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Resumos Autores

RaĂ­ssa Moriani Teles do Nascimento Sociologia Professora: Cassia Jardim

IbiritĂŠ 2013


Èmile Durkheim Foto:

Dados pessoais: Émile Durkheim nasceu na cidade de Épinal (região de Lorena, França) no dia 15 de abril de 1858. Faleceu em Paris, capital francesa, em 15 de novembro de 1917. É considerado, junto com Max Weber, um dos fundadores da sociologia moderna. Viveu numa família muito religiosa, pois seu pai era um rabino. Porém, não seguiu o caminho da família, optando por uma vida secular. Desde jovem, foi um opositor da educação religiosa e defendia o método científico como forma de desenvolvimento do conhecimento.Em boa parte dos seus trabalhos, procurou demonstrar que os fenômenos religiosos tinham origem em acontecimentos sociais. Aos 21 anos de idade, Durkheim foi estudar na Escola Normal Superior (École Normale Supérieure) e passou a dedicar-se ao mundo intelectual. Formou-se em Filosofia, no ano de 1882. Cinco anos após sua formatura, foi trabalhar na Universidade de Burdeos como professor de pedagogia e ciência social. Neste período, começaram seus estudos sobre sociologia.

Pensamento e Teoria : O francês Émile Durkheim tem uma preocupação constante com a ordem social e cria conceitos importantes, como fato social, coeração social,normalidade e anomia social. É considerado por muitos como discípulo


de Comte( o teórico criador da teoria positivista), escreveu e pesquisou sobre temas como educação e suicídio, sempre preocupado em restabelecer a “saúde” de uma sociedade que, em muitos aspectos, parecia para ele doente e em desequilíbrio. Definições e exemplos dos conceitos de Durkheim: Fato social: o pesquisador deve manter uma relação de distanciamento, jamais julgando se o fato estudado é certo ou errado. Segundo Durkheim o fato social tem algumas características como generalidade ( vontade coletiva), exterioridade ( existência exterior as consciências individuais) e coeção (pressão exercida pelo grupo social sobre o individuo) Coerção social: todo o individuo, ao viver na sociedade, sofre pressão do grupo, e todas as ações que praticamos são julgadas pelos outros. Normalidade e anomia social: para Durkheim, todo fato social é considerado normal, e passa a ser considerado patológico ou uma anomalia se ameaça a sobrevivência da sociedade · Existem fenômenos sociais que devem ser analisados e demonstrados com técnicas especificamente sociais; · A sociedade era algo que estava fora e dentro do homem ao mesmo tempo, graças ao que se adotava de valores e princípios morais; · As pessoas se educam influenciadas pelos valores da sociedade onde vivem; · A sociedade está estruturada em pilares, que se manifestam através de expressões (conceito de estrutura); · Divisão do trabalho social: numa sociedade cada indivíduo deve exercer uma função específica, seguindo direitos e deveres, em busca da solidariedade social. Desta forma, pode-se chegar ao progresso e avanço para todos Educação: Durkheim acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo. Para ele, "a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta". E quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola esteja inserida Nessa concepção durkheimiana (também chamada de funcionalista), as consciências individuais são formadas pela sociedade. Ela é oposta ao idealismo, de acordo com o qual a sociedade é moldada pelo "espírito" ou pela consciência humana. "A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios - sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamento - que baliza a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela", escreveu Durkheim.


Essa teoria, além de caracterizar a educação como um bem social, a relacionou pela primeira vez às normas sociais e à cultura local, diminuindo o valor que as capacidades individuais têm na constituição de um desenvolvimento coletivo. "Todo o passado da humanidade contribuiu para fazer o conjunto de máximas que dirigem os diferentes modelos de educação, cada uma com as características que lhe são próprias

Principais obras: - A divisão do trabalho social (1893) - As regras do método sociológico (1895) - O suicídio (1897) - A educação moral (1902) - As formas elementares da vida religiosa (1912) - Lições de Sociologia (1912)

Referências: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/emile-durkheim307266.shtml http://www.suapesquisa.com/biografias/emile_durkheim.htm


Maximilian Carl Emil Weber Foto:

Dados Pessoais: Max Weber foi um importante sociólogo, jurista, historiador e economista alemão. Weber é considerado um dos fundadores do estudo sociológico moderno. Seus estudos mais importantes estão nas áreas da sociologia da religião, sociologia política, administração pública (governo) e economia. Max Weber nasceu na cidade de Erfurt (Alemanha) em 21 de abril de 1864 morreu na cidade de Munique (Alemanha) em 14 de junho de 1920. Max Weber viveu no período em que as primeiras disputas sobre a metodologia das ciências sociais começavam a surgir na Europa, sobretudo em seu país, a Alemanha. Filho de uma família de classe média alta, com o pai advogado, Weber encontrou em sua casa uma atmosfera intelectualmente estimulante. Ainda era criança quando se mudaram para Berlim. Em 1882 foi para a Faculdade de Direito de Heidelberg. Um ano depois transferiu-se para Estrasburgo, onde prestou o serviço militar.Em 1884


reiniciou os estudos universitários, em Göttingen e Berlim, dedicando-se as áreas de economia, história, filosofia e direito. Trabalhou na Universidade de Berlim como livre-docente, ao mesmo tempo em que era assessor do governo. Pensamento: O teórico alemão Max Weber não propunha nem a manutenção da ordem social, nem a revolução. sua visão da sociedade era realista. apesar de entender que as formas de organização tinham problemas, observava que muitas estruturas se mantinham e se consolidavam por meio de articulações de poder e burocratização e que os próprios cientistas, como todo individuo em ação, agem guiados por seus motivos, sua cultura e tradição.Seu principal conceito e o da ação social. segundo Weber, a função do sociólogo e compreender o sentido da ação dos sujeitos.Max Weber identificou três distinções de classe, de acordo com três dimensões de desigualdades. 1) Calsse : baseada na dimensão econômica oportunidade de vida ou a capacidade das pessoas em conseguir o que querem e necessitam no mercado ou seja comprar , proteger seguindo esse ponto de vista a classe possui mais fatores como prestigio ocupacional, educação,experiência, níveis de qualificação, inteligência, 2) Poder: baseada na dimensão política e a distribuição do poder com relação a organizações complexas como empresas, sindicatos, governo etc. segundo ele o poder é burocraticamente organizado nas sociedades industriais tornando o individuo imponentes a menos q tenham acesso a essas organizações. Prestigio: baseada na ordem social. Status ou deferência que as pessoas desfrutam em relação a outra. 3)

Teoria: A sociologia é uma disciplina interpretativa e não apenas descritiva. Para ele, não basta descrever as atitudes e relações estabelecidas entre os indivíduos em sociedade, mas é necessário também considerar e interpretar o sentido que as pessoas atribuem ás suas próprias atitudes. As relações humanas têm também uma dimensão subjetiva formada pela consciência e pelas intenções das pessoas. Essa dimensão subjetiva, dizia ele, pode e deve ser compreendida e interpretada pela sociologia. Educação:


Para Weber, a sociologia da educação passa a ter duas novas finalidades pedagógicas: 1Pedagogia do cultivo:preparam o aluno para uma conduta de vida prepará-ló para a camada social onde vive, fazendo com ele adquira certos tipos de comportamento interiores ( reflexidade ) e exteriores (comportamento social) na vida. Pedagogia do treinamento:transmitir o conhecimento especializado a educação passa a ter objetivo de formar um homem cada vez mais especializado, que busca apenas ascensão social e riqueza material e não um homem que busque a liberdade. Ou seja a educação perdeu o sentido próprio da palavra ela tinha como objetivo desenvolver os talentos humanos mas como o crescimento da burocratização e da racionalização etc a educação passa a ser apenas um bem de consumo. 2-

Principais obras - A Ética Protestante e o espírito do capitalismo (1903) - Estudos sobre a Sociologia e a Religião (1921) - Estudos de Metodologia (1922) - Política como vocação Referências: http://sociologiadaeducacao.blogspot.com.br/2006/03/texto-7-sociologia-daeducao-de-max.html http://www.slideshare.net/Edenilson/a-teoria-de-max-weber http://www.slideshare.net/Edenilson/a-teoria-de-max-weber

Karl Marx Foto:


Dados Pessoais: Karl Heinrich Marx nasceu em 15 de maio de 1818, e morreu em Londres a 14 de Março de 1883 filho de uma família de classe média, de situação confortável, em Trier, às margens do rio Mosela, na Alemanha. Descendia de uma longa linhagem de rabinos, tanto da parte materna quanto paterna, e seu pai, embora fosse intelectualmente um racionalista de formação tipicamente iluminista, só concordara em ser batizado como protestante para não se ver privado de seu trabalho como um dos mais conceituados advogados de Trier. Aos 17 anos, Marx matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Bonn havia ficado noivo pouco antes de Jenny Von Westphalen No ano seguinte, o pai de Marx mandou-o para a Universidade de Berlim, onde ele passou os quatro anos seguintes e abandonou o romantismo em favor do hegelianismo que predominava na capital naquela época. Quando o acesso à carreira universitária lhe foi vedado pelo governo prussiano, Marx transferiu-se para o jornalismo e, em outubro de 1842, foi dirigir, em Colônia, a influente Rheinische Zeitung (Gazeta Renana), jornal liberal apoiado por industriais renanos. Ao chegar a Paris em fins de 1843 Marx estabeleceu rapidamente contato com grupos organizados de trabalhadores alemães que haviam emigrado e com as várias seitas de socialistas franceses.

