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Instituto Histórico e Geográfico de Palmeira Fundado em 13 de fevereiro de 1955 Registro nº 438, Liv A-02 Cartório de Títulos e Documentos CNPJ 07.217.980/0001-28 Declarado de utilidade pública pela Lei nº 310 de 22 de maio 1955.

CULTURA E TURISMO NOS CAMPOS GERAIS Maria Ivanilde B. Krambeck1 Os Campos Gerais do Paraná, segundo sua definição original (MAACK, 1948).

Fonte: http://www.uepg.br/dicion/campos.htm. Acessado em 10 out.2003.

Há muito se debate sobre as questões culturais, tanto nos meios acadêmicos quanto nas manifestações ditas populares, na busca incessante de uma conceituação intelectual objetiva, abrangente e satisfatória para a sociedade. Não se tem aqui o propósito de buscar uma definição para cultura, visto que é um fator presente nas inúmeras manifestações humanas, seja nas artes, na história, geografia, política, sociologia, e assim muito abrangente, sendo constatada a impossibilidade de aglutinar tão diferentes experiências 1

Diretora do Departamento de Cultura, Meio Ambiente e Turismo da Prefeitura de Palmeira. Gestão 2001/2004. Presidente do IHGP gestão 2009/2011. Oradora do IHGP Gestão.2012/2014.


2 num todo científico semelhante. Ou como já citava Manoel de Oliveira Franco Sobrinho (mai., 2000): “a Cultura segue caminhos que não contraria a liberdade do pensar; pode se fechar em focos centrais, abrindo espaços para valorizar os modos de pensar e de dizer, comprometidos com as realidades locais”. Quanto à amplitude do conceito de cultura, Cassiana Lícia de Lacerda (jun., 2001) diz que:

é referencial o relatório da UNESCO, The New Paradigm (Caracas, 1995), por considerar o pleno desenvolvimento de um país indissociável da cultura. Afirma que qualquer avanço que venha a ocorrer isoladamente na economia é “crescimento sem alma”, isso porque o desenvolvimento abarca não apenas o acesso a bens e serviços, mas também a “oportunidade de escolher um modo de vida em conjunto, pleno, satisfatório, valoroso e valioso à plenitude da existência humana, em todas as suas formas como um todo”.

Deixa-se de lado a complexidade da conceituação da cultura, para utilização do termo em seus aspectos relevantes, que denominam as características de uma determinada população e suas relações com o meio. Nesses termos, levar em consideração seus aspectos culturais é fundamental para se planejar ou se trabalhar com as populações, e no turismo, uma atividade de "encontro entre culturas", estabelecer relações harmoniosas entre ambos torna-se essencial. Para que seja possível a compreensão da relação entre cultura e turismo nos Campos Gerais, é necessário que se retome a questão da formação social desta região geográfica, observando desde seus habitantes nativos, os índios Guaranis e Kaigangues, primeiros colonizadores europeus aos atuais habitantes. Segundo alguns historiadores, a região sul do Brasil onde hoje está localizada a região dos Campos Gerais fazia parte do território espanhol, mais precisamente do Guairá, já que a linha de Tordesilhas delimitava o território português em faixa estendida entre o litoral e a região de Curitiba e o Guairá tinha como limites o Rio Paraná, Rio Paranapanema, Rio Iguaçu e linha de Tordesilhas. Esse território, desde os primeiros anos da colonização portuguesa e espanhola, foi percorrido por expedições, em 1541, passou pela região, nas proximidades de onde hoje se localiza o Município de Palmeira, o espanhol Álvaro Nunes Cabeza de Vaca a cargo de seu rei, para assumir as Colônias Espanholas do Rio da Prata. No século XVII, os jesuítas, penetrando pelo Paraguai, iniciaram a catequização dos índios que viviam nessa região, os agruparam nos aldeamentos chamados Missões, “administrando, além do catequismo cristão, os ensinamentos nas lidas da agricultura, construções de casas, alcançando progresso extraordinário (...) (OLIVEIRA, 2001).


