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Apresenta

ritual de vida e morte do deus pequeno

CLIPAGEM


CRÍTICAS FIT RIO PRETO 2017 13 e 14 de julho de 2017 São José do Rio Preto/SP O Real e a História no Teatro Publicado em 14 de julho 2017 http://www.fitriopreto.com.br/programacao/nacionalrua/Tekoha_Ritual_de_Vida_e_Morte_do_Deus_Pequeno#

A peça Tekoha – Ritual de vida e morte do deus pequeno, do grupo Teatro Imaginário Maracangalha, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, conta a história do assassinato do líder guarani Marçal de Souza em 1983, episódio recorrente da violência de estado contra grupos sociais marginalizados. Em uma praça, o grupo reúne os espectadores em círculo, fazendo alusão à dinâmica de uma assembleia. Os atores apresentam de início o seu posicionamento político, colocando-se contra a repressão policial e a favor da manifestação do povo que luta pelos seus direitos. Ao contar a história de Marçal de Souza, o grupo revela o quanto a Igreja e a Justiça foram responsáveis pelo curso dos acontecimentos. A peça sublinha a sua intenção de se colocar em defesa daqueles que costumam ter suas vozes caladas à força quando chama a atenção para o fato de que Marçal, que foi morto a tiros, levou um tiro na boca. A enunciação de várias manchetes de jornal que relatam crimes como este e ainda outros, como agressões homofóbicas e atitudes autoritárias de administrações públicas, tem forte carga de denúncia. Colocando lado a lado diferentes notícias de violência, a peça nos convida a ver que não se tratam de casos isolados, mas de um projeto de extermínio e opressão de uma parte da sociedade, que ecoa uma continuidade do projeto colonizatório. Em determinado momento da peça, uma das atrizes nos lembra de que não há "descobrimento" do Brasil, que o continente americano foi invadido e saqueado. Sem dúvida, a proposta do espetáculo – que em nenhum momento fica em cima do muro – é relevante e os artistas se dedicam à comunicabilidade de um modo generoso. É de grande valor a escolha por falar da história do Brasil em praça pública, e a decisão de falar da condição indígena, do contínuo massacre que exterminou e continua exterminando tribos inteiras, é sempre urgente e necessária. Nos últimos anos, temos visto diversos espetáculos que podemos situar dentro do que se tem chamado "teatros do real". Artistas de diferentes partes do mundo têm assumido a responsabilidade pela produção de pensamento sobre processos históricos, apontando formas diversas de dar continuidade à ideia de teatro documentário que conhecemos principalmente pelo legado do dramaturgo alemão Peter Weiss. A pesquisadora estadounidense Carol Martin, que tem importantes livros publicados sobre o assunto, fala que esse tipo de teatro contemporâneo está "encenando historiografia". As peças que encenam historiografia nos mostram diferentes noções de escrita da história. Algumas são mais complexas, não se prendem à dinâmica das narrativas causais, lançando mão de dispositivos ficcionais que tensionam a expectativa de verdade que temos dos discursos historiográficos oficiais. Outras seguem mais à risca a noção de história entendida como relação de nomes, datas e anedotas, sem ousar na linguagem. Tekoha está mais próximo do segundo caso, pois a dramaturgia (assinada coletivamente pelo grupo) se pauta por uma dinâmica simples de alternar momentos de narração, em que o elenco se dirige diretamente ao público, e de dramatização, em que os atores e atrizes se caracterizam como personagens da história narrada e dialogam entre si. Podemos dizer que a dramaturgia de Tekoha é


mais didática, que aposta mais na informação transmitida do que no engajamento intelectual e afetivo do espectador. Ao final da apresentação, os artistas esclarecem que não estão fazendo a peça para comover, mas para mobilizar, o que mostra um posicionamento ético definido. De fato, a peça não espetaculariza a morte de Marçal de Souza. Há na dramaturgia, o que poderíamos chamar de ética do cuidado, uma expressão usada pelo pesquisador espanhol José A. Sánchez na lida com as práticas do real no teatro contemporâneo. A programação de 2017 do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto traz outros espetáculos que podem ser pensados como teatros do real, ou até como formas contemporâneas – nada cânonicas – de teatro documentário; ou ainda espetáculos que de algum modo agenciam produção e transmissão de saber, que estão comprometidos com o mundo em que vivemos. Jacy, peça do Grupo Carmin, de Natal, também trata, embora indiretamente, da história do Brasil. O Mapa Teatro, da Colômbia, veio apresentar Los Incontados – Um tríptico, a última parte de uma trilogia que reflete sobre a violência na Colômbia. Projeto brasil articula discursos, imagens de corpos e canções que são ou podem ser formadores de uma ideia complexa de Brasil. Na Cena Rio Preto, a peça da Cia Cênica, Terra Abaixo Rio Acima, que tem mais afinidades de linguagem com Tekoha, se propõe a contar parte da história da formação da cidade. São diferentes formas de investigar a linguagem do teatro e diferentes formas de engajar o espectador na reflexão que está sendo proposta. A peça do grupo de Campo Grande poderia fazer um convite mais contundente à desobediência civil se experimentasse, no espetáculo, mais desobediência às convenções do teatro. Por Daniele Avila Small (RJ) Doutoranda em Artes Cênicas pela UNIRIO, crítica, dramaturga e diretora de teatro. Idealizadora e editora da revista eletrônica Questão de Crítica, integrante do coletivo Complexo Duplo e da DocumentaCena – Plataforma de Crítica.


