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BC NOTICIAS QUINTA-FEIRA, 01 DE DEZEMBRO DE 2016 Nยบ 05 (12) Pรกginas

Chapecoense espera 100 mil pessoas em velรณrio coletivo Chapecoense espera 100 mil pessoas em velรณrio coletivo


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Chapecoense espera 100 mil pessoas em velório coletivo

Gelson Della Costa, dirigente da Chapecoense, declarou nesta quartafeira que o clube está preparando o veló‐ rio coletivo na Arena Condá. A estimati‐ va é que 100 mil torcedores prestem as últimas homenagens. Mas ainda não há datas para o funeral. - Este momento ainda é fase de identii‐ cação dos corpos. Não temos como air‐ mar em que data os corpos serão libera‐ dos. A identiicação está sendo facilitada por não ter ocorrido incêndio, o que fa‐ cilitou acesso à documentação. E também a estrutura que temos aqui através da identiicação digital. Aliado a isso nós enviamos seis médicos ligados ao clube para ajudar na identiicação.

Por isso está sendo feito de uma forma mais tranquila. Não temos data que serão liberados. Com relação à logística, será feita através de aviões da FAB. Nos‐ so desejo é que seja um velório coletivo. Obviamente que haverá casos especíicos. Alguns corpos podem ir para outras regiões, mas este é o nosso desejo. Será no estádio. Estamos pegan‐ do autorização das famílias. Seria um velório de algumas horas aqui e após isso os corpos seriam liberados para as famíl‐ ias. A estimativa é que 100 mil torce‐ dores passem por aqui no dia do velório. Nesta quarta-feira, foi realizado um sim‐ ulado para o velório. Polícia Militar, Polícia Federal e Bombeiros organizaram uma prévia de operação para o caminho

desde a chegada dos corpos até a Arena Condá. Operadores, no entanto, não quiseram dar mais detalhes. Garantiram, no entanto, estarem preparados inclusive para o caso de chuva.


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Membro da comissão técnica morreu logo após resgate, airma bombeiro

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Um dos bombeiros que participaram do resgate ao avião da Chapeconse, que caiu nas proximidades do aeroporto de Medelín, airmou que dez pessoas foram socorridas ainda com vida. Entre elas, um membro da comissão técnica da equipe catarinense, mas que acabou morrendo minutos depois. Juan Diego Gómez airmou que o passageiro, que não teve o nome conirmado, perdeu os sinais vitais logo após ser socorrido. Outros três também não resistiram. - Quando o retiramos do avião, acabou icando sem sinais vitais e morreu - disse o bombeiro, em entrevista à Blu Rádio. No total, seis pessoas sobreviveram ao a c i d e nt e . O s t rê s j o g a d ore s d a Chapecoense que saíram com vida do acidente ainda estão sob cuidados médi‐ cos - mas os sinais são positivos. Conira:

feira e respondeu bem. Tem boas condi‐ ções circulatória e neurológica. Ainda passará por novos procedimentos nas pernas para fechar feridas e evitar infec‐ ções. Ele teve fraturas nos membros infe‐ riores em decorrência do choque.

Alan Ruschel (jogador) O lateral Alan Ruschel passou por cirur‐ gia na terça-feira para estabilizar uma fratura na coluna. Ele teve lesão em uma das vértebras e correu risco de icar tetraplégico. Nesta quarta, segundo o porta-voz da Chapecoense, Andrei Copetti, não havia mais essa possibili‐ dade - mas não há conirmação da clíni‐ ca onde ele está internado. O último bo‐ letim foi na terça.

Follmann (jogador) Neto (jogador) O zagueiro Neto foi o último a ser res‐ gatado. Ele chegou ao hospital com lesões cranianas - foi constatado que eram apenas edemas - e no tórax. Neto passou por drenagem torácica na terça-

O goleiro Follamnn teve perna direita amputada abaixo do jo elho. Na esquerda, sofreu lesões musculares e vas‐ culares que exigirão novos procedimen‐ tos médicos. Ele está na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital San Vi‐


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cente Fundación de Rionegro. Está en‐ tubado, mas respira normalmente.

