP, com acompanhamento do Renato e participação do Roberto e do Erasmo Carlos nos vocais, além do Ed Wilson, mas interrompeu sua carreira na melhor fase. Quando retornou à vida artística, já gravando pela RCA, a Jovem Guarda estava em declínio. Outros nomes de destaque: Selmita, Denise Barreto (A Rita Pavone do Rio), Marisa Nazaré, Maritza Fabiani, Cinderela, Suzi Darlen (uma descoberta do Tony Campello, surgiu após 66), Enza Flori (A Pavone de SP), Angelita (egressa do grupo vocal “As Gatas” de SP) e Cidinha Santos. Durante o apogeu do programa Jovem Guarda, outras cantoras surgiriam. Evinha, que era do Trio Esperança, fez sucesso com “Cantiga por Luciana”, ganhando o Festival da Canção do RJ. Waldirene (Francaccio), nasceu em SP em 24-11-48 e começou a cantar em 65, com o nome de Anabel. Descoberta por Ade72


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mar Dutra, que fez com que ela adotasse o seu nome verdadeiro, gravou o rock “A Garota do Roberto”, do Imperial. Silvinha, nasceu em 16-8-51, em Minas Gerais; começou a cantar imitando a Rita Pavone, mas com o tempo foi desenvolvendo estilo próprio. Mais mineiras migrariam para S. Paulo atrás do sucesso da Jovem Guarda: Vanusa, Nalva Aguiar e Martinha, que também era compositora e permaneceu fiel a seu estilo de baladista. Do Rio veio Elizabeth (Sanches), cantora e compositora que fez sucesso em 67, com “Sou louca por você”, pela Caravelle. Wanderléa era a rainha do “iê-iê-iê”, até que, para sucedê-la já como rainha do rock, surge Rita Lee, que deixava os Mutantes e seguia carreira solo no início dos 70. Rita Lee Jones, paulistana da rua Pelotas - Vila Mariana, nasceu em 1947. Integrou os grupos Wooden Faces e Teenager Singers, mas só veio gravar em 1966, com Os Seis do qual participavam Sérgio, Arnaldo Baptista, Rafael Vilardi (depois guitarrista dos Tremendões, do Erasmo), Régis e Moggy - num disco que pouco apareceu e que reunia as músicas “Apocalipse” e “Suicídio”, de autoria deles. Nessa época, o conjunto de Rita se apresentava nas noitadas de rock, promovidas pelo hoje artista plástico Antônio Peticov - então, um fanático pelo gênero - no auditório da Folha de S. Paulo. Em 67, com a dissolução desse conjunto, Rita forma com os irmãos Sérgio e Arnaldo, o trio Mutantes. Enquanto a Jovem Guarda se repetia e perdia popularidade eles procuravam novos caminhos. Isso chamou atenção de Gilberto Gil, que deu-lhes a chance de participar do Festival da Record. Em 68, apareceriam com Caetano Veloso e ao lado do Maestro Rogério Duprat, integrando o movimento tropicalista. Rita começou a emplacar sua vitoriosa carreira solo em 1972, com o grupo Tutti Frutti (depois Rádio Taxi), se tornando a bandeira feminina do rock brasileiro, posto que ela ocuparia com maior determinação a partir da 2a metade dos anos 70, quando sua popularidade cresceu muito.

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Capítulo IX CONJUNTOS VOCAIS, INSTRUMENTAIS,, COMPOSITORES E DISC JOCKEYS Este capítulo focaliza os grupos vocais e instrumentais, compositores e versionistas e os disc jockeys que foram importantes na divulgação do rock no Brasil. Grupos Vocais e Instrumentais Estão listados aqui as duplas, trios e conjuntos vocais, vocais/instrumentais e somente instrumentais. Dentre as duplas, a mais importante foi a dos irmãos Vips. Ronald e Márcio começaram a cantar separados no programa do Enzo de Almeida Passos pela Rádio Bandeirantes. Ronald era o Ronald Red, que sabia de cor o repertório de Elvis Presley, e Márcio era o Jet Williams. Após uma parada de uns dois ou três anos, eles resolveram cantar em dupla e estrearam em disco no LP Coletânea “Reino da Juventude”. Contratados pela gravadora Continental, logo de início receberam a canção “Emoção”, de Roberto e Erasmo, que veio a fazer muito sucesso. Quando “Emoção” nem estava esquecida, a dupla da Jovem Guarda compôs “A Volta”, que foi outro êxito dos irmãos Antonucci. Atualmente, enquanto Ronald toma conta de investimentos que os Vips fizeram nos anos 60, Márcio é diretor musical da TV Globo. Uma dupla que foi tão importante quanto os Vips, surgiu no final de 65: Leno e Lilian. Leno (Gileno Osório Wanderley), nascido em Natal-RN e Lilian Knapp, carioca, gravaram “Pobre Menina” (Hang on sloopy) em janeiro de 1966, um original do grupo Mc Coys que, lançado em março, tornou a dupla conhecida em todo o país. Depois, eles teriam outras gravações de sucesso, como “Devolvame”, mas seguiriam caminhos diferentes. Leno gravaria sozinho e apareceria com “Pobreza”, enquanto Lilian casava-se com Márcio dos Vips e largava a vida artística. Recentemente, voltaram a cantar juntos em alguns shows. Outros duos de destaque: Deni e Dino, os Diferentes (Tony e Vitor) e os Vikings. O primeiro fez sucesso logo com a 1a grava75


ção, “Coruja”, enquanto que os Vikings não deram muita sorte em disco, embora sejam muito bons intérpretes e conheçam música como poucos. Após o apogeu da Jovem Guarda, os irmão Diógenes e Olavo tiveram uma oportunidade ao gravar um compacto para a Odeon, mas já no final dos anos 60, seguiriam carreira em jingles, onde Diógenes com sua voz de baixo, veio a fazer o elefante da massa de tomate, que conversa com a menina Mônica, personagem de histórias em quadrinhos. Os mais duradouros grupos vocais são os parentes Golden Boys e Trio Esperança. O Golden começou muito cedo, em 1958, com a gravação de “Meu romance com Laura” acoplada com Wake up little Susie. Mas os rapazes não se limitavam só ao rock, cantando e gravando sambas e boleros. Na época da Jovem Guarda, apareceram muito com versões como “Mágoa” (Heartaches), “Pensando Nela” (Bus Stop) e “Erva Venenosa” (Poison Ivy) e composições de Rossini Pinto, como “Alguém na multidão”, onde mostravam o “do wop” brasileiro. Já o Trio Esperança, cuja formação tradicional era Regina, Mário e Evinha, começou no final de 1961, com “Rock do Espirro”, pela Odeon. Em meados de 62, eles teriam o grande sucesso “Filme Triste” e ficariam conhecidos em todo o Brasil. Em 63, era a vez de “O passo do Elefantinho” e daí para a frente gravariam muitas coisas para as crianças, destacando-se: “A Festa do Bolinha”, “Gasparzinho” e outras. Em S.Paulo, houve alguns conjuntos vocais, sem contudo terem o destaque dos já citados. Como exemplo, os Iguais, de onde saiu o cantor Antônio Marcos e seu irmão Mário, e os vocais da gravadora Young, destacando-se The Beverlys, Teenagers, etc. Com relação aos conjuntos vocais/instrumentais, o mais badalado e vanguardista foi o trio Mutantes, com Rita Lee, Arnaldo e Sérgio Baptista, mas, quem mais vendeu discos, foi o tradicional Renato e seus Blue Caps. Renato criou seu conjunto tirando o nome Blue Caps, do grupo que acompanhava o americano Gene Vincent. Como guitarrista de solo, líder e crooner em muitas músicas, Renato é uma espécie de “alma” da formação. Em seguida vem seu irmão mais novo Paulo César, baixo elétrico e crooner também. Outros integrantes do conjunto ao longo do tempo foram Gilson na bateria, Paulo Simonal no sax, Ed Wilson na base, depois substituído por Erasmo Carlos e depois por Carlinhos. A primeira gravação do Blue Caps, foi em 1959 na etiqueta Ciclone, onde acompanharam o conjunto vocal 76


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Os Adolescentes. Em 62, já estão na Copacabana, aparecendo com o 78, “Boogie do Bebê” e “Limbo Rock”, e nessa fábrica lançam dois LPs: uma coletânea com Cleide Alves e Reynaldo Rayol e outro deles próprios. Mais tarde, foram para a CBS, onde se consagrariam com “Escândalo” (Shame and scandal in the family) e versões dos Beatles, como “Menina linda” e “Meu primeiro amor”. Sem o sucesso de Renato e companhia, aparecem outros grupos vocais/instrumentais, como os cariocas Luizinho e seus Dinamites - coverem português de Cliff Richard e Brazilian Beatles. Luizinho e seu grupo, contando com o ótimo guitarrista Euclides, fizeram o LP antológico “Choque que queima” (63), enquanto que os Beatles brasileiros que surgiram em 1965, eram formados por: Luiz Toth (bateria), Fábio (baixo), Vitor (guitarra), Jorge Eduardo (idem) e Eli Barra (piano). Em 67, eles gravaram minha composição “Filhinho do Papai” (protest song), para a Philips. Outras bandas: Pops (RJ), Bolha (idem), Beatos (também) e Beatniks. Este conjunto, que marcou muito por sua aparição constante no programa Jovem Guarda, era formado por Régis (teclados), Bogô (base), Márcio (guitarra solo), Mário (baixo) e Nino (bateria, ex-Rebels). Eram apresentados por Roberto Carlos como: “O Liverpool Sound do Brasil”... Dedicado à música country, havia o grupo de S. Paulo, Assassinos do Rítmo (Rhythm Killers), que se restringiu a apenas um compacto pela Fermata,em 1963. Dentre os conjuntos instrumentais com pouco ou nenhum canto derivados do tripé Ventures/Shadows/Duane Eddy, o mais conhecido de todos é os Incríveis, que começou como The Clevers em 63, mas que ultrapassou o problema de ter que trocar de nome, quando já era conhecido. Fizeram sucesso com “El Relicário”, “O Milionário, “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolíng Stones” etc. Atuaram na Europa e no Japão. Outro conjunto de muita qualidade e prestfgio foi o The Jet Blacks, que começou como The Vampires, no tempo de Bobby de Carlo e Joe Primo, mas alcançou sua melhor formação, logo que passou a gravar na Chantecler: Gatto (guitarra de solo), Orestes (base), José Paulo (baixo), Jurandir (bateria) e Ernestico (sax). Sucessos: Apache e Theme for young lovers Concorrendo com os Jet Blacks, estavam os Jordans, que apareceram muito bem com Blue Star e ”Tema de Lara”. A formação básica dos Jordans era: Aladim (guitarra solo), Sinval (base), Tony (baixo), Foguinho (bateria) e Irupê (sax). 78


Os Bells apareceram pouco depois, com o baterista e cantor Ari e o guitarrista Nilo, entre outros. Começaram com “Macacafoo” e chegaram até a gravar “O Muro de Berlim”, da dupla Roberto e Erasmo. Outro grupo, os Rebels, da 2a fase, da VS, tocava músicas brasileiras antigas em ritmo moderno, como “Mamãe eu quero” e “Vai, com jeito vai”. Eram eles: Zé Carlos (guitarra solo), Rodolfo (base), Constantino (idem), Nenê (baixo) e Nino (bateria). Outros conjuntos da época: Angels (depois Youngsters), de Carlos Becker, que chegou a acompanhar Roberto Carlos em diversas gravações, notadamente no LP “É proibido fumar”; The Fenders; The Hits; The Cheyennes; Sombras; Sparks; Megatons (de Wagner Benatti e Joe Primo); Jacinto e seus Rapazes; Moscas e Lunáticos. Estes me acompanharam em 1965/66 e tinham a formação típica dos Shadows, com a participação de: Tuca (Carlos E. Aun - guitarra de solo); Maurício Camargo Brito (base e piano); Mindão (Armindo Ferreira de Castro - baixo) e Tony, depois Adias (Romualdo Calcagnetta - bateria). O Maurício é autor do livro “Elvis, Mito e Realidade”, que conta com detalhes a vida de sucesso do “Rei do Rock”. Mindão, mais tarde, foi substituído pelo hoje conhecido produtor de discos Liminha, que fazia parte de um grupo de garagem chamado Thunders. Depois de sair dos Lunáticos, Liminha foi tocar nos Mutantes, já sem Rita Lee. Além desses, pode-se citar outros grupos, como The Flyers, criação de Antônio Aguillar e formado por: Patinho e Kiko (guitarras), Paulinho (bateria), Lumumba (sax) e Pique (baixo); The Lions, empresados pelo “Jerry Lewis brasileiro”, Ubiratã, era formado por Emilio Russo (guitarra de solo), Wilson Tavares (base e vocal), Hajime Kimimura (baixo) e Antônio Coalatini (bateria); New Clevers, formado por Ringo, Reno, Francis, Bétinho e Tony e também o grupo carioca Sunshine, formado por Valtjnho D’Ávila, Geraldo Brandão, Rakamyr, João Augusto, Sérgio e Horácio (2a formação). Os mais duradouros grupos brasileiros, que continuam existindo até os dias de hoje, são Renato e seus Blue Caps e Fevers. Os Fevers começaram em meados dos anos 60 e foram batizados pela madrinha do conjunto, Jeanette Adib. Começaram a aparecer em junho de 66, numa gravação da Copacabana, acompanhando Wanderley Cardoso. Desde então tiveram vários sucessos e permaneceram como atração dos bailes cariocas (notadamente nos subúrbios) e de shows pelo Norte/Nordeste do pafs. 79


Compositores e Versionistas Dentre os compositores e versionistas do rock brasileiro, a dupla Roberto-Erasmo foi de longe a que mais produziu sucessos. Passaram a fazer músicas, deixando de lado (na maioria dos casos) as versões, e o que se viu foram sucessos como “Festa de Arromba”, “Parei na contramão”, “Quero que vá tudo pro inferno” e muito mais. Depois deles, o destaque é para o compositor-cantor Rossini Pinto, já falecido. Rossini, capixaba, vivia no Rio em 1955, trabalhando no jornal “O Correio da Manhã”, onde escrevia sobre plantas. Em 1960, musicou e gravou um poema do então candidato à presidência da República, Jânio Quadros, chamado “Convite ao Amor”. Em 62, foi para a Colúmbia, depois CBS, onde teria sua melhor fase como cantor e como compositor, pois passou a abastecer Roberto Carlos, Wanderléa, e outros, com versões e composições que fazia em parceria com o também cantor Fernando Costa. Como compositor, Rossini registra, entre outras, as seguintes canções: “Malena”, “Parei, olhei”, “Eu te amo meu amor” e “Alguém na multidão”. Como versionista fez também muita coisa, destacando-se as versões de Yesterday e Michelle, dos Beatles e “Ternura”, sucesso de Wanderléa. Todavia, não há versionista que se iguale a Fred Jorge. Fred, como vimos, é autor das versões de sucesso de Celly, Tony, Carlos Gonzaga e outros. Carlos Imperial também fez muita música e muitas versões, destacando-se “O Bom” com Eduardo Araújo, “A Praça”, com Ronnie Von e “Mamãe passou açúcar em mim”, que foi gravada por Wilson Simonal. Além desses podem ser citados; Eduardo Araújo, Tim Maia, Tom Gomes, Sérgio Reis, Marcos Roberto, Dori Edson, Hamilton Di Giórgio, Demétrius, Jair Gonçalves, Tony Chaves, Cláudio Fontana, Antônio Marcos, Ciro Aguiar, Albert, Theotônio Pavão, Helena dos Santos, Ed Wilson, Castro Perret, Renato Barros, Lilian Knapp, Juvenal Fernandes, Carlos César, Jeanette Adib, Martinha, etc. Deve-se destacar que Jeanette Adib foi a 1a parceira de Roberto Carlos, tendo feito com ele alguns rocks. Por outro lado, uma menção deve ser feita a Baby Santiago que gravou muito pouco como cantor, mas que como compositor de rock’n roll foi o melhor de S.Paulo, tendo começado com a versão “Bata Baby” (Long tall Sally), mas depois compôs “Adivinhão”, “Rock do Saci”, “Boogie do 80


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Guarda”, “A Bruxa”, “Coisinha linda” e outras mais. No Rio, tal qual Baby, o destaque é o compositor Getúlio Cortes, que fez muita música, especialmente “Negro Gato”. Disc-Jockeys, Divulgadores, etc. Muitos disc-jockeys - hoje comunicadores- e programadores de rádio contribuíram para a divulgação do rock brasileiro. Nessa época ainda não existiam as emissoras FM, que “ajudaram” bastante na derrubada da nossa música jovem e nem as famosas “paradas” que limitavam a divulgação de um disco para quem não pagava o chamado “jabá”. Nos anos 50 surgiram os seguintes DJ’s: Enzo de Almeida Passos, Sérgio Galvão, Vaccaro Neto e Paulo Rogério, de SP; Carlos Imperial, Jair de Taumaturgo, Isaac Zeltman e Luis de Carvalho, do Rio. Nos anos 60, em SP, o destaque é para Aguillar, Ademar Dutra, Ferreira Martins (hoje apresentador do “Jornal Bandeirantes” na TV), Barros de Alencar, Domingos Mamone (Minguinho), Osvaldo Audi, Sandoval Neto (mais tarde seria assessor do então ministro Delfim Neto), Sérginho de Freitas, Carlos A. Lopes, Ronaldo Chapeval, Antenor Zanardi, Zé Paulo de Andrade, etc. No Rio: Big Boy e Gilberto Lima (falecidos), Francisco Carioca, Edson Santana, José Roberto “Oldies”, Roberto Nunes, etc. Nos outros estados, destacam-se: Arthur Rezende em Goiânia; Big Ben e Gino Frey em Salvador; Luiz Antônio Barbosa e Dirceu Graeser em Curitiba e Glênio Reis em Porto Alegre, além de Roberto Purini (hoje Deputado) e Luiz Carlos Cordeiro em BauruSP e Corauci Neto em Ribeirão Preto, entre outros. Os divulgadores de discos também deram seu quinhão à propagação do rock brasileiro. O mais atuante divulgador que conheci foi Genival Mello, que trabalhou na Continental e Copacabana, tendo sido responsável pela fase áurea de Demétrius e Wanderley Cardoso. Outra “fera” era Edy Silva, da CBS de S.Paulo, que no começo dos anos 60 fazia o pessoal das rádios tocar os discos do Roberto Carlos desde a madrugada até o final da noite. Ela era a rainha da “caitituagem” e Roberto deve boa parte de seu sucesso inicial ao empenho e competência da Edy. Outros divulgadores importantes de SP: Alfredo Corleto e Antônio Mujica da RCA, Flávio da Continental, Basílio, Horácio e Mil82


