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Ano II — Nº 71

01 a 07 de Fevereiro de 2014

A volta do nosso querido amigo Padre Libanio à casa do Pai, ocorrida na manhã de 30 de janeiro, enche nossos corações de consternação. Reconhecemos agradecidos sua amizade, sua presença entre nós, seus ensinamentos, suas palavras de apoio e incentivo na caminhada, seu entusiasmo contagiante ao falar sobre o Reino de Jesus, e seu incomensurável trabalho dedicado a Igreja e a todo o povo de Deus. Saudosos, elevamos a Deus nosso Senhor nossos agradecimentos pelo dom da convivência com Padre Libanio. E a ti, querido e velho amigo, resta -nos dizer muito obrigado e até breve!

“ Aprender a fazer supõe adquirir princípios éticos para o próprio agir. Aprender a conviver é desenvolver qualidades humanas de ser alguém aberto e serviçal para com os demais.

Aprender a ser implica cultivar as dimensões humanas mais altas para o bem, a verdade, a beleza e a transcendência. E finalmente aprender a viver a fé ultrapassa o conhecimento do catecismo para traduzi-la na abertura para o mistério e para a prática do amor ao irmão.”

Pe. Libanio SJ (1932-2014)

A todos os nossos leitores e amigos, saúde, paz e bem! Caríssimos, colocamos em vossas mãos nosso informativo IPDM nº 71. Nele, vocês encontrarão as reflexões a respeito do Evangelho deste Domingo propostas por Raymond Gravel, Padre José Antonio Pagola e, o nosso já saudoso Padre Libânio. Leia as reflexões nas páginas 2 e 3. Nas páginas que seguem, trazemos a reflexão proposta por Felipe Ramos sobre o Evangelho do próximo Domingo, as palavras do nosso Papa Francisco que nos brinda com palavras de extrema profundidade a respeito da “pertença eclesial”. Por certo, a leitura destas duas matérias são de grande valia para todos nós. Falando sobre um tema inquietante, Frei Betto trabalha com esmero seu artigo-opinião sobre sexo e celibato na Igreja católica. As página finais trazem a agenda de reuniões do IPDM

e a programação completa da 13ª Semana de Teologia de Ermelino Matarazzo. Caríssimos, neste número, em especial, queremos prestar nossa homenagem a um grande amigo, que em muito colaborou com a Igreja e o Povo de Deus ao longo de sua jornada de mais de 80 anos trilhando os caminhos do Senhor semeando a paz, a esperança o amor e a fé entre nós. Padre João Batista Libanio—SJ, foi um Mensageiro da Boa Nova que nunca mediu esforços no cumprimento de sua missão. Assim, nós do IPDM, dedicamos a ele esta edição do nosso informativo, destacando ao longo das páginas que o compõem pequenos-grandes ensinamentos que ele nos legou. Desejamos a todos ótima leitura. Equipe de Produção IPDM

Liturgia

Domingo — 02 de Fevereiro de 2014 4º Domingo do Tempo Comum Ciclo “A” do Ano Litúrgico

1ª: Ml 3, 1-4 – Sl: 23 (24) - 2ª: Hb 2, 14-18 Evangelho: Lc 2, 22-40


L I T U R G I A (Lc 2, 22-40)

