Page 1

Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

21

FREGUESIAS

Concentração de veículos ‘2 CV’ na Vila de Prado

A ‘mulinha’ foi atada à árvore Além do acto simbólico, houve também lugar para a declamação de poesia com composições que procuraram conjugar os temas da concentração e da Feira dos Vinte, bem como alguma actualidade nacional. O presidente da Katavus afirmou que o evento permitiu «realizar uma homenagem à Vila de Prado», acrescentando que «procurámos reforçar a componente escrita sobre esta tradição e o poema surge desse intuito». A iniciativa, que contou com a participação de 50 associados da Bicavalaria do Minho, teve ainda como propósito «fomentar o convívio entre os participantes».

No passado dia 22 de Janeiro realizou-se uma concentração de veículos ‘2 CV’ na Vila de Prado, uma iniciativa organizada pela associação Katavus e pela

Bicavalaria do Minho. Estes automóveis são também conhecidos como ‘mulinhas’, pelo que, de acordo com a organização, dada a proximidade da data à tradicional

Feira dos Vinte foi realizada uma acção simbólica com o intuito de ‘recriar’ a tradição do certame pradense, em que os animais eram atados às árvores para posteriormen-

te serem transaccionados, «procuramos compreender e reviver a tradição de atar o burro ao sobreiro», destacou Manuel Duarte, presidente da Katavus.

Local da concentração tem «excelentes condições» A actividade inseriu-se no programa anual de bênção das ‘mulinhas’ realizado

pela Bicavalaria do Minho. Fernando Cardoso, presidente da associação, fez um balanço muito positivo do evento. «O campo da feira de Prado é um local muito bom para realizar a concentração, fica numa rota privilegiada e tem excelentes condições», referiu, acrescentando que, apesar de num futuro próximo não haver qualquer actividade programada para o concelho de Vila Verde, a associação costuma visitar o município com frequência. Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Paulo Gomes, mostrou-se agradado pela acção promovida, realçando que a autarquia pradense «está sempre receptiva a este tipo de iniciativas, é com muito gosto que recebemos a passagem da caravana na Vila de Prado e no futuro continuaremos a colaborar com actividades semelhantes». Octávio Pedrosa

ovilaverdense@gmail.com

OPINIÃO

Há muitas formas de apoiar os eleitores Salvador de Sousa Ex-professor da Escola Monsenhor Elísio de Araújo, Pico de Regalados

Um político, quando é eleito, tem o dever de cumprir aquilo que prometeu aos seus eleitores, desempenhando o cargo com o prestígio que ele merece, com imaginação, desenvoltura e lealdade para não defraudar as expectativas de todo o eleitorado que anseia sempre mais e melhor desenvolvimento. Quer um político coerente, com praxis continuadas ao longo do mandato, isto é, equilibradas, com o mesmo peso no antes e depois das eleições, atento às pretensões das populações, vigilante no que concerne às necessidades económicas, socioafetivas, educacionais… das suas gentes. O “modus vivendi”, segundo aqueles ideais, é a verdadeira essência das práticas de sucesso que jamais serão esquecidas pela sua positividade e impregnação na mente de quem gosta de políticos consequentes - que ainda se encontram ao longo deste e doutros países - sinceros, presentes em todas as situações inseridas no âmbito das suas atribuições. Não podemos generalizar, nem ficar por uma linha terrivelmente pessimista em relação à classe política, porque há muito boa gente nessas andanças. Nunca gostei de ouvir, seja de quem for, afirmações de “tudo mal” ou de” tudo bem” em qualquer ação humana, pois há sempre algo que contrapõe essas asseverações. Prefiro estar mais do lado otimista e

ter esperanças sempre no melhor e exteriorizar as boas ações prestadas por todos aqueles que dirigem os nossos destinos. É uma boa forma de corrigir pela positiva os que trilham caminhos espinhosos, dando-lhes a verdadeira luz para poderem aceder às vias da retidão, repletas de condutas que prestigiam e vincam a personalidade de um ser humano. A Câmara de Vila Verde tem sido um bom exemplo de tudo o que referi no preâmbulo desta minha dissertação. Os vilaverdenses têm sido uns felizardos com os políticos eleitos que, graças à sua acção e competência, têm dotado esta nossa terra com um desenvolvimento bastante bem sucedido em, praticamente, todos os níveis. Hoje quero falar apenas numa especificidade de ação que esta Câmara tem levado a efeito que muito a tem engrandecido, pois é uma forma muito eloquente de estar ao lado das populações, apoiando as instituições religiosas, o seu património, realizações festivas… Percorro o concelho de lés a lés e não deve haver paróquia que tenha sido desprezada pelo município. Que maneira tão engrandecedora de apoiar os eleitores! Comparticipação na conservação do património religioso que, caso contrário, as suas instituições não teriam capacidade financeira para tão avultadas despesas: iluminação, arranjo de zonas envolventes aos edifícios religiosos, reconstruções, melhoramento dos acessos, são alguns exemplos de atuação dentro deste âmbito. O Presidente da Câmara e seus vereadores têm sido muito recetivos, tendo acolhido os representantes das instituições religiosas com grande dignidade, fazendo tudo o que podem para apoiá-los nas suas petições. Tudo isto tem resultado em diversificados melhoramentos que a população, maioritariamente católica, admira e congratula-se com estes gestos dignos de um político que vai de encontro aos verdadeiros anseios dos seus muníci-

