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“Morre cada dia. Nasce cada dia. Nega tudo o que possuis cada dia. O essencial não é estar livre, mas lutar pela liberdade.” Nikos kazantzakis 20 de setembro – Depois do almoço, participei de audiência pública na Câmara sobre o projeto de lei do vereador Joel Moreira que restringe à Praça da Estação as manifestações políticas e sindicais que ocorrem no Centro de BH. Eu considero absurda essa proposta de limitar o que é espontâneo. Primeiro porque é inconstitucional e também, porque, apesar do transtorno, o espaço público pertence à população. Daqui a pouco vão querer que as manifestações ocorram no Mineirinho ou às três da manhã para ninguém dar pelota. Se assim o fosse, o que seria das passeatas contra a ditadura ou dos caras-pintadas? 21 de setembro – Durante toda tarde, como sempre, uma extensa reunião no Conselho Municipal do Patrimônio. Na pauta, a abertura do processo administrativo para o registro da Feira Hippie como bem imaterial de BH, o que inicia o tombamento dela. Ao final, os expositores conseguiram seu intento com a aprovação


unânime da proposta. A Feira Hippie, que ocorre todos os domingos na Afonso Pena, conta com 2.336 feirantes distribuídos em 12 setores, entre vestuários, artes plásticas e bijuterias. À noitinha, participei da abertura do 4° Forum Nacional de Pedagogia, com uma palestra sobre a interlocução entre formação, saberes e práticas na pedagogia. Um assunto sempre instigante e desafiador, num evento promovido pela UFMG, Unimontes, UEMG, UFJF, UFV, UFSJ, Uni-BH e Pucminas. 23 de setembro – No Instituto de Educação, a abertura do III Congresso Internacional de Esquizoanálise e Esquizodrama, abordagem criada por Gilles Deleuze e Felix Guattari que propõe uma série de dispositivos e de procedimentos para a transformação do mundo e que trabalha com todas as agrupações e práticas humanas inventivas e mutativas. Uma noite de proposta inovadoras. Sou parceiro do Instituto Felix Guattari, que homenageei na Câmara, por meio do professor Gregorio Baremblitt. 26 de setembro – Pela manhã, durante o 4° Fórum de Educação Integral, no Uni-BH, tive uma boa manhã com a divulgação da


pesquisa feita com os alunos do Programa Escola Integrada, desdobramento de minha lei que instituiu a jornada de tempo integral. Estamos em uma curva ascendente para fazer de BH uma cidade educadora. É sempre bom relembrar da situação do país há dez anos, com grande parte da população excluída. Qualquer melhoria na qualidade do ensino é uma ótima notícia. Evidentemente, sem o empenho dos educadores, nada disso seria possível. À tarde, no PT-BH, tivemos uma reunião com a direção do PMDB, estreitando os laços com um dos partidos que compõem a base de apoio da presidente Dilma. Em seguida, dei uma chegada à Praça da Estação para, mais uma vez, junto com entidades como a CUT e o Movimento Nossa BH, apoiar a luta dos professores mineiros pelo piso nacional da educação. Na sequência, fui à PBH, convidado pelo prefeito Márcio Lacerda, que pessoalmente explicou as razões dos vetos ao meu projeto de democratizar o uso das praças de BH. Depois de muita briga, convencemos o prefeito a não vetar o artigo que elimina o cercamento das praças e a manter a gratuidade nos eventos. O prefeito disse que nos convidará para discutir a regulamentação de eventos maiores. À noite, homenageei, com o título de honra ao mérito, o Programa Pólos de Cidadania, instância da Faculdade de Direito da UFMG que há mais de 15 anos tra-


balha com a garantia de direitos humanos e civis da população em risco social. Na oportunidade, quero saudar a iniciadora de tudo, professora Miracy Gustin.

27 de setembro – Estive na abertura do seminário estadual de Lançamento da 4 a Edição do Prêmio ODB Brasil, que tem como objetivo valorizar e reconhecer publicamente práticas sociais desenvolvidas por prefeituras e organizações da sociedade civil que contribuam com o alcance das metas do milênio, estabelecidas pela ONU em 2000. O Brasil deu saltos significativos nos oito anos do governo Lula, na er-


radicação da miséria e do analfabetismo, infraestrutura, Luz para Todos etc. Mas temos um longo caminho ainda a percorrer. Depois, uma reunião com meu amigo Patrus e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Conversamos sobre a sucessão em BH, fizemos uma avaliação nacional do PT e das políticas do governo federal. 28 de setembro – Estive na UEMG pela manhã, para lançar a nova revista Outro Olhar (que trata do Ensino Médio) e para um debate com alunos do curso de Pedagogia. A prosa foi de oito da manhã até as dez e meia. Valeu a pena e deixo aqui registrado meus parabéns a UEMG, entidade parceira de há muito.


À noitinha, após sessão no Conselho Municipal do Patrimônio, fui à Casa Fiat ouvir Maria Rita Kehl discorrer sobre boemia e malandragem. Uma noite agradável e instrutiva que passou pelo samba, malandragem, trabalho, amor e o corpo. Essa palestra e a de José Miguel Wisnik foram as que mais me agradaram no ciclo de palestra “Mutações: elogio à preguiça”. Em seguida fui tomar uma cerveja com Maria Rita na Cantina do Lucas.

29 de setembro – Não poderia faltar à abertura da 5 a Mostra Cine BH, no antigo Cine Show Santa Tereza. Muita gente e elogios à publicação da lei que democratiza as praças de BH e a nossa atuação na cultura. Depois, dei umas voltas pela noite do bairro e me encontrei com os amigos Jorge e Silvana, quando cantamos um pouco do velho rock’ n ’ roll.


P. S. 1 – Quero lamentar minha não-ida ao casamento da camarada Maíra (24/9), que segundo meu assessor Vilmar Oliveira deu uma festa e tanto. Perdi... Maíra e “Rei”, saúde e muitos filhos! P. S. 2 – Liguei para o Davi. Ele atendeu ao telefone e ficamos conversando um pouquinho. De repente ele parou: -“Amanda, não sou o seu brinquedo!” - “Mas eu quelo...” - “Já disse que não sou seu brinquedo”, ele repetiu. A Rita pegou o telefone e esclareceu: “-Ô pai, a Amanda quer vestir o Davi com umas roupas de palhaço”. É demais, né? P. S. 3 - Na sexta-feira passada, fui com o Davi, a Amanda, a Rita e a vovó deles, no Parque Municipal. Manhã super agradável. P. S. 4 – Reli vários contos de Machado de Assis. Que maravilha! Cada conto é um deslumbramento, uma riqueza. Sugiro a vocês.


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Diário do Arnaldo - Outubro 2011