Rafael Henzel (jornalista) O jornalista Rafael Henzel teve trauma torácico e costelas quebradas, além de lesões em braços e pernas. O impacto também atingiu seu pulmão. Ele evoluiu bem aos procedimentos médicos. Está entubado, mas respira normalmente. Ximena Suárez (tripulante) Está fora de perigo. Teve lesões ocasion‐ adas pelo impacto, mas sem atingir ór‐ gãos vitais. Teve fraturas nas pernas. Segue sob observação. Erwin Tumiri (tripulante) Foi resgatado consciente. Teve lesões decorrentes de impacto, mas nenhuma de alta gravidade. Está fora de perigo.

"Falha total": áudio mostra piloto do avião da Chape insistindo para pousar

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Um áudio de cerca de 11 minutos, divul‐ gado na tarde desta quarta-feira pela Blu Radio, da Colômbia, revela pedidos in‐ sistentes para pousar do piloto do avião que transportava a delegação da Chapecoense no que seria a última con‐ versa que ele teve com a torre de cont‐ role do aeroporto José Maria Córdova, em Medellín - ouça acima o áudio edi‐ tado com legendas.

A gravação mostra Miguel Quiroga, que pilotava o Avro RJ85, relatando falta de combustível no avião e pedin‐ do várias vezes para pousá-lo momen‐ tos antes do acidente que provocou a morte de 71 pessoas na madrugada de terça-feira. O primeiro pedido é feito logo aos dois minutos da gravação.À solicitação do piloto, uma controlado‐ ra responde que a "próxima chance" para pouso seria dali a sete minutos, porque havia uma emergência com outra aeronave - um Airbus da Viva Colombia - sendo atendida naquele momento.Por isso, ela dá ordens para que o avião que transportava o time catarinense permaneça no ar. Em seguida, autoriza a aproximação da outra aeronave.A conversa se estende até o pedido inal de Quiroga, já em tom de desespero, aos nove minutos: - Senhorita, Lamia 2933 está em falha total, falha elétrica total, sem combus‐ tível - grita o piloto. - Pista livre e com chuva sobre a super‐ fície, Lamia 2933. Bombeiros aciona‐ dos - responde a controladora. Na sequência, em três frases rápidas, o piloto pede à torre as coordenadas para pousar, no que é atendido. Então, a controladora pergunta a altitude do avião. O piloto responde e solicita com urgência a direção da pista: - 9 mil pés, senhorita. Vetores (direção), vetores... - são as últimas palavras gravadas do piloto.Depois, a torre avisa que o avião da Chapecoense está a 8.2 milhas (cerca de 13 quilômet‐ ros) da pista de pouso. Na próxima pergunta sobre altitude, o piloto não se comunica mais. Os chamados dos con‐ troladores duram mais dois minutos.Segundo especialistas, a alti‐ tude segura para um avião sobrevoar a região montanhosa de Cerro El Gordo é 10 mil pés (3.048 metros). Como o pi‐ loto relatou acima, ele estava voando mais baixo, a 9 mil pés (2.743 metros).O avião perdeu contato com a torre de comando quando sobrevoava as cidades de La Ceja e Aberrojal, à 0h33 de Brasília, e a queda ocorreu à 1h15 no Cerro El Gordo - segundo in‐ formações do aeroporto de Medellín.


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Após desistir de viagem, narrador se emociona, mas diz: "Não sinto alívio"

Narrador da Super Rádio Condá, Ivan Carlos Agnoletto estaria no voo da Chapecoense que terminou de forma trágica, mas ele mesmo se tirou da escala para dar oportunidade ao amigo Gelson Galiotto, que não sobreviveu ao acidente que matou 71 pessoas e deixou seis feri‐ dos. O sentimento de ter escapado não deixa o radialista tranquilo. Apesar das inúmeras mensagens, ele está bastante abalado e diz que não se sente aliviado (assista ao vídeo). - Ontem (terça) alguém me disse: você se sente aliviado? Como vou se sentir aliviado perdendo um colega, não existe alívio perder um colega numa tragédia em que ele foi no teu lugar, não é alívio isso, é pesadelo, é dor - disse, em entrevista ao "Redação SporTV".