pes. O apoio tem sido sempre continuado, não escolhe datas, é dado consoante as necessidades e disponibilidade financeira e nunca olhando ao início ou fim do mandato. É isto que define um verdadeiro autarca que zela pelos interesses do seu concelho, tendo em vista as suas principais carências. O calor humano, em diversas realizações no âmbito da terceira idade, também tem sido apanágio da Câmara de Vila Verde que marca a sua calorosa presença, não se esquivando aos convites que lhes são dirigidos, só em casos excecionais e simultaneidade de ações é que delega noutras pessoas. As Confrarias, Fábricas da Igreja e outras instituições religiosas do concelho muito devem a esta autarquia por tudo o que tem sido feito pelo engrandecimento das suas paróquias, nunca podendo esquecer todo o contributo prestado. Bem-haja, Presidente da Câmara de Vila Verde, Dr. António Vilela, pelos ideais traçados, apoiando, o mais possível, a população do concelho que o elegeu. Tem cumprido, dentro das enormes dificuldades económicas que o país atravessa, as grandes linhas mestras lançadas para o mandato que está a decorrer. A sua grande capacidade de saber gerir, o seu humanismo, a integridade dos seus altos valores são os pilares essenciais para o desempenho de qualquer cargo público ou privado. Apoiar as populações, ajudando-as também na conservação e valorização do seu património religioso, promovendo parcerias com as próprias instituições locais ou quaisquer outras, são excelentes estratégias de engrandecimento das heranças que os nossos antepassados nos deixaram, dando-lhes a dignidade que merecem. Além dos grandes empreendimentos de um município, servir a Igreja ou qualquer outra instituição similar é também servir os eleitores que o elegeram.


22

Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

RELIGIÃO SOCIEDADE OPINIÃO

Objectivamente...

Ai República! Alberto Nídio Doutorado em Estudos da Criança

Sempre verberei os actos ou omissões dos que nunca olham a meios para atingirem os seus (maus) fins. São, por natureza, manhosos, convencidos de que a razão só existe quando lhes fica a contento e, não raras vezes, servem-se despudoradamente do outro para seu proveito, que rapidamente descartam quando dele já não necessitam. Como se tudo isto não bastasse, ainda são malcriados compulsivos, quer quando usam gravata ou camisa desabotoada, mas, sobretudo, quando estão inseridos dentro duma “manada”. Irritaram-me sempre os impropérios com que “nobre gente” mimava amiúde Sócrates (doía-me, mesmo, quando tal saía de ilustres educadores da nação, pagos para educar e não para por aí andarem metidos em peixeiradas de todo o tamanho), como me tiram do sério as assobiadelas parolas com que se “mima” o ídolo da bola num momento menos feliz, logo depois, quantas vezes, de o endeusar da forma mais exagerada e disparatada que se possa imaginar. É com este estado de espírito que olhei agora dois outros bons (maus) exemplos do que acima pretendi traduzir com o que disse: - O desaparecimento de 111 000 crianças dos registos do IRS de 2010 face aos de 2009, sinal de que por aí andou “mouro escondido na costa”, para não lhe chamar vigarice à boa maneira portuguesa; - A monumental vaia com que muitos brindaram o Presidente da República na sua chegada a Guimarães, para, pasme-se o paradoxo, participar na cerimónia de inauguração daquela que neste ano será cidade capital europeia da cultura. É verdade que o senhor se pusera a jeito lá com a por si dita penúria dos proventos da aposentadoria que percebe, mas, nem por isso, perdera a simbologia que carrega. Nunca nele votei, não sei se algum dia o conseguiria fazer, mas, no entanto, é com o respeito que me merece o que representa que o olho, tal qual o faço com a nossa amada bandeira ou o nosso querido hino nacional, que com ele (Cavaco Silva) completam a trilogia dos símbolos da Pátria. Ao olhar para trás, a República não pode, pois, sentir-se bem com os filhos que tem e que tão mal tratou de educar. O uso do contraditório, a desilusão, o engano e a revolta, não pode constituir-se como elemento catalisador de arruaças descontroladas ou transformar-se num mar de impropérios vociferados a torto e a direito sem olhar a quem. A democracia tem outros mecanismos bem mais eficazes para resolver essas questões, mas precisa de um povo cultivado para a poder/saber exercitar. Era na falta dessa virtude, que a democracia garbosamente ostenta, que a ditadura sustentava a sua acção, que muitas vezes passava por quebrar impiedosamente os dentes a quem a ousava afrontar.

Apresentação do livro ‘Heróis à moda do Minho’ na Biblioteca Municipal

Modos de vida de outros tempos narrados com regionalismos

«A história procura retratar os modos de vida de outros tempos e é narrada com recurso a vários regionalismos», afirmou Susana Correia, a vilaverdense que participou na obra ‘Heróis à moda do Minho, na sessão de apresentação do livro, que decorreu no passado dia 21 de Janeiro, na Biblioteca Municipal de Vila Verde.

A autora, natural de Escariz S. Mamede, explicou também que a sua narração teve como mote os ‘Lenços de Namorados’ dado o forte enraizamento desta tradição no concelho, sublinhando a vontade de «contar as histórias que lhes estão associadas, nomeadamente, o processo de concessão e a conquista do namorado».

Susana Correia confessou que quando foi convidada ficou algo reticente dado que, apesar de nutrir um grande gosto pela escrita, nunca tinha realizado qualquer publicação. No entanto, a escolha não poderia ter sido mais acertada, «tem sido uma experiência muito gratificante e agradável», referiu, acrescentando que a elaboração do texto não implicou qualquer pesquisa bibliográfica, tendo apenas recorrido às suas vivências e a conversas com os pais e avós. A autora revelou ainda a sua satisfação por «algo que me deu muito gosto elaborar estar a ter tanta projecção». «Obra para a posteridade» A vereadora da Educação da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues, também marcou presença na sessão, tendo realçado que

o livro contribui de forma notória para a perpetuação desta tradição vilaverdense. «Muitos dos termos aqui utilizados vão desaparecendo e esta é uma forma de não os perdermos. Este testemunho é uma obra para a posteridade, um modo de salvaguardar as tradições e o património de forma material», sublinhou. Júlia Rodrigues destacou ainda que a obra dá um grande contributo no sentido de melhor compreender «o papel do lenço, a forma como era concebido e a mensagem que tentava transmitir», acrescentando que os Lenços representam «uma forma de emancipação das mulheres e um modo engenhoso de se declararem». A vereadora terminou a sua intervenção salientando que «na época em que vivemos, estas mensagens de amor são cada vez mais necessárias».