Pensamento:


A teoria comunista criada pelos pensadores alemães Karl Marx e Friedrich propunha uma critica e a ruptura radical com a sociedade capitalista. Suas obras, que a princípio não tinham a preocupação de sistematizar uma disciplina acadêmica, mas explicar a sociedade como um todo, transitaram pela filosofia, economia, antropologia,ciência política e sociologia. O marxismo tornou-se uma teoria e uma proposta política de transformação da sociedade. Por meios de uma revolução, o proletariado chegaria ao poder, acabando com a exploração que a burguesia exerce sobre o trabalho, o que para Marx e Engles seria a causa de todos os problemas da sociedade. Segundo eles, dentre os diversos tipos de violência, há a chamada violência estrutural ou branca, que tem ligação com as relações de exploração dos sistemas injustos e que tem nas crianças suas maiores vitimas, a falta de saneamento básico e a alimentação insuficiente ou inadequada, como também a carência de educação para as crianças, que por serem mais frágeis , são condenadas a morte a marginalidade . Aos trabalhadores resta tentar suprir as suas necessidades por meio da venda da sua força de trabalho em troca de salários, que, do ponto de vista marxista, representam apaenas uma parte do valor da riqueza que eles produzem (extração da mais valia). Daí , classe e relaçoes de classe baseiam-se em tensão e luta sobre interesses conflitantes, numa relação de oposição e complementaridade. Teoria: O marxismo se baseia no materialismo e o socialismo científico, constituindo ao mesmo tempo uma teoria geral e o programa dos movimentos operários. Em razão disso, o marxismo forma uma base de ação para estes movimentos, porque eles unem a teoria com a prática. Para os marxistas, o materialismo é a arma pela qual é possível abolir a filosofia como instrumento especulativo da burguesia (o Idealismo) e fazer dela um instrumento de transformação do mundo a serviço do proletariado (força de trabalho). Este conceito tem duas bases: o materialismo dialético e o materialismo histórico. O primeiro coloca a simultaneidade da matéria e do espírito, e a constituição do concreto por uma evolução concebida como “desenvolvimento por saltos, catástrofes e revoluções”, causando uma evolução em um grau mais alto, graças a “negação da negação” (dialética). O materialismo histórico coloca que a consciência dos homens é determinada pela realidade social, ou seja, pelo conjunto dos meios de produção, base real sobre a qual se eleva uma super estrutura jurídica e política e à qual correspondem formas de consciência social determinada. Analisando o capitalismo, Marx desenvolveu uma teoria para o valor dos produtos: o valor é a expressão da quantidade de trabalho social utilizado na produção da mercadoria. No sistema capitalista, o trabalhador vende ao proprietário a sua força de trabalho, muitas vezes o único bem que têm, tratada como mercadoria, e submetida às leis do mercado, como concorrência, baixos salários. “Ou é isto, ou nada. Decida-se que a fila é grande”. A diferença entre o valor do produto final e o valor pago ao trabalhador, Marx deu o nome de mais-


valia, que expressa, portanto, o grau de exploração do trabalho. Os empregadores tem uma tendência natural de aumentar a mais-valia, acumulando cada vez mais riquezas. Educação: Combater a alienação e a desumanização era, para Marx, a função social da educação. Para isso seria necessário aprender competências que são indispensáveis para a compreensão do mundo físico e social. O filósofo alertava para o risco de a escola ensinar conteúdos sujeitos a interpretações “de partido ou de classe”. Ele valorizava a gratuidade da educação, mas não o atrelamento a políticas de Estado – o que equivaleria a subordinar o ensino à religião. Marx via na instrução das fábricas, criada pelo capitalismo, qualidades a ser aproveitadas para um ensino transformador – principalmente o rigor com que encarava o aprendizado para o trabalho. O mais importante, no entanto, seria ir contra a tendência “profissionalizante”, que levava as escolas industriais a ensinar apenas o estritamente necessário para o exercício de determinada função. Marx entendia que a educação deveria ser ao mesmo tempo intelectual, física e técnica. Essa concepção, chamada de “onilateral” (múltipla), difere da visão de educação “integral” porque esta tem uma conotação moral e afetiva que, para Marx, não deveria ser trabalhada pela escola, mas por “outros adultos”. O filósofo não chegou a fazer uma análise profunda da educação com base na teoria que ajudou a criar. Isso ficou para seguidores como o italiano Antonio Gramsci (1891-1937), o ucraniano Anton Makarenko (1888-1939) e a russa Nadia Krupskaia (1869-1939). Obras: Diferença da filosofia da natureza em Demócrito e Epicuro 1841 Tese de doutoramento na Universidade de Iena Crítica da filosofia do Direito de Hegel Ano: 1843 A questão judaica Ano: 1843 Contribuição para a crítica da filosofia do Direito em Hegel Ano: 1844 Manuscritos econômico-filosóficos Ano: 1844 Teses sobre Feuerbach Ano: 1845 A Sagrada Família Ano: 1845 A ideologia alemã Ano: 1845-1846 Miséria da filosofia Ano: 1847 Manifesto comunista Ano: 1848 Trabalho assalariado e capital Ano: 1849 As lutas de classe na França de 1848 a 1850 Ano: 1850 Mensagem da Direção Central da Liga Comunista Ano: 1850 O 18 brumário de Luís Bonaparte Ano: 1852


Punição capital Ano: 1853 Grundrisse Ano: 1857-1858 Para a crítica da economia política Ano: 1859 População, crime e pauperismo Ano: 1859 Salário, preço e lucro Ano: 1865 O Capital: crítica da economia política (Livro I: O processo de produção do capital) Ano: 1867 A guerra civil na França Ano: 1871 Resumo de “Estatismo e anarquia”, obra de Bakunin Ano: 18741875 Crítica do Programa de Gotha Ano: 1875 Notas sobre Adolph Wagner Ano: 1880 Referências: http://www.zemoleza.com.br/carreiras/35731-biografia-de-karlmarx.html#gsc.tab=0 http://www.infoescola.com/sociologia/karl-marx-e-o-marxismo/ http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/karl-marx-307009.shtml

Marilena Chauí Foto:


Dados Pessoais: Uma das grandes filósofas e pensadoras da Filosofia Brasileira, ex-Secretária Municipal de Cultura de São Paulo, de 1989 a 1992, Marilena de Souza Chaui nasceu na cidade de São Paulo, no dia 4 de setembro de 1941. Ela é filha do jornalista Nicolau Chauí e da professora Laura de Souza Chauí. Atualmente Chauí é historiadora de filosofia brasileira, Professora de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – a FFLCH-USP.

