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TRAGICOMÉDIA DE DOM CRISTÓVÃO E SINHÁ ROSINHA Sinhá Rosinha quer casar, mas, como enfrentará o autoritário pai, o prepotente dom Cristóvão, o ex-namorado e seu apaixonado pretendente? Como escapará de um casamento forjado pelo dinheiro e viverá o seu amor desimpedido? Como diz sinhá Rosinha: “que se dane seu dinheirinho eu quero é o amor!”. Uma farsa que exalta os valores como a independência, a arte e o amor. O Teatro Imaginário Maracangalha, grupo de pesquisa em teatro de rua e espaços não convencionais de encenação, ao longo de sua trajetória construiu uma dramaturgia própria a partir do documentário, memória, cultura popular e literatura. Através do “Prêmio Rubens Corrêa de Teatro 2014”, o grupo estreia a montagem do espetáculo “A Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha” do dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca, escrito na fase juvenil e lúdica do autor. Nessa nova construção o grupo parte para outro processo de pesquisa que é a encenação de um texto /dramaturgia pronta onde a “farsa”, gênero popular de teatro, é levado a cena com humor, drama e crítica social. No processo de pesquisa o grupo investigou a cultura popular na fronteira com o Paraguai e a Bolívia e paralelos nas relações de gênero, patriarcado, ruralismo e capital, presentes na obra e na formação cultural do Mato Grosso do Sul a partir de suas fronteiras. Realizou dois “Seminários Arena Aberta: Gênero e latifúndio e Na rua sem fronteira” além da leitura dramática da obra “A menina carvoeirinha” de Garcia Lorca Federico García Lorca tornou-se um dos expoentes máximos da literatura espanhola e mundial. A poesia e a obra teatral de Lorca, tornou-se bastante conhecida por sua envergadura trágica e por sua universal e recorrente temática de amor, morte e liberdade revelando-se um artista preocupado com a renovação da cena e sua recepção, cuja meta era a realização de um teatro eminentemente popular: na linguagem e no acesso. Na perspectiva de linguagem e acesso do teatro de rua e da arte pública, o grupo composto pelos atores e atrizes Ariela Barreto, Fran Corona, Fernando Cruz, Moreno Mourão e Renderson Valentim, legitima-se como um grupo de criação e pesquisa de trabalho continuado. O grupo somou suas habilidades à pesquisa da cenografia, adereços, figurino e musicalidade com profissionais e pesquisadores das áreas relacionadas a seus processos de encenação. O artista plástico GHVA assina a cenografia, figurino, adereços e maquiagem, o músico e maestro Jonas Feliz é o diretor musical do espetáculo sob a direção de Fernando Cruz. Assim, o grupo é reconhecido pela seriedade e profissionalismo em suas construções, já que às mesmas não ficam engavetadas ou restritas a apresentações de execuções de projetos, e sim, em circulação dentro e fora do Brasil, tratando o recurso público como forma de expansão da arte pública chegando a toda população na rua, de forma democrática. A execução desse projeto torna pública esta importante obra, assim como ,coloca o nome do autor e a sua relação com a contemporaneidade e nossa cultura em seu devido lugar e tempo.


Ficha técnica Adaptação do texto de Federico Garcia Lorca Direção: Fernando Cruz Direção musical: Jonas Feliz Atuadores: Ariela Barreto, Fernando Cruz, Fran Corona, Moreno Mourão e Renderson Valentim Figurino, cenografia, adereços e maquiagem: Ghva Arte: Thiago Silva/Najom Registro audiovisual: Cátia santos Fotografia: Diogo Gonçalves/Ateliê Passarinho Realização : Teatro Imaginário Maracangalha Comparsas: Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), Najom, Ateliê Passarinho, Associação Miguel Couto, Degrau Estúdio, BRASA Comunicação, Teatral Grupo de Risco, Circo do Mato e Flor & Espinho Teatro Investimento – FCMS –Prêmio Rubens Correa de Teatro 2014

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Formato – Arena 360 graus Cenário – 1 Baú de 1m³ Espaço para apresentação: Praças e espaços alternativos CONTATO: (67)9 9250-9336 / 3043-5751 teatroimaginariomaracangalha@gmail.com


02/05/2017

Eventos Culturais fizeram parte do feriado em Três Lagoas ­ Perfil News ­ Notícias de Três Lagoas e região