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tinho Gama da Chantecler, Positivo e Janelinha da Mocambo e o ótimo José Richard da Copacabana, depois da VS. No Rio, poucos conheci, mas falam muito do Ramalhete da Musidisc, Othon Russo da CBS e Evandro, da Chantecler, que mais tarde largaria a divulgação de discos para se tornar um dos melhores bandolinistas do país. O rock brasileiro não ficou só no eixo Rio-SP. Como vimos, outros estados mandaram gente para cá, principalmete após o sucesso do programa Jovem Guarda. Gente como Raul Seixas, da Bahia, que era Raulzito e seus Panteras quando, em 68, teve que voltar para Salvador, pois o pai tinha lhe prometido um emprego, deixando os Panteras como acompanhantes do Jerry Adriani. De volta para o sul, Raul veio a se tornar o grande roqueiro nacional dos anos 70. Outros ficaram na sua terra e tiveram destaque apenas local. É o caso de Carlos Alberto, de Pernambuco, que não chegou a gravar, de Gino Frey, o decano dos roqueiros baianos e que hoje é o sucesso das canções evangélicas, de Paulo Hilário e Pedro Lufs, o “Elvis paranaense”. Além desses dois, o Paraná tinha muitos outros roqueiros, comandados por Dirceu Graeser: João Lufs - veio para o Rio, trazido pelo empresário Glauco Pereira - e passou a cantar baladas, Janete, Geraldo, os Metralhas e Hilda Chrisíine. Muitos chegaram a gravar pela etiqueta paulista Astor, de Aristóteles Silva. Muito combatido pelas mídias e chamado de gênero musical importado e alienante, o rock nacional - primo pobre do internacional - conseguiu superar todos os obstáculos e, com o sucesso da Jovem Guarda, tornou-se efetivamente o ritmo preferido da juventude brasileira. Competindo com o rock, estava a bossa nova, cujos componentes não aceitavam de forma alguma o uso da guitarra e baixo elétrico em suas formações. Houve até uma passeata contra a guitarra na S.Paulo dos anos 60... Foi nessa época que Jorge Ben pegou uma guitarra e começou a cantar seus sambas-jongo marcando um ritmo que tinha muito do rock que, vindo dos blues, tem um parentesco ancestral com o samba. Por sua vez Gilberto Gil utilizou o arranjo dos Mutantes com influência dos Beatles, e Caetano o acompanhamento de guitarras e teclados com vaias e tudo no “Alegria, Alegria” do Festival da Record. Assim chegava o tropicalismo, isento de prevenção e ampliando o uso dos chamados instrumentos musicais elétricos e eletrônicos. O maestro Rogério Duprat era totalmente 84


aberto a quaisquer experiências - em 63, havia produzido um excelente LP “Clássicos em bossa nova”, que passou despercebido por ter sido realizado numa gravadora pequena - e utilizou muito dos recursos do rock. Até Sérgio Mendes, nos anos 60, aderiu ao repertório dos Beatles (ex:Fool on the hill). A partir desses eventos, a MPB começou a mudar, passando a utilizar guitarras, baixo elétrico, teclados e marcação rítmica do rock (vide Marcos Valle e seu “Mustang côr de sangue”). O samba-canção foi substituído pela balada e as cantoras da MPB, com algumas exceções passaram a ser baladistas (Gal, Simone, Bethânia, etc). Milton Nascimento passou a compor coisas como “Maria, Maria”, que antes de 65 seria chamado de rock. Foi a maior mudança que a MPB sofreu e que deixou o pandeiro, o cavaquinho e o violão somente para os gêneros tradicionais.

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Capítulo X INSTRUMENTOS MUSICAIS, EQUIPAMENTOS, TOCA DISCOS E GRAVADORES Com o surgimento do rock’n roll, multiplicou-se a demanda por guitarras, baterias, amplificadores e demais instrumentos e equipamentos que constituiriam a base desse novo ritmo. Paralelamente, o rock trouxe um aumento na vendagem de discos no mundo todo, que se concentrou, obviamente no segmento jovem, fazendo com que os fabricantes de eletrolas e toca discos procurassem se adaptar a essa nova situação. Além disso, em meados dos anos 50, nos Est. Unidos, juntamente com a chegada do rock’n roll, substituia-se o velho e quebrável 78 rotações, pelo inquebrável e mais fácil de carregar compacto de 45 rotações. No Brasil, na mesma época, a RCA Victor lançava o compacto de 45, juntamente com a vitrola que tocava tais discos, mas o 78, entre nós, só veio acabar no começo dos anos 60. De uma forma geral, o panorama neste campo foi o que se segue. Guitarras, Amplificadores, etc. No final da década de 50, existiam no Brasil, duas marcas de guitarra: Giannini e Del Vecchio. A fábrica desta última também produzia dois tipos de baixo elétrico: um sem traste e outro, modelo italiano, sólido, que a gente tocava em pé. O piano comum imperava e o acordeom acompanhava o “Enrolando o rock” do Betinho e era também tocado pelo Carlos Imperial, no seu grupo Os Terríveis. Os amplificadores de guitarra mais usados eram o Alex (Del Vécchio) e o Sedan, de SP também, com 5 W de saída e o Ipame, do Rio com 8 W. Nos Est. Unidos, a guitarra Fender Stratocaster já completava 4 anos de vida, quando em 1957, era lançado o modelo Jazzmaster. Nesse mesmo ano, o 10 baixo elétrico do mundo, o Precision, da própria Fender completava seis anos de existência. Antes disso, em 1954, a RCA montava em laboratório o primeiro sintetizador. Nos anos 60 tudo evoluiu. Carlos Alberto Lopes (Sossego), sempre muito interessado por guitarras e amplificadores, escre87


veu uma carta para a Fender nos Est. Unidos e esta remeteu-lhe os esquemas do amplificador Band-Master, de 20 W, igual ao que Betinho havia trazido de lá. Assim, juntamente com outro conhecedor do assunto, Agnaldo de Oliveira, Sossego passou a fabricar cópia dos amplificadores da Fender. Mais tarde, Agnaldo, em sociedade com Alfredo Cavalieri, criou a Phelpa, que veio a ter muita fama ao equipar muitos grupos de rock brasileiro no apogeu da Jovem Guarda. Na metade dos anos 60, já existiam amplificadores bem mais potentes como o Tremendão (homenagem a Erasmo), da Giannini e o Mustang, com potência ao redor dos 50 W. Surgem os complementos: pedais whaw whaw, distorcedor, reverberador e câmaras de eco (de fita). Renato Barros, líder dos Blue Caps, usava no início dos 60, um amplificador Ipame com o qual acompanhou a célebre gravação de “Splish Splash”, com Roberto Carlos. Mais tarde, comprou um Phelpa e depois um Tremendão. Com relação a guitarras, no início da década de 60, a Del Vécchio lança uma sólida, enquanto que a Giannini põe à venda o modelo “Sonic” e a Di Giórgio, para não ficar atrás, lança a “Sonorâmica”. Tempos após, a Giannini, com assessoria do já citado Sossego no design de instrumentos e equipamentos, lançaria o modelo “Super Sonic”, com alavanca, que se tornaria a mais popular das guitarras brasileiras. Ao mesmo tempo, Cláudio Baptista, irmão de Sérgio e Arnaldo dos Mutantes, começa a fabricar uma cópia perfeita da Fender-Jaguar, cujo original foi lançado nos Est. Unidos em 1961. O 10 guitarrista brasileiro a ter uma guitarra importada foi Betinho, que tocava “Neurastênico” numa Gibson-Les Paul, passando no “Enrolando rock” para a Fender Stratocaster. O 10 grupo de rock de SP a ter tal preciosidade foi o The Hits, com o solista Tuti (José Ricardo Delamano) que em 1962, possuía nada menos do que duas Stratos da Fender, além de um reverberador da mesma marca, o único existente em S. Paulo. Logo depois, Gordon dos Jet Blacks, adquiria uma guitarra Burns, inglesa, que acabou indo para o Aladim (Romeu Mantovani), solista dos Jordans, que com ela gravou “Blue Star”, um dos sucessos do grupo. No tocante a baixo elétrico, lá por 1964, a Giannini lançava o ‘’Sonic”. Nos Est. Unidos, na mesma época, a Fender fracassou na tentativa de lançar um baixo de cinco cordas, Com relação a outros instrumentos, para os bateristas não havia muita opção: era Pingüim, Caramuru, Weril ou Goppi, de menor fama. Já os teclados começaram a aparecer na América ao 88


redor de 1955 ou 56, com o Wurlitzer, que Ray Charles utilizou mais tarde na sua gravação de What I’d say; em 1957, Lenny Dee já tocava um órgão Hammond com efeitos de percussão, que Steve Bemard também viria a possuir. Entretanto, entre nossos conjuntos de rock, só nos anos 60 é que surge o popularíssimo teclado Farfisa, italiano, tipo órgão, que o Manito dos Incríveis executava. No final dos 60 começa a aparecer o Rhodes-Fender e em 70, a clavinete Hõnner. Toca-Discos e Gravadores Os primeiros discos de rock nacional, nos anos 50, eram tocados em eletrolas e toca-discos dos mais simples possfvel. Os toca-discos mais populares por aqui eram importados: Webcor, Webster, Thorens (suiço) e Garrard (inglês), os dois primeiros americanos. As eletrolas e vitrolas usadas eram a Semp (começou em 1953), RCA (Hi-Fi Mark I) e a General Electric( Cinderela e Musiphonic). A Telefunken começou entre nós em 1957 e fabricava a Dominante (mono). As cápsulas mais populares eram magnéticas: Ronette (holandesa), Astatic e Sonotone (americanas). A magnética era a G.E. modelo VR II. Nos anos 60, os toca-discos americanos sumiram, sendo mais utilizados os ingleses Collaro, Monarch e Garrard, o alemão Dual e os nacionais Philco Hi-Fi e VM Standard Electric, que tinha amplificadores de 25 W e caixa acústica “bass reflex”. Depois, a Telefunken lançou a Dominante em Stéreo e outros modelos, como a Melodia. Outras firmas entraram na nova tecnologia do Stéreo: Empire, Siemens (estereolas) Philips, etc. Houve a substituição da válvula pelo transistor e os equipamentos passaram a ser de menor tamanho. As cápsulas passam a magnéticas, destacando-se a Shure M3D e a Elac. Uma nova empresa começa a existir fabricando um amplificador: Gradiente. A década de 50 foi muito pobre com relação a gravadores caseiros. Existiam as marcas Geloso (italiano) e Üher (alemão), que usavam rolos pequenos de 3 polegadas. Muitas pessoas possuíam um gravador Webcor ou VM, com maiores recursos, mas nos anos 60 o destaque passa a ser os gravadores japoneses Toshiba, Sony e Akai (nos Est Unidos era Roberts) ou alemão (Grundig) que usavam rolos maiores, de 7 polegadas e reproduziam em stéreo. Em 63, a Philips lança a fita-cassete e gravadores portáteis funcionando a pilha. Em 65, surgem os cartuchos, nos Est. Unidos. 89


Estúdios e Prensagem de Discos Os anos 50, mostraram a presença do gravador Ampex (americano) mono nos estúdios brasileiros, com mesas de som aqui mesmo construídas ou de broadcasting (rádio), de marcas Altec ou RCA. Os microfones mais utilizados eram: Eletrovoice, Shure, Altec, RCA e os Telefunken V47, a condensador. No final dos 50, o Ampex passa a ser estereofônico (2 pistas) e destacam-se mesas como a Langevin, CBS e Martin. Os microfones já são Eletrovoice, Shure, AKG, RCA e Neumann a condensador, uma evolução do modelo da Telefunken. Surgem as gravações em 4 pistas. Em S. Paulo, nessa época, os estúdios mais bem equipados são o RGE e o Gravodisc. No Rio, predomina o Havaí. Na fabricação do disco, nos anos 50 usava-se o torno de corte Scully (americano) com cabeças magnéticas para corte de acetato da mesma marca ou Gramphian (inglês). Os discos de 78 rotações eram feitos de Shelac, enquanto que os LPs sempre usaram PVCcloreto de polivinil. Nos anos 60 foram introduzidas as máquinas de corte Neumann, que seguem sendo usadas até hoje, enquanto que os discos simples transformaram-se em compactos, feitos de poliestireno e polímeros acrílicos. Mais recentemente, surgem os compact-discs (CD’s), que utilizam como matéria prima uma resina de policarbonato, importada da Alemanha.

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DISCOGRAFIA DO ROCK BRASILEIRO 1955-65

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É apresentada a seguir, em ordem alfabética dos intérpretes, uma discografia bastante abrangente do rock brasileiro, começando com a gravação pioneira de Nora Ney, em outubro de 1955, indo até o ano de 1965, quando o programa Jovem Guarda consagra o nosso rock, já então rotulado de “iê iê iê”. Para a elaboração deste trabalho, foi indispensável a colaboração dos principais colecionadores de discos de rock primitivo do Rio de Janeiro, sob a coordenação de José Roberto “Oldies” e participação efetiva de Adel Quaresma, Roberto Meireles e Valdir Siqueira. O levantamento feito para a obtenção das informações aqui publicadas, baseou-se em: 1) Arquivos e coleções; 2) Consultas às seguintes revistas da época: “Revista do Rádio”, “Radiolândia”, “Revista do Rock”, “Melodias”, “São Paulo na TV”, “Eu Canto” e “Baby Face”. 3) Publicação “Discografia Brasileira 78 rpm” de Jairo Severiano, Alcino Santos, Gracio Barbalho e M. A. de Azevedo (Nirez) - Ed. Funarte -1982. Esta discografia obedece a alguns critérios. As gravações aqui citadas são rocks, em português, inglês ou outra Ifngua, de autores nacionais ou estrangeiros, interpretados por artistas nacionais ou estrangeiros aqui radicados. Tudo que entendemos como rock está aqui: rock’n roll, rock-balada, calypso-rock, twist, hully-gully, surf, etc. As gravações são separadas por tipo de disco, começando sempre pelo de 78 rotações, passando pelos compactos de 45 e 33 rotações, respectivamente, simples e duplo, até se chegar nos LPs. No tocante às coletâneas, as músicas são alocadas aos interpretes correspondentes. Alguns códigos utilizados são os seguintes: CS = compacto simples de 33 rotações CD = compacto duplo de 33 rotações CS-45 = compacto simples de 45 rotações, também chamado de “extended play” 93


CD-45 = compacto duplo de 45 rotações, idem. S/D = data da gravação não disponível S/G = nome da gravadora não disponível S/M= nome das músicas não disponível Nos discos simples (78 rpm e compactos), os rocks aparecem em destaque. Quanto aos compactos-duplos e LPs de intérpretes de rock é apresentado apenas o título do disco. No caso de artistas não especializados no gênero, mas que chegaram a gravar algum rock, são mostrados o título do disco e a(s) faixa(s) rock. ADILSON RAMOS (ver Cometas) 78rpm Sina que Deus me deu/Sonhar Contigo - RCA 4/63 CS Leda/Amor Oculto - RCA 1964 Minha Vida/Oração da Esperança - RCA 1964 Luar/Sua Promessa - RCA 1965 Meu Karmann Ghia/Feliz por te amar - RCA 1965 LP Sonhar Contigo(Olga/Sina que Deus me deu) - RCA 1963 Sempre Contigo(Minha Vida/Leda) - RCA 1964 Feliz por te amar(Meu Karmann Ghia) - RCA 1965 LP-Coletânea Juventude Esquema 64 (Leda) - RCA 1964 Nova Geração (Luar/Meu Karmann Ghia) - RCA 1965 AGNALDO RAYOL LP Sonhos Musicais (Perdi meu amor, versão de I lost my love last night) S/D - Copacabana AGNALDO TIMÓTEO CS A Grande Viagem/Calunga - Odeon 1965 obs: da novela da TV-Excelsior “A Grande Viagem” 94


AGOSTINHO DOS SANTOS 78rpm Até logo, jacaré (See you later alligator)/Vagabundo e Sonhador - Polydor -1157 Minha Oração (My prayer)/As três Marias - Polydor 6/57 Só Você (Only you)/Maria dos meus pecados - Polydor 9/57 LP (10 pol.) Uma voz e seus sucessos (Só você/Minha Oração) - Polydor -1957 LP Uma voz e seus sucessos (idem) idem ALBERT (depois Albert Pavão) 78rpm Tu e Eu (You and I)/Move It - Mocambo -10/62 Com acompanhamento do grupo The Hits CS Vigésimo Andar (20 flight rock)/Sobre um rio tão calmo (Lazy River) - VS 1963 Biquininho/Meu broto só pensa em estudar - Chantecler 1964 LP-Coletânea Distração - Orq. Fantasia (I hate lies/Remember Baby) com acomp. The Hits - Penthon/VS 1963 ALBERT PAVÃO (ex-Albert) CS A Garota do meu melhor amigo (The girl of my best friend)/Mulher de Cabeça Dura, (Hard headed woman) - Chantecler - 1965 com acomp. Os Lunáticos ALCELI CAMARGO (ex-Aldeci) CS A Volta do Broto/Se o mundo fosse feito pra mim - Copacabana - 1965 95


LP-Coletânea Exaltação à Juventude (Espero você - versão de The other side of the street) - Copacabana -1965 ALDECI (depois Alcelí Camargo) CD S/M - Albatroz -1963 ALMIR RIBEIRO LP (10 pol.) Uma noite no Cave (Só você vr. de Only you) - Copacabana - 1957 ALOÍSIO E SEU ACORDEOM 78rpm Rock around the clock/Muito bem - Copacabana - 1957 ANGELA MARIA 78rpm Quando a noite vem/Pepe - Continental - 2/61 ANGELITA (ex-componente do vocal “As Gatas”) CS Twist Gully/O amor que a gente tem - Continental - 65 ANGELS, THE (depois The Youngsters) CD The Angels - Copacabana -1962 Temas de TV - Copacabana -1963 The Angels - Copacabana -1963 LP Hully Gully - Copacabana -1962 7 Dias na TV - Copacabana -1963 96


Happy weekend with The Angels - Copacabana -1964 LP-Coletânea Exaltação ã Juventude (Yankee Janks) - Copacabana - 1965 ANJOS, OS LP Dançando com os Anjos(Mambo Rock) - Musicolor S/D ANJOS DO INFERNO 78rpm Julieta (samba rock)/Farrapo Humano - Copacabana - S/D ANNIK MALVIL CS Broto do Tubinho/Baby Doll - RCA -1964 ANTÔNIO ALFREDO 78rpm Meu anjo particular (My special angel)/Inspiração - Chantecler S/D ANTÔNIO ARRUDA E ORQ. 78rpm Sereia da Praia - Califórnia - 9/60 ANTÔNIO CLÁUDIO (mais tarde Danny Dallas) 78rpm Dream lover/Where were you in our wedding day? - Young -1960 CS(45) mesmas músicas, obs: acomp. The Jester Tigers

