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Moda e Pandemia Projeto de Pesquisa

AMANDA ARRAGE, DOUGLAS ROSA, EMILY MÜLLER, KETLEN HOENES, JÚLIA FAY, RACHEL FERNANDES, NATÁLIA POMPEU


01. Problema & Justificativa


Problema Como os jovens de 18 a 34 anos percebem os impactos da pandemia no consumo de moda em Porto Alegre.

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Justificativa É fato que acontecimentos em escala global afetam, de uma forma ou de outra, a sociedade e seus hábitos. E não seria diferente com a chegada da pandemia causada pelo Covid-19. Na história do setor de moda, o meio ambiente tem influência direta nas roupas, que refletem as aspirações da população, bem como as mudanças culturais em curso. Por tanto, a premissa principal desta pesquisa é compreender, através da visão dos jovens das gerações Y e Z, quais impactos relacionados aos hábitos de consumo de moda são uma consequência do cenário de pandemia vivida no Brasil em 2020.

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02. Objetivo Geral & Objetivos Específicos

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Objetivo geral Entender quais são os reais impactos causados pela pandemia no consumo de moda entre os jovens de 18 a 34 anos em Porto Alegre.

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Objetivos Específicos Caracterizar o público em termos sociodemográficos, comportamentais e de consumo; Compreender os hábitos de consumo no período pré e durante isolamento social; Identificar as mudanças causadas pela pandemia no consumo de moda; Entender se essas mudanças já estavam em processo no período pré-pandemia; Comparar percepções de comportamento entre diferentes gerações; Compreender as diversas possibilidades do mercado da moda, a partir dos interesses dos próprios consumidores; Entender as percepções dos consumidores a respeito de posicionamento x atuação de marcas de moda relacionadas às mudanças causada pela pandemia; Identificar tendências para o período de pós-isolamento;

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03. Metodologia


Fluxo de Trabalho 1. Desk Research

2. Pesq. Qualitativa

Pesquisa de dados e informações secundárias para nortear a pesquisa

09 entrevistas: 4 especialistas; 5 consumidores.

Ago. 2020

3. Pesq. Quantitativa 270 respostas: 202 válidas Início: 15.11.20 Fim: 23.11.20

Início: 07.10.20 Fim: 19.10.20

4. Análise e Comunicação dos Resultados Relatório de pesquisa e apresentação de resultados Nov/Dez. 2020

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04. Desk Research


Sobre os jovens de 18 a 34 anos (quem são, o que pensam, como agem)

Geração Y

Geração Z

(nascidos entre 1980 e 1990)

(nascidos entre 1990 e 2010)

Impactados pela era digital e pelo surgimento de novas profissões.

Nascidos já em contato com universo digital.

Multitarefas; ambiciosos; vontade de aprender; priorizam o bem-estar.

Tolerantes; idealistas; desapegados; valorizam inclusão e diversidade.

Maior valor aos produtos do que às marcas, sem preocupação com lealdade e propósito.

Têm afinidade com a moda sustentável e com propósito.

11 FONTE: IMPACTA | PMWEB


As gerações Y e Z buscam muito mais do que produtos e serviços. Eles estão preocupados com os posicionamentos das marcas que consomem e cobram “a verdade” das mesmas nas mídias sociais.

FONTE: MEIO E MENSAGEM | MEIO E MENSAGEM


As gerações na internet

Geração Y

21%

dos adultos preferem o acesso por dispositivos móveis.

Geração Z

38%

dos jovens preferem o acesso através de dispositivos móveis.

13 FONTE: ROCK CONTENT


As gerações e as compras

Geração Y

Geração Z

89%

prefere comprar online.

61%

acreditam que é mais conveniente comprar online.

96%

prefere lojas físicas

48%

afirmam que é mais rápido comprar online do que em lojas física.

14 FONTE: ROCK CONTENT


A MODA. Características de consumo pré, durante e pós-pandemia.


PRÉ-PANDEMIA

US$48,3 bi faturado em 2018 pela Cadeia Têxtil (ABIT)

FONTE: ABIT


PRÉ-PANDEMIA

8,14% foi o crescimento do setor de moda varejista no país em 2019.