Agnoletto lembrou que chegou a estar na lista de passageiros, mas resolveu aten‐ der ao desejo do outro narrador da equipe, que estava em São Paulo para narrar o jogo da Chapecoense contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. O locutor contou que Gelson estava ra‐ diante com a escalação em cima da hora e chegou a duvidar. - Narrei o jogo, ter‐ minei e ele estava no corredor e me fez sinal: "vou mesmo?". Falei: Gelson, já falei, vai você e o Picolé (repórter). Ele se rolou no chão, e ainda brinquei que ele tinha sujado toda camisa e ia ter que tro‐ car para viajar. Fomos para o hotel, eles icaram no meu quarto para viajar e nós voltamos - relatou. Na madrugada após o acidente, o narrador acordou com inú‐ meras mensagens de pesar enviadas a sua esposa, de pessoas não sabiam que

Agnoletto não havia embarcado. Ele lembra que foi cobrado pelos ilhos e até por torcedores por ter aberto mão de narrar um jogo tão importante, como se‐ ria o jogo de ida da inal da Sul-Ameri‐ cana que acabou não acontecendo. De‐ pois da tragédia, muitos se desculparam, inclusive os ilhos.- Meu whatts (aplicati‐ vo) bombou pedindo desculpas: "Pai, de‐ sculpa por termos insistido". Não tem o que fazer. Ninguém pode prever. Se a gente pudesse prever a Chapecoense não teria viajado, o Gelson não viajaria, ninguém viajaria. Não tem prever, não tem alívio. Hoje (quarta), inclusive, está pior que ontem (dia do acidente). Caiu a icha - disse, bastante emocionado. Ape‐ sar do trauma, o narrador garante que continuará na proissão e agora precisa reunir forças para remontar a equipe da

rádio - além do narrador Gelson, es‐ tavam no voo o repórter Edson Luiz Ebeliny, o Picolé, e o comentarista Dou‐ glas Dorneles.


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Feridos se recuperam bem; Follmann tem risco de nova amputação

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As primeiras horas, fundamentais para a recuperação, foram positivas para os so‐ breviventes da tragédia aérea que resul‐ tou na morte de 71 pessoas na Colômbia. Os três jogadores da Chapecoense que saíram com vida do acidente ainda estão sob cuidados médicos - mas os sinais são positivos. Quem mais gera preocupação é o goleiro Follmann, que teve uma per‐ na amputada e corre o risco de perder o outro pé. Conira:


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Tirado do voo, Nivaldo cancela o seu jogo 300 e se aposenta após tragédia

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A tragédia que vitimou quase todo o elenco da Chapecoense na madrugada da última terça-feira, em Rionegro, na Colômbia, comoveu o mundo e abalou o emocional de vários jogadores. Entre eles alguns do próprio clube que não via‐ jaram. É o caso do goleiro reserva Nivaldo, que está no Verdão do Oeste desde 2007 e, aos 42 anos, planejava se aposentar ao fazer o seu jogo de número 300 pela equipe contra o Atlético-MG na Arena Condá. Havia um planejamento para ele entrar nos minutos inais contra o Palmeiras para completar 299 partidas e deixar para ser homenageado na última rodada do Campeonato Brasileiro. Mas como a programação mudou, e a delegação via‐ jaria direto da São Paulo sem retornar a Chapecó, o jogador foi tirado do voo de última hora. - Era para eu ir na viagem e acabei ican‐ do. Tudo tem um propósito na vida. Acabei icando porque eu iria jogar, talvez contra o Palmeiras, porque iria fazer minha despedida no jogo aqui con‐ tra o Atlético-MG, quando iria comple‐ tar 300 jogos pelo clube. Como houve mudança na viagem, eles não retornari‐ am a Chapecó e iriam direto de São Paulo para Medellín. Então o Caio falou que não iria me levar porque como não iria jogar abriu opção para levar outro atleta. Disse que não tinha problema. In‐ felizmente aconteceu o acidente - disse às lágrimas. Ao voltar à Arena Condá nesta quartafeira, Nivaldo se mostrou muito abalado e conirmou não ter cabeça para jogar mais ao ser questionado pela imprensa se teria encerrado a sua carreira.- Como atleta sim, momento de pensar no clube, junto com os que aqui icaram, para que a gente possa formar uma nova Chapecoense.O acidente na Colômbia matou 71 pessoas e deixou seis feridas, entre elas três jogadores da Chapecoense. O goleiro Jackson Foll‐ mann teve uma perna amputada e não conseguirá mais jogar futebol. Os outros dois, o zagueiro Neto e o lateral Alan Ruschel, estão em estado crítico.


