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Zoom // Grande Porto

“Grande Porto”: Vem aío novo semanário da região Norte

O novo jornal aposta na defesa da regionalização e arranca com 12 jornalistas. Nas bancas às sextas-feiras, já a partir de 3 de Julho 32

—29 Junho 2009

PEDRO JOSÉ BARROS

pedro.barros@grandeportoonline.pt O primeiro número do novo semanário “Grande Porto” sai para as bancas no dia 3 de Julho. O título terá uma tiragem inicial de 30 mil exemplares, será vendido a 1,20 euros e assume como marca distintiva a defesa da regionalização. Com sede na Cidade Invicta, o semanário procurará reflectir o que se passa na grande área do Minho, de Aveiro, Viseu e Vila Real. A publicação é feita “para o mundo”, não se caracterizando como um “jornal paroquial”, explica o director, Manuel Queiroz. A equipa de 12 jornalistas, acrescida de um conjunto de colaboradores, integra-se num projecto “completamente aberto a todos os temas”. Pretende-se aproveitar o facto de o Norte ser uma região “exportadora, de gente que foi para o estrangeiro e foi capaz de romper todas as fronteiras”, consolidando-se como porta de entrada e saída de ideias e pessoas, acrescenta Manuel Queiroz. O mercado será debatido sem uma submissão “à agenda lisboeta – que faz com que seja mais cara uma estação de metro em Lisboa que uma linha no metro do Porto, mas que se discuta quanto custou o metro do Porto e não a estação do Oriente, por exemplo (que toda a gente acha fantástica, mas com o custo da qual nunca ninguém se preocupou muito)”, refere ainda o director da publicação. A defesa da regionalização é ponto assente. “Não em termos clubísticos, mas em termos de argumentos. Procuraremos os pontos a favor e também os que hou-

ver contra. É absolutamente necessário que se façam reformas profundas e a reforma administrativa das regiões provavelmente permitirá desbloquear muito do que continua bloqueado na nossa sociedade, em termos de desenvolvimento sustentado e equilibrado de todo o país”, justifica o director. O semanário “Grande Porto” é propriedade da Sojormedia Norte e tem Rogério Gomes como administrador-delegado. Manterá ainda uma “colaboração estreita e fácil” com o diário nacional i, que também pertence ao grupo Lena. Dentro de alguns meses, o objectivo é que esteja a vender dez mil exemplares. O número de páginas, todas a cores, varia entre 40 e 64 e serão utilizadas várias plataformas para veicular a informação, incluindo um site actualizado diariamente. OCUPA ESPAÇO LIVRE Para Manuel Quei-

roz, a cidade do Porto e a região envolvente “têm suficiente massa crítica para terem mais de um jornal importante” – além do “Jornal de Notícias”. Uma segunda publicação vai estimular o contraponto e “elevar o patamar de exigência da informação”. Mesmo tendo em conta dificuldades sociais como o desemprego e a extinção de outras publicações regionais, o director está convicto de que “há espaço para um produto novo”. Manuel Queiroz não se recorda de nenhum semanário feito no Porto “com algum horizonte” e está disposto a percorrer esse trilho. “O caminho faz-se caminhando e nós também o vamos fazer assim. Queremos jogar na primeira divisão”, remata.

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