EM 2019 a população estava mais interessada em ter acesso às roupas e menos em comprá-las.

FONTE: MERCADO E CONSUMO | ECONOMIA


Perfil dos Consumidores Nielsen Consultoria

Consciente Pragmático Busca uma vida estável. Se preocupa com o custo de vida e com os serviços públicos. Meios de comunicação: TV aberta e o rádio. Acredita que a maioria das propagandas são mentirosas.

Conectado

Equilibrista

Passa a maior parte do seu tempo na internet.

Busca fazer escolhas inteligentes para conseguir consumir tudo o que quer.

É o mais jovem dos perfis, com até 25 anos de idade. E está inserido nas classes B2 e C1 e sem predominância de gênero.

Perfil predominantemente feminino (67%), das classes C1 e C2 e mais jovem (26 a 45 anos).

FONTE: CONSUMIDOR MODERNO | NIELSEN CONSULTORIA

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DURANTE A PANDEMIA

Comportamento de Consumo Das marcas

No online

Aumento no consumo de marcas locais e regionais.

Compras apenas online, com aumento por produtos de necessidade básica.

Da moda “Roupas para ficar em casa” ganharam destaque.

Moda no online Grandes desfiles de moda fizeram sua estreia no meio digital em 2020.

O mercado baixou a qualidade dos produtos em prol da economia. FONTE: CORREIO BRAZILIENSE | UFJF | HOJE EM DIA | SA VAREJO | COMUNICAÇÃO PIRACICABA

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PÓS-PANDEMIA

Consumo geral Por app

No online Manutenção de compras de necessidades diárias (alimentos, perecíveis, etc.)

WhatsApp, provadores virtuais e outros serão solução para recuperação dos negócios.

Por indulgência Snacks e bebidas, por exemplo, aumentarão suas vendas pós-pandemia sob a lógica da indulgência

20 FONTE: JORNAL DO COMÉRCIO | EXAME | JORNAL DO COMÉRCIO


PÓS-PANDEMIA

Consumo de moda Futuro dos desfiles Com mais transmissões online e menor volume de recorrência, fechados para poucas pessoas.

Marcas próximas Maior confiança em marcas conhecidas e que valorizam os consumidores.

Conforto + Estilo O home office impulsionou a busca por produtos confortáveis e bonitos da cintura pra cima.

21 FONTE: VOGUE | ISTOÉ | MEIO E MENSAGEM


PÓS-PANDEMIA

Hábitos da pandemia Especialistas acreditam que o período de pandemia não terá força suficiente para mudar hábitos de consumo de forma permanente e que as tendências apontadas já eram parte de nossa realidade pré-pandemia. Em contrapartida, eventos como o que estamos vivendo costumam servir como propulsores de novos comportamentos em relação a imagem como um todo, incluindo a moda como uma expressão direta da realidade.

FONTE: VOGUE | HOJE EM DIA

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05. Resultados Qualitativos


Respondentes

Especialistas

Consumidores

Designer de moda

Conectado (1 homem e 1 mulher)

Economista

Equilibrista (2 mulheres)

Psicólogo

Consciente Pragmático (1 homem)

Professor

24 FONTE: IMPACTA | PMWEB


Relação das gerações com a moda Para especialistas: a geração Z tem mais consciência do papel de moda, relacionado com a identidade e forma de se expressar política, social e culturalmente. Para jovens consumidores: sua relação com a moda é mais consciente do que a das gerações anteriores.

“A geração Y valoriza mais a moda tradicional de marcas reconhecidas e o significado das marcas no mercado. Enquanto a Z busca propósitos nas marcas que consome.” Professora

“Penso na moda como uma forma de mostrar aos outros quem eu sou, as coisas que acredito. Uso a moda como forma de me expressar, e escolho bastante as marcas que mais se parecem comigo” Consumidora Conectada (mulher)

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O CONSUMIDOR NA PANDEMIA E as mudanças nos hábitos de consumo durante o período.


Maior valorização de produtos locais

Segundo os especialistas, o consumidor é digitalmente influenciado e passa a consumir mais de produtores locais devido à crise econômica pandêmica.

Os consumidores veem essa nova realidade como uma forma de ajudar os estabelecimentos que mais gostam para mantê-los ativos.

