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Meu Livro Sem Nome Igor Bruno


Introdução Era noite, fria e turbulenta. Na imensidão nada se via. Ruídos e barulhos estranhos vinham bem do fundo e ninguém, simplesmente ninguém conseguia definir o que era. A lua não era mais como antes; já não se via mais aquele brilho maravilhoso que trazia a muitos a inspiração. Os dias pareciam mais longos, mais estranhos; não se encontrava mais ninguém nas ruas; todos escondidos de algo que nem sabiam o que era. Aquilo que as pessoas temiam sem ver era incrivelmente impressionante. Conseguia transformar qualquer alegria em tristeza, causava dor, sofrimento e uma coisa que parecia impossível, ele acabava com todos os sentimentos, inclusive o amor. Tinha a capacidade de transformar o mais lindo sentimento no mais horripilante ódio. Poucos ousavam sair pelas ruas, poucos tentavam encarar a realidade. As pessoas queriam somente uma coisa, que tudo voltasse a ser como era antes. Infelizmente elas não sabiam o que estava por vir.


Capitulo 01 – O Galpão Um garoto, um destino, um caminho. Caminho o qual nem ele mesmo conhecia e se quer sabia como seria ao passar por aquela porta. Sexta-Feira, Vinte e nove de Julho do ano de Dois mil e onze. Thales estava comemorando o aniversário de casamento de sua mãe Agatha e seu pai Richard, na cidade de Culemborg na Holanda. Era uma noite fria, porém todos estavam alegres. A pequena Evelyn considerada o anjinho da família brincava com Fanny, seu gato de estimação próximo a janela que dava vista a casa da família Van Door, que por sinal tinham uma bela casa e um jardim de dar inveja. Evelyn gostava muito de animais e se pudesse levava todos para sua casa, era uma garotinha amável e doce. Conseguia cativar todos somente com o seu sorriso maravilhoso e seu olhar inocente. Jordan e Violet haviam chegado nesse mesmo dia do Canadá. São amigos de longa data da família e se mudaram por conta do emprego que Violet havia conseguido. Ela era escritora de livros infantis e á tempos que estava lutando para conseguir realizar o sonho de ser reconhecida no mundo acadêmico. Na casa tinham muitas pessoas. Amigos, colegas de trabalhos, vizinhos, pessoas de todas as formas e todos os tipos de personalidade que pudessem imaginar; todos se divertindo e comemorando aquela maravilhosa festa, no entanto, Gregory o filho mais velho estava em seu quarto. Gregory estava sempre com um semblante triste, porém preocupado. Não era de conversas longas e tinha uma personalidade muito forte; era ambicioso e egoísta e nunca partilhava fatos de sua vida com ninguém. Mas existia um motivo que o tornava assim, ele era diferente de todos os outros. Algo dentro dele se movia de forma estranha, ele sentia que era diferente, mas não temia isso. Antes das 22:30 da noite Gregory resolve sair um pouco para espairecer, dar uma volta próximo a sua casa. Ele coloca seu agasalho e disfarçadamente ele desce as escadas, passa pela sala de estar onde estavam alguns dos amigos de Richard conversando sobre política e carros como sempre e entrou na cozinha para sair pela porta dos fundos.


