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íram o Hospital Samaritano, na Rua Conselheiro Brotero, no início da fase inicial do loteamento do Bairro de Higienópolis. No mesmo bairro, no final da década de 1890, construíram um Cha/el para T. G Baumgardner, na Av. Higienópolis 22, um Chalet para uso próprio e duas residências para Martinho Burchard, que era um dos loteadores, uma naAv. Higienópolis, 20 e outra na Rua Aracajú (Ficher, 1989 in Cachioni, 2002). Pai e filho participaram da Exposição de Saint Louis, EUA em 1904, onde segundo Ficher (1989) provavelmente obtiveram medalha de prata com o projeto dos escritórios e armazéns do Engenho Victória da E. Johnston & Co. em São Carlos, no estilo Queen Anne, ainda que simplificado (Ficher, 1989 in Cachioni, 2002). De 1899 a 1902, George Krug foi professor das cadei­ ras de Arquitetura e Construção do curso de engenheiro civil da escola de Engenharia do Mackenzie Col/ege, em São Paulo. Foi também fiscal da Universidade de Nova Iorque no Mackenzie durante muitos anos. Em setembro de 1904 foi nomeado professor substituto interino da 4° Seção de Artes da Escola Politécnica de São Paulo e, em outubro de 1906, foi efetivado no cargo. Em abril de 1915 assumiu interina­ mente as cadeiras do 3' ano do curso de engenheiro-arquite­ to em Composição Gera/2" Parte e História da Arquitetu­ ra, tendo sido nomeado catedrático em setembro de 1916, na Escola Politécnica (Ficher, 1989 in Cachioni, 2002). Após a morte do pai, em 1907, George Krug mante­ ve a firma. Por volta de 1910, associou-se ao seu projetista, Antonio Garcia Moya na firma Krug, Moya & Cia, onde tam­ bém trabalhava seu SObrinho Guilhemne Malfatti (irmão de Anita Malfatti). Após o seu falecimento, foi substituído por seu irmão engenheiro, Arthur Gillum Krug (Fresno, 1863­ São Paulo, 1938), que trabalhou na Cia. Paulista. Quando este se retirou, a firma passou a se denominar Moya & Malfattí. George Krug trabalhou no escritório de Ramos de Azevedo, tendo sido um de seus inúmeros colaboradores (Ficher, 1989 in Cachioni, 2002). Em Piracicaba, projetou e construiu o Anexo Martha Watts de 1907 a 1914, podendo ser identificado em foto do lançamento da pedra fundamental do edifício. Também há um recibo por ele assinado no Museu da instituição que confimna sua autoria e participação na obra (Cachioni, 2002).

Revista do IHGP - Vol. 10  

Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.

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