18/04/2017 13h52

Eventos Culturais 𙤀zeram parte do feriado em TrĂŞs Lagoas Teatro e mĂşsica reunirĂŁo cidadĂŁos amantes de cultura na cidade Â

Da Redação Â

O evento jå faz parte do calendårio cultural, que pretende sempre realizar apresentaçþes musicais (Foto: Assessoria)

Na quarta­feira  (12)  aconteceu  a  segunda edição  do  Concerto  na  Igrejinha,  com  o músico Murilo Martinez e o projeto Duon. No evento  foram  apresentadas  peças  musicais de  autoria  própria  do  artista,  no  estilo Fingerstyle  e  violino  com  o  convidado Francis David.

O evento  jå  faz  parte  do  calendårio  cultural, que pretende sempre realizar apresentaçþes musicais em um dos locais mais importantes da  história  de  Três  Lagoas,  a  Igreja  Santo Antônio.

Leia tambÊm Espetåculo "TragicomÊdia de Dom Cristóvão e Sinhå Rosinha" Ê apresentado em Três Lagoas Relatório sobre regulamentação da vaquejada deve ser apresentado nesta tarde Projeto Florestinha realiza Educação Ambiental para 2588 alunos em quatro escolas municipais de Três Lagoas

A Diretoria  de  Cultura  tambÊm  realizou  a  apresentação  da  peça  "TragÊdia  de  Dom  Cistóvão  e  Sinhå  Rosinha",  do  Grupo  de  Teatro Maracangalha, de Campo Grande, na Praça Ramez Tebet, såbado (14). O espetåculo, uma adaptação do texto de Frederico Garcia Lorca, reuniu muitas pessoas para apreciar a peça que retrata uma farsa que exalta valores como a independência, a arte e o amor. No  domingo  (15)  aconteceu  uma  oficina  como  uma  parceria  entre  o  Teatro  Imaginårio  Maracangalha  e  o  Grupo  de  Teatro  Identidade  com enfoque de criar uma rede de troca de experiências entre criadores e espectadores da arte. (*) Assessoria de Comunicação Social prefeitura de Três Lagoas

http://www.perfilnews.com.br/noticias/bolsao/eventos­culturais­fizeram­parte­do­feriado­em­tres­lagoas

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02/05/2017

Espetáculo “Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha” é apresentado em Três Lagoas ­ Perfil News ­ Notícias de Três Lagoas e região

 12/04/2017 14h21

Espetáculo "Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha" é apresentado em Três Lagoas Grupo fará ocinas para artistas do município e região

Da Redação

O espetáculo de rua “Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha” é uma adaptação do texto de Federico Garcia Lorca (Foto: Assessoria)

A Diretoria de Cultura da Prefeitura de Três Lagoas e o Grupo de Teatro Identidade, com o  apoio  da  Fundação  Universidade  Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) promovem o Espetáculo  Teatral  "Tragicomédia  de  Dom Cristóvão  e  Sinhá  Rosinha",  apresentado pelo  Grupo  Teatro  Imaginário  Maracangalha de  Campo  Grande  ­  MS.  A  apresentação acontecerá no sábado (15) na Praça Central Ramez Tebet – às 19h00.

Leia também Prefeitura de Três Lagoas decreta ponto facultativo para está quinta­feira (13) 4ª Feira do Peixe acontece nesta quinta­feira (13)

Concerto na Igrejinha recebe o músico Murilo Martinez

O Grupo  Teatro  Imaginário  Maracangalha atua  desde  2006  em  Campo  Grande  ­  MS. Por  opção  estética  trabalha  a  pesquisa  em  teatro  de  rua  e  espaços  não  convencionais  para  encenação  numa  perspectiva  crítica  e provocadora, com isso amplia o conceito de acesso às artes cênicas, circulando por ambientes que independem da caixa cênica tradicional para compartilhar conteúdo e arte. O espetáculo de rua "Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha" é uma adaptação do texto de Federico Garcia Lorca. Uma farsa que exalta valores como a independência, a arte e o amor. A classificação é livre e a peça dura 50 minutos. OFICINA ARTÍSTICA O Imaginário Maracangalha, grupo de teatro de Campo Grande ­ MS oferecerá oficina para artistas e professores de arte no domingo (16) das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Galpão da N.O.B, prédio em frente a antiga Prefeitura. As inscrições poderão ser feitas no Espaço Identidade. A oficina é parte da parceria cultural entre o Teatro Imaginário Maracangalha e o Grupo de Teatro Identidade com enfoque de criar uma rede de troca de experiências entre criadores e espectadores da arte. A oficina será gratuita, mas as vagas são limitadas. (*) Assessoria de Comunicação Social prefeitura de Três Lagoas http://www.perfilnews.com.br/noticias/bolsao/espetaculo­tragicomedia­de­dom­cristovao­e­sinha­rosinha­e­apresentado­em­tres­lagoas