Quando estava quase conseguindo sair foi parado pela jovem e bonita katey. - Como você está Gregory? Á muito tempo que não nos falamos. - Estou bem - Disse Gregory, apesar de nunca estar satisfeito com seu estado de vida sempre dizia que estava bem para evitar delongas nas conversar. - Você está com muita pressa? Gostaria de poder conversar um pouco com você. Te procurei durante quase toda a festa mas não te encontrei. - Você se importa se conversarmos outra hora katey? Estava indo resolver uma coisinha meio importante agora. Gregory sempre usava desculpas tolas para fugir das pessoas; apesar de gostar muito de Katey que era uma bela jovem e muito inteligente ele resolveu prosseguir, já estava decidido em sair daquela festa. Ao sair de sua casa Gregory sente um vento forte e gelado bater em seu rosto; estava muito frio aquela noite, estava nevando bem pouco e não havia absolutamente ninguém na rua. Não era muito difícil prever essa situação, àquela hora da noite juntamente com o frio incessante, só um louco ousaria colocar-se para fora de casa. Gregory era um deles. Alguns minutos após ter levado uma camada de vento gelada, Gregory começa a caminhar lentamente pelo meio da rua. Seus olhos estão ardendo e seus ouvidos entupidos por conta do frio que estava fazendo. Sem destino algum ele continua andando e observando as casas e as ruas por onde passava. Por mais louco que parecesse tudo isso Gregory se sentia bem quando estava sozinho e caminhando, era como se ele deixasse para trás toda aquela insatisfação que carregava dentro de si. Ao Passar próximo as famosas ruas de comércio da cidade ele resolveu atravessar uma praça que havia ali. Era uma praça sem vida, muito escura, sem iluminação alguma. O que levará Gregory a atravessar aquela praça? Uma pergunta até o momento sem resposta. Tinha algo do outro lago que estava chamando sua atenção; um salão antigo, bem perto de um lago. Aquele salão sempre esteve lá, no entanto ele nunca sentirá tal vontade de saber o que tinha dentro daquele monumento histórico. Convenhamos que o momento não fosse um dos melhores, mas parecia que algo estava levando ele até aquele salão. Não era bem um salão, estava mais para um


galpão de antiguidades, bem maior que um simples salão. Ele foi se aproximando aos poucos, a cada passa que dava sentia algo dentro dele inexplicável, não sabia se era medo ou espírito de aventura, mas sabia que tinha que continuar. Aquela praça nunca parecerá tão longa quanto naquele momento. O vento era tão forte que parecia que iria derrubar um daqueles antigos galhos, a neve caia calmamente e as folhas chacoalhavam de tal forma a criar um som uníssono. Depois de alguns minutos andando para atravessar aquele escuro lugar Gregory chega perto do lago que fica ao lado do galpão que ele estava curioso para conhecer. O lago não era muito interessante, tinha um pequeno porto ao lado oposto que ele se encontrava e estava quase todo congelado. No porto tinha um navio de pequeno porte e algumas pessoas, pareciam pescadores que acabaram de chegar; pelo visto não estavam nada felizes, no mínimo a pescaria não foi uma das melhores – Pensou Gregory. Ao se aproximar do grande galpão começou a observar os desenhos que estavam gravados naquelas longas paredes; símbolos desconhecidos e desenhos que ele jamais viu, as portas eram grandes e de um material bem rústico, uma madeira considerada caríssima na época que foi construído o galpão, algumas centenas de anos atrás. No galpão não haviam janelas de tipo algum, como quase tudo naquela cidade aquele galpão também não poderia deixar de ser medonho e assustador. No entanto Gregory não se deixou intimidar pelos desenhos estranhíssimos que estancavam as paredes e movido por uma vontade mais que estranha resolveu entrar naquele galpão absolutamente desconhecido. Antes de entrar ele parou em frente às grandes portas desenhadas e por alguns segundos se colou a pensar no que poderia encontrar ali dentro. Pessoas que possam ter invadido o galpão para morar, animais, peças e esculturas antigas; infelizmente seu pensamento estava muito longe do que iria acontecer aquela noite. Algo ali dentro iria mudar a vida de Gregory e provavelmente de todos que habitavam em Culemborg e sem dúvida do mundo inteiro. Dando um profundo suspiro o garoto encheu seu peito de ar e começou a empurrar as portas. Elas eram pesadas e grandes, ele teve de fazer muito


esforço para empurrá-las até que conseguiu entrar no galpão abandonado. Naquele momento Gregory começou a tremer, queria sair correndo daquele lugar, parecia que algo o observava, mas ele ficou firme e não recuou. Só que havia um problema, o local era muito escuro e impossível de ver algo ali dentro, o rapaz analisou a situação e resolveu ir para casa e votar no outro dia portado de alguma coisa que pudesse iluminar o ambiente. Mas tinha colocado em sua mente que do dia seguinte não passaria e ele iria entrar e ver as coisas que houvesse dentro do galpão e quem sabe até fazer dali um de seus lugares de refúgio.

Meu livro sem nome  

Sabe como é né