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Renovação, Fla, SP, Vasco... atletas e técnico da Chape agitavam mercado

Chape revela pedido de Del Nero para jogo com o Atlético-MG: "Grande festa" A prioridade da CBF no momento é dar suporte aos feridos e aos familiares das vítimas da tragédia da Chapecoense. Porém, a entidade deixou claro que não vai se opor a qualquer homenagem ao clube catarinense. A começar pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Chapecoense e Atlético-MG vão se en‐

contrar na última rodada do Campeona‐ to Brasileiro. A partida está marcada para 11 de dezembro, às 17h (de Brasília), assim como os outros confron‐ tos do dia. A ideia é que seja feita uma homenagem na Arena Condá, com par‐ ticipação direta do clube mineiro. Ivan Tozzo, presidente em exercício da Chapecoense, falou sobre a conversa que

teve com Marco Polo Del Nero, presi‐ dente da CBF. - Ainda não pensamos (sobre como será a partida). Conversei com o presidente Del Nero sobre a partida contra o Atléti‐ co-MG. Ele disse: "Este jogo tem que acontecer. Tem que ser uma grande festa". Respondi: "Não temos 11 jo‐

gadores". Ele disse: "Tem sim. Vocês têm categoria de base, os jogadores que icaram. Não importa. Tem que fazer uma grande festa. Chapecó e a Chapecoense merecem" - airmou Ivan Tozzo. Com o adiamento em uma semana da rodada inal do Brasileiro, muitos jo‐ gadores não teriam condições de defend‐ er seus clubes atuais, pois os contratos entre eles terminam em 5 de dezembro, segunda-feira que seria o primeiro dia após o término da disputa. Para a resolu‐ ção desse problema, o presidente Marco Polo Del Nero já deixou a Diretoria de Registro e Transferência em alerta. Provavelmente, tais acordos serão pro‐ longados por uma semana, e a CBF ar‐ cará com os custos extras dos mesmos. Outras medidas em forma de apoio ao Verdão do Oeste estão sendo discutidas, como a impossibilidade de rebaixamento no Brasileiro pelos próximos três anos. Alguns clubes da Série A também já manifestaram interesse em disputar a ro‐ dada inal com o uniforme da Chape, além de emprestarem jogadores sem cus‐


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to ao time catarinense. Conira abaixo: Imunidade ao rebaixamento A possibilidade da Chapecoense não ser rebaixada no Campeonato Brasileiro nas próximas três temporadas será discutida. O prazo para a decisão vai até a deini‐ ção do Regulamento Especíico da Com‐ petição - Campeonato Brasileiro da Série A da próxima temporada. Uso de camisas da Chape pelos demais clubes Alguns clubes já entraram em contato com a CBF para terem a autorização de vestirem o uniforme da Chapecoensena última rodada do Brasileirão. A entidade não vê problema nisso e acredita que o único entrave que pode acontecer é a fornecedora de material da Chape, a Umbro, não conseguir disponibilizar o necessário. Principalmente se todos os clubes decidirem participar da home‐ nagem, tendo em cada jogo uma equipe com o uniforme principal e outra com o reserva. Clubes querem emprestar jogadores sem custo A CBF não se opõe à medida - já pratica‐ da e regulamentada nas competições. A entidade só terá um trabalho maior por conta das transferências em massa que serão feitas com a Chapecoense.