21/09/2016

Crítica 31º Festivale ­ Ritual de vida e morte do deus pequeno, por Valmir Santos

Crítica 31º Festivale ­ Ritual de vida e morte do deus pequeno, por Valmir Santos Publicado: Segunda, 12 Setembro 2016 11:16 | Imprimir Evoé, Marçal de Souza Por Valmir Santos Num poema que costuma acompanhar as edições da peça Rasga coração (1974), intitulado Somos todos profissionais, Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, riscou o chão: “(...) viemos aqui cumprir nossa missão/ a de artistas/ não a de juízes de nosso tempo/ a de investigadores, a de descobridores/ ligar a natureza humana à natureza histórica”. O grupo Teatro Imaginário Maracangalha, de Campo Grande, pratica essa filosofia com precisão no espetáculo de rua Tekoha ­ Ritual de vida e morte do deus pequeno (2010). Inequívoca a determinação do cortejo cênico em denunciar a violência contra os povos indígenas a partir da memória de luta e da injustiça flagrante no assassinado do líder guarani Marçal de Souza (1920­1983), o Tupã­i, como batizado em criança na língua tupi, o “deus pequeno”. Mas a criação propaga, como vimos na apresentação na Praça Afonso Pena, no centro de São José dos Campos, uma dignidade essencial no olhar dos cinco atores tocados pelo amor incondicional à sabedoria e ao conhecimento através da procura permanente da verdade. Existe a minha verdade, a sua e a verdade, como diz a tradição cultural do griô na África. Quando as provas gritam nos autos e a justiça sucumbe, então a arte tem muito a dizer, mostrar e dar o que pensar. A quem jamais ouvira falar do sul­mato­grossense Marçal de Souza e sua trajetória incomum – como este jornalista admite; o Brasil não conhece o Brasil e a ignorância é genocida –, a narrativa documental desconcerta. Escrito em colaboração com os atores, o roteiro do ator e diretor Fernando Cruz condensa passagens biográficas com ênfase nas formações ideológica e sociopolítica do homenageado. Souza ficou órfão aos oito anos. Foi educado numa missão presbiteriana, morou com a família de um oficial do Exército no Recife, onde estudou até a segunda série do que equivale hoje ao ensino fundamental. Na década de 1940, já adulto, voltou ao Mato Grosso do Sul, onde trabalhou como enfermeiro (diplomado pela Organização Mundial da Saúde, a OMS) no posto da Fundação Nacional do Índio, a Funai, na aldeia Campestre em Antônio João, onde morou nos últimos anos de luta pelos direitos dos povos indígenas. Até a trágica noite de 25 de novembro de 1983, vítima de uma emboscada na aldeia Campestre, no município Antônio João, a pouco mais de 50 quilômetros de onde nascera 62 anos antes, em Rincão do Júlio, região de Ponta Porã, fronteira com o Paraguai. Dois homens foram até a casa dele em busca de remédio para o pai de um deles que passava mal naquele momento, por volta de 21h. Souza era assistente de enfermagem em posto da Funai. Abriu a porta de casa e levou cinco tiros à queima roupa, um deles na boca. Os pistoleiros queriam calar a voz do homem notabilizado pela eloquência e domínio da língua dos guarani kaiowá e dos guarani ñhandeva na região. Sua morte despertou atenção da imprensa internacional e das representações dos direitos humanos quanto ao histórico descaso dos governos brasileiros para com a demarcação das terras e o conluio com fazendeiros. Foi um deles, Líbero Monteiro de Lima, quem mandou executar a enésima liderança indígena no Brasil, por meio do capataz Rômulo Gamarra. Como num processo de Kafka, autoridades locais conspiraram para que a tramitação se arrastasse e os acusados foram inocentados em dois julgamentos, até a prescrição do caso. “A impunidade é mais dolorosa do que a morte“, ecoa a obra. A consciência crítica em Marçal de Souza ampliou­se desde o convívio com os antropólogos Darcy Ribeiro e Egon Shaden na década de 1940, na condição de guia e intérprete do guarani. Essa interlocução fraterna e intelectual fez com que defendesse a