“Tivemos maior valorização dos produtos e estabelecimentos locais. O consumidor é influenciado digitalmente por esses produtores menores e tendem a consumir mais.”

“Vi muitas campanhas em redes sociais e, por causa de uma delas, ajudei um restaurante que gosto muito, aumentando meus pedidos para que eles não perdessem público.”

Economista

Consumidor Conectado (homem)

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Busca por conforto e identidade O investimento em roupas e acessórios se tornou uma forma de não se afastar da própria personalidade.

“O cenário atual me influencia a vestir roupas que eu me sinta confortável, pois estou trabalhando e vivendo muito a minha casa. Claro que isso não anula a vontade de querer me vestir bem e me arrumar, mesmo que não vá ver ninguém. “ Consumidora Conectada (mulher)

“A moda é um reflexo dos ambientes por onde passamos. A moda confortável se tornou quase uma regra durante a pandemia porque, como passamos mais tempo em casa, queremos que isso seja refletido em nosso vestuário. E a tendência comfy veio para ficar.” Designer de Moda

Enquanto os especialistas dizem que a moda comfy é a maior tendência do momento e que o consumo diminuiu com a pandemia.

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Aumento de compras online De acordo com os consumidores, houve queda nas compras presenciais e aumento de compras online. Para os especialistas, as empresas viram a internet como uma oportunidade. Os comerciantes que ainda não haviam aderido às compras online iniciaram o uso das plataformas, e os que já trabalharam, intensificaram o uso.

“Com a chegada da pandemia, as pessoas viram na Internet uma forma fácil e rápida de realizar suas compras. Quem já trabalhava no meio virtual, tratou de intensificar as operações. Quem ainda não havia aderido, colocou a marca online para não perder a oportunidade.” Economista

“Eu deixei de comprar diversas coisas por não ter onde usar. Mas aumentei minhas compras online porque é bem mais fácil e seguro nesse tempo de pandemia.” Consumidor Conectado (homem)

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A moda ganha novos formatos Tanto especialistas quanto os consumidores afirmaram que o cenário dos eventos de moda precisou se modernizar com a chegada da pandemia. Para os especialistas, esse movimento tende a permanecer no cenário pós-pandêmico, com apostas em eventos digitais e a exploração de novas plataformas.

“O formato online de muitos programas de televisão pode se tornar uma tendência e inspirar desfiles de moda. Entretanto, existem muitas possibilidades a serem exploradas e creio que a imaginação na hora de criar cenários para esses desfiles/shows/performances pode ser infinita.” Designer de Moda

“Com certeza, assim como a parte de eventos de moda que já se modificaram muito em 2020, as semanas de moda estão apostando em eventos digitais, ficando inclusive mais criativos.” Consumidor Conectado (homem)

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Mercado de luxo se fortalece

“O glamour e a ideia de exclusividade certamente ainda será preservada.” Consumidora Consciente Pragmática (mulher)

“[...] por um lado alguns buscam uma moda mais consciente, marcas locais e transparentes sobre a sua cadeia de produção. Mas os mais jovens ainda admiram roupas ao estilo da marca de luxo Supreme que trazem a ironia e o humor em suas coleções de streetstyle, e também a marca Vans.” Designer de Moda

Observamos que tendências de exclusividade no consumo tiveram crescimento no período de isolamento. Especialistas e consumidores acreditam que isso deverá se manter no pós-pandemia, apoiado à ideia de consumo consciente. A aspiração ao mercado de luxo e itens de marca tende a crescer com o aumento do consumo.

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COM ISSO ENTENDEMOS QUE:


PÚBLICO

Valoriza marcas reconhecidas no mercado. Gosta de consumir tanto no ambiente online quando digital.

Y

X

Mais adepto do uso de dispositivos móveis. Mais consciente do papel da moda.

z

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HÁBITOS DE CONSUMO Podemos perceber que alguns novos hábitos foram adotados na pandemia, o consumo local, a valorização de peças duráveis e a adoção de peças mais confortáveis nas produções do dia-a-dia, são bons exemplos. Apesar disso, entendemos que hábitos como o aumento do consumo online e preocupação com causas ambientais, foram impulsionados pelo cenário da pandemia, mas já eram hábitos em movimento de expansão.

