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Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação Infantil

CONTEÚDO E METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL Docente: EMILEIDE LUCINEIA DA COSTA

EAD – Educação à Distância Parceria Universidade Católica Dom Bosco e Portal Educação

A01 – TAREFA (Ponderação sobre o desenvolvimento e aprendizagem das crianças, a brincadeira e movimento para o seu desenvolvimento e o papel mediador do professor no trabalho com as crianças da educação infantil)

ILDA MARIA DE OLIVEIRA COSTA SILVÉRIO RA: 812069


O desenvolvimento da criança de zero a cinco anos é um processo no qual as capacidades são adquiridas, envolvendo a linguagem falada e corporal, o raciocínio, a memória, a atenção e os sentimentos, dentre outros. É a fase de maior incorporação qualitativa das capacidades individuais da infância. Em relação à incorporação de conhecimentos, valores e habilidades, que são próprias de cada cultura e sociedade, muitas condutas influenciam diretamente na educação das crianças e influenciam a forma como a sociedade se organiza e se relaciona. As crianças que ao nascer são extremamente dependentes, a partir do aparecimento da linguagem aumentam as suas relações com os seus iguais, com adultos e outros seres. A partir do primeiro ano de vida, quando no início os movimentos são apenas involuntários e reflexos inicia-se o aprendizado de movimentos conscientes e voluntários, possibilitando uma melhor interação com o seu meio ambiente. Os pais e educadores necessitam oferecer apoio emocional e físico às crianças. A partir da aquisição da marcha os relacionamentos da criança se ampliam com a possibilidade de maior contato com o meio ambiente e a criança deve ser cercada de muitos cuidados pois nessa fase é comum a exploração de objetos com a boca. Essa fase prolonga-se pelo menos até os três anos de idade. Os brinquedos têm que ser grandes para evitar a ingestão ou aspiração e para facilitar o manuseio por parte da criança que ainda não tem movimentos muito precisos e coordenados. Nas faixas etárias mais precoces o ideal é usar estratégias para facilitar o desenvolvimento das capacidades visuais, auditivas, olfativas, gustativas e tácteis, a exemplo: conversar com a criança, contar estórias, ouvir músicas, etc., também favorecer as percepções introspectivas como cores, sabores e odores de alimentos, etc. e contato com diferentes materiais e superfícies: lisas, rugosas, quentes, frias, etc. Por volta dos dois anos de idade existem o início do controle esfincteriano (micção e evacuação) e a função dos pais e educadores é facilitar esse desenvolvimento de forma criativa e agradável. O desenvolvimento cognitivo e aquisição de conhecimentos nas crianças de baixa faixa etária ocorrem a partir das percepções internas e externas e da ação que cada criança pode ter sobre os objetos para conhecer suas características e como ela mesma pode influenciá-los. Portanto a inteligência sensório-motora segundo Piaget é fonte de conhecimento baseada nas ações da criança sobre os objetos, provocando sensações e estabelecendo relações a partir das quais essas ações vão se repetindo e diversificando para captar a realidade. Só mais tarde se consolida a função simbólica para evocar um objeto ou adivinhar o que não está presente e isso depende da aquisição da linguagem, que permite um acesso maior ao mundo. A partir do 4º e 5º anos de vida, assim como durante toda a vida, as experiências relacionadas com o corpo vão construir o esquema corporal próprio de maneira totalmente individual. A partir do movimento e das ações que realiza a criança conhece seu próprio corpo e possibilidades, permitindo maior precisão e consciência da situação, do tempo e do espaço e facilitando o brincar. Nessa fase o educador, a partir de jogos, desenho, escrita e simbolismos ajuda a criança a compreender o mundo apesar de ainda apresentar um


raciocínio incompreensível para o adulto, com dificuldade de distinguir o que é natural do que é artificial, tendendo a valorizar os seus pontos de vista pessoais, sem saber ainda abranger as situações como um todo. Concuíndo, os conteúdos para a primeira fase da infância devem respeitar a individualidade e exigir a atenção às reações e manifestações da criança para poder conhecê-la e reconhecer suas necessidades e potencialidades e desenvolver um vínculo afetivo é condição essencial para o sucesso. É fundamental também oferecer opções ao invés de simplesmente proibições. Evitar o “NÃO”, fornecendo alternativas às ações ou reações indesejadas da criança.

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