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Projeto ACESUs Ação, Cultura Estudantil Sustentável


SUMÁRIO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO............................................................................................ 4 1.1. Entidade Proponente........................................................................................................ 4 1.2. Coordenação Geral............ .............................................................................................. 4 1.3. Coordenação Pedagógica................................................................................................ 4 1.4. Articulação de Conteúdo................................................................................................. 4 2. APRESENTAÇÃO............................................................................................................ 5 3. JUSTIFICATIVA............................................................................................................... 8 4. OBJETIVOS.................................................................................................................... 10 4.1 Eixo Temático do Programa Mais Cultura Nas Escolas Identificado com os Objetivos do Projeto Proposto...................................................................................................................... 11 5. ESTIMATIVA DE PESSOAS ENVOLVIDAS DIRETAMENTE NO PROJETO............................. 12 6. METODOLOGIA............................................................................................................. 13 7. PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA........................................................................................... 15 8. CRONOGRAMA DE AÇÃO............................................................................................... 16 9. RESULTADOS A SEREM OBTIDOS................................................................................... 17


1. IDENTIFICAÇÃO

Entidade Proponente: Instituto de Desenvolvimento Socioeconômico de Pessoas – IDESP CNPJ: 16.894.200/0001-75 Endereço: Av. João Antonio da Silveira, 1045/15 – Restinga Nova CEP: 91.790-519 Escritório Op.: Estrada do Chapéu do Sol, nº 1870 – Chapéu do Sol CEP: 91.787-030 Cidade: POA UF: RS DDD/Telefone: (51) 3258.6201 Nome do Responsável: Taiso Cunha de Quadros RG: 607.387.997-2 Cargo: Diretor-Presidente Endereço: Rua Caldas Junior, 20 – Sala 52 Coordenação Pedagógica: Célia Cunha Articulação de Conteúdo: Elisabeth de Quadros Articulação de Conteúdo: Professor(a) da Escola

CPF: 893.109.340-34 e-mail: taiso.quadros@idesprs.org.br CEP: 90.000-001

Cargo: Pedagoga Cargo: Analista de Novas Mídias

Home Page: http://www.idesprs.org.br e-mail: contato@idesprs.org.br Título do Projeto: Projeto ACESus – Ação, Cultura Estudantil Sustentável Prazo de Execução: 6 meses


2. APRESENTAÇÃO O Programa Mais Cultura nas Escolas consiste em iniciativa interministerial firmada entre os Ministérios da Cultura (MINC) e da Educação (MEC), que tem por finalidade fomentar ações que promovam o encontro entre o projeto pedagógico de escolas públicas contempladas com os Programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador e experiências culturais e artísticas em curso nas comunidades locais. Os projetos inscritos no Mais Cultura nas Escolas deverão ser uma ação conjunta entre as escolas, artistas e/ou entidades culturais, que elaborarão o Plano de Atividade Cultural da Escola, com o objetivo de aproximar práticas artísticas e culturais do fazer pedagógico das escolas. A responsabilidade pela construção e gestão do Plano de Atividade Cultural é mútua, da escola e da iniciativa cultural parceira, e deve ser mantida ao longo do desenvolvimento do projeto. As iniciativas culturais parceiras são variadas formas de organização e de ação cultural e artística. São pessoas física ou jurídica, grupos formais ou informais. Os projetos inscritos no “Mais Cultura nas Escolas” devem orientar suas ações a partir de pelo menos um dos 9 eixos temáticos e prever duração mínima de seis (6) meses, ainda que não contínuos. Em 2013, serão selecionados 5 mil projetos e cada um deles será contemplado com valores entre R$ 20 e R$ 22 mil, variáveis conforme o número de alunos registrado no último censo escolar. Os recursos serão repassados, através do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola), numa parcela única. O recurso para os fins previstos no Plano de Atividade Cultural aprovado será repassado em parcela única, calculada tomando como parâmetro o número de alunos matriculados na unidade educacional e os valores correspondentes, conforme tabela de referência a seguir Numero de Alunos Até 500 alunos De 501 até 1000 Acima de 1000