Pensamento: Para Marilena Chaui, os protestos observados no Brasil a partir de junho deste ano não configuram uma retomada dos movimentos sociais, tampouco carregam as características libertárias de 1968. A pensadora acredita que os movimentos existentes em meados dos anos 1970 até meados dos anos 1990, no país, foram capazes de ressaltar os novos sujeitos políticos que entraram em cena. “Eles valorizavam a política, visavam produzir uma transformação, trouxeram um saldo organizativo para a sociedade e para a política brasileira. Inovaram na forma de fazer política. Eu não vejo isso hoje”, afirma. Hoje, os movimentos estariam diluídos no interior de uma massa que, de acordo com ela, é trabalhada pela mídia como se fosse única, homogênea: a juventude. Ignora-se as divisões de classe, econômicas, sociais, políticas ou culturais. “Por um lado, os movimentos atuais se caracterizam pela dispersão e pela ideia de que o evento da manifestação em si esgota a ação social, a ação política. Termina ali. Não produz um saldo de pensamento, de organização e de historicidade para a sociedade.” Estes, estariam ainda ligados à institucionalidade, uma vez que dirigem suas demandas ao Estado – ao contrário do ocorrido na França e nos Estados Unidos, em 1968, quando as transformações se davam no interior da sociedade, pois a figura do Estado era completamente rejeitada. A pensadora acredita que vivemos num mundo sem lugares, em que não há mais relação com as três dimensões do tempo, pois existe apenas a preocupação com o presente. As relações não se dariam mais entre o corpo perceptivo e o mundo. Um dos provocadores dessa característica, segundo Marilena, seria a tecnologia, capaz de criar a ilusão do “pensamento mágico”. No campo político, isso se reflete na ideia de que basta sair às ruas para que todas as demandas reivindicadas sejam atendidas. “Por exemplo, com a vitória da redução da tarifa. Passa despercebido que o MPL existe desde 2005, que ele negociou com outros governos e que fez uma ação. Ninguém presta atenção nisso. Eu fui para a rua e disse ‘não quero a tarifa’ e a tarifa foi revogada. Esse é o pensamento mágico, sem lugar e sem tempo, instantâneo.” Por outro lado, é preciso entender as novas tecnologias a partir das contradições que apresentam. “A rede social garante que a minha comunicação não seja bloqueada pelo monopólio dos meios de comunicação. Ao mesmo


tempo, no momento em que eu opero no interior da web, também opero no interior de uma tecnologia cujo modo de funcionamento eu desconheço. Não há o domínio técnico, econômico, social e científico sobre ela. O que essa tecnologia está produzindo?”, indaga. “Tenho muita dificuldade em trabalhar com a ideia de que a internet e as redes sociais, enquanto tais, são libertárias. Você está sob constante vigilância e controle.” Teoria: O inferno urbano Não foram poucos os que, pelos meios de comunicação, exprimiram sua perplexidade diante das manifestações de junho de 2013: de onde vieram e por que vieram se os grandes problemas que sempre atormentaram o país (desemprego, inflação, violência urbana e no campo) estão com soluções bem encaminhadas e reina a estabilidade política? As perguntas são justas, mas a perplexidade, não, desde que voltemos nosso olhar para um ponto que foi sempre o foco dos movimentos populares: a situação da vida urbana nas grandes metrópoles brasileiras. – explosão do uso do automóvel individual: a mobilidade urbana se tornou quase impossível, ao mesmo tempo em que a cidade se estrutura com um sistema viário destinado aos carros individuais em detrimento do transporte coletivo, mas nem mesmo esse sistema é capaz de resolver o problema; – explosão imobiliária com os grandes condomínios (verticais e horizontais) e shopping centers, que produzem uma densidade demográfica praticamente incontrolável além de não contar com uma redes de água, eletricidade e esgoto, os problemas sendo evidentes, por exemplo, na ocasião de chuvas; – aumento da exclusão social e da desigualdade com a expulsão dos moradores das regiões favorecidas pelas grandes especulações imobiliárias e o conseqüente aumento das periferias carentes e de sua crescente distância com relação aos locais de trabalho, educação e serviços de saúde. – o transporte coletivo indecente, indigno e mortífero. No caso do transporte por ônibus, sob responsabilidade municipal, um cartel domina completamente o setor sem prestar contas a ninguém: os ônibus são feitos com carrocerias destinadas a caminhões, portanto, feitos para transportar coisas e não pessoas; as frotas estão envelhecidas e quantitativamente defasadas com relação às necessidades da população, sobretudo as das periferias da cidade; as linhas são extremamente longas porque isso as torna mais lucrativas, de maneira que os passageiros são obrigados a trajetos absurdos, gastando horas para ir ao trabalho, às escolas, aos serviços de saúde e voltar para casa; não há linhas conectando pontos do centro da cidade nem linhas inter-bairros, de maneira que o uso do automóvel individual se torna quase inevitável para trajetos menores. Em resumo: definidas e orientadas pelos imperativos dos interesses privados, as montadoras de veículos, empreiteiras da construção civil e empresas de transporte coletivo dominam a cidade sem assumir qualquer responsabilidade pública, impondo o que chamo de inferno urbano.


Obras: DIREITOS HUMANOS, DEMOCRACIA E DESENVOLVIMENTO - 2013 BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS E MARILENA CHAUI - Editora Cortez

CULTURA E DEMOCRACIA - O DISCURSO COMPONENTE E OUTRAS FALA CHAUI, MARILENA - Editora Cortez

DESEJO PAIXÃO E AÇÃO NA ÉTICA DE ESPINOSA MARILENA CHAUI - Editora Companhia das Letras

INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA VOLUME 1 - DOS PRÉSOCRÁTICOS A ARISTÓTELES MARILENA CHAUI - Editora Companhia das Letras

INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA - VOL. 2 MARILENA CHAUI - Editora Companhia das Letras

POLÍTICA EM ESPINOSA MARILENA CHAUI - Editora Companhia das Letras

ESPINOSA - UMA FILOSOFIA DA LIBERDADE - 2ª EDIÇÃO MARILENA CHAUI - Editora EDITORA MODERNA

CONVITE À FILOSOFIA MARILENA CHAUI - Editora Atica

O QUE É IDEOLOGIA - 42ª EDIÇÃO MARILENA CHAUI - Editora Brasiliense


ReferĂŞncias:

http://www.infoescola.com/biografias/marilena-chaui/ 09:45

acesso em 24/11/2013

http://revistacult.uol.com.br/home/2013/08/marilena-chaui-no-espaco-cult-2/ acesso em 24/11/2013 09:52 http://www.viomundo.com.br/denuncias/marilena-chaui-o-inferno-urbano-e-apolitica-do-favor-clientela-tutela-e-cooptacao.html acesso em 24/11/2013 as 10:00 http://www.relativa.com.br/defaultlivros.asp? Origem=Pesquisa&TipoPesquisa=Autor&PalavraChave=MARILENA%20CHAUI acesso em 24/11/2013 as 10:06

Pierre Bourdieu Foto:


Dados: Nascido na cidade de Denguin, França, no dia primeiro de agosto de 1930, Pierre Félix Bourdieu era proveniente de uma família campesina. Ao completar seus estudos básicos, mudou-se para Paris, onde estudou na Faculdade de Letras aos 21 anos de idade. Em 1954, Pierre Bourdieu formouse em Filosofia e iniciou sua vida profissional como professor em Moulins. Sua carreira sofreu uma interrupção em função do serviço militar obrigatório que o enviou para a Argélia. Aproveitando-se do deslocamento, assumiu o cargo de professor na Faculdade de Letras da capital do país, Argel. De volta a Paris, Pierre Bourdieu foi assistente de Raymond Aron, importante filósofo, sociólogo e comentarista político da França na Faculdade de Letras de Paris. Foi no mesmo, 1960, que se tornou membro do Centro de Sociologia Europeia, no qual ocuparia o cargo de secretário-geral dois anos depois. Seu retorno à França marca também o início de sua volumosa produção científica. Sua publicação entre as décadas de 1960 e 1980 o caracteriza como importante sociólogo do século XX. A repercussão de suas reflexões o leva a lecionar em importantes universidades do mundo. Pierre Bourdieu destacou-se por propor uma crítica sobre a formação do sociólogo, buscando o que ficou identificado como “Sociologia da Sociologia” Com sua vasta produção intelectual, Pierre Bourdieu recebeu o título de Doutor honoris causa em três importantes instituições da Europa: na Universidade Livre de Berlim, em 1989, na Universidade Johann Wolfgang Goethe, em 1996, e na Universidade de Atenas, no mesmo ano. Pierre Bourdieu faleceu no dia 23 de janeiro de 2002 na cidade de Paris.