Raymond Gravel Para preparar a homilia desta semana eu li duas interpretações: uma que é cheia de bom senso e que dá um sentido à festa de hoje, que é o texto de um padre francês, Léon Paillot, que alimenta o leitor. A outra, muito mais decepcionante, é um texto que encontramos no final da revista Prions en Église desta semana, escrito pela Lise Hudon-Bonin e que infantiliza seu leitor. Devemos recordar constantemente que os evangelhos foram escritos depois da Páscoa, à luz da fé das primeiras comunidades cristãs, e que são releituras crentes dos acontecimentos reconstituídos à luz da Páscoa. O que significa que os relatos não têm a pretensão de nos contar o que realmente aconteceu; esses relatos querem nos dizer algo da fé cristã do final do século I até hoje, 2014. Quando Lise Hudon-Bonin diz, em relação ao evangelho de hoje, que “Seus pais (os pais de Jesus) deviam ter ficado muito surpresos e maravilhados ao saber que Jesus estava investido de uma missão tão especial! Imaginamos que seus corações tenham disparado ao ouvir o que ele dizia”, o quer dizer que a senhora Hudon-Bonin não compreendeu que esse relato faz parte dos evangelhos da infância de Lucas e que eles não são materiais e históricos; é uma maneira de infantilizar os leitores que leem seu comentário. É verdade que a tradição judaica queria que todo o primogênito do sexo masculino fosse apresentado ao Templo como rito de iniciação judaica; a Lei de Moisés o exigia. E quando se tratava de uma família pobre, os pais ofereciam ao Senhor, em sacrifício, um par de rolas ou duas pombas, em vez de bois ou ovelhas reservados às famílias ricas. No entanto, ao situar o acontecimento da apresentação de Jesus no Templo, no contexto da tradição judaica, Lucasnos diz alguma coisa sobre esse Jesus tornado Cristo e Senhor na Páscoa... E aí está o sentido do seu evangelho! O acontecimento histórico, se realmente aconteceu, ninguém sabe como aconteceu, e não é importante saber. Basta! Então, o que devemos reter do evangelho de hoje? Que Palavra de Deus pode surgir hoje, da leitura deste evangelho? 1. O Cristo Luz dos Povos O que acontece no Templo de Jerusalém no momento em que o menino Jesus é apresentado? Há um ancião chamado Simeão; ele representa a Antiga Aliança, o Antigo Testamento, Israel. Além do mais, esse ancião é um homem justo e religioso, que esperava a consolação de Israel, isto é, o Messias de Deus, segundo os profetas do Exílio, e o Espírito Santo estava com ele (Lc 2,25). Para Lucas, temos aí tudo de que precisamos para passar da Antiga Aliança à Nova Aliança, do Antigo Testamento para o Novo Testamento, e é um ancião, um homem justo e religioso, habitado pelo Espírito Santo, que fará essa passagem. Simeão já reconheceu que essa criança é o Senhor, o Messias, o Salvador, o Cristo da Páscoa. A Antiga Aliança terminou: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz” (Lc 2,29). A salvação já se manifestou, não a um povo em particular, mas a todos os povos; a salvação é universal: “Porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos” (Lc 2,30-31). É a luz anunciada pelo profeta Isaías que nós esperamos na noite do Natal: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e uma luz brilhou para os que habitavam um país tenebroso” (Is 9,1). Hoje, Lucas fala da luz como uma luz universal: “Luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel” (Lc 2,32). Mas, por que celebramos esta festa justamente hoje? Estamos a 40 dias do Natal; pelo calendário, estamos na metade do inverno (no hemisfério norte). Sabemos que se a marmota sair da sua toca e estiver nublado, restam ainda seis semanas de inverno... e é assim que acontece todos os anos. Antes de ser uma festa cristã, a festa de hoje, assim como a festa do Natal, era uma festa pagã. No império romano, celebrava-se a metade do inverno para significar que a luz começa a aumentar dia após dia a partir do solstício de inverno, o deus Fauno e a luz renascente. Durante essas festividades, as pessoas percorriam as ruas com velas. Em 472, o Papa Gelasio transformou-a em festa cristã, para lembrar que o Cristo que nasceu no Natal é a luz dos povos, e as velas que levamos nos lembram o nosso batismo cristão, que nos faz ser luz, à semelhança de Cristo. O padre francês Léon Paillot escreve: “Nós anunciamos no Natal que Deus se fez homem. O velho Simeão nos diz por que Deus se fez homem”. Ele será sinal de divisão no mundo e mesmo na Igreja: “Simeão os abençoou e disse aMaria, a mãe de Jesus: ‘Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma’” (Lc 2,34-35). A divisão não diz respeito somente aos judeus e pagãos, mas também a todos aqueles e aquelas que recusam reconhecer o Cristo da Páscoa. E Maria, no evangelho de Lucas, não é a mulher, mãe de Jesus; é a Igreja, a filha de Sião, a nova Jerusalém, o povo da Nova Aliança, os cristãos que somos nós. Portanto, a divisão se faz no mundo e na Igreja. Ainda hoje estamos divididos entre cristãos e inclusive entre católicos. 2. O feminismo lucano Já no início do evangelho de Lucas, temos um vislumbre do feminismo lucano. O que vem fazer esta anciã, Ana, no evangelho de hoje, uma vez que já temos esse ancião, Simeão, para dar o sentido ao evangelho de Lucas? Esta mulher diz algo sobre Lucas: esta mulher é profetisa (Lc 2,36), o que não é algo comum na época do Antigo Testamento, nem mesmo no Novo Testamento. Esta mulher, viúva, após ter atingido a idade de 84 anos, não se afastou do Templo (Lc 2,37b), o que significa que ela representa o israelita perfeito. Além disso, Lucas diz que ela servia no Templo, dia e noite, com jejuns e orações (Lc 2,37c); é muito feminista, porque as mulheres não tinham o direito de servir no Tempo, ainda mais durante a noite. Para Lucas, a mulher ocupa as mesmas funções que o homem. Para nós, hoje, que relemos esta passagem, será que este relato de Lucas pode nos surpreender? Como diz Léon Paillot: “Eu li, há cerca de 10 dias, uma reflexão do Papa Francisco que dizia: Deus não é um Deus de costumes; é um Deus das surpresas. E acrescentou: a Palavra de Deus é viva, ela vem e diz o que deve dizer, e não o que eu espero que ela diga ou o que eu espero que ela vá dizer. É uma palavra livre, que é surpresa e novidade”. Se Deus sempre renova, para nós que relemos este relato hoje, que novidade nos quer dizer? É cada um e uma de nós que deve descobri-lo... Uma coisa é certa: como disse Paillot, o rito de apresentação de uma criança do sexo masculino no Templo, onde o sacerdote tem o papel primordial, no evangelho de hoje não é senão um pretexto para nos fazer compreender outra coisa: “Os pais que ofereciam seu filho voltavam-se para o passado: a obrigação de satisfazer um rito ancestral. Os anciãos abrem para o futuro. Não se trata mais de questão de ritos ou de sacerdotes: abrem-se novas perspectivas. Mas essas perspectivas só podem ser apreciadas corretamente na fé, porque a conclusão do relato é surpreendente: voltamos a Nazaré, e tudo prossegue na humildade de uma vida comum. Decididamente, os sinais feitos por este que é apresentado como a luz das nações são discretos e verdadeiramente pouco espetaculares. Surpreendente! Como acontece ainda hoje”..