3 O estabelecimento das missões foi uma forma encontrada pelos espanhóis para que estes territórios fossem povoados e assim assegurados, já que os padres jesuítas haviam obtido a autorização de D. Felipe para as instalarem, fundando as Missões de índios Guarani nas margens dos Rios Paranapanema, Pirapó, Piquiri, Tibagi e Ivaí. Porém, essas aldeias foram tomando grandes proporções e os bandeirantes, procurando riquezas e explorando os caminhos, destruíram muitas delas e escravizaram os indígenas, tendo assim muitos sobreviventes fugido para outras regiões. Foi durante o século XVII que o processo do bandeirantismo se tornou mais intenso na região sul, com a destruição das últimas reduções jesuíticas, “motivo pelo qual foram poucos os índios que se encontravam na região dos Campos Gerais, pois os Jesuítas espanhóis haviam domesticado grande parte deles, e os poucos que restavam foram adaptando-se e se aculturando ao tropeirismo da época, trabalho que o índio prestou relevantes serviços nas lidas pastoris” (OLIVEIRA, 2001, p.22). Isso não impediu que os índios kaigangues fossem perseguidos, uma vez que eram tidos como ameaçadores. No Paraná, também foram fundadas colônias militares com o objetivo de proteger os colonizadores das regiões próximas, contra o ataque dos Kaingang e para garantir a expansão do império brasileiro sobre os territórios paraguaio e argentino. Defronte a Colônia Militar do Jataí, à margem do Rio Tibagi, foi fundado o aldeamento Colônia D. Pedro. Seus primeiros moradores não foram os indígenas do Paraná, mas os Kayoá do Mato Grosso. Sendo já pacificados, constituiam-se em vantagem para os colonizadores, sem contar que eram inimigos dos Kaingang. Nesta época, os Kaingang vivam nas florestas e eram arredios à civilização. Em 1818, destruíram as roças e saquearam as casas do aldeamento, sendo expulsos pelos administradores. (...) (PARANÁ, 10 out., 2003).

Chega-se então a um elemento fundamental da formação cultural dos Campos Gerais: o movimento tropeiro. O tropeirismo diz respeito à condução de tropas de gado, especialmente gado muar, do Rio Grande do Sul à Feira de Sorocaba, em São Paulo, que eram levadas a outras regiões do Brasil. O gado era utilizado para a alimentação e principalmente para o transporte de cargas, durante o ciclo do ouro, do café, etc. Diz ELLIS JR. que “talvez a estrada do Rio Grande a São Paulo tenha sido a rota de maior importância na história do Brasil, pois sem ela não teria havido o ciclo do ouro, não teria havido o café e nem a unidade nacional teria sido levada a cabo”. Nas regiões mineiras, as mulas eram utilizadas para o transporte de ouro, sendo nas outras regiões também fundamental para o carregamento de mercadorias. Além disso, o tropeirismo serviu como agente de conexão entre as regiões, nos séculos XIX e meados do século XX, interligando as cidades,


4 difundindo culturas e disseminando hábitos, de um local para outro. Segundo BARROSO (1995, p.37-39), (...) o tropeirismo do século XVIII teve na mula (animal de tração para transporte pesado e em caminhos penosos), a mercadoria de que os mineiros precisavam para animar a mineração, a principal economia da colônia portuguesa na América, especialmente ao longo da primeira metade dos anos 1700. (...) Assim com o crescimento do comércio muar tratou logo a Coroa de torná-lo real, estabelecendo nele um registro para a cobrança “de direitos” (imposto sobre cada animal). Nascia então a Guarda Velha do Viamão que, nas imediações, fez nascer o povoado de Santo Antônio da Patrulha. Pode-se afirmar, sem dúvida, que, com a obrigatoriedade das tropas pela Guarda de Viamão, este caminho passou a desempenhar o papel de integrador do sul do Brasil. Ou seja, foi a Guarda Velha de Viamão com o papel de vínculo que atuou, que iniciou o processo de incorporação do extremo sul ao centro da colônia brasileira.