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Correio B

sexta-feira, 17 de março de 2017

correiob@correiodoestado.com.br

cultura

divulGAção/uáRi dE ARRudA

AbERTuRA. Temporada do Chapéu começou ontem em Campo Grande, com cortejo da Orquestra Vai Quem Vem e do Teatro Imaginário Maracangalha

teatro pela Cidade

As artes cênicas conquistam espaço em Campo Grande neste fim de semana, com festivais e apresentações

Thiago andrade

Presidente Prudente, Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo, Caxias do Sul, Dourados e Campo Grande. Artistas de todas essas cidades se apresentam na Capital durante o fim de semana, na 7a edição do Temporada do Chapéu, promovido pelo Teatro Imaginário Maracangalha. Desde ontem, a programação vem acontecendo na cidade e demonstrando a força democrática do teatro de rua. As apresentações são gratuitas; mas, ao final do espetáculo, é costume passar o chapéu para garantir contribuições voluntárias do público. Hoje, a programação começa às 8h30min, na Centro de Comercialização de Economia Solidária, com a oficina “O Teatro e o Corpo”, do grupo paulistano Pombas Urbanas. A companhia, formada em 1989, também apresenta seu espetáculo mais recente. “Era uma Vez um Rei” será encenado amanhã no Sesc Morada dos Baís, às 17h, e é um dos destaques da mostra – que conta com uma variedade de espetáculos que merecem ser assistidos. Na peça, um grupo de moradores de rua decide criar uma brincadeira entre si e elege um deles para se tornar rei durante uma semana. Ao fim da brincadeira, o antigo rei se proclama presidente e, posteriormente, cria a possibilidade de eleiçã, até que, finalmente, torna-se um ditador. O espetáculo estreou em 2014. “É uma maneira de lidar com o passado histórico da política brasileira, passando por processos de governabilidade que já se fizeram presentes no

Fotos: divulGAção

Saiba

Teatral Grupo de Risco encena “Guardiões”

Programação Sexta-feira 15h30min “super tosco”, de Rosa dos ventos – sesc Morada dos Baís; 17h “Final de tarde”, do teatro de Caretas – sesc Morada dos Baís; 19h30min seminário Arena Aberta. Sábado 11h “A Princesa Engasgada”, do teatral Grupo de Risco – Praça Ary Coelho; 15h ”Amizade é uma Coisa, Farinha é outra”, do Moenda Coletivo de teatro – sesc Morada dos Baís; 16h “Circo de Horrores e Maravilhas”, de oigalê – sesc Morada dos Baís; 17h “Era uma vez um Rei”, de Pombas urbanas – sesc Morada dos Baís. Domingo 16h “Zão e Zoraida em Mapa para Brincar”, do Grupo ueba – orla Ferroviária; 17h30min ”tragicomédia de dom Cristóvão e sinhá Rosinha”, do teatro imaginário Maracangalha – orla Ferroviária. País”, explica Marcelo Palmares, ator e um dos fundadores da companhia. Pombas Urbanas, que tem sede no Bairro Cidade Tiradentes, na periferia paulistana, foi fundado a partir de oficinas ministradas pelo ator e diretor peruano Lino Rojas, falecido em 2005. “Na

em cena

Festival destaca humor em três espetáculos diferentes o primeiro “fim de semana do riso” reúne trabalhos desenvolvidos pelo ator Luciano risalde, que, ao lado de jovens atores, realiza um trabalho que atende diversas áreas do humor. o festival tem início hoje, às 20h, no teatro mace – rua 26 de agosto, 63 –, com a apresentação de “standUpNeiros”. No sábado, será apresentado “tripé – de onde Viemos?”, também às 20h. a programação se encerra no domingo, com “eu me auto me apresento a mim mesmo a Vocês”. Nos espetáculos, destacam-se linguagens como o stand-up e, segundo risalde, o foco é no humor inteligente. oficina, nós vamos apresentar um pouco dos exercícios e do processo que ele nos apresentou”, comenta o ator. MAIS Além do grupo paulistano, passam pelas ruas campograndenses espetáculos como “Final de Tarde”, dos cearenses do Teatro de Caretas. A partir de conceitos com que tratam a cidade como dramaturgia e o “teatro ambiental”, o grupo propõe uma série de experimentos que têm como foco a interpretação cênica na rua. A