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PERCEPÇÕES DE COMPORTAMENTO Enquanto a preocupação da geração Z com o posicionamento das marcas e com o que a marca representa se traduzem no seu comportamento de valorização do consumidor local, a geração Y pode chegar a esse mesmo resultado, vindo de outra lógica, a partir do cenário econômico mais restrito. Além dessa diferença podemos apontar que a percepção do consumo é diferente para as duas gerações por estarmos falando de moda. Percebemos através dos dados coletados que as gerações têm visões um pouco diferentes da moda, onde a geração Z busca traduzir o seu posicionamento e personalidade através da moda a geração Y é mais influenciada pelo status alcançado ao consumir determinadas peças.

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MERCADO DA MODA Concluímos que, assim como em outras épocas, a relação com o ambiente afeta diretamente a forma de consumir moda, seja periódica ou permanentemente. Nesse cenário, as tendências apontadas, como compras mais duráveis, o estilo comfy e vendas online, representam um novo nicho no mercado para as empresas de moda investirem.

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POSICIONAMENTO Como explorado anteriormente, as novas gerações, Y e Z, têm uma relação bastante próxima com as marcas, a primeira buscando marcas que já possuem certa credibilidade e a segunda valorizando aquelas que estão em linha com o que o indivíduo quer representar. Nesse contexto, ambas gerações cobram de suas marcas escolhidas posicionamentos em linha com o cenário atual. Ou seja, que respondam de alguma forma ao momento de pandemia e isolamento social. Sendo assim, podemos considerar que o exercício do que as marcas pregam em seu posicionamento é e seguirá sendo cobrado por tais consumidores.

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06. Resultados Quantitativos


07. Caracterização Amostra Quantitativa


Perfil dos consumidores idade

Base: 202 | RU

sexo

Base: 202 | RU

Os jovens de 18 a 24 anos tiveram participação maior na amostra, além de que mulheres surgem como maioria na amostra (70,8%).

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DEMOGRAFIA

renda

Base: 202 | RU

região

Base: 202 | RU

Prevalece em questões de localização o público de Porto Alegre e percebe-se uma pequena predominância de 64% da amostra perfazem uma renda de até 5525,00.

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DEMOGRAFIA

escolaridade Base: 202 | RU

ocupação

Base: 202 | RU

Em geral a maioria do público possui ensino superior incompleto, além de trabalhar e estudar. 42


MODA PRÉ-PANDEMIA


MODA: PRÉ-PANDEMIA

frequência de compra Base: 202 | RU

canais de compra Base: 202 | RU

Os consumidores possuíam alta frequência de compras de roupas, com variações mensais e trimestrais, destacando o público feminino . Além disso, a preferência era por lojas físicas, com destaque para o shopping center.

44


MODA: PRÉ-PANDEMIA

hábitos de compra online

Base: 202 | RU

Os consumidores já apresentavam hábitos de compra online, porém com uma frequência não tão intensa, variando entre às vezes e raramente. 45


MODA: PRÉ-PANDEMIA

importância

Base: 202 | RU

influência social

Base: 202 | RU

A moda variava entre um fator muito importante e pouco importante no período pré-pandemia.

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MODA: PRÉ-PANDEMIA

hábitos de compra Base: 202 | RU

influenciadores digitais

Base: 202 | RU

A maioria dos consumidores prefere itens clássicos, casuais e focados em conforto na hora das compras, sobrepondo o público feminino. Além disso, a maior parte deles acompanha pouco os conteúdos produzidos por influenciadores digitais.

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MODA: PRÉ-PANDEMIA

acessórios

Base: 202 | RU

causas ambientais

Base: 202 | RU

A grande maioria dos consumidores concorda que os acessórios completam um look e são preocupados com causas ambientais.

48


MODA: PRÉ-PANDEMIA

ações conscientes

Base: 202

RU

Os consumidores demonstraram, em sua maioria, ser pouco ativos em relação às ações conscientes, no que diz respeito à sustentabilidade. 49


MODA DURANTE A PANDEMIA


MODA: DURANTE A PANDEMIA

frequência atual Base: 202

RU

canais de compras Base: 202

RU

Durante o período de pandemia, a maior parte dos respondentes fez compras poucas vezes. Além disso, podemos identificar um aumento de 53,7% para compras online.