Valor do Repasse para Despesas de Custeio (R$) 18.000,00 18.500,00 19.000,00

Valor do Repasse para Despesas de Capital (R$) 2.000,00 2.500,00 3.000,00

Valor Total por Escola 20.000,00 21.000,00 22.000,00


Os valores poderão custear: contratação de serviços culturais necessários às atividades artísticas e pedagógicas; aquisição de materiais de consumo; contratação de serviços diversos; locação de transportes; serviços e equipamentos; aquisição de materiais permanentes e equipamentos. Neste sentido, o Instituto de Desenvolvimento Socioeconômico de Pessoas – IDESP, organização sem fins econômicos, qualificada a capacitar instituições do terceiro setor, órgãos públicos, empresas privadas e a sociedade civil organizada para gerir, implantar e desenvolver práticas e projetos sociais, estimulando um relacionamento salutar entre todos os atores na construção de uma sociedade justa e igualitária, apresenta-se como ferramenta útil no cumprimento da finalidade do programa proposto pelo Governo Federal. Idealizado com a proposta de constituir-se como um pólo organizacional de conhecimento e de troca de experiências, o IDESP busca auxiliar a sociedade na avaliação de políticas públicas e práticas de inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica, propondo um aprofundamento no compromisso com a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável. Comprometido no desenvolvimento de ações sociais, o IDESP participou como colaborador no(a): • • • • • • •

Projeto de Capacitação de Lideranças Comunitárias – Centro Universitário IPA Metodista (2009); Implantação do Programa de Excelência Gerencial do Exército Brasileiro no 3ºBPE – (2002) Projeto de Extensão IPA e Fundação Pescar – Unidade Stemac Grupos Geradores S/A (2008 e 2009); Cursos de Capacitação do Plano de Qualificação Setorial Ministério do Trabalho e Emprego (PLANSEQ Turismo e PLANSEQ Afrodescendente – 2010); Palestra na ONG Maria Mulher, tema: Lei Maria da Penha – Conquistas e Implicações dos Direitos da Mulheres Negras Jovens – (2005); Palestra de abertura dos cursos de capacitações na Cozinha Comunitária da Restinga, tema: Afirmação dos Direitos Civis dos Cidadãos nas Comunidades de Baixa Renda (2010); Palestra no 1º Seminário de Estagiários da FDRH/RS, tema: Criatividade (2004).


Participou, ainda, dos seguintes eventos: • • • • • • • • • • • • • •

1º Fórum Internacional de Mudanças Climáticas das Cidades de Baixo Carbono (2012); Cúpula dos Povos – Rio + 20 (2012); Energiplast – Fórum Brasileiro de Reciclagem Energética de Resíduos Sólidos com Ênfase em Plásticos (2011); Agenda 2020 – Movimento que organiza propostas concretas de interesse da sociedade Rio-grandense (2011); Seminário: Olhares diferenciados sobre a tríade juventude negra, segurança pública e violência (2010); Economia Solidária no Projeto de Extensão: Formação de Lideranças Comunitárias para o Acesso a Justiça (2009); Justiça Restaurativa e Uso Político do Direito (2009); Prática Social: O que? Por que? Como? E Para que? (2009); Possibilidades de Atuação da Sociedade Civil na Formação de Lideranças Comunitárias (2009); Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável e Direito Humano a Alimentação Adequada (2009); 1º Seminário de Gestão pela Qualidade: PDCA, 5’S, M.A.S.P – 8ª Circunscrição de Serviço Militar (2004); Programa de Gestão do Trabalho – Secretaria da Educação RS (2004); 1º Núcleo de Ação Voluntária – Sindicato do Telefônicos RS (2004); Programa de Palestras Gerenciais – SEBRAE/RS (2003): Entendendo Custos/Líderes Eficazes/Portas Abertas ao Empreendedorismo. A sede do IDESP se localiza no Bairro Restinga Nova, Zona sul do município de Porto Alegre.