encenação tem início sem que os transeuntes sejam avisados – com exceção daqueles que leem essa reportagem. O espetáculo ocorre às 17h, no entorno do Sesc Morada dos Baís. Outro destaque da programação é o “Circo de Horrores e Maravilhas”, do grupo Oigalê, de Porto Alegre. Décima montagem da companhia, baseiase nos tradicionais circos de horror que exibiam pessoas “diferentes”, como mulheres barbadas, gigantes, siamesas, entre outros. Será encenado no sábado, às 16h.

Acontece hoje, às 19h30min, na sede do Teatral Grupo de Risco, a encenação do espetáculo “Guardiões”, com direção de Roma Román e dramaturgia de Lu Bigatão. Na peça, dão o tom as questões ecológicas ligadas, sobretudo, ao Pantanal sulmato-grossense. O impacto humano e suas consequências em relação tanto ao ecossistema quanto às relações socioculturais são abordados no espetáculo, que se vale da encenação dos atores e dos elementos cenográficos para apresentar o enredo que passeia entre o lúdico e o dramático. No palco, André Tristão, Fernanda Kunzler e Yago

Garcia passeiam por personagens que se descobrem como metáforas de diversas questões levantadas pela pesquisa dramaturgia da jornalista e escritora Lu Bigatão. A entrada é gratuita e compõe o projeto Mitos em Risco, contemplado pelo edital do Fundo de Investimento Cultural (FIC/2015), da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendendorismo e Inovação (Sectei). O projeto prevê apresentação de outros espetáculos do grupo, como “A Princesa Engasgada” e “Mito do Mato”.

EXPERIMENTOS. fernanda Kunzler em cena de “Guardiões”


Correio do estado quarta-feira, 5 de outubro de 2016

correio B 3

artes cênicas

horto florestal

Bar transforma-se em palco teatral

exposição fotográfica reúne imagens do Cerrado

espaço tradicional de samba e mPB destacará, em outubro, vários espetáculos diogo gonçalves/divulgação

A partir de hoje, a Biblioteca Pública Municipal Anna Luiza Prado Bastos, localizada no Horto Florestal, na área central de Campo Grande, destaca a exposição fotográfica Imagens do Cerrado, reunindo vários participantes. Os trabalhos registram aves, animais e paisagens, incluindo detalhes presentes na natureza. As fotografias foram produzidas pelos alunos do curso Técnico em Proces-

sos Fotográficos, promovido pelo Senac Campo Grande, como complemente de atividades desenvolvidas na disciplina de Fotografia de Natureza. As 40 imagens presentes na mostra ressaltam a busca de cada participante em encontrar sua própria maneira de explorar o tema proposto. Horário de visitação: das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e das 8h ao meio-dia, aos sábados. mariana arndt/divulgação

TEATRO IMAGINÁRIO MARACANGALHA. Formação especializada em teatro de rua mostrará, no projeto, texto de garcía lorca osCar roCha

Inicialmente, o Bar Valu – Rua Treze de Maio, 4.541 – era ponto somente daqueles que apreciavam samba mais tradicional e MPB. Com o passar do tempo, as opções do local foram se ampliando, com manifestações artísticas, além da música. Um exemplo desse processo foi a série de apresentações teatrais sediada no local

durante junho deste ano. O êxito das encenações estimulou os produtores do bar a realizarem a segunda edição da Temporada Teatral, que começa amanhã, às 20h30min, com o espetáculo “A Princesa Engasgada”, do Teatral Grupo de Risco. “Com as peças de teatro, muitas pessoas que não conheciam acabaram tendo contato com nosso espaço, voltando

para as outras apresentações”, explica Silvana Valu, uma das proprietárias do bar. PROGRAMAÇÃO Segundo ela, a dinâmica do bar é alterada durante as apresentações dos espetáculos. “Na hora da encenação, dependendo do tipo de proposta, suspendemos o serviço do bar. Nesse momento, o centro é a peça que está sendo

mostrada”, aponta Silvana. No dia 13, a atração será a encenação “As Aventuras de Bagacinho – Quem Conta um Ponto Cria um Conto Dom Quixote”, do Grupo Casa. Dia 20, o diretor e ator Jair Damasceno apresentará “Salomé” e, finalizando a temporada, no dia 27, o Teatro Imaginário Maracangalha apresentará “Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha”.