51


MODA: DURANTE A PANDEMIA

importância Base: 202 RU

hábitos de consumo

Base: 202 RM

Durante a pandemia, a moda continuou variando entre muito importante e pouco importante para os consumidores. E quando falamos em hábitos de consumo, o foco no conforto predomina no contexto atual.

52


MODA: DURANTE A PANDEMIA

influenciadores Base: 202 RU digitais

acessórios

Base: 202 RM

Não foram percebidas alterações drásticas no hábito de acompanhar influenciadores digitais. Contudo, para aqueles que já acompanhavam bastante, percebeu-se crescimento de 4% na atividade. Sobre os acessórios, os consumidores passaram a considerá-los mais para ocasiões especiais e menos essenciais.

53


MODA: DURANTE A PANDEMIA

causas ambientais Base: 202 RU

moda sustentável Base: 202 RU

Em relação às causas ambientais, os jovens se destacam por se sentirem mais engajados na temática durante a pandemia. Já em relação a moda sustentável, a maior parte dos consumidores se mostraram pouco adeptos, enquanto a segunda parte mais expressiva se mostrou muito adepta.

54


MODA: DURANTE A PANDEMIA

novas tendências

Base: 202 RU

informações

Base: 202 RM

Mais da metade dos consumidores acredita que surgiram apenas algumas novas tendências de moda durante a pandemia. Por outro lado, as informações

55


MODA: DURANTE A PANDEMIA

referências positivas Base: 202 Marisa Atelie Bangalo Renner

Baw Adidas Magazine Luiza Insecta

Hering Melissa

Fenty

Chico Rei

Dobra

Chico Rei Bolovo

Brechó Ahlma

Amaro 56


MODA: DURANTE A PANDEMIA

referências negativas Base: 202

Havan

Renner

Loja 3

Forever 21 Farm

Zara Shein Tok

Osklen

Reserva 57


FUTURO DA MODA


MODA: PÓS-PANDEMIA

hábitos de consumo Base: 202 RU

hábitos sustentáveis Base: 202 RU

A maioria dos consumidores jovens (18 a 14 anos) acreditam que apenas alguns dos hábitos de consumo se mantenham pós-pandemia. Eles também acreditam que a preocupação com o sustentável tende a aumentar.

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MODA: PÓS-PANDEMIA

futuro das marcas

Base: 202 RU

novos hábitos Base: 202 RU

No período de pós-pandemia, grande parte acredita que as mudanças irão se manter como um novo posicionamento para as marcas. Sobre os novos hábitos, a grande maioria dos consumidores acredita que algumas mudanças irão permanecer e outras não.

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MODA: PÓS-PANDEMIA

tendências Base: 202 RM

Os consumidores apontam que entre as tendências que se manterão no período pós-pandemia, em maioria, serão: as compras online, o uso de roupas mais confortáveis, a valorização do consumo local e o investimento em peças mais duráveis.

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COM ISSO ENTENDEMOS QUE:


Com quem falamos

Jovens, em sua maioria de 18 a 24 anos, do sexo feminino.

A localização ficou distribuída entre Porto Alegre e região metropolitana, com foco principal em Porto Alegre (58,04%)

Mais da metade destes tem ensino superior incompleto e estudam e trabalham.

Em termos de renda, os números ficaram equilibrados nas faixas entre R$1.045,00 e R$3.135,00

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Hábitos de Consumo A maior parte dos respondentes tinha como hábito de consumo, fazer compras de itens de moda a cada 3 ou 6 meses, pré-pandemia. Durante o período de isolamento a resposta mais escolhida indica que esse hábito não se manteve e que o maior número de respondentes comprou poucas vezes no período. A pandemia também trouxe mudanças para o modo de compra, com um crescimento de 53,7% para compras online. O tipo de compra de moda também sofreu alterações. Como vimos, no pré-pandemia as respostas ficaram bem distribuídas entre as categorias, enquanto durante a pandemia a resposta relacionada ao conforto teve um disparo entre as opções.