Acrescenta-se que, junto ao tropeirismo de gado (vacum e muar) também era realizado o transporte de mercadorias, especialmente de erva-mate e de cereais, no lombo dos animais, com uma rota diferenciada. Essa rota era realizada por meio de caminhos que levavam à capital Curitiba, bem como para a Serra do Mar. Este trajeto acarretou a abertura de uma estrada na Serra do Mar para facilitar esse transporte de tropas, e futuramente os transportes carroçáveis. No Paraná o tropeirismo foi importante tanto pelo desenvolvimento econômico que gerou quanto pela influência cultural. Muitas cidades do estado surgiram em decorrência de terem sido pouso e parada dos tropeiros, e hoje possuem porte e infra-estrutura urbana significativos, graças ao movimento gerado. Para OLIVEIRA (2001, p.17), o povoamento dos Campos Gerais “teve seu início no século XVIII com tropeiros que aqui ficaram e edificaram suas moradas, formando nos currais, rincões e coxilhas as primeiras fazendas e vilarejos, e que, mais tarde foram aumentando a sua população com a vinda dos imigrantes europeus em substituição ao braço escravo.(...)”. É o caso de Palmeira. O primeiro local a se constituir como povoamento nos Campos Gerais foi a localidade de Tamanduá, próxima à Serra de São Luis do Purunã, que ficou como o centro mais importante durante quase todo o século XVIII. Por alvará do Príncipe Regente, em 1813, Tamanduá foi desmembrada de Curitiba e elevada à Freguesia. Sua importância duraria pouco, pois logo o vigário local, Antônio Duarte dos Passos, desentendeu-se com o Prior (ou Guardião) do Convento do Carmo de Tamanduá, o que levou a estabelecer a Igreja em outra localidade dentro da Freguesia.O vigário entrou em entendimento com o Sr.Tenente Manuel José de Araújo, o mais importante fazendeiro da região, e obteve dele a doação de um terreno dentro de sua fazenda para a construção de uma igreja, cuja declaração consta em


5 ata no Livro Tombo nº. 1, à folha 11, da atual Igreja Matriz N. S. Conceição exatamente no dia 07 de abril de 1819. OLIVEIRA (2001, p. 26). De acordo com dados nessa documentação (Livro Tombo), a demarcação do terreno doado seria mais ou menos o que é hoje o corpo principal da cidade de Palmeira. A fundação de Palmeira ocorreu no final do ciclo do ouro no Brasil que, para essa região, não trouxe grandes “esperanças”, ao contrário do tropeirismo que desde as primeiras fazendas de criação e de invernar (engordar o gado durante o inverno) começavam a proliferar por todo os Campos Gerais. Esta era uma atividade rendosa, pois os preços de compra em relação aos de venda eram compensadores; conforme registros, no início uma rês custava alguns réis e, no final, alcançava o preço de até 80, 100 mil réís. A adaptação ao "modo de ser tropeiro" trouxeram diferentes hábitos e rotinas às pessoas, e estes foram difundindo sua cultura pelos caminhos: Depois de um dia de viagem, chegavam ao pouso, o que geralmente faziam onde houvesse água e mato para lenha, faziam o pouso no meio do acampamento junto à barraca ou barracas que armavam tendo a frente para o lado que conduziam tropa e havia casos em que dormiam ao relento. Suas camas eram feitas com os aperos feitos do arreio, o travesseiro, dos pelegos, o colchão e se cobriam com capa ou poncho e que muitos não tinham, daí passarem a noite só com a roupa do corpo. (...) Levantava-se normalmente entre quatro e meia e cinco horas da manhã, tratava-se das criações, tirava-se o leite, juntava-se o esterco, do gado que pousara no curral ou nas mangueiras, fazia-se a primeira refeição, onde não faltava o café com leite, broa, virado de feijão com o tradicional torresmo. (OLIVEIRA, 2001, p. 46-47).

Esta importante atividade econômica, o tropeirismo, legou ao Paraná, conforme TORRES (2002) “uma de suas características históricas como encruzilhada de caminhos e de Terra de todas as gentes, referências que constituem o traço mais marcante de sua identidade cultural ímpar entre os muitos matizes de que se colore uma Nação multirracial unificada pela língua e por uma tradição de diversidade e integração”. O que seria então esta cultura paranaense, peculiar aos cidadãos dos Campos Gerais hoje? Nesse sentido, é importante não perder de vista que a cultura apresenta suas peculiaridades locais, ou seja, tem-se uma relação entre os aspectos do global e local, como diz SCHAYAN (2002, p. 32): O que é que temos aqui, de tão específico e, ao mesmo tempo, tão global quanto a cultura possa ser? Afinal, a “aldeia global” está em todos os cantos e cultura é coisa que não pára nas fronteiras, nos limites geográficos de uma determinada região. Onde ela começa? Onde ela termina? Para onde podemos estender nossa interpretação, como é tão freqüente ocorrer com a cultura? A cultura vive da tradição, mas também se alimenta daquilo que é novo, das descobertas, e até do acaso.


