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liñseilüni:¡ y Afrrgod¡l$1q

A ciencia da mente, cerebro e educagao no mundo e seus recentes achados Fecha: agosto 20L1 Página: 24 - 27

Autor:

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SINEPE

ffiunos olhar camgros disti¡tos

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Medio: EDUCACAO . ?e¡Ís'la" Tipo de publicación: Reportaje Proyecto:

hoJe, novos te.rr.ltórlc¡Hl

edunaqho 0 s neunx:l$ndx cogutrfvu fkucla uos córebros humonos e ne pslcologh educeclonol, porquu nhh¡frndo ¡ff¡r darl¡ ¡rrrnñl u¡r¡yrñr r.r rrrñr n¡llrnr r¡{rl¡ ¡la

Tipo de medio: lmpreso

lvlas quero que voc€u pensom, A educagüo b-asoacla no cérebro é nov¡r c poucor nnl¡o¡ no mundo t0nr ¡ocledudon que chegaram necse eoncatto;

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f-amos nlhar canrpos distilltos hoje, novos territór"ios;

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edrrcagáo e a

reurociéntia coguiiiva fixada nos

córcl¡ros hun¡¿nos e rra psicologia edLrcacioiral, por"que misrurando esses <lojs campos vamos teÍ ilnra nclhoi'visáo du quc precisamos em sal¿ de atila. A ideia é oihar a int.ersecgño desses campos. Qual a diferenqa entre o cérebro e a me¡rte? Nn tenitório da [eu.rociéncia, a gente vé um¿ coisa concreta, sólida, um órg,áo; e quando falantos da ruente, falamos de algir

intangive"l. klas eles sáo com¡rlenenta¡es e anbos usaclos na educa4áo,

Qual o foco principai do pri:fessor'? Os alunos. E a do neurocientista? Os neurórrios, as células. O psiquiara vai olhar o cclmportamento. Sio territórjos distiütos e meu desa{io é fazer com que eles se unam. Para isso, temo6 que fazer um novo profissional. Eu gosr¡aria de desafial voc6s. Quando saÍrem

.

daqui, hoje, váo dizer: "Eu náo sou um professo], sou um r:ientista educa<lor rie mentes"" É uma visáo diferente. 5e r,<¡cé quer ser um prcfessor, vocé tem qut- i.ntegral a neurocidncia e a psi.cologia á sua aula, vocd tem que fazer uma ponte entrr ir neurociéncia e erlucaqin. Eu quero que vo.cés s€ convelqfrJn de clue a educagáo da mente é a nova maneim de aprendizagem.

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tneus objetivos e rnir¡has visñes. Vocés náa precisarn acreditar+ Conferérlcia lnternacional

h{as quero qlre vocÉs pensem. A educagio baseacla no cérelrro é nor..a e poucos países no muncio ténr sociedades que chegaram nesse conceito:

Existem novas pr/rticas de como dcveríanos ensinar, baseadas em no!?s infonnaqóes..A primeim regru d; educagño ó a mesma r.la m.etlicint: náo faga dano. h,x.istem intolnragoes venclidas aos pmtessüles se¡n prov¿s. A segunda regm: mer-r cbjetivo comn professor é ci"iar bons pensadares, pestrJas que

consigam l.ev?niar suas próp|ias qliestñes. Estamaq fala.ndo de educ;rqáo. náo apenas de neuror:iéncia, mas com{) r; cÉ¡ebro aprende. Náo existe uma colsa como do tipo "faqa isso, íssa {unr:iona para todo rnundo". Nño existe uniforrnidade nas salas

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de aula.

l,leu desafio é que vocds possa$ at¡avessur frclitcilas

e

apretder sobre o cérebro usando a sala de aula. Pílta fitzer isso, precisamos mudar a llcssa rnclitalidadc. precisamos ter outras ferramentas. Temos uma gama- mtito an:pla de alunos, alguns con deficidncias sérias de aprendizagest e ou.iros muitc bons. P¡ecis¿¡¡ros saber como difereuciar a aul; b¿seados nos potenciais de c¿cta unl. A etlucagáo uio cr:iseguirl resolver ess€s probiemas, entáo nós precisatnos busr:i i¡iio¡magáo dos neuro¿ibntistas e dos psicólogos pala rnelk:rar. l'{ós sabemos muito a respeito de cnrn,--,¡ cdirbro aprendq

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mas muito pouco sobre como ensina¡. E voc€s náo podern acreditar eilr tudo que escuiam, pofque fl infor:magáo é boa na propnrgño de Bü9/o. \¡anros ver quais sño as fiossas crcüqas e os

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neuromiios, quais sño as boa,q informaqóes e as lnós. O que essas infomragóes nos levan a fazer?

