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espaço que havia sido eleito para a implantação dos princi­ pais edifícios institucionais da cidade. Pelo contrário, nos tra­ çados urbanos setencetistas a praça é pensada de inicio como o centro da cidade, em tennos simbólicos, funcionais e tam­ bém espaciais. A praça adota de raiz uma fonna regular e localiza-se no centro da malha urbana. (Teixeira, Valia p.256) Em julho de 1750 falece Dom João V, ascendendo ao trono Dom José I, que nomeia como seu primeiro ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, nas mãos de quem é entregue o controle da política da nação. O marquês de Pombal foi influenciado fortemente pelas filosofias intelectuafístas da época e assumiu as suas responsabilídades administrativas com aquele zelo refonnis­ ta tão característico dos defensores setecentistas do iluminismo (Delson, p.49). Para Pombal, a autoridade real deveria ser ampliada pelo aumento do número de vilas no interior e pela integração num programa que procurasse aproveitar ao máximo as potencialidades dos territórios até então inexplorados. Os índios, antes desprezados, agora deveriam ser integrados no programa de construção de vilas, passando a fazer par­ te da sociedade brasileira. A formação de novas vilas também aglutinava os aventureiros. Uma das finalidades era o controle da produ­ ção de ouro e pedras preciosas, extraídos das minas, para evitar a evasão desordenàda dessa riquezas. Em 4 abril de 1754 uma lei previa ser muito conveni­ ente se argumentara povoação nestes domínios. A Carta Régia de 3 de março de 1765 mandava fundar povoaçóes e vilas nas aldeias de Porto Seguro, e a de 10 de outubro de 1769 refor­ çava a ordem. Assim, através de Cartas Régias, várias cida­ des foram fundadas, e também muitas vilas nos caminhos que ligavam as cidades produtoras de ouro, para dar suporte aos viajantes que transportavam o metal precioso. Assim, durante a administração de Marquês de Pom­ bal, houve um plano de colonialismo cultural no qual se in­ cluía uma política de urbanização, abrangendo aspetos ge­ rais de estruturação da rede detalhadamente. . As cartas aos govemadores, ao detenninaram a cria­ ção de novas vilas, fixavam de maneira clara as nonnas para sua edificação, visando o atendimento aos padrões tipicamen­

Revista do IHGP - Vol. 10  
Revista do IHGP - Vol. 10  

Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.

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