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ARI DE OLIVEIRA 78rpm I’ll never fall in love again - RGE - 6/60 ARISTÓTELES SILVA CS Helenita - Astor - 1965 ARRELIA 78rpm Hully Gully do Galinho - SG - 1963 ASSASSINOS DO RÍTMO (também conhecidos por “Rhythm Killers”) CS Greenback dollar/Tom Dooley - Fermata - 1963 ASTOR E SUA ORQ. 78rpm Jambalaya/Os olhos de Marly - Columbia - 6/62 LP Só Twist - Columbia -1962 obs: gravações com o vocal The Snakes ATOMICS, THE CD-45 Rock and roll (ABC Boogie) - Musidisc - S/D Rock and roll (Razzle Dazzle) - Musidisc - S/D LP Rock and roll - Musidisc - 1960 AVALONS, THE 78rpm Baby talk/Come softly to me - Young - 1959 98


Here come the Avalons/Believe me - Young - 1959 China Rock/Valentina my Valentina - Young - 1959 Rebel Rouser/All the time - Young - 1959 CS(45) os mesmos que saíram em 78rpm. CS Because I love you/Tell me darling - RGE - 1962 obs: com Galli Júnior CD(45) The Avalons - Young - 1960 CD The Avalons (com Galli Júnior) - RGE - 1962 BABY SANTIAGO 78rpm Estou muito louco/Xaxado Rock - Continental - 3/62 CS Boogie do Guarda/Bola no taco - VS - 1963 BELLS,THE CS Olhos negros/Blue Star - RGE - 1964 O Escândalo (Shame and scandal in the family)/A Casa de Irene - RGE - 1965 LP Proibido para maiores de 18 anos - RGE - 1965 LP-Coletânea 14 Sucessos de Ouro (Apache) - RGE - 1963 BELMONTS, OS CS Calypso do Amor/Só tenho olhos para você - Musidisc - S/D CD Os Belmonts - Musidisc - S/D

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BETINHA CS Be-a-bá/Que Sorte (Que suerte) - Chantecler - 1964 BETINHO E SEU CONJUNTO 78rpm Enrolando o Rock/Cha-cha-cha - Copacabana - 4/57 Little Darling/Se ela vier - Copacabana - 3/58 Baby lover/Peanuts - Copacabana - 8/58 LP Betinho, Rock e Calypso (10 pol.) - Copacabana - 1958 Betinho, Rock e Calypso (normal) - Copacabana - 1958 Betinho e seu conjunto dançante n0 1 - Copacabana - S/D (Minha Garota) Betinho, Twist e Bossa Nova (Anda/Wadiya/Twist Watch/Apache) - Copacabana - 1963 LP-Coletânea Cocktail de Rocks (Banho de Lua/Billy/Rebel Rouser) Copacabana - 1960 BEVERLYS, THE 78rpm e CS-45 Little Star/There goes my baby - Young - 1959 Yakety Yak/Dance with me - Young - 1960 CD-45-Coletânea The Young Voices (Yakety Yak) - Young - 1960 BILLY FONTANA (depois Moacyr Franco) 78rpm Baby Rock/Nairobi - Sound - 1959 com acomp. dos “Rockmakers” BILLY JOHN CS Com um pouquinho de terra (A Hundred pounds of clay)/lf I had 100


a hammer - RCA - 1963 LP-Coletânea Juventude Esquema 64 (If I had a harnmer) - RCA - 1964 BIRIBA BOYS LP Biriba Boys alegra o Brasil, vol. 3, Chantecler - 1962 (Hola Twist/ Marcianita) BLOBS, THE CS Macacafoo/Tarantela - Fermata - 1964 BOBBY DE CARLO 78rpm Oh Eliana (De De Dinah)/Quero amar (I like girls) - Odeon - 7/60 Broto Feliz/Amor de Brotinho - Odeon - 3/61 Gatinha Lili/Hey Lili - Odeon - 11/61 BOLA SETE (guitarrista) 78rpm Mr. Jimmy/Mambeando - Odeon - 8/58 Ma Griffe - Odeon - 4/60 LP O Extraordinário (Fico triste sem twist) - Odeon - 1962 Travessuras do Bola 7 (Calypso das Rosas) - Odeon - S/D BOLÃO E SEUS ROCKETTES 78rpm Short Shorts/Big Guitar - Columbia - 1958 Tarantela Rock/El Rancho Rock - Columbia - 1958 Apache/De De Dinah - Columbia - 1958 Blip Blop/El Bingo Rock - Columbia - 1959 Cry Baby/I like girls - Califórnia - 8/60 Dreamin/Comunicando - RCA Camden - 9/61 The Twist/Let’s twist again - RCA Camden - 2/62 101


O Jato (The Jet)/Twist Internacional - RCA Camden - 8/62 CD-45 Bolão e seus Rockettes - Columbia - 1958 CD Twist - RCA Camden - 1962 LP Rock Sensacional - Columbia -1959 Favorita dos Brotos - RCA Camden - 1961 Baile de Brotos - RCA Camden - 1962 Dance o Hully Gully - RCA Victor - S/D Muito Legal - RCA Victor - 1964 LP-Coletânea Hit Parade (Short Shorts/Mr.Lee/De De Dinah/EI Rancho Rock) Columbia - 1960 BRAZILIAN BOYS CD Brazilian Boys - Chantecler - 1964 BRINQUINHO E OS BAMBAS 78rpm Rock in Zeca - Chantecler - 5/60 BRITINHO E SEU CONJUNTO 78rpm Mustafá/Adão e Eva (Adam and Eve) - Columbia - 1960 LP Rio Zona Sul (Only you) - Sinter - S/D CANARINHO E S/CONJUNTO 78rpm O Roque fala inglês/Aula de rock - Todamérica - 3/59 Twist do Balanço/Sapo na lagoa - Copacabana - 1962

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CAREQUINHA 78rpm Rock do Ratinho/Escola do Carequinha - Copacabana - 4/61 Rock da Alegria/Carnaval legal - Copacabana - 12/61 Twist do Cachorrinho/Chicotinho queimado - Copacabana 1962 LP Carequinha(Rock do Ratinho/Menino legal/O engraxate/Rock da alegria/Salve a Professora) - Copacabana - 1961 Carequinha no Twist, Cha-cha-cha e etc. - Copacabana - 1962 Ídolo da Garotada (Twist da Galinha) - Copacabana - S/D O Circo vem aí (Periquitinho Verde/O Passo da Girafa) - Copacabana - S/D Os Grandes Sucessos (Rock do Ratinho) - Copacabana - S/D CARIOCAS, OS 78rpm Always and forever/Chega de Saudade - Columbia - S/D Silhouettes/Vem prá batucada - Columbia - 1958 Born too late/Cha-cha-cha - Columbia - 1959 LP O Melhor dos Cariocas (Silhouettes/Always and forever/Quem é?/ Samba Rock) - Columbia - 1958 CARLA BARONI 78rpm Não há lugar (No vacancy)/Vou penar, mas vou - RCA - 5/60 Banjo boy/Beija-me mais - RCA - 10/60 LP-Coletânea Garotas e Rock (Banjo boy/Não há lugar) - RCA -1960 CARLOS BANDEIRA CS Gatinhas de Hoje - Astor - 1964

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CARLOS COSTA CD-45 Carlos Costa (The Secret/You send me) - Columbia - 1960 CARLOS DAVID 78rpm The angels listened in - Young - 1960 CS-45 idem CD-45-Coletânea The Sensational New Stars (The angels listened in) - Young - 1960 CARLOS ELY 78rpm Cinderela/Meu primeiro amor - RCA Camden - 2/62 Ya ya/Terra do amor (Loveland) - RCA Camden - 8/62 Gina/Hoje estamos juntinhos - RCA Camden - 1/63 A noite que eu chorei/Não sei explicar - CBS - 1963 CS O solitário - CBS - 1964 CD Carlos Ely - RCA Camden - 1962 LP-Coletânea Alegria, Música e Ritmo (A noite que eu chorei) - CBS - 1963 CARLOS GONZAGA 78rpm Passeando na chuva (Just Walking in the rain)/Pode Sorrir - RCA - 1956 Meu Fingimento (The Great Pretender)/Amor - RCA - 5/57 Diana/Regresso - RCA - 4/58 Você é meu destino (You’re my destiny)/Por que chorar? - RCA - 6/58 Louco Amor (Crazy love)/Lamento de um caboclinho - RCA 10/58 Não me deixe amor (Don’t leave me now)/Meu passado - RCA 3/59 104


Meu coração canta (My heart sings)/Isto é adeus (So it’s goodbye) - RCA - 4/59 O Diário (The Diary)/Velha Paineira - RCA - 8/59 Eu quero seu amor (I need your love tonight)/Um milhão de vezes - RCA - 10/59 Oh Carol/Rapaz Solitário (Lonely boy) - RCA - 1/60 Tudo que eu sonhei (All I need is you)/Chama de amor - RCA - 6/60 Escada para o céu (Stairway to Heaven)/Podes chorar - RCA 9/60 Eu canto assim/Foi o teu beijo (Something has changed) - RCA - 10/60 Minha cidade (My home town)/Adão e Eva (Adam and Eve) - RCA - 11/60 Pobre coração (I don’t believe I fall in love today)/Nunca mais RCA - 3/61 O rock é bom/Despertador - RCA - 6/61 Bat Masterson/Diabinho (Little Devil) - RCA - 7/61 Cavaleiros do Céu (Riders in the sky)/O Twist - RCA - 1/62 Twist outra vez (Let’s twist again)/Twist Internacional - RCA 3/62 Uma guitarra e um copo de vinho (A steel guitar and a glass of wine)/Nem sei seu nome - RCA - 6/62 Volte Diana/Pobre Menino - RCA - 1962 Os Dias de Verão (Happy days of summer)/Twist do Bebê - Philips - 11/63 CS(45) Minha Cidade/Adão e Eva - RCA - 1960 Oh Carol/Um milhão de vezes - RCA - 1960 Prece/Cabecinha no ombro (Put your head on my shoulder) - RCA - 1960 CS O amor que eu perdí (Runaway)/Canário (Yellow bird) - RCA 6/62 Os teus beijos (Till I kissed you)/Estrela pequenina - RCA - S/D Menino do altar/O Prisioneiro - Philips - S/D Tchin Tchin/Vamos - Philips - 1964 Ponderosa/Carango - Philips - 1964 CD-45 Carlos Gonzaga (Diana/Louco Amor) - RCA - 1958 Meu coração canta (Diário/Isto é adeus) - RCA - 1959 105


Adão e Eva (Foi o olhar/Calypso de amor) - RCA - 1960 Carlos Gonzaga (Diabinho/Não quero mais) - RCA - 1961 CD Músicas do Faroeste (Bat Masterson) - RCA - 1962 Dance o Twist - RCA - 1962 Vem dançar meu amor - RCA - 1963 Carlos Gonzaga (Twist do Bebê/Apaixonado) - Philips - 1963 LP Quisera lhe dizer (Passeando na chuva/Meu fingimento/Só você) 10 pol. - RCA - 1957 Carlos Gonzaga (Diana/Não me deixe amor/Você é meu destino/ Louco amor/Porque chorar?) - RCA - 1958 Meu coração canta (Eu quero seu amor/Um milhão de vezes/Diário/Isto é adeus/Uma noite vrs. “One night”) - RCA - 1959 The Best Seller (Foi teu beijo/Eu canto assim/Calypso do amor/ Rapaz solitário/Tudo que eu sonhei/Chama de amor/Cabecinha no ombro/Oh Carol) - RCA - 1960 És tudo prá mim (Minha cidade/Podes chorar/Adão e Eva/Foi o olhar/História de um coração) - RCA - 1961 Carlos Gonzaga Canta (O Twist/Bat Masterson/Rock do Broto) RCA - 1962 O Cantor Hit-Parade (Twist do Coração/Banjo Boy/Menino do Altar/Não sei seu nome) - RCA - 1962 Para a Juventude (Festa de Brotos/Hava Nagila/Não posso te esquecer/Oração de amor vrs. “Book of love”) - RCA - 1963 Hully Gully - Philips - 1963 Os Grandes Sucessos de Carlos Gonzaga - RCA Camden - 1964 LP-Coletânea Explosivo (Cavaleiros do Céu) - RCA - 1962 Mais Explosivo (Não posso te esquecer, versão de “I can’t stop loving you”) - RCA - 1963 CARLOS HENRIQUE LP-Coletânea Brotinho Vamos Dançar (Vamos Dançar/Par Constante/Garoto Legal/Dance comigo/Desengonçado) - Magisom - S/D

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CARLOS NOBRE 78rpm Cartas de amor na areia (Love letters in the sand) - Todamérica 9/57 CARLOS ROBERTO LP-Coletânea Garotas e Rock (Cedo demais) - RCA Camden - S/D CARMEM COSTA 78rpm Ensinando bossa nova/Melancolia - Copacabana - 1963 LP-Coletânea As 14 Maiorais Vol. III (Ensinando bossa nova, vers. de “Blame it on the bossa nova”) - Copacabana - 1963 CAROLINA CARDOSO DE MENEZES (pianista) 78rpm Brasil Rock/Samba no Rio - Odeon - 5/57 CAUBY PEIXOTO (também Coby Dijon) 78rpm Rock’n roll em Copacabana/Amor verdadeiro (True Love) RCA 5/57 Enrolando o rock/Linda - Columbia - 12/57 Mack the knife/A vila de Santa Bernardete - RCA - 1960 CAÇULA E MARINHEIRO (dupla Caipira) CS Quero que vá tudo prô inferno/Escândalo em família (Shame and scandal in family) - RGE - 1965 107


CÉLIA VILELA 78rpm Conversa ao telefone/Trem do amor (One way ticket to The Blues) - RGE - 3/60 Passo a passo/Sempre houve amor - RGE - 7/60 A fã e o namorado/Se tu me telefonas - RCA - 4/62 CS-45 Valentino Valentino/Strip tease rock - RGE - 1960 CS A fã e o namorado/Se tu me telefonas - RCA - 1962 CD-45 Rock Célia - RGE - 1960 CD A Rainha da TV - Musidisc - 1964 LP E Viva a Juventude... - RGE - 1961 F-15 Espacial - Musidisc - 1964 CÉLIO ROBERTO CS Non ti credo/Primo da América - Mocambo - 1964 CELLY CAMPELLO 78rpm Handsome boy - Odeon - 4/58 obs: o outro lado desse disco é “Forgive Me” c/ Tony Campello. Devotion/O Céu mudou de cor - Odeon - 10/58 The Secret/Estúpido Cupido (Stupid Cupid) - Odeon - 3/59 Túnel do amor (Tunnel of love)/Muito jovem - Odeon - 7/59 Tammy/Lacinhos cor de rosa (Pink Shoelaces) - Odeon - 8/59 Billy/Banho de Lua (Tintarel!a di luna) - Odeon - 3/60 Frankie/Eu não tenho namorado - Odeon - 6/60 Mal me quer/Broto Legal (I’m in love) - Odeon - 9/60 Vi mamãe beijar Papai Noel/Jingle bells rock - Odeon - 11/60 Hey Mama/Gosto de você meu bem - Odeon - 4/61 Canário (c/Tony Campello)/A lenda da conchinha - Odeon 5/62 108


CS-45 Handsome boy - Odeon - 1958 The Secret/Estúpido Cupido - Odeon - 1959 Túnel do Amor/Muito jovem - Odeon - 1959 Tammy/Lacinhos cor de rosa - Odeon - 1959 Billy/Banho de Lua - Odeon - 1960 Frankie/Eu não tenho namorado - Odeon - 1960 Mal me quer/Broto legal - Odeon - 1960 Vi mamãe beijar Papai Noel/Jingle bells rock - Odeon - 1960 CS Trem do amor (Train of love)/Flamengo rock - Odeon - 1961 CD-45 Estúpido Cupido - Odeon - 1959 Banho de Lua - Odeon - 1960 Celly Campello (Broto Legal) - Odeon - 1960 CD Celly Campello (Hey Mamma) - Odeon - 1961 LP Estúpido Cupido - Odeon - 1959 Broto Certinho - Odeon - 1960 A bonequinha que canta - Odeon - 1960 A graça de Celly e as músicas de Paul Anka - Odeon - 1961 Brotinho Encantador - Odeon - 1961 Os Grandes Sucessos de Celly Campello - Odeon - 1962 LP-Coletânea Os Campeões do Sucesso (Estúpido Cupido/Banho de Lua) Odeon -1960 Em dia com o sucesso (Hey Mama) - Odeon -1961 Juventude Espetacular (Hey Mama/Gosto de você meu bem) Odeon - 61 Avant-Premiére vol. 4 (Broto Legal) - Odeon - 1961 Noite de Natal cheia de estrelas (Jingle bells rock) - Odeon - 61 Hebe comanda o espetáculo (Canário) - Odeon -1962 Em dia com o sucesso vol. 2 (Runaway) - Odeon -1962 CHEYENNES, THE CS Amor legal - Astor - 1964

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CD A Juventude é que manda - Astor - 1964 CHIQUINHO E S/ ORQUESTRA 78rpm Why wait?/Trágica mentira - Polydor - 4/59 CHIQUITA 78rpm Rock das vogais/Calypso dos verbos - Odeon - 8/60 Psiu/Bobby Bobby - Odeon - 3/61 Twist outra vez (Let’s twist again)/Twist big bom - Odeon - 3/62 CIDINHA 78rpm 24 mil beijos (24.000 bacio)/Batatinha Mocambo - 7/62 Beijo louco/Vamos menear - Mocambo - 7/62 Náo Senhor/Gosto de alguém - Copacabana - 1963 CD-Coletânea(com a cantora Maria Inês) Gosto de alguem/Não Senhor - Copacabana - 1963 CIDINHA SANTOS (antes llze Aparecida) 78rpm 9 lágrimas - Continental - 7/62 CS É tão fácil dizer não fique triste/Os rapazes gostam de saber RCA - 1965 Escreve-me/Cai a tarde (Cuando e sera) - RCA -1965 LP-Coletànea Nova Geração (Escreve-me/Cai a tarde) - RCA - 1965 CINDERELA 78rpm You are my destiny/Vamos dançar a polka - RGE - 7/58 Sereia de Biquini/Corre,Sansão (Run,Samson,Run) - RCA - 3/61 110