3. JUSTIFICATIVA As escolas situadas no bairro Restinga, atualmente, se relacionam com um contingente populacional três vezes maior do que aquele pensado inicialmente para o bairro. Apesar de todos problemas estruturais que colocaram à prova seus primeiros moradores, foi através de um empenhado trabalho de sua comunidade que o bairro tornou-se oficial, via Lei nº 6571 de 1990, contando com transporte público, posto de saúde e instituições de ensino, sendo considerado um bairro auto-suficiente (apesar de suas dificuldades) dentro de Porto Alegre. Atualmente, segundos dados do último senso realizado pelo IBGE, a Restinga possui 60.729 habitantes, representando 4,31% da população do município, com área de 38,56 km2, representa 8,10% da área do município, sendo sua densidade demográfica de 1.574,92 habitantes por km2. (dados de 2010). A taxa de analfabetismo é de 6,0% e o rendimento médio dos responsáveis por domicílio é de 1,6 salário mínimo (dados de 2000). Entretanto, não existem dados oficiais que contabilizem o número exato de pessoas expostas a vulnerabilidade socioeconômica no bairro, porém a comunidade é visivelmente vitimizada pelo elevado consumo e circulação de drogas, problema que se alastra de forma avassaladora a cada dia no Brasil e pelo Mundo. Neste diapasão, as escolas da região buscam influenciar seus alunos a manterem-se afastados deste problema social, estimulando o resgate de valores perdidos e uma mudança na maneira de se relacionar com a família e a sociedade. Contudo, em virtude da elevada precariedade de recursos, carecem ações mais contundentes que permitam que alunos acessem meios estimulantes à emancipação e o empoderamento destes. O termo "acessibilidade" começou a ser utilizado recentemente. Historicamente, a origem do uso desse termo está no surgimento dos serviços de reabilitação física e profissional para designar a condição de acesso das pessoas com deficiência no final da década de 40.


Porém, graças ao surgimento do primeiro centro de vida independente do mundo (que aconteceu na cidade de Berkeley, Califórnia, EUA), aumentaram a preocupação e os debates sobre a eliminação de barreiras arquitetônicas, bem como a operacionalização das soluções idealizadas nos anos 70. Todavia, somente nos anos 90 é que começou a ficar cada vez mais claro que a “acessibilidade” deveria seguir o paradigma do desenho universal, segundo o qual os ambientes, os meios de transporte e os utensílios deveriam ser projetados para TODOS e, portanto, não apenas para pessoas com deficiência. E, com o advento da fase da inclusão, hoje entendemos que a “acessibilidade” não é apenas arquitetônica, pois existem barreiras de vários tipos também em outros contextos que não o do ambiente arquitetônico. O Projeto ACESus - Ação, Cultura Estudantil Sustentável persegue a efetividade dos paradigmas inclusão social e desenvolvimento sustentável, bem como busca mitigar o crescimento da exclusão e/ou vulnerabilidade social, desta forma, visando corporificar o Programa Mais Cultura nas Escolas pretende estimular o pensamento crítico de alunos da rede pública de ensino em relação às demandas socioculturais de sua escola, da sua casa e da comunidade em que encontram-se inseridos; fomentando a participação da comunidade nos assuntos de interesse local, colaborando com a formação e o repertório cultural da comunidade escolar, interagindo com as disciplinas e o plano pedagógico da escola. O projeto pretende, também, promover o reconhecimento do território educativo local pela comunidade, valorizando o diálogo entre saberes escolares e comunitários, integração de espaços escolares com espaços socioculturais diversos. Ademais, o projeto busca instigar senso crítico de alunos, pais, professores e funcionários das escolas acerca da plena fruição de bens, produtos e serviços culturais contextualizando a condição socioeconômico destes atores sociais, bem como as relações étnico-raciais que se dão no seio da comunidade em que estes se encontram inseridos, “divagando” em meio ao (des)cumprimento do disposto no Art. 215* da Constituição Federal. Por fim, é possível afirmar que as escolas denotam-se como os locais mais adequados para difusão de medidas efetivas para ratificação e democratização de conceitos tais como o de “acessibilidade”, ou seja, são lugares apropriados para que sejam suscitadas, discutidas e estimuladas a disponibilização de informações, meios e serviços às pessoas, em diversos formatos, para que TODOS possam compreender, aceder e acessar aos mesmos. (*) Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.