www.ihu.unisinos.br


Padre João Batista Libânio S.J.

Nesta festa da Sagrada Família, logo depois do Natal, ouvimos esse Evangelho na sua forma resumida, porque ele condensa bem os temas da celebração de hoje.

Pelo nascimento, Maria deu Jesus ao mundo. Nenhuma mãe da à luz um filho para si, por isso a expressão em português é bonita: “Dar à Luz” - à luz do mundo”, da história, da vida. Neste momento, a criança já não é mais dela. Em toda a tradição, luz sempre indicou coisa de Deus, de tal maneira que a palavra latina dies significa o momento da luz. Quando a mãe gera um filho, o faz como um grande presente par humanidade. Cada um de nós pode se considerar como um grande presente de nossas mães para o mundo. Maria, sendo mãe, deu Jesus de presente para todos nós. Passados alguns dias, novamente ela toma o Menino e faz outro gesto, não mais para nós, não para o mundo, mas para o Pai. Ela se separa duas vezes de Jesus. Que tremenda renuncia para uma mãe! Entrega Jesus à humanidade e ao Pai! Quando a missa ainda era em latim, começava com uma frase bonita: “...um Menino nos foi dado!” Na visão patriarcal, o filho primogênito tinha obrigação de continuar a família, e é esse primogênito que Maria leva ao Templo, sem sequer imaginar que vida teria aquela criança. Quando Maria entregou Jesus ao Pai, ela apenas vislumbrava o significado do seu gesto. No Templo o velho Simeão disse que ela passaria por tribulações, coisa que qualquer velho Simeão poderia dizer a qualquer mãe. Qual mãe não passou ou passará por tribulações por seus filhos? São doenças, noites mal dormidas quando ainda crianças; na adolescência, são noite passadas acompanhando barulho de freadas, de chaves girando nas fechaduras, sobressaltos em telefonemas. Assim também foi com Maria. Jesus foi uma criança original, diferente, e quanto mais original e diferente é o filho mais as mães sofrem. Por isso, Lucas, quando quer resumir as atribulações de Maria em relação a Jesus, coloca uma cena típica: o seu desaparecimento quando da viagem da família a Jerusalém, por ocasião dos seus doze anos. Assim são todas as mães que sofrem tantas vezes procurando os filhos que lhes escapam das mãos, seja porque procuram novos caminhos, ou porque desfizeram laços afetivos. Portanto, família não é essa coisa bonita dos poetas para se declamar na escola primária. É o lugar do sofrimento e da dor, mas também das grandes alegrias. Sempre repito esta frase, que para mim, cada vez em maior clareza: a família é o lugar das grandes alegria, mas também é o lugar dos maiores sofrimentos. Assim somos nós e sempre seremos. Essa é a condição humana, que nunca conseguira equilibrar todas as nossas relações, todas as nossas afetividades e interesses, tudo aquilo que entra no jogo da família. Maria leva seu Filho para casa, e o Evangelho diz que Ele crescia em estatura, isto é, em saúde, que é o primeiro cuidado da família. Crescia também sem sabedoria, e eu acho graça, pois sabedoria parece coisa própria de velho. Como eu gosto muito de etimologia, fui atrás da palavra. Sabedoria vem de sabor e de saber—saber da boca. Sabedoria é saborear as próprias experiências. Marfa e José ensinaram Jesus a saborear a vida. Como seria bom se os pais ensinassem seus filhos a sentirem o gosto de uma brincadeira sadia com os coleguinhas, as alegria de brincar, de estudar, de conviver, de partilhar! Nesse aspecto é preciso muito cuidado para cobrir as nossas crianças com sorrisos, para que elas cresçam em sabedoria. Jesus também crescia em graça. Todos nós sabemos que Deus tem paixão pelas crianças. Todos podem condená-las, menos Deus. Javé nunca rejeitou ninguém, muito menos uma criança. Como Jesus, que as nossas crianças cresçam sempre envolvidas pelo amor infinito de Deus. Nós sempre imaginamos que Jesus, Maria e José vivam num bangalô bonitinho, que Jesus vivia cheirosinho, com cabelos cacheados e desodorante francês, mas estudos modernos nos revelam algo bem diferente. Certamente, vivam em casas modestas de apenas um cômodo, ao lado de outras famílias e parentes próximos. Jesus não terá morado sozinho—o Evangelho cita pelo menos sete nomes de parentes. Pelo contrário, viva rodeado de parentes, como ainda é comum no nosso interior, em meio a conflitos familiares, invejas e disputas. Temos que ter esta compreensão da vida de Jesus bem próxima, para concluirmos que Deus quis entrar no mundo. O Pai não pode vir, porque é infinito. Por isso, mandou-nos o Filho trazendo todos o seu amor de pai, toda a sua grandeza, toda a sua revelação através de seus gestos, sua linguagem, sua maneira de ser e de se comportar. Que esse mistério nos toque e nos converta. Amém. Em: Um Outro Olhar: Coletâneas de Homilias de J.B. Libânio, SJ—Volume VIII p. 25