Amor de Mamadeira (Baby Sittin Boogie)/Vamos dar uma voltinha - RCA - 7/61 Agradeço a você/O vendedor de felicidade - RCA - 7/62 CIZINHA MOURA 78rpm Viver e sonhar/Brotinho Lili - Chantecler - 6/59 CLÁUDIO GUIMARÃES 78rpm Aula de beijo (Kissin’ time)/Fico louco(I go ape) - Philips - 1961 CLÁUDIO JOSÉ CS Tristeza de broto/Sem razão - Continental - S/D CLEIDE ALVES 78rpm Help, help Mammy/Seguindo e Cantando - Copacabana - 1960 Habib Twist/Procurando um broto - Copacabana - 1962 Chega (Makin’ love)/Meu anjo da guarda - Copacabana - 1962 CD-45 Cleide Alves (Vamos prá escola) - Copacabana - 1961 LP Cleide Alves - Twist e Hully Gully - RGE - 1963 LP-Coletânea Tvvist com Renato e seus Blue Caps (Chega/Meu anjo da guarda/ Namorado/Hey Brotinho) - Copacabana - 1962 CLÉLIA SIMONE 78rpm Bongô Calipso - RGE - 9/59

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CLÉRIO MORAIS 78rpm Dinah/Canção do Esquecimento - Tiger - 1961 Eliana/Rosalina - Tiger - 1961 O Exilado/O Remédio é Cha-cha-cha - Continental - 5/62 Catarina/Meu coração está mudo - Continental - 1/63 CS Elza/Faça um vestido bem simples - Copacabana - 1963 CLEVERS, THE (depois Os Incríveis) 78rpm Africa/El Relicário - Continental - 8/63 El Novillero/Maria Cristina - Continental - 9/63 Veneno/Jealousie - Copacabana - 11/63 Il Tangaccio/Clever’s Surf - Continental - 12/63 Menina dos Sonhos Meus/Se mi vuoi lasciare - Continental 10/63 (vocal: Mingo) I want you baby/Look at my eyes - Continental - 2/64 (vocal Mingo) CD Encontro com The Clevers (El Relicário) - Continental - 1963 Veneno - Continental - 1963 Hully Gully - Continental - 1963 Unchained Melody - Continental - 1964 Clevers Internacional - Continental - 1964 LP Encontro com The Clevers - Twist - Continental - 1963 Os Incríveis The Clevers - Continental - 1964 Os Incríveis The Clevers vol. 2 - Continental - 1964 Dançando com The Clevers vol. 3 - Continental - 1964 CLÓVIS CANDAL 78rpm Coração Biruta/Palhaço - Copacabana - 7/62

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COMETAS, OS (ver Adilson Ramos) 78rpm Não pise no sapato/Skirock, Skirock - Odeon - 4/57 Olga/Se eu pudesse viver - Sideral - S/D Betty/Garota Sensação - Continental - 6/62 LP Os Cometas - Sideral - S/D CONJUNTO ALVORADA (ver Meire Pavão. Sidnéia e Marly) 78rpm Lição de Twist (Lesson de Twist)/Machachá - Mocambo - 11/62 c/ acomp. The Hits CD Conjunto Alvorada (Dois Italianinhos/Cavalheiro) - Odeon - 1963 CONJUNTO BEVERLY LP Especial para Dançar (My prayer/Escola do Rock) - Beverly - S/D CONJUNTO FARROUPILHA 78rpm Mr. Lee/Classes de Cha-cha-cha - Columbia - 11/57 Papai Walt Disney/Zé Feliz (Happy José) - Farroupilha - 1963 LP Gaúchos na Cidade (Mr. Lee/Chanson Dámour) - Columbia - 1958 O que cantamos na TV (Papai Walt Disney/500 Miles/Zé Feliz) Farroupilha - 1963 LP-Coletânea As 12 Mais Vol. 1 (Mr. Lee) - Columbia - 1958 CONTINENTAL’S, THE CD-45 Rock Sedução - Continental - S/D 113


LP Rock Sedução - Continental - S/D CORDS, OS (ver também Ronnie Cord e Norman) CS Todo o meu amor (All my loving)/Escândalo em família (Shame and scandal...) - RCA - 1965 LP-Coletânea 14 Sucessos(Escândalo em familia) - RCA -1965 CRAZY CATS, THE CS Wadiya/Swingin’ Safari - RCA - S/D CD Crazy Cats (Twist, Twist, Twist) - RCA Camden - 1962 CUPIDS, THE 78rpm I can’t live/Kiss me honey, honey kiss me - Young - 1960 (participação da cantora Lucy Perrier) CS-45 mesmas músicas CY MANIFOLD 78rpm Speedy Gonzales/Tender is the night - RCA - 8/62 The Locomotion/Dang Dang - RCA - 10/62 CD-45 Cy Manifold em compacto (Trouble) - RCA - 1961 CD Cy Manifold (Blue on blue/Surfin’) - RCA - S/D LP Twist in Color - RCA - 1962

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CYRO AGUIAR CS Mona Lisa/ltaparica - RCA - 1963 Maria Bonita/Al telefono con te - RCA - 1964 Dora Viu/Crepúsculo - RCA - 1964 A loucura das garotas/Capoeira e berimbau - Continental - 1965 LP Inspiração - Continental -1965 LP-Coletânea Juventude Esquema 64 (Mona Lisa)- RCA - 1964 Nova Geração (Maria Bonita/Al telefono con te) - RCA - 1965 DANIEL FILHO CS Twist no Samba de Branco - RCA - 1964 obs: com Dorinha Duval LP-Colelânea Times Square Show (Twist no Samba de Branco) - RCA - 1964 DANNY DALLAS (ex-Antonio Cláudio e ex-”Cantor Incógnito”) 78rpm No Mundo da Lua/Mary Lou - RGE - 5/61 Noite para amar (Tonight, my love tonight)/Just walking in the sand - RGE - 7/61 Minhas 3 Mágoas (Heartaches by the number)/Vale do Rio Vermelho (Red river valley) - RGE - 4/62 LP-Coletânea Da Juventude para a Juventude (Minhas 3 Mágoas/Vale do Rio Vermelho) - RGE - 1962 DAVE GORDON CS Crazy Hully Gully/Go, Mr. Hully Gully - VS - 1963 Escândalo em Família (Shame and Scandal)/Mamma, look at boo-boo - Continental - 1965 115


LP-Coletânea Distração - Orq. Fantasia (Crazy Hully Gully/Go, Mr. Hully Gully) - Penthon - 1963 Hully Gully (mesmas músicas do anterior) - Beverly - S/D The Rebels and King Dave (idem, idem) - Cartaz - S/D DEMÉTRIUS 78rpm Young and in love/Hold me so tight - Young - 1960 com acomp. The Devils Lefs think about living/Corina, Corina - Continental - 6/61 Rock do Sací/Broto Levado - Continental - 10/61 Cuide certinho do meu bem (Take good care of my baby)/Alfabeto de Natal (Christmas Alphabet) - Continental - 11/61 Amor que eu perdi (Runaway)/Chega (Makin’ love) - Continental - 2/62 Cinderella/The fool’s hall of fame - Continental - 3/62 Namoradeira (Runaround Sue)/15 anos tem meu amor - Continental - 5/62 Adeus Marlene/De tanto lhe amar - Continental - 9/62 Oh...Norminha/Hey baby - Continental - 2/63 Filme Triste (Sad Movies)/Rosas são grenás (Roses are red) - Continental - 4/63 Voltou a carta (Return to Sender)/Baby - Continental - 7/63 Jessica/Marly - Continental - 10/63 Ritmo da Chuva (Rhythm of the rain)/Despenteada (Despeinada) - Continental - 1/64 CS-45 Young and in love/Hold me so tight - Young - 1960 CS Rock do Sací/Broto Levado - Continental - 10/61 Cuide certinho do meu bem (Take good care of my baby)/Alfabeto de Natal (Christmas Alphabet) - Continental - 11/61 Amor que eu perdi/Chega (Makin’ love) - Continental - 2/62 Cinderela/The foll’s hall of fame - Continental - 3/62 Namoradeira (Runaround Sue)/15 anos tem meu amor - Continental - 5/62 Adeus Marlene/De tanto lhe amar - Continental - 9/62 Oh...Norminha/Hey baby - Continental - 2/63 116


Filme Triste (Sad Movies)/Rosas são grenás (Roses are red) - Continental - 4/63 Voltou a carta (Return to Sender)/Baby - Continental - 7/63 Jessica/Marly - Continental - 10/63 Ritmo da Chuva (Rhythm of the rain)/Despenteada (Despeinada) - Continental - 1/64 Esta tarde vi chover/Muito nova prá mim - Continental - 1/64 Ternura/Levante Little Susie (Wake up little Susie) - RCA - 1965 CD-45 Demétrius canta para a mocidade (Corina, Corina) - Continental 1961 CD-45 - Coletânea The Sensational New Stars (Hold me so tight) - Young - 1960 CD Demétrius canta com amor e mocidade - Continental - 1961 Demétrius (Corina, Corina) - Continental - 1962 Demétrius (Namoradeira) - 1962 Demétrius (Ritmo da Chuva - Continental - 1962 LP Canta com amor e mocidade - Continental - 1961 Ídolo da Juventude - Continental - 1962 Demétrius - Continental - 1963 Ritmo da Chuva - Continental - 1964 DENISE BARRETO CS Supercalifragilistic/Brotinho Travesso - RCA - 1964 O seu nome/Na minha idade - RCA - 1965 DICK DANELLO LP-Coletânea Antônio Aguilar apresenta o Reino da Juventude (Solo Due Righe) - Continental - 1965 DIFERENTES, OS CS Sou feliz/Não diga adeus (Don’t say goodbye) Copacabana - 1965 117


LP - Coletânea Exaltação à Juventude (Não diga adeus) - Copacabana - 1965 DIRCINHA COSTA 78rpm Bandoleiro de nada/Ama-me sempre (Love me forever) - Columbia - 1958 DIRCEU GRAESER (depois Dirceu) CS S/M - Astor - 1964 DIXON SAVANNAH (mais tarde Paulo Silvino) 78rpm Let’s rock together/I hope - Chantecler - 5/60 DITER 78rpm Rock Saltitante/Eu e Tu - Odeon - 2/61 DOIS TONS, OS CD Os Dois Tons(Johnny Angel) - Fermata - S/D DOLENTES, OS 78rpm Sra. Madalena/Meu coração chora - Columbia - 8/62 Bye bye Lola\Vi meu bem com outro rapaz - CBS - 12/63 LP - Coletânea Alegria, Música e Ritmo (Bye bye Lola) - CBS - 1963

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DOLORES DURAN 78rpm Love me forever - Copacabana - 1958 LP Dolores Duran canta para você dançar - Vol I - (Only you) - Copacabana - 1957 Dolores Duran canta para você dançar - Vol II - (Love me forever) Copacabana - 1958 DORI ANGIOLELLA (mais tarde Dori Edson) 78rpm Danny boy/o lado B ver cantor Marcos Roberto - Young - 1960 CS-45 igual ao 78rpm CD-45- Coletânea The Young Voices (Danny boy) - Young - 1960 DOROTHY 78rpm Telstar/Um pouco de amor - Continental - 1963 DUDA E SEU RITMO 78rpm It’s not for me to say/The Tennessee Rock’n roll - Continental - 2/58 LP Hoje tem baile (Only you/RazzIe Dazzle) - Continental - 1958 D’ÂNGELO E SEUS HULLY GULLY BOYS LP The best of Hully Gully - Caravelle - 1962

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DUDU GRAY E CONJUNTO LP Soirée Dançante n0 2 (The Diary/Stupid Cupid) - S/G - 1959 DURVAL (pianista) 78rpm Alone - Continental - 8/58 ED WILSON 78rpm Nunca mais/Juro meu amor - Odeon - 7/62 CS Doidinha por mim/Telefonema - Odeon - 1963 O Carro do Papai/Patrulha na cidade - RCA - 1964 Bronzeadíssima/Sabor de Sal (Sapori di Sale) - RCA - 1964 Doce esperança/Como te adoro menina - RCA - 1965 CD Ed Wilson - Odeon - 1963 LP-Coletânea 14 Sucessos Odeon (Quando) - Odeon - 1963 Juventude Esquema 64 (Sabor de Sal) - RCA - 1964 14 Sucessos RCA (Como te adoro menina) - RCA - 1965 EDSON LOPES 78rpm No Princípio - Chantecler - 3/60 EDUARDO ARAÚJO 78rpm Deixa o Rock/Diana me deixou - Philips - 3/61 Twist do Brotinho/Rock cha cha cha - Philips - 3/62 CS-45 Maringá/Prima Daisy - Philips - 1961 CD-45 O Garoto do Rock - Philips - 1961 120


ELCIO ALVARES E ORQ. 78rpm Banho de Lua - Chantecler - 6/60 I’m sorry/Não sabemos - Chantecler - S/D Oh Carol/Santa Branquense - Chantecler - 1960 CD Twist - Chantecler - 1962 LP Favorile Hits (Oh Carol/Long tall Sally/Banho de Lua) Chantecler - 1960 O Máximo para seu baile (Let’s twist again/Kissin time) Chantecler - 1962 LP-Coletânea Seleção de Sucessos n0 2 (Banho de Lua) - Chantecler -1960 ELLEN DE LIMA LP-Coletânea Seleção de Sucessos (Lacinhos cor de rosa/Honey honey) - Columbia - 1960 ELIANA PITMAN LP Eliana e Booker Pitman (Look for a star) - Mocambo - S/D ELIETE VELOSO LP-Coletânea As 14 Mais Vol. 14 (É porisso te amo, vers. de Sei un bravo ragazzo) - CBS - 1964 As 14 Mais Vol. 16 (Se tu não me amas, vers. de You know you don’t want me) - CBS - 1965 ambas c/ Alexandre Gnatalli e orq. EL1S REGINA 78rpm Sonhando (Dreamin)/Dá sorte - Continental - 1961 121


LP Viva a Brotolândia (Sonhando/Baby Face/Garoto Último Tipo vers. Puppy love/Amor, amor/Fala-me de amor) - Continental - 1961 Poema de Amor (Dá-me um beijo/Pequeno mundo de ilusão) Continental - 1962 ELIZABETH 78rpm Gato Chinês - Califórnia - 10/59 ELZA RIBEIRO 78rpm Banho de Lua/Conversa ao telefone - RCA - 5/60 Sonhando (Dreamin)/Sem querer - RCA - 1/61 O amor que perdi (Runaway)/Tema para jovens enamorados (Theme for young lovers) - RCA - 7/61 Biologia (Biology)/Johnny Kiss - RCA - 8/60 CD Elza Ribeiro (O amor que perdi/Tema para jovens...) RCA - 1961 LP-Coletânea Garotas e Rock (Johnny Kiss/Conversa ao telefone/Biologia/ Banho de Lua) - RCA - 1960 EMÍLIO IMPERADOR LP-Coletânea Exaltação à Juventude (Chega) - Copacabana - 1965 ENY MARA CS A idade do amor/Só namoro no avião - Mocambo - 1964 ENZA FLORI CS Ochi Miei/Vola Vola da Me - Chantecler - 1965

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ERASMO CARLOS (ver The Snakes e Renato & seus Blue Caps) CS Jacaré/Terror dos Namorados - RGE - 1964 Minha fama de mau/Amor doente (Lovesick) - RGE - 1964 Festa de Arromba/Sem teu carinho - RGE - 1964 A Pescaria/No tempo da vovó - RGE - 1965 A Carta/Gatinha Manhosa - RGE - 1965 LP A Pescaria - RGE - 1965 ERLON CHAVES E ORQ. 78rpm Enrolando o rock/Jura - Mocambo - 1958 FATS AND HIS CHESSMAN LP Let’s Twist vol. 1 - Imperial - S/D Let’s Twist vol. 2 (n0 30042) - Imperial - S/D obs: trata-se de “cover”. No tocante ao vol. 2, sabe-se que quem gravou, foi o grupo paulista The Fenders. FELLOWS, THE 78rpm I’m gonna get married/Since you’ve been gone - Continental 8/60 I’m in love/Stairway to heaven - Continental - 10/60 CD-45 The Fellows - Continental - 1960 LP Love Affair - Continental - 1961 FERNANDO COSTA 78rpm Rock do Beliscão/Estudante Rock - Continental - 8/60 Matusquela/Balada da Solidão - Continental - 10/60 123


É xique xique no Pixoxó/Não sou de nada - Continental - 12/60 Rock do Soluço/Francamente - Tiger - 1961 FERNANDO JOSÉ 78rpm Dinah/Primeiro teste de amor - RGE - 9/61 Marinheiro/Meu novo amor - RGE - 12/61 CD Roy Rogers - RGE - 1962 FEVERS, THE CS Vamos dançar o let-kiss/Quando o sol despertar - Philips 1965 FIVE KINGS, THE CS Não consigo acreditar/Nunca mais vou sofrer - Seresta - 1965 FLYERS, THE LP The Flyers - RCA - 1965 LP-Coletânea Antônio Aguilar apresenta o Reino da Juventude (Reino da Juventude) Continental - 1965 FRANCISCO ÂNGELO 78rpm Sonho de Amor - Orion - 1962 FRANCISCO CARLOS 78rpm Alo Marilú (Hello Mary Lou)/Ba Ba La Ô - RCA - 10/61

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CD Não quero mais amar (Não quero mais amar vrs. de I’ll never fall in love again”) - RCA - S/D Alô Marilú (Alô Marilú/15 anos tem meu amor) - RCA - 1961 LP-Coletànea Explosivo (Alô Marilú) - RCA - 1962 FRANCISCO EGÍDIO 78rpm Minha Oração (It’s only to make believe) - Odeon - 6/59 FRANCISCO MORAES E ORQ. 78rpm Banho de Lua - Odeon - 4/60 LP Quando os brotos se encontram - Odeon - 1960 FRANKITO LP-Coletânea Cocktail de Rocks (O Jornaleiro) - Copacabana - 1960 FRONTERA (solista de acordeom) 78rpm Rock around the clock - Columbia - 11/55 GALLI JÚNIOR (depois Prini Lores e depois Prini) (ver The Rebels e The Avalons) 78rpm What I’d say/I just wanna make love - Chantecler - 7/62 Menina dos sonhos meus/Último amor - Chantecler - 1/63

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GALLO E SEU CONJUNTO 78rpm Amen Twist/I could have danced all night - Philips - 10/62 GAROTOS DO SOL, OS 78rpm Real Melodia/Dancemos o rock - Discobrás - S/D GASOLINA 78rpm Elvis Presley Brasileiro/Seu Libório - Odeon - 1957 GATO ver The Jet Blacks 78rpm Paris Belfort - Young - 1959 What I’d say/Kissin’ time - Young - 1960 CS-45 idem anterior CD-45-Coletânea The Sensational New Stars (What I’d say) - Young - 1960 GEORGE FREEDMAN 78rpm Hey little Baby/Leninha - Califórnia - 10/59 O tempo e o mar/Pretty blue eyes - Polydor - 5/60 Volta/Só nós dois - Polydor - 7/60 Tinha que ser/O céu do teu olhar - Polydor - 9/60 Alguém igual a você/Inspiração - Continental - 4/61 Adivinhão/Inveja - Continental - 10/61 Um beijinho só/Canção do Casamento (Hawayan Wedding Song) RGE - 8/62 O Madison/O Jato (The Jet) - RGE - 11/62 Eu te seguirei (I’ll follow him)/Não brinque Sally - RGE - 8/63 CS Adivinhão/Inveja - Continental - 1961 126


