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fique em página de ouro a memória de um de seus mais cultos membros, ao qual, com honra, deixa aqui o louvor que lhe é dado merecer, pois é próprio da História de um povo, e de modo especial, um povo como o de Piracicaba, dignificar com o quanto lhe é dado fazer os seus associa­ dos e a cultura de uma terra, onde a Poesia floresce e como que se encarna como glória impar e feliz.

*** Soneto classificado como segundo prêmio de Poe­ sia no Concurso Inlemazíonafe /I Convivia, Itália, 2003 :

DESPEDIDA Quando a vida entardece e um sol pobre e enfermiço

diz adeuses ao sonho e aos encantos do amor,

eu me ponha a chorar ( Chorar por causa disso?)

porque as sombras já vêm, põe-se em fuga o calor.

Onde está tudo quanto, envolvido em feitiço,

foi um tesouro imenso espargindo luzor?

O passado interrogo e as saudades atiço . .,

Tudo em vão ...Tudo em vão.. .vem da noite o pavor!

Tarde minha, que vens, frigidamente triste,

és suponho, e talvez, gesto de despedida,

um anseio final que ainda em mim persiste ...

Eu sei que levas junto. inteira, a minha vida,

és doloroso adeus a que ninguém resiste,

és despedida, sim ..: Então adeus. querida!

Revista do IHGP - Vol. 10  

Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.