Pensamento: Suas reflexões dialogavam tanto com as esferas de Max Weber, como com as classes de Karl Marx. Adotando a nomenclatura de construtivismo estruturalista ou de estruturalismo construtivista, Bourdieu argumentava que há estruturas objetivas no mundo social que podem coagir a ação dos indivíduos. Todavia essas estruturas são construídas socialmente. Por outro lado, Pierre Bourdieu rejeitava a dicotomia subjetivismo/objetivismo nas ciências humanas, dizendo que as relações sociais estão numa relação dialética. Partindo do princípio anterior, destaca-se uma das questões mais importantes apresentadas no pensamento de Pierre Bourdieu: a análise de como os indivíduos incorporam a estrutura social, legitimando-a e reproduzindo-a. Seu mundo social era construído sobre três conceitos: campo, habitus e capital. O primeiro representa um espaço simbólico no qual os confrontos legitimam as representações. É o poder simbólico que classifica os símbolos de acordo com a existência ou ausência de um código de valores. O conceito de habitus discorre sobre a capacidade dos sentimentos, dos pensamentos e das ações dos indivíduos de incorporar determinada estrutura social. Já o capital representa o acúmulo de forças que o indivíduo pode alcançar no campo. Pierre Bourdieu é o autor dos subconceitos de capital social, capital cultural, capital econômico e capital simbólico. Teoria: Para construir sua teoria, Bourdieu criou uma série de conceitos, como habitus e capital cultural. Todos partem de uma tentativa de superação da dicotomia entre subjetivismo e objetivismo. “Ele acreditava que qualquer uma dessas tendências, tomada isoladamente, conduz a uma interpretação restrita ou mesmo equivocada da realidade social”. A noção de habitus procura evitar esse risco. Ela se refere à incorporação de uma determinada estrutura social pelos indivíduos, influindo em seu modo de sentir, pensar e agir, de tal forma que se inclinam a confirmá-la e reproduzi-la, mesmo que nem sempre de modo consciente Assim, estruturas sociais e agentes individuais se alimentam continuamente numa engrenagem de caráter conservador. É o caso da maneira como cada um lida com a linguagem. Tudo que a envolve – correção gramatical, sotaque, habilidade no uso de palavras e construções etc. – está fortemente relacionado à posição social de quem fala e à função de ratificar a ordem estabelecida. Para Bourdieu, todas essas ferramentas de poder são essencialmente arbitrárias, mas isso não costuma ser percebido. Capital culturalOutro conceito utilizado por Bourdieu é o de campo, para designar nichos da atividade humana nos quais se desenrolam lutas pela detenção do poder simbólico, que produz e confirma significados. Esses conflitos consagram valores que se tornam aceitáveis pelo senso comum. No campo da arte, a luta simbólica decide o que é erudito ou popular, de bom ou de mau gosto. Dos elementos vitoriosos, formam-se o habitus e o código de aceitação social.


Os indivíduos, por sua vez, se posicionam nos campos de acordo com o capital acumulado – que pode ser social, cultural, econômico e simbólico. O capital social, por exemplo, corresponde à rede de relações interpessoais que cada um constrói, com os benefícios ou malefícios que ela pode gerar na competição entre os grupos humanos. Já na educação se acumula sobretudo capital cultural, na forma de conhecimentos apreendidos, livros, diplomas etc. Com os instrumentos teóricos que criou, Bourdieu afastou de suas análises a ênfase central nos fatores econômicos – que caracteriza o marxismo – e introduziu, para se referir ao controle de um estrato social sobre outro, o conceito de violência simbólica, legitimadora da dominação e posta em prática por meio de estilos de vida. Isso explicaria por que é tão difícil alterar certos padrões sociais: o poder exercido em campos como a linguagem é mais eficiente e sutil do que o uso da força propriamente dita. Educação: Para Pierre Bourdieu, a escola exerce papel de legitimar um capital simbólico institucionalizado e demonstra, em suas relações, que as questões de classe não se restringem a posição ocupada pelo individuo no processo produtivo =, mas a relações ligadas a prestígio, reputação, fama e estilo de vida. Para ele, o campo social é um espaço multidimensional que se dá nas relações, nas composições, segundo o peso relativo das diferentes espécies no conjunto das posses dos indivíduos; Para Bourdieu, a escola é um espaço de reprodução de estruturas sociais e de transferência de capitais de uma geração para outra. É nela que o legado econômico da família transforma-se em capital cultural. E este, segundo o sociólogo, está diretamente relacionado ao desempenho dos alunos na sala de aula. Eles tendem a ser julgados pela quantidade e pela qualidade do conhecimento que já trazem de casa, além de várias “heranças”, como a postura corporal e a habilidade de falar em público. Os próprios estudantes mais pobres acabam encarando a trajetória dos bem-sucedidos como resultante de um esforço recompensado. Uma mostra dos mecanismos de perpetuação da desigualdade está no fato, facilmente verificável, de que a frustração com o fracasso escolar leva muitos alunos e suas famílias a investir menos esforços no aprendizado formal, desenhando um círculo que se autoalimenta. Nos primeiros livros que escreveu, Bourdieu previa a possibilidade de superar essa situação se as escolas deixassem de supor a bagagem cultural que os alunos trazem de casa e partissem do zero. Mas, com o passar do tempo, o pessimismo foi crescendo na obra do sociólogo: a competição escolar passou a ser vista como incontornável Principais Obras:


O Poder Simbólico

As Regras da Arte

O Ofício do Sociólogo

A Distinção: crítica social do julgamento

Referências: http://www.infoescola.com/biografias/pierre-bourdieu/ http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/pierre-bourdieu307908.shtml http://bourdieuducacao.blogspot.com.br/2011/06/vida-obras-pensamento-teoriae.html

Louis Althusser Foto :


Dados Pessoais: Louis Althusser, filósofo francês, nascido em Birmandreis, na Argélia em 19de outubro de 1918, e falecido, de ataque cardíaco, em 22 de outubro de 1990, aos72 anos em Paris, França. Membro de uma família de colonos franceses estabelecidos na Argélia, estudou primário em Argel e em seguida foi para a França para continuar o ensino médio em Marselha e Lyon. Graduou-se em Filosofia na prestigiada École Normale Superieure, em Paris. A eclosão da Segunda Guerra Mundial marcou uma ruptura em seu desenvolvimento intelectual desde que sofreu cinco longos anos de cativeiro na Alemanha prisioneiro dos nazistas por ser um proeminente membro da Resistência Francesa. Após o conflito, Althusser ingressou no Partido Comunista Francês (PCF), que entrou em 1948, na École Normale Supérieure, como professor de Filosofia. Pensamento: Althusser é um dos principais estudiosos do marxismo. Para desenvolver a teoria marxista utiliza como método de análise o estruturalismo. Num primeiro tempo, as suas preocupações centram-se nos fundamentos e métodos da investigação. Centra os seus estudos em Marx, cuja obra cimeira, O Capital, é em sua opinião um trabalho puramente científico e afastado dos interesses humanistas. Num segundo tempo, ocupa-se do estudo do pensamento de Lenine, e mais concretamente da sua obra Materialismo e Empirocriticismo. A sua conclusão básica é que o discurso teórico desta obra aclara a ciência da


ideologia. Althusser serve-se da análise estruturalista, decompõe, para o seu estudo, o pensamento marxista e as leis que, segundo este, regem a vida do homem em sociedade. A linha mais famosa da obra de Althusser tem a ver com os estudos de ideologia, e Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado a sua obra mais conhecida neste campo. Este ensaio estabelece o conceito de ideologia, e relaciona-o com o conceito gramsciano de hegemonia. Enquanto Gramsci hegemonia é finalmente determinado por forças políticas, o conceito althusseriano de ideologia é baseada na obra de Sigmund Freud e Jacques Lacan sobre o imaginário eo estádio do espelho, e descreve as estruturas e sistemas que nos permitem ter um conceito significativo do eu. Estas estruturas, de acordo com Althusser, são agentes repressivos inevitáveis. Trata-se, sob a influência de Lacan define ideologia como a representação de uma relação imaginária para as reais condições de existência. Para Althusser a ideologia é a-histórica, porque, como o inconsciente freudiano é eterno, ou seja, sempre haverá ideologia. Para Althusser isso não é uma forma de "enganar" ou "falsa consciência", mas sim uma relação normal de indivíduos para a sociedade. A ideologia, como vimos, é a relação imaginária dos indivíduos com suas relações sociais. Teoria : Althusser foi o primeiro crítico-reprodutivista no qual a teoria críticoreprodutivista foi proposta (em suas várias vertentes) por teóricos franceses de esquerda, identificados com o marxismo, críticos da sociedade capitalista, defensores do ideário de Maio de 1968. Os crítico-reproduvistas denunciam o caráter perverso da escola capitalista, onde a escola da maioria reduz-se totalmente à inculcação da ideologia dominante, enquanto as elites se apropriam do saber universal nas escolas particulares de boa qualidade, reproduzindo, assim, as contradições inerentes e necessárias ao capitalismo. O enfoque crítico-reprodutivista enfatiza o aspecto político em detrimento da técnica, denunciando o caráter reprodutor da escola. A escola é vista como reprodutora porque fornece às diferentes classes e grupos sociais, formas de conhecimento, habilidades e cultura que não somente legitima a cultura dominante, mas também direcionam os alunos para postos diferenciados na força do trabalho (Giroux, 1988). A perspectiva crítico-reprodutivista se revela capaz de fazer a crítica do existente, de explicitar os mecanismos desse existente, mas não tem proposta


de intervenção na realidade. Limita-se apenas a constatar que é assim e não pode ser de outra forma

Educação: Althusser é um dos principais estudiosos do marxismo. Para desenvolver a teoria marxista utiliza como método de análise o estruturalismo. Num primeiro tempo, as suas preocupações centram-se nos fundamentos e métodos da investigação. Centra os seus estudos em Marx e em sua obra O Capital é em sua opinião um trabalho puramente cientifico e afastado dos interesses humanistas. Num segundo tempo, ocupa-se do estudo do pensamento de Lenine, e mais concretamente da sua obra Materialismo e Empirocriticismo. A sua conclusão básica é que o discurso teórico desta obra aclara a ciência da ideologia. Althusser serve-se da análise estruturalista, decompõem, para seu estudo, o pensamento marxista e as leis que segundo este, regem a vida do homem em sociedade.