CD George Freedman em Compacto - RGE - 1962 LP Multiplication - RGE - 1963 LP-Coletânea Da Juventude para a Juventude (O Jato/Canção do Casamento/ Good Luck Charm/Um beijinho só) - RGE - 1962 14 Sucessos de Ouro vol. 4 (Eu te seguirei) - RGE - 1963 GEORGE GREEN 78rpm Little George/Dance with the devil - Sinter - 11/57 Hot Dog/Alô Brasil, Feijoada Completa - Sinter - 3/58 Ola Ola Bambolê/Hula Hoop - Sinter - 11/58 CD-45 Sacoleja Morena (When/Hula Hoop) - Sinter - 1958 CD Twist com George - Audio Fidelity - 1961 LP George Green (Rag Mop/Little George/Don’t mean a thing/Mad Rock/That Man) - Sinter - 1957 Este é George Green (When/Alone/My special angel/Hot dog/Love me forever) - Sinter - 1958 GESSY SOARES DE LIMA 78rpm Encontrei o amor (I believe love)/Ma!uca por soldado - Copacabana - 1960 LP-Coletânea Cocktail de Rocks (Piuf/Encontrei o amor) - Copacabana - 1960 GIANE 78rpm Quem me dera (Lonesome heart)/Mente-me” - Chantecler - 1963 CS Desejo de amor/Quando o amor acontece - Chantecler - 1965 CD Giane (Não sou ninguém) - Chantecler - 1964 127


LP Esta é Giane (Recorda/Não sou ninguém/Quem me dera) - Chantecler - 1963 Giane (Preste Atenção/Lembra-se de mim/Cin Cin) - Chantecler 1964 Giane (Um sonho de Hully-gully) - Chantecler - 1965 GILBERTO WANDERLEY CS Trago lango lô/Twist do terror - Califórnia - 1962 GOLDEN BOYS, THE 78rpm Wake up little Susie/Meu romance com Laura - Copacabana 1958 Estúpido Cupido (Stupid Cupid)/Ela não gosta de mim - Copacabana - 1959 Personality/Nanã - Copacabana - 1959 Tristonho/Meus encontros - Copacabana - 1961 Lana/Terna paixão - Copacabana - 1962 Twist do Amor/Dança legal - Polydor - 1962 Sukiyaky/Renata - Polydor - S/D CS Quero afagar suas mãos (I want to hold your hand)/Não quero que chores - Odeon - 1964 Michael/Erva Venenosa (Poison Ivy) - Odeon - 1964 Prá sempre te adorar/Se eu tivesse alguém - Odeon - 1964 Ai de mim (All of me)/João Ninguém - Odeon - 1965 Alguém na multidão/Valentina, my Valentina - Odeon - 1965 CD-45 Golden Boys N0 1 (Estúpido Cupido/Meu romance com Laura) Copacabana - 1959 Golden Boys com Betinho e seu conjunto (Sereia da Praia/Oh love) - Copacabana - 1960 CD Golden Boys (Renata) - Polydor - 1963 Golden Boys (Prá longe de mim) - Polydor - S/D

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LP Golden Boys (Meu romance com Laura/26 Milhas/Outro romance/Mr. Lee/Dia de Sol) - Copacabana - 1959 Golden Boys (Michael/Dançando o Surf/Erva Venenosa/Ai de mim) - Odeon - 1965 LP-Coletânea Cocktail de Rocks (Gilda/Sereia da Praia) - Copacabana -1960 16 Seleções de Música Internacional (Estúpido Cupido/Personality) - Som - 1961 Sucessos Odeon 1964 (Se eu tivesse alguém) - Odeon - 1965 GUIDO MIYOSHI 78rpm Oh Carol/Noite azul - Califórnia - 12/59 Quero amar (I like girls) - Califórnia - 6/60 HAMILTON CS Agora sou feliz (Twistin’ the bones)/Eu vou falar com seu pai RCA - S/D HAMILTON Dl GIÓRGIO 78rpm Teenage Sonata/We got love - Young - 1959 c/ The Devils I’m gonna get married/My heart is an open book - Young - 1959 c/The Devils Anjo Triste (Blue angel)/Vão Bidu que vão - Chantecler - 2/62 CS-45 Teenage Sonata/We got love - Young - 1959 I’m gonna get married/My heart is an open book - Young 1959 CD-45-Coletânea The Sensational New stars (We got love) - Young - 1960 HAROLDO ALMEIDA 78rpm Copacabana Zero Hora - Mocambo - S/D 129


HEBE CAMARGO 78rpm Serafim - RGE - 11/58 Lua Escura (Dark moon) - Odeon - 3/60 CD-45 Hebe Camargo (Lua Escura) - Odeon - 1960 LP Hebe canta e encanta (Serafim) - RGE - 1958 Sou eu (Lua Escura/Creia) - Odeon - 1960 HECTOR LAGNA FIETTA E ORQ. 78rpm Apache/Torero - Odeon - 8/58 HELENINHA SILVEIRA 78rpm Ronda das Horas (Rock around the clock) - Odeon - 12/55 HÉLIO JUSTO CS Triste solidão/Não devo te amar - RCA - 1964 HÉLIO PAIVA 78rpm Como antes (Come prima)/Minha prece - Sínter - S/D HÉLIO RAMOS 78rpm Rock do Lobisomem/O melhor dia de minha vida - Chantecler 3/61 HENRIQUE BENNY LP-Coletânea Juventude Esquema 64 (Joaninha) - RCA - 1964 130


HERALDO E SEU CONJUNTO LP Dançando com o sucesso N0 1 (Loveme forever) - RCA Camden 1959 Dançando com o sucesso N0 2 (Cinderela/Cavaleiros do Céu) - RCA Camden - 1961 HILDA CHRISTINE CS Ainda é cedo prá casar - Astor - 1964 HILTON PRADO 78rpm Meu Espelho/Desejo - Continental - 5/59 HITS, THE (ver Albert e Conjunto Alvorada) CD The Hits - VS - 1963 LP-Coletânea Hully Gully (Baby hully gully/Private eye) - Beverly - S/D ILZE APARECIDA (mais tarde Cidinha Santos) 78rpm Meu brotinho - Califórnia - 10/61 INCRÍVEIS, OS (ex-The Clevers) LP Os Incrfveis - Continental - 1965

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ÍTALO NASCIMENTO 78rpm Paraiso de Amor/Tango da Agonia - Chantecler - 8/62 IVAN PRADO 78rpm Saudade coisa gostosa/Feliz estou - S/G - S/D IVON CURI LP O ator da canção (Telefone ocupado) - RCA - S/D JACINTO E SEUS RAPAZES LP Brasa, bronca e lenha - Califórnia - 1964 JAIR ALVES 78rpm Baião Rock - S/G - 1957 JAIRO AGUIAR 78rpm Caprichos de amor/Chacamba-me - Copacabana - 1957 O herói da lambreta - Copacabana - 1959 Serenata - Copacabana - 1960 Sonho de amor/Amor com amor se paga - Copacabana - 7/62 Estou voltando - Copacabana -1962 CD-45 Jairo Aguiar e Orq. (Caprichos de amor) - Som - 1957 LP Caprichos de amor (Caprichos de amor) - Copacabana - 1958 Baladas e Boleros (lado A, com rock-baladas) - Copacabana 1960 Canta para os Namorados (Twist do amor/Eu e você/Eternamente teu) Copacabana - 1961 132


Até o céu eu te darei (A multidão, vers. de “The crowd”) - Copacabana - 1962 JERRY ADRIANI CS O mio Signori/Um baccio piccolíssimo - CBS - 1964 Querida (Don’t let them move)/Ho bisogno di vederti - CBS - 1965 Um grande amor/Só ficou o adeus - CBS - 1965 LP Italianíssimo - CBS - 1964 Credi a Me - CBS - 1965 Um grande amor - CBS - 1965 LP-Coletânea As 14 Mais Vol. 14 (Credi a Me/Amore Scusami) - CBS - 1964 As 14 Mais Vol. 16 (Se piangi, se ridi/Querida) - CBS - 1965 com Alexandre Gnatalli e orquestra JERRY JEFFERSON e seus Night and Days CD Twist - Hully Gully - Audio Fidelity - S/D LP Twist e Hully Gully - Continental - S/D Surf, Twist e Hully Gully - Audio Fidelity - S/D Dolce amore, Giovani Venture - Continental - S/D (Uma lacrima sul viso/Se mi vuoi lasciare) JET BLACKS, THE 78rpm The Jet/Stick Shift - Chantecler - 10/62 Hava Nagila/Apache - Chantecler - 4/63 Bulldog/Mr. Gun - Chantecler - 9/63 Let’s go/The Phantomas - Chantecler - 11/63 Caravan/Kon Tiki - Chantecler - 4/64 CS WonderfuI Land/Os Cavaleiros do Fogo - Chantecler - 1964 Escândalo em Família (Shame...)/Zorba, o Grego - Chantecler 1965 133


CD Jet Backs Again - Chantecler - S/D Twist - Chantecler - 1962 Other famous twists - Chantecler - 1963 LP WonderfuI Land - Chantecler - 1964 Zorba o Grego - Chantecler - 1965 Twist vol. 4 - Chantecler - 1963 Twist - Chantecler - 1962 Jet Blacks Again - Chantecler - S/D Other Famous Twists - Chantecler - 1963 Hully Gully - Chantecler - 1963 The Best Sellers - Chantecler - 1964 Top, Top, Top - Chantecler - 1965 JET ROCKERS, THE LP Rock Espetacular - Imperial - S/D JETS, THE CS Winds of Barcelona/Vivo só - Copacabana - S/D JIMMY CRUZ 78rpm Aulas de Twist/Twist for you - Paneg - 1962 JÔ SOARES CS Vampiro/Volks do Ronaldo - Farroupilha - 1963 JOE PRIMO (ver Os Megatons) 78rpm Água de Cheiro/Ela me fez de limão - Todamérica - 12/60 Água de Cheiro/EIa me fez de limão - Continental - 7/61 134


JORDANS, THE 78rpm Boudha/Change your mind (vocal: Mingo) - Espacial - 1961 Blue Star/Charanga - Som - 1963 Come on train/Shane - Som - 1964 CD The Jordans - Som - 1962 Blue Star - Som - 1962 Os Jovens - Som - 1963 The Jordans e os Grandes Temas de TV - Som - 1964 The Jordans Hits - Som - 1964 The Jordans Gang of - Som - 1965 LP Suspense - Som - 1962 A vida sorrí assim - Som - 1963 Surfin’ with The Jordans - Som - 1964 Os Alucinantes The Jordans - Som - 1965 LP-Coletânea 14 Maiorais vol. IV (Blue Star) - Copacabana - 1963 14 Maiorais vol. V (FBI) - Copacabana - 1964 Exaltação à Juventude (T’en va pas) - Copacabana - 1965 14 Maiorais vol. VIII (Let kiss) - Copacabana - 1965 JORGE LOREDO 78rpm Zé Bonitinho/Nobre colega - Columbia - 1960 JORGE SILVA CS Solidão (Mr. Lonely)/Canção do homem só - CBS - 1965 CD-Coletânea As 4 mais vol. 7 (Bom Miguel/Perfidia) - CBS - 1964 com acomp. The Youngsters LP-Coletânea As 14 Mais vol. 14 (Bom Miguel, vers. “Michael”) - CBS - 1964 acomp. The Youngsters As 14 Mais vol. 16 (Solidão) - CBS - 1965 135


JOSÉ BITENCOURT 78rpm O amor de meus sonhos/Agonia de artista - Copacabana - 1/61 JOSÉ LEÃO 78rpm O passo do elefantinho (Baby elephanfs walk) - Continental 1963 JOSÉ MESSIAS 78rpm Rock do Cauby - Philips - 4/61 Twist do Pau de Arara/Cha-cha-cha do Carequinha - RGE 1/63 JOSÉ ORLANDO 78rpm O Diário (The Diary) - Chantecler - 6/59 LP Um Disco, 12 Sucessos (O Diário/Sereno) - Chantecler - 1959 JOSÉ RICARDO CS Delírio de amor/Porque só penso em ti - RCA - 1964 LP Eu que amo somente a ti (Choro de amor/Somente uma saudade/ Quando é hora do adeus) - RCA - 1964 LP-Coletânea Nova Geração (Delfrio de Amor) - RCA - 1964 JOSÉ SAWAYA 78rpm S/M - Sawaya - 1963

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JUANITA CAVALCANTI 78rpm Sh Boom/O Pequeno sapateiro - Continental - 1956 JUMAR OLIVEIRA CS Torrão Natal/Só agora - Estúdio 7 - 1964 JUVENÍS, OS CS Esta monstruosa guitarra estranha de dois braços/Eu tenho de achar um alguém - Astor - 1965 KÁTIA CASTELAR LP - Coletânea Garotas e Rock (Caravelas Coloridas) - RCA - 1960 LAILA CURI CD Laila Curi (Viver para você) - RGE - 1961 LANA BITENCOURT 78rpm Little Darling/Feliz Natal - Columbia - 10/57 Alone/Se todos fossem iguais a você - Columbia - 1/58 With all my heart/Quero ir à Bahia - Columbia - 5/58 Just Young/Amor sem repetição - Columbia - 1/59 Sonhando (Dreamin)/O Dio Mio - Columbia - 1961 Chariot (I’ll follow him)/Na concha da tua mão - CBS - 1963 CD O sucesso é Lana (La lesson de Twist) - CBS - 1963 LP Lana em Musicalscope (With all my heart/Alone/Little Darling) Columbia - 1958 137


O Sucesso é Lana Bitencourt (A 100 Pounds of clay/La Lesson de Twist/Chariot/Waitin forever) - CBS - 1963 LP-Coletânea Hit Parade (With all my heart) - Columbia - 1958 As 12 Mais Vol. 1 (Little Darling/Alone) - Columbia - 1958 As 14 Mais Vol. 2 (A noite é nossa) - Columbia - S/D As 14 Mais Vol. 10( Chariot) - CBS - 1963 LAURO PAIVA LP Night Club n0 2 (Oh Carol) Continental - S/D O Ritmo é LP (The Jet/Hava Nagila) - Palladium - 1962 LENY EVERSONG 78rpm Sereno/Esmagando Rosas - RGE -10/58 Mack the Knife/Marina - RGE - 1959 Nunca aos domingos (Never on sunday)/Olhando estrelas (Look for star) - RGE - 1961 LÉO ROMANO 78rpm Boa Sorte/Sarita - Odeon - 4/60 Esta escrito no céu/Escândalo - Odeon - 10/61 Lua Azul/Olha nos meus olhos - Odeon - 1961 LP Lua Azul (Lua Azul/Calypso Ginga/Remember this Gumbá) - Odeon - 1961 LP-Coletânea Campeões do Sucesso (Lua Azul) - Odeon - 1962 LÉO SANTOS 78rpm Vem meu brotinho - Musicolor - S/D

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LÉO VAZ 78rpm Quero outra noite sonhar - RCA - 1960 LP-Coletânea Garotas e Rock (Quero outra noite sonhar) - RCA - 1960 LIONS, THE CS O Adeus/A mais rápida bala do Oeste - Farroupilha - 1963 CD The Lions - Farroupilha - 1963 LP The Lions - Farroupilha - 1963 The Lions vol. 2 - Farroupilha - 1964 LÍVIO ROMANO 78rpm Lívio Rock/Oh Oh Rose - Columbia - 12/60 CD-45 Lívio Romano (Lívio Rock/Oh Oh Rose) - Columbia - 1961 LP O Jovem Romano (Il tuo bacio é come un rock) - Columbia - 1962 LOURDINHA PEREIRA CD Lourdinha Pereira (Coisinha doce, versão de Sweet Thing) LP Papéis Velhos (Coisinha doce) - Chantecler - 1961 LUELY FIGUEIRÓ 78rpm Melodie d’Amour/Till - Continental - 10/58

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LUIZ ANTÔNIO (depois Tony Bizarro) LP-Coletânea A. Aguilar apresenta o Reino da Juventude (Primeira Estrela) Continental - 1964 LUIZ ARRUDA PAES E ORQ. 78rpm Lua Azul/Nada além - Odeon - 10/59 LP Convite ao Baile (Lição de Twist) - Odeon - 1962 LUIZ CLÁUDIO 78rpm Meu segredo/Este seu olhar - Columbia - 1959 Meu anjo azul - RCA - 3/60 CD Amor desfeito (Tome conta do meu amor, vers. de Take good care of my baby) - RCA - 1961 LP Luiz Claudio (Meu anjo azul/História) - RCA - 1960 LP-Coletânea As 12 Mais vol. 3 (Meu segredo) - Columbia - 1959 LUIZ WANDERLEY 78rpm Brotinho sonhador/Touradas em Madri - RCA - 8/61 CS Carolina - Chantecler - 1963 Sistema Nervoso/Terra dos Marechais - Chantecler - 1964 A lenda do Lobisomen/Mundo louco - Continental - 1965 LP Sua Excelência Luiz Wanderley (Heloisa/Rock do Sedaka/Brotinho Sonhador) - RCA - 1961 Luiz Wanderley Espetacular (Mary/Carolina/Brigitte Bardot) Chantecler - 1963 Os Grandes Sucessos (Carolina/Brigitte Bardot) - Rosicler - 1965 140


LUIZINHO E SEU CONJUNTO 78rpm Chu-ua-ua/Conselho - Columbia - 1958 LUIZINHO E SEUS DINAMITES LP Choque que queima - RCA - 1963 LUIZITO (ex-Luizito Peixoto) CS Volta prá mim/Tudo que eu tenho é sua vida - Cantagalo - 1965 Não deixe a peteca cair/Vem cá meu bem - Cantagalo - 1965 (esta com acomp. The Jordans) LURDINHA FELIX 78rpm Rock do Rato (lado B) - RGE - 7/59 obs: o lado A deste disco é “O homem e a criança” com o cantor Roberto Luna. LYRIO PANICALLI E ORQ. 78rpm Just Young - Columbia - 1959 MARA SILVA 78rpm O Rock errou/Sai do meu caminho - Copacabana - 1960 MARCO GIL 78rpm Balada à lua/Joia - Continental - S/D