sua cultura de origem sem concessões. Converteu­se em um dos principais porta­vozes da causa indígena. Dias antes do homicídio, recusara suborno em dinheiro para que convencesse os kaiowá a abandonarem uma aldeia já demarcada, motivação mais provável de sua execução. Marçal de Souza conheceu de perto a dita civilização dos brancos e articulou conhecimentos à sabedoria autóctone. Tornou­se antológico o discurso que fez num encontro público com o papa João Paulo II em junho de 1980, em Manaus, três anos e pouco antes de ser morto: “Queremos dizer a Vossa Santidade a nossa miséria, a nossa tristeza pela morte dos nossos líderes assassinados friamente por aqueles que tomam o nosso chão, aquilo que para nós representa a nossa própria vida e a nossa sobrevivência neste grande Brasil, chamado um país cristão. (...) Dizem que o Brasil foi descoberto. O Brasil não foi descoberto, não, Santo Padre, o Brasil foi invadido e tomado dos indígenas (...). Nunca foi contada essa verdadeira história do nosso povo. Eu deixo aqui o meu apelo de 200 mil indígenas que habitam e lutam pela sua sobrevivência neste país tão grande e tão pequeno para nós", argumentou ao microfone. Enfim, estamos diante da memória e da presença de um homem notável, de existência complexa, de difícil transposição para um roteiro de peça em espaço público (uma aproximação com a trajetória do seringueiro, sindicalista, ativista político e ambientalista acreano Chico Mendes não seria descabida). Porém, a já mencionada dignidade dos atores­narradores corresponde ainda à propriedade sobre o biografado agora evocado pela arte milenar do teatro. Como se Tekoha ­ Ritual de vida e morte do deus pequeno o saudasse para reavivar sua força e utopia. A dramaturgia delimita os pontos­chave diante da pletora de informações. A linha do tempo não é maçante em sua ação clara, em simbiose com os elementos igualmente sintéticos nos adereços, objetos e cenografia artesanais (os bambus ou taquaras são o carro­chefe multiforme, viram até perna­de­pau). Suportes artesanais de plasticidades (tecidos) e sonoridades (sopros, percussão) cabem de forma justa nas bolsas de mão do elenco, feitas, ao que parece, de algodão cru, como os figurinos dominantes. Assim como caminham pelas clareiras da praça e seu entorno, eles carregam o material cênico nos ombros até demarcarem um território. Ao final, recolhem tudo nas mesmas sacolas e lembram um grupo de retirantes. O título Tekoha tem a ver com o espaço do pertencimento na cultura guarani. A expressão “teko” pode significar modo de estar, sistema, lei, hábito ou costume. Laços com a terra tradicional. Ariela Barreto, Fran Corona, Francisco Cruz, Moreno Mourão e Renderson Valentim revezam em cena as figuras de Marçal de Souza e dos representantes da justiça, da Funai, além do fazendeiro e do capataz. Uma armação de óculos de aros marrons vai ao rosto de cada um dos atores nas passagens representativas das visões de mundo do líder. Apesar da gravidade dos fatos, a abordagem não trai o apelo popular e a potencialidade do humor para a reflexão. Por outro lado, não alivia na manipulação da justiça ao arguir sobre os procedimentos técnicos de descarado favorecimento aos acusados, uma sequência da ordem das perversões institucionais. Em sua década de trajetória, o Teatro Imaginário de Maracangalha distingue os insumos poéticos para a construção artística a partir da lupa sobre a realidade (os acontecimentos narrados são de estarrecer) e a ação direta quando mobilizado a intervir no cotidiano em ações diretas e urgentes. Por isso as extensões do sagrado e da concretude sociopolítica comparecem nessa experiência de mediação com o ritual dos índios. Um trabalho que espelha nossa profunda ignorância da ancestralidade, e de como ela incide no presente brasileiro.   ­ Escrito no contexto do 31º Festivale ­ Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba, de 2 a 11 de setembro de 2016.  