tam Jesus por curar doentes rompendo a lei do sábado. Jesus não encontra acolhimento nas doutrinas e tradições religiosas que não ajudam a viver uma vida mais digna e mais sã.

Padre José Antonio Pagola O relato do nascimento de Jesus é desconcertante. Segundo Lucas, Jesus nasce numa aldeia onde não há lugar para acolhê-lo. Os pastores tiveram que procurá-lo por toda Belém até que o encontraram num local afastado, deitado numa manjedoura, sem outras testemunhas além de seus pais. Ao que parece, Lucas sente necessidade de construir um segundo relato em que essa criança seja retirada do anonimato para ser apresentada publicamente. Que lugar mais apropriado que o Templo de Jerusalém para que Jesus seja acolhido solenemente como o Messias enviado por Deus ao seu povo? Mas, de novo, o relato de Lucas vai ser desconcertante. Quando os pais se aproximam do Templo com a criança, não saem ao seu encontro os sumos sacerdotes nem os outros líderes religiosos. Dentro de alguns anos, eles serão aqueles que o entregarão para ser crucificado. Jesus não encontra acolhimento nessa religião segura de si mesma e esquecida do sofrimento dos pobres. Tampouco vêm a recebê-lo os mestres da Lei que pregam as suas “tradições humanas” nos átrios daquele Templo. Anos mais tarde, rejei-

Quem acolhe Jesus e o reconhece como Enviado de Deus são dois anciãos de fé simples e coração aberto que viveram ao longo da sua vida esperando a salvação de Deus. Os seus nomes parecem sugerir que são personagens simbólicos. O ancião chama-se Simão (“O Senhor escutou”), a anciã chama-se Ana (“Oferenda”). Eles representam tantas pessoas de fé simples que, em todos os povos de todos os tempos, vivem com a sua confiança posta em Deus. Os dois pertencem aos ambientes mais sãos de Israel. São conhecidos como o “Grupo dos Pobres de Javé”. São pessoas que não têm nada, só a sua fé em Deus. Não pensam na sua fortuna nem no seu bem-estar. Só esperam de Deus a “consolação” que necessita o seu povo, a “libertação” que seguem procurando geração após geração, a “luz” que ilumina as trevas em que vivem os povos da terra. Agora sentem que as suas esperanças se cumprem em Jesus. Esta fé simples que espera de Deus a salvação definitiva é a fé da maioria. Uma fé pouco cultivada, que se concretiza quase sempre em orações lentas e distraídas, que se formula em expressões pouco ortodoxas, que se desperta sobretudo em momentos difíceis. Uma fé que Deus não tem nenhum problema em entender e acolher. Em: www.eclesalia.wordpress.com

LITURGIA


1ª Leitura: Is 58, 7-10 - Salmo: 111 (112) 2ª Leitura: 1Cor 2, 1-5 - Evangelho: Mt 5, 13-16