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MARCOS ROBERTO 78rpm I love you, I do/o outro lado é “Danny boy” com Dori Angiolela Young - 1960 CS-45 idem anterior CS Fim de Sonho/Encontrei o amor - Continental - 1965 LP-Coletânea A. Aguilar apresenta o Reino da Juventude (Canção do amor perdido) - Continental - 1964 MARCOS VALENTIM LP-Coletânea Juventude Esquema 64 (Levam) - RCA - 1964 MARIA IGNEZ CS Vem meu amor - Mocambo - S/D CD-Coletânea Maria Ignez e Cidinha (Não esquecerei/Feminilidade) - Copacabana - S/D LP O Tema é amor (Vem meu amor) - Mocambo - S/D MARIA PARÍSIO 78rpm Look for a star/Valsa da menina moça - Mocambo - 1961 MARIA REGINA 78rpm A música do papai/Oh Carol - RCA - 7/61 Meu barco (My bonnie)/A música da mamãe - RCA - 3/62 LP A menor cantora do mundo (Oh Carol) - RCA - 1962 com orq. Francisco Moraes 142


MARISA 78rpm Rock around the clock/Unchained Melody - RCA - 1/56 Obs.: Atualmente Marisa Gata Mansa MARISA NAZARÉ CS Não tenho idade (No ho I etá) - Caravelle - 1964 CD Marisa Nazaré - Caravelie - 1964 MARIO ANTÔNIO 78rpm Agora ou nunca/Minha História - Carroussel - S/D MÁRIO AUGUSTO 78rpm Claudette/Não Sei - Odeon - 9/58 Canção do Hula hula/Grande Amor - Odeon - 2/59 Piove/Io sono, il vento - Odeon - 4/59 Eu sem você/Trem do amor (One way Ticket) - Odeon - 12/59 Adão e Eva (Adam and Eve)/Sou de pouca fala Copacabana 5/60 Dia Triste/Nana Nenê - Copacabana - 9/60 Porque/Sempre no meu coração - Copacabana - 4/61 O Amor de Terezinha/Viajando - Copacabana - 9/61 O Twist é bom/Tu me desprezas - Copacabana - 3/62 Cidinha/Anseio - Copacabana - 6/62 Caraboo/Vendaval do Amor - Copacabana - 9/62 CS-45 Eu sem você/Trem do Amor - Odeon -1/60 CD-45 Mário Augusto (Claudette/Canção do hula hula) - Odeon - 1959 CD Mário Augusto - Copacabana - 1962 O Twist é bom (O twist é bom) - Copacabana - 1962 143


LP Mário Augusto (Porque/Julia/O amor de Terezinha) - Copacabana - 1961 Twist e Cha-cha-cha (O Twist é bom) - Copacabana - 1962 LP-Coletânea As 14 Maiorais vol. l (Cidinha) - Som - 1962 MÁRIO CÉSAR CS Brincadeira de Esconder/Eu não sei (Yesterday) - Mocambo 1965 MÁRIO GENNARI FILHO E CONJUNTO 78rpm Apache - Odeon - 1/62 Telstar - Odeon - 4/63 LP Eu danço, tu danças, todos dançam (Forgive Me) - Odeon - 1959 MÁRIO MARTINS 78rpm Meu amigo (My friend)/Encantamento - Copacabana - 1956 MÁRIO MASCARENHAS (acordeonista) 78rpm Caprichos de amor - RCA - 8/57 MARITA LUIZI 78rpm Sonho Maluco - Copacabana - 12/59 MARITZA FABIANI CS Ola-la/Para Vigo eu vou (Ci Ci) - Continental - 1965 144


MARLENE VILELA 78rpm Venha cá/Televisão - Columbia - 7/62 MARLY (ver Conjunto Alvorada) LP-Coletânea A. Aguilar apresenta Reino da Juventude (Eu sei) - Continental 1964 MARTA KELLY 78rpm Noite de chuva/Primeira estrela que vejo - RCA - 1/61 MEGATONS, OS (ver Joe Primo) CS Ta rzan/Viajando - Odeon - 1965 LP Os Megatons - Philips - 1964 MEIRE PAVÃO (ver Conjunto Alvorada) CS O que eu faço do Latim? (Che me ne faccio dei latino)/Tão perto, tão longe (He’s so near yet) - Chantecler - 1964 Areia Quente/Lili (Hi Lili Hi Lo) - Chantecler - 1964 Cansei de lhe pedir/A mesma praia, o mesmo mar (Stessa piaggia, stesso mare) - Chantecler - 1964 Bem Bom (Downtown)/Broto Estudioso - Chantecler - 1965 LP A Rainha da Juventude - Chantecler - 1965

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MIRANDA (guitarrista) LP O Máximo no Gênero (Hava Nagila/Baby Sittin’ Boogie) - Chantecler - S/D MOACYR FRANCO (ver Billy Fontana) 78rpm Rock do Mendigo/Tu és meu grande amor - Copacabana - 8/60 Hey, Mr. Cupid/Alegria de Amar - Copacabana - 1961 CD-45 Moacyr Franco com Betinho e seu conjunto (Quero amar vrs. I Like girls/Rock do Mendigo) - Copacabana - 1960 LP-Coletânea Cocktail de Rocks (Quero amar/Rock do Mendigo) - Copacabana 1960 As 14 Maiorais vol. VI (O bom Miguel vrs. “Michael”) - Copacabana - 1964 MOAC1R SILVA E CONJUNTO 78rpm Pretty blue eyes - Copacabana - 1960 MODERNISTAS, OS LP Baile Moderno (Papa aw maw maw/Telstar) - Chantecler - 1963 MOSCAS, OS CS Quero ser feliz/Tic Tac - Copacabana - S/D NEIDE FRAGA 78rpm Estúpido Cupido (Stupid Cupid)/Dorme Nenê - Continental 7/59 146


NEIDE SALGADO 78rpm Dynamite/Meu sonho é você - Todamérica - 5/59 NELSON NOVAES 78rpm Um amor igual ao nosso - Todamérica - 12/59 NEUSA MARIA CS Gondoleiro/Piccolíssima Serenata - RCA - 1958 NEW CLEVERS CS Sem resposta (No Reply)/Texas Patrol - Copacabana - 1965 LP-Coletânea As 14 Maiorais vol. VIII (Flamengo) - Copacabana - 1965 NICK SAVOIA 78rpm Bad boy/I go ape - Young - 1959 Hiccups/Since you ve been gone - Young - 1959 com acomp. The Scarletts Mack the knife/Cry - Young - 1960 Calcutta(x)/Baby Face - RGE - 1961 (x) obs: com Lawrence Welk e s/ orq. CS-45 os também lançados em 78rpm pela Young CD-45 Nick Savoia - Young - 1960 CD Nick Savoia em Compacto - RGE - 1962 Nick Savoia - Estúdio 7 - 1964 LP-Coletânea Da Juventude para a Juventude (Old Man River/Amor a dois/The Wanderer/Pingos dágua vrs.”Raindrops”) - RGE - 1962 147


NILSON TYLON CS Garotinha Esperta/ - Astor - 1963 com The Cheyennes Vampiro à solta/Que murmurem - Astor - 1964 com The Spiders NILTON CÉSAR CS Professor Apaixonado/Lilian - Continental - 1965 Verinha/Canto da sereia - Continental - 1965 LP Com alma e coração (Professor Apaixonado/Lilian) - Continental 1965 NILZA MIRANDA 78rpm Meu anjo especial/Baby’s love - Chantecler - 8/58 NIM AND HIS BOYS LP Juventude, O Twist na Astor - Astor - 1963 NOEL VERNON LP Cha-cha-cha e Twist no Jirau - Som - 1962 NORA NEY 78rpm Ronda das Horas/Ciuminho Grande - Continental - 11/55 NORBERTO BALDAUF LP Week end no Rio n0 2 (Mamma look a booboo) - SG - S/D 148


NORMAN (ver The Cords) 78rpm Eu estou com você/Multiplication - Copacabana - 1962 Se... - Copacabana - 1962 LP-Coletânea As 14 Maiorais vol. 1 (Multiplication) - Copacabana - 1962 NORMA SUELY 78rpm O Amor numa Serenata/Meu coração - Polydor - 12/58 CD Norma Suely (Tigre vrs.”Teach me Tiger”) - Polydor - S/D ODAIR SILVA CS Poema para meu benzinho/Tentando esquecer - Bandeirantes - S/D OLIVEIRA E SEUS BLACK BOYS 78rpm Pedro Twist/Dang Dang - Copacabana - 1962 CD Novas travessuras musicais (Dang Dang) - Copacabana - 1962 LP-Coletânea As 14 Maiorais vol. VI (My boy Lollipop) - Copacabana - 1964 ONILDA FIGUEIREDO 78rpm Mamãe eu quero dançar - Mocambo - 10/57 LP A voz de Onilda Figueiredo (Mamãe eu quero dançar) - Mocambo 1957 (obs: 10 pol.) Você, a Canção e Onilda (Ninguém/Vi/Meiga Lua) - Polydor - S/D Onilda Figueiredo e vocês (Outono Feliz) - Chantecler - S/D 149


ORLANDO ALVARADO 78rpm Bienvenido Amor/Camélia - Continental - 1964 CS Bienvenido Amor/Camélia - Continental - 1964 Amor y Tristeza/Lita - Continental - 1965 LP Orlando Alvarado c/ The Clevers - Continental - 1964 LP-Coletânea A. Aguilar apresenta Reino da Juventude (Todo es amor) Continental - 1965 ORLANDO RIBEIRO 78rpm Só você (Only you)/Não me deixes - Odeon - 04/57 CD Orlando Ribeiro (Silhouettes) - Odeon - S/D OSCAR FERREIRA 78rpm A história do meu amor - Odeon - 9/59 OSMAR MILANI E ORQ. 78rpm Tequila - Copacabana - 1958 OSMAR NAVARRO 78rpm Quem é?/Encontrei-te afinal - Polydor - 6/59 Creia/Drama passional - Polydor - 11/59 CD45 Este é Osmar Navarro (Quem é?) - Polydor - 1959 S/D LP Quem é? (Quem é?/Creia) - Polydor - 1959 Osmar Navarro e vocês (Dia e noite) - Chantecler - S/D 150


OSNY SILVA 78rpm Que brilhe a lua/Aquela melodia - Continental - S/D OSWALDO NUNES 78rpm Vem amor/Fim - Mocambo - S/D OSWALDO RODRIGUES 78rpm Personality/Amor cubano - Continental - 10/59 PACHEQUINHO E ORQ. 78rpm When - Polydor - 1/59 PAULO EDUARDO CS Nobody loves me like you/Havana love acomp. conj. Luiz Cláudio F. - Carroussel - S/D PAULO FERNANDES 78rpm Por seu amor (For your love)/Devaneio - Chantecler - 1959 LP-Coletânea Seleção de Sucessos Chantecler n0 2 (Por seu amor) - Chantecler - 1959 PAULO HILÁRIO CS Dois brotos - Astor - 1965

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PAULO MACEDO 78rpm Sou tão feliz/Hei de vencer - Havana - S/D PAULO MARQUES 78rpm Prá sempre te adorar (I can’t stop loving you)/Beleza de cores Chantecler - 1962 PAULO MOLIN 78rpm Sereno/Quem sabe - Mocambo - 1958 Como antes (Come prima)/Sinto que a vida se vai - Mocambo 1958 Minha janela/Se aquela noite não tivesse fim - Mocambo - 1959 Olhando estrelas (Look for a star)/A deusa da montanha - Copacabana - 1961 LP Surpresa (Sereno/Balada da saudade/Minha janela/És a luz do meu olhar) - Mocambo - 1959 PAULO ROBERTO 78rpm Hava Nagila/Coisas (Things) - Copacabana - 1961 CD Paulo Roberto - Copacabana - 1961 PEDRO LUIS (depois Christian) CS Você mentiu prá mim/Agora é tarde - Astor - 1964

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PEDRO WILSON CS Rosas vermelhas para uma dama triste (Red roses for a blue lady)/ Só quero você (Kissin time) - Continental - 1963 Hully Gully Internacional - Farroupilha - 1964 PERUZZI E ORQ. 78rpm Rock sambado - Polydor - S/D PERY RIBEIRO 78rpm Noite, longa noite/Até quando? - Odeon - 1960 PIERRE KOLLMAN E CONJ. LP Para Dançar (Only you/My prayer) - Musidisc - 1957 Obs.: Provável “cover” PIMENTINHA 78rpm Mr. Peter/Pimenta no rock - Copacabana - 8/60 PLAYINGS, THE 78rpm Banana Split/Lollipop - RGE - 1957 Love me forever obs: lado B é “Green door” com Jim Lowe - RGE - 1958 Diana obs: deste lado está “Seventeen” c/Fontaine Sisters - RGE - 1958 With all my heart/Plaything - RGE - 1958 Just young/Roselle - RGE - 3/59 Joe dance comigo/Calypso italiano - RGE - 1959

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LP The Playings - RGE - 1957 The Playings - RGE - 1959 Os Playings voltaram - RGE - 1962 LP-Coletânea Da Juventude para a Juventude (Twist around the clock/Happy Jose) - RGE - 1962 POCHO E ORQ. 78rpm Little Darling/Matilda - RGE - 12/57 Diana/Love me forever - RGE - 4/58 Lets twist again/Beyond the blue horizon- RGE - 1962 CD-45 Quadra de Ases (Witch Doctor/26 Miles) - RGE - 1959 LP Parada Dançante n0 1 (Enrolando o rock) - RGE - 1957 Parada Dançante n0 4 (When/Mr. Lee/Love me forever/Diana/Alone) - RGE - 1959 Baile bem bom (Pillow talk/Pretty blue eyes) - RGE - 1960 LP-Coletânea Sucessos RGE (Enrolando o rock) - RGE - 1957 POLY E CONJUNTO 78rpm Norman - Continental - 3/62 LP Moendo Café (Cavaleiros do Céu) - Chantecler - 1961 PORTINHO E ORQ. LP Festa de Brotos (Marcianita/Banho de Lua/Pillow talk) - RCA Camden - 1960

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PRIMO E SEU CONJUNTO LP Rock and roll Rock no Brasil - RGE - 1957 Conjunto Primo (Only you) - Mocambo - 1958 PRINI LORES (ex-Galli Júnior e posteriormente Prini) ver The Rebels CS La Bamba/Walk right in - RGE - 1964 América/If I had a hammer - RGE - 1964 It wouldn’t happen to me/Oh lonesome me - RGE - 1964 Hey baby/Quem me dera - Continental - 1965 Sugar baby/I’m so in lovesick - Continental - 1965 LP Prini Lores - RGE - 1964 QUENTES, OS (mais tarde Os Carbonos) CS Coisinha/O Encontro - Mocambo - 1965 RAUL MORENO 78rpm Caprichos de amor - RGE - 12/57 RAULZITO E SEUS PANTERAS (Raulzito, depois Raul Seixas) CS Nemay - Astor - 1964 REBELS, THE 78rpm Baby (vocal: Zézinho, depois Galli Jr.)/Ding dong daddy - Young - 59 155


CS-45 Baby/Ding dong Daddy - Young - 1959 CD-45-Coletânea The Sensational New Stars (Baby) - Young - 1960 LP Rua Augusta Zero Hora - VS - 1963 The Rebels (mesmas músicas do anterior) - Penthon - 1963 The Rebels and King Dave (com Dave Gordon) - Cartaz - S/D The Rebels - Caritas - S/D Twist, Hully Guliy and Surf - Imperial - 1965 LP-Coletânea Hully Gully (Mamãe eu quero/Frenesi/Dos Almas/Com jeito vai/ Valsa da despedida) - Beverly - S/D REGIANE 78rpm Fallin’/To know him is love him - Young - 1959 Frankie/Tumbalov - Young - 1959 I’m yours/Broken hearted melody - Young - 1960 CS-45 Os mesmos lançamentos em 78 rpm CD-45 The Beautiful Teenager - Young - 1960 REGINA CÉLIA 78rpm Trem do amor (One way ticket)/Aula de inglês em rock - Polydor - 1/60 Como queima/Garota bossa nova - Polydor - 1960 Bobby, Bobby, Bobby/Inspiração (Poetry in motion) - RCA - 3/61 Eu quero achar/Lencinho com batom - RCA - 6/61 Romeu/Beijos pelo telefone - RCA - 7/62 Bossa Nova Twist/outro lado é Trio Marayá - Philips - 1963 CS Se não, eu morro também/Mil razões prá te amar - Farroupilha 65 CD Aula de Inglês em rock - Polydor - 1960 Regina Célia - RCA - 1962 156


Regina Célia (Ensinando bossa nova/Chariot) - Philips - 1963 Huily Gully - Magisom -1964 LP Regina Célia - RCA - 1962 REGINA E AS MENINAS DO IRANÍ 78rpm Rock da titia - Musicolor - S/D RENATO E SEUS BLUE CAPS (ver Cleide Alves e Reynaldo Rayol) 78rpm Espanta a tristeza/Garota Fenomenal - Ciclone - 1960 vocal: Os Adolescentes Limbo do Tra-la-la/Multiplicação (Multiplication) - Som - 1962 esta c. Reynaldo Rayol Boogie do Bebê/Limbo Rock - Som - 1962 CS O Escândalo (Shame and scandal)/Preciso ser feliz - CBS - 64 Canto prá fingir/Menina linda (I should have known better) - CBS - 64 CD Renato e seus Blue Caps - CBS - 1963 Viva a Juventude - CBS - 1964 LP Twist com Renato e seus Blue Caps - Som - 1961 (participação de Cleide Alves e Reynaldo Rayol) Renato e seus Blue Caps - Som - 1962 Viva a Juventude - CBS - 1964 Isto é Renato e seus Blue Caps - CBS - 1965 RENATO DE OLIVEIRA E ORQ. 78rpm Pink shoe laces/Tunnel of love - Continental - 3/60 LP Bom mesmo é música (Quem é?/Pink shoe laces/Tunnel of love) Continental - 1960 157


RENÊ DANTAS 78rpm Procurando meu bem (I’m gonna knock on your door)/Casca de banana - Chantecler - 10/62 LP-Coletânea A. Aguillar apresenta o Reino da Juventude - (Soninha) - Continental - 65 REYNALDO RAYOL (ver Renato e seus Blue Caps) 78rpm Eu quero twist/Terezinha - Som - 62 Aniversário do meu bem/Nada a nos separar - Som - 62 Multiplicação/Limbo do tra-la-la (ver c. Renato e seus Blue Caps) - Som - 62 CS O Caminhão/Olha - Copacabana - 65 CD Reynaldo Rayol (Vou amarrar você/Norminha/Se eu tivesse alguém) - Copacabana - 64 LP-Coletânea 16 Seleções de Música lnternacional (Peppermint Twist) - Copacabana - S/D RITA CEZIMBRA CS Estou gamada*/Eu ontem te esperei - Chantecler - 63 (*) twist de autoria de Waldick Soriano ROBERTO AMARAL 78rpm Quem é?/Vida de minha vida - Continental - S/D ROBERTO BARREIROS CS Arquimedes Pitagórico/OCanoeiro - Chantecler - 1965 158