http://fccr.sp.gov.br/index.php/em­destaque/4906­critica­31­festivale­ritual­de­vida­e­morte­do­deus­pequeno­por­valmir­santos?tmpl=component&print=…

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Festival Matias de Teatro de Rua 11 a 19 de julho de 2015 Rio Branco/AC 12 de julho de 2015 às 20h Praça da Revuloção (...)o matogrossense do sul, merece destaque por sua maturidade estética e utilização do teatro épico. Limpo, direto, econômico, distanciado, crítico, político. Teatro em estado puro de vida. Vida em estado puro de teatro... Distanciado, para refletir e... agir! Licko Turle - Pós-doutorado em Teatro no PPGAC/UNIRIO. Ator, diretor, professor integrante o grupo Tá Na Rua do RJ

Festival Boca de Cena - Mostra Sul-Mato-Grossense de Teatro CampoGrande/MS 28 de março de 2015 ás 11h Praça Ary Coelho Tekohá, do grupo Imaginário Maracangalha. A espetacularidade recua diante da necessidade de expressão/ação política sobre a realidade imediata, dentro de um regime histórico. O objetivo é claro é límpido, o despertar os homens para injustiças sociais por meio de um teatro político popular relacionado ao agit prop, promovendo uma politização da rua e de seus frequentadores. Daí a força do discurso, que se compõe de fragmentos de textos jornalísticos ou de outras fontes pré-existentes articulados coerentemente. Ao mesmo tempo, contudo, arma-se a teatralidade cuidadosamente, desde o cortejo que angaria espectadores até o jogo de cena feito coletivamente, a partir de poucos elementos e composições simples, cuja forma é/reitera o conteúdo de ação coletiva popular propagandeado. Nesse teatro-denúncia, certo de sua função no mundo, a dinâmica dos corpos intercambiando a sustentação do grupo diz tanto quanto as palavras, certeiras, no chamado à indignação conjunta. A política está além da denúncia, que se nela se bastasse seria puro panfleto; está também nas ações e formas que esse conjunto humano apresenta diante de outros seres como eles. Luciana Eastwood Romagnolli – Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com especialização em Literatura Dramática e Teatro pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), mestre em teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Semana Cultural MS em Cena - 5º Representação 04 a 15 de novembro de 2011 Três Lagoas/MS Sábado 12 de novembro de 2011 10h "TEKOHA – RITUAL DE VIDA E MORTE DO DEUS PEQUENO” Teatro Imaginário Maragangalha – Campo Grande/MS Local: Feira Diurna – Av. Rosário Congro Gênero: Teatro de rua Direção: Fernando Cruz Classificação: livre Ritual Fúnebre: As importâncias e as “incelências” que entraram no Paraíso. Pedido de permissão ao Líder Marçal de Souza, a celebração da vida! Eis tudo! Está instalado o campo sagrado da praça, onde será exposta a Paixão do valoroso líder, militante, comandante, bravo guerreiro Marçal! O espetáculo vem pujante, com a força da denúncia com a força do protesto, “com a certeza na frente e a história na mão(...)”.Muitos de nós não conhecíamos Marçal. Ele foi apagado, esquecido assim como os porões da Ditadura. Os signos todos usados no espetáculo, dignos do legítimo teatro de rua de resgate e protesto, retomam um grande legado desta brava tradição! O exército e a missão evangélica, o índio comprado para lutar entre si com dinheiro de branco, a conversa com o Papa João Paulo II, o grito de guerra: “Eu não culpo o índio”. Ou seja, no meio de um círculo de loucuras e observações, de absoluta falta de alteridade cultura e compaixão tão apregoados pelos pilares acima citados, a voz dissonante, a voz da razão e da justiça, foi de Marçal. Não justiça arrogante, mas com a legítima humildade de sentimento dos reais e grandes líderes que sabem em seu coração que o verdadeiro líder veio para servir e não para ser servido! Meu muito, muito obrigada ao grupo por me levar das trevas da ignorância! Obrigada pela aguerrida fé que a arte salva!Alto abraço de Boa Vida, Juliana Calligaris - Atriz pesquisadora e crítica de teatral. Teatro de resistência política feito com muita garra e conhecimento dos procedimentos e da “gramática do teatro de rua”. Leitura contemporânea feita pelo Teatro Imaginário Maragangalha de Campo Grande/MS sobre a trajetória do líder indígena guarani Marçal de Souza apresentada na feira diurna de Três Lagoas que encantou e sensibilizou o público passante. “TEKOHA” é ação estética política, sem palavras de ordem ou “panfletos”, que toca os corações e mentes do público. Luiz Carlos Laranjeiras - Ator, Diretor e crítico teatral


17º FIT Rio Preto Festival Internalcional de São José do Rio Preto 2017 http://www.fitriopreto.com.br/programacao/diaria http://www.fitriopreto.com.br/programacao/nacionalrua/Tekoha_Ritual_de_Vida_e_Morte_do_Deus_Pequeno


http://mostracariri.sesc-ce.com.br/programacao/


http://www.uepg.br/fenata/


GAZETA DE PIRACICABA PIRACICABA, DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015

CIDADE 7

Largada do Festival de Teatro

Fentepira na praça Peça inaugural contou a vida de Marçal de Souza, líder que defendeu os direitos indígenas Antonio Trivelin

MARCELO ROCHA

GRATUITAS

Da Gazeta de Piracicaba marcelo.rocha@gazetadepiracicaba.com.br

anhã de convergência cultural e social na praça José Bonifácio. Ontem, o espaço público sediou a abertura do 10º Festival Nacional de Teatro de Piracicaba (com a encenação da peça Tekohá - Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno), um cortejo percussivo (com o grupo Baque Caipira, atração que foi o “abre-alas” do espetáculo) e a manifestação de ativistas do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que divulgavam a nona edição da Parada Gay de Piracicaba, que acontece hoje, a partir das 14h. Cerca de 200 pessoas assistiram à montagem teatral do grupo Teatro Imaginário Maracangalha, de CampoGrande (MS). A peça retrata a trajetória do líder guarani Marçal de Souza e sua resistência histórica na luta pela terra e direitos dos povos indígenas. Jorge Vermelho, o curador do 10º Fentepira, fala sobre a mostra e justifica a estreia na praça,

Hoje tem mais quatro peças

M

Trupe do Mato Grosso do Sul abriu a programação com a peça Tekohá - Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno

a céu aberto. “O festival é um território que tem a função de colocar a cidade em comunhão com essas manifestações que o teatro propõe. Então, acho fundamental que a praça seja esse umbigo nascedouro do Fentepira”, diz.

A secretária de Ação Cultural, Rosângela Camolese, frisou o apoio de entidades como o Sesc e o Sesi ao evento, chamando-os de “parceiros fiéis”. “Chegar à marca de 10 anos de um festival nacional de teatro não é fácil. Em tempos de crise, precisamos

ter mais criatividade para não deixar a peteca cair”, afirma. O prefeito Gabriel Ferrato (PSDB) destacou que “a riqueza de uma cidade também depende do desenvolvimento humano, e isso passa, inevitavelmente, pela cultura”.

