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MEU TEMPO EM PIRACICABA Jayme Rosenthal

Nasci aos 20 de julho de 1940 em Barretos, e, em 1941, mudamos para Piracicaba. Filho de Pedro e Anna Rosenthal, tive a felicidade de conviver com meus irmãos, Elias, Ester, Rosa, Paulina eMendeI. Sou do tempo do Hotel do Lago, onde nos hospeda­ mos quando chegamos a esta cidade, ao lado da farmácia do Frota, na Rua São José, esquina da Praça, tendo, de um lado, o Teatro Santo Estêvão e do outro, a fabrica de gelo do Jorge Maluf, em frente ao Cine Broadway. Sou do tempo em que, na Rua da Boa Morte, 1676, onde moramos até o ano de 1947, brincávamos na calçada, de cabra cega, morto, pulávamos amarelinha, aos olhos de nossos pais que se sentavam em frente das casas ao anoi­ tecer, no maior bate-papo com os vizinhos, e, de meia em meia hora, passava o bonde que ia da rua XV de Novembro até a estação da Paulista, limite da cidade neste bairro. Também os outros limites de nossa cidade, eram: a estação de trem da Vila Rezende, a Escola de Agronomia, fim da linha dos bondes, e, da rua do Porto até o Cemitério da Saudade. Sou do tempo de médicos competentes como Dr. Francisco Toledo, Dr. Lula, Samuel de Castro Neves e mui­ tos outros, da chegada do primeiro bispo a Piracicaba, Dom Ernesto de Paula, com cortejo descendo da estação da paulista, pela rua da Boa Morte, até a Catedral, do fim da guerra, quando meu pai, Pedro Rosenthal tirou o gasogênio de um Ford 29 e o transformou para gasolina, do João Ferreira, o maior doador de sangue de Piracicaba e região, do Lico da farmácia Neves, armazém do Simionato, sapa­

Revista do IHGP - Vol. 10  

Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.

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