Obras de Louis Althusser •

Revolução teórica de Marx. México: Siglo XXI. 1967. ISBN 968-23-0166-

1. Sobre o trabalho teórico: problemas e recursos. Anagram. 1967. B. 30296-1970. •

Montesquieu: a política ea história. Barcelona: Ariel. 1968. ISBN 84-3440749-3. • •

Leitura Capital. México: Siglo XXI. 1969. ISBN 968-23-0319-2.

Lenin e filosofia. México: Idade. 1970.

Seis iniciativas comunistas. Madrid: Siglo XXI. 1977. ISBN 84-323-0289-

9. O que não pode durar no partido comunista. Madrid: Siglo XXI. 1978. ISBN 84-323-0316-X. • •

Para um materialismo aleatória. Madrid Arena. 2002. ISBN 84-95897-01-

6. •

Marx dentro de seus limites. Madrid: Akal. 2003. ISBN 84-460-1992-2.

Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado/Freud e Lacan. Buenos Aires: New Vision. 2003. ISBN 950-602-032-9. • •

Maquiavel e nós. Madrid: Akal. 2004. ISBN 84-460-1993-0.

Política e história. De Maquiavel a Marx. Cursos na Escola Normal Superior, 1955-1972. Madrid: editores Katz. 2007. ISBN 978-84-96859-03-6. •


L'avenir últimos longtemps, Paris, Estoque/Imec, 1992 autobiografia.

Lettres à Hélène, Paris, Grasset, 2011.

Referências: http://www.biografiasyvidas.com/biografia/a/althusser.htm http://www.vidaslusofonas.pt/louis_althusser.htm http://emaxilab.com/enciclopedia/article_1014.html http://www.pedagogiaaopedaletra.com.br/posts/louis-althusser/ http://www.ebah.com.br/content/ABAAABJi8AB/louis-althusserslide6

Ivan lllich


Foto:

Dados Pessoais: Ivan Illich nasceu em Viena no ano de 1926 e faleceu em Bremen, na Alemanha em Dezembro de 2002. Filho de pai jugoslavo e mãe com ascendência judia, teve de abandonar a Áustria quando tinha cinco anos. A família mudou-se para Roma, onde Illich completou os seus estudos: física (Florença), filosofia e teologia (Roma) e doutoramento em História (Salzburgo). Durante a infância e juventude conviveu com o círculo de nobres russos que se refugiaram na capital italiana depois de terem saído do seu país aquando da revolução comunista de 1917. Foi também em Roma que Illich entrou para o seminário (1951), onde teve como colegas muitos dos futuros diplomatas do Vaticano e onde se ordenou sacerdote. O Cardeal Spellman, arcebispo de Nova Iorque, convidou-o para seu auxiliar. Por ser fluente em dez línguas, Illich tornou-se intérprete do Cardeal e teve como função preparar sacerdotes e religiosas para a comunidade hispano-americana. Nos anos 60 mudou-se para o México onde criou o Centro Intercultural de Formação (CIF), com o objectivo de sensibilizar missionários para trabalhar na América Latina. Na década de 70 foi co-fundador do Centro de Informação e Documentação (CIDOC), espécie de universidade aberta, especialmente voltada para os problemas da educação e independência cultural do Terceiro Mundo, sobretudo da América Latina.A partir de 1980, dividiu o seu tempo entre o México, os Estados Unidos e a Alemanha. Nos últimos anos de sua vida, Illich foi professor convidado de filosofia, de ciência, tecnologia e sociedade no estado da Pensilvânia, sendo também


docente na Universidade de Bremen onde morreu no dia 2 de Dezembro de 2002. Pensamento:

Ivan Illich é um crítico feroz das instituições existentes. Se é certo que o aparecimento das instituições se deve às necessidades da própria sociedade, a verdade é que a sua criação origina problemas e novas necessidades a que a sociedade responde com a criação de mais instituições. Instala-se assim um ciclo que se encontra bem evidenciado, por exemplo, na saúde. A necessidade de tratamentos médicos está na origem da criação de locais próprios (hospitais) e da formação de pessoal especializado em faculdades de medicina. Por sua vez, a existências destas instituições está na origem da criação de órgãos administrativos que visam gerir os hospitais e supervisionar o sistema de formação médica. Surgem então as Direcções Gerais de Saúde por região e os Ministérios da Saúde, instituições centralizadas que, muitas vezes, não são capazes de responder às necessidades para que foram criadas. É este também o caso das instituições que burocratizam a transmissão dos saberes, as forças produtivas ou a distribuição da energia. A solução que Ivan Illich propõe passa pala inversão das instituições. Assim, as actuais instituições deveriam desaparecer e, em seu lugar, ser criados órgãos que estivessem radicalmente ao serviço de cada indivíduo. Illich exemplifica detalhadamente este processo no que diz respeito à escolaridade onde propõe uma verdadeira revolução. Na verdade, ao propor a criação de novas instituições que permitam a qualquer pessoa adquirir os conhecimentos desejados, ao seu próprio ritmo, ao considerar que qualquer pessoa pode aprender e ensinar, que a aprendizagem pode ser efectuada em qualquer local e incluir todos os tipos de competências profissionais preconiza uma transformação absoluta, ou mesmo extinção, da Escola tal como ela se tem configurado. O que é curioso é que, apesar de as teses de Illich relativamente ao sistema educativo poderem ser consideradas radicais ou pouco realistas, muitas delas encontram-se hoje parcialmente concretizadas, pelo que é de reconhecer neste autor um certo carácter visionário. Com efeito, a internet, de uso cada vez mais frequente e tida como indispensável nos dias de hoje, assemelha-se em muitos aspectos às redes de informação e comunicação propostas por Illich, já que permite ao indivíduo o livre acesso a toda a informação que pretenda adquirir sobre os mais variados assuntos, bem como o contacto entre pessoas de diferentes pontos geográficos que partilhem determinado interesse. De igual modo, o recente reconhecimento da importância das escolas profissionais e politécnicas e a valorização dos cursos profissionalizantes, vêm de encontro ao ensino de carácter mais prático e profissionalizante defendido por Illich. Não obstante, a nossa sociedade continua, de uma forma geral, assente na instituição Escola que, de algum modo, alicerça a estrutura e a estabilidade económica e social do mundo actual. Esta escolarização profunda situa-nos longe do grito de libertação preconizado por Illich. Teoria:


Segundo Illich, o facto de a escolaridade ser obrigatória só agrava a situação. Aqueles que não se conseguem adaptar aos temas curriculares obrigatórios e aos métodos de ensino vigentes, arrastam-se durante anos na escola, nada aprendem de válido, perdem a sua auto-estima. Quando finalmente deixam a escola, os alunos não estão preparados para ingressar no mundo do trabalho. Assim, deparamo-nos com jovens desanimados e desapontados, sem grandes perspectivas de futuro. Caso os alunos decidam abandonar a escola antes de terminarem a escolaridade obrigatória, deparam-se com problemas ainda mais graves, porque se, com a escolaridade mínima ainda têm a possibilidade de arranjar emprego mesmo sem formação específica, sem certificação escolar, ainda que mínima, o emprego torna-se quase impossível, ou então, sujeitam-se a empregos menos bons e mal remunerados. Illich defende que, apesar de muitas pessoas terem já consciência da ineficácia e da injustiça patentes no sistema educativo moderno, não são ainda capazes de imaginar alternativas nem de conceber uma sociedade descolarizada. Daí que se torne necessário"criar entre o homem e aquilo que o rodeia novas relações que sejam fontes de educação, modificando simultaneamente as nossas reacções, a ideia que fazemos do desenvolvimento, os utensílios necessários para a educação e o estilo da vida quotidiana" Educação: Em alternativa ao actual sistema educativo, Illich propõe a criação de novas instituições educativas, que permitam "dar àquele que quer aprender novos meios de entrar em contacto com o mundo à sua volta" . A criação de novas instituições educativas propostas por Ivan Illich, teria como objectivos principais: • Permitir a todos aqueles que pretendem aprender o acesso aos recursos existentes, em qualquer idade; • Facilitar o encontro entre aqueles que desejam comunicar os seus conhecimentos e toda e qualquer pessoa que deseje adquiri-los; • Permitir aos portadores de ideias novas que se façam ouvir. Segundo Illich, as novas instituições educativas deveriam permitir a qualquer aluno o livre acesso a toda a informação e a todo o conhecimento que pretendesse adquirir. Em oposição aos actuais programas escolares obrigatórios supervisionados pelas instituições, o aluno não deveria ter necessidade de apresentar quaisquer credenciais ou currículo anterior para lhe ser facultado esse acesso. De igual modo, estas novas instituições permitiriam a todas as pessoas a possibilidade de comunicarem os seus conhecimentos, tornando-os acessíveis e disponíveis a todos os interessados, com vista a aumentar e a multiplicar as oportunidades quer de aprender, quer de ensinar. Segundo o autor, há quatro espécies de recursos ou Redes, nos quais a educação se baseia. A função das novas instituições educativas seria tornar estas redes disponíveis e acessíveis a todos. I- Um serviço encarregue de pôr à disposição do público os objectos educativos, isto é, os instrumentos, as máquinas e os aparelhos utilizados para a educação formal. II- Um serviço de troca de conhecimentos, uma lista actualizada de pessoas desejosas de fazer aproveitar os outros da competência própria, mencionando as condições em que desejariam fazê-lo.


III- Um organismo que facilitaria os encontros entre pares. Verdadeira rede de comunicações, registaria a lista das pretensões em matéria de educação daqueles que se lhe dirigissem para encontrar um companheiro de trabalho ou de pesquisa. IV- Serviços de referência em matéria de educadores que permitiriam estabelecer uma espécie de anuário onde se encontrassem os endereços dessas pessoas, profissionais ou amadores, fazendo ou não parte de qualquer organismo. Obras: Deschooling Society (1971); Education without School? (1974), onde desenvolve o tema da descolarização; Imprisened in the Global Classrom (1976), em colaboração com Etienne Verne, onde define os objectivos da educação; Multilingualism and Mother-Tongue Education (1981) onde destaca a importância do ensino da língua nativa nas sociedades Indianas. Mais recentemente, Ivan Illich interessou-se pela problemática da alfabetização: The Alphabetization of the Popular Mind (1981) e Vineyard of the text (1993). Outras áreas da sua obra são Energy and Equity (1974), onde aborda assuntos como o consumo de energia e os transportes; Medical Nemesis (1976), Limits to Medicine: Medical Nemensis - The Expropriation of Health (1977), onde pensa a profissão médica e os hospitais; Tools for Conviviality (1973), onde reflecte acerca dos limites do crescimento da sociedade humana; Celebration of Awareness: a call for institutional revolution (1970); Toward a History of needs (1978) e Shadow Work (1981). Nas últimas quatro obras, Illich aborda questões sociais de interesse geral relativas a aspectos históricos, económicos e perspectivas futuras. Para além dos livros, também escreveu vários artigos, em diferentes países, para revistas muito conceituadas, como The NY Review; Le Monde; $The Guardion; Temps Modernes; The Saturday Review. Referências: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/illich/#Alguns dados biográficos http://educaforum.blogspot.com.br/2007/02/educao-sem-escola.html


Ant么nio Gramsci Foto:


Dados Pessoais: Nascido em Ales, na Sardenha, em uma família pobre e numerosa, filho de Francesco Gramsci, Antonio foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento. No entanto, foi um estudante brilhante, e aos 21 anos conseguiu um prêmio para estudar Letras na universidade de Turim Gramsci frequentou os círculos socialistas e entrou para o Partido Socialista em 1913. Transformou-se num jornalista notável, um escritor articulado da teoria política, escrevendo para o "L'Avanti", órgão oficial do Partido Socialista e para vários jornais socialistas na Itália. Em 1919, rompeu com o partido. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1921, junto com Amadeo Bordiga. Gramsci foi à Rússia em 1922, onde representou o novo partido e encontrou Giulia Schucht, uma violinista com quem se casou e teve 2 filhos. A missão russa coincidiu com o advento do fascismo na Itália. Gramsci retornou com a missão de promover a unidade dos partidos de esquerda no seu país. Em 8 de novembro de 1926, a polícia fascista prendeu Gramsci e, apesar de sua imunidade parlamentar, levaram-no à prisão. Recebeu uma sentença de cinco anos de confinamento e, no ano seguinte, uma sentença de 20 anos de prisão em Turi, perto de Bari. Um projeto para trocar prisioneiros políticos entre a Itália e a União Soviética falhou em 1932. Dois anos depois, bastante doente, ganhou a liberdade condicional, para tratar-se em hospitais. Morreu em Roma, aos 46 anos. Pensamento: Gramsci criticou a escola dita tradicional que separava o ensino para formar especialistas e dirigentes do que seria destinado à formação de operários (ensino profissional). Defende uma escola única, crítica e criativa, que desenvolvesse tanto competências predominantemente intelectuais quanto manuais (técnicas), possibilitando a autonomia dos sujeitos Teoria : Ao contrário de Marx, este filósofo político não crê no Estado como meio de coerção nas mãos das classes sociais dominantes, mas sim enquanto poder edificado justamente no acordo comum. Assim ele tece a concepção de Estado ampliado, o qual nasce do estabelecimento da hegemonia. Este Estado é o resultado de uma expressão que dispõe no tabuleiro político a soma da sociedade política e da sociedade civil, dado que deve ser levado em conta por qualquer grupo que aspire ao poder. Para Gramsci, civilização deve se harmonizar com uma estratégia na qual a sociedade civil consuma a


instituição dominante e caminhe na direção de uma autogestão e de uma consciência autônoma. Este é o antídoto para que regimes como o stalinista, que idolatram radicalmente o Estado, sejam destruídos. Gramsci aproveita elementos do pensamento de Benedetto Croce, que acredita na visão da história de um ângulo ético-político. Ele vai, porém, além deste ponto de vista limitado e encontra em Lênin o amparo teórico para explicar o mecanismo histórico total, baseado justamente na crença de que o maior trunfo das camadas dominadas, na criação de um novo regime, é o definitivo combate de cunho cultural e ideológico. A hegemonia leninista, adotada por Gramsci, deve ser compreendida como um poder maior de análise e de respostas aos desafios impostos pela História. Este conceito leva o pensador italiano a transcender qualquer fórmula automatizada de explicação da trajetória histórica e de entendimento simplista do papel das lideranças políticas. Conforme a concepção gramsciana, se os dirigentes deixam de lado a importância da hegemonia, eles estão fadados ao fracasso. Qualquer outra utilização desta expressão cunhada particularmente por Gramsci, principalmente quando é manipulada para designar qualquer espécie de ditadura partidária, só contribui para denegrir e rejeitar a teoria deste pensador. Educação: A educação, processo de formação do homem na sociedade capitalista se faz no processo de convivência social, ensinando e aprendendo, não só na escola, mas, sobretudo, na vida. Conforme o pensamento gramsciano a educação é um processo contínuo e a escola uma via fundamental para a realização de uma educação humana que considere a disciplina no agir, onde o indivíduo aprende na medida em que faz escolhas. E essas escolhas o modificam e modificam outras coisas. De acordo com Schlesener (2002), o problema da escola era um dos problemas essenciais da sociedade italiana e precisava ser enfrentado com profundidade pelo Partido Socialista. Coloca a autora, considerando os estudos de Gramsci, que uma das medidas para a solução do problema da escola seria minimizar a participação do Estado na condução da política escolar, instaurando mecanismo do concurso para a admissão de funcionários administrativos, ou melhor, realizando uma reforma do sistema administrativo. A escola do trabalho defendida por Gramsci tinha características especiais: supunha não só a formação para o trabalho, mas a possibilidade da elaboração de uma cultura autônoma, bem diversa da cultura burguesa. Para os trabalhadores, o desejo de aprender surgia de uma concepção de mundo que a própria vida lhes ensinava e que eles sentiam necessidade de esclarecer para atuá-la concretamente. (SCHLESENER, 2002, p.69) Neste sentido, a escola deveria contribuir para a concretização de uma unidade viva entre teoria e prática, elemento este que a escola burguesa, pela sua característica e função na sociedade capitalista, não podia proporcionar aos trabalhadores. No entanto, a escola deveria respeitar a individualidade do aluno no sentido de que ela é fruto de uma interação entre indivíduos e a entre estes com a natureza. Analisando este contexto, se faz presente umarelação orgânica, produzida por interação e não por justaposição. Da mesma forma a relação do homem com a natureza se dá pelo trabalho e pela técnica, além do conhecimento industrial se faz presente o conhecimento filosófico e científico, a técnica é a expressão desse conhecimento.