Conjugar tradições e regionalismos De acordo com o coordenador do programa ‘Heróis à moda de…’, João Carlos Brito, a iniciativa teve origem na cidade do Porto e surgiu do intuito de conjugar tradições, lendas e episódios históricos de diferentes regiões do país, bem como de obter um registo do calão e do regionalismo dessas zonas. João Carlos Brito realçou ainda que «a cultura não pode ser apenas património das elites» e que esta é uma forma de «salvaguardar a identidade de um povo». Até ao momento foram já editados os livros: Francesinhas à moda do Porto, Heróis à moda do Porto, Heróis à moda do Alentejo, Heróis à moda de Lisboa, Heróis à moda da Madeira, Heróis à moda de Trás-os-Montes e Heróis à moda do Minho.

Vilaverdense João Lobo assumiu assembleia geral da Misericórdia de Braga O vilaverdense João Lobo foi empossado presidente da mesa da assembleia geral da Santa Casa da Misericórdia de Braga, no passado dia 14 de Janeiro. O actual presidente da assembleia municipal de Vila Verde e deputado tomou posse durante uma cerimónia presidida pelo Arcebispo de Braga, na Igreja da Misericórdia, em Braga. A instituição é presidida por Bernardo Reis, que foi reempossado para um novo mandato para o triénio 2012-2014.


Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

23

FREGUESIAS

Angariação de fundos para a Festa de Santa Ana e convívio popular

Cantares ao desafio e jogo ‘Poio da Vaca’ em Barbudo

«Organizámos este evento com o intuito de angariar fundos para a Festa de Santa Ana e de promover um convívio popular na freguesia», afirmou Álvaro Oliveira, membro da Comissão de Festas de Santa Ana e presidente da Junta de Freguesia

de Barbudo, em relação à iniciativa que se realizou na localidade no passado dia 22 de Janeiro. A tarde foi animada com cantares ao desafio e com o jogo ‘Poio da Vaca’. Álvaro Oliveira mostrou-se muito agradado com a ade-

são da população, notando ainda que o clima agradável também ‘ajudou à festa’, «a tarde está maravilhosa e temos uma grande moldura humana espalhada pelos dois campos». O membro da Comissão realçou ainda a importância que as festivida-

des em honra de Santa Ana, que decorrem no final de Julho, assumem em Barbudo. «Essa festa é o evento mais importante da freguesia, é o ex-líbris da localidade, na qual actuam figuras importantes do panorama musical nacional», denotou. A Comissão de Festas tem realizado outras actividades com o mesmo intuito, como «torneios de sueca e venda de rifas», bem como a exploração de um bar, que abre ao sábado, localizado nas imediações da sede da Junta de Freguesia local. Para o futuro próximo estão já programadas outras iniciativas de âmbito similar, «vamos organizar torneios de malha de roda e a partir de Maio haverá arraiais populares no polidesportivo». Octávio Pedrosa

Manuel Gomes - Barbudo

«A iniciativa correu muito bem, com muitas pessoas e bons artistas, estou a gostar bastante. Penso que estas actividades fazem falta para as pessoas se divertirem e para ajudarem na organização da festa. A Festa de Santa Ana é muito importante na freguesia de Barbudo, é bastante antiga e traz muita gente à freguesia.»

Adelaide Soares - Turiz

«A festa está a ser muito bonita e os cantores estão a fazer um bom trabalho. Penso que este tipo de iniciativas são importantes para animar as pessoas. A Festa de Santa Ana é muito bonita, costumo vir todos os anos e penso que é muito importante realizar esse tipo de eventos para manter as tradições.»

ovilaverdense@gmail.com

Grupo de Jovens de Barbudo celebrou 10º aniversário Jovens de Barbudo organizam Festival da Canção Joemca

O Grupo de Jovens ‘Peregrinos em Cristo’, de Barbudo, celebrou o seu 10º aniversário, no passado dia 21 de Janeiro, com a realização de uma eucaristia seguida de um jantar/convívio. Vários habitantes locais marcaram presença na cerimónia, bem como membros de grupos de jovens de outras freguesias do concelho de Vila Verde e também de Braga. Paulo Oliveira, membro do Grupo, afirma que foi «um dia de

enorme alegria», indicando que a missa contou com animação musical protagonizada pelos jovens de Barbudo e um ofertório especial de «agradecimento por estarmos todos reunidos e cada vez mais unidos na freguesia». A missa foi celebrada pelo padre Costa Pinto, que é também o responsável pelo movimento Joemca (Associação Juvenil Jovens em Caminhada), associação à

qual a colectividade de Barbudo aderiu há cerca de 4 anos e que tem como objectivo «apoiar os mais desprotegidos da sociedade, tendo também um centro de apoio a toxicodependentes (CAFJEC)», referiu Paulo Oliveira, acrescentando que, em geral, o intuito dos Grupos de Jovens é «fazer com que os jovens não abandonem a Igreja e possam ter uma vida mais pura e correcta com o cristianismo».

Os ‘Peregrinos em Cristo’ de Barbudo, em conjunto com o grupo ‘Igreja Viva’ da Lage, são os responsáveis pela organização do próximo Festival da Canção Joemca, que decorrerá no dia 11 de Março, no Salão Nobre dos Bombeiros de Vila Verde. A preparação da iniciativa é motivo de «grande orgulho» para os jovens organizadores, que afirmam que o evento será bom para todo o concelho dado que a iniciativa contará com a participação de vários grupos de toda a região. Além do Festival, estão já em carteira outros projectos para 2012 como a encenação da via-sacra, a implementação do ‘Dia do Idoso’ e o plano de actividades do movimento Joemca. O Grupo de Jovens de Barbudo conta neste momento com 21 elementos e efectua reuniões semanais aos sábados, pelas 21h00.

