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no 03 | set 2013

Notícias

EXPEDIENTE | www.ihoba.com.br A&G Plus Produção Editorial - Tel: 71 3015.5482 | Jornalista Responsável: Giovana Chetto (DRT 1760) | Diagramação: Mariucha Ponte e Shaddai Lima | Textos: Brenda Alves | Responsável Técnico: Alberto Nogueira (CRM-BA 9482 )

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Mastectomia Total Preventiva

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9 anos do IHOBA

Doe sangue.Salve vidas! Doar sangue é um gesto de cidadania e humanismo, mas muitas pessoas passam despercebidas do propósito desta ação até vivenciar a necessidade de uma transfusão de sangue. Centenas de acidentes, cirurgias e queimaduras violentas acontecem diariamente e a falta de transfusão nesses pacientes pode levar a morte, assim como para os portadores de hemofilia, leucemia, anemias e pessoas que estão passando por tratamento contra o câncer.

No Brasil, há uma grande carência de sangue nos hemocentros devido à falta de doação. Atualmente o percentual de doadores anual no país varia entre 1,76% e 1,78% da população, quando o ideal seria de 3% a 5%. Se cada pessoa saudável doasse sangue espontaneamente, pelo menos duas vezes ao ano, haveria sangue suficiente para atender a necessidade de toda população. É importante saber que uma única

doação de sangue pode salvar várias vidas. Mulheres podem doar a cada 90 dias e os homens a cada 60 – todos devem ter mais de 50kg e de 18 a 67 anos. Jovens entre 16 e 17 anos também podem doar com autorização do representante legal. Ao ir a um centro de coleta, o doador precisa estar bem alimentado, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas e portar documento de identidade com foto. O processo para a doação de sangue demora em média uma hora.

Curiosidades:

A

primeira transfusão com sangue humano é atribuída a James Blundell, em 1818, que, após realizar com sucesso experiências em animais, transfundiu sangue humano em mulheres com hemorragia pós-parto.

O catarinense Orestes Golanovski foi reconhecido pela organização Mundial de Saúde como o maior doador de sangue do Brasil, entrando em 2011 para o RankBrasil – Recordes Brasileiros. Entre 1958 e junho de 2006, quando completou 65 anos (idade limite para a doação no Brasil) ele fez 187 doações.


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Mastectomia Preventiva

Armazenamento de sangue de cordão umbilical ainda é controverso

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hereditárias – talassemia e doença falciforme.

No Brasil, desde 2004 existe uma rede de bancos públicos que possui convênio com determinadas maternidades para coleta dos cordões, que são disponibilizados para quaisquer pacientes brasileiros que precisem de transplante de medula óssea e não tenham um doador familiar. A coleta é realizada com controles de qualidade e segurança e as unidades são utilizadas para indicações precisas, sem ônus para o paciente que irá se beneficiar.

A mastectomia total preventiva vem sendo tema de discussão nas rodas de conversa feminina desde que a atriz hollywoodiana, Angelina Jolie, tornou pública a razão de ter optado pelo procedimento. O termo significa a retirada total das glândulas mamárias como forma de prevenção contra o câncer de mama. Para o médico oncologista, Dr. Alberto Nogueira, a cirurgia deve ser considerada apenas pelas mulheres com alta chance de desenvolver o câncer, como as que tiveram um câncer de mama prévio, ou cuja mãe, irmã ou filha teve a doença, principalmente antes dos 50 anos, associado à presença de mutações em genes que aumentam o risco de câncer de mama (como o BRCA1 ou o BRCA2), como foi o caso da artista americana.

Ainda segundo o oncologista, esse procedimento deve ser visto de forma individual. “Há muitos fatores a serem avaliados para se chegar a conclusão de que a mastectomia preventiva será um bom caminho. Isso porque esta intervenção dá 100% de certeza a paciente de que ela não terá o câncer de mama, pois após a mastectomia fica sempre resíduos de glândulas mamárias, principalmente em parede torácica e região da axila e, neste resíduo, ainda há uma pequena chance da doença se desenvolver”, esclarece Dr. Alberto. Por isto,

Câncer de mama e a obesidade

Câncer de mama e a obesidade foi um dos temas abordados no Congresso Americano de Oncologia Clínica (ASCO 2013), que ocorreu entre os dias 31 de maio a 04 de junho, em Chicago. Para o diretor-técnico do IHOBA, Dr. Alberto Nogueira, também participante da 49° edição do evento, o tema deve ser cada vez mais levado em conta já que diversas pesquisas comprovam que o acúmulo de gordura corpórea está diretamente ligado ao aumento do hormônio feminino estrogênio responsável por desencadear o crescimento das células cancerígenas no organismo da mulher. O importante é ficar atenta a balança, mantendo uma dieta equilibrada e praticando atividade física.

após o procedimento cirúrgico, o acompanhamento com o seu mastologista, deve ser mantido. A escolha sempre tem que ser da paciente, já que o procedimento diminui em 87% a possibilidade de não ter o câncer de mama, e nunca 100 %. A procura pelos testes genéticos que detectam a possibilidade de uma mulher ter o câncer de mama ainda é muito incipiente no Brasil, mas a procura vem cres-cendo após o caso de Angelina Jolie.