Obras: 1916

Os Jornais e os Operários

1916 - Dez Homens ou Máquinas 1917

Os Indiferentes

1917 - Abr A Revolução Contra o Capital 1917 - Abr Notas Sobre a Revolução Russa 1917 - Jun Os Maximalistas Russos 1917 - Dez Intransigência-tolerância. Intolerância-transigência 1918 - Fev A Organização Econômica e o Socialismo 1918 - Mar Wilson e os Maximalistas Russos 1918 - Mar Um Ano de História 1918 - Jul

A Utopia Russa

1918 - Set A Obra de Lenine 1919

Eleitoralismo

1919 - Jun Democracia Operária 1920 - Jul

Duas Revoluções

1921

Um Partido de Massas

1921 - Fev Controle Operário 1921 - Mar Itália e Espanha 1926 - Out Carta ao Comitê Central do PC da URSS Referências: http://www.infoescola.com/sociologia/hegemonia-cultural/ http://educacao.uol.com.br/biografias/antonio-gramsci.jhtm http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/2015_2166.pdf


http://palavrainsurgente.blogspot.com.br/p/biblioteca-marxista-obrasgramsci.html

Karl

Mannheim

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Dados Pessoais:

Karl Mannheim, nascido em 27 de Março de 1893 na cidade de Budapeste, e faleceu no dia 9 de Janeiro de 1947 na cidade de Londres , foi um sociólogo judeu nascido na Hungria. Iniciou seus estudos de filosofia e sociologia em Budapeste participando de um grupo de estudos coordenado por Georg Lukács. Estudou também em Berlim, Paris. Em Heidelberg, onde Mannheim foi aluno do sociólogo Alfred Weber, irmão de Max Weber, tornou-se privatdozent a partir de 1920.


A partir de 1934, foi professor extraordinário de sociologia em Frankfurt, Em 1935 com a ascensão do nazismo Mannheim deixou a Alemanha para tornarse professor da London School of Economics. O reconhecimento internacional deste autor derivou do seu trabalho na área da sociologia do conhecimento Pensamento: O marxismo exerceu inicialmente uma forte influência sobre o pensamento de Mannheim, mas acabou abandonando-o, em parte por não acreditar que fossem necessários meios revolucionários para atingir uma sociedade melhor. Seu pensamento assemelha-se em certos aspectos aos de Hegel e Comte: acreditava que, no futuro, o homem iria superar o domínio que os processos históricos exercem sobre ele.Foi também muito influenciado pelo historicismo alemão e pelo pragmatismo inglês. Mannheim afirma que todo ato de conhecimento não resulta apenas da consciência puramente teórica mas também de inúmeros elementos de natureza não teórica, provenientes da vida social e das influências e vontades a que o indivíduo está sujeito. Segundo Mannheim, a influência desses fatores é da maior importância e sua investigação deveria ser o objeto de uma nova disciplina: a sociologia do conhecimento. Cada fase da humanidade seria dominada por certo tipo de pensamento e a comparação entre vários estilos diferentes seria impossível. Em cada fase aparecem tendências conflitantes, apontando seja para a conservação, seja para a mudança. A adesão à primeira tende a produzir ideologias e a adesão à segunda tende a produzir utopias. O pensamento de Mannheim foi ciriticado sob alegação de, através do historicismo, conduzir ao relativismo. Mannheim negou essa crítica, afirmando que o relativismo só existe dentro de uma concepção absolutista das ideologias ou de qualquer forma de pensamento. Outras investigações importantes de Mannheim compreendem estudos sobre as relações entre pensamento e ação. Sua contribuição para a teoria do planejamento e para a caracterização das sociedades de massa tem especial destaque. Teoria: karl Mannheim, autor clássico do pensamento sociológico do século XX, buscou elaborar uma síntese das teorias políticas e defendendo um modelo social que chamou de planificação democrática. Esta síntese lhe possibilitou transitar por diversas teorias políticas. Neste sentido, este autor seria um dos primeiros a repensar as críticas elitistas à teoria democrática, considerando sua


relevância científica. Como exemplo, ao se discutir planificação democrática, então, se percebe a preocupação do autor com a análise do ?corpo político? ou ?classe dirigente?, enquanto grupos e líderes que desempenham papel ativo na organização da sociedade; sua preocupação é como fazer para que esta classe dirigente, independente se numa sociedade capitalista ou comunista, proporcione a todos os ideais democráticos. Afinal, para Mannheim, um domínio exclusivo de um grupo apenas, de uma classe, ou de uma elite deve ser combatido via a planificação também do poder, enquanto funções controladas por toda a sociedade. E isto seria possível mediante a aplicação de técnicas sociais eficientes, como a educação, que possibilitassem a todos um nível de participação consciente e ativo na sociedade em que se vive. E por fim, não se pode deixar de supor que a intelligentsia, conceito fundamental para o autor, enquanto grupo de intelectuais ?socialmente desvinculados?, seria uma ?minoria?, que após se organizar, poderia propor mudanças a uma ? maioria? que está desorganizada. Educação Admite que a racionalização da vida levou a um declínio da educação voltada para a formação do homem integral, mas que o arejamento promovido pela democratização das relações sociais permitiu o surgimento de novas esperanças. Nesse sentido, embora o capitalismo tenha gerado desigualdades sociais, o interesse dos jovens das classes inferiores em ascender socialmente à elite, traz ao processo educacional as contribuições culturais das diferentes camadas sociais e intercomunicação entre elas. Percebeu a importância da sociologia na modernidade, para o estudo dos fenômenos educacionais, justamente porque a vida baseada na tradição estava se esgotando. Nas épocas históricas dominadas pela tradição (pré-capitalista) a educação resumia-se a ajudar a criança a ajustar-se à ordem social tradicionalmente estabelecida. Valendo-se da influência da psicanálise, observa que tal processo era apenas de assimilação “inconsciente”, pela criança, do modelo da ordem vigente. Mas quanto mais a tradição vai sendo substituída pela racionalização da vida, provocada pela consolidação da sociedade industrial, mais os conteúdos educacionais devem ser transmitidos num processo “consciente”, em que o educador se aperceba do meio social em que vive e das mudanças pelas quais passa. Para ele, nem os objetivos do processo educacional, nem as metas podem ser concebidos sem a consideração do contexto social, pois eles são socialmente orientados. Não concordava com a idéia de que a teoria pode existir apenas pela teoria. Achava que a sociologia poderia servir de base para o aprimoramento da educação. “ Queremos compreender nosso tempo, as dificuldades desta Era e como a educação sadia pode contribuir para a regeneração da sociedade e do homem’. (MANNHEIM apud RODRIGUES, 2007, p.82).”


Regenerar de quê? Regenerar a sociedade e o homem dos efeitos perversos que vêm embutidos no processo de racionalização detectado por Weber. Valerse da compreensão dos diferentes tipos históricos de educação, construídos por Weber, para a montagem de uma pedagogia que dê conta de educar o homem moderno sem arrancar-lhe as possibilidades oferecidas por uma formação integral.