4. OBJETIVOS A exclusão social é uma construção teórica que antecedeu a formulação do conceito de vulnerabilidade social, tendo, num primeiro momento, servido de referência para a caracterização de situações sociais limites, de pobreza ou marginalidade, e para a conseqüente formulação de políticas públicas voltadas para o enfrentamento destas questões. Neste sentido, é pertinente recuperarmos, de forma resumida, a diferenciação entre exclusão social e vulnerabilidade social, buscando evidenciar os motivos que levaram o termo vulnerabilidade social, com o tempo, a adquirir um papel destacado na análise das questões sociais em geral. O termo exclusão social teve sua origem na França durante as últimas décadas do século XX e se estendeu a outros países europeus. Abarcava um conjunto de situações que iam além dos problemas verificados no mercado de trabalho. Segundo Castel (1997), "... a desafiliação (exclusão)... representa uma ruptura de pertencimento, de vínculos societais... O desafiliado (excluído) é aquele cuja trajetória é feita de uma série de rupturas com relação a estados de equilíbrio anteriores, mais ou menos estáveis, ou instáveis..." Apesar desta definição ser geralmente aceita, há ainda diferentes considerações sobre a origem do que vem a ser esta “ruptura dos vínculos societais”. Logo, o Projeto ACESus - Ação, Cultura Estudantil e Sustentável pela sua relevância e dedicação ao enfrentamento da exclusão e/ou vulnerabilidade social em que se encontram alunos da rede pública de ensino em Porto Alegre, pretende provocar o senso crítico de alunos em relação às demandas socioculturais da escola, do seu ambiente familiar e da comunidade; estimulando a participação da comunidade nos assuntos de interesse local da escola de seus filhos, colaborando com a formação e o repertório cultural da comunidade escolar, interagindo com as disciplinas e o plano pedagógico da escola. Pretende promover o reconhecimento do território educativo local, valorizando o diálogo entre saberes escolares e comunitários e a integração de espaços escolares com espaços socioculturais diversos. Ademais, o projeto busca, ainda, fomentar a base da reflexão sobre a plena fruição de bens, produtos e serviços culturais em comunidades de elevada vulnerabilidade socioeconômica em contraponto ao (des)cumprimento do disposto no Art. 215 da Constituição Federal, visando potencializar as iniciativas culturais das escolas inseridas nestas comunidades, através da veiculação do conteúdo gerado no desenvolvimento do projeto nas redes sociais. Outrossim, visa facilitar aos alunos e a comunidade local o acesso a informações que promovam a satisfação de interesses coletivos, orientando-os na formulação de requerimentos e/ou propostas nas áreas de interesse da escola, bem como os de interesse local em parceria com os movimentos sociais da região, bem como estimular a produção cultural e artística regional, valorizando os recursos humanos e conteúdos locais, bem como a difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento.


Por fim, desenvolver ações que estimulem alunos, pais e mestres a interagir com o projeto através de palestras sobre programas de qualificação profissional, geração de trabalho e renda, oficinas pedagógicas, articulando ações coletivas, visando a melhoria das condições socioambientais e de infra-estrutura da escola e do ambiente familiar.

4.1 Eixo Temático do Programa Mais Cultura Nas Escolas Identificado com os Objetivos do Projeto Proposto Cultura digital e comunicação Atividades de formação cultural e aprendizado que abranjam desde técnicas de comunicação mais tradicionais (como orais e gestuais) até as mais contemporâneas, entre as quais ambientes digitais que utilizem, preferencialmente, software livre, internet e mídias diversas (multimídia, rádio e TV comunitárias, videoclipe, vídeo arte, web arte) para democratização da produção, acesso, registro e divulgação da informação e conteúdos culturais.