O 10º Fentepira vai até o dia 15 de novembro, com a exibição de peças produzidas por trupes vindas de 15 Estados. Serão 17 peças teatrais, além de oficinas e debates que acontecerão em 10 espaços culturais. Toda a programação é gratuita e é promovida pela Secretaria Municipal da Ação Cultural (Semac). Hoje, haverá espetáculos na Casa do Povoador (Muda por Amor, da Cia D`Vergente de Teatro, às 11h); no Teatro Erotídes de Campos (Carnaval dos Animais, do Grupo Giramundo, às 16h; e Degredo, do Grupo Forfé de Teatro, às 21h); e no Engenho Central, entre aos armazéns 7A e 7B (O Concerto da Lona Preta, Trupe Lona Preta, às 17h). Mais informações pelo site www.fentepira.com.br ou pelos telefones (19) 3413-8526 e (19) 3413-5212.


Diversão em Cena Peça do Giramundo é atração no Teatro do Engenho. PÁGINA 13

Um sacerdote incomum Conheça a história do padre anárquico José Ailson Figueiredo, do distrito de Ártemis. PÁGINA 10

GAZETA DE PIRACICABA DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015 - ANO XIII - N. 2852 - www.gazetadepiracicaba.com.br

R$ 1,80

RUA DO PORTO

CRISE

Festa do Sorvete é opção de passeio hoje

Vereadores podem congelar salários

Antonio Trivelin

O presidente do Legislativo, Matheus Erler, vai propor que os subsídios dos vereadores sejam congelados em R$ 10.900,00 até 2020. PAGINA 4

Antonio Trivelin

Taças, paletas e bolos são as novidades que podem ser saboreadas na 8ª Festa do Sorvete, das 10h as 20h. PÁGINA 5

FESTIVAL DE TEATRO

Cerca de 200 pessoas assistiram ontem, na praça José Bonifácio, à apresentação da peça Tekohá, do grupo Imaginário Maracangalha, de Campo Grande (MS), que abriu oficialmente o 1Oº Fentepira. A mostra prossegue até o dia 15.

FENTEPIRA É ABERTO NA PRAÇA CENTRAL PÁGINA

Antonio Trivelin

ESALQ

BRASILEIRÃO

BELEZA

Estudantes dão dicas de alimentação funcional

Corinthians vence o Coritiba por 2 a 1

Cresce a procura de consórcio por estética

PÁGINA 8

PÁGINA 40

PÁGINA 6

E MAIS:

HISTÓRIAS Novo CD de Douglas Simões. PÁG. 9 NUTRIÇÃO Dieta equilibrada e o sono. PÁG.24 PAISAGISMO O ar bucólico dos tijolos. PÁG 23

DOLAR

Comercial 3,7584 3,7595 3,7470 3,9530 Turismo 3,8300 3,9800 Paralelo POUPANÇA

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TEMPO MÁXIMA

31 ˚

MÍNIMA

22 ˚

Sol. Pancadas de chuva a qualquer hora do dia e da noite. Muitas nuvens de manhã.


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GAZETA DE PIRACICABA PIRACICABA, SÁBADO, 7 DE NOVEMBRO DE 2015

Gente Apresentação de Tekohá Festival Nacional de Teatro abre a sua 10ª edição com espetáculo que será apresentado na praça José Bonifácio

Chegando Oscar Magrini entra em "A Regra do Jogo", na Globo, como um segurança, Régis, que vai atuar no núcleo da Renata Sorrah. (Canal 1/FR)

Abertura do Fentepira Divulgação/Cátia Santos

s artes cênicas tomam conta da cidade nos próximos dias com o 10º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), evento da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural) com entidades parceiras que reúne espetáculos gratuitos, oficinas e debates até o dia 15. A abertura oficial acontece às 11h deste sábado, 7, com a apresentação de Tekohá – Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno, montagem do Teatro Imaginário Maracangalha, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Tekohá – Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno chega à cidade por meio da parceria do Sesc Piracicaba com o 10º Fentepira. A peça narra a trajetória do líder guarani Marçal de Souza ou Tupãí (Pequeno Deus) e sua resistência histórica na luta pela terra e direitos dos povos indígenas. Assassinado aos 62 anos, em 1983, Marçal foi reconhecido mundialmente por sua forte representação e postura, esteve na presença do papa João Paulo II e na ONU (Organização das Nações Unidas), em plena ditadura militar. A injustiça e a impunidade são os temas condutores do espetáculo, que narra os principais acontecimentos da vida, luta, morte e o conflito no julgamento de Marçal de Souza, além de fazer uma leitura contemporânea

banesas, solo teatral interpretado por Eduardo Mossri, de São Paulo. A montagem é uma das dez selecionadas para a mostra oficial e, após a apresentação, está previsto bate-papo com Alexandre Mate, Valdir Rivaben e Aguinaldo de Souza e integrantes da comissão debatedora. Ainda no sábado, tem início o workshop O Violino do Titanic, com o diretor, dramaturgo, cenógrafo e ator italiano Pietro Floridia, no Sesc Piracicaba, das 9h30 às 18h. São 24 vagas gratuitas para atores. As aulas continuam nos dias 7, 11, 13, 14 e 15, com carga horária de 40 horas. A programação do Fentepira é composta por 15 espetáculos. A íntegra da programação pode ser conferida no site oficial www.fentepira.com. br e acompanhada pelo Facebook: www.fb.com/festivaldepiracicaba.