Obras : * Mensh und Gesellschaft im Zeitalter des Umbaus (O homem e a sociedade na época de crise), de 1935 * Diagnosis of our time (Diagnóstigo do nosso tempo), de 1943 * Freedom, power an democratic planning (Liberdade, poder e planejamento democrático), de 1951

Referências: http://www.seminariosociologiapolitica.ufpr.br/trabalho_detalhe.php?id=64 http://karlmannheim.blogspot.com.br/


Fernando Azevedo Foto:

Dados Pessoais: Fernando de Azevedo, professor, educador, crítico, ensaísta e sociólogo, nasceu em São Gonçalo do Sapucaí, MG, em 2 de abril de 1894, e faleceu em São Paulo, SP, em 18 de setembro de 1974. Educação: O surgimento de uma consciência educacional emergiu de uma geração vítima, ela própria, das falhas do meio social e do sistema educacional que se formou. Essa consciência não eclodiu de repente, mas já estava em formação desde os anos 20. Neste contexto, duas idéias vetores parecem constituir o cerne da reforma educacional realizada por Azevedo em 1928 quando este ocupava o cargo de diretor de instrução pública no Distrito Federal, como também no Manifesto dos Pioneiros, redigido por ele. 1 – A necessidade de uma mudança nas mentalidades;


2 – A constatação de que o problema da educação é de ordem filosófica e política. A transformação das mentalidades estaria vinculada ao ideal de um novo humanismo e à possibilidade de se fazer da escola um elemento ativo e dinâmico da sociedade. Além disso, deveria-se abandonar uma concepção social vencida da escola sem sentido, produtora e reprodutora do status quo. Fernando de Azevedo concorda com Antônio Gramsci, em relação às críticas que faz à escola tradicional, “instalada para uma concepção burguesa que mantém o indivíduo na sua autonomia isolada e estéril, resultante do individualismo libertário”. Critica ainda, toda cultura verbal, que estaria demais afastada do concreto, cheia de retórica e poesia, demais desdenhosa das realidades humanas e sem contrapeso científico. O que o autor almeja, é nada menos que uma “Revolução Educacional” com a participação do povo, até então, alijado do processo educativo. Teoria: Fernando de Azevedo, homem extremamente culto (nunca escondeu suapaixão pelo conhecimento, adorava frequentar bibliotecas, onde mantinha contatocom intelectuais e profissionais de diversas áreas), ao longo de sua vida, sofreuinfluências de diversos intelectuais e pesquisadores, tais como Dewey, Durkheime Ortega y Gasset; em suas obras, consegue articular comentários de vários outrosestudiosos, como Stuart Mill, Pareto, Marx, entre tantos, emprestando ao seudiscurso certo ecletismo, que, a princípio, parece incoerente.Contudo, tal forma de apropriação dessas referências se justifica e conferecerta coerência ao seu discurso político e pedagógico, caso se leve em conta a suapreocupação com o problema da educação, à época em que ocorreu a sua pretensãoem pensar sobre a reforma da cultura e do ensino, como meios de formar umnovo homem e de concorrer para a consolidação da democracia, em nosso país.Fernando de Azevedo poderia ser compreendido, assim, como um intelectualque pensou sobre esse problema e que tentou elaborá-lo, teoricamente, enunciandoum discurso sobre o qual legitimou a sua ação política, nesse campo, nas esferaspúblicas ligadas à universidade, enfrentando toda a espécie de resistências àreforma do ensino que propôs. Desse modo, procura partir de um diagnóstico supostamente preciso sobre as características particulares da cultura brasileira, analisando os seus problemase potencialidades, em relação ao desenvolvimento social, preconizado pelas teoriassociológicas e antropológicas. Com isso, tenta harmonizar o singular com ouniversal e, consequentemente, elaborar uma filosofia para orientar as tendênciasà mudança, presentes na psicologia do


homem brasileiro e em nossa formaçãocultural, em direção ao progresso da humanidade.

Obras principais: 1920, Da Educação Física, seguido de Antinous - Estudo de Cultura Atlética e aEvolução do Esporte no Brasil 1923, No Tempo de Petrônio 1924, Ensaios 1927, Jardins de Salústio - À Margem da Vida e dos Livros, ensaios 1929, Máscaras e Retratos - Estudos Críticos e Literários sobre Escritores ePo etas do Brasil 1926, A Educação na Encruzilhada - Problemas e Discussões Inquérito para O Estado de São Paulo 1932, A Reconstrução Educacional no Brasil 1935,Novos Caminhos e Novos Fins - A Nova Política da Educação no Brasil 1937, A Educação e seus Problemas, 2 vols. 1943, A Cultura Brasileira, 3 vols. 1948, Canaviais e Engenhos na Vida Política do Brasil - Ensaio sociológico sob reo elemento político na civilização do açúcar 1958, Princípios de Sociologia, 8ª ed. 1958, Sociologia Educacional, 5ª ed. 1958, Um Trem Corre para o Oeste - Estudo sobre o Noroeste do Brasil e seup apel no sistema de viação nacional, 2ª ed. 1958, Na Batalha do Humanismo - Aspirações, Problemas e Perspetivas, 2ª ed. 1958, A Educação Entre Dois Mundos - Problemas Perspetivas e Orientações 1961, Figuras do meu Convívio, ensaios 1962, A Cidade e o Campo na Civilização Industrial e Outros Ensaios 1971, História da Minha Vida, memórias

Refereências http://www.infopedia.pt/$fernando-deazevedo;jsessionid=E2Cyjnxs3nYVAzznagiCGQ__ http://www.educacaomoral.org.br/reconstruir/os_educadores_edicao_71_fernan do_de_azevedo.htm


http://pedagogasfasul.blogspot.com.br/2012/06/fernando-de-azevedo-eeducacao.html http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/educacaoemrevista/article/view File/656/539

Anísio Teixeira:

Foto:

Dados Pessoais: Do nascimento à misteriosa morte, acontecida no poço de um elevador na Av. Rui Barbosa Rio de Janeiro (RJ) onde morava Anísio Spínola Teixeira nasceu em Caetité (BA), em 12 de julho de 1900, numa família de fazendeiros. Estudou em colégios jesuítas em Caetité e em Salvador. Em 1922, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, no Rio de Janeiro. Educação: Anísio deixou como herança um acervo que tem sido objeto de pesquisas, monografias e teses. Seus textos são revisitados com freqüência como fonte primária para as investigações da história da educação brasileira, por estudiosos de variadas áreas do conhecimento. Anísio ao analisar a importância da educação, como centro de uma política


de desenvolvimento social, criticou nossos sistemas arcaicos de ensino, com seus métodos obsoletos, as falhas na organização das escolas e a formação equivocada dos professores, enfim, tocou em todos os pontos que se referem à educação. Nada passou incólume aos olhos daquele pensador. Já em 1933 ele falava das duas tendências sociais que modelavam a vida moderna: ciência e democracia. Ele disse que "a civilização moderna tem uma feição singular; ela é uma civilização em permanente mudança". Ciente das mudanças que ocorriam no mundo e preocupado com os destinos do país, e por decorrência, com a educação do nosso povo, ele trouxe para si a árdua missão de defender a escola pública. Ao apontar caminhos para a reconstrução educacional, em uma sociedade mais justa e mais humana, Anísio se nutriu da utopia de uma escola pública de qualidade para todos e para qualquer um. Utopia, não como algo quimérico, irrealizável ou fantasioso mas, utopia como aquilo que se pode sonhar e se constituir em outro topos, em um lugar onde se pode fazer alguma coisa. Uma utopia racional, como dizia ele, fundada na virtualidade e potencialidade dos conhecimentos humanos existentes, aqui e agora. É nesse sentido que caminhava seu idealismo e sua visão profética de uma escola de qualidade, legitimada pelo postulado que todos os homens são suficientemente educáveis para conduzir a vida em sociedade, de forma que cada um, e todos, dela partilhassem como iguais, a despeito das diferenças das respectivas histórias pessoais e das diferenças individuais. Pensamento/ Teoria: Anísio Teixeira pensava a educação escolar como um direito que deveria ser estendido a toda a população, o que demandaria escolas gratuitas de todos os níveis de ensino. Além disso, acreditava que a educação seria o meio para acabar com as diferenças sociais existentes na sociedade brasileira. Anísio era um sonhador: pensava em educação como um processo capaz de restaurar e quebrar as diferenças tão impregnadas na sociedade de seu tempo e, envolvido no pragmatismo deweyano, achava que a escola poderia ser este instrumento de quebra. A educação é um direito educação como um bem que não poderia ser negado, fazendo parte da formação do ser humano, de fato, um direito. A educação não é um privilégio. A educação de base deve ser geral e humanista a educação envolvia a participação da sociedade e dos movimentos que nela ocorrem, daí a necessidade de ser geral A escola pública é a máquina que prepara a democracia aponta-a como mecanismo necessário, porém reconhece os problemas existentes na máquina 'ideal' em vista do 'real':


O professor tem de ser capacitado democraticamente encarava a formação do docente e sua constante (re)capacitação como algo vital.

Obras: Educação para a Democracia; A Educação e a Crise Brasileira; A Universidade e a Liberdade Humana; Educação não é Privilégio Educação no Brasil. Em 1946, ele assumiu o cargo de conselheiro da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Referências: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per11.htm http://educarparacrescer.abril.com.br/pensadores-da-educacao/anisioteixeira.shtml http://www.ensayistas.org/filosofos/brasil/teixeira/introd.htm http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/vida-obra-anisio-teixeira-paulofreire.htm http://nteviviane2010.blogspot.com.br/p/vida-e-obra-de-anisio-teixeira.html


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