ROBLEDO E SEU CONJUNTO 78rpm Green door/Sonhando contigo - Mocambo - 1958 Diana/Cabecinha no ombro - Mocambo - 1958 ROBERTO CARLOS 78rpm Louco por você/Não é por mim - Columbia - 2/61 Fim de amor (Runaround Sue)/Malena - Columbia - 4/62 Susie/Triste e abandonado - CBS - 10/62 Splish Splash/Baby meu bem - CBS - 3/63 Parei na contramão/Na lua não há - CBS 12/63 É proibido fumar/Minha história de amor - CBS - 1964 CS Quero que vá tudo prô inferno/Escreva uma carta meu amor CBS - 64 O Calhambeque obs: disco promocional da caneta Sheaffers - CBS - 64 História de um homem mau/AqueIe beijo que te dei - CBS - 64 Não quero ver você triste/Parei, olhei.. - CBS - 65 CD Roberto Carlos (Splish Splash) - CBS - 63 Roberto Car1os (Parei na contramão) - CBS - 64 Roberto Carlos (Quero me casar contigo) - CBS - 64 É proibido fumar vol. 1 - CBS - 64 É proibido fumar vol. 2 (Calhambeque) - CBS - 64 É proibido fumar vol. 3 (Amapola) - CBS - 64 Canta para a Juventude vol. 1 (A História de um homem mau) CBS - 65 Canta para a Juventude vol. 2 (Não quero ver você triste) - CBS - 65 Canta para a Juventude vol. 3 (A Garota do baile) - CBS 65 Jovem Guarda vol. 1 (Quero que vá tudo...) - CBS - 65 Jovem Guarda vol. 2 (Pega ladrão) - CBS - 65 obs: as músicas entre parênteses são apenas para identificar os compactos que tem o mesmo nome. Nesta discografia, estamos deixando de registrar os dois primeiros 78rpm de Roberto Carlos, visto não serem rocks. LP Louco por você - Columbia - 1961 159


Splish, Splash - CBS - 1963 É proibido fumar - CBS - 1964 Jovem Guarda - CBS - 1965 RC Canta para a Juventude - CBS - 1965 LP-Coletânea As 14 Mais vol. 6 (Louco por você) - Columbia - 1961 Alegria, Música e Ritmo (Splish, Splash) - CBS - 1963 As 14 Mais vol. 14 (História de um homem mau/vr. de Old Man Mose/Aquele beijo que te dei) - CBS - 1965 As 14 Mais vol. 16 (Parei olhei/A Garota do Baile) - CBS - 1965 ROBERTO CARREIRA 78rpm Caravana/The only way to love - Continental - 10/62 ROBERTO LIVI CD Roberto Livi com The Youngsters (Bienvenido Amor/Camélia) CBS - 64 ROBERTO REI CS Na onda do Jacaré/Vou deslisar - RCA - 64 Tema de amor/Corre, corre, corre - RCA - 64 O Homem da Caverna/Bil!y Dinamite - Philips 65 LP-Coletânea Juventude Esquema 64 (Na onda do Jacaré) - RCA - 64 ROBSON GIL CS Playboy de bicicleta/Diva - Som - S/D CD Robson Gil - Som - S/D 160


ROMEU FERES 78rpm Sonho de amor - Odeon - 1/62 RONNIE CORD (ver os Cords) 78rpm You’re Knocking me out/Pretty blue eyes - Copacabana - 8/60 Itsie bitsie teenie weenie yellow polkadot bikini/Flaming love - Copacabana - 11/60 Look for a star/Dreamin - Copacabana - 4/61 Bye bye love/Lop sided over loaded - Copacabana - 5/61 Dance on little girl/Bat Masterson - Copacabana - 9/61 Parabéns 15 anos/Banjo Boy - Copacabana - 7/62 Brotinho do pullover/Pera madura - Copacabana -10/62 Rosa meu amor/Sandy - Copacabana - 11/62 CS Rua Augusta/Brotinho difícil - RCA - 1964 Boliche legal/Hip Hip Shake - RCA - 1964 My bonnie/Eu e o luar - RCA - 1964 Amor perdoa-me (Amore scusami)/Eu vou a praia - RCA - 1964 A força do destino/Giorno Griggio - RCA - 1965 Disco voador/Eu a noite e ninguém - RCA - 1965 Se você gosta/O jogo do Simão (Simon says) - RCA - 1965 Biquíni de bolinha (Itsie bitsie)/Veludo Azul (Blue Velvet) - RCA - 1965 CD Ronnie Cord com Betinho e seu conjunto - Copacabana - 1960 Ronnie Cord (ltsie Bitsie.....) - Copacabana - 1961 Ronnie Cord com orquestra e coro - Copacabana - 1961 Ronnie Cord - Copacabana - 1962 Parabéns 15 anos - Copacabana - 1962 Ronnie - RCA - 1965 LP Ronnie Cord - Copacabana - 1960 Tonight my love tonight - Copacabana - 1961 Remember - Copacabana - 1962 Rua Augusta - RCA - 1964 161


LP-Coletânea Cocktail de Rocks (Oh Carol/To be loved) - Copacabana - 1960 16 Seleções de Música Internacional (Look for a star) - Som 1961 14 Maiorais vol. II (Banjo boy) - Copacabana - 1962 14 Maiorais vol. IV (Pêra Madura) - Copacabana - 1963 Juventude Esquema 64 (Rua Augusta) - RCA - 1964 Nova Geração (Amor perdoa-me/Eu vou à praia) - RCA - 1965 ROSEMARY 78rpm Eu Sei (I know)/Reprovada - Continental - 6/62 CS Que me importa o mundo?/24.000 beijos - RCA - 63 Meu coração (Cuore)/A dança dos brotos - RCA - 64 Lágrimas e tristeza/Ninguém como você - RCA - 64 Como pode acontecer?/Leva tudo contigo - RCA - 65 Eu não vivo sem ti (Io che non vivo)/Juro por Deus - RCA - 65 CD Eu te seguirei - RCA - 64 LP Igual a ti não há ninguém - RCA - 64 LP-Coletânea Juventude Esquema 64 (A dança dos brotos) - RCA - 64 Nova Geração (Leva tudo contigo/Como pode acontecer) - RCA 65 ROSSINI PINTO 78rpm Convite de amor/Luci - Copacabana - 1960 Rock Presidencial/Vamos brincar de amor - Copacabana 6/61 Maninha, maninha/Dançando o twist - Columbia - 5/62 Voa passarinho/Veja no que foi que deu - CBS - 10/62 Amor e desprezo/Sha la la la lu - CBS - 63 CS Sozinho na escuridão - CBS - 64 CD-45 Rossini Pinto - Copacabana - 61 162


CD Quase Chorei - CBS - 1964 LP Rossini Pinto c/ Renato e seus Blue Caps - CBS - 64 LP-Coletânea Alegria Música e Ritmo (Sha la la la lu) - CBS - 63 As 14 Mais vol. 11 (Amor e desprezo) - CBS - 63 As 14 Mais vol. 13 (Quase chorei/Quero beijar-te agora) - CBS - 64 As 14 Mais vol. 14 (Carta de amor/Ford de bigode) - CBS - 64 As 14 Mais vol. 16 (Briga de amor/A Cigana, vers. de “Gipsy woman”) - CBS - 65 obs: acomp. nesta última, de Renato e seus Blue Caps RUBINHO 78rpm O amor de Terezinha/Maria - Continental - 7/62 SAILORS, OS LP Exaltação à Juventude (Oito dias da semana, vers. de Eight days a week) - Copacabana - 1965 SALOMÉ PARISIO 78rpm A canção do meu bem - Copacabana - 1961 SANDOVAL DIAS E CONJ. 78rpm Marina/Mira que luna - Philips - 4/60 SANTOS, OS CS Viver sem amor (World without love)/Três Garotas - Polydor 1965

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SAXSAMBISTAS BRASILEIROS LP Baile com... (Twist em Copacabana) - Plaza - S/O SEBASTIÃO GILBERTO (trumpete) 78rpm Green door - Columbia - 6/57 SELMA LOPES LP Brotinho vamos dançar (Cantarolando/Gostoso é namorar/Preciso sossegar) - Magisom - S/D SELMA RAYOL 78rpm Batom no colarinho (Lipstick on your collar)/Universo - Copacabana - 1959 SELMITA 78rpm Eu vivo a cantar/Oh... meu amor - Philips - 11/62 CS Recadinho de amor - Philips - 1963 Selado com um beijo (Sealed with a kiss)/Meu coração chora Philips - 1964 Se eu não passar de ano/Amor no letkiss - Copacabana - 1965 CD Selmita (Dor de saudade/Para sempre/Namorado bobinho/Beijinho enamorado) - Philips - 1963 SELVIS, THE LP É hora de rock’n roll - RCA - S/D Rock’n roll é bárbaro - RCA - S/D 164


LP-Coletânea Garotas e Rock (Rock around the Clock/Stairway to Heaven) - RCA - 1960 SÉRGIO MURILO 78rpm Marcianita/Se eu soubesse - Columbia - 1959 Broto legal (I’m in love)/Quando ela sai - Columbia - 1960 Brotinho do biquini/Tu serás - Columbia - 1960 Teenager dance/Abandonado (Only the lonely) - Columbia 1961 Merci meu bem/Balada do homem sem rumo - Columbia - 1961 CS Lá vai ela/Sinfonia do Castelinho - RCA - 1964 Festa de surf/Dá me felicidade - RCA - 1964 Você é de chorar/Te agradeço porque - RCA - 1965 CD-45 Sérgio Murilo - Columbia - 1960 Novamente Sérgio Murilo - Columbia - 1960 Broto Legal - Columbia - 1961 Sucessos de Sérgio Murilo - Columbia - 1961 CD Sérgio Murilo - RCA - 65 CD-45-Coletânea As 4 Mais vol. 1 (The Diary) - Columbia - 1960 As 4 Mais vol. 2 (Marcianita) - Columbia - 1960 LP Sérgio Murilo - Columbia - 1960 Novamente Sérgio Murilo - Columbia - 1961 Baby - Columbia - 1962 SM - 64 - RCA - 1964 LP-Coletânea Hit-Parade dos Est. Unidos (Oh Carol/Put your head on my shoulder/Personality) - Columbia - 1960 Seleção de Sucessos (Oh Carol/Personality) - Columbia - 1960 Matemática 0 Amor 10 (Rock de morte) - Columbia - 1960 As 14 Mais vol. 2 (Olhos cor do céu/Trem do Amor/Marcianita/É hora de chorar) - Columbia - 1960 As 14 Mais vol. 6 (Domingo de Sol) - Columbia - 1962 Juventude Esquema 64 (Lá vai ela) - RCA - 1964 165


Nova Geração (Te agradeço porque/Você é de chorar) - RCA 1965 SÉRGIO ODILON LP-Coletânea Juventude Esquema 64 (Obsessão) - RCA - 1964 SÉRGIO REIS 78rpm Lana/Porque sou bobo assim - Chantecler - 4/62 Um coração que sofre - Continental - 1963 CS Nuvem branquinha - Continental - 1964 LP-Coletânea A. Aguillar apresenta Reino da Juventude (O mio signore) - Continental - 1964 SERGUEI (Sérgio Barbosa) 78rpm Mary Ellen/Lovely tender girl - Chantecler - 8/60 CD-45 Lovely tender girl (L.T. girl/Make believe/Mary Ellen/The girl that’s in my eyes) - Chantecler -1960 SHIRLEY CS Sul cucuzzolo/Biglow 6200 - S/G - S/D SILVER STARS. THE LP Twist, Twist, Twist - Columbia - 1961 Diana (Love me forever/Mr. Lee/Diana/Alone) - Damic - 1959

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SILVIO MAZZUCA E ORQ. 78rpm Diana/Tequila - Columbia - 1958 Cha-hua-hua/You, only you - Columbia - 1958 SILVIO VIEIRA E CONJ 78rpm Personality - Odeon - 11/59 SIMONETTI E ORQ. CD-45 É disco que eu gosto (Peanuts) - RGE - 1959 LP É disco que eu gosto (You are my destiny) - RGE - 1958 SIDNÉIA (ver Conjunto Alvorada) LP-Coletânea A. Aguilar apresenta o Reino da Juventude (Estamos tristes) - Continental - 1964 SKELTONS, THE LP O Baile do Terror - Philips - S/D SNAKES, THE (ver Erasmo Carlos) 78rpm Para sempre/Namorado - Mocambo - S/D CD-45 The Snakes - Mocambo - S/D LP Só Twist - Columbia - 1961 LP-Coletânea As 14 Mais vol. 6 (Blue Moon/Runaway) - Columbia - 1961 167


SONHADORES DO LUAR 78rpm O Sonho do menino - Chantecler - 1/64 SÔNIA GUARANY CS Garota gente bem/Rio, festa de luz - Chantecler - 1964 SÔNIA DELFINO 78rpm Diga que me ama (Make believe baby)/Eu vi a noite acabar - Philips - 5/60 Olha que lua (Mira que luna)/Sei lá, sei lá - Philips - 9/60 Bimbombey/É você - Philips - 12/60 Garota Coquete/Volta às aulas - Philips - 4/61 Joãozinho e Mariazinha/Bambina Mia - Philips - 6/61 Multiplicação (Multiplication) - Philips - 12/62 Hey Paula (com Márcio lvens)/Bolinha de Sabão - Philips - 6/63 CD-45 Diga que me ama - Philips - 1960 Namorada do Sol - Philips - 1961 LP Canta para a Mocidade - Philips - 1961 Alô Broto - Philips - 1962 Alô Broto vol. 2 - Philips - 1964 STEVE BERNARD (tecladista) 78rpm Tirando faísca /Stéreo Rock - Odeon - 9/59 Adam and Eve/That old black magic - Continental - 9/60 Witch Doctor/Nunca aos domingos - Continental - 1/61 LP Mosaico (Love me forever) - Odeon - 1958 Ritmo espetacular (Peppermint Twist/Ya ya/Sixteen tons) este LP com a cantora Valéria RCA - 1962

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SUELY 78rpm Falso amor - Chantecler - 8/59 CD-45 Túnel do amor - Chantecler - 1959 SUNSHINES, THE LP The Sunshines - Rio - 1965 SUSY RANDAL CS Sonho de Encanto/Amor a Motor - Copacabana - 1964 TANIANA CS Minha riqueza é ternura/Johnny - Copacabana - 1965 TEDDY MILTON CS Meu broto (My bonnie)/Primeira estrela - Odeon - 1964 A Casa do Sol Nascente (The house of the rising sun)/O Rebelde - Odeon - 1965 Se ela voltar/Você a compreende - Odeon - 1965 TEENAGERS, OS 78rpm Book of love/Mr. Blue - Young - 1959 Mediterranean Moon/A boy without a girl - Young - 1959 CS-45 Os mesmos lançados em 78 CD-45-Coletânea The Young Voice’s (Mediterranean Moon) - Young - 1960

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TEKILA RITMOS LP-Coletânea Hully Gu!ly (Peter Gunn/Dang dang/Tequila) - Beverly - S/D TELSTARS, THE CS Telstar - Farroupilha - 1963 TIBOR CD Para a Juventude - Magisom - S/D LP I’m Twist - Cartaz - 1962 TITULARES DO RITMO 78rpm Bobão - SG - 1956 Estúpido Cupido (Stupid Cupid)/João Cachaça - Califórnia 6/59 TOM MY STADEN (nos anos. 70, mudou para Terry Winter) CS Running from love/Escarcéu - Mocambo - 65 CD Tommy Staden - Albatroz - 63 TONY BILLY 78rpm Volte querida/Oh Magalí - Ciclone - 1961 acomp. Renato e seus Blue Caps 170


TONY CAMPELLO 78rpm Forgive me/Handsome boy (Celly Campello) - Odeon - 6/58 Louco amor (Crazy love)/My Special Angel - Odeon - 10/58 Como antes (Come prima)/Oh baby - Odeon - 2/59 Lamento/My trudy - Odeon - 4/59 Pobre de mim (Poor little fool)/Tenha pena - Odeon - 7/59 Baby rock/Goodbye - Odeon - 9/59 Você me venceu (You’re knocking me out)/Romântica - Odeon 4/60 Livro do coração (My heart is an open book)/Sem o seu amor (Since you’re been gone) - Odeon - 5/60 Meu lar/Querida Susie (Susie Darling) - Odeon - 12/60 Escola de rock/Baby Face - Odeon - 4/61 Cherie/Blue moon - Odeon - 6/61 Vamos dançar o twist/Balada do Roy Rogers - Odeon - 2/62 Pingo d’água (Raindrops)/Não te esqueças de mim - Odeon 1/63 Boogie do bebe (Baby sittin boogie)/Coisinha linda - Odeon - 4/63 CS-45 Forgive me/Handsome boy(Celly Campello) - Odeon - 1958 Romântica/Você me venceu - Odeon - 1960 Livro do coração/Sem o seu amor - Odeon - 1960 CS Angel Face/Mar de tristezas - Odeon - 1961 Boogie do bebe/Coisinha linda - Odeon - 1963 Ogni volta/Uma lágrima no rosto (Una lacrima sul viso) - Odeon - 1964 Tchin tchin/Como sinfonia - Odeon - 1964 Pertinho do mar/Meu bem só quer chorar perto de mim - Odeon - 1965 CD-45 Tony Campello (Louco amor) - Odeon - 1959 Tony Campello (Você me venceu) - Odeon - 1960 Tony Campello (Querida Susie) - Odeon - 1961 CD Tony Campello (Mar de tristezas) - Odeon - 1961 Tony Campello (Lana) - Odeon - 1962 Tony Campello (Pingo d’agua) - Odeon - 63 Tony Campello (A menina e o twist) - Odeon - 64 171


LP Tony Campello (com Mario Gennari Filho e conj.) - Odeon - 1959 Tony Campello - Odeon - 1960 Tony Campello (com Carlos Piper e conj. e Waldemiro Lemke e orq.) - Odeon - 1961 Não te esqueça de mim - Odeon - 1963 Tony Italiano - Odeon - 1964 LP-Coletânea Campeões do Sucesso (Pobre de mim) - Odeon - 1960 Juventude Espetacular (Querida Susie/Baby Face) - Odeon 1961 Em dia com o sucesso (Olhando estrelas vr. de Look for a star) Odeon - 1963 14 Sucessos Odeon (Boogie do bebê) - Odeon - 1963 Sucessos Odeon 64 (Tchin tchin) - Odeon - 1964 TONY DILSON LP-Coletânea A. Aguilar apresenta o Reino da Juventude (Pobre milionário) Continental - 1964 Exaltação à Juventude (El freddie) - Copacabana - 1965 TRIGEMEOS VOCALISTAS, OS 78rpm Gatos Malucos - Sinter - 1957 Bambolin bambolá - Sinter - 1959 LP(10pol.) Espetáculo Completo (Gatos malucos) - Sinter - 1957 TRIO ESPERANÇA 78rpm Filme triste (Sad movies)/Broto no chá-chá-chá - Odeon - 7/62 Rock do espirro/O menino do Amendoim - Odeon - 11/61 O Passo do Elefantinho (Baby elephanfs walk)/Aconteça o que acontecer - Odeon - 4/63 Ensinando bossa nova (Blame it on the bossa nova)/Olhando para o céu (Sukiaki) - Odeon - 8/63 172