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SERVIÇO Abertura do 10º Fentepira A injustiça e a impunidade são os temas condutores do espetáculo Tekohá, que dá início ao Fentepira

sobre o papel de instituições envolvidas no contexto de sua morte. A dramaturgia e encenação foram fundamentadas na pesquisa em teatro épico e documental, em uma encenação direta e poética. A palavra que dá nome ao

espetáculo, Tekoha, tem um significado peculiar. Teko significa modo de estar, sistema, lei, hábito, costume. Tekoha, assim, refere-se à terra tradicional, ao espaço de pertencimento da cultura guarani. É no Tekoha que os guaranis vivem seu modo de

Gustavo Boleiro e Nany People na Água Doce Cachaçaria Apresentação dos humoristas acontece no próximo dia 17, a partir das 21h No próximo dia 17 de novembro, o humorista piracicabano Gustavo Boleiro convida Nany People para apresentação na Água Doce Cachaçaria, a partir das 21h. Os ingressos custam R$ 25 e podem ser adquiridos pelo telefone 9.9789-7598. A Água Doce Cachaçaria fica

na avenida Dona Lídia, 40. Telefone: 3413-6040. A atriz e humorista Nany People é apresentadora de shows, eventos performáticos, telegramas animados, feiras de convenções e comédia stand-up. Fez curso de extensão universitária de interpretação na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), além de ter estudado teatro na Escola Macunaíma. Trabalhou por dez anos no Teatro Paiol com a família Goulart em diversas funções.

O piracicabano Gustavo Boleiro é ator, improvisador e comediante stand-up. Já dividiu o palco com grandes nomes da comédia, como Matheus Ceará (A Praça é Nossa), Maurício Meirelles (CQC), Nany People e Fábio Rabin (ex-MTV). Ficou entre os 6 melhores comediantes stand-up do estado de São Paulo, no 2º Campeonato Brasileiro de Stand-up Comedy do Risadaria, um dos maiores festivais de comédia da América Latina.

ser. O Teatro Imaginário Maracangalha faz da rua a representação tão sagrada aos guaranis. Além do espetáculo na praça José Bonifácio, a programação do Fentepira continua às 20h de sábado, no Sesi Piracicaba, com Cartas Li-

Neste sábado, 7, às 11h, na Praça José Bonifácio, com o espetáculo de rua Tekohá – Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno. Entrada gratuita. Duração: 40 minutos. Classificação: livre. Informações: (19) 3413-5212 e www.fentepira.com.br.

Patati e Patatá Cover é suspenso Show na Festa do Sorvete é suspenso após notificação de empresa produtora da dupla A Secretaria Municipal de Turismo informa que o show da dupla Patati Patatá Cover, que seria realizado no dia 8 de novembro, domingo, às 13h, na 8ª Festa do Sorvete de Piracicaba, será suspenso devido uma notificação feita pela empresa produtora da dupla Patati Pata-

tá. “Informamos ainda que, no mesmo horário em que seria realizado o show, haverá um show de palhaços”, diz a nota do Centro de Comunicação Social. A 8ª Festa do Sorvete acontecerá neste sábado (7) e domingo (8), nos arredores do Casarão do Turismo, na Rua do Porto, com programação voltada ao público infantil, e com o tema "Circo". O evento é realizado pela Secretaria Municipal de Turismo em parceria com o Fundo Social de Solidariedade