Octávio Pedrosa

ovilaverdense@gmail.com

Ana Queirós

«Estou aqui há 5 anos, as coisas têm corrido muito bem e o nosso principal objectivo é aproximar os jovens da Igreja. O 10º aniversário é uma data marcante e o nosso sentimento é de grande alegria por esta celebração. Para o futuro temos alguns projectos em mente que visam conseguir uma maior interacção com a população local.»

Filipe Costa «Faço parte do Grupo de Jovens há 4 anos e tem sido uma experiência muito boa. Estive um pouco afastado da Igreja e esta mudança foi bastante positiva, alterou um pouco a minha personalidade e a minha forma de encarar a vida. Penso que estes Grupos são importantes para fomentar a união entre os jovens.»


24

Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

SOCIEDADE SOCIEDADE

Biblioteca Municipal de Vila Verde recebeu ‘Picasso em Ferro’

Exposição contou com dezanove trabalhos

A Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela acolheu, nas duas últimas semanas do mês de Janeiro, uma exposição com dezanove réplicas dos quadros de Picasso feitas em ferro. O autor das obras, Plácido Souto, natural de Vilar de Mouros, dedica-se a esta arte desde 2000, altura em que começou a fazer obras, desde esculturas a quadros, utilizando o ferro, como matéria principal. O autor refere que a colecção ‘Picasso em Ferro’ são trabalhos inspirados no conhecido artista espanhol, mas feitos de uma forma diferente, em ferro e não em tela. «Tudo é dimensionado proporcionalmente conforme a digitalização original. Em seguida, é desenhado e é dada a devida forma com o ferro, que é soldado e limado. Posteriormente é pintado com tintas para dar a forma semelhante aos trabalhos originais». Para além desta exposição, Plácido Souto, já tem no cur-

rículo outra obra, ‘Escultura em Ferro’, que percorreu o Alto Minho, Torre de Moncorvo, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Boticas e Cabeceiras de Basto. A segunda colecção também já passou por alguns dos concelhos do Alto Minho e já esteve também em exposição em Espanha. Plácido Souto já tinha exposto na Biblioteca Municipal de Vila Verde e foi então que surgiu a oportunidade de mostrar a segunda exposição. «Já tinha apresentado aqui a minha primeira colecção e então ficou convencionado que, quando fizesse os trabalhos de Picasso, voltaria. Foi com todo o prazer que regressei a uma terra que sempre me recebeu com a maior amabilidade». Eduarda Silva

ovilaverdense@gmail.com

Comissão de festas em honra de Santa Helena organizou jantar/convívio

Pica-no-Chão e concertinas marcaram noite lagense

A comissão de festas em honra de Santa Helena, na Lage, organizou, no passado dia 21 de Janeiro, um jantar/ convívio. De acordo com a

organização, o evento, que decorreu na sede da Junta de Freguesia local, serviu dois propósitos, «realizámos esta iniciativa com o objectivo

de angariar fundos para a Festa de Santa Helena e de juntar as pessoas para alguns momentos de diversão, para fugir um pouco da rotina»,

afirmou Rui Ferreira, membro da comissão de festas. O Pica-no-Chão foi o prato escolhido para a ementa e no final da refeição teve lugar uma actuação musical protagonizada pelos Amigos da Concertina de Vila Verde. A organização mostrou-se surpreendentemente agradada com o número de pessoas que compareceram, «estávamos a contar com 80 pessoas mas acabaram por comparecer cerca de 150, estamos contentes por as pessoas aderirem apesar da crise». Esta foi a primeira iniciativa organizada pela comissão para preparar a edição de 2012 das Festas de Santa Helena, que, na opinião de Rui Ferreira, «são grandiosas, são o maior evento da freguesia». Octávio Pedrosa

ovilaverdense@gmail.com

Orlando Oliveira

«Vim cá pelo convívio com os amigos e pela vontade de dar o meu contributo para a Festa de Santa Helena. Penso que esta Festa é muito importante, acaba por fazer parte do património da freguesia e devemos todos ‘lutar’ para que seja cada vez melhor. Gostei bastante do jantar.»

André Viana

«Penso que é importante realizar este tipo de iniciativas e gosto bastante de ajudar porque a Festa de Santa Helena é um evento de qualidade, que costuma ter um fogo-de-artifício muito bonito. Em breve venho morar para esta freguesia e vou procurar continuar envolvido neste tipo de actividades.»


Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

25

SOCIEDADE OPINIÃO

Trabalhos deverão estar concluídos dentro de um ano

Arrancaram as obras de construção do Lar do Centro Social do Vale do Homem

A direcção do Centro Social do Vale do Homem assinou o contrato de empreitada referente à construção do seu lar, obra que aponta para um investimento na ordem de um milhão e 160 mil euros. Na cerimónia de assinatura, que decorreu no dia 23 de Janeiro, estiveram presentes o presidente e o tesoureiro da direcção do CSVH, Jorge Pereira e Avelino Meireles, respectivamente, e o responsável pela

empresa que ganhou o concurso público de construção, Filipe Marques, da Telhabel, de Vila Nova de Famalicão. Localizado na freguesia de Lanhas, o Centro Social Vale do Homem fica situado junto a uma considerável área verde, perto da junta de freguesia, do campo de futebol e de um parque de lazer. As obras já arrancaram e devem estar concluídas no final do ano, prevendo-se que a entra-