Um time vitorioso sempre chama a aten‐ ção e provoca ofertas dos grandes. A for‐ ça do oeste de Santa Catarina, direto de Chapecó, numa cidade de apenas 200 mil habitantes, levou a Chapecoense à i‐ nal da Sul-Americana, em mais um ano de campanha consistente no Brasileiro, e chamou a atenção do mercado da bola. Não era só o zagueiro hiego, fechado com o Santos, que ia mudar de endereço. Grandes times do futebol acenavam com propostas para jogadores e também para o técnico da Chapecoense. O técnico Caio Júnior, que já tinha pas‐ sagem por Flamengo e Botafogo no fute‐ bol carioca, era um dos nomes na lista de opções para substituir Jorginho no Vasco. O escolhido terminou sendo Cristóvão Borges, anunciado nesta terçafeira, em meio ao dia de luto da tragédia

Renovação, Fla, SP, Vasco... atletas e técnico da Chape agitavam mercado da Chapecoense. O Internacional, que luta contra o rebaixamento, também avaliava o nome de Caio, embora não fosse o favorito, para a temporada de 2017.

las eram de grandes times do Brasil. A gente estava deinindo para onde ele iria - contou o empresário Jorge Machado, que representava mais dois jogadores do elenco.

Outro que estava disputado era o jovem lateral-esquerdo Dener Assunção, de 25 anos. O São Paulo tinha preferência de compra até 31 de dezembro pelo jogador. O destaque também o deixou entre os nomes preferidos no Flamengo, que esta‐ v a n a d i s put a p e l o j o g a d or d a Chapecoense. Dener esteve próximo do Botafogo há um ano e era cotado para eventual saída de Victor Luís. Dener per‐ tencia ao Coritiba, mas icaria livre ao im do contrato.

Machado era o agente também de hi‐ aguinho e deMatheus Biteco. Se Biteco estava próximo de voltar ao Hoffenheim - "viram o campeonato que ele fez" -, hiaguinho tinha duas grandes notícias nos últimos dias. Ele ia ser pai pela primeira vez aos 22 anos. E mais:

- O Dener tinha cinco propostas do fute‐ bol brasileiro, uma do exterior. Duas de‐

- Fechamos na semana passada novo contrato com a Chapecoense, a renova‐ ção. Eu, ele (hiaguinho) e o Mauro (dirigente da Chape que também faleceu no acidente). Era contrato de gente grande, como o hiaguinho falou - rev‐ ela Machado.

Maior ar t i l heiro d a histór i a d a Chapecoense, o atacanteBruno Rangel esteve na mira do Botafogo para disputar a Série B no ano passado, mas o clube catarinense não aceitou o negócio. Nesse ano, no início do Brasileiro, Bruno foi oferecido ao clube carioca, que optou pela contratação do chileno Gustavo Canales. O experiente atacante Kempes, de 31 anos, tinha sondagens para a próxima temporada. Uma delas também era de São Januário. A procura por atacantes levou a diretoria vascaína a observar o centroavante pernambucano de 1,82m. O zagueiro Filipe Machado tinha précontrato com o São Bento de Sorocaba para a disputa do Paulistão. Fora da vi‐ agem por lesão, o meia Hyoranvai assi‐


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nar com o Palmeiras no im da tempora‐ da.

keting do Grêmio, Beto Carvalho, ao GloboEsporte.com.

*Gustavo Rotstein, Emilio Botta, Marcelo Prado, Fernando Araújo, Raphael Zarko e Rodrigo Faber.

Grêmio e Atlético-MG conversam para deinir homenagem à Chape em inal

As conversas e ideias ainda são prelim‐ inares. Mas cogita-se, por exemplo, que as duas equipes entrem em campo es‐ tampando o distintivo da Chapecoense