5. ESTIMATIVA DE PESSOAS ENVOLVIDAS DIRETAMENTE NO PROJETO

Estudantes Professores Familiares 30

02

05

Pessoas da Comunidade 05


6. METODOLOGIA Extensa literatura tem sido produzida para responder as principais indagações sobre o que avaliar, como avaliar, que critérios devem nortear o processo avaliativo, bem como o que é importante numa avaliação, seja ela institucional, seja de aprendizagem. A metodologia a ser utilizada na implantação e desenvolvimento do presente projeto, o qual possui raízes na concepção participativa, tem a finalidade de produzir informações e conteúdo relevantes sobre: i) a construção do pensamento crítico de alunos em relação a realidade sociocultural da escola, do seu ambiente familiar e da comunidade; ii) a participação da comunidade nos assuntos de interesse local e da escola de seus filhos; iii) a formação e o repertório cultural da comunidade escolar e local; iv) a importância e compreensão das disciplinas constantes do plano pedagógico da escola; v) sobre o reconhecimento do território educativo local; vi) as fragilidades do diálogo entre saberes escolares e comunitários; e, vii) a integração de espaços escolares com espaços socioculturais diversos a partir da coleta de dados que retratem a visão dos distintos participantes. Desta forma, as atividades serão desenvolvidas semanalmente, no decorrer do segundo semestre de 2013, no contra-turno das aulas dos alunos contemplados pelo projeto, abrangendo atividades no ambiente escolar, bem como atividades complementares externas, através da realização de OFICINAS DE FORMAÇÃO CULTURAL e APRENDIZADO, PASSEIOS CULTURAIS, FORUNS DE DEBATE e CRIAÇÃO DE UMA PLATAFORMA DIGITAL para abrigar todo conteúdo gerando, estimulando o emprego de técnicas de comunicação tradicionais (dicção e oratória), visando a valorização dos conteúdos trabalhados em sala de aula e do desenvolvimento do pensamento crítico, até às mais contemporâneas (aprendizagem transformadora e a natureza sociocultural dos processos de aprendizagem), inventariando todo o conteúdo produzido, registrando-o em mídia digital, para que, posteriormente, seja postado em ambientes virtuais, bem como em plataformas de difusão digital e redes sociais (websites, blogs e microblogs). A estrutura envolverá as seguintes etapas: 1. 2. 3. 4. 5. 6.

Abordagem e Discussão da abrangência do projeto; Escolha dos conteúdos; Problematização dos conteúdos; Pesquisa, sistematização e produção; Divulgação dos resultados; Avaliação


Na primeira etapa, será discutindo em sala a importância e abrangência do projeto aos alunos, reduzindo a termo as primeiras impressões pessoais dos alunos. A segunda etapa, escolha dos conteúdos a serem abordados, a turma será dividida em dois grupos de 15 (quinze) alunos cada, sendo, ainda sub-divididos em 3 (três) grupos de até 5 alunos, e então cada grupo passará a pesquisar informações sobre cada um dos temas propostos. Nessa etapa, ainda, o monitor deixará claro que os conteúdos a serem trabalhados deverão ser trabalhados em concomitância às disciplinas previstas do Plano Político Pedagógico da escola, adaptando-os a medida de cada exercício proposto. Na terceira etapa, problematização dos conteúdos, os alunos passarão a expressar suas idéias, crenças, conhecimentos e questões sobre cada tema, sendo estimulados a produção de textos, de áudio e de vídeos que possibilitem o encaminhamento a emancipação do senso crítico destes diante das demandas socioculturais da escola, do seu ambiente familiar e da comunidade, estimulando-os, ainda, a buscar a participação da comunidade para colaborar na formação de um repertório cultural consistente no ambiente escolar, sempre interagindo com as disciplinas e o plano pedagógico da escola. Terminada a etapa de problematização, a quarta e a quinta etapas (pesquisa, sistematização, produção e divulgação) serão realizadas concomitantemente, nestas etapas pretende-se envolver professores, funcionários e a comunidade locar, pois aqui os alunos desenvolverão questionamentos, diálogos, entrevistas, fóruns, debates, bem como passarão a realizar a coleta e processamento dos conteúdos, divulgando-os em plataformas digitais e rede sociais (websites, blogs e microblogs). Ao final desta etapa, será realizado um evento com a apresentação dos melhores momentos do projeto.