da em funcionamento do Lar ocorra em Janeiro de 2013. A abertura da estrutura implica a criação de 25 novos postos de trabalho. Com unidades de saúde e forças de segurança a pouco mais de cinco minutos, o novo espaço tem capacidade para 40 idosos. «Todo o conforto, segurança e dedicação estão concentrados num espaço moderno, amplo e arrojado, enquadrado numa área com

todas as condições para proporcionar uma excelente qualidade de vida. Aos cuidados de saúde higiene e conforto habituais juntam-se o incentivo ao convívio, à animação social e à ocupação dos tempos livres», referem os responsáveis da instituição. Uma das particularidades do novo lar é o Serviço de Apoio ao Domicilio Integrado (SADI) que irá funcionar 24 horas por dia, durante sete dias por semana, e apoia os idosos, na sua própria casa, nas actividades básicas e diárias de forma pessoal e individualizada. O serviço oferece um conjunto de cuidados pluridisciplinares. Outras das mais-valias do CSVH é, segundos os seus promotores, «ter incorporado na sua estrutura um grupo folclórico fundado em Outubro de 2008, que prima pela sua originalidade com a recuperação de danças e cantares que andavam esquecidos. Formado por pessoas de vários pontos do concelho, assume-se como o principal dinamizador cultural do Vale do Homem».

Eleições no Centro Social Recentemente, o Centro Social foi a votos, tendo antecipado, em um ano, o acto eleitoral precisamente para que a nova direcção possa acompanhar a construção. «Faz sentido que sejam novos órgãos sociais a acompanhar a obra, assumindo na plenitude a sua concretização», justifica a direcção presidida por Jorge Pereira. A lista agora eleita aposta na continuidade mas não abdicou de integrar elementos novos. «Melhora a capacidade de trabalho e alarga a abrangência territorial do Centro Social», justifica a direcção agora eleita. Da freguesia de Oriz S. Miguel entra nos corpos sociais, Avelino Meireles. Ponte S. Vicente fica representada por António Vieira cabendo a Artur Abreu a representação de Sande. José Alves Fernandes, Armindo Lourenço, Adelino Pereira (todos de Lanhas) e Mário Manuel Nogueira de Gême são outros dos novos nomes dos órgãos sociais. Com a entrada destes novos elementos, o Centro Social Vale do Homem alarga a sua área de influência a oito freguesias: Sabariz, Pico

de Regalados, Lanhas, Coucieiro, Oriz S. Miguel, Ponte S. Vicente, Sande e Gême. A direcção do Centro Social do Vale do Homem continua a ser presidida por Jorge Pereira mantendo-se nos cargos de vice-presidentes Alberta Duarte (para a área social) e Gabriela Rodrigues (para a área cultural). Direcção que tem dois novos elementos: Armindo Lourenço como secretário e Avelino Meireles como Tesoureiro. Em termos de vogais continuam da anterior direcção Porfírio Mota, Fernando Ressurreição Silva e Vítor Tinoco sendo António Vieira, Artur Abreu e Adelino Pereira os novos rostos. Na Assembleia Geral mantêm-se como presidente Paulo Sérgio Rodrigues e como segundo secretário João Araújo. José Alves Fernandes entra para primeiro secretário. No que toca ao Conselho Fiscal, há um novo presidente: Mário Manuel Nogueira. Filomena Vieira, Filipa Correia, Lurdes Mota Gonçalves, João Carlos Gama e Cristina Paula Marques mantêm-se como vogais.

As realidades laborais dos nossos dias Ana Maria Ferreira Advogada

No passado dia 10 de Janeiro de 2012 foi publicada a Lei 3/2012 que estabelece um regime de renovação extraordinária dos contratos de trabalho a termo certo, bem como o regime e modo de cálculo da compensação aplicável aos contratos objecto dessa renovação. Esta lei aplica-se, apenas, aos contratos a termo certo celebrados após 17 de Fevereiro de 2009 e que atinjam os seus limites máximos previstos no Código do Trabalho até 30 de Junho de 2013. Estes contratos podem ser objecto de duas renovações extraordinárias, mas a duração destas renovações no total não podem exceder 18 meses. A duração mínima de cada uma das renovações não pode ser inferior a um sexto da duração máxima do contrato de trabalho certo ou da sua duração efectiva, consoante a que for inferior. Sem prejuízo da referida duração mínima o limite de vigência do contrato de trabalho a termo certo objecto de renovação extraordinária é 31 de Dezembro de 2014. No caso de serem excedidos estes limites o contrato de trabalho a termo certo converte-se em contrato de trabalho sem termo. Além disso, mantêm-se todos os pressupostos para a celebração do contrato a termo certo, como sejam a necessidade de motivo justificativo temporário para o termo e que este se mantenha na data da renovação. Em matéria de compensação em relação ao período de vigência do contrato até à primeira renovação extraordinária vigora o regime vigente à data da celebração do mesmo, ou seja, se anterior à entrada em vigor da Lei 53/2011, a compensação correspondente a dois ou três dias de retribuição e diuturnidades por cada mês de duração do vínculo, consoante a duração do contrato seja superior ou inferior a seis meses, se posterior à entrada em vigor da referida Lei a compensação é correspondente a vinte dias de retribuição por cada ano de antiguidade. A compensação devida após a primeira renovação extraordinária é calculada com base no regime em vigor à data da renovação extraordinária. Paralelamente a estas alterações introduzidas pela Lei 3/2012 foi assinado pelos parceiros sociais o “Compromisso para o Crescimento Competitividade e Emprego” que contém diversas medidas de natureza laboral. Entre elas os parceiros sociais acordaram em: 1. Estabelecer a possibilidade de o regime de banco de horas ser implementado com o acordo entre o trabalhador e o empregador, admitindo o aumento até duas horas diárias ao período normal de trabalho, com o limite de cinquenta horas semanais e cento e cinquenta horas anuais; 2. Alterar o regime aplicável ao intervalo de descanso que, no caso de o período de trabalho exceder dez horas, deve ser interrompido por um intervalo não inferior a uma hora, nem superior a duas, para que o trabalhador não preste mais de seis horas de trabalho consecutivo; 2. Eliminar, em matéria de trabalho suplementar, com carácter imperativo, relativamente a IRCT`s ou contratos de trabalho, o descanso compensatório, assegurando-se, em qualquer caso, o descanso diário e o descanso semanal obrigatório, reduzindo para metade os montantes pagos a título de acréscimo pela retribuição; 3. Reduzir para metade a retribuição do trabalho normal prestado em dia feriado em empresa não obrigada a suspender o funcionamento, mantendo-se a possibilidade de o empregador optar pelo descanso compensatório; 4. Reduzir em três a quatro o número de feriados obrigatórios, com a possibilidade de, sempre que os feriados coincidirem com dias de 3ª e 5ª feira, o empregador proceder ao encerramento total ou parcial do estabelecimento ou empresa nos dias de ponte, com consequente desconto no período de férias ou mediante compensação futura pelo trabalhador; 5. Eliminação do acréscimo, de até 3 dias, ao período mínimo de férias, de 22 dias, introduzido com o Código do Trabalho de 2003. Todavia, este documento mais não é do que um acordo entre parceiros que tem de ser concretizado em instrumentos legislativos.