Pais preocupados com o futuro de seus filhos estão cada vez mais adeptos ao armazenamento de sangue de cordão umbilical em bancos privados para uso autólogo. Apesar do nome complicado, isso significa que, após o nascimento dos filhos, os pais permitem a retirada do sangue do cordão umbilical para armazenamento. Isso acontece com a expectativa de que esse material possa ser utilizado pela própria criança caso tenha algum tipo de câncer ou doença no

sangue no decorrer da vida. Para a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o armazenamento não pode ser encarado como uma garantia de vida da criança no futuro, nem como algo que os pais devem fazer pelos filhos. A instituição afirma que é importante passar para a sociedade que o uso das células-tronco é recomendado apenas em casos de alto risco genético para doenças, como anemias

Em seu site o Instituto Nacional de Câncer (Inca) informa que a doação para os bancos públicos é a única modalidade recomendada pelos organismos internacionais e por publicações científicas. “O banco privado tem legislação específica, além de indicações e aproveitamento duvidosos. Armazenar o sangue do cordão em um banco privado é uma aposta num futuro que a ciência ainda não comprovou”, esclarece o Instituto em seu portal. Até 2014, o Brasil contará com mais cinco bancos de sangue, atingindo a meta de 89 mil unidades armazenadas e disponíveis para quem precisa de um doador.

“Acredito que o congelamento do sangue dos cordões deve ser feito segundo os moldes da ABHH – em bancos públicos e com acesso para qualquer pessoa que precise do transplante, pois é desta maneira que a ciência está trabalhando para o bem conjunto da humanidade”, afirma Dra. Karla Motta, hematologista do IHOBA.


04 O cigarro é um mal mundial Dados da Organização Mundial de Saúde, anunciados em julho deste ano, revelam que seis milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido ao consumo do cigarro. Cada vez menos desejado nos lugares públicos, o tabaco ainda possui milhares de usuários que talvez não saibam que o produto é responsável por causar mais de 50 doenças, entre elas 14 tipos de câncer e inúmeros problemas cardiovasculares. Entre as principais consequências causadas pelo fumo está o comprometimento da circulação. Isso porque a nicotina causa a diminuição da espessura dos vasos sanguíneos e, o Monóxido de Carbono (CO) reduz a concentração de oxigênio no sangue. Com isso, há o surgimento de aneurismas, onde há a dilatação de vasos sanguíneos que favorece os derrames, tromboses, varizes e, no pior dos casos, uma doença conhecida como tromboangeíte obliterante, que pode levar à amputação de membros. Outra substância encontrada no fumo, o alcatrão, é responsável pelos diversos tipos de câncer causa-

do pelo tabagismo. Entre os mais comuns estão o de pulmão, de rim, de cabeça e pescoço, de bexiga, de esôfago, de pâncreas e de estômago. Salvador está entre as 100 cidades do mundo que obtiveram êxito para controlar o uso do fumo. A capital baiana possui o Programa Municipal de Controle do Tabagismo, que tem caráter nacional. Oferecido nas unidades de saúde do município, o tratamento consiste, inicialmente, em avaliação clínica e um teste para estimar o nível de dependência química e psicológica dos pacientes.

9de comprometimento anos com a oncologia e hematologia baiana O Instituto de Hematologia e Oncologia da Bahia (IHOBA) completou nove anos em 2013. Foram muitas as histórias e lutas travadas ao longo dos anos, essenciais para fazer do IHOBA uma referência no tratamento de câncer e doenças de sangue no estado. Os médicos e sócios do Instituto, Karla Mota e Alberto Nogueira, agradecem aos seus colaboradores administrativos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, equipe médica e parceiros pelo comprometimento e profissionalismo nesses nove anos de atuação.

“Obrigada também a todos os pacientes que confiaram e continuam confiando no nosso trabalho. Vocês fazem a nossa história!” Karla Mota e Alberto Nogueira

Notícias Ihoba - ed. n° 03  

Informativo do IHOBA, ed. n° 3, de Setembro de 2013.

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