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Mercado de Moda Percebemos que a importância da moda oscila entre muito importante e pouco importante nos dois momentos. Porém, no período pré-pandemia mais respondentes declararam que a moda era muito importante em sua visão. Durante a pandemia esse número baixou e mais pessoas passaram a considerar a moda pouca importante. O consumo de conteúdos de influenciadores digitais do meio de moda não sofreu grandes alterações, com uma oscilação de mais 4% no consumo durante a pandemia. Podemos associar essa mudança com o fator de tempo em casa que aumentou durante o isolamento.

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Posicionamento das marcas Cerca de metade dos entrevistados se considera muito preocupado com causas ambientais, com uma diferença de 1,1 pontos antes e durante a pandemia. É interessante notarmos que o número de respondentes que se considera totalmente preocupado subiu 7 pontos durante a pandemia. Ainda assim, 43% dos respondentes se consideram pouco adeptos da moda sustentável, implicando uma lacuna entre a preocupação com causas ambientais e a adoção da moda sustentável. Em relação ao pós-pandemia, 64,8% dos respondentes acreditam que algumas mudanças implementadas com a pandemia irão se manter. Já 23,3% acreditam que todas devem se manter, como parte de um novo posicionamento. Como exemplos de marcas positivas durante o período podemos ver nomes como Adidas e Fenty. Enquanto nos exemplos negativos vemos marcas como Havan e Zara. 66


Tendências pós-pandemia Em relação ao futuro, 62% dos entrevistados acreditam que as mudanças advindas da pandemia deverão de manter parcialmente e 56,9% acreditam que, no pós-pandemia, a preocupação com causas ambientais irá aumentar. Quando perguntados sobre tendências de consumo para o futuro, compras online, uso de roupas mais confortáveis, valorização do consumo local e investimento em peças mais duráveis figuraram entre os mais votados respectivamente. Dessa forma, podemos compreender que, acredita-se que tendências relacionadas a pontos distintos do consumo poderão se manter durante o pós-pandemia.

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07. Considerações Finais


Retomada dos resultados ●

● ● ● ● ● ● ● ● ● ●

As gerações Y e Z têm relações diferentes com a moda, sendo a primeira mais conectada com o status que as peças lhe conferem enquanto a segunda busca expressar seus posicionamentos no seu vestuário; As gerações estão se tornando mais conscientes no quesito moda e isso impacta no consumo; Os hábitos de compra mudaram durante a pandemia; As vendas online tiveram crescimento, enquanto o consumo offline diminuiu entre as pessoas; A valorização de produtores locais também teve crescimento; A preocupação social está ligada à identidade do consumidor, que deu destaque ao uso de máscaras e EPI’s personalizados; Outro ponto de destaque foi a preocupação com o conforto das peças de roupas; O cenário atual fez as marcas reformularem suas atividades para sobreviver no mercado; O mercado de moda apostou na diversificação de suas plataformas, investindo em novas tecnologias para eventos online; A conexão das marcas com o público tornou a comunicação mais humanizada; O consumo pós-pandêmico tende a retomar o mercado de luxo e itens de marca. 69


Retomada dos objetivos ●

Caracterizar o público em termos sociodemográficos, comportamentais e de consumo; → As gerações Y e Z têm relações diferentes com a moda, sendo a primeira mais conectada com o status que as peças lhe conferem enquanto a segunda busca expressar seus posicionamentos no seu vestuário;

Compreender os hábitos de consumo no período pré e durante isolamento social; → Os hábitos de compra mudaram durante a pandemia; → As vendas online tiveram crescimento, enquanto o consumo offline diminuiu entre as pessoas; → Outro ponto de destaque foi a preocupação com o conforto das peças de roupas;

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Identificar as mudanças causadas pela pandemia no consumo de moda; → A preocupação social está ligada à identidade do consumidor, que deu destaque ao uso de máscaras e EPI’s personalizados; → A conexão das marcas com o público tornou a comunicação mais humanizada;

Comparar percepções de comportamento entre diferentes gerações; → As gerações estão se tornando mais conscientes no quesito moda e isso impacta no consumo.