26

Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

SOCIEDADE

Apontamentos

da Escola Secundária de Vila Verde

Testemunho desde Manchester

Foi no dia 16 de Setembro de 2010 que pisámos solo britânico pela primei-

ra vez. Após cerca de um ano de preparação, o sonho realizou-se e inscrevemos-

-nos na Universidade de Manchester. A adaptação demorou uns meses, mas

agora, um ano depois, já nos sentimos em “casa”. Tudo começou na Escola Secundária de Vila Verde, onde a nossa professora de Inglês nos incentivou a investigar sobre o assunto. Tivemos todo o apoio por parte dos nossos docentes durante o processo de candidatura, que incluía um testemunho para poderem avaliar a nossa determinação e vocação para o curso escolhido e uma referência de um professor, sendo bastante diferente do que se faz em Portugal. Desde que chegámos ficámos espantados com a quantidade de culturas presentes em Manchester. Tanta diversidade proporciona um ambiente rico de apren-

dizagem e permite nos contactar com pessoas dos quatro cantos do Mundo. Por exemplo, antes de vir para cá não fazia a mínima ideia que a maioria dos indianos são vegetarianos ou que os muçulmanos só podem comer carne halal, morta de uma forma específica. Quanto à parte académica, uma coisa que admiro na nossa universidade é o ênfase em fazer coisas paralelas ao nosso curso. Aqui o curso que se escolhe não define necessariamente uma profissão, é só um começo para desenvolver capacidades que podem ser usadas em diversos contextos. Por exemplo, existe uma “cadeira” chamada Manchester Leadership Programme, que

combina palestras de líderes do século XXI e voluntariado, sendo que é necessário que o aluno complete pelo menos 20 horas de voluntariado. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento da comunidade e de futuros líderes. Tem sido uma experiência inesquecível, e devêmo-lo em parte aos nossos mentores de liceu que nos ensinaram a perserverar. Tudo o que aprendemos durante aqueles três anos passados na ESVV deu frutos e não os trocaríamos por nada. A todos um “Muito Obrigado”. Mariana Cerqueira Zé Pedro

Associação anuncia regresso das ‘Conferências de Soutelo’

D. Duarte visita ADERE – Minho e defende produção nacional D. Duarte Pio de Bragança visitou a sede da ADERE - Minho, em Soutelo, e recebeu um Lenço de Namorados personalizado e uma peça de artesanato de Barcelos. Na ocasião, D. Duarte Nuno defendeu mais apoios para o artesanato e falou da necessidade de se apostar na criação de redes de pequenas empresas para comercializar os produtos que são feitos em Portugal. O convidado da ADERE-Minho referiu que, ao contrário das multinacionais que facilmente mudam de país, os pequenos produtores apostam no nosso país. D. Duarte acusou ainda o

Estado português de não apoiar a produção portuguesa e de, muitas vezes, optar por produtos estrangeiros nas obras por si promovidas. O consumo de produtos nacionais foi apontado como uma prioridade e D. Duarte considera que é necessário sensibilizar a população para esta causa. Curiosamente, para exemplificar uma boa prática nesta área, o pretendente ao trono apontou a prática de uma multinacional espanhola que coloca pequenas bandeiras de Portugal junto aos artigos feitos no nosso país. Por sua vez, Abílio Vilaça, presidente da ADERE – Mi-

nho, anunciou o regresso, em 2012, das ‘Conferências de Soutelo’. O ciclo será subordinado ao tema ‘Fazer futuro no Minho’ e para a primeira sessão foi convidado D. Duarte Nuno. O presidente da ADERE – Minho aproveitou a visita para fazer um resumo da actividade da instituição desenvolvida nos últimos tempos. Depois de lembrar que o viveiro da associação já fez nascer 38 empresas, Abílio Vilaça falou do apoio ao artesanato e defendeu que «é necessário produzir e consumir português». Manuel Alfredo Oliveira ovilaverdense@gmail.com


Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

27

MÊS DO ROMANCE

Namorar Portugal aposta na internacionalização

O Município de Vila Verde vai apostar na internacionalização da marca Namorar Portugal. Na cerimónia de apresentação do ‘Mês do Romance’, António Vilela disse que o evento tem

já uma notoriedade local, regional e nacional, mas pretende conquistar novos mercados e avançar para o exterior. O autarca considera que «Vila Verde é conhecida como uma terra que promo-

ve a cultura e valoriza o seu património, tanto aquele que é construído como o imaterial» e refere que a conquista de novos mercados será feita através de um trabalho conjunto com as empresas que

se associaram ao ‘Namorar Portugal’. António Vilela lembrou que, recentemente, um parceiro apresentou na Alemanha a sua colecção baseada nos lenços de namorado, ac-