Estamos perante dois provérbios em forma de parábolas que definem a missão dos discípulos de Cristo: sal e luz. Utilizamos o sal para temperar os alimentos. A partir desta aplicação do sal, o provérbio parabólico significaria que os discípulos de Cristo, à maneira de fermento, de-vem influir no mundo, ajudando-o a descobrir o sentido da vida para que não seja enganado pelas suas tendências e aspirações rasteiras. Além disso o sal, sobretudo na antiguidade, era também utilizado para evitar a corrupção dos alimentos. Com base neste uso do sal, o ponto fulcral do ensinamento seria o seguinte: os discípulos de Cristo devem preservar o mundo da corrupção. Devem fazer que o mundo seja tolerável aos olhos de Deus; sem a sua presença e atitudes seria, diante d’Ele algo corrompido, em decomposição, próprio para deitar fora. Qual é a razão de ser do sal no mundo? No mundo judaico, a metáfora do sal significava a sabedoria. Os cristão possuem a verdadeira sabedoria, o Evangelho, a palavra de Deus. Quimicamente falando, o sal não pode perder o sabor. Só que, à força de ser usado, pode deixar de salgar. Tendo em conta esta propriedade do sal, um rabino do século I comentava depreciativamente o sem sentido deste proverbio de Cristo. O seu comentário dá a entender que o provérbio do sal pode significar o conteúdo da revelação, a palavra de Deus. Os judeus são os depositários dessa palavra, privilégio esse que não lhes será tirado por ninguém. Sendo assim, o provérbio de Cristo afirmaria que o papel de Israel como depositário da palavra de Deus, teria passado para os seus discípulos, para a Igreja. E seria também uma séria advertência para qu o sal não perdesse a sua força, como aconteceu ao antigo povo de Deus. A metáfora da luz também era conhecida do judaísmo. Isaías, por exemplo, tinha anunciado que Israel seria a luz das nações (Is 49,6). No caso presente, diz-se dos discípulos de Jesus (Fl 2,5;Ef 5,8.13). Mas os cristãos são a luz do mundo pela sua pertença a Cristo e na medida da sua pertença a Cristo, que é a luz do mundo (Jo 8,12;9,5;12,46). Também aqui, como no provérbio anterior, a luz refere-se explicitamente à palavra de Deus. A luz está onde Deus se manifesta pela sua palavra (Mc 4,21-22; 2Cor 4,4; Fl 2,15-16). Jesus, que é a luz, tem a palavra (Jo 8,12.31s;14,9-10). O mesmo pode dizer-se dos discípulos de Cristo: são a luz do mundo (Fl 2,15); têm a luz, a palavra de Deus (Mc 4,21; Lc 8,16; 11,33). A imagem da cidade edificada sobre o monte também procede do mundo bíblico-judaico. O símbolo do futuro glorioso de Israel era a cidade de Jerusalém, edificada sobre o um monte, para a qual deveriam peregrinar todos os povos para prestarem culto a Deus. Jesus aplica-o ao seus discípulos e afirma que são eles o novo Israel; por isso, pode utilizar também a imagem do monte. Os discípulos de Cristo, porém, devem sê-lo em permanência, pois não se acende uma luz para a meter debaixo do alqueire. Esta expressão é ininteligível para quem desconhecer os costumes da época de Jesus. A iluminação era feita à base de gorduras; soprando par apagar a chama de uma lamparina equivalia a encher a casa de um cheiro irrespirável. Por isso, cobria-se com um alqueire ou com qualquer outro objeto que se tivesse à mão para que, faltando oxigênio se apagasse sem deitar cheiro. Cristo diz simplesmente: a luz acesa não deve apagar-se, deve iluminar sempre. Em: Felipe F. Ramos—Comentários à Bíblia Litúrgica—Coimbra: Sociedade São Paulo

PARA REFLETIR...

Padre João Batista Libanio—SJ Em cada momento da história, as pessoas se perguntam quem são elas. Todos constituímos relação mútua com a cultura. Forjamos a cultura que nos cerca e ela, por sua vez, marca-nos profundamente. Ninguém escapa do seu impacto. Para conhecermos a nós mesmos e aos nossos semelhantes nada melhor que mergulhar crítica e profundamente no universo cultural presente. Muitos chamam de pós-modernidade o momento atual. Termo que carece de reparos. Pós não significa depois, como se o antes da modernidade já tivesse terminado. A modernidade permanece em plena força: império da ciência e da tecnologia, individualismo acerbado, reinado do sistema capitalista de mercado, autonomia do sujeito, ímpeto conquistador das potências ocidentais e muitos outros. Vivemos a modernidade avançada. No entanto, já há sinais de que alguns de seus traços começam a ser revistos, criticados e até superados. A pós-modernidade submete a modernidade ao crivo da crítica e intenta impor-lhe alguns freios. Percebeu que o desregramento da razão científica provocou crimes horrorosos, como os campos de concentração que assassinaram milhões de pessoas, guerras enlouquecidas com custo de vidas incalculável, devastação da natureza com riscos para o futuro da humanidade. Surgiu vigoroso grito ético contra o desmando total da tecnologia e contra o ímpeto voraz do ser humano. Estamos precisamente nesse momento em que se gesta, de um lado, um ser humano radicalmente influenciado pelos avanços tecnológicos, sobretudo da informática e genética e, de outro, aumenta o temor dos efeitos desastrosos de tais avanços. Teme-se que o individualismo conduza as pessoas cada vez mais à solidão enferma, recorrendo aos psicotrópicos para viver em vez de encontrar a alegria e a felicidade do convívio com as pessoas. A ausência do rosto do Outro/outro corrói a interioridade. Perdemos a referência fundamental dos valores que nos regem. E o ser humano, desprovido de ética, degrada-se ao estado animal. Na ironia de pensador inglês, ao considerar que estamos nos convertendo em lobo em relação a nosso semelhante não estamos sendo delicados com os lobos. A pós-modernidade sofre do paradoxo de positivamente ansiar por convivência, mas negativamente se deixa dominar pelo mundo informatizado em que reina o encontro virtual. Nada supre o olhar cálido do amor. O som do celular ou a imagem da webcam nunca se igualam à voz e ao rosto do calor humano presente. Em: www.arquidiocesebh.org.br