CS A lagartixa/Contando Estrelas - Odeon - S/D Ensinando bossa nova/Olhando para o céu - Odeon - 8/63 Meu bem Lollipop (My boy Lollipop)/Anjinho - Odeon - 1963 Dominique/Obrigado - Odeon - 1964 Não me abandone/A Festa do Bolinha - Odeon - 1964 CD Trio Esperança (Filme Triste/O Passo do Elefantinho) - Odeon 63 Trio Esperança (Tua) - Odeon - 64 LP Nós somos o Sucesso (Filme triste/Um pequeno nada/Ensinando bossa nova/Nada a nos separar, vrs. de West of the wall) Odeon 1963 Três vezes Sucesso (Meu bem LoIlipop/Escreva-me/O amor, vers. de Fools rush in) - Odeon - 1964 LP-Coletânea 14 Sucessos Odeon (Filme triste/O Passo do Elefantinho) - Odeon - 63 TRIO HARMÔNICO LP Cha-chá-chá, Twist, etc. (Lefs twist again) - Mocambo - 1962 TRIO ITAPUÃ 78rpm Papai dança rock/Cabocla do Caxangá - RCA - 5/57 TRIO MELODIA CS Emoção/Pode acontecer amanhã - Continental - 64 CD Trio Melodia - Caravelle - 1963 obs.: com Agostinho Silva e seu conjunto LP Trio Melodia (Canção de verão/Magia, vers. Devil woman/Nas Montanhas/Se o seu amor fosse prá mim/Sem Ninguém/Saudades) CBS - 65 173


LP-Coletânea As 14 Mais vol. 16 (Se o seu amor fosse prá mim, vers. de For lovin’ me) - CBS - 65 TRIO NAGÔ 78rpm Quem é? - RCA - 12/59 Sua Majestade o Neném - RCA - 1960 CD-45 Trio Nago (Quem é?/Sua Majestade o Neném) - RCA - 60 TRIO RUBÍ 78rpm Rock and roll march obs.: o lado B é I love you Caju, com a orquestra Guio de Moraes - Todamérica - 3/57 TRIO TAMBATAJÁ 78rpm Meu coração sentiu - Chantecler - 8/58 Eu te beijei muitas vezes/Vai trabalhar seu... - Califórnia - 4/60 TRIO TAYAMÁ CS Laura - Mocambo - 64 TÚLIO E OS HITCH HICKERS (depois Túlio Mourão) LP-Coletânea A. Aguilar apresenta o Reino da Juventude (I got a woman) - Continental - 64 TUTUCA 78rpm Playboy maluco/Bossa novíssima - RCA Camden - 7/60 174


UIRAPURU CS Me arranha prá ficar legal/Chamo você (Call me) - Mocambo 65 VALDIR VIANA 78rpm Caminho da ilusão/Rock do atchin - Tupan - S/D VALÉRIA 78rpm Saudade em rock’n roll/Quando a esperança vai embora Obs.: acomp. Steve Bernard - Continental - 8/60 LP-Coletânea As Maiorais de 1960 (Saudade em rock’n roll) - Continental - 1961 VALTER WANDERLEY 78rpm Estúpido Cupido (Stupid Cupid) - Odeon - 8/59 VELHINHOS TRANSVIADOS, OS LP Os Velhinhos Sensacionais (Twist dos Velhinhos/Ya, ya/A steel guitar and a glass of wine/Twist da guitarra) - RCA - S/D Velhinhos transviados bárbaros (Hully gully baby/The hully gully) - RCA - S/D VIKINGS, THE CS A Balada de Davy Crocket/My prayer - Fermata - 1963 Segredinho (Do you want to know a secret)/Let the little girl dance - Polydor - 1965 175


VIPS, OS CS É inutile/Lá muito além - Continental - 1964 Menina Linda (I should have known better)/Emoção - Continental - 1964 Afinal chegou/Rostinho triste - Continental - 1965 A volta/Ia ia iô - Continental - 1965 LP Vips - Continental - 1965 LP-Coletânea A. Aguilar apresenta o Reino da Juventude (Tonight) - Continental - 1964 VÍTOR RAFAEL LP-Coletânea Garotas e Rock (Minha Serra) - RCA - 1960 VOCALISTAS MODERNOS 78rpm When/Quando ela passa - Sínter - 1958 Chove (Piove) - Sínter - 3/59 Honey Honey - Sínter - 10/59 Quem é?/Lacinhos cor de rosa (Pink shoe laces) - Sínter -1/60 WALDEMAR ROBERTO 78rpm Como antes (Come prima) - Chantecler -1/59 WALDIR AZEVEDO (cavaquinho) 78rpm Nanci - Continental - 1/63 Telstar/O Passo do Elefantinho - Continental - S/D LP Waldir Azevedo (Nanci/Telstar/O Passo do Elefantinho) - Continental - 1963 176


WALDIR MAIA CS Hully Gully do Velhinho - RCA - 1964 (com a cantora Isa Rodrigues) LP-Co!etânea Times Square Show (Hully Gully do Velhinho) - RCA - 64 WALDYR CALMON E CONJ. CS-45 Rock around the clock/Tema do concerto de Varsóvia - Copacabana - S/D CD Apresenta Yunes (Let’s twist tonight) - Copacabana - 1962 (participação do cantor Yunes) LP Chá Dançante n0 3 (Rock around the clock) - Rádio - S/D Feito para dançar n0 7 (Only you) - Rádio - S/D Feito para dançar n0 9 (Little Darling) - Rádio - S/D WALTER D’ÁVILA 78rpm Rock do vovô/Cha-cha-cha do Bit Bit - Odeon - 11/61 WALTER SOBREIRO CS Já não existe amor entre nós/Amor não voltes - Paladino - 1963 WANDERLÉA 78rpm Tell me how long/Meu anjo da Guarda - Columbia - 4/62 Ao nascer do sol (Guando calienta)/Quero amar - CBS - 11/62 CS Me apeguei com meu santinho/Meu bem Lollipop - CBS - 63 Tempo do Amor/Do wah diddy diddy - CBS - 65

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CD Wanderléa com Renato e seus Blue Caps - CBS - 63 É tempo do amor - CBS - 65 LP Wanderléa - CBS - 63 Quero você - CBS - 64 É tempo do amor - CBS - 65 LP-Coletânea Alegria, Música e Ritmo (Dá-me felicidade) - CBS - 1963 As 14 Mais vol. 10 (Dá-me felicidade) - CBS - 1963 As 14 Mais vol. 14 (Capela do amor/Exército do Surf, com acomp. Renato e seus Blue Caps) - CBS - 1964 As 14 Mais vol. 16 (Tempo de Amor c/ acomp. Renato e seus Blue Caps) e (Um beijinho só c/ acomp. the Youngsters) - CBS - 1965 WANDER LEE (depois Wanderly Regina) 78rpm Dinamite/Não sou estúpida - Chantecler - 1959 CS Norman/Um amor só meu - Musidisc - 1962 WANDERLEY CARDOSO CS Rosana/Deu a louca no mundo - Copacabana - 1964 Preste Atenção/A angústia de tua ausência - Copacabana - 1964 O mundo (Il mondo)/Amor criança - Copacabana -1965 O Bom Rapaz/Minhas lágrimas - Copacabana - 1965 CD Wanderley Cardoso (Rosana/Preste Atenção) - Copacabana - 64 Amor Criança (Tudo que sonhei) - Copacabana - 65 LP O Jovem Romântico (Preste Atenção/Tudo que sonhei) Copacabana - 65 Perdidamente Apaixonado (Te esperarei/Promessa/Amor e ternura) - Copacabana - 65 LP-Coletânea Exaltação à Juventude (Tudo que sonhei) - Copacabana - 65

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WANDERLY REGINA (ex-Wander Lee) CS Escuta-me/Feminilidade - Musidisc - 63 Broto já tem vez/Não sei achar - RGE - 65 CD Wanderly Regina WILLIAM FORNEAUT (assoviador) 78rpm Tequila/Colonel Bogey - RGE - 6/58 WILMA COELHO 78rpm Como é bom namorar/FiIhinha do Papai - CBS - 63 WILMA VALÉRIA 78rpm Twist dos twists/Twist Twist - S/G - 1962 WILSON MIRANDA 78rpm Quando (When)/Aquela Maria - Chantecler - 58 Twilight Time/Veneno - Chantecler - 1/59 Moonlight Fiest/Não sei porque (Don’t ask me why) - Chantecler - 7/59 Bata Baby (Long tall Sally)/Olhos verdes - Chantecler - 4/60 Alguém é bobo de alguém/Quem fala mente - Chantecler - 3/61 Corre coração (Speedy Gonzales)/Parei mais uma vez - Chantecler - 11/61 Até breve/Eu quero dançar com você (Save the last dance for me) - Chantecler - 1/62 Volta prá mim (Come back to me) - Chantecler - 7/62 É agora (Et maintenant)/Meu sonho - Chantecler - 1/63 O Apache/Insensatez - Chantecler - 7/63 179


Oh meu Senhor (O mio Signore)/O amor que acabou - Chantecler - 6/64 CD-45 Rocks - Chantecler - 1960 CD Volta prá mim (Volta prá mim) - Chantecler - 62 LP Veneno (Ain’t that a shame/Veneno/Quando) - Chantecler - 59 Sambas e Rocks (Bata Baby/Mary Lee/Eu preciso de amor, vers. You need love/Aquele relógio/Ring a rockin/Onde estarás/É porque) - Chantecler - 60 Teu amor é minha vida (Alguém é bobo de alguém/Quero dançar com você) Chantecler - 61 Wilson Miranda vol. IV (Corre coração/Até breve/Fama e Fortuna) - Chantecler - 62 Sucessos e Balanços (É agora/Volta prá mim/Suzana) Chantecler - 63 LP-Coletânea Seleção de Sucessos vol. 2 (Bata Baby) - Chantecler - 60 WILSON SIMONAL 78rpm Terezinha/Biquini de borboletas - Odeon - 12/61 Garota Legal (You must have been a beautiful babt)/Está nascendo um samba - Odeon - 4/63 CD Wilson Simonal (Garota Legal) - Odeon - 63 YEDA MARIA 78rpm Baby meu amor/Broto é mesmo assim - Chantecler - 5/60 Jardim do amor/Everybody loves somebody - Chantecler - 9/60 Filme triste (Sad movies)/O teu nome - RCA - 2/63 CS É de amargar/Alguém mentiu - RCA - 63 CD-45 Broto é mesmo assim - Chantecler - 60 LP-Coletânea Mais Explosivo (Filme triste) - RCA - 63 180


YOKO ABE 78rpm Be bop a lula - Califórnia - 11/59 My babe - Califórnia - 6/60 YOUNGS, THE 78rpm Torquay/Come to paradise - Young - 60 CS-45 igual anterior YOUNGSTERS, THE (ex The Angels) CS Sometimes on friday/Bits and pieces - CBS - 64 Vem (Help)/Quero você longe de mim - CBS - 65 CD As 4 mais vol. 6 - CBS - 1964 CD-Coletânea As 4 mais vol. 7 (Twist and Shout/A hard day’s night) - CBS - 1964 LP-Coletânea As 14 Mais vol. 14 (A hard days night/Sometimes on friday) - CBS - 64 As 14 Mais vol. 16 (Tijuana/Wa!king) CBS - 65 ZÉ FIDÉLIS (humorista) 78rpm Oh Raios/Babalina (Bop a lena) - Continental - 9/59 Banho Enxuto (Tintarela de luna) - Continental - 6/60 Filme Besta (Sad Movies)/Society no Futebol - Continental 1963 LP-Coletânea As maiorais de 1960 (Banho Enxuto) - Continental - 61 181


ZÉ DO NORTE 78rpm Rock do matuto/Berimbau de baiano - Copacabana - 60 ZÉZINHO E ORQUESTRA 78rpm Stupid Cupid/Trumpet cha cha cha - Odeon - 6/59 Túnel do amor (Tunnel of love)/A Felicidade - Odeon - 9/59 LP Noite para dois (The Diary/Baby Rock) - Odeon - 1959 LP-Coletânea Sucessos n0 3 (Stupid Cupid/Túnel do amor) - Odeon - 59 Avant Premiere vol. 4 (Baby Rock) - Odeon - 60 Obs: Como esta discografia obviamente não é perfeita, solicitamos que eventuais retificações e/ou inclusões sejam remetidas para as pessoas e endereços abaixo citados: JOSÉ ROBERTO “OLDIES” PEREIRA RUA POMPEU LOUREIRO, 32 APTO. 606 - B Tel.: 256-7265 RIO DE JANEIRO - RJ - CEP 22061 OU TANGERINO - LOJA GOLDEN HITS RUA MATIAS AIRES, 61 SÃO PAULO - SP - CEP 01309 As fotos aqui publicadas são exclusivas dos arquivos da Revista “Baby Face” e de Antônio Aguillar, a quem agradecemos a colaboração. Rio de Janeiro, Março de 1989

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MEMÓRIA DO ROCK BRASILEIRO O projeto Memória do Rock Brasileiro, foi coordenado pelo autor deste livro no Museu da Imagem e do Som-MIS, de São Paulo, nos anos de 1984 e 1985, tendo contado com a participação, através de depoimentos, dos seguintes nomes: Albert Pavão (cantor) Antônio Aguillar (disc-jockey) Baby Santiago (compositor) Carlos Alberto Lopes (disc-jockey) Carlos Bogossian, Bogô, dos Beatniks (guitarrista) Carlos Aun, Tuca, dos Lunáticos (guitarrista) Carlos Gonzaga (cantor) Celly Campello (cantora) Cleide Alves (cantora) Danny Dallas (cantor) Demétrius (cantor) Dick Danello (cantor) Dori Edson (cantor-compositor) Ed Wilson (cantor-compositor) Eduardo Araújo (cantor) Elizabeíh (cantora-compositora) Erasmo Carlos (cantor-compositor) Fábio (cantor) Fred Jorge (compositor-versionista) Gelson Morais, do Renato & seus Blue Caps (baterista) George Freedman (cantor) Gilbert, Monsieur (cantor) Golden Boys (conjunto vocal) Gino Frey (cantor) Hamilton Di Giórgio (cantor) Jimmy, do grupo The Fenders (guitarrista) Jeanette Adib (jornalista) Jerry Adriani (cantor) Jurandir, do grupo Jet Black’s (baterista) Leno & Lilian (dupla vocal) Lídio Benvenutti Jr, Nenê, do Os Incríveis (baixo) Marcelo Amadei, do The Hits (guitarrista) Martinha (cantora) Maurício Camargo Brito, dos Lunáticos (pianista) 183


Meire Pavão (cantora) Miguel Vaccaro Neto (disc-jockey) Nick Savoia (cantor) Norman Cord (cantor) Orlando Alvarado (cantor) Passarinho, do grupo The Avalons (cantor) Rafael Vilardi, do grupo Os Seis (guitarrista) Regiane (cantora) Renato Barros, do Renato & seus Blue Caps (guitarrista) Romeu Mantovani, Aladim, do grupo The Jordans (guitarrista) Ronald e Márcio Antonucci, dos Vips (dupla vocal) Ronnie Cord (cantor) Ronnie Von (cantor) Sérgio Murilo (cantor) Sérgio Reis (cantor) Serguei (Sérgio Bustamante - cantor) Silvinha (cantora) Sônia Delfino (cantora) Tito Lívio. do grupo The Avalons (cantor) Tony Campello (cantor) Trio Esperança (grupo vocal) Vikings (Diógenss e Olavo Budney, dupla vocal) Waldirene (cantora) Wanderléa (cantora) Wanderly Regina (cantora) Wanderley Cardoso (cantor) O MIS do Rio de Janeiro também colaborou na formação desse acervo, principalmente no tocante aos artistas lá radicados. ADENDO Como foi visto aqui, o cinema nacional, no final dos anos 50, utilizou-se muito dos nossos cantores de rock. Além do que foi citado, gostaria de destacar o filme “Minha sogra é da polícia” (1958) com participação de Carlos Imperial, Roberto, Erasmo Carlos, Wilson Simonal e Paulo Silvino; “Eu sou o tal” (Cinedistri-1960) com os Golden Boys e Sônia Delfino em “Tudo legal” (H. Richers-60) e “Um candango na Belacap” (H. Richers-61).

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Albert Pavão (Carlos Alberto) é um dos maiores conhecedores da história do rock brasileiro. Nascido em Jaú-SP, há 46 anos, desde pequeno gostava das big bands americanas e de intérpretes nacionais como Dick Farney, Lúcio Alves e Dóris Monteiro. No cinema, não perdia um filme da Metro, que mostrasse Fred Astaire, Gene Kelly e Ann Miller em números de sapateado. Com 15 anos de idade escuta um disco de Elvis Presley cantando I got a woman e passa a se interessar por rock and roll. Com o apoio de seu pai, o prof. Theotônio Pavão - maestro e professor de violão e música de São Paulo - Albert começa a tocar violão e passa a se apresentar em programas de TV e shows diversos. Em 1962, grava seu 10 disco e no ano seguinte, com o rock “Vigésimo andar” entra nas paradas de sucesso de São Paulo. No começo do ano de 64, vai participar do I Festival Sudamericano de la Cancion, no Uruguai, onde atua ao lado do grande nome do rock argentino, Palito Ortega e é acompanhado pelo grupo uruguaio Los Iracundos. Nessa época, já é um dos principais nomes do rock paulista e apresenta-se em shows e programas de rádio e TV, ao lado de Roberto, Erasmo Carlos, Tony Campello, etc. Em 1966, por causa dos estudos de Economia, decide parar de gravar discos, em pleno apogeu da Jovem Guarda, embora continue compondo rocks e baladas para sua irmã Meire Pavão e outros intérpretes. Na década de 70, juntamente com seu pai, torna-se um dos precursores dos discos infantis, ao produzir cerca de 10 LPs, começando por “O Mundo Maravilhoso de Walt Disney”, que foi lançado em 1974 pela Som Livre, destacando-se também “O Sítio do Picapau Amarelo” (1975-RGE) e “Festa do Bolinha” (1977-RGE). Além disso, também escreveu sobre música jovem em diversas revistas e coordenou o projeto “Memória do Rock Brasileiro” no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo.

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rock brasileiro  

História do Rock Brasileiro

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