ção que em breve será repetida nos Estados Unidos. Por outro lado, a iniciativa está a ser promovida em Espanha, principalmente, na vizinha Galiza. Novos produtos da marca Namorar Portugal, inúmeras exposições por todo o país dedicadas aos Lenços de Namorados, a iniciativa ‘Sabores do Romance’, que conjuga a boa mesa com a boa estadia por Vila Verde, os concursos dedicados à moda e aos acessórios são os maiores destaques da programação que inclui ainda concertos, concursos, bailes, workshops, conferências e exposições. O programa do Mês do Romance será dividido em semanas temáticas. A primeira será dedicada à tradição e inclui o lançamento de uma colecção de postais, o casting ‘Jovens Modelos’, a apresentação da nova loja interactiva de turismo e do Centro de Dinamização Ar-

tesanal . A ‘Semana do Amor’ inclui a gala Namorar Portugal, bem como a apresentação de diversos produtos e do mega Lenço de Namorados elaborado pelas crianças do Agrupamento de Escolas de Vila Verde. Segue-se a ‘Semana da Saudade’ que conta com a inauguração da Exposição ‘Namorar Portugal’ em Lisboa, o Passeio às Aldeias da Saudade, a Descida Romântica do Rio Cávado, um Baile de Namorados em Aboim da Nóbrega e um percurso pedestre nas encostas de Mixões da Serra. Finalmente, a ‘Semana da Aventura’ que é preenchida com a inauguração da exposição ‘Amor + Reciclado’, com o II Concurso e Desfile de Acessórios Namorar Portugal, passeios pedestres e a cavalo, conferências e um passeio de motos. Manuel Alfredo Oliveira ovilaverdense@gmail.com


28

Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

MÊS DO ROMANCE

Município terá Loja Interactiva do Turismo

Vila Verde aposta forte no turismo

Um dos projectos levados a cabo pela Câmara Municipal de Vila Verde no âmbito do «Namorar Portugal» passa pela criação da Loja Interactiva do Turismo. Em declarações ao Jornal ‘O Vilaverdense’, António Vilela, Presidente da Câmara, explicou que «esta é uma candidatura global, que pretende promover as potencialidades do Minho e que está enquadrada no processo desenvolvido pela Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal». O projecto já foi aprovado na parte imaterial, ou seja, na componente ligada aos sistemas informáticos. Em análise encontra-se ainda o processo relacionado com a

construção dos edifícios. António Vilela diz que o objectivo é proporcionar aos visitantes informação sobre as potencialidades locais, mas também fornecer acesso a informação de carácter geral. O turista que lá se desloque poderá também fazer reservas, aquisições de produtos, como artesanato, ter acesso a percursos e iniciativas culturais, mas também adquirir, em certos casos, os ingressos». O presidente da Câmara referiu ainda que «esses espaços vão depender também da criatividade dos próprios municípios e entidades gestoras porque, apesar de ser uma plataforma global, permite às autarquias gerir

o seu próprio espaço e elementos». Quando questionado sobre a data referente ao início das obras, António Vilela respondeu que «para terem início é necessário esperar que o processo de concurso público referente à adjudicação dos trabalhos esteja concluído, algo que deverá acontecer em breve. Depois, vamos avançar com a construção do edifício e a instalação do equipamento». Sobre a data de início do seu funcionamento, o edil diz que «o objectivo é ter tudo pronto no próximo ano». Os custos da obra, segundo o Presidente da Câmara, são reduzidos. «O projecto da Loja Interactiva do Turismo

terá um custo aproximado de 280 mil euros, sendo financiado a 85 por cento». Centro de Dinamização Artesanal O Centro de Dinamização Artesanal é outro dos projectos que vai ser apresentado no decorrer da iniciativa ‘Namorar Portugal’. A candidatura foi submetida no âmbito do programa Minho IN e, segundo António Vilela, já foi aprovada. «Os municípios integrantes são responsáveis pela dinamização de uma determinada área, sendo que a Vila Verde cabe a parte do artesanato», explicou o autarca que considera que a situação

«deve-se ao facto de ser o concelho que mais eventos tem desenvolvido nessa área». Quanto ao plano de acção, o Presidente da Câmara informou que «a ideia é instalar um espaço de promoção do artesanato, além de permitir que ali se possam desenvolver actividades em campos muito diversificados, desde a componente de exposição à de formação e divulgação. Além disso, pretende-se enfatizar a área promocional, essencialmente de todos os produtos associados ao artesanato e, de uma forma particular, dos que estão associados aos motivos dos Lenços de Namorados». O Centro de Dinamização Artesanal ficará instalado nas instalações da Aliança Artesanal e António Vilela diz que as obras deverão arrancar em breve, prevendo-se a conclusão dos trabalhos para o início do próximo ano. «Os custos previstos são, mais uma vez, reduzidos», apontou António Vilela. «Os gastos serão de pouco mais de 300 mil euros e, também neste caso, o financiamento é de 85 por cento». No entender do Presidente da Câmara, o ganho da região ultrapassará largamente o montante despendido. «O crescimento em áreas essenciais e a promoção das nossas potencialidades associadas ao artesanato são factores a ter em conta no

que toca a atrair investimento», explicou. Financiamento este ano é maior O município de Vila Verde irá ter, este ano, menos gastos associados à iniciativa ‘Namorar Portugal’, relativamente a anos transactos. O Presidente da Câmara diz que isso se deve «a vários factores, baixámos o orçamento, implicámos mais parceiros e, pela primeira vez, estamos a ser financiados por fundos comunitários. Deste modo, será possível manter a qualidade do programa, reduzindo o dinheiro gasto». O balanço do evento é, para já, positivo, segundo António Vilela. «Atendendo à adesão dos parceiros, podemos desde já fazer boas previsões quanto ao sucesso do Namorar Portugal». O presidente vai mais longe, acrescentando que «estamos a fazer promoção do alojamento turístico, que é único, e da nossa gastronomia. Desse modo creio que, no final do mês, teremos obtido resultados acima do previsto». Numa espécie de comentário conclusivo, referiu que «Vila Verde quer tornar-se no concelho onde ‘O amor acontece’, como diz o slogan».