O futebol tem que continuar, mesmo di‐ ante da maior tragédia de sua história. E caberá a Grêmio e Atlético-MG retomar o calendário do esporte no Brasil. As equipes se enfrentam na próxima quarta-feira, na Arena, no jogo da volta da inal da Copa do Brasil, na primeira partida no país após a queda do avião da Chapecoense, que deixou 71 mortos na região da Antioquia, na Colômbia, na madrugada da última terça-feira. E os dois clubes já se mobilizam para organi‐ zar as homenagens às vítimas do aci‐ dente.As diretorias de Tricolor e Galo já iniciaram as conversas, junto com a CBF, para deinir que tipos de homenagens serão feitas pelas duas equipes antes do confronto decisivo, marcado inicial‐ mente para esta quarta-feira, 30 de novembro, mas adiado para o próximo dia 7.- Estamos vendo com o AtléticoMG e a CBF para fazer algo em conjunto. Não vai ser isolado. Estamos vendo possibilidades. Estamos deinindo para fazer até mais de uma coisa. É pos‐ sível (que tenha emblema na camisa), a bandeira da Chape. Vamos ver, para faz‐ ermos uma homenagem adequada, em um momento tão difícil. É uma home‐ nagem do futebol. Não do Grêmio ou do Atlético-MG - airma o diretor de mar‐

em seus uniformes, assim como portan‐ do bandeiras, além do protocolo de um minuto de silêncio. A tragédia com o avião da Chape já desperta homenagens e a solidariedade do mundo do futebol. Clubes brasileiros e até a Associação do Futebol Argentino (AFA) colocaram jo‐ gadores à disposição do clube catari‐ nense. Os brasileiros ainda sugeriram à CBF que a Chapecoense seja imune de rebaixamento nos próximos três anos, ao passo que o Atlético Nacional, rival na i‐ nal da Copa Sul-Americana, pediu à Conmebol que o título seja dado à Chape.Além disso, as homenagens, com estádios iluminados nas cores da Chapecoense, ganharam o Brasil e o mundo. Nesta terça-feira, Liverpool e Leeds United e Hull City e Newcastle homenagearam as vítimas com minutos de silêncio antes de suas partidas pela Copa da Liga Inglesa. Além disso, o Rac‐ ing, da Argentina, e o Nacional, do Uruguai, já sinalizaram que entrarão em campo com o distintivo da Chape na camiseta.A TRAGÉDIA O voo que transportava a Chapecoense rumo ao primeiro jogo da inal da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Na‐ cional, sofreu o acidente na madrugada de terça-feira, na região de Antióquia, no


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Cerro El Gordo, próximo ao aeroporto internacional de Medellín, na Colômbia. As autoridades colombianas conir‐ maram 71 mortos e seis sobreviventes.

Atlético Nacional formaliza pedido para jogar com a camisa da Chape

O Atlético Nacional não se cansa de homenagear a Chapecoense, seu adver‐ sário na inal da Copa Sul-americana. S egundo informações da "R ádio Caracol", de Medellín, o clube formali‐ zou um pedido à federação colombiana para poder utilizar a camisa da Chape no jogo contra o Millonarios, pelas quartas de inal do Campeonato Colombiano, marcado para o próximo sábado. De acordo com a rádio, a División May‐ or del Fútbol Colombiano (Dimayor) ainda não se posicionou sobre o assunto. A notícia lembra que o que pode im‐ pedir que essa homenagem aconteça são os patrocínios do uniforme e outros acordos comerciais. No Brasil, o Palmeiras fez o mesmo pe‐ dido e aguarda resposta para saber se vai poder usar a camisa da Chapecoense na partida contra o Vitória, pela última ro‐ dada do Campeonato Brasileiro. A fornecedora do material esportivo do clube paulista já autorizou. Desde que soube do acidente com o voo que levava a Chapecoense a Medellín, que matou 71 pessoas, o Atlético Na‐ cional vem prestando uma série de hom‐ enagens. O clube abriu mão do título e pediu à Conmebol que desse a Chape como campeã. Nesta quarta-feira, no mesmo horário em que aconteceria o primeiro jogo da inal (21h45 no horário de Brasília), torcedores vão até o Estádio Atanásio Girardot com camisas brancas e velas num gesto de solidariedade às vítimas da tragédia.O duelo do Atlético Nacional diante do Millonarios é o se‐ gundo válido pelas quartas de inal do Campeonato Colombiano. Na ida, a equipe perdeu por 2 a 1.


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