VARIEDADE. aves e paisagens são destaque na mostra


Com várias sessões, Teatro Imaginário Maracangalha leva novo espetáculo à espaços públicos midiamax.com.br /cultura/257819-varias-sessoes-teatro-imaginario-maracangalha-leva-novoespetaculo-espacos-publicos

Siga nas Redes Sociais Google Plus 06/05/2015 06h25 - Atualizado em 06/05/2015 06h45

Com várias sessões, Teatro Imaginário Maracangalha leva novo espetáculo à espaços públicos O grupo permeou a dramaturgia espanhola para compor peça Um dos grupos considerados sobreviventes, em manter viva a arte de rua em Campo Grande, o Teatro Imaginário Maracangalha apresenta sua mais nova montagem neste fim de semana: “A Tragicomédia de Dom Cristovão e Sinhá Rosinha”. Como de praxe, o grupo irá percorrer feiras livres, praças e até espaços públicos com o novo espetáculo. A estreia acontece neste sábado (9), a partir das 10 horas no Centro Comercial da Coophavila e no mesmo dia, às 20 horas, o grupo se apresentará na Feria da Vila Jacy (nas Avenidas Laudelino Barcelos e Europa e na Rua Dona Otília Barbosa). Já no domingo (10), o grupo apresenta o novo espetáculo na Praça Bolívia, que fica no Bairro Santa Fé, às 11 horas e no Parque das Nações Indígenas às 16 horas. E na terça-feira (12), eles levam todo o glamour da ‘A Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosa’ para a Praça Ary Coelho às 17 horas. Depois de longos meses de produção estudo, o grupo permeou a literatura espanhola e enfatiza dentro do espetáculo, parte das emoções transcritas pelo dramaturgo Federico Garcia Lorca. “Nessa nova construção o grupo parte para outro processo de pesquisa que é a encenação de um texto /dramaturgia pronta onde a ‘farsa’ - gênero popular de teatro é levado a cena com humor, drama e crítica social”, explica Fernando Cruz, o diretor do grupo. No processo de pesquisa o grupo investigou a cultura popular na fronteira com o Paraguai e a Bolívia e paralelos nas relações de gênero, patriarcado, ruralismo e capital, presentes na obra e na formação cultural do Mato Grosso do Sul a partir de suas fronteiras. “Maracangalha é pesquisa de teatro de rua e tem como objetivo, explorar espaços não convencionais de encenação”, explica o diretor do grupo, Fernando Cruz. Ao longo de sua trajetória, o grupo construiu uma dramaturgia própria que integra documentário, memória, cultura popular e literatura. Realizou dois “Seminários Arena Aberta: Gênero e Latifúndio e Na rua sem fronteira” além da leitura dramática da obra “A menina carvoeirinha” de Garcia Lorca no começo do ano, na sede do grupo. Na perspectiva de linguagem e acesso do teatro de rua e da arte pública, o grupo é composto pelos atores Alê Moura, Camilah Brito, Fran Corona, Fernando Cruz, Moreno Mourão e Renderson Valentim, legitima-se como um grupo de criação e pesquisa de trabalho continuado. O grupo somou suas habilidades à pesquisa da cenografia, adereços, figurino e musicalidade com profissionais e pesquisadores das áreas relacionadas a seus processos de encenação. O artista


plástico GHVA assina a cenografia, figurino, adereços e maquiagem, o músico e maestro Jonas Feliz é o diretor musical do espetáculo sob a direção de Fernando Cruz. Sinopse do espetáculo Sinhá Rosinha quer casar, mas, como enfrentará o autoritário pai, o prepotente dom Cristóvão, o exnamorado e seu apaixonado pretendente? Como escapará de um casamento forjado pelo dinheiro e viverá o seu amor desimpedido? Como diz sinhá Rosinha: “que se dane seu dinheirinho eu quero é o amor!”. Uma farsa que exalta os valores como a independência, a arte e o amor. Lorca Federico García Lorca tornou-se um dos expoentes máximos da literatura espanhola e mundial. A poesia e a obra teatral de Lorca ficou conhecida por sua envergadura trágica e por sua universal e recorrente temática de amor, morte e liberdade revelando-se um artista preocupado com a renovação da cena e sua recepção, cuja meta era a realização de um teatro eminentemente popular: na linguagem e no acesso.