Na última etapa, de avaliação, os alunos farão uma auto-avaliação do seu desenvolvimento no curso do projeto, bem como responderão a um questionário qualitativo do projeto. Contudo, durante o desenvolvimento do projeto, também, serão empregados os seguintes mecanismos de avaliação: observação, análise e teste. O presente projeto mantém ampla e direta relação com o plano político pedagógico da escola, pois, assim como esta, deseja alcançar os mesmos objetivos, metas e sonhos. O conjunto dessas aspirações, bem como os meios para concretizá-las, expostos acima, dão forma e vida ao Projeto Ciclos. Este reúne propostas de ações concretas, a serem executadas durante o período de 6 (seis) meses no ambiente interno da escola, alternando-se com atividades externas. Considera, ainda, a escola como um espaço de formação de cidadãos conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir. Igualmente, define e organiza as atividades educativas necessários ao processo de ensino e aprendizagem de forma clara e consistente.


7. PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA


5. CRONOGRAMA DE AÇÃO


5. RESULTADOS A SEREM ESPERADOS O projeto mantém a pretensão de envolver a comunidade local, estabelecimentos comerciais, espaços públicos, espaços coletivos diversos que se encontram no entorno da escola, uma vez que o objetivo deste é provocar a reflexão sobre o conceito de acessibilidade, seus desdobramentos, estimulando a manifestação do pensamento crítico dos alunos, a partir da análise, pesquisa e produção de conteúdos que possam ser acessados por TODAS as pessoas tolhidas e/ou cerceadas de informações, atrelado diretamente aos impactos produzidos que venham afetar a vida de todos estes atores diante da característica singular da região. Discutir com a comunidade os temas pertinentes ao presente projeto denota-se condição primordial para valorização do repertório cultural da escola, promovendo o reconhecimento do território educativo local, estreitando o diálogo entre a escola e a comunidade, bem como a integração de espaços escolares com espaços socioculturais da região. Espera-se que alunos, pais, professores, funcionários e a comunidade possam refletir em conjunto acerca da plena fruição de bens, produtos e serviços culturais, em face ao contexto socioeconômico, étnico-racial em que estes se encontram inseridos. Contudo, apesar das dificuldades, dos problemas enfrentados e dos desafios, a escola continua dando demonstração de sua vitalidade se recusando a ser “coisificada” nesse processo de subjetivação, sendo esta não somente capaz de produzir conhecimento, bem como de suscitar movimentos sociais, culturais e de enfrentamento aos problemas que os afligem, buscando ser protagonista de seu destino. Neste sentido, é fundamental compreender o processo de socialização calcado na troca de saberes. Há muito escolas da rede pública de ensino no país, principalmente àquelas inseridas em periferias, vêm sendo subjugadas pela sociedade, no entanto, políticas públicas como o Programa Mais Cultura nas Escolas demonstra-se, talvez, mecanismo eficiente na transformação deste quadro, permitindo que o encontro entre o projeto pedagógico da escola e as experiências culturais e artísticas das comunidades colabore com a formação e o acervo cultural da comunidade escolar, promovendo a valorização do território educativo local, desta forma, o presente projeto permitirá que, a escola, torne-se o arquétipo para construção de uma sociedade estruturada, justa e igualitária, a partir da troca de experiências e a utilização de ferramentas eficazes.


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