Homilia proferida pelo Papa Francisco durante a Santa Missa de Quinta-Feira 30 de janeiro na Casa Santa Marta

Papa Francisco afirmou na homilia desta quinta-feira que “não entende um cristão sem Igreja”. Na missa celebrada nesta manhã, na capela da casa Santa Marta, o Papa indicou os três pilares do sentido de pertença eclesial: a humildade, a fidelidade e a oração pela Igreja. Partindo, como nas homilias desta semana, da figura do rei David que nos é apresentada pelas leituras do dia como um homem que fala com o Senhor como um filho fala com seu pai e, mesmo quando recebe um não, aceita-o com alegria. “David – sublinha o Papa- tinha um sentimento forte de pertença ao Povo de Deus. E esta sua atitude – afirmou- faz-nos pensar sobre o nosso sentido de pertença à Igreja, o nosso sentir com a Igreja e na Igreja.” Então, explicou o Santo Padre: “O cristão não é um batizado que recebe o Batismo e depois segue o seu caminho. O primeiro fruto do Batismo é fazer-te pertencer à Igreja, ao Povo de Deus. Não se entende um cristão sem Igreja. E por isto o grande Paulo VI diz que é uma dicotomia absurda amar Cristo sem a Igreja; escutar Jesus mas não a Igreja. Não se pode. É uma dicotomia absurda. Nós recebemos a mensagem evangélica na Igreja, e é nela que fazemos nossa santidade. O resto é pura fantasia, como dizia, uma dicotomia absurda”. Deste modo, Francisco apontou que o “sensus ecclesiae” é justamente sentir, pensar e querer dentro da Igreja. Por isso recordou que há três pilares de pertença à Igreja, de sentir-se Igreja, e explicou cada um deles. O primeiro é a humildade, ter a consciência de que estar dentro de uma comunidade é uma grande graça: “Uma pessoa que não é humilde, não pode sentir com a Igreja, sentirá aquilo que lhe agrada. E esta humildade que se vê em David: ‘Quem sou eu, Senhor Deus, e que coisa é a minha casa?’. Com aquela consciência que a história da salvação não começou comigo e não terminará quando eu morro. Não, é toda uma história da salvação: eu venho, o Senhor pega em ti, faz-te andar para a frente e depois chama-te e a história continua. A história da Igreja começou antes de nós e continuará depois de nós. Humildade: somos uma pequena parte de um grande povo, que vai pelo caminho do Senhor.” Depois, o Papa citou o segundo pilar: fidelidade, que está “unida à obediência”. E afirmou: “Fidelidade à Igreja; fidelidade ao seu ensinamento; fidelidade ao Credo; fidelidade à doutrina, conservar esta doutrina. Humildade e fidelidade. Também Paulo VI nos recordava que nós recebemos a mensagem do Evangelho como um dom e devemos transmiti-lo como um dom, mas não como uma coisa nossa: é um dom recebido que damos. E nesta transmissão ser fieis. Porque nós recebemos e devemos dar um Evangelho que não é nosso, que é de Jesus e não devemos – dizia ele – ser proprietários do Evangelho, donos da doutrina recebida, para utiliza-la ao nosso prazer.” Por fim, o Papa Francisco disse que o terceiro pilar é um serviço particular: “oração pela Igreja”. “Como vai a nossa oração pela Igreja? Nós rezamos pela Igreja? Na missa todos os dias, mas em casa, não? Quando rezamos?”- questionou o Santo Padre-. Por isso pediu “ao Senhor que nos ajude a ir por este caminho para aprofundarmos a nossa pertença e o nosso sentir com a Igreja”.

"Uma fé perfumada só mostra a sua validez no momento em que tenha a caridade e o amor: `Tive fome, tive sede, estava nu, estava preso e me socorrestes`" "A vida é mais

"Jesus não morreu

importante do que a

desesperado, nem

morte, e , portanto,

abandonado. Ele

a morte não deve

morreu envolvido

ser o critério de

pela experiência de

leitura dos

acolhida de Deus

acontecimentos"