Alfredo Oliveira/D. Cerqueira ovilaverdense@gmail.com


Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

29

MÊS DO ROMANCE

Biblioteca Municipal apresenta ‘De Vila Verde, com Amor’

Colecção de postais visa «divulgar e promover o concelho»

A vilaverdense Flávia Peixoto apresentou, no dia 1 de Fevereiro, na Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela, a colecção de

postais ‘De Vila Verde com Amor’, que, de acordo com a organizadora, tem como intuito aumentar a projecção do município vilaverdense

no território nacional. «Este projecto procura divulgar e promover o concelho além das suas fronteiras, para que visitantes e turistas possam

levar uma recordação clássica, saudosista e intemporal», frisou. A concepção dos postais tem como base o concurso

fotográfico ‘Vila Verde está viva!’, que «desafiou os concorrentes a captar o melhor do concelho em várias vertentes, sob uma perspectiva particular». O concurso de fotografia decorreu entre Julho e Outubro de 2011 e das 59 fotografias concorrentes foram seleccionadas quatro para ilustrar os postais. A iniciativa esteve aberta a todos os interessados, independentemente de serem ou não oriundos do concelho. A colecção de postais e o concurso fotográfico são da autoria do magazine cultural e informativo ‘Vila Verde viva!’, um projecto concebido por Flávia Peixoto, que se mostrou bastante agradada com a dinâmica criada pela actividade. «Estou muito satisfeita com a adesão à ini-

ciativa e com o entusiasmo que se gerou. Contámos com a participação de várias pessoas de fora do concelho», realçou, acrescentando que a comercialização dos postais será feita um pouco por todo o país, em postos de turismo e lojas de lembranças. A apresentação do projecto acaba também por marcar o início da programação de uma série de actividades promovidas a nível municipal com a denominação ‘Fevereiro, Mês do Romance’, algo que, segundo a organizadora, foi propiciado pelo próprio nome da colecção de postais, ‘De Vila Verde com Amor’, «desta forma foi possível criar uma ‘ponte’ entre as duas programações». Octávio Pedrosa

ovilaverdense@gmail.com


30

Quinta-feira 02 Fevereiro 2012

O VILAVERDENSE

MÊS DO ROMANCE

Vilaverdenses apoiam iniciativa em nome do amor

Em Fevereiro, Vila Verde recebe a 3º edição do ‘Mês de Romance’. Com uma programação dedicada aos namorados e inspirada no tradicional Lenço dos Namorados, o município promove, ao longo de quatro semanas, diversas actividades em nome do romance. A avaliar pela opinião dos vilaverdenses, a iniciativa atrairá muita gente ao concelho, nomeadamente jovens, impulsionará a economia local e será, sem dúvida, um local com o ambiente adequado ao tema amor.

Maria Augusta

«Não costumo dar muita importância a este dia, em particular. Não tenho grandes planos, mas gosto bastante das iniciativas que Vila Verde está a promover no âmbito do mês em que

Isaura Costa

o amor é tema de ordem do dia. Penso que é uma actividade que vai atrair muita gente, impulsionará a economia e, de certo modo, faz-nos pensar que Vila Verde não é um concelho parado».

«Como estou a trabalhar no dia oficial dos namorados, vou aproveitar as iniciativas que antecedem para passear um pouco. Já vi o panfleto com as actividades e gosto do facto de existirem semanas temáticas para todos

Bernardete Araújo

Andreia Caridade

«No dia dos namorados costumo ir jantar fora com o meu marido mas, como acho que a celebração deste dia é quando o casal quiser, penso que vou aproveitar as

«Como não tenho namorado, não tenho grandes planos para o dia 14 de Fevereiro. Penso que uma iniciativa como o ‘Mês do Romance’ convida muitas pessoas de outros concelhos a visitarem Vila Verde, princi-

iniciativas promovidas no mês do Romance para namorar um pouco mais. Vila Verde precisa de atrair jovens e esta acção é uma grande oportunidade para o fazer».

Ralph Teixeira

os gostos e feitios. Como Vila Verde é associada aos lenços dos namorados e costuma lançar desafios com o tema amor, era de esperar que mais um ano se fizesse o ‘Mês do Romance’».

«Ainda não sei o que fazer no dia dos namorados. Porque não aproveitar o programa do ‘Mês do Romance’ e passear por Vila Verde? É uma boa ideia já que por vezes não sabemos

o que fazer. Ainda não prestei muita atenção à programação para este ano mas, a avaliar pelas edições anteriores, será mais um sucesso pela certa».

Marisa Cunha

palmente os jovens. Daí ser uma iniciativa que se repete há vários anos. Gosto particularmente da Gala dos Namorados, porque vêm sempre várias celebridades a Vila Verde e é sempre bom vê-los».

«Penso que o ‘Mês do Romance’ vai trazer muita gente a Vila Verde. Há actividades de vários géneros e diversos estilos para todas as faixas etárias. Pelo que vi, os casais apaixonados vão

ter muitas coisas para fazer em Vila Verde, em Fevereiro. Ainda não tenho programa para esse dia mas talvez faça uma visita a uma das semanas temáticas».

Jornal Vilaverdense Janeiro 2012(21-30)  

OPINIÃO No passado dia 22 de Ja- neiro realizou-se uma con- centração de veículos ‘2 CV’ na Vila de Prado, uma iniciativa organizada pela as...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you