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Compreender as diversas possibilidades do mercado da moda, a partir dos interesses dos próprios consumidores; → O mercado de moda apostou na diversificação de suas plataformas, investindo em novas tecnologias para eventos online;

Entender as percepções dos consumidores a respeito de posicionamento x atuação de marcas de moda relacionadas às mudanças causada pela pandemia; → A valorização de produtores locais também teve crescimento; → O cenário atual fez as marcas reformularem suas atividades para sobreviver no mercado;

Identificar tendências para o período de pós-isolamento; → O consumo pós-pandêmico tende a retomar o mercado de luxo e itens de marca.

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Impactos da pandemia no consumo Podemos entender que nem todas as mudanças de hábitos que foram aplicadas durante a pandemia devem se manter no período pós-isolamento. Porém, mudanças que já estavam em curso, como o aumento das compras online, são vistas como hábitos que deverão permanecer. Pontos relacionados à importância da moda e de elementos particulares, como acessórios, podem ser entendidos como passageiros ou circunstanciais, devido ao período atípico caracterizado pelo distanciamento de atividades sociais. Para além disso, transformações significativas, como a preocupação com o meio ambiente, são percebidas como questões mais permanentes, que representam não apenas hábitos provisórios, como também novos posicionamentos. 73


08. Implicações & Insights


Sustentabilidade na moda A moda sustentável está cada vez mais forte e acredita-se que continuará crescendo pós-pandemia. Os jovens dessa geração transformaram seus hábitos e se preocupam com um consumo mais consciente e com propósito. Consequentemente, as marcas com responsabilidade social e ambiental estão ganhando espaço no guarda-roupa e na vida dos jovens.

Comfywear em foco Com mais tempo dentro de casa, devido à pandemia, o home office cresceu significativamente e o conforto se tornou uma prioridade na hora de se vestir, mas sem deixar o estilo de lado. Acredita-se que as pessoas irão se manter fiéis à tendência do comfywear mesmo no período pós-pandemia.


Compras online O hábito de comprar online se tornou uma febre durante o período de pandemia e acredita-se que é uma tendência que irá permanecer. Fatores como facilidade de encontrar tudo o que se procura pela internet e o prazer gerado em receber tudo na porta de casa, são decisivos para o aumento dessa modalidade de compra. Além disso, o consumidor vê as compras online como uma alternativa segura em tempos de pandemia.

Valorização do consumo local A valorização do consumo local foi um hábito necessário para que pequenos empreendedores conseguissem se adaptar às mudanças bruscas da pandemia. O consumidor mudou sua visão: agora prioriza a produção local, além de dar suporte ao pequeno empreendedor. Isso lhe traz uma série de benefícios, porque marcas pequenas são mais confiáveis em relação a suas palavras e seus valores, oferecendo produtos ou serviços de maior qualidade e melhor custo-benefício. Sendo assim, a previsão é de que o consumo local seja cada vez mais valorizado.


Mercado de luxo Mesmo que, por um lado, a sustentabilidade no meio da moda tenha ganho um grande espaço durante a pandemia, o desejo de consumir marcas de luxo e itens exclusivos também cresceu. Os jovens ainda mantém uma certa admiração pelo street style e pelo status que esse estilo carrega, por isso que é tão clara a permanência dessa tendência para um período pós-pandemia.

Comunicação Humanizada O período de isolamento social acabou por mudar bruscamente o formato tradicional de comunicação entre as marcas e o público. Parte dessa mudança foi a busca por relacionamentos mais transparentes e humanizados, o que trouxe uma tendência que promete se estender ainda pós-pandemia e trazer muitos benefícios à marcas que realmente se posicionam conforme se comunicam.


Apêndice Perguntas Questionário: https://docs.google.com/document/d/16szbub34BkLTAISmEwex5YHmqiPveXS0k9edAOU 45HA/edit Roteiros utilizados para a aplicação das entrevistas: https://docs.google.com/document/d/1YziL2GFgo_WdngR0ZM15Oj-Wi988rw3KEZHEm_A 9IZQ/edit?usp=sharing

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OBRIGADA!

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Moda e Pandemia_Relatorio_2020-2  

Relatório da pesquisa sobre Moda e Pandemia realizada em 2020-2.

Moda e Pandemia_Relatorio_2020-2  

Relatório da pesquisa sobre Moda e Pandemia realizada em 2020-2.

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