6 O tropeiro, assim, sendo um dos principais elementos na povoação dos Campos Gerais, tem suas características presentes na constituição da cultura local. O homem tropeiro, que enfrentou rudezas e muitas dificuldades, deixou as marcas de seu comportamento na maneira de ser do paranaense. Esses traços podem ser observados, por exemplo, na culinária, na vestimenta, nos relacionamentos familiares, na devoção religiosa, dentre vários outros aspectos do seu cotidiano. Como vimos anteriormente, o aumento das tropas trafegando e pousando em Palmeira, contribuíram para o desenvolvimento da localidade, sendo elevada à categoria de cidade em 1897, mas outro fator relevante foi a chegada dos vários grupos de imigrantes, especialmente poloneses e alemães do Volga, que se estabeleceram na região, assim como italianos, que marcaram definitivamente a história e a cultura palmeirense, com a experiência anarquista da Colônia Cecília. Há também descendentes de imigrantes portugueses e franceses, sendo esta diversidade étnica importante no sentido de que provê, conseqüentemente, uma grande diversidade cultural ao município. Ressalta-se então que esses aspectos de formação, de constituição da população palmeirense estão presentes na configuração de seu espaço, bem como de suas manifestações culturais. A história do município pode ser utilizada, assim, para que sejam "decifrados" esses aspectos culturais. Nota-se, com estes elementos, uma grande oportunidade para se explorar a atividade turística, ou seja, no reconhecimento e valorização por parte da comunidade, da sua história do seu patrimônio tangível e intangível. Tem-se, por exemplo, o patrimônio cultural edificado como um dos resultados dessa configuração, sendo referencial da história e da identidade da população e, assim, importante na construção de uma base para a educação turística. Fornecendo-se elementos que possibilitem a percepção do espaço urbano (cultural) por sua população, se torna um referencial da identidade, ao mesmo tempo em que se constitui numa ação estratégica para que o turismo possa contribuir no sentido de valorização das culturas locais e desenvolvimento social: O espaço urbano é, com suas peculiaridades, ao mesmo tempo testemunha e produto da trajetória da população. Em suas formas, vias e edificações estão presentes as características de seus residentes, bem como de seu processo histórico. No momento em que essa população tem a oportunidade de perceber seu espaço e os elementos que o configuram, ele pode se constituir num agente educador (...). (GADOTTI, 2003, p.3).

Os projetos turísticos, dessa forma, devem levar em conta a riqueza de aspectos culturais a serem destacados pelo turismo e como este pode auxiliar o processo de


7 valorização dos mesmos. Destaca-se o projeto de turismo “Rota dos Tropeiros”, desenvolvido nos últimos anos numa parceria dos governos municipais de 16 municípios dos Campos Gerais, por meio da Associação dos Municípios dos Campos Gerais - AMCG, com instituições como SEBRAE, ECOPARANÁ, Paraná turismo e Consultur. Atuando de forma a ressaltar a cultura tropeira dos Campos Gerais, esse tipo de ação pode permitir aos visitantes e, especialmente, às comunidades locais "o reconhecimento, a reflexão e a aprendizagem sobre seu papel na configuração de seu meio, sobre a importância desse patrimônio na preservação de sua memória e a valorização de sua identidade no processo de 'acolhimento' de visitantes, inerente à atividade turística” (GADOTTI, 2003), principalmente por meio do resgate da história comum aos seus municípios, como o movimento tropeiro e a chegada dos imigrantes, dentre outros. Assim, no desenvolvimento do turismo, trata-se da necessidade de se trabalhar com os aspectos abrangentes, globais, que envolvem os vários fatores da sociedade. HINTEREDER diz que "neste mundo tão globalizado, onde o que é estranho nos parece cada vez mais estranho, o que é novo nos parece cada vez menos oculto, os clichês mostram que há uma admirável inclinação à perpetuidade, principalmente quando se falam em Estados". A globalização, que na opinião do ministro alemão Gerhard Schröder é a alma do século XXI, comumente está associada ao enfoque de desenvolvimento sustentável. A sustentabilidade é um termo fortemente enraizado nas têmperas do planejamento turístico, especialmente nos Campos Gerais, conforme metodologia desenvolvida e implementada através de oficinas capacitadoras para monitores municipais, dentro do Programa Nacional de Municipalização do Turismo - PNMT. Este programa foi e está sendo utilizado em muitos municípios paranaenses para que sejam direcionadas as ações de planejamento, pois ele prevê o desenvolvimento local integrado, baseado em pilares gerais, tais como a descentralização da gestão das políticas públicas, dos programas e das ações locais, que estão voltadas para o desenvolvimento do turismo sustentável, bem como o estabelecimento de parcerias, sob o prisma de reuniões com o enfoque participativo, desde a seleção de prioridades até o acompanhamento das atividades a serem articuladas, visando a sustentabilidade já nos projetos e observando-se os aspectos políticos, econômicos, ambientais, sociais e culturais para que sejam compatíveis. Outro princípio fundamental que deve ser observado é o de mobilização das comunidades, estimulando-as para que encontrem alternativas de desenvolvimento; é interessante observar, neste ponto, o conceito de cultura da UNESCO, anteriormente citado, de forma que seja possível delinear diretrizes que expressem a visão do futuro destas mesmas