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FIá r:ategorias de infor:maqáo e eu gostaria que voc6s

inemorizassem. Coisas que estño bem estabelecidas; por exem¡io, a plasticldade: o cé¡:ebro é oltanrelte plástico e m¿leáve| se adapta todos os clias. Uma especulagáo inteligenre, como dizer que me¡rinos e m.enÍnas n&o aprendem da ¡¡esula lbrnra porque existem diferenqas no serr cérebro. É uma

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especulagáo inteligente que parece óbr.ia, rnas nio é verdade. E i.nformagóes que sáo apenas mifos, das quais temos qüe nos

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vrar. Os cérebros humanos sáo táo diferentes como os rostos

humanos? Temos dois olhos, um nariz, cttas orelhas... Mas alguém tem a mesma cara? A meiáfora é muito boa: a genfe

tem a rnesrüa esn'uturá básica no cérebro, ¡nas náo existenl clois cérehros iguais. Irmáos gémeos náo tém mesmo cérebro. Baseado nr: que dizernos isso? Nas suas experiñncias, que sio distürtas. () que isso tem a ver coin o ensino? Há urn conceito r:ruito poderoso de diferenciagáo. Os olrjeti.vos náo mudam, mas a forma como eu eruino, a metodologia e a ar¡aliaqáo sim. Os cérerbros náo estáo igualmente prepararbs para torias ¡s iarcfas. Há crianqas com meiho¡es !?ntagens que outras; cliangas coirr

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genes naravilhosos dos ser"rs pais e bastante esiimulaqáo en) casa, e outrás nát¡. voc6 tem que fazer uma pesqr"risa para saber

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quais as que aprendenr de rma forma e ter {lexibiliclade de modlficar: o ensino das ou.tras. Entáo vocé vai ensi¡ra¡ de formas diferentes para eúngir pessoas dife¡entes. A inttlrmaqáo passada infLuencia como aprendemos a u¡]va informagáo^ Falso ou ve¡dadeiro? É fSOy" vercladeiro. Quanto urais vocé sabe mais vocé pode saber Por qu6? Porque há muitos pontos de ¡eferéncia. lsso é chave! In{ormagáo passada

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facilita a nova aprendizagern. Enráo o que vanros fazer como professores? Usar as proprl.as experiéncias. Se o ahuro já sabe q';ero ensinar a sub'rraÍr, vou usar a infotmagáo {) conhecirnento.já adquirido colal¡ora com experi6ncias arüénticas de a¡lendizagem, tiradas da vida real do alunc. adlcionar

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passada que ele tem para e¡rsiná-lo.

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Verdadei¡o ou falso: tomar decisáo com cabega fria ou sem emogüo ajuda voc0 a pensar melhor. Mesmo que vocés pensem que é verdatle, isso é impossível fazer; julgar a inlormagáo

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forma apenas lacional.'l'odas as coisas réni um nível emocional, Isso fem impaclo no ensi.no? Sabemos que esiamos crianrlc arnbientes a totlo r¡ momcnto, dada a forma como escoli:ermtls interagir com ns alunos. Quando eles erltranl e dizem "o professor me odeia"" nús já criauros um ambíente onde ele fez um julgamento no nívei emocianai de ¿rlto esilesse. Apenas quando estivermos criando aml'¡ientes apr"opliados, ou liberdade

iirtelectual, deixanrlo um esp¿tqo pala o aluno enar, ele náo vai tel'medo de aprender. Se ele achar qne será humílhado pelos seus pares. seus professores, terá unra aprendizagem bloqueada. I-embrem-se de qrianclo vocés eram alunos. Quando viarn. o professor completamente itervoso. perdido, preocupado com o que i.a tazer, vocés pensavam: "lsso vai se¡ chato", e comeqavaü a olhal s prafessor, e ele olhava para os alunos e via que eles esta\¡am chateados, e ficava menos enfusiasmado ainda. Agora, quando algróur entla numa aula em qne o professor ama o que

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{rstá fazen{io, é absoltltatnentr.e contagloso' Vocé náo gosta de

r¡¿temática, mas esse cara adora o que está fazendo, eltño posso nte conectar ¿r isso. Se ele gosta tanto, deve serbom' Períoclos crítjcos ile aprentlizagem existenr? isto é una pergrilrta capciosa. Para coisas físicas, por exemplo, 'rplender a aitcia:'l Fara as habilidarles acaddmicas? AquÍ estáo as ¡espostas: náo e náo. Se voc€ náo aprenrlet'natemática qr:ando ten'r 13, pode aprencler quando tiver 30' Se vocé náo aprendeu portuguOs quando era bebé, r'ai aprender com 47? Siln Náa exislem peíodos críticos. Existem cr:isas mais imponantes que isso, como a orrlen colno essas habilidades foram airrendidas. Se alguém náo puder aprender a escre\rer uma 1íngua estrangeira antes que entenda e possa Ler a sria língua, a ordem clo aprendizaclo é rnuilo mais i.mpoftante. A ideia é dizer que há a faz'e'r ¡reríodos sensíveis, quando o cérebro está nuis adaptado cert¡s cüi$as em certos estágios na vida. Mas náo significa que ex.iste unta po:rta fnchada depois disso.