Correio do estado quarta-Feira, 9 de seteMbro de 2015

correio B 5

Aniversariantes de hoje studio vollkopf

gerson oliveira

henrique figueiredo dobAshi

cláudiA mendes sAlibA

studio vollkopf

rumildA siqueirA

Alberto pires gonçAlves

gerson oliveira

dr. rubens bergonzi bossAy

eurides aoki

thiAgo mAchAdo grilo

regina costa aoki

leilA fAgundes teruel

studio vollkopf

brunA cerri

pAmellA rochA gonçAlves

Henrique Figueiredo Dobashi, Cláudia Mendes Saliba, Thiago Machado Grilo, Rumilda Pereira da Rosa Siqueira, Alberto Pires Gonçalves, Leila Fagundes Borges Teruel, Dr. Rubens Bergonzi Bossay, Bruna Cerri, Pamella Lauanny Rocha Gonçalves, Oscar Luiz Pereira Brandão, Caroline de Abreu Figueiró, Ricardo Nigro Amêndola, Ari Verbiske Amizo, Emílio Cheade Ibrahim Elosta, Celina Gasparini Nachif, Fernanda Silva Martins, Dra. Carmen Sandra Mequi, Patricia de Souza Pereira Catanante, Luiz Carlos Moreira, Dra. Renata Aparecida Crema Botasso Tobias, Sérgia Cardoso, Maria Helena Brancher, Kléber Corrêa de Souza, Miguel Furtado de Lima, Dr. Eduardo Luiz Hindo, Paulo Cezar Navega, Leire Rodrigues de Oliveira Sayd Pinto, Juraci Rodrigues de Carvalho, Maria Aparecida Santana, Aparecido da Cruz, Rosa do Nascimento, Yasukuni Kaida, Arlete Ferreira Thomaz, Leila Daher Moreira, Helena Melo Sartori, Magda de Fátima Diniz Mello, Carla Helena Hofmann, Jari Soares Cordeiro, Rose Helene dos Santos, Antônio Teófilo da Cunha, Lenir Nascimento, Wilma Dithmar de Souza, Olinda Ferreira de Souza, Ildevan Rodrigues de Souza, Dr. Luiz Alberto Lopes Verardo, Dilma Ferreira de Souza,

Fátima Barbosa Camillo, Mougli de Toledo Ribas, Fábio Ferreira de Andrade, Helen Claudia Amorim, Marcínio de Brito, Tereza Cristina Brandão Nassif, José Damásio de Souza, Mirlaine Rodrigues, Marlene Pereira de Souza, Lidiane Dussel, Fúlvia Teixeira, Lorena Leite de Almeida, Maria Salete Bueno Rios, Terezinha Rufino, Rodrigo Teixeira Amaral, Dr. Aclides Lunardi, Sandra Lúcia Gomes, Marcos Gunji Yamamoto, Alcides Lunard, Gilda Gil Tolentino, Fernando Saddi Castro, Nair Kiyomi Sakai Arakaki, Luiz Antônio de Souza Amaral, Sérgio Rodrigues dos Santos, Márcia Gomes de Oliveira Tezani, José Lemos Monteiro, Clemente Tolazzi, Raquel Massae Hosokawa, Alexandre Duarte da Silva, Donizete José Pereira, Marcelo Almeida da Silva, Nancy Gomes de Carvalho, Sérgio Oruê, Caroline Simabuco Abdalla, Amauri Aparecido da Silva, Dr. Ricardo Yutaka Ota, Javan Ottoni Coimbra, José Ricardo Scaff, Jeanete Fernandes Moreira, Aparecido Scanferla, Mário Macedo Mancini, Bernardo Rodrigues de Oliveira Castro, Luiz Fernando Maia, Paulo Ricardo de Souza Moraes, Jaqueline Gabriel Finkler, Marlon Camargo Clemente, Sérgio Tonetto, Maria Lúcia de Jesus Damásio,

Sandra Maria Chacha Poyer, Diogo D’Amato de Déa, Derzi Matias Rodrigues, Odete Cristina Barros, Euller Carolino Gomes, Raphael de Almeida Cação, Guilherme Azambuja Falcão Novaes, Antonia de Lourdes Cruz de Oliveira, Fernando Vieira Costa, Adriana Ávila Fontoura Ferreira, Pedro Abdon Corrales Lopez, Odair Damasceno Gomes, Petra Anastácia Munoz Benko, Marisa Mourão Duarte Passos Dantas, Tatiana de Mello Ramos, Air Nascimento Chaves Ferraz, Juliana Tadano Miguita, Tânia Marcia Quevedo da Silva, Jennifer Molina Caetano, Ronimarcio Naves, Marilú Rodrigues Leguiça da Silva, Lucineide Rodrigues Pereira Amorim, Youssef Saliba, Ruben da Silva Neves, Silvana Nazaré Pereira, Elaine Cristina Sone Campos Nantes, Viviane de Oliveira, Letícia do Amaral Hetzel, Inaiê Mariano Antero da Silva, João Guilherme Fernandes Maranhão, Lidiane Vilhagra de Almeida, Samya Abud, Sueli Nunes de Souza, Liete Layza Jochins Uemura, Patrícia Gomes Meira, Anaíde Bremm, Vivianny Silva Ferreira, Almiro Oliveira Rocha Filho, Mione Lucas Hoscher Romanholi, Pablo Romero Gonçalves Dias.

colaboraram Fausto brites e Clodoaldo silva

divulgaÇÃo

desabaFo

Xuxa comenta os boatos de que teria romance com ivete sangalo: “Fico chateada” Em mais uma manifestação sobre a vida íntima – algo que se tornou frequente em seu programa na Record –, Xuxa comentou os boatos de que teria vivido um romance com a amiga Ivete Sangalo, convidada na segunda-feira. “As pessoas nunca vão entender isso. Vocês acham que, se a gente tivesse tido um caso, eu não falaria?”, perguntou a apresentadora, que desabafou: “Eu fico chateada. Tem tanta gente que faz e ninguém fala