Maracangalha estreia espetáculo que trabalha a questão da mulher e do latifúndio midiamax.com.br /noticias/maracangalha-estreia-espetaculo-trabalha-questao-da-mulher-e-dolatifundio

Siga nas Redes Sociais Google Plus 25/02/2015 16h57 - Atualizado em 26/02/2015 15h14

Maracangalha estreia espetáculo que trabalha a questão da mulher e do latifúndio “Tragicomédia de Dom Cristóbão e Sinhá Rosinha” é o nome da mais nova produção do grupo que estreia no mês que vem A inspiração do novo espetáculo do Teatro Imaginário Maracangalha veio do outro lado do continente. Baseado na dramaturgia do espanhol Federico Garcia Lorca, o grupo trabalhou em cima do gênero tragicômico e traz para “Tragicomédia de Dom Cristobão e Sinhá Rosinha” – nome da nova produção – questões em cima da mulher, latifúndio e amor. A trama, que pode ser considerada um musical, envolve um pai fazendeiro falido, que quer, a todo custo, encomendar o casamento de sua filha Rosinha com um homem muito rico, que por sua vez, está à beira da morte. Eis que ela se apaixona por um arista popular e um ex-namorado surge para dar ênfase à obra. Pela primeira vez abordando a tragicomédia, Fernando Cruz, diretor do TIM, contextualiza a produção como característica que sustenta o teatro de rua. “Como nosso palco é a rua, partimos de uma pesquisa da cultura popular da fronteira de MS com a Bolívia e fizemos um estudo sobre a mulher da nossa fronteira, para mesclar com o texto do Lorca”, diz. A reflexão sobre questões de poder, tanto sócias quanto econômicas, e as imposições do papel da mulher na sociedade também estarão em evidência dentro do enredo. Ainda de acordo com o diretor, dentro desta obra a questão da sobrevivência do amor será ressalvada. “Queremos deixar claro que sim, a mulher pode se render ao amor”. Aprimoramentos Os atores Alê Moura, Renderson Valentin, Moreno Mourão, Fran Corona, Camilah Brito e o diretor, que também entrará em cena, estiveram enclausurados por dois meses para a composição artística e produção do espetáculo. Aprenderam a tocar instrumentos como sanfona, flauta, violão, cajon, zabumba, pandeiro e até castanholas para compor os personagens. A supervisão e direção musical é assinada pelo músico Jonas Feliz. “Demos uma regionalizada na produção musical; o espetáculo em si, é todo cantado com músicas fronteiriças e ritmos locais como a polca, guarânia...”, conta Cruz. Programação de estreia Por ser a primeira produção dessa nova temporada, “Tragicomédia de Dom Cristóbão e Sinhá Rosinha” terá oitos dias do mês de março dedicados à sua estreia.


Na quinta (12) e sexta-feira (13) vai acontecer o seminário sobre a dramaturgia de Lorca com direito a leitura dramática do texto Idilio da Carvoeirinha e seminário sobre gênero e latifúndio. Ambos acontecerão na nova sede do TIM, localizada na Rua Joaquim Murtinho quase esquina com a Avenida Ceará. O espetáculo em si será circulado pelas feiras da Coophavilla (dia 17), Estrela do Sul (18), Orla Morena (19) e Vila Jacy (21), sempre no mesmo horário, às 20h. No dia 20, o grupo se apresenta na Praça Ari Coelho, às 18h. Curiosidade O espanhol Federico Garcia Lorca escrevia textos questionando a sociedade sempre satizirando, de certa forma, com humor. Tinha uma barraca ambulante e perambulava pelo interior da Espanha ditando seus pensamentos.

Portfólio Tragicomédia de Dom Critóvão e Sinhá Rosinha  

Portfólio do espetáculo de teatro de rua Tragicomédia de Dom Critóvão e Sinhá Rosinha, baseado na obra de Federico Garcia Lorca, do Teatro I...

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