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sono é importanie ¡rara a aprendizagem.. Isso está cerlo, mas quais as razóes?Aprimeira: se voc0 náo dcrme, fica cansado, e isso s.ignilica que vocé náo consegue presar atengáo, náo con-segue focar; a segurul"l: pesquisas do Robert Stiker, de 2006, nrüstrair:r que edste uma combinagáo dos neurotransmissores pr€sentes apenas naquele estágio de sono

"RFIM", quando a sinapse é consolidada em longo pl azo, oü seja, nós precisamos dürmir para ter uma memória de longo p1'azo.

\¡e¡cladeiro ou falso: o esuesse ien: impacto na aprendizagern? O estresse é altamenLe imporlante para

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tem que ser calegúrizado de urn jeito dife¡ente: tem um estresse bom, que o alunc¡ está preslandu a aprerrdizagem, mas

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atengáo, focado e tem o seu obietivo" e a, e-qtresse ilegati\ro, ruilr para o apren<lizailo- Se um altulo pensa que o professor o udeia e o professor o manda ao qnadro para clar as respostas, ele ficará

üaumatizado. Esse nível de estre'sse fere, imptcJe o aprendizada' Isso náo é apenas psicológico, é fisiológico. Isso far coill que oS neutotransmissores lüu luncionem. As panes do cél'ebro fttrlcio¡raln isoladas. Verdadcilo ou l'aiso? Contpletamente talso. Voc0 tetn um cérebro com l:emi:férios direito e esquerdo, mas É um célebro só, Coloquem a máo esquerda no nariz e

ndo tlireita na ore.lha esquerda-

Quando eu disser 3, trudem. Por que é táo ilificil t'azer? I'orque no nresnlo motn€tlto vocé está dizendo para i: henrisfério direito mandi:r u¡na ntensagen para o esquerrio e vice*versa. Ternusque aceitar que o cérebro é complicadn. aprentler é complicado' a línguagem é complicada. Sabemos que existem mecanis¡nos distinÍ¡s para soletlar, para a gramática, pat'a escrevel', para falar.". Entáo, temos que diagnosticar nelhor. Nño podenlos dizer: "Ah, ele ten problema de matemática"; devernos riizer:

"Ele tem problerna na sequét:cia nunré.rica, con'r sírnbolos". Temos que ser capazes tle ser mais específicos. Desta ftirrna poderemos curar problemas cle fonna mais ellÍuelte"

O cé¡ebro lrrtcla. com a experiéncia, constaüt¡fiente, todrl o tenrpo. Isso é verdade. !-ocós r,áo para casa hoje com r: cé¡ebro difer:ente daquele cont que vocOs acordaram de raartrá, porque fizeram novas conexóes. Quanlos de vocés ensina¡éa uma crianga a 1er? Voc6 tenta por sernanas otl neses... Liii: belo dia

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É rnágica! Aconiece naquele moil)erlto. A ideia pr"incipal é

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n sr:r¡';uiilte: s {éreblo n}uda c{}I]stanteiÍle¡ite

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it etpcrii*rcia,

no nír'el i:rerrroiógico, que accillerit antes de r,.¡cÉ \'er unla mudartga flo cornporlJmenro. Vocé pode seiliir Íiiir-. nño está chegairdo lá, vr:c6 nño vÉ e provu, náo r,é ¡ leilura, nra$ se irssrgure que pouco a poucil vocé vai fazei

ril*r basicarnente

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a coirexáo ilaquela crianqü. É prer:Ísir ter pac.i€ncia. As uezes. ,.r iesi:ltado tlenlora. Somos proíessores. ¿i qFrlle rtlt.t potk: r er

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lrnrenrc 0 resultad0. tcrllos que vel o pfocesso. Aten5áo e memúria, eu espero que isso fiqi.ie nas sitas ilr11t{:s para spnipre. {]urnrlo nr,rs pensamos nas atividaaies que

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devemos pensar em coisas qu* estinrilem e

nii:r.u;enharl] a aletlgáo. ¡;o|que isso é born p;it'a a ap.i'en'Ji:t'agern ;c l*ngo do tempr:^

.1 últirna quest;io tenl a vt'r cül.ir algo q,:e talvez náo seja iii¡ representadi¡ nc¡ BrasjJ: o fempo cle atenqao. Sabemos que r aft;lglo lÍ:mana em geral pode facaliza.r de 1.0 a 20 niinutos. 5i: v*cO e:tÁ aliaffienle mol.ir¡¿do, pcde sscutar a mesma coisa

j.;r lioias. h'o enianro. a maior ¡:a:te das trjangas ¡.:'l,::: r]e aula ¡láo e$tá

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