GrUPo de Ms se aPreseNtarÁ No rio GraNde do sUL Maior seleção pública para circulação de peças teatrais no País, o Programa Petrobras distribuidora de Cultura anunciou os projetos selecionados em sua quarta edição, com investimentos de r$ 15 milhões para o biênio 2015-2016. entre os escolhidos, está “tekohá – ritual de vida e Morte do deus Pequeno”, espetáculo do teatro imaginário Maracangalha, de Campo Grande. a montagem, que circulará pelas cidades são borja e são Miguel das Missões, no rio Grande do sul, narra a trajetória do líder indígena guarani Marçal de souza e sua resistência histórica na luta pela terra e por direitos dos povos indígenas. a palavra que dá nome ao espetáculo, “tekohá”, tem um significado muito peculiar para o povo guarani. “teko” significa modo de estar, sistema, lei, hábito, costume. É no tekohá que os guaranis vivem o seu modo de ser. a direção teatral é de Fernando Cruz.

nada, aí a gente não faz e as pessoas falam. Por que ficam fazendo isso, gente?” Quem teve coragem para tocar no assunto foi o humorista Paulo Gustavo, em um quadro em que, por meio de vídeo, famosos fizeram perguntas à dupla. “Existem boatos de que vocês tiveram um caso. Por que acabou? Desgastou?”, brincou. Aos risos com a pergunta, Ivete reiterou que as duas são só boas amigas. “Eu acho que nosso caso é um objeto

de muito tesão. Eu acho que dá uma apimentada nas relações das pessoas que precisam de argumentos para serem verdadeiras”, avaliou a cantora. Desde sua estreia na nova emissora, no dia 17 de agosto, Xuxa tem usado quadros do programa para desconstruir mitos sobre sua vida e mostrar que a fase “rainha dos baixinhos” acabou: no fim de agosto, ela revelou na atração já ter feito sexo em público “muitas vezes”. (FoLHaPress)


10/09/2015

Campo Grande News ­ Versão de impressão

08/09/2015 17:08

Espetáculo sobre Marçal de Souza é escolhido pela Petrobras para representar MS Ângela Kempfer

O

“Tekohá – Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno” é um espetáculo apresentado nas ruas. Teatro Imaginário Maracangalha foi um dos selecionados no Brasil pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura para rodar o Rio Grande do Sul com espetáculo em homenagem ao líder indígena Marçal de Souza.

Veja Mais › Na onda retrô, até a fita cassete ressuscitou com trabalhos inéditos de bandas › Programa faz aniversário e comemora um ano bem eclético no repertório A estatal destinou R$ 15 milhões para circulação de peças em 2015 e 2016. Na lista dos 83 espetáculos, está “Tekohá – Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno”. A direção é de Fernando Cruz e o elenco tem Camilah Brito, Fernando Cruz, Fran Corona, Moreno Mourão e Renata Cáceres. O figurino é assinado por Ramona Rodrigues, a cenografia é de Zé Eduardo Calegari Paulino e os adereços de Lício Castro. A peça narra em apresentações de rua a trajetória do líder guarani Marçal de Souza e sua resistência histórica na luta pela terra e direitos dos povos indígenas. A palavra que dá nome ao espetáculo, Tekoha, tem um significado peculiar. “Teko” significa modo de estar, sistema, lei, hábito, costume. Tekoha, assim, refere­se à terra tradicional, ao espaço de pertencimento da cultura guarani.

O trabalho do Maracangalha já foi premiado no 30º Festival Sul­Mato­Grossense de Teatro da Fesmat (Federação Sul­Mato­Grossense de Teatro) em 2011, como Melhor Espetáculo, Direção, Dramaturgia, Figurino e Sonoplastia na categoria rua. Em 2010 recebeu o Prêmio Funarte Artes Cênicas nas Ruas. O projeto da Petrobras seleciona peças nas categorias adulta e infanto­juvenil. Os vencedores farão apresentações em 120 municípios. A proposta é criar um intercâmbio cultural. Por isso, Mato Grosso do Sul receberá turnês de companhias de outros estados.

Para fomentar a arte, os ingressos terão preços populares ou entrada franca.

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http://www.campograndenews.com.br/impressao/?_=%2Flado­b%2Fartes­23­08­2011­08%2Fespetaculo­sobre­marcal­de­souza­e­escolhido­pela­petro…

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http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2015/07/com-41-apresentacoes-ac-sedia-1-festival-matias-de-teatro-de-rua.html


https://catracalivre.com.br/geral/cultura-de-ponta/gratis/9a-mostra-de-teatro-de-sao-miguel-paulista-invade-as-ruas-da-zona-leste/


http://www.aracati.ce.gov.br/organizacao-do-festmar-divulga-lista-dos-grupos/


http://festa55.blogspot.com.br/2013/08/programacao-20-de-setembro.html


www.menosde100.com.br/2012/08/iv-mostra-de-teatro-de-rua-da-zona-norte


http://rondoniadigital.com/destaque/v-festival-amazonia-encena-na-rua/


http://diarionline.com.br/index.php?s=noticia&id=47042


www.progresso.com.br/caderno-a/circuito-sul-matogrossense-de-teatro


http://teatroidentidade.blogspot.com.br/2011/11/espetaculos-variados-complementam.html


CONTATO: teatroimaginariomaracangalha@gmail.com (67) 9250-9336

Portfólio Tekoha  

Portfólio do espetáculo de teatro de rua Tekoha - Ritual de vida e morte do Deus Pequeno do Teatro Imaginário Maracangalha

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