8 comunidades (ou sociedades), sendo nesse caso, o Projeto "Rota dos Tropeiros", e tudo o que se pretende alcançar por meio dele. Por fim, destaca-se um dos mais vitais componentes para que a execução das ações voltadas o desenvolvimento da atividade turística promova o bem-estar da população: a capacitação e a qualificação das pessoas envolvidas, de forma a elevar os níveis de qualidade e eficiência dos serviços, tão primordial não só no turismo quanto em qualquer outra atividade econômica, bem como fator preponderante para o sucesso e a realização pessoal de cada indivíduo. Assim, ao se reafirmar a máxima "pensar globalmente e agir localmente", na busca de se desenvolver a região através do turismo, concorda-se com o Prêmio Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, quando diz que ele é um dos que enxergaram oportunidades para todos na globalização, mas que também exigem uma configuração diferente, mais justa e melhor. Desta forma, coloca-se a afirmativa de que se possui, em todos os municípios dos Campos Gerais, grandes chances sustentáveis de se estar iniciando e realizando um novo período de desenvolvimento, nestas terras paranaenses, com o turismo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BARROSO, V. L. M. O Caminho do “Certão”: da integração ao isolamento. In: SANTOS, L. M. S.; VIANNA, M. L. C.; BARROSO, V. L. M. (orgs.). Bom Jesus e o tropeirismo no Brasil Meridional. Porto Alegre: EST, 1995. ELLIS JR. Alfredo. A economia paulista no século XVIII: o ciclo muar, o ciclo do açúcar. São Paulo, Faculdade de Filosofia e Letras, USP, Boletim n.º 115, História da Civilização Brasileira, vol.11, 1950. FRANCO SOBRINHO, M. de O. A cultura e as ligações humanas. Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, 02 mai. 2000. GADOTTI, D. A. A leitura da cidade: educação e turismo na cidade de Palmeira - PR. Projeto de Pesquisa do Curso de Bacharelado em Turismo, Departamento de Turismo, UEPG, 2003. HINTERER, P. Revista Deutschland, Editorial. Ed. Junho – Julho, 2002. p. 03. LACERDA, C. L. de. Cultura e mecenato: “Eles” – o Estado. Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, jun. 2001.


9 OLIVEIRA, R. B. de. O tropeirismo sob nova visão. Palmeira, 2001. PARANÁ. Histórico dos Kaingang e dos Guarani do Estado do Paraná. Disponível em: http://www.pr.gov.br/prindigena/povoshist.html. Consultado em 10 out.2003. SCHAYAN, J. Descobertas: Cultura e estilos de vida. Rev. Deutschland, 2002. TRINDADE, J. B. Tropeiros. São Paulo, Editoração Publicações e Comunicações Ltda, 1992. 160p TORRES, R. N. Paraná: Encruzilhada de Caminhos. Cia das Letras e IHGP. Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, set. 2003.


Cultura e Turismo nos Campos Gerais