Pai" Padre João Batista Libanio


OPINIÃO

Frei Betto

O Vaticano admitiu, pela primeira vez, no Comitê da ONU para os Direitos da Criança, em Genebra, a 16 de janeiro, crimes de abuso sexual, como pedofilia, praticados por membros da Igreja Católica. Tais crimes ocorrem em quase todas as instituições que lidam com menores, e sobretudo no interior do núcleo familiar, onde pais estupram filhas. Porém, sua prática deve ser severamente punida, e não acobertada em uma Igreja que se propõe a educar crianças segundo os valores do Evangelho. O papa Francisco, em missa na manhã de 16 de janeiro, declarou que os escândalos da Igreja “são tantos” que não podem ser citados individualmente e são uma “vergonha”: “Essas pessoas não têm ligação com Deus. Tinham apenas uma posição na Igreja, uma posição de poder”, disse o pontífice. Francisco surpreende positivamente por suas afirmações a respeito da sexualidade. Além de não demonizar os gays, ao contrário de tantos prelados que consideravam a homossexualidade uma doença (e nisso coincidiram com governos socialistas), e relativizar o tema do aborto nesse mundo em que poucos protestam contra as guerras e, menos ainda, apoiam a erradicação da fabricação e comércio de armamentos (incluídas as de armas químicas). Francisco convidou, para ocupar a importante função de Secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, que afirmou não ser o celibato um dogma. Há tempos a Teologia da Libertação e as teologias feministas defendem o fim do celibato obrigatório para sacerdotes católicos, o que não se justifica à luz da Bíblia. Pedro, escolhido primeiro papa, era casado (Marcos 1, 30), e na Igreja primitiva homens casados eram ordenados sacerdotes. O preconceito à sexualidade nasce na Igreja por influência neoplatônica, que culmina na (falsa) justificativa de que a lei natural associa sexo e reprodução. Daí o fato de perdurar, ainda hoje, na doutrina oficial da Igreja Católica, a exigência de os casais só terem relações sexuais se houver intenção de procriar. Até 1903 gestos de carinho entre casados eram considerados pecados... Tive um professor de teologia moral que afirmava ser a associação entre sexualidade e reprodução um princípio zoológico, e não teológico. Hoje, sei que ele se equivocou. Mesmo animais ignoram o vínculo entre sexo e reprodução. Pesquisas demonstram que muitos deles fazem sexo por ser prazeroso, e não por quererem se reproduzir. O afeto costuma falar mais alto que inclinações naturais. O pesquisador Frans de Waal (2010) conta que, em cativeiro, porquinhos órfãos foram adotados por uma tigresa de Bengala. “Em lugar de cuidar daqueles porquinhos, seria mais adequado, do ponto de vista biológico, que a tigresa os usasse como uma refeição rara em proteínas” (p. 67). Porém, animais também possuem predisposição psicológica para cuidar de filhotes vulneráveis. Outro argumento que se utiliza para justificar o celibato é o contábil. Casado, o sacerdote poderia dilapidar os bens da Igreja se valendo do direito de herança. Ora, se assim fosse, sacerdotes das Igrejas Ortodoxa e Anglicana, e pastores protestantes, que se casam, já teriam levado suas comunidades à falência. O celibato é apenas uma opção de vida, sem a qualidade do matrimônio, que a Igreja enaltece como um dos sete sacramentos – fontes de união com Deus. Se não é um dogma, como afirmou o cardeal Parolin, então pode ser removido, facultando aos atuais e futuros sacerdotes optar ou não por ele. O que abriria aos cinco mil padres casados que vivem no Brasil a possibilidade de serem reintegrados ao ministério sacerdotal. Será meio caminho andado para que, no futuro, a Igreja Católica exclua a mulher do estatuto de ser de segunda categoria, e permita também a ela o acesso ao sacerdócio, assim como Jesus fez da samaritana e de Maria Madalena as primeiras apóstolas. Em: www.brasildefato.com.br

“Eu diria que a Ressurreição é uma grande experiência filial, por assim dizer, usando um conceito bem atual de cuidado e de ternura. Assim como a mãe cuida do seu filho pequenino e cria uma condição básica de confiança, saber que o Senhor Jesus, que nos amou e se entregou por nós, venceu a morte e todos os males nos dá uma confiança muito profunda, de que também nós, com a força dele, temos condições de ir vencendo e trabalhando contra o mal que impera na sociedade”.

Padre João Batista Libanio


Papa Francisco

Rua Miguel Rachid, 997 - Ermelino Matarazzo - São Paulo - SP - Fone: 2546-4254

Tema: Campanha da Fraternidade de 2014 “É para a Liberdade que Cristo nos Libertou”(Gl 5,1) Assessor: Frei João Xerri - OP - Ordem Dominicana

Tema: Evangelho de Mateus: Como Mateus utiliza a pregação de Jesus num ambiente rural para atingir o povo na grande cidade. Assessora:Professora Ana Flora Anderson - Biblista, leciona em várias faculdades de Teologia.

Tema: Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”: Sua importância e significado para a Igreja e o mundo de hoje. Assessor: Padre Júlio Lancellotti - Vigário Episcopal do Povo de Rua. Paróquia São Miguel Arcanjo.

