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BC NOTICIAS QUINTA-FEIRA, 12 DE JANEIRO DE 2017, Nº 40 (04 Páginas)

Whatsapp da iscalização nas praias já recebeu mais de 50 denúncias Negligência: Hospital alagou com chuvarada do dia 5 de janeiro, senhor escorregou, bateu a cabeça e morreu cinco dia depois ao tombo


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Negligência: Hospital alagou com chuvarada do dia 5 de janeiro, senhor escorregou, bateu a cabeça e morreu cinco dia depois ao tombo A família de Osmar Antônio Luciano, 70 anos, pretende processar o hospital Ma‐ rieta Konder Bornhausen, de Itajaí, por negligência. O morador do bairro São Vicente deu entrada no hospital no dia 28 de dezembro de 2016, com edema e infecção pulmonar. Onze dias após a in‐ ternação na ala do Sistema Único de Saúde (SUS), ele morreu vítima de um traumatismo craniano. Osmar caiu no corredor da unidade, que foi molhado durante um temporal que atingiu Itajaí no dia 5 de janeiro. Testemunhas contam que chovia mais dentro do que fora do hospital. Com a chuvarada, a ala onde o paciente estava alagou, Osmar escorregou e, com a que‐ da, bateu a cabeça. O paciente teve que deixar o quarto 411

porque segundo o que conta o ilho da vítima, Rafael Luciano, 26, a chuva mol‐ hou todo o quarto. A cama icava em‐ baixo de uma luminária que virou uma cachoeira. Com tudo molhado, ele o pa‐ ciente caminhou até o corredor e levou o tombo. "Ninguém apareceu para ajudálo. Meu pai icou abandonado", narra Luciano, com a voz embargada. Para a família, o hospital alegou que o paciente escorregou na rampa de cadeirantes, versão que diverge do que diz Margareth Santos, 50 anos, que esta‐ va no hospital acompanhando outro pa‐ ciente na mesma ala. "Eu o vi caído no corredor. Caía água pelas luminárias, canos e tudo ao redor. Nunca vi aquilo, chovia mais dentro do que fora do hospi‐ tal. Um caos total", lembra.

Quase ganhando altaNo dia da chu‐ varada, o paciente ligou para a família, por volta das 18h, para dizer que não havia necessidade de ninguém icar como acompanhante, pois ele já se sen‐ tia bem. Mesmo assim, a esposa de Os‐ mar foi ao hospital. Duas horas após o telefonema, quando chegou ao hospital, a mulher recebeu a notícia do neurologista que seu esposo estava em coma, com um coágulo e di‐ versos pontos de sangramento no cére‐ bro. Cinco dias após o tombo, Osmar faleceu. Segundo a família, a alta seria no dia seguinte ao acidente. O senhor era nat‐ ural de Penha, mas há meio século vivia em Itajaí. Eletricista automotivo, ele tocava a empresa a FL (Família Lu‐

ciano), mecânica e elétrica e pretendia se aposentar ainda este ano. Família vai processar MarietaComo a família acredita em negligência no atendimento prestado ao senhor, está levantando informações para processar o Marieta. "Estamos reunindo provas, mas até o inal deste mês vamos ingres‐ sar com uma ação contra o hospital por evidência de negligência em uma situa‐ ção de emergência", explicou o advoga‐ do da família, Antônio Sereniski. Através da assessoria de imprensa, o hospital Marieta informou que lamen‐ ta a morte do paciente, mas que não irá se manifestar antes de fazer toda a veri‐ icação interna do ocorrido.


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Whatsapp da iscalização nas praias já recebeu mais de 50 denúncias sol e cadeira, e a comercialização de pro‐ dutos sem licença. No primeiro dia de funcionamento do whatsapp da iscalização da Secretaria da Fazenda, mais de 50 denúncias sobre comércio ilegal e ocupação de espaço público foram feitas. O canal facilitou a comunicação entre a população e o Gov‐ erno, o que possibilitou a atuação rápida dos iscais. O telefone é o (47) 99232-0187.

"No caso dos comerciantes que reservam espaço na areia eles têm que recolher os produtos no momento da iscalização e são advertidos. Havendo reincidência podem ser multados, no valor de R$ 2.700,00 a R$ 13.500,00 e até ter o alvará cassado", conta o diretor de iscalização Fazendária, Valdeir Duran Cafer.

As principais denúncias recebidas pela iscalização foram a ocupação da areia pelos quiosques, com reserva de guarda-

Os alimentos ou bebidas que são comer‐ c i a l i z a d o s s e m p e r m iss ã o p el o s quiosques de milho e churros são

apreendidos. A multa em caso de reinci‐ dência varia de R$ 270,00 a R$ 1.350,00. Ao todo são 32 iscais, sendo sete efe‐ tivos e 25 acts, que atuam na iscalização do comércio em geral, na Praia Central e nas Praias Agrestes. As principais ativi‐ dades atribuídas aos agentes são de coibir a prática ilegal de comércio nas praias e se fazer cumprir as leis de postu‐ ra sobre ocupação de espaço público. Fotos: Ricardo de Oliveira Os agentes iscais atuam diariamente, in‐ clusive inais de semana, das 7h às 0h, numa escala de trabalho diferenciada. As denúncias podem ser feitas na Ouvidoria Municipal pelos telefones 0800-644-3388 e 3267-7024, ou diretamente aos iscais por meio de ligação ou whatsapp no tele‐ fone (47) 99232-0187. Semanalmente será publicado um bole‐ tim das ações de iscalização com o nú‐ mero de abordagens, intimações, notii‐ cações, autuações e apreensões.


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