Tema: O Sínodo das Famílias A participação das Comunidades. O que isso representa para a Igreja? Assessor: Padre Antonio Manzatto - Professor de Teologia da PUC-SP

MISSA DE ENCERRAMENTO Celebração da Santa Missa pelos Padres do Setor Pastoral Ermelino Matarazzo Todas as Paróquias e Comunidades do Setor estarão presentes. INFORMAÇÕES

Paróquia São Francisco de Assis - 2546-4254 Messias - messiasguirado@ig.com.br - 99263-0776 - Waldir - Professor.waldir@uol.com.br - 97655-0829 Deise - deisecassijvc@gmail.com - 98868-2884 - Maurinho - maurinjo1@yahoo.com.br - 97265-4085 ENTRADA FRANCA - SERÃO FORNECIDOS CERTIFICADOS DE PARTICIPAÇÃO


PADRES - RELIGIOSOS - RELIGIOSAS - AGENTES DE PASTORAL As reuniões entre os padres, religiosos, religiosas e Agentes de Pastoral serão realizadas sempre na última Sexta-Feira dos meses pares. A próxima será realizada no dia

21 de Fevereiro de 2014 As reuniões serão realizadas sempre às 9h30 no CIFA Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Itaquera - Rua Flores do Piauí, 182 - Centro de Itaquera

C O O R D E N A Ç Ã O A M P L I A DA Os membros da Coordenação Ampliada do IPDM realizarão suas reuniões bimestrais sempre nas 3ª s Terças-Feiras dos meses impares. A próxima será realizada no dia

18 de Março de 2014 As reuniões são realizadas sempre às 20h00 na Paróquia São Francisco de Assis da Vila Guilhermina Praça Porto Ferreira, 48 - Próximo ao Metro Guilhermina - Esperança

Os endereços eletrônicos abaixo indicados contêm riquíssimo material para estudos e pesquisas. Por certo, poderão contribuir muito para o aprendizado de todos nos mais diversos seguimentos. www.adital.org.br - Esta página oferece artigos/opiniões sobre movimentos sociais, política, igrejas e religiões, mulheres, direitos humanos dentre outros. O site oferece ainda uma edição diária especial voltada aos jovens. Ao se cadastrar você passa a receber as duas versões diárias.

www.amaivos.com.br - Um dos maiores portais com temas relacionados à cultura, religião e sociedade da internet na América Latina, em conteúdos, audiência e serviços on-line.

www.cebi.org.br - Centro de estudos bíblicos, ecumênico voltado para a área de formação abrangendo diversos seguimentos tais como: estudo bíblico, gênero, espiritualidade, cidadania, ecologia, intercâmbio e educação popular.

www.cnbb.org.br - Página oficial da CNBB disponibiliza notícias da Igreja no Brasil, além de documentos da Igreja e da própria Conferência.

www.ihu.unisinos.br - Mantido pelo Instituto Humanitas Unisinos o site aborda cinco grandes eixos orientadores de sua reflexão e ação, os quais constituem-se em referenciais inter e retro relacionados, capazes de facilitar a elaboração de atividades transdisciplinares: Ética, Trabalho, Sociedade Sustentável, Mulheres: sujeito sociocultural, e Teologia Pública.

www.jblibanio.com.br - Página oficial do Padre João Batista Libânio com todo material produzido por ele. www.mundomissao.com.br - Mantida pelo PIME aborda, sobretudo, questões relacionadas às missões em todo o mundo. www.religiondigital.com - Site espanhol abordando questões da Igreja em todo o mundo, além de tratar de questões sobre educação, religiosidade e formação humana.

www.cartamaior.com.br - Site com conteúdo amplo sobre arte e cultura, economia, política, internacional, movimentos sociais, educação e direitos humanos dentre outros.

www.nossasaopaulo.org.br - Página oficial da Rede Nossa São Paulo. Aborda questões de grande importância nas esferas políticoadministrativas dos municípios com destaque à cidade de São Paulo.

www.pastoralfp.com - Página oficial da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo. Pagina atualíssima, mantém informações diárias sobre as movimentações políticas-sociais em São Paulo e no Brasil.

www.vidapastoralfp.com - Disponibilizado ao público pela Paulus editora o site da revista Vida Pastoral torna acessível um vasto acervo de artigos da revista classificados por áreas temáticas. Excelente fonte de pesquisa.

www.paulus.com.br – A Paulus disponibiliza a Bíblia Sagrada edição Pastoral online/pdf. www.consciencia.net — Acervo Paulo Freire completo disponível neste endereço. www.news.va/pt - Pronunciamentos do Papa Francisco diretamente do Vaticano. Ajude-nos a enriquecer nossa relação de endereços. Envie-nos suas sugestões de páginas que possam contribuir como nossos estudos e crescimento. Teremos prazer em publicar em nossa relação.


IPDM - Igreja - Povo de Deus - em Movimento.  

IPDM - Igreja - Povo de Deus - em Movimento. Edição 71.

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